Seleção Brasileira: Renda do Jogo da Amizade vai para a Família Chape



15/01/2017

Ingressos à venda para Brasil x Colômbia

Brasileiros, colombianos e torcedores do mundo inteiro entrarão em campo para ajudar as famílias dos jogadores, integrantes da comissão técnica e dirigentes da Chapecoense que faleceram na tragédia que abalou o mundo esportivo. Estão à venda os ingressos para o Jogo da Amizade (clique aqui), amistoso entre as Seleções do Brasil e da Colômbia, que será disputado às 21h45 do próximo dia 25, no Estádio Nilton Santos (Engenhão). As eventuais vendas físicas começam no dia 20, em pontos que serão divulgados.

Toda a renda líquida da partida será repassada à Associação Chapecoense de Futebol, que a utilizará integralmente para indenizar os familiares dos jogadores, membros da comissão técnica e dirigentes, vítimas da queda do avião que levava o time para disputar a partida final da Copa Sul-Americana, em Medellín. A CBF, que está organizando o Jogo da Amizade, não ficará com qualquer porcentagem do valor arrecadado, que, como antes já salientado, destinar-se-á a reparar as perdas e danos sofridos pelas vítimas.



O Estádio Nilton Santos, localizado na Zona Norte do Rio de Janeiro, está passando por ajustes para seu aperfeiçoamento, depois de sediar diversas competições nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. Por esse motivo, não haverá assentos numerados nessa partida, embora os ingressos sejam setorizados.

A CBF convidou a Seleção da Colômbia para esse jogo em agradecimento pelo respeito, fair play e os exemplos de humanidade que os nossos vizinhos vêm demonstrando desde a primeira hora da tragédia aérea.


Torcedores de fora do Estado do Rio de Janeiro que não poderão comparecer ao jogo também terão a oportunidade de dar sua valiosa contribuição em prol das famílias das vítimas, adquirindo um Ingresso Solidário no valor de R$ 50 (clique para colaborar). Essa modalidade de ingresso não dá acesso ao estádio, mas terá seu valor somado à renda da bilheteria e destinado à Família Chapecoense. Quem contribuir receberá um certificado oficial de participação e agradecimento. A compra do ingresso solidário será ilimitada.



JOGO DA AMIZADE

Brasil x Colômbia
25 de janeiro de 2017, às 21h45
Estádio Nilton Santos (Engenhão), Rio de Janeiro (RJ)


Norte: R$ 70
Sul: R$ 70
Leste Superior: R$ 90
Leste Inferior: R$ 120
Oeste Superior: R$ 90
Oeste Inferior: R$ 120
Camarotes: R$ 150

Os camarotes serão vendidos “fechados”, com serviço incluído.

#JogoDaAmizade
#ForçaChape
#BRAeCOL
#FamíliaChapecoense

Fonte: Assessoria CBF

'Temos uma base para 2018 e para outra Copa', diz Tite, sonhando com Mundial da Rússia

Tite acha que Neymar merecia ter ficado entre os três melhores do mundo 
Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

15/01/2017

Há quase sete meses no comando da seleção, Tite colhe o sucesso em forma de números: com ele, a seleção venceu os seis jogos que disputou, sofreu apenas um gol e pulou da sexta colocação para a liderança das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa da Rússia. O sonho de levar o Brasil ao topo no Mundial do ano que vem está tão vivo quanto o constrangedor afastamento dos antecessores Felipão e Dunga.

- Temos uma base para 2018 e para outra Copa do Mundo. Isso faz o olho brilhar - diz o treinador, em entrevista exclusiva para o Jornal Extra.

Você é adepto da linha dura?

Às vezes, demais. Mais com minha família do que com o atleta. Aconteceu no fim do ano. Estava pilhado, mas feliz. E sensibilizado com o acidente com a Chapecoense. Tive um atrito com minha filha (Gabriele, de 20 anos). Eu estava errado e me desculpei no dia seguinte.

A família se envolve com sua profissão?

Minha mulher (Rosmari) fica preocupada com os atletas que se machucam. Deve ser porque eu me machucava muito. Ela não entende muito, mas busca informação. E me dá uns toques. Às vezes, sou exigente demais com um atleta. Ela me pergunta: “Quantos anos ele tem? Lembra quando você tinha essa idade?”

Você usa dois crucifixos no cordão. E marcou essa entrevista para uma sexta-feira 13. É supersticioso?

Não tenho superstição. Quando vejo uma escada, faço questão de passar embaixo, mas dou uma olhadinha pra cima antes (risos). Gosto do 13 e fui visitar o Zagallo três vezes. Ele é um símbolo. Sobre religião, tenho uma ideia muito clara: a maior religião é fazer o bem. Respeito qualquer crença.

Como será a convocação da seleção, na próxima quinta-feira, para o amistoso com a Colômbia, no dia 25, no Nílton Santos, quando somente jogadores que atuam no Brasil serão chamados? Os clubes estão ainda em início de preparação...

Eles vão se apresentar apenas um dia antes. Provavelmente, usarei duas equipes, cada uma jogando 45 minutos, para não haver risco de estourar algum jogador. Vamos precisar do aval médico e físico. Os escolhidos serão representantes dos dez ou 12 primeiros colocados do Brasileiro. E quem for chamado terá possibilidade real de nova convocação no futuro.

Católico, mas sem superstição Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

Sob seu comando, a seleção venceu os seis jogos que disputou. Esperava o sucesso tão rapidamente?

Considero um sucesso, e aconteceu antes do que eu imaginava. É impressionante, porém, irreal. O futebol não é assim. A construção de uma equipe não é assim. Estou satisfeito não somente com os resultados, mas com a forma como os conquistamos. A gente tem que saber por que vence, por que perde ou empata. Se isso não é diagnosticado, ali na frente tropeçamos.

Está pronto para a derrota?

Ela é inevitável, mas estou querendo jogá-la o máximo possível para a frente. E digo para os atletas: "Um dia, vamos sair perdendo um jogo, e quero ver como vamos reagir emocionalmente". Depois da vitória (3 a 0) sobre a Argentina, eu disse: “Passou, gente. Vamos pegar um time extremamente competitivo, o Peru, e é muito difícil marcar o Guerrero". Mas o Marquinhos deu uma aula de como marcar um pivô.

