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HÁ SETE ANOS, ARENA CORINTHIANS ERA ESCOLHIDA COMO SEDE DE ABERTURA DA COPA DO MUNDO

Arena Corinthians foi um palco da abertura da Copa do Mundo de 2014
Foto: Instagram/Bruno Teixeira Rolo

20/10/2018

O sábado de 20 de outubro guarda uma memória e tanto para a Arena Corinthians. Há exatos sete anos, a casa do Timão foi anunciada oficialmente pela Fifa como sede de abertura da Copa do Mundo de 2014. O estádio em Itaquera ainda estava em construção e só seria inaugurado um mês antes do evento.

A abertura do Mundial aconteceu em 12 de junho de 2014, no duelo entre Brasil e Croácia. O placar terminou com uma vitória de 3 a 1 para a equipe canarinha - gols de Neymar, dois, e Oscar. A casa do Corinthians ainda recebeu outros três duelos da fase de grupos da Copa do Mundo. Foram eles: o 1 a 0 do Uruguai sobre a Inglaterra, a vitória de 2 a 0 da Holanda contra o Chile e o triunfo da Bélgica diante da Coreia do Sul, por 1 a 0.

Já na disputa mata-mata do torneio internacional, a Arena Corinthians sediou a disputa entre Argentina e Suíça, pelas oitavas de final, além de uma semifinal inesquecível. Em 9 de julho de 2014, os sul-americanos voltaram a Itaquera diante da Holanda, em busca de uma vaga na final da Copa do Mundo. Após um empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, os argentinos avançaram à final nos pênaltis.

Vale destacar que, após o Mundial da Fifa, a Arena Corinthians ainda foi palco de grandes duelos na Olimpíadas do Rio, de 2016. Neste ano, o estádio chegou a ser cotado como uma das sedes da Copa América de 2019, que será realizada no Brasil, mas a hipótese foi cortada a pedido do próprio clube à Conmebol.

Fonte: Meu Timão


JUSTIÇA MANDA CORINTHIANS E ODEBRECHT DEVOLVEREM R$ 400 MILHÕES À CAIXA POR ESTÁDIO

© Foto: Paulo Pinto/ Fotos Públicas

16/02/2018

A Justiça Federal do Rio Grande do Sul determinou que Corinthians, a Odebrecht, a Arena Itaquera e o ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Fontes Hereda, devem devolver R$ 400 milhões à Caixa. A decisão da juíza Maria Pezzi Klein foi proferida nesta quinta-feira (15) e cabe recurso.

A magistrada acolheu ação popular de 2013 que questionava a legalidade do financiamento obtido para a construção do estádio que abriu a Copa do Mundo de 2014.

O autor da ação argumentou que o repasse de recursos não seguiu o método utilizado em outros estádios da Copa, que foi o repasse de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Nacional (BNDES) por meio do Banco do Brasil. O Corinthians, entretanto, não teria conseguido acessar os recursos por não conseguir apresentar garantias.

A Caixa, então, aceitou financiar a obra com um aporte de R$ 400 milhões. Para a Justiça Federal do Rio Grande do Sul, a decisão foi baseada em "garantias incertas" e foi tomada sob influência política. 

Quatro anos após a Copa, Arena de Pernambuco vive incerteza no futebol

De acordo com a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer, custo de operação da 
Arena é de R$900 mil por mês / JC Imagem

08/01/2018

Arena de Pernambuco tem apenas uma partida confirmada para 2018 e tenta compensar com a atração de eventos para não fechar operação no vermelho

Vista como o futuro do futebol pernambucano em 2014, a Arena de Pernambuco entra em um ano de incertezas dentro do esporte. Até o momento, apenas uma partida oficial está agendada para o estádio em 2018: o confronto de volta entre Náutico e Itabaiana, válido pelo pré-Nordestão. Parceiro antigo, o Alvirrubro realizou no estádio apenas quatro das últimas oito partidas do clube em 2017. E a tendência é o número ser ainda menor a partir de abril, quando o Timbu deve retornar aos Aflitos. Até lá, a diretoria do Náutico ainda não confirmou onde irá realizar suas partidas, com o estádio em São Lourenço da Mata sendo uma possibilidades. Já Santa e Sport não possuem partidas confirmadas lá. Uma realidade dura para quem precisa fechar uma conta de R$ 900 mil.

Diante de um calendário mais enxuto com relação ao futebol, a solução para a Arena tem sido a realização de eventos que não estão ligados ao trio de ferro da capital. Em 2017, o local recebeu o "Domingo na Arena", que visa integrar o espaço com a população, ações religiosas, como a Obra de Maria e o centenário da Assembleia de Deus, além de eventos corporativos e partidas de futebol americano com o Recife Mariners. De acordo com o presidente da Arena de Pernambuco, Kléber Borges, para o próximo ano deverá ocorrer um aumento de 20% no número de eventos não relacionados ao futebol no equipamento.

"O empresariado pernambucano cada vez mais está descobrindo as possibilidades multiuso da Arena de Pernambuco. Isso levou a um substancial aumento de eventos corporativos em 2017, além do Domingo na Arena que já é uma programação consolidada no calendário do equipamento e, principalmente, da comunidade. A tendência é que 2018 apresente um aumento de 20% em relação ao número de eventos", declarou. De acordo com Borges, duas grandes atrações já estão confirmadas para a 2018: o Playground Festival e a partida entre o Barcelona Legends e a Seleção Pernambucana, com a perspectiva de que outros possam ocorrer no segundo semestre.

Mesmo com o pouco número de partidas garantidas ao longo do ano, o presidente da Arena de Pernambuco fez questão de afirmar que o futebol segue como o carro-chefe do equipamento. "Há negociações em curso com os clubes pernambucanos para realização de seus jogos na Arena de Pernambuco em 2018, tanto pelos campeonatos regionais como nacionais, como aconteceu em 2017. Desde 2016, todos os clubes recifenses mandaram pelo menos uma partida no estádio, seja por contratos firmados jogo a jogo ou em pacotes", declarou.

O problema de mobilidade é outro fator que prejudica a Arena. Sem uma linha de BRT ou de ônibus para locomover o público dos eventos que são realizados no local, o estádio segue dependendo do metrô e de esquemas especiais para atender sua demanda. Algo que atrapalha no plano de que o equipamento gere renda.

