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COPA 2018: ESPANHA SOFRE, MAS BATE O IRÃ E DIVIDE LIDERANÇA COM PORTUGAL

Foto: Luis Acosta

20/06/2018 

A defesa iraniana mostrou-se à altura do desafio de encarar o poderoso ataque espanhol na tarde desta quarta-feira, na Arena de Kazan, na Rússia. Muito bem postada à frente da sua área, a equipe asiática segurou os badalados europeus até Diego Costa, em rebatida da defesa. Ainda houve um gol bem anulado e uma chance clara perdida pelos persas, que viram o placar terminar em 1 a 0 para a Fúria.

Com o resultado, Iniesta, Sérgio Ramos e companhia chegam a quatro pontos conquistados e dividem a liderança do Grupo B com Portugal, que derrotou Marrocos no primeiro jogo do dia. A diferença, atualmente, está nos cartões amarelos levados pelos portugueses (2 a 1), que dão a liderança para os espanhóis. Com três pontos, os iranianos têm chances reais de classificação às oitavas de final.

Na próxima rodada, a última da chave, os comandados de Carlos Queiroz encaram a equipe de Portugal, na Arena Mordóvia, em Saransk, às 15h (de Brasília) da segunda-feira. No mesmo horário, os espanhóis terão pela frente o já eliminado Marrocos, em Kaliningrado.

Espanha trabalha, Irã marca

O primeiro tempo da partida em Kazan mostrou uma Espanha disposta a apostar no seu toque de bola para movimentar a defesa iraniana e conseguir criar chances de gol. Munida do qualificado toque de bola de Iniesta, Isco e David Silva, a Fúria bem que tentou, trocou mais de 300 passes na etapa inicial, mas mal conseguiu que o goleiro Beiranvand realizasse uma defesa em suas tentativas.

Mais participativo, Isco deu trabalho com suas trocas de passes pela esquerda, mas a maioria dos lances foi travada na hora do cruzamento/chute. Em uma das poucas que passou pelo bloqueio iraniano, Beiravand mostrou frieza para agarrar uma falta cobrada por David Silva que desviou na barreira. Pouco antes, Ramin saiu livre pela direita em erro da linha de impedimento espanhola, mas demorou a acreditar e errou o cruzamento.

Com o placar inalterado, os espanhóis começaram a ficar irritados e reclamaram bastante dos diversos atendimentos médicos aos atletas asiáticos. No do goleiro Beiranvand, que reclamou de um toque de Diego Costa quando estava com a bola, os europeus nem sequer devolveram a bola aos iranianos. Nem isso, porém, foi o bastante para que o time conseguisse chegar perto de abrir o placar.

Diego Costa faz gol sem intenção

Logo na volta para o segundo tempo, os espanhóis mostraram em seis minutos que poderiam ameaçar mais a meta adversária mesmo com a defesa bem postada. O primeiro foi Piqué, que desviou com o pé cobrança de escanteio e parou na zaga. Na sobra, Busquets chutou de fora da área, o goleiro espalmou e afastou o perigo no rebote. A resposta veio com Karim, que pegou rebatida da defesa e chutou forte, na rede pelo lado de fora.

O ímpeto espanhol, no entanto, acabou recompensado. Em uma rara ocasião na qual a defesa iraniana ficou no mano a mano, Diego Costa limpou o zagueiro e Ramin, ao tentar fazer a cobertura, chutou no próprio atacante, vendo a bola entrar no canto esquerdo baixo do gol. O empate quase voltou ao placar aos 17 minutos, quando Ezatolahi aproveitou sobra na área e fuzilou. O iraniano, que comemorou muito, porém, estava impedido após desvio no meio da área.

O jogo seguiu bastante disputado, com o Irã se lançando à frente e deixando mais espaço na sua defesa. Em lance lindo pelo lado esquerdo, Amiri deu um “rolinho” em Piqué e cruzou na medida para o cabeceio de Mehdi, mas o meia mandou por cima do gol a chance de empate asiático.



FICHA TÉCNICA

IRÃ 0 x 1 ESPANHA

Local: Arena Kazan, em Kazan (Rússia)
Data: 20 de junho de 2018, quarta-feira
Horário: 15h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Andrés Cunha (Uruguai)
Assistentes: Nicolás Taran (Uruguai) e Mauricio Espinosa (Uruguai)
Cartões amarelos: Amiri e Omid (Irã)
Gols:
ESPANHA: Diego Costa, aos dez minutos do segundo tempo

IRÃ: Beiranvand; Ramin, Pouraliganji, Hosseini e Safi (Mohammadi); Omid, Karim (Jahanbakhsh), Mehdi e Amiri (Ghoddos); Sardar
Técnico: Carlos Queiroz

ESPANHA: De Gea; Carvajal, Piqué, Sergio Ramos e Alba; Busquets, Vásquez (Asensio), David Silva, Isco e Iniesta (Koke); Diego Costa (Rodrigo)
Técnico: Fernando Hierro


COPA 2018: URUGUAI BATE ARÁBIA SAUDITA, AVANÇA ÀS OITAVAS E CLASSIFICA A RÚSSIA

Foto: Khaled Desouki

20/06/2018

Com uma rodada de antecedência, os classificados do Grupo A da Copa do Mundo foram definidos na tarde desta quarta-feira, em Rostov. O gol marcado pelo atacante Luis Suarez contra a Arábia Saudita, além de garantir o Uruguai nas oitavas de final, assegura a Rússia na próxima fase.

Com os mesmos seis pontos em duas rodadas, Rússia e Uruguai lideram a chave – a seleção da casa leva vantagem no saldo de gols (7 a 2) e depende de um empate para terminar na ponta. Egito e Arábia Saudita, ainda zerados, já estão eliminados da Copa do Mundo.

Pela última rodada da fase classificatória, às 11 horas (de Brasília) de segunda-feira, Uruguai e Rússia disputam a liderança isolada da chave, em Samara. Ao mesmo tempo, em Volgogrado, Arábia Saudita e Egito entram em campo apenas para cumprir tabela.

O Jogo – O primeiro tempo da partida disputada em Rostov foi de poucas oportunidades. O Uruguai dominou as ações desde o início e, com o goleiro Fernando Muslera sem correr grandes riscos, conseguiu inaugurar o marcador em jogada de bola parada.

O Uruguai saiu na frente aos 22 minutos do primeiro tempo, após escanteio cobrado por Carlos Sanchez pela esquerda. Uma das novidades no time titular saudita, o goleiro Mohammed Alowais saiu e não achou nada. Luiz Suarez, oportunista, se desvencilhou da marcação e completou para marcar pela 52ª vez em sua 100ª partida com a seleção.

O único ataque consistente da Arábia Saudita durante o primeiro tempo começou pela esquerdo. Alshahrani recebeu na linha de fundo e conseguiu cruzar dentro da área. Hatan completou do lado oposto, mas a bola saiu por cima da meta defendida por Muslera.

