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Simpósio debate legado da Copa para o turismo sustentável do Estado

Coordenadora de Meio Ambiente e Sustentabilidade do CGCopa, Angela Bacchieri 
Duarte, destacou ações como enumerou as ações como a Feira Sabor Gaúcho e o 
projeto GNVerde - Foto: Divulgação Abes-RS.

19/09/2014

Os legados da Copa do Mundo na área de sustentabilidade foram tema de debate, nesta quinta-feira (18), no Resort Vila Ventura, em Viamão. O Simpósio Nacional sobre Gestão Ambiental de Empreendimentos Turísticos reuniu gestores públicos, empresários da rede hoteleira e acadêmicos.

"O legado em sustentabilidade de grandes eventos, com destaque para a Copa do Mundo, contemplou os projetos planejados e executados, bem como a governança, que envolve todas as entidades participantes, nas esferas internacional, nacional e local", explicou a coordenadora de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Comitê Gestor da Copa (CGCopa), órgão vinculado à Secretaria de Esporte e do Lazer, Angela Bacchieri Duarte.

Angela enumerou as ações do setor ocorridas na Copa, como a Feira Sabor Gaúcho com o projeto Brasil Orgânico e Sustentável, o projeto GNVerde, o Inventário de Gases Estufa, os roteiros turísticos do Passaporte Verde e as melhorias em parques e praças do Estado. Como benefício permanente, a representante do CGCopa citou as práticas sustentáveis adotadas pelo Estádio Beira-Rio, Arena do Grêmio e Resort Vila Ventura, sendo que os dois estádios da Capital possuem o certificado LEED (Liderança em Energia e Design Ambiental), destinado a construções sustentáveis, de acordo com critérios internacionais de racionalização de recursos.

"O legado gerado pela Copa não é um pacote fechado que entregamos após o Mundial, exceto no caso de grandes obras de mobilidade. Na área de sustentabilidade, por exemplo, são práticas contínuas", completou.

Único Centro de Treinamento (CT) a hospedar uma seleção no Rio Grande do Sul, o Resort Vila Ventura contabiliza os efeitos da experiência de ter recebido a equipe do Equador. O diretor, Samuel Silveira, elencou as razões decisivas para a escolha de seu hotel pelos equatorianos: proximidade com o aeroporto; exclusividade em espaço em meio a natureza; clima semelhante à capital do país e acolhimento.

Para hospedar uma seleção, o CT, que recebeu, ao todo, a visita de 14 seleções no processo de escolha – incluindo a campeã Alemanha –, construiu novas instalações e implantou um gramado nos padrões da Fifa. "Decidi, ao ver a recepção de uma pequena cidade da Alemanha que hospedou a seleção de Togo, na Copa de 2006, que queríamos participar. Quando o Equador chegou, reunimos 10 mil pessoas na praça de Viamão, o que nos garantiu amplo destaque na mídia já a partir dali”, relatou. O resort, que adota várias práticas sustentáveis em sua manutenção e oferece atividades ao ar livre, como trapézio voador e arvorismo, comemora a repercussão gerada. "Em alguns dias, tínhamos entre 100 e 150 jornalistas, de diversos países, aguardando a seleção”, contou.

O simpósio, promovido pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-RS) contou, ainda, com palestra de representante da Corsan sobre turismo sustentável na região e os investimentos em saneamento no Estado.



Torcida brasileira do Real Madrid usa copos da Copa para fazer ação social

Cerca de 200 copos foram acumulados pelos voluntários da Unidos 

por el Real Madrid (Foto: Divulgação)

01/08/2014

Grupo de voluntários da Unidos por el Real Madrid troca os souveniers por alimentos

Que os copos personalizados de refrigerantes e cervejas, patrocinadoras da Copa do Mundo, fizeram sucesso durante o Mundial, ninguém pode negar. Após as partidas era possível observar milhares de torcedores saindo dos estádios carregados do souvenier. Aliando este sucesso a uma ação social, a Unidos por el Real Madrid, o maior grupo de torcedores do time espanhol no Brasil, decidiu usar o fato para ajudar pessoas.

Durante a disputa da competição em terras brasileiras, voluntários juntaram cerca de 200 copos com o objetivo de trocar por alimentos a serem doados para entidades carentes e famílias necessitadas. Com cada copo “valendo” entre 5 e 6 kg de alimento, a troca começou no dia 20 de julho, no Restaurante Almodovar, em São Paulo.

- Tivemos a ideia conversando entre a gente, depois de vermos que as pessoas sempre pediam para trazermos copos dos estádios. Percebemos que eles viraram souvenires muito procurados e pensamos em  ajudar as pessoas de alguma forma  – disse Alessandra, a fundadora da Unidos - Não tivemos ajuda de nenhuma empresa. Compramos, catamos e pedimos copos para as pessoas no estádio.

Até agora, 120 copos foram trocados e cerca de 480 kg de alimentos arrecadados. No entanto, os idealizadores do projeto acreditam que até domingo essa marca ultrapasse a meia tonelada. 


Torcedores do time madrileno exibem os alimentos arrecadados (Foto: Divulgação)

A Creche São Jerônimo, em Santo André, a Comunidade Nossa Senhora de Fátima, no Riacho Grande, e também a Congregação dos Humildes Servos da Rainha do Amor, em São Paulo, serão beneficiadas com a ação. 



Licitação para compensar dano ambiental de obras da Copa será lançada em agosto

31/07/2014

Prefeitura de Porto Alegre vai plantar 1,2 mil mudas

A Prefeitura vai plantar 12.107 mudas de árvores para fazer a compensação vegetal das 15 obras de mobilidade urbana voltadas para a Copa do Mundo em Porto Alegre. O edital de licitação que vai contratar a empresa responsável pelo serviço está sendo elaborado por um Grupo de Trabalho do município e deve ser concluído na segunda quinzena de agosto. A vencedora da concorrência pública será responsável pela poda, remoção, transplante e plantio dos vegetais.