Custo de operação da Arena de Pernambuco é de R$ 900 mil por mês

Gerenciado pela Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer do Governo de Pernambuco, o equipamento teve os custos de manutenção reduzidos. Hoje é de R$ 900 mil reais por mês. Mas, apesar dos avanços na construção de um calendário menos dependente do esporte, o número ainda não é suficiente para dar sustentabilidade financeira. Um prejuízo que afeta diretamente os cofres públicos.

"Atualmente, os custos de manutenção e operação da Arena giram em torno de R$ 900 mil por mês, mas o trabalho de redução é constante entre toda a equipe de operações. As arrecadações com eventos ainda não são suficientes para cobrir os investimentos, mas cada vez mais nossa equipe comercial está trabalhando na captação de eventos com o objetivo de diminuir custos", declarou Kléber Borges.

Fonte: NE10

MAIS CARO DA COPA, MANÉ GARRINCHA SERÁ ENTREGUE À INICIATIVA PRIVADA



15/12/2017

Estádio mais caro da Copa, que consumiu mais de R$ 1,5 bilhão em recursos públicos e atualmente está subutilizado, o Mané Garrincha, em Brasília, será concedido à iniciativa privada em 2018.

O governo do Distrito Federal pretende lançar até o mês que vem licitação para escolher uma empresa para operar o complexo e dinamizá-lo nos próximos anos, construindo em seu entorno um calçadão com opções de lazer, entretenimento e esporte.

Um dos monumentos mais imponentes do cenário brasiliense, o Mané virou símbolo de corrupção e malversação de recursos públicos após o Mundial de 2014. Em maio, a Polícia Federal prendeu os ex-governadores do DF Agnelo Queiroz (PT) e José Roberto Arruda (PR) por envolvimento num suposto esquema que desviava recursos da obra. Detalhes foram revelados por executivos da Andrade Gutierrez em delação premiada.

A investigação, concluída em agosto, apontou um superfaturamento de R$ 559 milhões nos serviços. Os custos estavam inicialmente orçados em R$ 600 milhões, mas explodiram.

Apesar do alto investimento na construção, o governo alega que é necessário entregar o estádio a um parceiro porque ele é deficitário. As receitas hoje somam R$ 2,4 milhões por ano, ante despesas de R$ 13 milhões. Em 2015, só houve 13 jogos e 17 shows no local, que ficou boa parte do tempo ociosa. Atualmente, salas no subsolo estão sendo usadas como repartições públicas.

"Não podemos mudar o passado, a forma e o tamanho com que o estádio foi construído, mas podemos dar uma orientação nova. As questões referentes ao custo de sua construção já estão sendo tratadas em processo próprio. O que queremos agora é dar a este grande equipamento público uma destinação compatível com sua localização, com aquilo que se espera", justifica Júlio César Reis, presidente da Terracap (Agência de Desenvolvimento do DF).

O edital a ser lançado prevê uma concessão onerosa de 35 anos, sem investimento público. A empresa vencedora pagará ao governo, a partir do quinto ano, mínimo de R$ 5 milhões anuais para explorar o complexo, que inclui também o ginásio Nilson Nelson e o Parque Aquático Cláudio Coutinho. Essas duas estruturas terão de ser reformadas.

O modelo projetado pela Terracap prevê um empreendimento imobiliário associado ao estádio para tornar o negócio viável. Trata-se de uma espécie de shopping a céu aberto, batizado de Boulevard Monumental, com academia, teatro, cinema, casas noturnas e restaurantes.

Dados sobre o projeto foram publicados nesta quarta (13) pelo "Valor Econômico".

O gerente de Formatação de Negócios da Terracap, João Veloso, disse à reportagem que a ideia é atrair o fluxo de pedestres para um espaço de vocação cultural, esportiva e boêmia, a exemplo do que ocorre em lugares como a "Rambla", em Barcelona (Espanha).

O parceiro privado investiria R$ 370 milhões para recuperar os equipamentos deteriorados e erguer novas estruturas, além de pagar R$ 150 milhões em outorgas ao

governo. As receitas viriam de aluguéis, venda de ingressos, publicidade, camarotes e concessão de direitos de nome.

A Terracap sustenta que o empreendimento é viável. Sua estimativa é de uma taxa de retorno real (já descontada a inflação) de 10,84%. Significa que, para cada R$ 100 aportados, o investidor obteria R$ 110,84.

Veloso avalia que, num cenário de juros em queda, trata-se de uma boa oportunidade. "Em Brasília, temos um público de poder aquisitivo alto e há demanda por esse tipo de serviço. Só precisamos atrair os eventos."

Dois grupos, integrados por empresas que já têm experiência na gestão de estádios, manifestaram interesse. A Terracap não divulga os nomes. A expectativa do governo local é de assinar o contrato em abril e, em cinco anos, ter todo o complexo funcionando.

O projeto arquitetônico da "Rambla" brasiliense, segundo o edital a ser lançado, terá de ser escolhido por meio de um concurso.

ESQUEMA QUE DESVIOU MILHÕES NA CONSTRUÇÃO DA ARENA DAS DUNAS SERÁ DESTAQUE NO FANTÁSTICO



10/09/2017

Enquanto isso, a reportagem também irá expor o estado de calamidade pública da saúde

Arena das Dunas, em Natal. Uma mega construção erguida para sediar jogos da Copa do Mundo de 2014. O repórter secreto do Fantástico veio até a capital potiguar para investigar o desvio de R$ 100 milhões.

Enquanto isso, a saúde se encontra em calamidade pública no estado. Por que o dinheiro não está nos hospitais? Por que não está a serviço da população? Afinal, cadê o dinheiro que estava aqui? É denúncia no Fantástico que irá ao ar no domingo (10), após o programa do Faustão.

Citados em desvios na Arena das Dunas

Um dos mandados que o ex-deputado Henrique Alves está cumprindo pena é em relação aos desvios na construção do estádio. Também já foi citado o Senador José Agripino e pessoas que fizeram parte da administração do governo Rosalba Ciarlini.


PF atribui propina da OAS para Agripino na construção da Arena das Dunas

Relatório da Polícia Federal (PF) atribuiu a propina de R$ 2 milhões da OAS ao senador José Agripino (DEM-RN), no que foi apurado o envolvimento do parlamentar e do empreiteiro Léo Pinheiro em supostas irregularidades no financiamento do BNDES destinado as obras na Arena das Dunas.