O Uruguai manteve o domínio na etapa complementar e quase aumentou de cabeça. Após rápida cobrança de falta, Cavani arrancou pela esquerda e, sem ser incomodado, esperou pela chegada de Carlos Sanchez, que recebeu cruzamento na segunda trave e mandou por cima.

Em uma nova investida uruguaia, Torreira, colocado no lugar de Vecino durante o segundo tempo, bateu da entrada da área. Cavani desviou e a bola saiu perto da trave direita do goleiro Alowais – após interceptar o forte chute disparado pelo companheiro, o astro do Paris Saint-Germain levantou sorridente.

Em vantagem no marcador e com a a vaga nas oitavas de final assegurada, o time comandado pelo experiente técnico Oscar Tabarez controlou a partida. Sem sobressaltos, o goleiro Fernando Muslera acompanhou a classificação de sua equipe à próxima fase da Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

URUGUAI 1 x 0 ARÁBIA SAUDITA

Local: Arena Rostov, em Rostov (Rússia)
Data: 20 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 12h (de Brasília)
Árbitro: Clemente Turpin (França)
Assistentes: Nicolas Danos (França) e Cyril Gringore (França)
Público: 42,678 pessoas
Gol:
URUGUAI: Suarez, aos 22 minutos do 1º Tempo

URUGUAI: Muslera; Varela, Godín, Giménez e Cáceres; Bentancur, Vecino (Torreira), Sanchez (Nandez) e Rodriguez (Laxalt); Suárez e Cavani
Técnico: Óscar Tabárez

ARÁBIA SAUDITA: Alowais; Alburayk, Osama, Ali e Yasser; Hatan (Kanno), Salman, Otayf, Taiseer (Hussain) e Salem; Fahad (Alsahlawi)
Técnico: Juan Antonio Pizzi


COPA 2018: CRISTIANO RONALDO DECIDE, PORTUGAL SOBREVIVE À PRESSÃO E SUPERA MARROCOS

Foto: Antonin Thuillier

20/06/2018

Quem se lembra das atuações de Portugal na campanha vitoriosa da Eurocopa de 2016 se identificou bastante com o nível de atuação e a proposta de jogo do time de Fernando Santos nesta quarta-feira, no Estádio Luzhniki. Com um Cristiano Ronaldo decisivo, um sistema defensivo sólido, uma pressão excessiva do adversário e uma atuação brilhante de Rui Patrício, a seleção lusa venceu Marrocos por 1 a 0 e findou as chances de classificação dos africanos.

Nos primeiros 45 minutos ficou evidente a dependência, ao menos nessa partida, de Cristiano Ronaldo para sua seleção. Aos quatro minutos, o camisa sete e capitão se desvencilhou do defensor na cobrança de escanteio e testou sozinho, firme, para o fundo da rede, abrindo o placar. Mesmo atrás, Marrocos não se abateu e dominou não apenas de bola, mas as chances. Porém, foram os lusos os donos das mais perigosas, todas com participação efetiva de CR7, ou servindo os companheiros ou arrematando.

O cenário da etapa inicial foi refletido em partes no segundo tempo, mas com uma pressão menos intensa e mais esparsa da seleção marroquina no início. Ao mesmo tempo, brilhou a estrela de Rui Patrício, que evitou um resultado negativo de Portugal com ao menos duas defesas espetaculares, uma delas em uma cabeçada com endereço certo. Na reta final, a partida se tornou de um ataque contra defesa, na qual o “ferrolho” luso se sobressaiu para sair vitorioso.

Com o triunfo, Portugal depende apenas de si para se garantir entre as 16 melhores seleções da Copa do Mundo. Na última rodada, marcada para a próxima segunda-feira (25), Cristiano Ronaldo e companhia viajam até Saransk para medir forças contra o Irã, que venceu na estreia. Já Marrocos teve findada suas chances de classificação com o revés. Na última rodada, para fechar sua participação em solo russo, enfrenta a Espanha em Kaliningrado.

O JOGO

Portugal abre o placar com gol relâmpago de Cristiano Ronaldo, artilheiro da Copa

Os dois minutos iniciais deram mostras evidentes de que Marrocos não enfrentaria a seleção atual campeã da Eurocopa para se defender. Com a bola no pé, chegou ao gol de Rui Patrício na primeira chance do jogo, mas Boutaib testou para fora.

Coube a Cristiano Ronaldo a missão de ensinar à risca como se posiciona e cabeceia dentro da área. Aos quatro minutos, o craque e capitão português, primeiro, mostrou habilidade para se desvencilhar da marcação. Depois, mostrou sua eficiência característica para, livre, completar a cobrança de escanteio de Cedric para o fundo da rede, abrir o placar e se isolar na artilharia da Copa com quatro gols.

Mesmo atrás no placar, Marrocos não se abateu e dominou os lusos

Quem pensava que o gol no início tornaria fácil a vida da seleção lusa se enganou completamente. Marrocos não se abateu com a desvantagem e continuou com sua proposta de ter a bola, controlar o jogo e tirar os espaços da saída de bola de Portugal, que se via obrigado a utilizar da ligação direta e, com isso, conter a participação de Cristiano Ronaldo.

Porém, parar o atual melhor jogador do mundo é, por vezes, uma missão difícil. Aos oito, o camisa sete recebeu na entrada da área, girou sobre a marcação e engatilhou um arremate com muito perigo, que passou rente à trave marroquina.

Salva essa chance, voltemos ao domínio de Marrocos, que aos 11 minutos obrigou a primeira intervenção de Rui Patrício. Benatia completou o cruzamento para área com um cabeceio preciso, rasteiro, mas defendido pelo arqueiro português. Na sequência, a pressão ainda contou com chutes interceptados pela defesa lusa, uma tentativa de Ziyech sem sucesso e levantamentos para área.

Depois de 30 minutos de pressão, Portugal volta a controlar o jogo

Cada vez mais acuado, Portugal se viu obrigado a contar com o talento de sua principal estrela para tirar o time do “buraco”. Primeiro em uma cobrança de falta na barreira, Cristiano Ronaldo voltou colocar sua equipe perto do gol adversário. No lance seguinte, deu um lindo passe para Gonçalo Guedes, que na entrada da área emendou de primeira para uma defesa linda de El Kajoui com apenas uma das mãos.

Início de segundo tempo equilibrado e com Rui Patrício brilhante

O equilíbrio que Portugal impôs na reta final do primeiro tempo foi refletida nos minutos iniciais da segunda etapa. Os dois times voltaram do intervalo com a intenção de ter a bola e a partir da posse construir boas jogadas. Mas foi marrocos que converteu tudo isso em chances reais.

A partir dos 10 minutos teve início o monólogo de Rui Patrício contra os adversários. Primeiro, o goleiro segurou o chute firme de Belhanda. No lance seguinte, novamente o atacante e o arqueiro se colocaram frente a frente. O Marroquino subiu mais que a defesa portuguesa e testou no cantinho, para o chão, mas o camisa um foi buscar em uma defesa digna de Gordon Banks.