O Guerrero do Flamengo é o mesmo do Corinthians?

É o mesmo Guerrero, porém a mecânica da equipe é outra. No Corinthians, havia jogadas de infiltração e de lado. A equipe potencializava o Guerrero. Quando eu soube que ele ia embora, dava soco, pontapé e reclamava: “Não podem deixar o Guerrero sair”.

Por que você foi a São Januário ver um jogo do Vasco?

Porque sei do talento do Andrezinho, o Luan está na seleção e tenho admiração pelo Zinho (ex-auxiliar técnico do Vasco). E tem o Douglas. É um jogador muito bom, que vai amadurecer. Essas coisas são assim... Fui ver o Arão (do Flamengo), e o Muralha fechou o gol. Pedi que o Taffarel buscasse o histórico dele, pois merecia a convocação.

Pode antecipar se teremos jogadores do Rio no amistoso com a Colômbia?

Com certeza, teremos alguns, representando as campanhas que os times fizeram. Estou falando de Botafogo e Flamengo. No caso do Botafogo, o mérito é do (técnico) Jair(Ventura). Fico contente em vê-lo como um exemplo. Fez um grande trabalho, e a classificação para a Libertadores é equivalente a um título. Outro dia, ele estava fazendo um curso na CBF. Isso é exemplo de profissionalismo de um garoto que vê que pode melhorar. Também podemos ter gente do Fluminense. Em relação ao Vasco, é mais difícil.

Vai convocar o Scarpa?

(Risos). Pois é... Pode ser... Possivelmente, sim.

Tite admite convocar Scarpa, do Fluminense, para amistoso com Colômbia e 
dará vez também a jogadores de Botafogo e Flamengo Foto: Márcio Alves / Agência O Globo

Ao assumir, como estava a seleção, emocionalmente?

Não posso avaliar como era antes, mas a leitura que fiz foi de falta de confiança. Nosso primeiro jogo, contra o Equador, foi muito tenso. O sexto lugar nas Eliminatórias pressionava. Fico mal em te dizer que eu pedi que o grupo retardasse a batida de lateral. Não era por medo, mas para ter condição física.

Acha que já devolveu a alegria ao torcedor da seleção?

Não devolvi, mas um grupo de trabalho do qual faço parte está devolvendo.

Evoluímos do 7 a 1 para cá?

Evoluímos, sim, até de uma forma dura. E tem que ser um processo constante.

Houve uma transição após a saída do Dunga?

Não conversei com o Dunga e não fui ao encontro dele. Se eu fosse o Dunga, teria a expectativa de continuar um trabalho. Imagino a frustração dele. E se ele tivesse permanecido e alcançado essas seis vitórias (nas Eliminatórias)? Eu, pra dizer a verdade, gostaria de ter pego lá no início. Fui contra (a escolha de Dunga) e me manifestei. Achei que era meu momento, pelo trabalho que realizei. Quando fui chamado, acha que não tive medo de ser o técnico responsável por não levar a seleção para uma Copa? Admito que eu estava em um projeto do Corinthians de dois anos e fui egoísta. Olhei para meu lado, para a realização pessoal.

E a relação com Felipão?

Profissional, respeitosa, mas distante. O tempo é o melhor remédio para que as coisas possam acontecer.

Uma bobagem abalou a relação, não? O gesto do “fala muito” que você fez para ele, num jogo do Corinthians contra o Palmeiras...

Não sei se foi uma bobagem. Não foi só o “fala muito” (em entrevista à jornalista Camila Mattoso, o irmão de Tite, Miro, revelou que Felipão teria entregado um jogo para o Fluminense no Brasileiro de 2010); não quero falar sobre isso. A competição entre técnicos é forte, aflorada. Você trabalha em cima do limite. Tenho que fazer o meu melhor e inibir o outro.

Neymar acertou ao abrir mão da braçadeira?

Quando acabou a Olimpíada, Neymar me procurou e disse que não queria mais ser o capitão da seleção. Pedi que me procurasse na hora em que estivesse amadurecido. Ele já me procurou e disse que está pronto. Ele vai ser capitão.

A imaturidade do Neymar atrapalha?

Não. Ela é verdadeira. Abro um sorriso dentro de mim quando alguém o compara a Cristiano Ronaldo e Messi. São gerações diferentes, mas com status técnico parecido. Enquanto Messi e Cristiano Ronaldo atingiram o auge, ele não. Eu nem sabia que ele tinha tanta capacidade de assistência, acredita? É impressionante.

Seus votos para melhor do mundo foram em Cristiano Ronaldo, Neymar e Griezmann. Por que o Messi ficou fora?

Porque ele é o número um, extraclasse, mas se machucou muito entre a metade de 2015 e a metade de 2016.

Neymar, que ficou em quarto lugar, foi injustiçado?

Para mim, ele deveria ter ficado entre os três. Não vou dizer que foi injustiça, mas essa é minha opinião.

É bom ser unanimidade?

É mentira. Sou contestado. Nem todo mundo vai gostar de mim, assim como não gosto de todo mundo. Só que, como o momento é muito bom, as pessoas erradamente acham que sou unanimidade.
A transferência do Gabriel Jesus para o City é boa ou ruim?

Lembro que perdi um clássico para o Palmeiras e estava puto da vida quando vieram me perguntar sobre o Gabriel Jesus. Eu disse: “Ele é de verdade”. Eu só pensava: “O que esse moleque tem?” Ele é letal. Torço para que ele seja aproveitado no eixo central, como um camisa 9, e não pelo lado. Ali, ele pode desenvolver todo o seu potencial na posição do Agüero. Mas no sistema deles (do Manchester City) não há dois centrais. Penso na seleção, naquela rotina do lugar, de jogar sem pensar.

Passa na sua cabeça a possibilidade de ser campeão do mundo na Copa de 2018?

Penso nisso, sim, mas por enquanto é um sonho para depois da classificação, que está próxima. Temos um grupo em evolução. Isso é fascinante. Willian tem potencial, Neymar, (Philippe) Coutinho e Marquinhos estão em crescimento. Thiago (Silva), Marcelo e Daniel Alves são da safra que já atingiu seu melhor. Isso faz o olho brilhar. É uma base para 2018 e para outra Copa do Mundo.