Em nota, a PF informou que a investigação apurou a participação do Senador pelo Partido Democratas, José Agripino Maia, ”na solicitação e recebimento de vantagens indevidas da empresa OAS em troca de seu auxílio político na liberação de recursos de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES direcionados à construção da Arena das Dunas, em Natal/RN, no ano de 2013”.

De acordo com a PF, o recebimento das vantagens ilícitas se deu tanto por meio de doações eleitorais oficiais, que foram direcionadas ao diretório, como por meio de repasses em espécie, que transitaram por contas do próprio investigado e também por contas de familiares, entre os anos 2012 a 2014, totalizando a quantia de pelo menos dois milhões de reais.

A Polícia Federal informou que a investigação baseou-se no resultado da análise de mensagens de texto extraídas do celular de José Adelmário Pinheiro Filho, bem como nas informações colhidas na delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do carregador de malas Rafael Angulo Lopez, além do exame de mais de mil páginas de documentos, a inquirição de diversas pessoas, quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico dos investigados.

Procurada, a assessoria de José Agripino informou:

“A acusação que me fazem é de ter exercido influência para que o BNDES efetuasse o pagamento de faturas decorrentes de um autofinanciamento contratado pela própria OAS junto ao banco. Tenho certeza de que as investigações vão terminar pela conclusão óbvia: que força teria eu, líder de oposição na época, para liberar dinheiro do BNDES, cidadela impenetrável do PT?”

Fonte: Portal N10

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Mineirão é exceção em meio à crise dos estádios da Copa


05/02/2017

Gigante tem crescimento de 35% na exploração comercial, mas ainda não divide lucros com Estado

Administrar as 12 arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014 não tem sido uma missão fácil para seus gestores. A maioria dos estádios sofre com a falta de jogos para fechar a conta e com os altos custos. O Mineirão, por sua vez, pode ser tratado como exceção.

Mesmo que ainda não tenha apresentado resultados suficientemente positivos para compartilhar receitas com o Estado – conforme prevê o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) –, a Minas Arena, concessionária que administra o Gigante da Pampulha, comemora um crescimento de 35% de exploração comercial em 2016, em comparação a 2015. Por causa de cláusulas de confidencialidade, os valores não foram divulgados.

A melhora nos números se deve ao aumento de partidas e de shows, alguns deles, internacionais, como os do Iron Maiden e do Maroon 5. Foram realizados 54 jogos no ano passado, dez deles pelos Jogos Olímpicos do Rio, o que contribuiu para que 2016 fosse o ano com mais eventos esportivos desde a reabertura do estádio, em 2013. A Minas Arena foi contratada pela Rio 2016 para operar o estádio no período.

Dentre os embates da temporada, destaca-se o superclássico entre Brasil e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa de 2018, com uma renda bruta de R$ 12,7 milhões, a segunda maior da história do futebol brasileiro (a primeira segue sendo os R$ 14 milhões de Atlético x Olimpia-PAR, em 2013, também no Mineirão).

Mas o estádio também conseguiu firmar contratos vantajosos, como o firmado com a empresa de bebidas Ambev. Na última quarta-feira, no clássico entre Cruzeiro e Atlético, o Mineirão anunciou uma parceira com ao energético Red Bull. “Foi um ano brilhante para o Mineirão. Distribuímos mais de R$ 18 milhões de reais para os clubes mineiros, só em renda de bilheteria. O Mineirão foi o estádio que mais recebeu torcedores em todo o Brasil. Passamos da marca de 1 milhão e, em 2016, comemoramos a marca de mais de 4 milhões de torcedores desde a abertura”, destacou o diretor comercial da Minas Arena, Samuel Lloyd.

Contas. Para começar a dividir o lucro da PPP com o Estado, o Mineirão pretende chegar à marca de 60 partidas anuais, evitando deduções no repasse. Em abril de 2016, o governo passou a descontar até 60% do valor da parcela mensal, conforme previsto em contrato. São quase R$ 3 milhões a menos todo mês, o que já totaliza pouco mais de R$ 28 milhões, valor que considera as parcelas de novembro e dezembro, já processadas, mas com quitação prevista para este mês.

Em outubro, por sua vez, o desconto foi menor (de R$ 377 mil), em razão dos resultados positivos obtidos nas Olimpíadas. Essa foi a segunda vez que a Minas Arena operou no azul. A primeira aconteceu em novembro de 2014, mês da final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Atlético.

“O patamar do resultado positivo não é suficiente para levar a uma divisão de lucros que, de acordo com o contrato, só acontece quando esse saldo é acima da margem operacional esperada e projetada no início da operação para cada montante de receita”, reiterou a Secretaria de Estado de Esporte, por nota.

MINIENTREVISTA

Samuel Lloyd, diretor comercial da Minas Arena

Foto: Pedro VilelaAgência I7
O que é preciso fazer para atrair mais jogos, especialmente, do Atlético?

O Mineirão está sempre de portas abertas. São questões de negociação. O Atlético, normalmente, não joga aqui porque tem questões técnicas envolvidas, mas a decisão fica a cargo do clube.

Qual é a conta para que Mineirão possa dar lucro aos clubes?

Na verdade, o Mineirão já dá muito lucro para os clubes. A conta é simples: eles pagam, basicamente, o custo da operação. Hoje, a partir de 12,3 mil torcedores, o clube sai com dinheiro, com faturamento líquido da receita. O Mineirão é um estádio muito viável para público de vários tamanhos. Se a gente fechar setores, ele fica mais viável ainda.

Por que os clubes não têm participação na venda dos estacionamentos e dos bares?

Isso não é uma verdade, depende da negociação. O Villa Nova, no ano passado, teve participação no estacionamento. O contrato de fidelidade do Cruzeiro também cobre ganhos nos estacionamentos e nos bares. Estamos abertos e flexíveis (no clássico, por exemplo, os clubes arcaram com 70% das despesas e, a Minas Arena, com os outros 30%).

Vocês conseguiram melhorar os números, mas ainda continuam tendo descontos no repasse do governo. Como equilibrar?

O ano de 2016 foi o de melhor exploração comercial. Isso quer dizer que, tirando a parcela do governo, foi o ano que o Mineirão conseguiu mais receitas advindas de publicidade, patrocínios e venda dos nossos espaços, as áreas VIPs. O Mineirão Tribuna foi um sucesso. Com relação à redução do repasse do governo, isso tem a ver com uma fórmula do contrato de PPP que foi baseada numa estimativa de 60 jogos por ano. A gente precisa sim, atrair mais jogos, para que essa conta fique mais equilibrada.