Ataque marroquino contra defesa portuguesa. E Cristiano Ronaldo

A partir dos 20 minutos, o jogo se tornou o típico ataque contra defesa. Enquanto Marrocos tinha a bola e dominava, criando boas chances e parando na má pontaria, Portugal nada conseguia fazer e contava apenas com lampejos individuais de Cristiano Ronaldo. Em um desses, teve tudo para ampliar a vantagem, mas sua cobrança de falta parou na barreira.

A ineficiência ofensiva de Marrocos ficou comprovada nas duas últimas chances criadas na partida. Ziyech fez tudo certo, testou para o gol, mas teve o corte de Pepe no meio do caminho. No último lance de mais perigo, Benatia ficou livre na área, mas isolou.

Arte: AFP


FICHA TÉCNICA

PORTUGAL 1 X 0 MARROCOS

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 20 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Mark Geiger (Estados Unidos)
Assistentes: Joe Fletcher (Canadá) e Frank Anderson (Estados Unidos)

GOL: Cristiano Ronaldo, aos 4 minutos 1T

Cartões amarelos:
Marrocos: Benatia
Portugal: Adrien Silva

PORTUGAL: Rui Patricio; Cedric, Pepe, José Fonte e Raphael Guerrerio; William Carvalho, João Moutinho (Adrien Silva), Bernardo Silva (Gelson Martins), João Mário (Bruno Fernandes); Gonçalo Guedes e Cristiano Ronaldo
Técnico: Fernando Santos

MARROCOS: El Kajoui; Achraf Hakimi, Manuel da Costa, Mehdi Benatia e Nabil Dirar; Sofyan Amrabat, Mbark Boussoufa, Hakim Ziyach, El Ahmadi (Faycal Fajr), Younes Belhanda (Carcela-González) e Hakim Zitach; Khalid Boutaib (El Kaabi)
Técnico: Herve Renard


COPA 2018: RÚSSIA RESOLVE EM 15 MINUTOS, VENCE O EGITO E FICA MUITO PERTO DAS OITAVAS


Fonte: Gabriel Bouys/AFP

19/06/2018

A Rússia precisou de 15 minutos para definir uma imponente vitória por 3 a 1 sobre o Egito na tarde desta terça-feira, em São Petersburgo. Comandada pelo centroavante Dzyuba, que ganhou a vaga de titular, os donos da casa encaminharam a classificação com gols de Fathi (contra), Cheryshev e o próprio Dzyuba, todos entre os dois e os 17 minutos do segundo tempo, e agora dependem apenas de empate ou vitória do Uruguai sobre a Arábia Saudita para carimbar a passagem às oitavas de final.

Os egípcios, que descontaram em pênalti sofrido e cobrado pelo craque Mohamed Salah, estão tão eliminados quanto os russos estão classificados. Zerados, eles precisariam que a Arábia Saudita vencesse o Uruguai nesta quarta-feira, além de, na última rodada, derrotar os sauditas, torcer por outro tropeço dos uruguaios contra a Rússia e tirar o saldo de gols que os separa (1 a -4, atualmente).

Na próxima rodada, a última da chave, os russos fecham sua participação diante do Uruguai, na Arena de Samara, às 11h da próxima segunda-feira, dia 25. No mesmo dia e horário, os egípcios enfrentam a seleção da Arábia Saudita, na cidade de Volgogrado.

Salah aparece, mas jogo não flui

A primeira etapa na bela cidade de São Petersburgo mostrou os donos da casa com uma proposta de lançar bolas longas para Dzyuba, em bom momento físico para trombar com os também fortes zagueiros egípcios e segurar a posse até a chegada dos companheiros. Na primeira chance, ele próprio quase concluiu cruzamento de Golovin, mas a bola passou um pouco acima da sua cabeça.

A resposta dos egípcios veio em uma roubada de bola de Elneny. A redonda foi trabalhada até chegar para Trezeguet, na ponta esquerda da área, com o africano tentando um chute de chapa, no canto direito, mas mandando apenas rente à trave do goleiro. Na resposta, Golovin tirou a marcação de Hamed para dançar e tentou o chute rasteiro, mas o goleiro El Shennawy fez a defesa tranquila.

Salah, que até então pouco havia aparecido, teve uma boa chance de marcar e levar os egípcios em vantagem para o intervalo. Aos 43 minutos, após cruzamento da esquerda, Marwan deixou a bola passar e ele ficou no mano a mano com Zhirkov. O lateral conseguiu o corte parcial, mas a redonda ficou no pé esquerdo do craque, que tentou chutar no canto esquerdo de Akinfeev. A bola, no entanto, foi pela linha de fundo.



Rússia volta avassaladora

A volta para o intervalo, normalmente estudada pelos jogadores, foi um movimento avassalador dos donos da casa. Logo aos dois minutos, após bola alçada na área, Zobnin pegou a sobra e chutou cruzado. Dzyuba, parado, protegeu e Fathi, na tentativa de antecipar o gigante russo, acabou desviando com o joelho para trás, sem chances de defesa para o goleiro El Shennawy.

Os anfitriões não diminuíram o ritmo e viram o brasileiro naturalizado Mario Fernandes mostrar porque era tão badalado quando jogava no Grêmio. Em rápida ultrapassagem pela direita, ele invadiu a área e chegou à linha de fundo, tocando rasteiro para trás. Cheryshev, sem marcação, só deslocou o goleiro para ampliar. Pouco depois veio o brilho de Dzyuba: dominou lançamento longo, driblou o zagueiro e fez o terceiro tocando no canto direito, para explodir de felicidade a torcida.

O Egito ainda tentou buscar uma reação, mesmo atônito com a série de pancadas desferidas pelos russos. Coube justamente a Salah o suspiro dos africanos. Em boa jogada trabalhada pelo meio, ele invadia a área quando foi puxado pelo ombro por Zobnin. O árbitro inicialmente marcou fora da área, mas o assistente de vídeo, mostrou que a infração havia sido dentro dela. Penalidade bem batida e gol de honra assegurado para o craque do Liverpool.


FICHA TÉCNICA

RÚSSIA 3 X 1 EGITO

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Data: 19 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: Enrique Cáceres (Paraguai)
Assistentes: Eduardo Cardozo (Paraguai) e Juan Zorrilla (Paraguai)
Cartões amarelos: Smolov (Rússia); Trezeguet (Egito)
Gols:
RÚSSIA: Fathi (contra), aos dois, Cheryshev, aos 14, e Dzyuba, aos 17 minutos do segundo tempo
EGITO: Salah, aos 28 minutos do segundo tempo

RÚSSIA: Akinfeev; Mario Fernandes, Kutepov, Ignashevich e Zhirkov (Kudriashov); Zobnin, Gazinsky, Samedov, Golovin e Cheryshev (Kuziaev); Dzyuba (Smolov)
 Técnico: Stanislav Tchertchesov

EGITO: El Shennawy; Fathi, Gabr, Hegazy e Abdel-Shafi; Elneny (Ramadan), Hamed, Salah, Abdalla e Trezeguet (Warda); Marwan (Kahraba)
Técnico: Héctor Cúper


COPA 2018: JAPÃO CONTA COM EXPULSÃO RELÂMPAGO, BATE COLÔMBIA E SE VINGA DE 2014

Foto: Jack Guez/AFP

19/06/2018 

Na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o Japão foi goleado pela Colômbia por 4 a 1. Na manhã desta terça-feira, na estreia de ambas as seleções no Mundial da Rússia, o time asiático contou com a segunda expulsão mais rápida da história do torneio para se vingar com uma vitória por 2 a 1, em duelo disputado na Arena Mordovia, em Saransk.