O que acha da situação atual do Maracanã?

Na primeira vez em que fui jogar no Maracanã, um Flamengo x Portuguesa, quando entrei no campo, pensei: “Meu Deus, não vamos chegar no outro gol. É muito longe”. Empatamos em 1 a 1, e eu perguntava: “Já pisou no Maracanã? Se não pisou, não jogou bola” (risos). É de lastimar. É o grande palco do futebol brasileiro. Quando se fala em seleção brasileira, todo mundo pensa em Maracanã. Tem mística. Pode me chamar de saudosista, mas sou sincero: eu preferia a estrutura anterior.

Fonte: Extra

Tudo que você precisa saber sobre a Copa do Mundo com 48 equipes



14/01/2017 

A Fifa apoiou o plano do presidente Gianni Infantino de expandir o evento de 32 equipes para 48. Goal explica o que aconteceu e o motivo

É o fim da Copa do Mundo como conhecemos. Nesta terça-feira (10), a FIFA votou a favor de expandir o número de participantes do torneio para 48 e, sem surpresa, a mudança de formato, que é ideia do novo presidente Gianni Infantino, já está provocando um debate acalorado em todo o mundo.

Goal traz os principais fatos por trás da alteração mais importante na Copa do Mundo desde 1998. Entenda!

O QUE FOI VOTADO?

Pela expansão. Atualmente, a Copa do Mundo é composta de 32 equipes, que são divididas em oito grupos de quatro, com os dois primeiros em cada chave progredindo para a fase eliminatória. Este é o formato adotado desde o Mundial da França em 1998 e também será aplicado na Rússia 2018 e Qatar 2022.

No entanto, em 2026, teremos 48 participantes, o que foi sugerido por Infantino. O italiano sucedeu Sepp Blatter como presidente da FIFA no ano passado e uma de suas principais promessas eleitorais foi aumentar o tamanho da Copa do Mundo. Ele inicialmente sugeriu 40 equipes antes de eventualmente propor convidar mais oito nações para a competição.

"A ideia da FIFA é desenvolver o futebol em todo o mundo e a Copa do Mundo é o maior evento que existe", explicou ele no ano passado. "É mais do que uma competição, é um evento social!", e muito lucrativo.



A Fifa espera fazer 5,2 bilhões de euros com a Copa do Mundo de 2018 na Rússia e, com base nessas projeções, se acredita que uma Copa do Mundo com 48 equipes vai gerar mais 950 milhões de euros de receita.

Assim, para fazer o evento maior do que nunca, Infantino propôs ter 48 equipes, que seriam divididos em 16 grupos de três equipes, com os dois primeiros em cada chave passando para as fases eliminatórias.

No entanto, outras quatro opções são possíveis:

- Um torneio de 48 equipes com uma rodada inicial entre as 32, com os vencedores dos jogos eliminatórios se juntando então aos 16 já classificados ao evento principal

- Um torneio de 40 equipes com 10 grupos de quatro em que os vencedores de cada grupo avançam.

- Um torneio de 40 equipes composto por oito grupos de cinco equipes, com os dois principais passando para a fase eliminatória.

- Manter o formato atual de 32 equipes em oito grupos de quatro


COMO ACONTECEU?

Os 37 membros do Conselho da FIFA votaram por unanimidade a favor da proposta do presidente - e isso não foi nada surpreendente. Infantino já havia afirmado anteriormente que tinha o apoio das seis principais federações (UEFA, CONCACAF, CONMEBOL, Ásia, CAF, OFC).

"Todos estão claramente a favor de uma Copa do Mundo com mais equipes", afirmou na Conferência Internacional de Esportes em Dubai, em dezembro.



O treinador do Manchester United, José Mourinho, também deu o seu total apoio. "Sou totalmente a favor", disse o português ao site oficial da FIFA. "Como treinador de clube, se a expansão significasse mais jogos, menos férias e menos pré-temporada para os jogadores, eu diria que não. Mas é importante que os críticos analisem e compreendam que a expansão não significa mais jogos, os jogadores são protegidos e os clubes são protegidos dessa maneira".

De fato, enquanto o torneio ideal de 48 equipes da Infantino significa mais partidas em geral, aumentando de 64 para 80, os vencedores terão que jogar apenas sete jogos e a duração do torneio permanecerá inalterada.


QUEM FOI CONTRA A EXPANSÃO?

A Associação dos Clubes Europeus (ECA) estava preocupada com uma diluição de qualidade, como aconteceu no Campeonato Europeu alargado na França em 2016, com Karl-Heinz Rummenigge sugerindo que a Fifa estava tentando extrair mais dinheiro. "A política e o comércio não devem ser prioridade exclusiva no futebol", argumentou o presidente da ECA.

O ECA expressou a sua desaprovação do resultado da votação desta terça-feira liberando um breve comunicado poucas horas depois: "Nós não vemos os méritos de mudar o formato atual de 32 que provou ser a fórmula perfeita de todas as perspectivas. Questionável é também a urgência em chegar a uma decisão tão importante, com nove anos para ir até que se torne aplicável, sem o envolvimento adequado dos interessados ​​que serão afetados por esta mudança. Entendemos que esta decisão foi tomada com base em razões políticas ao invés de esportivas e sob considerável pressão política, algo que a ECA acredita ser lamentável".


O QUE ACONTECE AGORA?

Nós primeiro ouvimos Infantino nos dizer que este é um grande desenvolvimento para o jogo mundial e que devemos esperar pelos detalhes precisos de como exatamente o novo formato "melhorado" funcionará. Até este momento (20h, horário de Brasília, desta terça-feira, 10), a FIFA não anunciou como os 16 lugares adicionais serão divididos entre as seis federações -  e nem deve anunciar logo.

Na sua forma atual, existem 30 lugares garantidos - UEFA (13 equipes); CAF (5); CONMEBOL (4); AFC (4); CONCACAF (3); E o país anfitrião - com as duas outras vagas dependentes de play-offs entre CONMEBOL e o AFC, e CONCACAF e o OFC.