O que o Mineirão pode oferecer além dos jogos, com relação a shows, uso da esplanada etc?

Vamos priorizar o calendário do futebol. As datas que o Atlético quiser jogar no Mineirão estarão garantidas. E, em segundo lugar, queremos trazer grandes eventos internacionais. Além disso, temos um parceiro, que fechou com a gente no ano passado e que, neste ano, vai trazer novidades na esplanada. A ideia é trazer mais entretenimento para antes dos jogos e para que o público entre mais cedo. Serão atrações culturais, ativações de marca, promoções de produtos, cerveja, espetinho.

Fonte: O Tempo

"Fantasma do 7 a 1": museu do Mineirão recebe camisa da Alemanha

Consulado alemão entrega camisa da Alemanha ao Mineirão (Foto: Agência I7/Minas Arena)

19/02/2015

Consulado alemão doa uniforme autografado pelos jogadores campeões do mundo para o estádio, palco da semifinal da Copa de 2014

Quando os brasileiros acham que o placar catastrófico da semifinal da Copa do Mundo de 2014 está caindo no esquecimento, vem uma lembrança para assombrar. Dessa vez, o consulado alemão entregou para o Museu Brasileiro de Futebol (MBF), no Mineirão, uma camisa da Alemanha, seleção campeã do mundo, autografada pelos jogadores.   


A camisa foi entregue pelo cônsul geral da Alemanha no Rio de Janeiro, Harald Klein. O estádio foi palco da goleada alemã, por 7 a 1, sobre a seleção brasileira. Por causa da semifinal histórica, aumentou a visitação de turistas germânicos à capital mineira e, principalmente, ao Gigante da Pampulha. Klein comenta que o resultado impressionou tanto os conterrâneos, que a camisa foi um presente para deixar a Alemanha marcada fisicamente no estádio.     

- Esta camisa é uma lembrança para o estádio Mineirão, onde a Alemanha consolidou seu caminho para conquistar a Copa do Mundo no Brasil. Vivemos aqui um jogo que fez história no futebol e que tornou Belo Horizonte conhecida para todos os alemães. Temos muito carinho pelo povo mineiro e aqui deixamos agora um pouco da nossa história também - afirmou o cônsul.



Arenas da Copa se preparam para cenário dos estaduais

31/01/2015

Arena Pantanal tem programadas rodadas duplas para atrair torcedor, e Mané Garrincha deve ser usado somente nas duas partidas da final do Candangão

Por Eduardo de Sousa*
Rio de Janeiro

Ingressos esgotados antecipadamente, arquibancada lotada e torcedores das duas equipes em festa apoiando o seu time de coração até o fim. Se na última Copa do Mundo essa foi uma cena recorrente durante as 64 partidas disputadas nas 12 arenas construídas ou reformadas, em 2015 a realidade nestes estádios deve ser bem diferente, pois a presença de público e até mesmo a frequência de sua utilização tendem a variar de acordo com o estado, o campeonato, a expressão do time e o rendimento da equipe, a começar pelos próprios estaduais.

Em grandes centros como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, arenas que foram palco da Copa conseguem registrar bons públicos com maior facilidade. Já estados como Amazonas, Mato Grosso e Distrito Federal dificilmente conseguem encher seus estádios nas partidas dos times locais e em competições de pouco destaque. Sem atrair público, muitos clubes sequer têm dinheiro para bancar os altos custos de funcionamento destes estádios. Neste caso, o governo ou a concessionária que administra a arena tem que providenciar alguma alternativa, como promover shows ou trazer jogos de clubes grandes de outros estados.

Levantamento do GloboEsporte.com mostra as condições e como as arenas da Copa do Mundo serão usadas em 2015.

ARENA DA AMAZÖNIA

Jogo entre Fast e Princesa foi o único realizado na Arena pelo Estadual 2014; 
dirigentes querem mais jogos (Foto: Adeilson Albuquerque)

Uma reunião entre a Federação Amazonense de Futebol, a Associação de Clubes e a Fundação Vila Olímpica (FVO), órgão do governo do Amazonas responsável pela Arena da Amazônia, estabeleceu que a princípio o estádio será utilizado em 16 partidas - incluindo a fase de classificação e a finalíssima. A primeira será o clássico entre Nacional e Rio Negro, em 26 de fevereiro, na estreia das duas equipes. O número de partidas ainda pode ser ampliado. Em 2014, a decisão do primeiro turno entre Fast e Princesa do Solimões foi o único jogo do Campeonato Amazonense disputado no estádio. Segundo o diretor da Federação Amazonense, Ivan Guimarães, a Arena é fundamental para o crescimento e promoção do futebol no estado.

"A Arena é muito importante para o nosso Estadual pela infraestrutura, comodidade e capacidade de atrair público"Teófilo Mesquita, diretor do Fast

- A Arena também foi feita para o futebol amazonense, para os clubes amazonenses, e eu não acho justo que ela seja utilizada somente por clubes de fora do Amazonas. Por isso estamos buscando mudar essa ideia com os jogos no estadual.

O preço do ingresso deve ser estipulado pelo clube mandante, que ficará responsável pelas despesas com quadro móvel, gandulas, arbitragem e lanchonetes. A Federação não arcará com qualquer gasto. Nos outros estádios, as entradas vão custar de R$ 10 a R$ 30.

Neste início de ano, a Greenleaf realizou a manutenção da Arena e alertou para o uso excessivo do local. As falhas no gramado, detectadas em algumas partidas do último Brasileiro, foram sanadas. Na semana passada, o campo suportou bem a sequência de três jogos do Torneio de Verão, envolvendo Vasco, São Paulo e Flamengo, que conquistou o título. Com o objetivo de evitar o desgaste do gramado, o Governador do Amazonas, José Melo, vetou o uso da Arena da Amazônia como palco de shows e grandes eventos em datas próximas de partidas. 