Com o resultado, o Japão marca três pontos e divide a liderança do Grupo H com Senegal, que derrotou a Polônia por 2 a 1 no outro jogo da chave, em Moscou.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo, Japão e Senegal duelarão pelo primeiro lugar do Grupo H no próximo domingo, às 12 horas, em Ecaterimburgo. No mesmo dia, às 15 horas, Colômbia e Polônia tentarão se reabilitar em Kazan.



O Jogo – Talvez nem o japonês mais otimista sonhava com um roteiro tão favorável à seleção de seu país no início da partida. Aos dois minutos, Osako saiu na cara do goleiro Ospina, que espalmou. No rebote, Kagawa bateu para o gol, mas viu a bola ser desviada intencionalmente pelo braço de Carlos Sánchez, que recebeu o cartão vermelho direto. Na cobrança do pênalti, Kagawa chutou no meio, rasteiro, e abriu o placar para o time asiático.

Em desvantagem numérica, a Colômbia tentou se reorganizar com a entrada do volante Barrios na vaga do meia Cuadrado e passou a apostar na jogada aérea para empatar. Aos 11 minutos, após bola levantada na área, Falcao García esticou a perna esquerda e exigiu defesa de Kawashima. Aos 33, em jogada parecida, o centroavante sul-americano voltou a parar no arqueiro nipônico.

Mas foi pelo chão que a Colômbia obteve o empate. Em disputa pelo alto, Falcao García ‘cavou’ falta perto da ponta direita da área. Aos 38 minutos, Quintero cobrou rasteiro, a bola passou por baixo da barreira e entrou no gol, mesmo com Kawashima alegando que ela não havia ultrapassado a linha. Acertadamente, o juiz validou o tento.

Como era de se esperar, o Japão começou tomando a iniciativa na etapa final. Aos oito minutos, após longa troca de passes, Osako recebeu dentro da área, girou sobre o zagueiro e bateu cruzado. Atento, Ospina caiu rápido para ficar com a bola. Pouco depois, o goleiro colombiano voltou a ser exigido ao praticar grande defesa em chute colocado de Inui.

Diante da pressão que sua equipe sofria, o técnico José Pékerman colocou James Rodríguez no lugar de Quintero. O seu colega Akira Nishino respondeu com a entrada do veterano Honda na vaga de Kagawa. O treinador japonês se deu melhor.

Aos 27 minutos, Honda cobrou escanteio pela esquerda, e Osako subiu mais alto do que os zagueiros colombianos para testar no canto direito, sem chances para Ospina. Na base do abafa, os sul-americanos chegaram com algum perigo em chute de James Rodríguez, mas não conseguiram buscar o empate, e os asiáticos celebraram sua primeira vitória no Mundial da Rússia.


FICHA TÉCNICA

COLÔMBIA 1 X 2 JAPÃO

Local: Arena Mordovia, em Saransk (Rússia)
Data: 19 de junho de 2018, terça-feira
Horário: 9h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)
Assistentes: Jure Prapotnik (Eslovênia) e Robert Vukan (Eslovênia)
Cartão Amarelo: James Rodríguez (Colômbia); Eiji Kawashima (Japão)
Cartão Vermelho: Carlos Sánchez (Colômbia)
Gols:
COLÔMBIA: Juan Quintero, aos 38 minutos do 1º tempo
JAPÃO: Shinji Kagawa, aos 5 minutos do 1º tempo, e Yuya Osako, aos 27 minutos do 2º tempo

COLÔMBIA: David Ospina; Santiago Arias,  Dávinson Sánchez, Oscar Murillo e Johan Mojica; Jefferson Lerma, Carlos Sánchez, Juan Cuadrado (Wilmar Barrios), Juan Quintero (James Rodríguez) e José Izquierdo (Carlos Bacca); Falcao García
Técnico: José Pékerman

JAPÃO: Eiji Kawashima; Hiroki Sakai, Maya Yoshida, Gen Shoji e Yuto Nagatomo; Makoto Hasebe, Gaku Shibasaki (Hotaru Yamaguchi), Takashi Inui, Genki Haraguchi e Shinji Kagawa (Keisuke Honda); Yuya Osako (Shinjo Okazaki)
Técnico: Akira Nishino


COPA 2018: COM GOL CONTRA DE BRASILEIRO, SENEGAL BATE POLÔNIA NA ESTREIA

Foto:Patrik Stollarz/AFP

19/06/2018

De volta à Copa do Mundo após 16 anos, Senegal estreou na Rússia de maneira bem-sucedida durante a tarde desta terça-feira. Em falhas da defesa polonesa, o time comandado pelo ex-meio-campista Aliou Cissé ganhou por 2 a 1 no Estádio do Spartak.

O Senegal saiu na frente em um gol contra marcado pelo brasileiro Thiago Cionek e aumentou por meio de Mbaye Niang. Grzegorz Krychowiak descontou. Com três pontos ganhos, a seleção africana divide a ponta do Grupo H com o Japão, que mais cedo bateu a Colômbia pelo mesmo placar.

Pela segunda rodada, às 12 horas (de Brasília) deste domingo, Senegal volta a campo para disputar a liderança isolada da chave com os japoneses, em Ecaterimburgo. Às 15 horas do mesmo dia, na Arena Kazan, a Polônia tenta a recuperação contra a Colômbia.

O Jogo – O confronto entre Polônia e Senegal não teve muitas emoções durante a etapa inicial. A equipe europeia manteve a posse de bola na maior parte do tempo, mas, sem objetividade, não conseguiu criar oportunidades de gol e ainda acabou vazada pelo adversário africano.

O Senegal inaugurou o marcador aos 37 minutos do primeiro tempo. O meio-campista Idrissa Gana Gueye recebeu na entrada da área e bateu. Na tentativa de interceptar o chute, o zagueiro Thiago Cionek, nascido em Curitiba, matou o goleiro Wojciech Szczesny.


O centroavante Robert Lewandowski, maior artilheiro da história da Polônia, foi bem marcado pela defesa senegalesa, formada pelos gigantes Salif Sané (1,96m) e Kalidou Koulibaly (1,95m). Assim, o goleiro Khadim N’Diaye praticamente não teve trabalho.