No entanto, é altamente provável que haverá aumentos significativos para a Ásia, África e América do Norte, bem como um lugar de classificação automática para o OFC. Os primeiros relatórios sugerem que ele poderia se dividir da seguinte forma: UEFA (16 equipes); CAF (9); CONMEBOL (6); AFC (8,5); CONCACAF (6,5); OFC (1).

 Fotos: Getty Images

Isso despertaria a perspectiva bastante interessante de África, Ásia e América do Norte ter mais participações do que a América do Sul, um continente que já venceu várias vezes a Copa do Mundo. A resposta do Infantino?

"Estamos no século 21 e temos de moldar a Copa do Mundo para o século 21", argumentou após a votação. "Temos que olhar para o futebol como algo mais do que apenas a Europa e a América do Sul. A febre do futebol em um país que se classifica é a maior ferramenta promocional para o futebol que você pode ter. A partir de novembro, quando você se classificar para junho quando ocorre, esses nove meses são os mais importantes.

Quanto ao local para a Copa do Mundo de 2026, é a turnê da CONCACAF, com os Estados Unidos, Canadá e México considerando um primeiro torneio tri-hosted. No entanto, a Colômbia também está em jogo. Os sul-americanos foram selecionados para sediar a edição de 1986, mas tiveram que entregá-la ao México devido a problemas financeiros.

Portanto, ainda há algumas grandes decisões a serem tomadas. Tudo o que sabemos agora com certeza é que a Copa do Mundo de 2026 terá, para melhor ou pior, 48 equipes pela primeira vez.

Fonte: Goal.com

Brasil x Colômbia: Tite convocará no dia 19

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

10/01/2017

O técnico Tite anunciará no dia 19 de janeiro, 11h, na sede da CBF, a lista com 23 convocados para o amistoso contra a Colômbia, que terá a renda destinada a famílias de vítimas da tragédia com o voo da Chapecoense.

Conforme anunciado anteriormente, serão convocados os jogadores que atuam no futebol brasileiro.

– O critério da formação da lista é técnico-tático, porém em respeito aos clubes e preservando a saúde dos atletas seguiremos um pré-requisito. Nosso departamento médico-físico estará em contato com os clubes para que nos passem uma segurança de que o atleta possa atuar por no mínimo 45 minutos – disse Tite.

Após a divulgação da lista, haverá entrevista coletiva. Para participar da convocação o jornalista interessado deve se credenciar na sede da CBF, na Barra da Tijuca, até as 10h do próprio dia 19.

Brasil e Colômbia jogam no Estádio Nilton Santos às 21h45 do dia 25 de janeiro.

Fonte: CBF

Fifa confirma participação de 48 times a partir da Copa do Mundo 2026

Infantino havia transformado o inchaço da Copa em sua principal bandeira à
 frente da Fifa (Foto: Michael Buholzer/AFP)

10/01/2017

O Conselho da Fifa oficializou nesta terça-feira o aumento no número de participantes na Copa do Mundo. A partir de 2026, o principal torneio de seleções do planeta deixará de ter as atuais 32 equipes nacionais para receber 48 times. A medida foi aprovada de forma unânime em reunião realizada na sede da entidade, em Zurique, na Suíça.

A mudança era uma antiga promessa de Gianni Infantino. Foi com o aumento na participação de seleções que o atual presidente conseguiu vencer o xeque do Bahrein Salman bin Ebrahim al-Khalifa, seu principal rival no pleito de fevereiro do ano passado.

Esta foi a primeira vez desde a Copa do Mundo 1998 que mudanças foram feitas no sistema de disputa do torneio. As 48 seleções serão divididas em 16 grupos de três equipes, sendo que as duas melhores colocadas avançarão para a disputa das fases eliminatórias.

O tempo de disputa da Copa do Mundo continuará sendo de 32 dias, mas o número de jogos disputados no período passará de 64 para 80. As partidas ocorrerão em 12 estádios. E a cobrança de pênaltis definirá os classificados nas três primeiras etapas de eliminatórias. As prorrogações só serão jogadas nas semifinais e final.


Infantino defendia a mudança na Copa do Mundo dizendo que mais nações teriam a oportunidade de participar de uma edição do torneio. Com o inchaço, o mandatário da Fifa planeja consolidar lucros em mercados desenvolvidos e acelerar o crescimento do futebol internacional em áreas emergentes.

Há a expectativa de que o novo modelo de disputa fará os contratos de transmissão do torneio aumentarem de 750 milhões para 1 bilhão de dólares (R$ 2,4 bilhões para R$ 3,2 bilhões).

Os grandes clubes europeus eram contra a mudança, assim como treinadores reconhecidos mundialmente, como o espanhol Pep Guardiola e o alemão Joachim Löw. Contudo, a alteração encontrou apoio entre ex-jogadores, como Diego Armando Maradona e Carles Puyol, e atletas de países periféricos no futebol internacional.

O camaronês Samuel Eto’o chegou a agradecer à Fifa por “aproximar a Copa do Mundo dos mais pobres”. Espera-se que os continentes africano e asiático sejam os maiores beneficiados com o aumento de seleções. Ainda não há uma definição de como serão repartidas as novas vagas nas eliminatórias.

A Copa do Mundo de 2026 não tem uma sede definida. Os favoritos na disputa são os Estados Unidos, que poderão anunciar uma candidatura conjunta com México e Canadá.

Infantino encontrou rejeição entre grandes clubes europeus, mas foi apoiado 
por ex-jogadores (Foto: Michael Buholzer/AFP)

Seleção Feminina: Jogadoras relembram apoio do torcedor em 2016

Créditos: Ricardo Stuckert/CBF

31/12/2016 


Por onde a Seleção Brasileira passa, uma legião de fãs se junta para torcer. E com a Seleção Feminina não é diferente. Em 2016, as craques da Canarinho estiveram ainda mais próximas do torcedor brasileiro e foram muitos os momentos compartilhados com a torcida. Desde o amistoso em Fortaleza, dia 20 de julho, até a disputa pelo terceiro lugar nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

A Seleção Feminina não participa de muitos amistosos em casa. Faz mais jogos fora do país, na França, nos Estados Unidos, no Canadá, por exemplo, e, por onde passa, enche estádios. Os torcedores não apoiam só as equipes "mandantes", mas é comum ver meninas de todo o mundo pedindo fotos e autógrafos após as partidas, independentemente dos resultados. 