ARENA DA BAIXADA

Gramado da Arena da Baixada está em perfeitas condições e teto retrátil 
deve estar pronto em março (Foto: Gel Lima / Agência Estado)

Um dos últimos estádios a serem entregues para a Copa do Mundo, a Arena da Baixada continuará sendo a casa do Atlético-PR nas disputas de estadual, Copa do Brasil e Brasileiro. Apesar de ter sido reinaugurado recentemente e de estar com o gramado em perfeitas condições, é o único dos 12 estádios do Paranaense que ainda não está liberado por não ter apresentado os laudos técnicos relativos à prevenção e combate de incêndio, além de condições sanitárias e de higiene. 

O atraso, por enquanto, não representa problema, pois o primeiro jogo na nova Arena está marcado para 8 de fevereiro, contra o Paraná. Já o processo de instalação do teto retrátil continua e deve estar concluído na segunda semana de março. Por exigência do Corpo de Bombeiros, a administração do Furacão também está reposicionando todas as cadeiras dos setores superiores e instalando guarda-copos. O clube ainda não divulgou oficialmente os valores dos ingressos, mas a tendência é que os preços sejam os mesmos do último Brasileiro - entre R$ 75 a R$ 800.

O Coritiba modernizou as instalações e os camarotes do Couto Pereira e reformou o gramado antes da Copa do Mundo. O Paraná mandará seus jogos na Vila Capanema, que possui estrutura e instalações acanhadas, mas agora tem um acesso único e direto do vestiário ao campo. O gramado ainda se recupera de uma praga de lagartas que o atingiu no início do ano. O local dos clássicos será escolhido de acordo com o mandante dos jogos. 

ARENA CORINTHIANS

Arena Corinthians começa a ter a cara do Timão com escudo e placas do clube 
ao redor do campo (Foto: Rodrigo Gazanel / Agência Estado)

Entregue a toque de caixa para a Fifa visando a abertura e outras seis partidas da Copa, só agora a Arena Corinthians começa a ter a cara do Timão. Apesar do gramado em bom estado, muitos procedimentos ainda estão sendo finalizados, como a colocação do escudo do clube, o acabamento dos camarotes e a instalação do teto de vidro, das placas de comunicação visual nas muretas próximas ao campo, dos telões gigantes e dos painéis de LED. No estadual e na Libertadores, o preço do ingresso varia de R$ 50 (setores Norte e Sul) a R$ 400 (Oeste Vip). O primeiro compromisso será neste domingo, às 17h (horário de Brasília), contra o Marília, pelo Paulista.  

O Palmeiras vai mandar suas partidas na sua arena recém-inaugurada, com gramado impecável e moderna infraestrutura de serviço. O Morumbi já não tem a mesma qualidade nas acomodações, enquanto que o gramado, castigado pelas chuvas e mais recentemente pelo show da banda Foo Fighters, encontra-se em reforma desde dezembro visando aos jogos do São Paulo. A princípio, o estádio só estará apto para a partida contra o Audax, no dia 21 de fevereiro. O Santos, assim como nos anos anteriores, vai tentar fazer da Vila Belmiro o seu caldeirão. Se por um lado o estádio está ultrapassado para os padrões atuais e com capacidade reduzida por questões de segurança, o gramado está em boas condições. 

Arena das Dunas ganhou nova decoração e gramado passou por um processo 
de revitalização (Foto: Klênyo Galvão/GloboEsporte.com)

A Arena das Dunas, que com seus diversos tipos de eventos já atraiu quase um milhão de visitantes no seu primeiro ano de existência, é o local escolhido pelo América-RN para mandar os seus jogos pelo Campeonato Potiguar, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B do Brasileiro. Após passar por um processo de revitalização no início do ano, que incluiu corte vertical, adubação e irrigação, o gramado já está pronto para receber partidas. Por enquanto não há um show previsto. As instalações também receberam nova sinalização e decoração. O Mecão faz o seu primeiro jogo oficial na Arena em 2015 no próximo domingo, contra o Potiguar de Mossoró, na estreia do estadual. O preço da arquibancada é de R$ 30, e o da área premium é de R$ 70. 

Seu arquirrival, o ABC, vai utilizar bastante o Frasqueirão durante o ano. O estádio, que teve o gramado reformado antes do Mundial, atualmente passa por ajustes nas suas acomodações após Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Corpo de Bombeiros e o Ministério Público para melhorar a segurança e o conforto dos torcedores. O ABC também tem um contrato com a concessionária que administra a Arena que determina que 60% das partidas na temporada sejam no estádio. A tendência é que os clássicos contra o América-RN sejam lá. 

ARENA PANTANAL

Apesar de vários problemas nas instalações, Arena Pantanal foi liberada 
para o Campeonato Mato-Grossense (Foto: Robson Boamorte)

Apesar dos problemas elétricos e hidráulicos como alagamentos e infiltrações, que chegaram a fechar a Arena Pantanal pouco depois da Copa e às vésperas do Campeonato Mato-Grossense, o estádio será usado durante todo o estadual dependendo do apelo e importância das partidas. O local é a casa de Mixto, Operário, Cuiabá e Dom Bosco. Na primeira rodada, haverá rodada dupla envolvendo esses quatro clubes. Atingido por uma praga de lagartas no início do ano, o gramado só agora começa a dar sinais de melhora, mas ainda apresenta várias parte com coloração amarelada e aspecto de queimado. Mesmo assim tem condições de jogo.    

Outras cinco rodadas duplas estão previstas como forma de atrair o público. Esse mesmo esquema já foi usado pelos clubes no ano passado durante a disputa das Séries B, C e D do Brasileiro. O Luverdense também tem interesse em atuar no estádio, mas somente em partidas de maior apelo por causa da distância de Lucas do Rio Verde, cidade onde fica localizada a sua sede (350km de Cuiabá).
Os ingressos terão valor fixo de R$ 20 (antecipado) e R$ 30 (no dia do jogo), a princípio com carga de 10 mil bilhetes. Além do estadual, os clubes também devem utilizar a Arena na Copa Verde e Copa do Brasil. Para diminuir custos, apenas as arquibancadas inferiores devem ser liberadas, sendo que, dependendo da partida, o mandante deve abrir apenas um setor do estádio, que tem quatro módulos independentes. 

O Governo de Mato Grosso não vai cobrar aluguel, mas a Federação e os clubes arcarão com todo o custo operacional do estádio envolvendo stewards, bares, bilheteiros e limpeza - em torno de R$ 50 mil por partida. A Arena não recebe uma partida desde novembro (Santos 0 x 1 São Paulo pelo Brasileiro), nem tem shows previstos e está com a arquibancada e cadeiras sujas. Apesar do problema, o governo de Mato Grosso e a Federação garantem que tudo estará pronto até o inicio da competição, que pela primeira na história terá o estádio como local de jogo. 