A Polônia voltou acesa para o segundo tempo e, logo aos cinco minutos, Sané recebeu cartão amarelo por falta sobre Lewandowski nas imediações da grande área. Na cobrança, o próprio centroavante do Bayern de Munique bateu para defesa de N’Diaye.

Aos 15 minutos, o Senegal acabou com a empolgação polonesa em mais uma falha da defesa rival. Após recuo do meio de campo de Grzegorz Krychowiak, Jan Bednarek bateu cabeça com o goleiro Szczesny e Mbaye Niang se antecipou para marcar. Os europeus reclamaram, já que o atacante havia acabado de voltar ao campo.

A Polônia ainda conseguiu diminuir a diferença cinco minutos antes do fim do tempo regulamentar. Após cobrança de falta na grande área, Krychowiak cabeceou com sucesso. Por suspeita de impedimento, o lance foi analisado pelos árbitros de vídeo e confirmado como legal.

FICHA TÉCNICA

POLÔNIA 1 x 2 SENEGAL

Local: Estádio Spartak, em Moscou (Rússia)
Data: 19 de junho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 12 horas (de Brasília)
Árbitro: Shukralla (Bahrein)
Assistentes: Tulefat Yaser (Bahrein) e Al Marri Taleb (Catar)
Cartões amarelos: Krychowiak (POL); Sané, Gueye (SEN)
Gol:
POLÔNIA: Krychowiak, aos 40 minutos do 2º Tempo
SENEGAL: Cionek (contra), aos 37 minutos do 1º Tempo, e Niang, aos 15 minutos do 2º Tempo

POLÔNIA: Szczesny; Piszczek (Bereszynski), Cionek, Pazdan e Rybus; Blaszczykowski (Bednarek), Krychowiak, Zielinski e Grosicki; Milik (Kownacki) e Lewandowski
Técnico: Adam Nawalka

SENEGAL: N’Diaye; Wagué, Koulibaly, Sané e Sabaly; Mane, N’Diaye (Kouyaté), Gueye e Ismaila; Diouf (N’Doye) e Niang (Konaté)
Técnico: Aliou Cissé


COPA 2018: KANE BRILHA, INGLATERRA SE SALVA NO FIM E VENCE ESTREIA DIANTE DA TUNÍSIA

Foto: Nicolas Asfouri/AFP

18/06/2018 

A seleção inglesa estreou com muita emoção na Copa do Mundo. Nesta segunda-feira, em Volgogrado, a equipe comandada por Gareth Southgate jogou mal, mas arrancou uma vitória nos minutos finais diante da Tunísia, por 2 a 1, com Harry Kane saindo-se como herói do confronto.

Apesar de um primeiro tempo de intensa movimentação ofensiva e chances claras de gol, a Inglaterra não conseguiu corresponder na etapa final, “sentiu” o peso da estreia e não marcou o gol da vitória até os acréscimos. Foi aí que a estrela do atacante do Tottenham brilhou para cima dos africanos, que anotaram gol de pênalti com Sassi.

Na rodada seguinte, a Inglaterra encara o Panamá às 09h00 (horário de Brasília) do próximo domingo, em Nizhny Novgorod. Já a Tunísia enfrenta a Bélgica, que fez 3 a 0 na equipe da América Central, às 09h00 do dia anterior, em Spartak.

O jogo – A primeira grande chance da partida veio aos dois minutos. Dele Alli tentou cruzamento, a zaga africana fez o corte e, no rebote, Lingard chutou forte, no contrapé do goleiro. Entretanto, ainda assim, Hassen conseguiu fazer a defesa e evitou o primeiro gol inglês no duelo.

A pressão europeia no confronto continuou. Pouco depois, os Três Leões fizeram linda jogada trabalhada. O camisa 10 da equipe alçou Sterling, que fez lindo passe para Lingard na lateral do campo. O jogador do Manchester United cruzou para a área e Sterling, livre e de frente para o gol, não conseguiu fazer o domínio e deixou a bola ir para fora.

Aos 10 minutos, a pressão inglesa deu resultado. Young cobrou escanteio com perfeição, Stones deu testada forte para o gol e Hassen fez incrível defesa. No rebote, Kane mostrou seu faro de artilheiro e, na hora certa e no lugar certo, só teve o trabalho de completar para as redes vazias. Pouco depois do gol, o arqueiro da Tunísia teve que ser substituído por lesão.

Na marca de 32 minutos, Walker fez pênalti bobo ao deixar o braço na cara de Ben Youssef, em bola fora do alcance do atacante. Na cobrança, Sassi bateu bem, no canto direito. Pickford chegou a encostar na bola, mas não conseguiu evitar o tento: 1 a 1.

Depois do gol rival, a Inglaterra, que havia relaxado no confronto, voltou a oferecer perigo. Após escanteio, Dele Alli cabeceou, a bola resvalou no travessão antes de ser tirada por Ben Youssef e, na sequência, Sterling furou. Pouco depois, Lingard arrancou em velocidade, tocou na saída do goleiro Ben Mustapha e também carimbou a trave.

O início do segundo tempo de partida foi sonolento. Enquanto a Tunísia parecia feliz com o resultado, a Inglaterra esbarrava em sua ineficiência ofensiva no duelo. que evitava a seleção de marcar gols e sair com a prevista vitória na estreia.

Já nos acréscimos da segunda etapa, brilhou a estrela de Harry Kane. Após cruzamento de escanteio, o atacante do Tottenham não desperdiçou a sobra, testou firme para o fundo das redes e decretou a vitória sofrida dos ingleses na estreia da Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

TUNÍSIA 1 x 2 INGLATERRA

Local: Volgograd Arena, em Volgogrado (Rússia)
Data: 18 de junho de 2018, segunda-feira
Horário: 15h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Wilmar Roldán (Colômbia)
Assistentes: Alexander Guzmán (Colômbia) e Cristian de la Cruz (Colômbia)

Cartão amarelo: Kyle Walker (Inglaterra)
Gols: Ferjani Sassi, aos 34 minutos do 1º T (Tunísia); Harry Kane, aos 10 minutos do 1º T e aos 46 minutos do 2º T (Inglaterra)

TUNÍSIA: Hassen (Ben Mustapha); Yassine Meriah, Syam Ben Youssef, Bronn e Ali Maaloul; Skhiri, Ferjani Sassi e Anice Badri; Naim Sliti (Ben Amor), Fakhreddine Ben Youssef e Wahbi Khazri (Khalifa)
Técnico: Nabil Maaloul

INGLATERRA: Jordan Pickford; John Stones, Kyle Walker e Maguire; Kieran Trippier, Ashley Young, Jordan Henderson, Dele Alli (Loftus-Cheek) e Jesse Lingard (Eric Dier); Raheem Sterling (Marcus Rashford) e Harry Kane
Técnico: Gareth Southgate


COPA 2018: BÉLGICA BRILHA NO SEGUNDO TEMPO E CONFIRMA FAVORITISMO SOBRE O PANAMÁ

Foto: Nelson Almeida/AFP

18/06/2018

A ascendente Bélgica estreou na Copa do Mundo da Rússia com vitória na tarde desta segunda-feira. A geração de Eden Hazard e Kevin De Bruyne, tratada por muitos com entusiasmo, brilhou no segundo tempo e ganhou por 3 a 0 do Panamá, debutante no torneio.