Neste ano, o carinho foi ainda mais especial. Com os Jogos Olímpicos sendo disputados em casa, no Rio de Janeiro, as jogadoras do Brasil sentiram o calor e apoio de sua torcida nos bons momentos, como a classificação para a semifinal, com o Mineirão lotado, e nos maus, como a derrota para a Suécia nos pênaltis, com mais de 70 mil pessoas no Maracanã.

– Foi uma experiência única jogar em casa e lotar estádios como fizemos. Eu acredito que todas nós sabíamos que teríamos um público bom durante as Olimpíadas por se tratar do maior evento esportivo do mundo, mas nenhuma de nós imaginava que o futebol feminino teria essa magnitude de público como tivemos. Foi simplesmente mágico! – avaliou a volante Thaisa.

Ao longo da competição mais importante do ano para a Seleção, foram seis jogos disputados que serviram de oportunidade ao contato direto com seus admiradores. Na estreia, no Estádio Nilton Santos, mais de 27 mil pessoas viram o Brasil superar a China por 3 a 0, e o número de torcedores in loco foi aumentando. 

Nas quartas de final, contra a Austrália, no Mineirão, em Belo Horizonte, o público presente foi de 52.660, recorde no estádio até o duelo entre Brasil x Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia 2018, em novembro. A partida, super-emocionante, foi decidida nos pênaltis, quando a goleira Bárbara brilhou fazendo grande defesa e levando o Brasil à semifinal.

– Tenho três momentos dos Jogos que não sairão da minha memória. Primeiro, em Belo Horizonte, quando toda a torcida acendeu as luzes dos seus celulares, e o estádio inteiro gritou "Eu acredito" depois que a Marta errou o pênalti. Aquilo foi de arrepiar. Depois, quando estávamos embarcando para o Rio de Janeiro depois da vitória contra a Austrália, passávamos pelas pessoas no aeroporto de BH, e todas se levantavam e nos aplaudiam. Por último e não menos importante foi quando fomos derrotadas no Maracanã, na semifinal, e a torcida inteira nos aplaudiu de pé – conta.

O maior número alcançado nesta edição das Olimpíadas foi justamente no estádio mais famoso do mundo: o Maracanã, no Rio de Janeiro. Cerca de 70.454 pessoas torceram pela Seleção Brasileira contra a Suécia, na semi. Mais uma vez a decisão da vaga foi nas penalidades, mas desta vez o Brasil foi superado. Apesar do resultado, os presentes aplaudiram de pé a equipe. 

PÚBLICO DA SELEÇÃO FEMININA EM 2016:

Brasil 3 x 0 China - Engenhão, Rio de Janeiro (1ª fase)

Público presente: 27.618

Brasil 5 x 1 Suécia - Engenhão, Rio de Janeiro (1ª fase)

Público presente: 47.928

Brasil 0 x 0 África do Sul - Arena da Amazônia, Manaus (1ª fase)

Público presente: 42.000

Brasil 0 x 0 Austrália - Mineirão, Belo Horizonte (quartas de final)

Público presente: 52.660

Brasil 0 x 0 Suécia - Maracanã, Rio de Janeiro (semifinal)

Público presente: 70.454 

Brasil 1 x 2 Canadá - Arena Corinthians, São Paulo (disputa 3º lugar)

Público presente: 39.718

Fonte: CBF

Seleção do Chile começa preparação para China Cup

Foto: Reprodução/Ogol

29-12-2016

O torneio inédito reunirá quatro seleções em janeiro, na China

Com o ano acabando, as equipes estão voltadas para a preparação da próxima temporada. Para algumas seleções, logo em janeiro uma competição irá agitar o calendário.

No dia 10 do primeiro mês de 2017, a China Cup terá início. A competição envolverá quatro seleções: China, Islândia, Croácia e Chile.

Visando um bom desempenho na primeira competição do ano, a seleção chilena iniciou nesta quarta (28) as preparações para a China Cup.

Logo no início da preparação para o inédito torneio, uma má notícia para a seleção chilena. O atacante Esteban Paredes e o zagueiro Gonzalo Jara estão fora por lesão.

De acordo com o portal da Conmebol, o atacante sofreu uma lesão no bíceps femoral esquerdo, enquanto o zagueiro tem um machucado no pé esquerdo.

Com os lesionados, a seleção comandada pelo técnico Juan Antonio Pizzi contará com 21 convocados. Alguns nomes constantes na seleção do Chile estão de fora. É o caso de Alexis Sánchez e Arturo Vidal.

Isso porque o técnico da seleção chilena optou por convocar jogadores que não costumam ser chamados para as partidas das Eliminatórias da Copa 2018.

O torneio terá duração de 5 dias, com início no dia 10 e partida final no dia 15 de janeiro. As partidas ocorrerão no Estádio Guanxi Sports Center, que tem capacidade para 60.000 pessoas.

O primeiro confronto do Chile é diante da Croácia, no dia 11 de janeiro às 19h30. Se ganhar, a seleção chilena enfrenta o vitorioso do confronto entre China e Islândia no dia 15 de janeiro às 15h30.

Fonte: LANCE!

Beira-Rio recebe 3ª edição do Lance de Craque



22/12/2018

Duas equipes jogaram, Solidadriedade e Esperança, mas o vencedor pouco importa. A edição 2016 do Lance de Craque marcou, além do reencontro do ídolo Andrés D’Alessandro com o Beira-Rio, um jogo de várias estrelas do futebol mundial. A renda da partida será destinada aos familiares das vítimas do voo da Chapecoense e também três entidades: Kinder – Centro de Integração da Criança Especial, PEAC – Projeto Evangélico Amigos de Cristo e a Sociedade Educação e Caridade Instituto São Benedito.

Antes de a bola rolar, D'Alessandro sacou o microfone para falar com o público presente. Além de agradacer a torcida e a presença dos jogadores, que deixaram as férias de lado para para se envolver nesta causa tão nobre, o gringo fez questão de homenagear as vítimas do voo da Chapecoense convidando o público a cantar "vamo, vamo, Chape". A torcida logo respondeu em alto e bom som, promovendo um momento emocionante no Beira-Rio.