ARENA PERNAMBUCO

Arena Pernambuco está em perfeitas condições e apresenta um gramado 
impecável (Foto: Daniel Gomes)

O Náutico vai disputar na Arena Pernambuco todas as suas partidas no estadual, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Série B do Brasileiro, pois tem um contrato com a concessionária que administra o estádio válido por 30 anos. O primeiro compromisso será neste domingo, contra o Salgueiro, pelo Pernambucano. A entrada para sócios custa R$ 20 e para não sócios R$ 50. O Sport fará a maioria dos seus jogos pelo Pernambucano, Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Brasileiro na Ilha do Retiro. O Leão também vai realizar 10 partidas na Arena ao longo da temporada, o que não agrada ao Timbu.
Já o Santa Cruz vai usar o Arruda como local principal dos seus jogos no Pernambucano e na Série B do Brasileiro, mas fará seis jogos na Arena ainda não definidos. O local dos clássicos pernambucanos vai depender do mandante de campo e de acordo entre os clubes. Neste sábado, Santa e Sport se enfrentam no Arruda, na primeira rodada do estadual. 

Palco da Copa do Mundo, a Arena está em perfeitas condições e apresenta um gramado impecável, que deve permanecer assim, pois não há nenhum show previsto. Arruda e Ilha do Retiro passaram por pequenas reformas recentemente.

BEIRA-RIO

Gramado do Beira-Rio passou por um processo de revitalização recentemente 
e agora está um tapete. (Foto: Reprodução/Twitter)

Com instalações em perfeito estado e um gramado que mais parece um tapete após passar por um processo de revitalização recentemente, o famoso Gigante da Beira-Rio, estádio do Inter que foi a sede da Copa do Mundo em Porto Alegre, será o local dos jogos do Colorado durante a disputa do Campeonato Gaúcho, da Taça Libertadores e do Brasileiro. A primeira partida, diante do São José, pela segunda rodada do Gauchão, está marcada para quarta-feira. Os valores das entradas, que variam conforme a competição e a importância do confronto, ainda não foram definidos pela diretoria. Por enquanto não há um show programado.

O arquirrival Grêmio fará todos os seus jogos na sua Arena, que agora tem um novo tipo de gramado, mais forte geneticamente e voltado especificamente para estádios com menor incidência solar e que apresenta uma cor verde mais intensa, maior densidade e melhor uniformidade. A estreia será neste sábado, diante do União Frederiquense. O Gre-Nal vai sempre ser disputado no estádio do clube que tiver o mando de campo.

CASTELÃO

Palco do Clássico entre Ceará e Fortaleza no próximo dia 4, Castelão está com 
gramado e instalações em boas condições (Foto: Thaís Jorge)

A Arena Castelão deverá ser usada durante o Campeonato Cearense somente nos clássicos entre Ceará e Fortaleza e na semifinal e na final, desde que pelo menos um destes clubes esteja envolvido. Nos demais jogos da dupla, a tendência é que seja usado o Presidente Vargas. 

A tabela da Copa do Nordeste - em que Vozão e Tricolor estão no mesmo grupo - indica a Arena como casa de ambos, mas alguns confrontos ainda podem ser transferidos para o PV. O primeiro clássico está marcado para a próxima quarta-feira, com entradas variando entre R$ 15 e R$ 100. Na Copa do Brasil, os jogos com mando de campo do Ceará e do Fortaleza também estão programados para o Castelão, mas também podem mudar para o Presidente Vargas. 

Os dois estádios apresentam instalações e gramados em boas condições, pois foram totalmente reformados visando a Copa do Mundo e passaram por manutenção em dezembro, após o termino da temporada. Tanto o Vozão como o Tricolor estão em litígio com a empresa que administra o Castelão por causa do alto custo e número de exigências para realizar partidas no local. As partes ainda buscam um acordo. No estádio Presidente Vargas, tanto Ceará como Fortaleza cobrarão R$ 30 pelo bilhete de arquibancada e R$ 100 pela entrada social. A utilização do Castelão nas Séries B e C do Brasileiro ainda não foi definida. O estádio também não tem show previsto.

FONTE NOVA

Fonte Nova, que será a casa do Bahia, apresenta gramado e instalações em boas 
condições (Foto: Lúcio Távora / Agência Estado)

A Fonte Nova será o palco dos jogos do Bahia no estadual, na Copa do Nordeste e na Copa do Brasil, a começar pelo duelo contra o Campinense, na quarta-feira, pela segunda rodada do Baiano. Segundo a diretoria, os preços dos ingressos serão os mesmos do Baianão passado, variando de R$ 30 para o setor Super Norte até R$ 140 para o Lounge Premium. 

O Vitória aturará no Barradão nessas três competições. O primeiro confronto será diante do Bahia de Feira, neste domingo, na estreia no estadual. Nos clássicos entre os dois clubes, o local será definido de acordo com o mando de campo. Os dois estádios apresentam instalações e gramado em boas condições. Nenhum show por enquanto está programado para a Fonte Nova.  

MANÉ GARRINCHA

Campo tem boas condições, mas alguns pontos da arquibancada apresentam 
goteiras (Foto: Andre Borges / Grandes Eventos GDF)

Assim como no ano passado, o Mané Garrincha será usado a princípio apenas nas duas partidas da final do Candangão. Caso haja um confronto de maior apelo, como uma semifinal entre Brasiliense e Gama, o estádio poderá ser utilizado. Apesar de não ter mantido o nível da época da Copa, a grama do Mané Garrincha está bem conservada. 

Neste mês, o campo já foi palco de dois amistosos – Flamengo 0 x 0 Shakhtar e Cruzeiro 1 x 1 Shakhtar – e suportou bem. O mesmo não se pode dizer das instalações, que em dias de chuva ainda apresentam goteiras em pontos da arquibancada. Nos próximos meses, os shows já programados serão realizados na área externa. 

No Candangão também estão sendo usados estádios como Boca do Jacaré, Bezerrão e Frei Norberto. Agostinho Lima, Abadião e Serra do Lago também estão recebendo jogos, mas sem a presença de torcedores, pois ainda dependem de laudo da Polícia Militar. Na primeira fase, os ingressos de todas as partidas devem ficar entre R$ 1 e R$ 20. O preço dos ingressos para a decisão ainda não foi definido, mas nenhum clube terá custo para jogar no Mané Garrincha. 