Os gols da seleção treinada pelo espanhol Roberto Martinez foram marcados por Dries Mertens e Romelu Lukaku (2). Com o triunfo alcançado no Estádio Olímpico de Sochi, a Bélgica marca seus primeiros três pontos no Grupo G, completado por Inglaterra e Tunísia.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo, às 9 horas (de Brasília) deste sábado, a Bélgica tenta manter o embalo diante da Tunísia, no Estádio Spartak. Já o Panamá, em busca dos primeiros pontos no torneio, pega a Inglaterra às 9 horas de domingo, na arena de Nizhny Novgorod.

O Jogo – A Bélgica dominou as ações desde o início da partida e ditou o ritmo. No primeiro tempo, acuado pela equipe europeia no campo de defesa, o Panamá não conseguiu ameaçar o gol defendido por Thibaut Courtois e contou com Jaime Penedo inspirado para manter o placar intacto.

Logo no começo da partida, Hazard carregou para o meio e acionou Mertens, que bateu para a primeira boa intervenção do goleiro panamenho. Pouco depois, em um recuo curto do zagueiro Torres para Penedo, Hazard aproveitou e acertou a rede pelo lado de fora.

Sem correr riscos no campo de defesa, a Bélgica manteve a pressão e só não saiu na frente porque Torres impediu a finalização de Lukaku após cruzamento de De Bruyne pela direita. Em mais uma boa intervenção, Penedo ainda precisou sair nos pés do centroavante adversário.

A Bélgica conseguiu enfim inaugurar o marcador no primeiro minuto da etapa complementar. Após cruzamento vindo da direita, Torres afastou parcialmente e Escobar dividiu com Hazard pelo alto. Atento à sobra, sem deixar a bola quicar, Mertens completou de primeira para marcar um golaço.

A seleção europeia aumentou a vantagem aos 23 minutos. Em jogada pelo lado esquerdo, De Bruyne recebeu de Hazard e cruzou de trivela. Bem posicionado, o centroavante Lukaku completou de cabeça para o fundo das redes do goleiro Penedo.

Com o Panamá completamente dominado, a Bélgica marcou o terceiro seis minutos depois. Após roubar a bola na defesa, o time europeu fez uma rápida transição ao campo de ataque. Hazard puxou o contragolpe e deixou Lukaku livre para tocar na saída do goleiro.


FICHA TÉCNICA

BÉLGICA 3 x 0 PANAMÁ

Local: Estádio Olímpico, em Sochi (Rússia)
Data: 18 de junho de 2018 (Segunda-feira)
Horário: 12h (de Brasília)
Árbitro: Janny Sikazwe (ZAM)
Assistentes: Jergon dos Santos (ANG) e Zakhele Siwela (AFS)
Cartões amarelos: Meunier, De Bruyne e Vertonghen (BEL); Murillo, Davis, Cooper, Godoy e Barcenas (PAN)
Gols:
BÉLGICA: Mertens, a 1 minuto do 2º Tempo, e Lukaku, aos 23 e aos 29 minutos do 2º Tempo

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Boyata e Vertonghen; Meunier, De Bruyne, Witsel (Chadli) e Carrasco (Dembele); Hazard, Lukaku e Mertens (Thorgan Hazard)
Técnico: Roberto Martinez

PANAMÁ: Penedo; Murillo, Torres, Escobar e Davis; Barcenas (Gabriel Torres), Cooper, Gomez, Godoy e Rodriguez (Diaz); Perez (Tejada)
Técnico: Hernán Darío Gomez


COPA 2018: COM VAR ATUANTE E DECISIVO, SUÉCIA CONVERTE PÊNALTI E VENCE COREIA DO SUL

Foto: Martin Bernetti/AFP

18/06/2018

Quem acordou cedo para acompanhar o confronto entre suecos e sul-coreanos em Níjni Novgorod não viu um espetáculo ao nível de alguns dos jogos já disputados nesta Copa do Mundo, mas presenciou a tecnologia novamente agindo em prol do acerto no futebol. Depois de um primeiro tempo que nem de longe encheu os olhos, um pênalti marcado com o auxílio do VAR determinou a vitória da Suécia por 1 a 0.

Dois momentos distintos marcaram os primeiros 45 minutos da partida. Na metade inicial, os sul-coreanos tiveram um domínio falso da partida. Apesar do controle, pouco assustavam efetivamente e Olssen não fez nenhuma grande intervenção. Inicialmente reativa, a Suécia mudou a postura defensiva para ter a posse da bola e criou boas chances, a maioria delas com Berg, mas que acabaram minadas na má pontaria ou na inspiração de Cho Hyun-woo.

O segundo tempo foi bem mais empolgante que a metade inicial. Logo nos 10 primeiros minutos, uma chance para cada lado por pouco não tiraram o zero do placar. Essa missão coube ao capitão Granqvist, que converteu a penalidade marcada apenas com o auxílio do VAR (árbitro de vídeo). Atrás no marcador, a Coréia do Sul até esboçou uma reação, chegou a criar lances de perigo, mas saiu de campo derrotada.

Com o triunfo, a Suécia assumiu a liderança do Grupo F, que possui México e Alemanha empatados com um ponto e a Coréia na lanterna. No próximo sábado, em Sochi, o clássico europeu pode definir o futuro da atual campeã mundial na Rússia, enquanto a seleção comandada por Shin Tae-Yong tenta manter viva as chances de classificação e conter a empolgação de Juan Carlos Osorio e seus jogadores.

O JOGO

Coréia começa melhor, mas goleiros são meros espectadores 

Desde o início da partida ficou evidente a eficiência e o poder de marcação da seleção sueca, que nos primeiros minutos deixou a Coréia do Sul tomar iniciativa e ter a bola. Porém, os europeus seguiam firmes em sua proposta e conseguiam conter as ações no último terço do campo, às vezes até com faltas, obrigando as adversários a abusar da bola aérea, na qual sempre levavam vantagem.

Suécia toma a iniciativa, mas para no goleiro sul-coreano

Depois dos 15 primeiros minutos, a partida ganhou um cenário completamente diferente do inicial. Até então reativa, a Suécia passou a buscar mais o jogo, com a bola nos pés, e usar da qualidade de seus meio-campistas para furar as linhas sul-coreanas. As melhores jogadas acabaram saindo das roubadas de bola no meio-campo e transições rápidas que culminaram em boas jogadas, mas pararam no inspirado goleiro Cho Hyun-woo.