Logo na sequência, foi a vez de Alan Ruschel ser ovacionado. O lateral, um dos poucos sobreviventes da tragédia na Colômbia, voltou a pisar em um gramado de futebol. Ao lado de D'Ale, Ruschel foi até o meio de campo para dar o pontapé inicial e recebeu o carinho da torcida, que o saldou de pé.

"Deus me deu uma segunda chance para poder viver. Espero honrar meus companheiros da melhor forma", afirmou Alan Ruschel emocionado após sair do campo.



O time Solidariedade foi a campo com a seguinte formação: Dida; Maidana, Zago, Adílson Batista; William, Magrão, Ruben Paz, Placente, D'Alessandro; Loco Abreu e Taison. No banco, o técnico era o argentino Carlos Bianchi, que tinha as seguintes opções: Clemer, Claudio Winck, Rodrigo Moledo, Léo Ortiz, Odair, César, Wendell Lira, Sandro Sotilli e Giancarlo Zago (filho de Antonio Carlos).

Já a equipe Esperança, treinada por Mano Menezes, iniciou o jogo com: Pato Abbondanzieri; Hernán Diaz, Juan, Ayala e Kléber; Dunga, Contreras, Cuca e Guilherme Biteco; Alario e Barcos. Os suplentes à disposição eram: Marcelo Grohe, Dario Rodriguez, Bolivar, Herbella, Dinho, Marcelo D'Alessandro, David Nalbandian, Rafael Sobis, Luis Mário e Francisco Ayala (filho de Ayala).

Com a bola rolando, não faltaram lances bonitos dos craques, mas a "pixotadas" também foram fartas, arrancando risadas da torcida e dos próprios jogadores. O primeiro gol foi marcado por Loco Abreu, para a equipe Solidariedade. E que gol! Depois de lançamento na medida de D'Alessandro, o centroavante matou no peito com categoria, aplicou um chapéu em Dida e concluiu de cabeça para o fundo das redes.

Após o gol de empate, marcado por Alario, um pênalti foi marcado para o Solidariedade. O desdobramento foi curioso. Na cobrança, Loco Abreu rolou para D'Alessandro, mas na hora da conclusão o gringo foi derrubado por Juan. Novo pênalti. Desta vez, o camisa 10 se encarregou da cobrança desde o início e converteu com categoria.



Ainda no primeiro tempo, teve tempo para Pato Abbondanzieri fazer grande defesa em pênalti batido por Hernán Diaz e de bonitas tabelas entre Taison e D'Alessandro. Teve ainda uma saída maluca de Dida, que saiu com a bola dominada e acabou levando um gol de Taison no contra ataque. O camisa 7 foi comemorar junto com a galera da arquibancada e indicou que seu lugar é no Gigante.

O segundo tempo iniciou com o placar de Solidariedade 4x3 Esperança. Mas não demorou muito para ser movimentado. Taison fez jogada linda pela direita, deixou Clemer deitado e cruzou para Loco Abreu marcar de peixinho. Pouco depois, o mito dos gramados gaúchos, Sandro Sotilli sofreu pênalti de Juan. Ele mesmo bateu e mandou a clássica comemoração: dançando a velha e boa bailanta.

O veterano Ruben Paz demonstrou estar em boa forma. Apesar dos 57 anos, o uruguaio aguentou bem até a metade do segundo tempo, quando finalmente foi substituído por Wendel Lira. Na saída de campo, o ídolo foi aplaudido de pé por todo o estádio. O jogo terminou com o placar de 6 a 5 para Solidariedade, mas isso é o menos importante. Depois do apito final, ainda houve um Show de Luzes especial, com nova homenagem às vítimas da tragédia na Colombia. "Vamo, vamo, Chapeee" era o que se ouvia no evento beneficente no Beira-Rio.





Fotos: Ricardo Duarte e Mariana Capra

Fifa multa Chile e Argentina por homofobia nos estádios nas Eliminatórias da Copa 2018

Argentina foi multada em 98 mil reais pelo comportamento da torcida
Divulgação

22/12/2016

O Chile foi o mais afetado, além da multa, foi proibido de jogar no estádio

A homofobia não mais passará impune pelos olhos da Fifa. Diversas federações internacionais de futebol sofreram punições do órgão máximo do esporte devido à conduta preconceituosa de suas torcidas em partidas das Eliminatórias da Copa de 2018. Na América do Sul, após o Brasil já ter sido punido, agora foi a vez de Argentina, Chile, Colômbia e Venezuela levarem sanções.

O Chile foi o mais afetado. Por insultos na partida contra o Uruguai, no dia 15 de novembro, a federação chilena foi multada em 30 mil francos suíços (aproximadamente R$ 98 mil) e a seleção chilena foi proibida de jogar no Estádio Julio Martínez, em Santiago, por duas partidas oficiais.

Assim como o Chile, a Argentina também foi multada em 98 mil reais pelo comportamento de sua torcida contra a Colômbia, no mesmo dia 15, em casa. A punição para os colombianos foi um pouco menor, de 25 mil francos (cerca de R$ 82,5 mil), e para a Venezuela, 20 mil francos (R$ 66 mil).

Além dos países sul-americanos, outras seleções foram punidas. A Grécia terá de pagar cerca de 264 mil reais por incidentes durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina, enquanto a Ucrânia foi multada em 198 mil reais por gritos homofóbicos em um amistoso contra a Sérvia. Já a Romênia foi proibida de jogar na Arena Nacional, em Bucareste, por duas partidas, além de ter recebido uma multa de mais de 300 mil reais por uma série de incidentes no jogo contra a Polônia.

Inglaterra (R$ 148,5 mil), País de Gales, Escócia e México (R$ 66 mil), Irlanda (R$ 16,5 mil), Honduras (R$ 148,5 mil e um jogo de suspensão), Polônia (R$ 115,5 mil), Bósnia e Herzegovina e Panamá (R$ 82,5 mil) e Ilhas Salomão (R$ 19,8 mil) também foram multados por diversas questões, como ofensas e brigas em estádios ou escalação ilegal de jogadores (Salomão).