A Federação espera que a bilheteria seja suficiente para arcar com os custos do estádio. Se não for, a própria entidade pagará a diferença. Por causa do tamanho do estádio, a ideia é que haja promoções com preços populares. Em 2014, houve ingresso de R$ 1 na final. 

Na opinião dos dirigentes, o estádio pode ser um importante instrumento de valorização do campeonato e do futebol local, desde que os custos para a realização de partidas não sejam tão altos.
 - Para utilizar o estádio inteiro, em média, gastamos R$ 170 mil. Só a parte inferior, custa cerca de R$ 80 mil. Queremos realizar pelo menos um clássico lá, mas temos que discutir os custos. Acho que uma ideia para viabilizar mais jogos no Mané Garrincha poderia ser a realização de rodada dupla. Dois grandes jogos seriam um atrativo a mais. Com o incentivo da Secretaria de Esportes e uma boa divulgação, seria possível fazer. É ruim o estádio ficar parado ou sendo usado apenas por clubes de fora - explica Régis Carvalho, diretor de futebol do Brasília, clube que durante anos mandou seus jogos no antigo Mané Garrincha.

MARACANÃ

Maracanã apresenta instalações e gramado em ótimo estado para receber jogos de 
Fla e Flu na temporada de 2015 (Foto: Bernardo Eyng)

Apesar do imbróglio envolvendo o preço dos ingressos para o estadual, Flamengo e Fluminense devem mandar boa parte de seus jogos pelo Carioca, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro no Maracanã. Com a transferência da partida contra o Friburguense, válida pela primeira rodada, para Volta Redonda, a estreia do Tricolor no estádio será contra o Bangu, na terceira rodada. Já o primeiro compromisso do Rubro-Negro será diante do Barra Mansa, na próxima quarta-feira. Palco da final da última Copa do Mundo, o Maracanã apresenta instalações e gramado em ótimo estado após passar neste início de ano por tratamento que incluiu corte, irrigação e adubação, tendo suportando bem ao show da banda Foo Fighters, no último dia 25.

O Botafogo espera a liberação do Engenhão, interditado no fim de março de 2013 para corrigir um problema de sustentação no teto. Apesar de o gramado estar em ótimo estado, ainda há muito entulho nas instalações e na parte externa. A previsão é de que seja liberado na terceira rodada do estadual, com capacidade para 20 mil pessoas. O Vasco continuará mandando os seus jogos em São Januário, que aparenta estar com o campo em boas condições. 

A realização dos clássicos no Maracanã ainda depende de acertos entre clubes, Ferj e o consórcio que administra o estádio. Existe a possibilidade de Fluminense x Vasco ser realizado em outro palco, uma vez que o Tricolor não aceita a mudança de lado de sua torcida. Em contrato com o Consórcio Maracanã, o clube tem o direito de ficar à direita das cabines de TV e rádio, mas a Ferj entende que no Carioca não há mando de campo e que o Vasco deve ficar no setor. Diante disso e da polêmica envolvendo o preço dos ingressos, o presidente cruz-maltino, Eurico Miranda, ameaça não jogar clássico algum no estádio. 

O preço dos ingressos no estadual foi definido durante arbitral na Federação. Partidas entre times pequenos terão preço entre R$ 5 e R$ 10. Nos estádios menores, jogos entre grandes e pequenos vão custar R$ 20. Em São Januário e no Engenhão, custarão R$ 15 atrás dos gols e R$ 30 nos setores centrais. No Maracanã, os valores serão R$ 20 atrás dos gols e R$ 40 nas laterais. Em todos os clássicos, o valor das entradas será R$ 25 atrás dos gols e R$ 50 nas laterais. Além disso, todas as partidas realizadas às 22h terão ingressos a R$ 10, independentemente do estádio.  

MINEIRÃO

Após problemas no sistema de drenagem, Mineirão recebe novo gramado visando 
a temporada 2015 (Foto: Leandro Máximo)

O Mineirão será a casa do Cruzeiro no estadual, na Taça Libertadores e no Brasileiro. Após problemas de drenagem, o gramado do estádio foi replantado em dezembro e atualmente passa pelo processo de poda, irrigação e adubação para que se firme em todo o campo, que não tem previsão de receber shows. O primeiro jogo da Raposa será na quinta-feira, contra a Caldense, pela segunda rodada do Mineiro. O preço das entradas, que é definido com base na competição e no apelo do jogo, ainda não foi divulgado. 

Já o Atlético-MG, que adota a mesma política para estipular o valor dos ingressos, vai disputar os seus jogos no Independência, cujo gramado está em boas condições. A única exceção por enquanto é o confronto com o Colo-Colo, pela Libertadores, que será no Mineirão por causa de um show da banda Kiss. A estreia do Galo será no próximo domingo, contra o Tupi. 

O América-MG também vai mandar as suas partidas no Independência. Seu primeiro será contra a URT, na quarta-feira, pela segunda rodada do Mineiro. O local dos clássicos envolvendo Cruzeiro, Atlético-MG e América-MG será definido de acordo com o mandante da partida.  

* colaboraram Augusto Gomes, Chico Feitosa, Fabricio Marques, Fernando Araújo, Jocaff Souza, Juliano Costa, Klenyo Galvão, Marcelo Jordy, Paulo Ludwig, Rafael Araújo, Roberto Leite, Robson Boamorte, Tadeu Matsunaga, Tamires Fukutani e Thais Jorge.



Governo oferece Arena Amazônia para Olimpíada do Rio e aguarda COB

09/01/2015

Diretor da fundação Vila Olímpica, órgão responsável pelo estádio de Manaus, confirmou interesse na manhã desta sexta-feira

Menos de 24 horas após o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, declarar a possibilidade de incluir mais duas sedes para receber partidas de futebol durante as Olimpíadas do Rio, o diretor da Fundação Vila Olímpica (órgão responsável pelo estádio da Arena Amazônia), Ariovaldo Malízia, confirmou que Manaus já se coloca à disposição e surge como uma das candidatas para receber os Jogos de 2016. 

De acordo com Malízia, o interesse não é de agora. Há cerca de um ano e meio, a capital amazonense já manifesta o intuito de, mais uma vez, ser palco de duelos internacionais. 