De acordo com o Decreto Municipal (17.231/2011) que trata das compensações vegetais, a conversão de compromissos de plantio acima de 300 mudas, como neste caso, deve ser analisado por uma comissão específica. A legislação também estabelece, para fins de conversão, o valor de 20 Unidades Financeiras Municipais (UFMs) por muda, o que, em 2014, corresponde a R$ 62,01 para cada muda.

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Porto Alegre, até o momento, não respondeu quais os critérios foram utilizados para se chegar ao número de 12.107 mudas. O Executivo Municipal também não divulgou o número de árvores removidas para a execução das 15 obras da Copa na Capital gaúcha.



Copa 2014: Mais um gol da Copa com o Programa de Gestão de Resíduos

© Getty Images

27/07/2014

Cerca de uma hora após o término da final da Copa do Mundo da FIFA, a Alemanha ainda comemorava a conquista de seu quarto título mundial nos vestiários do Maracanã. Não muito longe dali – nos corredores de acesso às arquibancadas e em toda a área externa do estádio –, uma megaoperação com catadores de materiais recicláveis era organizada para dar conta da recuperação e separação dos resíduos deixados pelos mais de 74 mil torcedores que haviam assistido ao jogo.

O trabalho era intenso, mas em ritmo coordenado, e os cerca de quatro contêineres repletos de material reciclável para ser transportado era o sinal de que tudo havia corrido dentro do planejado – quer dizer, até melhor do que isso. É que no final, o total acumulado nos 64 jogos da Copa havia superado a estimativa inicial e alcançado mais de 416 toneladas, fazendo do Programa de Gestão de Resíduos idealizado pela FIFA, Coca-Cola e Comitê Organizador Local (COL) um enorme sucesso.

"Nossas experiências anteriores já mostraram quanto o gerenciamento de resíduos é um aspecto fundamental da sustentabilidade dentro das Copas do Mundo da FIFA. O fato de o governo brasileiro ter adotado recentemente políticas muito claras a respeito dos resíduos é algo que dá ainda mais importância para esse assunto em 2014", diz o diretor de responsabilidade social corporativa da FIFA, Federico Addiechi. "Estamos muito contentes com o que conseguimos, especialmente por termos conseguido trabalhar lado a lado com as cooperativas locais para fazer do evento algo mais sustentável."

A operação que se seguiu até o dia 17 pôs fim a quase dois meses de empenho de mais de 850 catadores recrutados e treinados pela Coca-Cola para atuar nos 12 estádios do Mundial. No geral, o projeto teve como foco as questões sociais e ambientais, atuando ao lado das 19 cooperativas locais em cada estado e seguindo à risca a Política Nacional de Resíduos Sólidos do governo brasileiro para um melhor aproveitamento do material reciclável. Isso sem falar na conscientização sobre a importância de evitar, reduzir e reaproveitar o lixo.

E para quem trabalhou no processo de coleta e separação, as boas condições e o legado deixado a cada uma dessas cooperativas – como o maquinário e uniformes utilizados, além do conhecimento técnico da operação – traziam a certeza de um duplo dever cumprido. “Estamos felizes da vida com o programa. Ele fez nossa auto-estima melhorar muito”, garante Claudete da Costa, presidente da Cooperativa Reciclando para Viver e que há 23 anos trabalha como catadora no Rio de Janeiro.

Foi só agora, no entanto, que ela ganhou um salário e os chamados EPIs (equipamentos de proteção individual), além de ter acompanhado de perto o transporte dos resíduos até sua cooperativa – onde foi realizada a segunda etapa da separação. “Sofremos muita discriminação, mas aqui tivemos boas condições para trabalhar. Tenho orgulho de dizer que sou catadora de material reciclável e que consegui sustentar meus dois filhos assim. E esse projeto é uma grande oportunidade para mostrar que podemos fazer tudo isso com dignidade. Tenho certeza que, a partir daqui, nossa classe vai prosperar”, completa.

Leonardo Abreu, técnico de logística do programa no Maracanã, era outro que se mostrava satisfeito com o andamento do trabalho. “Participar da Copa foi uma vitória para os catadores. Eles se organizaram, tiveram o apoio e responderam com todo esse empenho”, explica. “É algo que vai se perpetuar, porque agora as bases estão fortalecidas”, completa ele, que tinha como uma das funções coordenar catadores e voluntários e ainda comprovar a boa destinação dos resíduos segundo a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Informação e instrução
Se o processo de triagem e transporte correu em perfeita harmonia, era porque, bem antes, muitos dos torcedores que compareceram aos 64 jogos haviam feito sua parte ao dividir e jogar os resíduos nos coletores apropriados que a Coca-Cola levou aos estádios. E, para que nenhuma garrafa PET, copo de plástico, papel ou embalagem reciclável fosse deixado nos coletores errados, voluntários do programa participavam de outra ação de sustentabilidade, dando dicas e incentivando a reciclagem não apenas dentro do estádio ou no dia dos jogos.

“Muitas pessoas vinham perguntar e buscar informação. Acho que, no geral, eles tiveram muito cuidado ao jogar o lixo que acumularam”, aponta Ana Beatriz Viana, estudante de Engenharia Ambiental. “Fizemos esta ação na Copa, mas pensando em levar a mensagem adiante, para toda a vida. Vimos que, do primeiro ao último jogo, as coisas melhoraram muito”, completa ela, destacando ainda a importância da imagem da mascote da Copa no programa. “Eles adoravam o Fuleco, queriam tirar fotos com ele e com a gente, então era mais uma forma de aderir à ideia.”

Foi uma Copa marcada por grandes jogos e muitos gols, mas na qual todos os envolvidos no Programa de Gestão de Resíduos saíram como grandes vencedores. E, no final, quem mais agradeceu mesmo foi o meio ambiente.

Fonte: FIFA


Coleta seletiva feita durante a Copa em Salvador rende R$ 18 mil aos catadores

27/07/2014

A coleta seletiva realizada no entorno da Arena Fonte Nova e na Fifa Fan Fest, no Farol da Barra, durante a Copa do Mundo, gerou renda aos 93 catadores das cooperativas que integraram a ação e ainda possibilitou uma economia no consumo de bens naturais.