Seleção Feminina: Brasil bate a Itália e vence Torneio Internacional

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

19/12/2016

Uma noite marcante na história da Seleção Brasileira Feminina. O dia 18 de dezembro de 2016 registrou o último jogo da veterana Formiga com a camisa da Canarinho. Ao lado de uma nova geração que veste a amarelinha, a volante conquistou o título do Torneio Internacional de Manaus, na Arena da Amazônia, ao vencer a Itália por 5 a 3.

Este foi o sétimo título da Seleção Brasileira em oito edições do Torneio Internacional de Futebol Feminino. O Brasil ficou em segundo lugar em 2010.

Título e emoção no jogo da despedida

Após 21 anos defendendo a Seleção Brasileira, em que participou de seis Copas do Mundo e seis Olimpíadas, não poderia ser diferente. Formiga não segurou as lágrimas após a execução do Hino Nacional brasileiro, o seu último antes de a bola rolar para o Brasil. Com muitas homenagens no estádio e nas redes sociais, a volante entrou em campo com a determinação de sempre e viu sua equipe abrir o placar aos oito minutos. Após uma leve pressão inicial da Itália, o time comandado por Emily Lima se impôs e marcou. Thaisa chutou, e a bola sobrou para Beatriz Zaneratto (a Bia), que driblou a zagueira adversária e chutou na saída da goleira Schroffnegger: 1 a 0. Placar aberto e reverência do grupo à craque Formiga.

Aos 14, Ilaria Mauro finalizou com perfeição no ângulo superior da goleira Bárbara para deixar tudo igual: 1 a 1. Seis minutos depois, Bia, um dos destaques da equipe na competição, deu passe espetacular para Gabi Zanotti chutar na saída da goleira italiana: 2 a 1. Na sequência, em jogada parecida, a camisa 11 cruzou novamente para a 19, parada na goleira Schroffnegger. Aos 32, Gabbiardini recebeu cruzamento e empatou novamente. Quatro minutos depois, Andressinha cobrou falta com perfeição e marcou o terceiro do Brasil.

Na volta do intervalo, logo aos dois minutos, Bia iniciou a jogada que deixou a sobra de bola para Andressinha. A camisa 17 pegou de primeira e mandou um chutaço para o gol italiano: 4 a 2. A partida seguiu movimentada, e a Itália ampliou aos 11, com gol da camisa 11 Bonansea. Aos 15, Fabiana avançou pela direita e cruzou. Gabi Nunes (que entrou no lugar de Thaisa), deixou a bola para Debinha, que não desperdiçou: 5 a 3.

O Brasil seguiu pressionando até o apito final e administrou a vantagem construída. Com a vitória por 5 a 3, a Seleção garantiu mais um título do Torneio Internacional de Futebol Feminino em um dia para lá de especial para a torcida brasileira. #ValeuFormiga!

Brasil: Bárbara, Fabiana, Bruna, Rafaelle e Tamires; Andressinha, Formiga (Fran), Thaisa (Gabi Nunes) e Gabi Zanotti (Camila); Debinha (Millene) e Bia Zaneratto (Chú).


Fonte: CBF

Artilheira do Brasil, Bia é destaque da Seleção no Torneio de Manaus

Bia já marcou 4 gols no Torneio Internacional e se tornou o destaque da Seleção 
em Manaus (Foto: provisória)

18/12/2016

Beatriz Zaneratto tem se transformado na melhor jogadora da Seleção na Copa Caixa de Seleções; A camisa 11 do Brasil completou 23 anos neste sábado (17) e quer a taça da competição com presente

“Olha lá! Recebeu a bola com marcação cerrada, dominou e partiu pra cima do adversário. Na base da força, passou por um, atropelou o segundo, invadiu a área, fuzilou, é gol! Ééé do Brasiiiiilll!!”. A narração pode lembrar um dos vários tentos marcados por Adriano “Imperador”, que com seu porte físico rasgava defesas em busca do gol, mas estamos falando de uma mulher, e que mulher!

Beatriz Zaneratto, 23, atacante da Seleção Brasileira é um dos maiores destaque do Torneio Internacional de Manaus. Artilheira da competição, com 4 gols, além de assistências preciosas, a jogadora que já foi "Guerreira Grená" e "Sereia da Vila", hoje está próxima de se tornar a “Imperatriz do Brasil”.

Nascida em Araraquara, interior de São Paulo - casa da Ferroviária-SP -, Bia, como é conhecida, conheceu o futebol como tantas meninas que amam o esporte bretão: jogando entre os meninos. 

Aos 13 anos brilhou em  um campeonato local atuando entre os garotos de uma  ONG, o Espaço Criança, onde foi vice-campeã. Por ser boa de bola, Bia foi alvo de discrimação e encarou o mais cruel dos adversários: o preconceito. Triste com as más línguas, trocou o futebol pelo vôlei. Mas com o tempo conseguiu driblar as fofocas e voltou a fazer os que mais gosta, balançar as redes dos oponentes.

Depois disso a ascensão foi meteórica. Ainda aos 13 anos, a jogadora de 1,76m de altura foi convocada para a Seleção Brasileira Sub-17, onde foi bicampeã Sulamericana da categoria. Na mesma época, já estreava no time principal do Brasil e realizava o sonho de jogar ao lado da “Rainha Marta”. 

Também ao lado de Marta, a então revelação do futebol feminino  se sagrou campeã da Libertadores da América com o Santos - casa das Sereias da Vila. Atuando há quatro temporadas no futebol da Coreia do Sul, a camisa 11 da Seleção começa, finalmente, a firmar seu nome com a camisa verde-amarela.

O CRAQUE conversou com exclusividade com a artilheira que completou 23 anos ontem. Entre outros assuntos, Bia falou do início difícil da carreira, de suas características de jogo, da adaptação no futebol asiático, do que deseja ganhar de presente neste domingo e, claro, de seu desempenho na Seleção Brasileira. 

Bia, assim como toda menina que escolhe jogar futebol no Brasil, você sofreu no início de carreira. Chegou a trocar o futebol pelo vôlei e jogava entre os garotos. Qual a passagem mais complicada antes da afirmação como jogadora de futebol?