A primeira chance clara da Suécia aconteceu aos 19 minutos. Atuando pelo lado do campo, Olsson recebeu e cruzou para área, mas bola passou por todo mundo e sobrou do outro lado com Lustig. Em novo chuveirinho, Toivonen tocou para Berg, que dentro da pequena área chutou à queima-roupa para defesa espetacular de Cho Hyun-Woo. No lance seguinte, no escanteio, Jansson testou rente à trave, mas para fora.

A bola aérea passou a ser uma alternativa que causava muito perigo para defesa da Coréia. Aos 28, em nova sobra do escanteio, Berg teve seu arremate travado na hora exata por Kim Young-Gwon. Todas essas chances, enfim, poderiam ser minimizadas se aos 43 minutos o árbitro de El Salvador tivesse assinalado o pênalti sobre Toivonem, que foi derrubado pelo defensor sul-coreano. Joel Aguilar preferiu não recorrer ao VAR e mandou seguir o lance.

Segundo tempo mais animado, de VAR atuante e determinante

Os primeiros lances do segundo tempo já davam pressentimentos de que o primeiro tempo ruim não seria repetido na parte final. Logo aos nove minutos, Koo Ja-Cheol completou de cabeça o cruzamento e por muito pouco não abriu o placar. A resposta sueca veio no minuto seguinte, novamente em bola alçada na área, que Toivonen testou firme para mais uma grande defesa do arqueiro sul-coreano.

Coube ao minuto 17 o lance que mudaria toda a história da partida, mas com o auxílio da tecnologia. Claesson antecipou a jogada e acabou tocado por Kim Min-Woo. Inicialmente o lance seguiu, mas quando a Coréia esboçou o contra-ataque Joel Aguilar voltou atrás e recorreu ao VAR, que confirmou a marca da cal. Na cobrança, Granqvist deslocou o goleiro e abriu o marcador.

Na frente do placar, a Suécia se dispôs a segurar a vantagem e deu campo para a Coréia, que esboçou uma reação. Porém, pouco assustou o goleiro Olsen, que saiu de campo sem ser vazado e com a vitória de sua seleção.



FICHA TÉCNICA

SUÉCIA 1 X 0 CORÉIA DO SUL

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Níjni Novgorod (Rússia)
Data: 18 de junho de 2018 (segunda-feira)
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Joel Aguilar (SLV)
Assistentes:  Juan Zumba (ESA) e Juan Carlos Mora (COS)

GOL: Granqvist, aos 19 minutos 2T

Cartões amarelos:
Suécia: Viktor Claesson
Coréia do Sul: Kim Shin-Wook, Hwang Hee-chan

SUÉCIA: Robin Olsen; Mikael Lustig, Andreas Granqvist, Pontus Jansson e Ludwig Augustinsson; Emil Forsberg, Sebastian Larsson (Svensson), Albin Ekdal (Hiljemark) e Viktor Claesson; Marcus Berg e Ola Toivonen (Thelin)
Técnico: Jan Andersson

CORÉIA DO SUL: Cho Hyun-woo; Lee Yong, Jang Hyun-soo, Kim Young-gwon, Park Joo-ho (Kim Min-woo); Ki Sung-yueng, Lee Jae-Sung, Koo Ja-cheol (Lee Seung-woo); Hwang Hee-chan, Son Heung-min e Kim Shin-Wook
Técnico: Shin Tae-Yong


COPA 2018: MÉXICO SURPREENDE E DESBANCA ALEMANHA NA ESTREIA DO MUNDIAL

Foto: Yuri Cortez/AFP

17/06/2018 

A Alemanha decepcionou no início de sua campanha na Copa do Mundo da Rússia. No Estádio Luzhniki, os atuais detentores do título foram dominados pelo surpreendente México durante a manhã deste domingo e acabaram derrotados por 1 a 0.

Com o triunfo, a seleção dirigida pelo colombiano Juan Carlos Osório marca seus primeiros três pontos na Copa do Mundo. Os dois classificados do Grupo F, completado por Coreia do Sul e Suécia, cruzam nas oitavas de final com os integrantes da chave do Brasil.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo da Rússia, o México volta a campo para enfrentar a Coreia do Sul às 12 horas (de Brasília) deste sábado, em Rostov. Às 15 horas do mesmo dia, no Estádio Olímpico de Sochi, a seleção alemã encara a Suécia.

O Jogo – Atual detentora do título a Alemanha tomou a iniciativa e buscou o jogo no primeiro tempo, ficando exposta aos contra-ataques puxados por Carlos Vela. Javier Chicharito e Miguel Layun chegaram a receber passes diante do goleiro Manuel Neuer, mas não finalizaram.

Aos 34 minutos, em mais uma jogada de contragolpe, o México saiu na frente. Após roubar a bola na defesa, o time dirigido por Juan Carlos Osorio fez uma rápida transição para o campo de ataque. Hirving Lozano recebeu de Chicharito, cortou a marcação de Ozil e fuzilou Neuer.

A Alemanha procurou responder rápido e quase chegou ao empate em cobrança de falta dura, cometida por Lozano sobre Kimmich na entrada da área. Em um chute colocado, Kroos procurou o ângulo esquerdo de Ochoa, que conseguiu desviar a bola para o travessão.

Na tentativa de buscar o empate, a Alemanha se lançou ao ataque durante a etapa complementar e permaneceu exposta aos contragolpes mexicanos. Após receber cruzamento vindo da direita, Kimmich tentou uma bicicleta e assustou o goleiro Ochoa.

Juan Carlos Osorio, conhecido pelas alterações esquisitas, tirou Carlos Vela, que puxava os contra-ataques, e Hirving Lozano, autor do gol. Vendo seu time pressionado, ele apostou no experiente Rafael Marquez, com cinco Copas do Mundo no currículo.

Com Gomez no lugar de Plattenhardt, a Alemanha encurralou o México no campo de defesa, mas abusou dos cruzamentos na área e não conseguiu criar boas oportunidades. O time norte-americano ainda desperdiçou alguns contra-ataques, que não fizeram falta. No último susto, Brandt acertou a trave direita de Ochoa.



FICHA TÉCNICA

ALEMANHA 0 x 1 MÉXICO

Local: Estádio Luzhniki, em Moscou (Rússia)
Data: 17 de março de 2018 (Domingo)
Horário: 12h (de Brasília)
Árbitro: Alireza Faghani (Irã)
Assistentes: Reza Sokhandan (Irã) e Mohamed Mansouri (Irã)
Cartões amarelos: Muller e Hummels (ALE); Moreno e Herrera (MEX)
Gol:
MÉXICO: Lozano, aos 34 minutos do 1º tempo

ALEMANHA: Neuer; Kimmich, Hummels, Boateng e Plattenhardt (Gomez); Kroos, Khedira (Reus) e Ozil; MUller, Draxler e Werner (Brandt)
Técnico: Joachim Löw

MÉXICO: Ochoa; Salcedo, Moreno, Ayala e Gallardo; Herrera, Guardado (Rafael Marquez), Layun, Vela (Alvarez) e Lozano (Jimenez); Chicharito
Técnico: Juan Carlos Osório


COPA 2018: EM JOGO FRACO, SÉRVIA FAZ VALER FORÇA DA BOLA PARADA PARA VENCER COSTA RICA

Foto: Manan Vatsyayana/AFP

17/06/2018

O primeiro jogo da Copa do Mundo deste domingo não foi grandioso em qualidade técnica, mas foi um duelo tático interessante de duas seleções que chegam como francos-atiradores na Rússia e um golaço que definiu a partida. Em Samara, na Cosmo Arena, a Sérvia contou com uma cobrança de falta excepcional de Kolarov para vencer a Costa Rica por 1 a 0, pelo grupo E.