Ao todo, foram coletados 11 toneladas de materiais recicláveis, que geraram cerca de R$ 18 mil, divididos entre as cooperativas e os catadores.

Manuel dos Santos, da Cooperativa de Agentes Ambientais Nova República (Canore), ressaltou os ganhos econômicos e ambientais da atividade. “É um trabalho bonito, decente e que preserva o meio ambiente. Além da gente estar ganhando um dinheiro, estamos contribuindo com a limpeza do local”, afirmou.

Com uma renda média de menos de um salário mínimo por mês, os catadores de materiais recicláveis vêem em grandes eventos a oportunidade de obter uma renda extra.

"O incentivo da Prefeitura para a coleta seletiva durante a Copa foi muito bom para a cooperativa, vai aumentar a renda média dos catadores este mês, além de possibilitar o ingresso de novos catadores. Espero que venham novos eventos para nos ajudar ainda mais", declarou Robson de Jesus, representante da Cooperativa de Catadores Agentes Ecológicos de Canabrava.

Ao serem encaminhados para a reciclagem, os papelões, latas de alumínio e garrafas plásticas coletados evitaram que, respectivamente, 29 árvores fossem derrubadas, 26 quilos de bauxita e 46 litros de petróleo fossem extraídos do meio ambiente.
Os 4.624,7 quilos de latas de alumínio arrecadados correspondem à economia de uma quantidade de energia elétrica suficiente para manter um aparelho de televisão ligado por 1,7 ano.

A instalação da coleta seletiva em Salvador faz parte do Planejamento Estratégico elaborado pela Prefeitura com as principais ações a serem executadas na cidade entre os anos de 2013 e 2016.

O planejamento prevê, entre outras realizações, a instalação de 100 Pontos de Entrega Voluntária de Coleta Seletiva (PEVs) até o fim de 2014 e a implantação de coleta seletiva em 8.400 grandes geradores de resíduos a partir de 2015.



Porto Alegre dá exemplo e resíduos orgânicos da Copa viram combustível

Foto: Divulgação

11/07/2014

Um projeto inovador fez Porto Alegre se diferenciar das demais cidades sede da Copa do Mundo no quesito sustentabilidade: os resíduos gerados em dois espaços do evento (Acampamento Farroupilha e Fifa Fan Fest) foram transformados em combustível para abastecer o próprio caminhão que fez a coleta nos dias do mundial. O chamado GNVerde, marca exclusiva da Companhia de Gás do Estado (Sulgás), é um gás gerado a partir da decomposição de resíduos orgânicos que possui características químicas semelhantes ao gás natural, podendo ser utilizado para abastecer veículos.

A ação foi idealizada pela Sulgás em parceria com o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Comitê Gestor da Copa RS, Secretaria Estadual do Esporte e do Lazer (Sel), Iveco-Bivel, Realeza Furgões e Consórcio Verde-Brasil, formado pelas empresas Ecocitrus e Naturovos.

A Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-RS) também deu apoio com o fornecimento das lixeiras e disponibilizando equipes para orientarem os participantes do Acampamento Farroupilha sobre a correta segregação do material orgânico. Na Fifa Fan Fest, o projeto foi integrado ao programa “Resíduo Zero”, do DMLU, que faz parte do Plano de Ação para Limpeza Urbana na Copa do Mundo 2014.



As iniciativas da Coca-Cola no Brasil para a Copa do Mundo da Fifa 2014™


25/06/2014

Presente nas Copas do Mundo da FIFA™ desde 1950 com anúncios nos estádios do evento, a The Coca-Cola Company veio tornar-se parceira oficial da FIFA em 1974, realizando ações diversas nos países que hospedam a maior competição internacional de futebol.

A edição de 2014 no Brasil começou, para a Coca-Cola, em 2012. Dois anos antes do Mundial, a empresa apresentou aos brasileiros o Mascote Oficial da Copa e a partir de então, dedicou-se a desenvolver e implantar trabalhos em torno dos três legados que a companhia pretende deixar para o país: Comunidades, Reciclagem e Vida Ativa.

Foto: Divulgação / Coca-Cola

Foto: Divulgação / Coca-Cola
Esse último legado, que incentiva e dissemina a importância da prática esportiva, teve como carro-chefe a Copa Coca-Cola, que aconteceu no ano anterior à Copa do Brasil e cujos vencedores foram treinados para exercerem a função de gandulas. Os 445 meninos e meninas com idades entre 13 e 17 anos foram aprovados para atuarem nas 64 partidas do evento. Além disso, Vida Ativa será representado em campo por doze jovens que foram escolhidos para carregarem as bandeiras dos países cujas seleções se enfrentarão na final da Copa do Mundo, por terem histórias de vida ligadas à prática esportiva. Também no último jogo do Mundial estarão outros 29 carregadores de bandeira que foram escolhidos para simbolizar as comunidades e a reciclagem.

Foto: Divulgação / Coca-Cola

Ainda de responsabilidade da Coca-Cola durante toda a competição, o gerenciamento dos resíduos sólidos nos estádios onde acontecem os jogos contará com uma equipe de 840 catadores de lixo que estiveram nos Treinamentos de Capacitação para Coleta Seletiva da Copa do Mundo da FIFA™, realizado pela empresa.

Por meio dessas e outras ações a Coca-Cola Brasil está fazendo dessa Copa, a Copa de Todo Mundo!

Saiba tudo sobre a Coca-Cola na Copa do Mundo da FIFA 2014™ nas redes sociais da marca:

Fonte: Assessoria de Comunicações / Coca-Cola


Cerca de 150 toneladas de resíduos recicláveis nos 26 primeiros jogos da Copa

22/06/2014

O número já corresponde à metade do que previam os organizadores para todo o Mundial

A Copa do Mundo nem chegou à metade da disputa e já foram recolhidas 150 toneladas de resíduos recicláveis nos primeiros 26 jogos disputados em 12 estádios do Mundial. O número é expressivo, se comparado às 70 toneladas obtidas nas 16 partidas da Copa das Confederações do ano passado, em seis estádios.