Resposta - Acredito que o fato de não ter meninas da minha idade na época fez com que eu por exemplo escolhesse jogar vôlei. Mas depois de um tempo tive a certeza que o futebol era o que tanto amava. Meu pai e outras pessoas me ajudaram e me fizeram entender que não conseguia viver sem ele. Desde então nunca mais deixei de jogar e hoje, graças a Deus e minha família, estou onde estou, conquistando meu espaço cada vez mais na seleção principal. 

Poucos sabem, mas você atuou com Marta e Cia. quando tinha apenas 17 anos e hoje você é vista não como o futuro, mas o presente da Seleção Brasileira. Em algum instante na tua vida chegou a imaginar todo esse sucesso?

Respostas - Para ser bem sincera, nunca imaginei que chegaria a seleção brasileira, seja ela de base ou principal. Sempre fui muito tranquila e apenas gostava de jogar futebol e conforme o tempo foi passando as coisas foram acontecendo em minha vida. As oportunidades apareceram e eu tentei aproveitar da melhor forma possível, sendo feliz fazendo o que mais amo. Acredito que ter essa chance é para poucos, poder "trabalhar" com o que se ama, um privilégio, um dom de Deus e eu agradeço a ele todos os dias por isso.

Apesar da tua alta estatura (1,76m), você é uma jogadora veloz e que se movimenta o jogo inteiro. Essas características você se espelhou em algum atleta em especial? 

Resposta - Nunca tive um ídolo no futebol,mas gosto muito do estilo de jogo do “mestre” Messi, Cristiano Ronaldo, Suarez, Benzema... Adriano, acredito que tenho um estilo de jogo parecido: força física, trombador. Procuro sempre deixar o meu melhor dentro de campo, sei que tenho muito a aprender, evoluir, estou sempre pronta a escutar e contribuir da melhor forma possível. 

Você é convocada para a Seleção desde 2010, mas boa parte dos brasileiros só foi te conhecer de verdade nos Jogos do Rio, na goleada sobre a Suécia. Você é reconhecida na rua, tem assédio dos fãs no Brasil?

Resposta - Na minha cidade muitas pessoas me conhecem, em Araraquara, param para pedir uma foto, dar os parabéns, mas o assédio maior fica por conta das redes sociais.

Você atua no futebol sul-coreano há quatro temporadas, demorou a se adaptar ao país. Como é a torcida na Coreia do Sul? É fanática por futebol assim como os brasileiros?

Resposta - No começo foi difícil a adaptação, mas o clube, atletas, país, foram muito receptivos e logo consegui me adaptar e sou grata a tudo que fizeram e fazem por mim. Carinho e respeito levarei para toda a minha vida. Acredito que com meu futebol consegui conquistá-los, o que mostra a minha permanência lá por quatro anos. Acho que é difícil uma torcida tão fanática quanto a brasileira, embora eles apóiem bastante. O futebol feminino vem crescendo bastante na Ásia de um modo geral.

Você estreou muito bem sob o comando da Emily Lima. Marcou quatro vezes e pra muitos vem sendo a melhor jogadora no Torneio. Teve uma conversa em especial com a nova treinadora da Seleção?

Resposta - Emily conversou com todo o grupo após a partida e nos parabenizou de um modo geral. Acreditamos que estamos iniciando um novo ciclo com o pé direito. Vamos manter os pés no chão e iremos em busca do título desse torneio internacional, que será de suma importância para a continuidade desse trabalho.

A Seleção vive um momento de transição, tanto no comando técnico como dentro de campo – despedida da Formiga, por exemplo -  e não vem obtendo bons resultados na base. O que acha que deve ser feito para que o futebol feminino do Brasil se fortaleça? 

Resposta - Acredito que falta o apoio de empresas comprometidas com o futebol feminino, as emissoras transmitirem os jogos. O nosso auge foi nas Olimpíadas, todos os olhos voltados para nós e por que não dar continuidade? Vimos estádios lotados, pessoas gritando o nosso nome. Passou a Olimpíada deu-se a impressão de que o futebol feminino ficou de lado novamente, em segundo plano. Não! Precisa continuar apoiando. Clubes de camisa precisam abrir as portas para o futebol feminino ter o seu devido espaço. Acredito que não só a minha vontade, mas da grande maioria que decidiu jogar fora do Brasil é pelo fato de não termos as devidas estruturas aqui no Brasil, caso contrário nosso sonho seria poder jogar no Brasil, perto da família e amigos, no nosso país!

Ontem você completou 23 anos. Com certeza o título do Torneio Internacional de Manaus seria um presente ideal pra comemorar seu aniversário. Quais os outros presentes que você gostaria de ganhar hoje?

Resposta - Com certeza o título é o principal presente. Esse é o meu foco e de toda a equipe. Se possível fazer um gol seria uma felicidade a mais para completar com chave de outro esse dia especial!

Logo na sua estreia na Arena da Amazônia você marcou dois gols e teve bela participação no jogo. O que achou da torcida amazonense e qual a importância desses gols na final de hoje?

Resposta - A torcida amazonense já nos mostrou nas Olimpíadas o quão fervoroso é. Na quarta (contra Itália) não foi diferente, mas, confesso que senti falta do público. Espero ver aquela Arena maravilhosa lotada no próximo jogo nos apoiando cada vez mais e, claro, faremos o melhor lá dentro de campo para que valha a pena estar lá nos assistindo. É sempre importante e maravilhoso marcar gols pela Seleção, ainda mais em uma estreia. Espero dar continuidade no meu trabalho e se possível sempre ajudando com gols.

Quando a seleção esteve em Manaus durante a Olimpíada a passagem foi rápida. Agora vocês terão duas semanas na cidade. Vai aproveitar pra fazer turismo? Tem curiosidade em conhecer algum local? Vai rever as amigas que atuam no Iranduba...?

Resposta - Gostaria muito de conhecer um pouco mais de Manaus, mas, embora com um pouco mais de tempo, estamos sempre na rotina de jogos, treinos e descanso. Focadas para conquistar esse título e eu espero ajudar da melhor maneira possível. E, em outra oportunidade, espero vir com calma e conhecer melhor essa cidade maravilhosa que é Manaus.

Fonte: A Crítica 
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