O primeiro tempo foi equilibrado, mas de momentos bastantes distintos. Depois de um início empolgante, as propostas passaram a ser menos agressivas e o cenário se tornou da Sérvia com posse da bola, mas pouca efetividade, enquanto a Costa Rica apostava nas transições rápidas para tentar surpreender. Se Milinkovic-Savic perdeu a melhor chance do jogo, do outro lado Ureña, Calvo e Giancarlo González levaram perigo, mas ninguém balançou a rede.

Os 45 minutos finais fizeram com que a partida se encaminhasse para outra dinâmica, principalmente pelo gol logo no início. Aos 10, Mitrovic acabou calçado por Guzmán perto da área e na cobrança de falta brilhou a estrela de Kolarov. O lateral bateu com perfeição e Keylor Navas nada pôde fazer. No decorrer da partida, virou um verdadeiro ataque contra a defesa, mas os costa-riquenhos pouco assustaram o goleiro Stojkovic.

Na próxima rodada, a Costa Rica terá a missão de se recuperar contra um adversário que se desenha indigesto. Na próxima sexta-feira, em São Petersburgo, o duelo é contra a Seleção Brasileira. Já a Sérvia tenta garantir mais um triunfo a fim da classificação contra a Suíça, também na sexta, em Kaliningrado.

O JOGO

Um começo empolgante e nada mais

O duelo de costas-riquenhos e sérvios começou de forma até surpreendente, com muita intensidade e dois times muito a fim de propor o jogo para abrir o marcador em Samara. Logo no primeiro minuto, os europeus chegaram com perigo, mas a conclusão do lance teve um cabeceio de Mitrovic que ficou pelo caminho. A resposta sérvia veio pela bola parada, um escanteio, que Gonzáles testou nas mãos de Stojkovic.

A primeira chance mais clara da partida foi da Costa Rica, aos 11 minutos, novamente com Gonzáles. O zagueiro subiu sozinho dentro da pequena área, mas o cabeceio ganhou altura e saiu raspando o travessão. Enquanto isso, a Sérvia já se comprometia a tocar a bola em busca de espaços, que pouco encontrava. As melhores jogadas saíam pelo lado direito, com Ivanovic e Savic, mas sem muita efetividade.

Chances esparsas e jogo de muito toque, mas pouco chute

Os números do jogo dizem muito a respeito da sequência da partida, a partir dos 15 minutos. Com mais de 60% de posse de bola, a Sérvia encontrava dificuldades para infiltrar com passes e um dos melhores do time nesse quesito, Matic, teve primeiro tempo apagado. Uma das alternativas passou a ser a ligação pelo alto e dessa forma, por pouco, Milinkovic-Savic não abriu o placar. Ele recebeu ótima bola de Kolarov, saiu na cara de Navas, que fechou bem o ângulo, contou com o chute fraco e fez a defesa.

Final esperançoso da Costa Rica

Duas chances da Costa Rica na reta final deixaram o jogo mais emocionante a atrativo. Aos 38, Ureña aproveitou a falha na saída de Tosic, recuperou, limpou a marcação e testou de longe, mas para fora. Três minutos depois, foi Calvo quem arriscou e, apesar de passar rente a trave, também saiu pela linha de fundo.


Segundo tempo com a Sérvia melhor e na frente do placar

O segundo tempo começou com a Sérvia fazendo o que pouco fez nos 45 minutos iniciais: finalizando. Aos quatro minutos, Mitrovic perdeu uma chance claríssima de gol. Na tabela com Milinkovic-Savic, o atacante recebeu na cara de Navas, que se agigantou e fez grande defesa para manter a igualdade no placar.

Entretanto, o 0 a 0 não durou muito. Na verdade, mais seis minutos, quando Guzmán derrubou Mitrovic. Na cobrança, da intermediária direita, Kolarov fez uma pintura: colocou a bola no ângulo de Navas, que depois que a bola passou pela barreira pouco pôde fazer.

Costa Rica, na tentativa do gol, povoando o ataque

Atrás no placar, a Costa Rica mudou a postura e tentou povoar o campo ofensivo da Sérvia. A alternativa encontrada, porém, não se refletiu a correta: jogar bola na área. Mais altos, os europeus se sobressaíram, correram poucos riscos e, além disso, chegaram com perigo em alguns contra-ataques. Destaque para a atuação de Milinkovic-Savic, que controlou muito bem e dominou o meio-campo.

Na reta final, já nos acréscimos, uma confusão tomou conta do jogo. A fim de acelerar a partida, um membro da comissão técnica da Costa Rica tentou pegar a bola que havia saído pela lateral, mas teve de conter a empolgação de Matic. Os dois se estranharam, mas tudo foi contornado pelo árbitro de Senegal.

No último lance, apesar do impedimento, Bolaños perdeu uma chance incrível para a Costa Rica na cara do goleiro. Resultado final: 1 a 0 para Sérvia.



FICHA TÉCNICA

COSTA RICA 0 X 1 SÉRVIA

Local: Cosmos Arena, em Samara (Rússia)
Data: 17 de março de 2018 (Domingo)
Horário: 9 horas (de Brasília)
Árbitro: Malang Diedhiou (Senegal)
Assistentes: Djibril Camara (Senegal) e El Hadji Samba (Senegal)

GOL:
Sérvia: Kolarov, aos 11 minutos 2T

CARTÕES AMARELOS
Costa Rica: Francisco Calvo, Guzmán
Sérvia: Ivanovic, Aleksandar Prijovic

COSTA RICA: Keylor Navas; Giancarlo González, Oscar Duarte e Johnny Acosta; Cristian Gamboa, David Guzmán (Daniel Colindres), Celso Borges, Francisco Calvo; Bryan Ruiz, Johan Venegas (Christian Bolaños) e Marcos Ureña (Joel Campbell)
Técnico: Oscar Ramirez

SÉRVIA: Vladimir Stojkovic; Branislav Ivanovic, Nikola Milenkovic, Dusko Tosic e Aleksandar Kolarov; Nemanja Matic, Luka Milivojevic, Sergej Milinkovic-Savic, Dusan Tadic (Antonio Rukavina) e Adem Ljajic (Filip Kostic); Aleksandar Mitrovic (Aleksandar Prijovic)
Técnico: Mladen Krstajic


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