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ENCARADA COMO AMEAÇA, LIGA DAS NAÇÕES TEM INÍCIO

A. Ricardo/Shutterstock

01/09/2018

Novo torneio de seleções europeias é malvisto por confederações de outros continentes; CBF tentou impedir que competição fosse realizada

Uma nova competição entre seleções pode aumentar ainda mais a disparidade técnica e econômica entre a Europa e os outros continentes no cenário do futebol. Criada para eliminar os amistosos e a falta de competitividade interna, a Liga das Nações da Uefa começa a ser disputada na próxima quinta-feira (6), com a realização de nove jogos. 

Todas as 55 seleções vinculadas à Uefa estão inscritas na competição, que será dividida em quatro divisões. Em cada divisão, haverá uma separação em quatro grupos. O sistema da competição pode ser comparado ao de um campeonato nacional, já que haverá rebaixamento e acesso às divisões superiores. 

A criação da nova competição da Uefa não é de agrado geral, especialmente das outras confederações. A CBF (Confederação Brasileira de Futebol), por exemplo, tentou barrar a criação da Liga das Nações no ano passado, mas não obteve sucesso na tentativa junto à Fifa. 

"Parece uma decisão muito acertada da Uefa, porque hoje em dia o principal produto em termo de seleções europeias é a Eurocopa, que acontece de quatro em quatro anos. Hoje em dia, é o futebol de clubes que tem sido o principal produto. A Copa do Mundo acabou há um mês e meio, só que aconteceram tantas coisas nesse meio tempo, como o início das ligas nacionais, por exemplo, que parece que a Copa acabou há muito mais tempo, a Euro 2016 há mais tempo ainda", aponta Virgílio Neto, mestre em gestão esportiva e colunista do site Universidade do Futebol. "A Liga das Nações é um trabalho para manter as seleções ativas, não apenas em datas Fifa ou Eliminatórias, mas é mais que certo, já que cumpre o papel do que é determinado para uma confederação." 

A empresa que organizará a Liga das Nações, ao saber que os países sul-americanos não aprovaram a criação do torneio europeu, logo enviou um projeto à Conmebol para a organização de um campeonato semelhante, a Americas Nations Cup. A CBF não aprovou a investida da agência, já que não viu chances para arrecadação em cotas de TV e em bilheteria. 

"A Uefa não tem que pensar nas outras confederações, a Conmebol cuida da América do Sul, a Concacaf cuida da América Central e do Norte. Como a Fifa vai lidar com esse calendário é outro assunto. Uma vez que eles se dispuseram a criar e as seleções a jogar a Liga, eles assumiram o compromisso. Eu até acredito que futuramente seleções como Brasil e Argentina, por exemplo, possam participar do torneio como convidadas", afirma Neto. 

A aposta nos grandes confrontos é outro trunfo visualizado pela Uefa para a criação da Liga das Nações. Logo no primeiro dia de competição, Alemanha e França se enfrentam na rodada de abertura da Liga A, na Allianz Arena, em Munique, às 15h45 (de Brasília). Em contraponto, haverá um grande número de duelos considerados fracos nas ligas inferiores - o primeiro jogo do torneio será entre Cazaquistão e Geórgia, pela Liga D, por exemplo. 

"A única saída é que sejam criados torneios próprios aqui também. Nós temos a Copa América, que é disputada de quatro em quatro anos, mas poderia ser anual, poderia ser como anteriormente, quando eram realizados torneios de ida e volta, resgatar uma tradição de duelos históricos", completa o gestor esportivo. 

* Com supervisão de Fábio Galão 
Editor de Esporte

Matheus Camargo
Estagiário*


LESIONADO, DE BRUYNE DESFALCA CONVOCAÇÃO DA BÉLGICA PARA A LIGA DAS NAÇÕES

EFE/EPA/Georgi Licovski

01/09/2018

Sem poder contar com o meia Kevin De Bruyne, que se recupera de uma lesão no joelho direito, o técnico da Bélgica, Roberto Martínez, anunciou nesta sexta-feira a convocação da seleção para um amistoso contra a Escócia e o duelo com a Islândia pela Liga das Nações.

Os quatro novos nomes da lista em relação à convocação para a Copa do Mundo são Timothy Castagne, Hans Vanaken, Leandro Trossarde Birger Verstraete, todos com menos de 26 anos. De Bruyne e Adnan Januzaj, que representaram o país na Rússia, ficam fora da lista por lesão.

Em entrevista coletiva, Martínez ressaltou que os 23 jogadores que disputaram a Copa "mereciam retornar" à convocação, mas as lesões o impediram de repetir a lista. Além disso, comentou que as próximas partidas serão "uma boa oportunidade" para testar novos jogadores que "ganharam o direito de estar na seleção".

O técnico também anunciou que Thierry Henry será o seu novo auxiliar, após a saída de Graeme Jones para o West Bromwich. O ex-atacante francês exercia até então a função de segundo auxiliar na seleção belga.