- Existe o interesse. E não só pela Arena Amazônia, assim como da Vila Olímpica (local com estrutura para esportes como atletismo, natação e tênis de mesa) e da Arena Amadeu Teixeira (espaço que já sediou a Copa América de Vôlei). Já nos colocamos disponíveis, e não é de agora. Mas só neste momento o Nuzman afirmou que existe a possibilidade - declarou. 

Outro fator que é visto como favorável em Manaus foi a passagem da Copa do Mundo em 2014. Foram quatro jogos no Mundial, todos na primeira fase, com um público total de 160.227 mil pessoas (média de 40.056 pagantes). Motivo de polêmica antes da competição, a cidade foi elogiada por turistas e ganhou status na Fifa. 

- Antes da conclusão da Arena Amazônia foi feita uma vistoria de diversas instalações em Manaus, o que incluiu o estádio. Tem um pedido do Governo do Amazonas, que manifesta o interesse em receber as partidas, principalmente após o sucesso da Copa do Mundo - afirmou Malízia, que prefere manter cautela sobre o assunto ao lembrar que o planejamento do Comitê Olímpico Internacional é realizado com antecedência e dificilmente passa por modificações. 

A agência de Comunicação do Estado do Amazonas (Agecom), por meio de sua assessoria, confirmou que há o interesse em pleitear partidas dos Jogos Olímpicos. 

- Sim, realmente o Governo tem total interesse em receber jogos de futebol durante a Olimpíada, mas como o COI e o COB apenas especularam a chance de uma ou duas novas sedes é preciso aguardar uma posição oficial. 

Enquanto não há confirmação, a Arena Amazônia será palco do Super Series, triangular que envolve as equipes do São Paulo, Flamengo e Vasco da Gama e será disputado entre os dias 21 e 25 de janeiro. Além da Copa do Mundo, o estádio recebeu duelos da Série A e B do Campeonato Brasileiro no último ano. 


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Governo divulga valores finais da Copa: R$ 8,3 bilhões em estádios

06/01/2015

Maracanã, Arena Corinthians e Mané Garrincha passam de R$ 1 bilhão

Pouco antes da saída de Aldo Rebelo e entrada de George Hilton, o Ministério do Esporte divulgou o balanço final dos valores dos 12 estádios da Copa do Mundo de 2014: R$ 8,333 bilhões foram investidos na construção ou reforma das arenas, sendo que R$ 3,815 bilhões saíram dos cofres do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como empréstimo para as obras.
O estádio mais caro do Mundial foi o Mané Garrincha, que custou R$ 1,4 bilhão ao governo do Distrito Federal - sem a utilização de nenhum recurso do ProCopa (a linha de financiamento do BNDES para as obras). Em segundo lugar aparece a Arena Corinthians (R$ 1,080 bilhão), seguida pelo Maracanã (R$ 1,050 bilhão).

Estádio Mané Garrincha foi o mais caro construído para a Copa de 2014: 
R$ 1,403 bilhão (Foto: Getty Images)

Pelo ProCopa, o BNDES poderia financiar até 75% da obra, com limite de R$ 400 milhões, com prazo de pagamento até 180 meses. O único estádio a não utilizar o empréstimo foi o Mané Garrincha.

A obra mais barata nas 12 cidades-sedes foi o Beira-Rio, que custou R$ 330 milhões ao Internacional em Porto Alegre (R$ 275,1 milhões emprestados pelo BNDES). Os números divulgados fazem parte do relatório "Copa 2014 - legados para o Brasil". No documento, o ex-secretário-executivo do Ministério do Esporte, Luis Fernandes, defendeu o uso do dinheiro público nos estádios:

- Houve muito exagero na preocupação com os elefantes brancos porque as pessoas se baseavam em experiências negativas como a da África do Sul, sede da Copa de 2010. Mas esses são países com muito pouca tradição em futebol. Nenhum deles têm a paixão pelo futebol que existe no Brasil. E que permite, por exemplo, no caso do Mané Garrincha, um ano após o início das operações da Copa das Confederações, em 2013, já ter registrado três vezes o público total que ele acumulou em seus quase 40 anos de existência.

Tabela - valores estádios da Copa (Foto: Reprodução)


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Gramado do 7 a 1 na Copa do Mundo será trocado para 2015

Foto: Divulgação

17/12/2014

Com pouco menos de dois anos de uso, o gramado do Mineirão terá que ser trocado outra vez. O estádio, que foi entregue no final de 2012 após reformas para a Copa do Mundo de 2014, não conseguiu suportar a carga de jogos e chuvas que aconteceram neste período. Assim, toda a área de jogo está sendo reparada, sendo a primeira "Arena da Copa do Mundo" a passar por uma reforma.

Depois de sua reinauguração, o Mineirão já foi palco de grandes partidas, como o famoso 7 a 1 da Alemanha sobre o Brasil na semifinal da Copa do Mundo e a vitória de 1 a 0 do Atlético-MG diante do rival Cruzeiro na final da Copa do Brasil. Inclusive, no jogo entre Cruzeiro e Goiás, no qual o time celeste confirmou a conquista do Campeonato Brasileiro, o gramado do estádio ficou bem danificado e acabou atrapalhando o andamento do espetáculo. Com problemas na drenagem, a chuva foi um problema para a moderna arena nesta reta final da temporada de 2014.

Deste modo, a Minas Arena resolveu trocar toda a grama do estádio. O problema, segundo a empresa, foi uma fibra, que tinha a função de fixar as raízes da grama na areia. Contudo, esta fibra era o que dificultava a drenagem do campo. A Fifa, durante as obras para o Mundial, teria mandado seus especialistas aos estádio, que exigiram a presença desta fibra na constituição do gramado.

Agora, o Mineirão passará por três etapas até voltar ao estado normal. A primeira, que aconteceu neste último final de semana, é a de retirada da grama e da primeira camada de areia. A segunda, que dura cerca de 10 dias, consiste em um novo nivelamento de campo com a adição de areia. Por último, a terceira, que deverá ocorrer no Natal, será o plantio do novo gramado sem a presença da tal fibra.

Assim, com jogo do Campeonato Mineiro marcado para o dia 8 de fevereiro, o Mineirão terá cerca de 40 dias para ficar pronto após a plantação da grama. A empresa responsável pela obra garante que o prazo será cumprido e que o estádio estará à disposição no dia solicitado.

Fonte: ESPN

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