- Nosso objetivo inicial era atingir 320 toneladas (de resíduos recicláveis) nos 64 jogos desta Copa do Mundo, mas já chegamos quase à metade da meta em pouco mais de um terço das partidas - analisou o argentino Federico Addiechi, chefe de responsabilidade social corporativa da Fifa.

O projeto de coleta de recicláveis - inédito na história das Copas - está sendo coordenado pela Coca-Cola, um dos patrocinadores do Mundial, que treinou 840 catadores brasileiros para trabalhar nos estádios, impactando mais de seis mil outros em cooperativas das cidades-sedes.

- Os catadores têm papel fundamental nesse projeto. Atingir 150 toneladas agora já é algo que nos entusiasma - disse Victor Bicca, diretor de assuntos governamentais, comunicação e sustentabilidade da Coca-Cola para a Copa do Mundo-2014.

Em São Paulo, os 70 catadores que trabalham no Itaquerão tiveram atividade extra antes do início da Copa do Mundo, retirando cerca de 15 toneladas, sendo seis nos últimos três dias de preparação do estádio, cujas obras atrasaram, prejudicando a montagem dos equipamentos da Fifa. Em todo o Brasil, eles ganham diária de R$ 80 por um período de oito horas de trabalho (sendo uma de almoço), mais vale-alimentação e transporte.

Nos 12 estádios foram instalados coletores de cores verde (para resíduos) recicláveis e cinza (não recicláveis). O trabalho em dia de jogos começa com um grupo volante de 20 catadores percorrendo os anéis externos e internos do estádio, coletando os resíduos recicláveis (secos) depositados pelos torcedores nas lixeiras de cor verde. Paralelamente, os catadores percorrem os bares do estádio coletando os resíduos gerados durante a venda de bebidas e alimentos aos torcedores. Todo o material dos anéis e bares é encaminhado para as áreas satélite de depósito (armazenamento temporário) de resíduos sólidos dos estádios.

Depois do jogo, o material reciclável depositado nas áreas satélites é encaminhado para o depósito central de resíduos sólidos de cada estádio. O caminhão da cooperativa de catadores carrega o que está armazenado e transporta para o centro de triagem da cooperativa. Lá, há a separação dos diversos materiais que serão destinados para a indústria de transformação específica.

Os catadores trabalham em paralelo à operadora de resíduos sólidos do estádio, que é responsável pela gestão dos resíduos não recicláveis (orgânicos) gerados durante o jogo e que são coletados pela empresa de limpeza pública da cidade-sede.

Fonte: O Globo


Durante a Copa em Porto Alegre, projeto vai transformar lixo em combustível

Foto: Divulgação

16/06/2014

O projeto prevê o reaproveitamento dos resíduos orgânicos gerados no Acampamento Farroupilha e na Fifa Fan Fest

Um projeto inovador poderá ajudar Porto Alegre a mitigar os impactos da Copa do Mundo de 2014. Os resíduos orgânicos gerados no Acampamento Farroupilha e na Fifa Fan Fest serão transformados em combustível. O chamado GNVerde é um gás gerado a partir da decomposição de resíduos orgânicos, que possui características químicas semelhantes ao gás natural. O projeto será apresentado na segunda feira, 16, no Centro Aberto de Mídia, 1º andar da Usina do Gasômetro, na avenida Presidente João Goulart, 551.

A iniciativa resulta de parceria entre Companhia de Gás do Estado (Sulgás), Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Comitê Gestor da Copa RS, Secretaria Estadual do Esporte e do Lazer, Iveco-Bivel, Realeza Furgões e Consórcio Verde-Brasil, formado pelas empresas Ecocitrus e Naturovos. Na apresentação, estarão presentes representantes das empresas parceiras.

Também integra o projeto a Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, que fornecerá lixeiras e equipes para orientar os participantes do Acampamento Farroupilha sobre a correta separação dos resíduos gerados nos piquetes. Na Fifa Fan Fest, o projeto foi integrado ao programa Resíduo Zero, do DMLU, que faz parte do Plano de Ação para Limpeza Urbana na Copa do Mundo 2014.

Os resíduos orgânicos produzidos no Acampamento Farroupilha e na Fifa Fan Fest durante a Copa do Mundo serão coletados pelo DMLU e separados para envio à planta de produção de GNVerde, instalada em Montenegro e mantida pelo Consórcio Verde-Brasil. O caminhão, fabricado pela empresa Iveco, possui tecnologia e motor especial movido a GNV, desenvolvido pela FPT Industrial, e será abastecido pelo próprio gás gerado na transformação dos resíduos orgânicos produzidos durante a Copa. Após a coletiva, haverá visita guiada à usina de produção do GNVerde, no município de Montenegro.



Fan Fest em Porto Alegre terá reaproveitamento de 100% dos resíduos gerados no evento

Foto: Ivo Gonçalves/ PMPA

12/06/2014

Todo o lixo produzido no evento será transportado em caminhão abastecido com biogás, gerado a partir do processamento dos materiais recolhidos no Anfiteatro Pôr do Sol

Um ciclo fechado, desde a coleta, passando pelo transporte, o processamento e o abastecimento do veículo. Nesse contexto rígido de sustentabilidade, a Fan Fest da FIFA no Anfiteatro Pôr do Sol, em Porto Alegre, reaproveitará 100% do lixo produzido pelo público e pelos estandes.

O material reciclável na festa – e também no Acampamento Farroupilha Extraordinário – será destinado a uma cooperativa de catadores na Lomba do Pinheiro, zona leste de Porto Alegre. O restante seguirá para a Cooperativa Ecocitrus, em Montenegro, distante 60 quilômetros da capital gaúcha. Ali, o material orgânico será aproveitado para a produção de adubo destinado às lavouras dos agricultores associados e à produção de biogás.

A coleta e o transporte serão feitos diariamente por um caminhão da Companhia de Gás do Rio Grande do Sul (Sulgás), desenvolvido pela empresa Iveco e que usa como combustível, justamente, o biogás, batizado de GNVerde. "Podemos dizer que este projeto é o topo da sustentabilidade ambiental, pois representa um ciclo renovável fechado, com um veículo que é alimentada pela energia gerada a partir do mesmo lixo residual que foi transportado por ele", afirma  Roberto Tejadas, diretor-presidente da Sulgás.

Foto: Divulgação / Ecocitrus

Com os seis cilindros cheios de biogás acoplados, o caminhão tem autonomia para rodar 350 quilômetros. Mais do que o dobro da distância que irá percorrer diariamente, sem usar resíduo fóssil.

A ação reúne também a Câmara Temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Comitê Gestor da Copa no Estado (CGCopa), a Secretaria Estadual de Esportes e Lazer, Realeza Furgões e o Comitê Verde-Brasil, formado pela Ecocitrus e Naturovos, além da Associação Brasileira de Engenharia Ambiental e Sanitária. O projeto foi integrado ao Plano de Ação para a Limpeza Urbana na Copa do Mundo de 2014.

Segundo o presidente da Ecocitrus, Fábio José Esswein, a produção do biogás vinha sendo desenvolvida em caráter experimental há cerca de um ano, e já está consolidada. "Fazemos o tratamento de 180 toneladas anuais de substrato gerado por uma centena de empresas, que é reaproveitado nas propriedades dos nossos associados. O biogás purificado, para uso veicular, é mais um elemento de sustentabilidade na cadeia produtiva".

A Ecocitrus produz laranjas e tangerinas, e delas obtém, também, óleos essenciais e sucos. "Agora temos também o combustível dos veículos que transportam os trabalhadores", diz Esswein. Atualmente, a produção diária é de dois mil metros cúbicos de biogás. Por conta do programa com a Sulgás, o volume chegará a cinco mil metros cúbicos ao dia em três meses e a 20 mil metros cúbicos em oito meses.

Consciência Ambiental

O planejamento para minimizar o impacto da produção de lixo em Porto Alegre durante a Copa do Mundo é minucioso. A estimativa da prefeitura é de que a Fan Fest produza 2,8 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente, resultantes de 54 mil quilos de resíduo orgânico. E busca alternativas de compensação. Conforme o engenheiro químico Glauber Zettler Pinheiros, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAM), a reciclagem, a biodigestão e o biocombustível são ferramentas importantes nessa equação.

Para ele, o maior legado do projeto é o despertar dos agentes políticos e da comunidade para o tema da sustentabilidade. "O envolvimento e o conhecimento que a abordagem séria do assunto irá gerar, introduzindo a questão ambiental na pauta das cidades, é uma valiosa herança".




Copa promoverá ações sustentáveis e reciclagem de resíduos sólidos

04/06/2014

Cooperativas de catadores recebem qualificação profissional e equipamentos para atuarem no Mundial

O governo federal, por meio da Secretaria-Geral da Presidência da República (SG-PR), firmou Acordo de Cooperação Técnica com a Coca-Cola Brasil, a Fifa e o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR) para a viabilização de qualificação profissional aos catadores de materiais recicláveis, representados por suas cooperativas de trabalhadores. O convênio qualifica os catadores para coleta seletiva no interior dos estádios nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. 

Após a coleta nos estádios, todos os recicláveis serão encaminhados para as associações e cooperativas parceiras, onde será feita a triagem. A operação irá garantir o fluxo completo da reciclagem, que envolve a coleta, triagem e a transformação em novo produto. Ao todo, cerca de 850 catadores estão sendo capacitados. A iniciativa amplia uma ação já realizada durante a Copa das Confederações de 2013, na qual 280 profissionais passaram pelas qualificações.

O curso, com carga horária de quatro horas, ensina os catadores a manusear os equipamentos que serão utilizados durante o Mundial. Eles são treinados, também, sobre a dinâmica de trabalho dentro do estádio, além de receberem informações sobre segurança. Cinco toneladas de lixo deverão ser produzidas durante as partidas.

“Essa capacitação, em um primeiro momento é para a Copa, mas Brasília, por exemplo, tem vários eventos e essa capacitação pode ser aproveitada em outras oportunidades”, disse o catador Ronei Alves da Silva. Para a categoria, essa é uma grande oportunidade: “Por mais que a gente estivesse fazendo um trabalho ambiental, separando os materiais recicláveis nos lixões, recolhendo os materiais recicláveis nas ruas, a gente era invisível para a sociedade e, hoje, a gente pode trabalhar no maior evento do mundo", destacou Silva. 

Ações continuas

Em pronunciamento, a presidenta Dilma Rousseff destacou as iniciativas do governo federal para a inclusão de catadores e moradores de rua, como os investimentos do BNDES em programas desenvolvidos nas cidades-sede da Copa do Mundo.

“Demos continuidade ao programa Pró-Catador e apoiamos todas as ações para identificar os catadores e dar acesso a todas as políticas sociais do governo. Apoiamos a incubação de cooperação, a erradicação do trabalho infantil e acesso aos serviços públicos. O BNDES está investindo em ações de inclusão dos catadores nas sedes da Copa”, afirmou Dilma em seu discurso.

Desde 2006, o BNDES investiu R$ 137 milhões em projetos para os catadores de matérias recicláveis. Apenas em 2013, o banco já apoiou projeto de ampliação de coleta seletiva do governo do Distrito Federal, com R$ 21,3 milhões, e iniciativa semelhante do município de Osasco (SP) com R$ 6,6 milhões.

Também apoiou, na capital paulista, a Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis da Miguel Yunes (Coopermyre), para a qual destinou R$ 1,1 milhão. Os demais apoios do banco para inclusão social de catadores foram realizados em parceria com os municípios do Rio de Janeiro, de Curitiba, de Porto Alegre e Sorocaba.



Copa Sustentável convida empresas a doarem créditos de carbono

26/05/2014

Instituições participantes irão receber o selo de sustentabilidade 'Baixo Carbono'. Prazo para manifestar interesse vai até 18/6

Com objetivo de reduzir o impacto das emissões de gases de efeito estufa na Copa do Mundo 2014, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) convida empresas privadas a doarem créditos de carbono. A iniciativa faz parte da campanha Copa Sustentável, que concederá às instituições participantes o selo de sustentabilidade “Baixo Carbono”. Para participar é preciso manifestar interesse até o dia 18 de julho. Acesse o regulamento neste link.

A campanha faz parte das ações do governo federal para diminuir os impactos ambientais causados pela realização do evento. Todas as emissões que não puderem ser reduzidas e que ocorrerem em função da organização, tais como –  construção e reforma de estádios, transporte de público e jogadores, uso de energia e a disposição de resíduos sólidos gerados nos locais dos jogos –  poderão ser recompensadas por meio da doação de créditos de carbono.

A iniciativa, que respeita as regras estabelecidas pelo Protocolo de Quioto, foi espelhada na estratégia adotada pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), em junho de 2012.

Requisitos

O MMA listou, por meio da chamada pública, alguns requisitos que determinam a participação das empresas na campanha. As empresas interessadas em doar de forma voluntária devem possuir o certificado de crédito de carbono emitido por projetos brasileiros filiados ao Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL). 

Os projetos nacionais das empresas participantes devem estar obrigatoriamente registrados no Conselho Executivo do MDL do Protocolo de Quioto, dentro do âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Clima (CQNUMC).

Além disso, o valor mínimo de doação de créditos de carbono é de cinco mil RCEs (Redução Certificada de Emissão). O montante doado será imediatamente cancelado das contas dos participantes desses projetos, a fim de garantir que os créditos não sejam utilizados futuramente.

Segundo o Ministério, a participação não envolve nenhum tipo de transação financeira, em contrapartida as empresas doadoras terão seus nomes divulgados no site do MMA e publicados no Diário Oficial da União (DOU). Além disso, poderão utilizar e divulgar a marca “Selo Sustentabilidade – Baixo Carbono” na internet e outros veículos de comunicação.

Processo de seleção

Após preencher o formulário de “Manifestação de Interesse em Doação de RCEs Emitidas para o MMA”, disponível no edital, as empresas interessadas devem enviá-lo por email ao Ministério juntamente com os dados obrigatórios, também listados no regulamento.

Em seguida, o MMA deverá entrar em contato com a empresa para colher a assinatura do “Acordo de Intenção de Parceria”, anexado ao regulamento. Após dez dias do recebimento do acordo, a empresa deve enviar duas cópias do documento ao ministério, via correio.

Passada essa etapa, o Ministério deve encaminhar uma das cópias assinada ao doador, que já poderá entrar com processo de cancelamento voluntário das RCEs. O atestado de cancelamento dos créditos deve ser enviado para o MMA até o dia 14 de novembro.

No final do evento, o ministério irá divulgar ao público e às empresas doadoras o balanço final das emissões de gases poluentes.




Copa 2014: Donos de ingressos incentivados a reduzir impacto ambiental

© LOC
05/05/2014

Para reduzir o impacto ambiental da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™ e conscientizar as pessoas sobre as emissões de carbono, a FIFA lançou um programa que incentiva os titulares de ingressos a compensarem gratuitamente as emissões resultantes da sua viagem para o torneio, independentemente do local de onde estejam partindo. Todos os portadores de ingressos com uma conta válida do Clube FIFA.com e um número de solicitação bem-sucedida de compra de ingresso podem se cadastrar em https://worldcupoffset.fifa.com/pt/initiate e participar de um sorteio para ganhar dois ingressos para a final da Copa do Mundo da FIFA, enquanto a FIFA cobrirá os custos para compensar as emissões.

"A FIFA leva muito a sério a sua responsabilidade ambiental", afirmou o diretor de Responsabilidade Social Corporativa da FIFA, Federico Addiechi. "Como parte da nossa dupla estratégia com o programa de gestão de carbono sem fins lucrativos BP Target Neutral, a FIFA e o Comitê Organizador Local compensarão 100% das suas próprias emissões operacionais. Por meio da campanha lançada hoje, estamos incentivando os torcedores a neutralizar as emissões de carbono resultantes da sua viagem ao Brasil. Ao mesmo tempo, usamos a Copa do Mundo da FIFA como uma oportunidade para engajar milhões de pessoas, aumentando a conscientização sobre o impacto ambiental das nossas viagens e as maneiras de reduzir esse impacto."

A Copa do Mundo da FIFA™ é a maior competição monoesportiva do mundo. Organizar um torneio desta escala inevitavelmente acarreta num impacto sobre o meio ambiente. A compensação é uma forma de limitar este impacto. Ela visa a equilibrar os gases de efeito estufa liberados na atmosfera em um local ao removê-los ou evitá-los em outro, resultando, assim, em um efeito zero.

"Faz muito sentido", diz Cafu, o único jogador a ter participado de três finais da Copa do Mundo. "Apoiar a sua seleção e ao mesmo tempo apoiar o desenvolvimento de baixas emissões de carbono no Brasil é uma vitória para todos.  Estou compensando as minhas viagens relacionadas à Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 e incentivando todos a fazerem o mesmo. É muito fácil de fazer e leva apenas um minuto."

A FIFA vai compensar as emissões usando um portfólio dos melhores projetos brasileiros de baixa emissão de carbono selecionados para a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014™ pelo BP Target Neutral. Cada projeto é selecionado por meio de um rigoroso processo de licitação e adesão aos padrões estabelecidos pela Aliança Internacional de Compensação e Redução de Carbono (ICROA). A seleção final é feita por um painel independente de ONGs ambientais. A lista completa de projetos de compensação selecionados, os quais resultarão em benefícios sociais e econômicos para as comunidades locais brasileiras, será anunciada em junho.

"Esta é uma ótima maneira para que os que têm ingressos ajudem projetos ambientais no Brasil", disse a diretora global do BP Target Neutral, Andrea Abrahams. "Em apoio ao patrocínio da Castrol à Copa do Mundo, a BP está feliz por ajudar a minimizar o impacto de carbono da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014."

Para obter mais informações sobre a estratégia de sustentabilidade da FIFA para a Copa do Mundo da FIFA 2014™, acesse pt.fifa.com/csr2014

Para obter mais informações sobre o BP Target Neutral, acesse www.bptargetneutral.com

Fonte: FIFA


Ministério do Meio Ambiente chama empresas para doar créditos de carbono na Copa do Mundo

15/04/2014

Medida faz parte do esforço global pela redução das emissões de gases causadores do efeito estufa

Os gases de efeito estufa emitidos pelas atividades da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 poderão ser compensados pelo setor privado. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou, no Diário Oficial da União desta terça-feira (15/04), chamada pública para empresas interessadas na doação de créditos de carbono. O edital ficará aberto até 18 de julho e será destinado a companhias “detentoras de Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) de projetos brasileiros do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL)” que pretendam participar das estratégias de compensação do governo federal para o campeonato.

As empresas que aderirem à chamada receberão o selo de sustentabilidade “Baixo Carbono”. A participação não envolve, portanto, qualquer tipo de transação financeira. Como contrapartida, os nomes das instituições serão veiculados nos relatórios de gestão e resultados do projetos e serão publicados em listagem organizada pelo poder público como doadores oficiais de créditos de carbono da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014.

SUSTENTABILIDADE

A chamada faz parte das ações brasileiras para o fortalecimento da sustentabilidade na Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014. Entram na lista ações relacionadas a construção e reforma de estádios, o transporte de público e jogadores, o uso de energia e a disposição de resíduos sólidos gerados nos locais dos jogos.

A iniciativa se baseia em estratégia semelhante adotada na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho de 2012. Para garantir o gerenciamento uniforme e o acompanhamento do processo de compensação, a doação de créditos de carbono da Copa do Mundo se concentrará em empresas interessadas no cancelamento voluntário de RCEs como forma de compensar as emissões do evento, assim como ocorreu durante a Rio+20.

MERCADO

O Protocolo de Kyoto, acordo internacional que estabelece metas de redução de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos, criou mercado voltado para a criação de projetos de redução da emissão desses gases na atmosfera. Os projetos desenvolvidos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) geram Reduções Certificadas de Emissões (RCEs) que podem ser utilizadas para cumprimento das metas dos países desenvolvidos ou transacionadas no mercado.

O MMA procura, portanto, empresas que queiram doar RCEs provenientes de projetos brasileiros do MDL e já emitidas pelo Comitê Executivo do MDL. O montante de RCEs doadas deverá ter sido cancelado das contas dos participantes de projetos, garantindo que elas não sejam usadas futuramente para outros fins. O cancelamento poderá ser monitorado através do sistema de registro do Comitê Executivo do MDL, o que garante transparência para o processo.

SAIBA MAIS

Apesar de ser considerado um fenômeno natural, o efeito estufa tem sido intensificado nas últimas décadas acarretando mudanças climáticas. Essas mudanças decorrem do aumento descontrolado das emissões de gases de efeito estufa, entre eles o dióxido de carbono e o metano. A emissão desses gases na atmosfera ocorre por conta de diversas atividades humanas, entre elas o transporte, o desmatamento, a agricultura, a pecuária e a geração e consumo de energia.

Acesse aqui o regulamento para participação das empresas interessadas. Mais informações: (61) 2028-2621 ou clima.copa2014@mma.gov.br.



Curso promove a sustentabilidade nas compras públicas

A Copa 2014 pode colaborar na promoção de práticas sustentáveis - Foto: Nathália Ely/CGCopa.

11/04/2014

A Copa do Mundo como uma oportunidade de incentivar uma nova cultura de sustentabilidade. Com essa intenção, diferentes órgãos estaduais e municipais participaram, nessa quinta-feira (10), no Plenário Ana Terra da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, do minicurso “Sustentabilidade nas Contratações Públicas”. Promovido pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o curso visa incorporar práticas de compras e contratações sustentáveis nos órgãos e instituições públicas.

“A gente está tentando promover uma nova visão para as pessoas que trabalham com a licitação pública, com as compras em todos os níveis: federal, municipal e estadual. Esses encontros são para mostrar situações de outros Estados que são de sucesso, ver problemas comuns que todo mundo enfrenta, e tentar promover essa nova visão e nova forma de trabalhar - com a inserção desses critérios de sustentabilidade em todas as fases da contratação pública -, e usar o poder de compra do Estado para promover essa mudança”, explicou Marcela Maciel, instrutora do Serviço Florestal Brasileiro (SFB) e procuradora federal da Advocacia Geral da União.

Marcela explica que entre os critérios de sustentabilidade, estão presentes a preocupação com o respeito aos direitos humanos, a questão da promoção do comércio justo, fomentar as empresa locais e as pequenas empresas, a atenção à segurança e à saúde do trabalhador, bem como a inserção de comunidades menos favorecidas.  

Mais do que a mudança de cultura, a inserção de critérios de sustentabilidade nas licitações movimenta a economia, visto que as compras públicas representam 20% do que é gasto do PIB brasileiro. Afinal, elas englobam desde a aquisição de grandes máquinas até a de pequenos acessórios para o escritório.

“Incorporar critérios de sustentabilidade nas compras públicas tem um impacto na economia, na produção, no mercado; portanto as empresas gradativamente vão ver que os requisitos de sustentabilidade que o Estado, a prefeitura, que os municípios e o nível federal estão exigindo vão implicar em uma mudança de produção”, destaca a coordenadora da câmara temática de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Comitê Gestor da Copa 2014 RS (CGCopa), Ângela Duarte.

O exemplo do Governo do Rio Grande do Sul – selo Sabor Gaúcho – foi um exemplo positivo apresentado. O Sabor Gaúcho foi criado para as agroindústrias familiares do RS para permitir a qualidade dos produtores gaúchos. A Agroindústria Familiar agrega valor ao produto do produtor rural e coloca na mesa dos consumidores produtos de boa qualidade.

Legado da Copa
Conforme Marcela, as práticas sustentáveis são legados promovidos pela Copa, pois o megaevento consegue atrair a visibilidade para a necessidade da inserção da sustentabilidade nas licitações. Para Ângela, “mesmo que tenha dado para fazer um movimento pequeno em relação à Copa, já é um legado gigantesco”.

Porto Alegre foi a quarta cidade-sede da Copa do Mundo a receber o curso. 

Texto: Nathália Ely
Edição: Redação Secom (51) 3210.4305 



Aeroportos de sedes da Copa terão reforço na reciclagem de resíduos sólidos

30/03/2014 

Terminais receberão quase mil coletores para coleta seletiva. Cooperativas de catadores darão tratamento adequado ao lixo

A prática de reciclagem de resíduos terá incentivo extra em aeroportos de cidades-sede da Copa. Os terminais de Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), Pampulha (MG), Salvador (BA), Recife (PE), Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Manaus (AM) e Cuiabá (MT) receberão quase mil coletores de lixo para coleta seletiva, que terão display digital e estático para a veiculação de informações de utilidade pública sobre reciclagem e reaproveitamento de materiais. O objetivo é informar o público sobre a importância dessas ações para o desenvolvimento da sustentabilidade.

O contrato prevê que cooperativas de catadores sejam utilizadas para o gerenciamento e destinação dos resíduos recicláveis. As cooperativas informarão diariamente o volume captado, o que permitirá monitorar o andamento do projeto e de seu impacto.

Além de divulgar o conceito de desenvolvimento sustentável e a importância da reciclagem, a iniciativa pretende auxiliar a segurança nos aeroportos, já que os coletores são produzidos com material transparente, de acordo com parâmetros validados pela Polícia Federal. Isso facilita a visualização do conteúdo descartado e o trabalho de inspeção.

O contrato assinado pela Infraero estabelece que a instalação das lixeiras seja feita em até 120 dias. Os coletores serão distribuídos em áreas públicas e operacionais, contemplando tanto usuários quanto comunidade aeroportuária. 

“A iniciativa cumpre as diretrizes de sustentabilidade de forma eficiente tanto no contexto financeiro, com despesas custeadas pela publicidade, social, com a inclusão das cooperativas de coleta de lixo no processo, e ambiental, incentivando o exercício da preservação entre os usuários dos aeroportos”, afirmou André Luis Marques de Barros, diretor Comercial da Infraero.

Fonte: Portal da Copa, com informações da Infraero



Parque Chico Mendes

02/03/2014
























































Saiba mais um pouco sobre o Parque Chico Mendes, em Porto Alegre:

O Parque Chico Mendes está localizado na zona norte de Porto Alegre, entre os bairros Jardim Leopoldina e Chácara da Fumaça, oferecendo à zona norte da cidade uma opção de descanso e lazer acessível à população da região. Calcula-se que o parque beneficie diretamente cerca de 200 mil pessoas.

A área destinada ao lazer do parque conta com quatro canchas polivalentes (vôlei, basquete e futebol de salão), dois campos de futebol, duas canchas de bocha, praça infantil, além de churrasqueiras espalhadas por toda a área.

O memorial Chico Mendes e o anfiteatro ao ar livre se destinam a cerimônias oficiais e programação cultural, como shows musicas, peças teatrais e manifestações da comunidade.

A vegetação do local caracteriza-se pela presença de eucaliptos e árvores nativa.

Diversas espécies de fauna, como socós, frangos d’água, saracuras, bem-te-vis, pica-paus, tico-ticos, marrecas pia-deiras e pombões são observadas no local.

Conheça a Lei que declara Chico Mendes patrono nacional do meio ambiente:

A Lei 12.892, de 12 de dezembro de 2013, foi publicada no Diário Oficial da União - Seção 1 de 16/12/2013.

"É um reconhecimento da luta dele", diz viúva de Chico Mendes.


Foto: Divulgação
A lei 12.892, que declara o ambientalista e líder seringueiro Chico Mendes como patrono nacional do meio ambiente foi publicada no diário oficial da união de 16/12/2013. A lei é de autoria da deputada Janete Capiberibe e foi sancionada pela presidente da república, Dilma Rousseff.

No mesmo dia, o Congresso Nacional realizou uma sessão solene em homenagem aos 25 anos de morte do líder seringueiro, assassinado com um tiro no peito, no município de Xapuri (AC), no dia 22 de dezembro de 1988.

Ilzamar Mendes, viúva do seringueiro, afirma que a família fica feliz com a homenagem. Para ela, é a comprovação de que o legado de Chico Mendes vai além das fronteiras do Acre.

"A luta do Chico virou uma luta estadual, nacional, mundial. Todo mundo abraça porque é uma causa justa, é um legado de todos nós, então para a família isso é uma prazer imenso, ficamos muito felizes em saber que ele se tornou patrono. Isso é um reconhecimento da luta dele. Ele doou a própria vida por esta causa", diz.

Líder seringueiro

Chico Mendes nasceu em 15 de dezembro de 1944, no município de Xapuri, interior do Acre. Seringueiro, se tornou conhecido mundialmente por sua luta contra o desmatamento e a transformação da floresta em pasto para gado. A derrubada de árvores afetava o trabalho dos seringueiros da região, com a diminuição do látex disponível.

O seringueiro virou líder sindical no Acre e passou a promover com colegas atos de resistência, também conhecidos como "empates", nos quais confiscavam motosserras e impediam o trabalho de pecuaristas.

Diversos líderes dos sindicatos que representavam os seringueiros foram mortos a partir da década de 1980. Em 1988, Chico Mendes foi morto na porta de casa. A Justiça condenou, em dezembro de 1990, o fazendeiro Darly Alves da Silva e seu filho, Darci, a 19 anos de prisão, pela morte do líder sindical.

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LEI Nº 12.892, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2013

Declara o ambientalista Chico Mendes Patrono do Meio Ambiente Brasileiro.

     A PRESIDENTA DA REPÚBLICA
     Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 

     Art. 1º O ambientalista Chico Mendes é declarado Patrono do Meio Ambiente Brasileiro. 

     Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

     Brasília, 13 de dezembro de 2013; 192º da Independência e 125º da República.

DILMA ROUSSEFF 
Miriam Belchior
Izabella Mônica Vieira Teixeira

Este texto não substitui o original publicado no Diário Oficial da União - Seção 1 de 16/12/2013

Publicação:
Diário Oficial da União - Seção 1 - 16/12/2013, Página 1 (Publicação Original)

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Fotos: Carlos Nascimento
Fonte: SMAM, com informações do G1

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