A Bélgica enfrentará a Escócia em 7 de setembro, em Glasgow. A partida contra a Islândia, válida pela primeira rodada do grupo 2 da Liga das Nações, será disputada em Reykjavík quatro dias depois.

Confira a lista de convocados da seleção da Bélgica:

Goleiros: 

Koen Casteels (Wolfsburg-ALE) 
Thibaut Courtois (Real Madrid-ESP)
Simon Mignolet (Liverpool-ING)
Matz Sels (Strasbourg-FRA)

Defensores: 

Toby Alderweireld (Tottenham-ING) 
Dedryck Boyata (Celtic Glasgow-ESC) 
Leander Dendoncker (Wolverhampton-ING) 
Vincent Kompany (Manchester City-ING) 
Thomas Vermaelen (Barcelona-ESP) 
Jan Vertonghen (Tottenham-ING)

Meias: 

Ferreira Carrasco (Dalian Yifang-CHN) 
Timothy Castagne (Atalanta-ITA) 
Nacer Chadli (Monaco-FRA) 
Mousa Dembélé (Tottenham-ING)
Marouane Fellaini (Manchester United-ING) 
Thomas Meunier (Paris Saint-Germain-FRA) 
Youri Tielemans (Monaco-FRA) 
Hans Vanaken (Club Brugge-BEL) 
Birger Verstraete (Gent-BEL) 
Axel Witsel (Borussia Dortmund-ALE)

Atacantes: 

Michy Batshuayi (Valencia-ESP)
Christian Benteke (Crystal Palace-ING) 
Eden Hazard (Chelsea-ING) 
Thorgan Hazard (Borussia Mönchengladbach-ALE) 
Romelu Lukaku (Manchester United-ING) 
Dries Mertens (Napoli-ITA)
Leandro Trossard (Genk-BEL)

Fonte: EFE

ALLEZ LES BLEUS! DESCHAMPS CONVOCA FRANÇA PARA AMISTOSOS EM SETEMBRO

Mantendo base campeã do mundo, Deschamps convoca a seleção francesa
Reprodução/Lance

30/08/2018

Técnico chama 22 dos 23 jogadores que estavam na Rússia para as partidas contra Alemanha e Holanda, válidas pelo torneio da Liga das Nações

Campeã mundial no último mês, a seleção francesa faz seus primeiros jogos após o título a partir da próxima semana. Nesta quinta-feira, o técnico Didier Deschamps convocou 23 nomes para as partidas contra a Alemanha, no dia 6 de setembro em Berlim, e contra a seleção holandesa, que não disputou a Copa, no dia 9 do mesmo mês, na França.

As partidas serão válidas pelo torneio amistoso da Liga das Nações, promovido pela Uefa. Chama atenção ao fato de que, dos 23 nomes que estiveram na Rússia, 22 estão novamente na lista de Deschamps. Promovendo a manutenção do elenco, apenas o goleiro reserva Steve Mandanda foi cortado por lesão, e para o lugar foi chamado Beinot Costil, do Bordeuax.


Confira a lista dos convocados da França:

Goleiros: 

Lloris (Tottenham-ING), Areola (PSG-FRA), Costil (Bordeaux-FRA)

Defensores: 

Hernandez (Atlético de Madri-ESP)
Pavard (Stuttgart-ALE) 
Umtiti (Barcelona-ESP) 
Kimpembe (PSG-FRA)
Rami (Olympique de Marselha-FRA)
Varane (Real Madrid-ESP)
Mendy (Manchester City-ING)
Sidibé (Monaco-FRA)

Meio-campistas: 

Kanté (Chelsea-ING),
Pobga (Manchester United-ING), 
Matuidi (Juventus-ITA), 
Tolisso (Bayern de Munique-ALE), 
N'Zonzi (Roma-ITA)

Atacantes: 

Dembelé (Barcelona-ESP) 
Griezmann (Atlético de Madri-ESP) 
Thauvin (Olympique de Marselha-FRA) 
Fekir (Lyon-FRA)
Lemar (Atlético de Madri-ESP)
Giroud (Chelsea-ING) 
Mbappé (PSG-FRA) 

Fonte: R7

LUIS ENRIQUE CONVOCA ESPANHA COM NOVE TROCAS APÓS COPA DO MUNDO

Luis Enrique faz sua primeira convocação pela Espanha com muitas mudanças
Reprodução/Lance

31/08/2018

O treinador anunciou a lista dos convocados para a disputa dos primeiros jogos da Liga das Nações da Uefa; apenas 13 jogadores disputaram a Copa

O técnico da Espanha, Luis Enrique, deu início, nesta sexta-feira (31), a um novo ciclo na seleção espanhola. O ex-treinador do Barcelona anunciou a sua primeira lista de convocados para a Liga das Nações da Uefa. O espanhol divulgou uma lista cheia de novidades.

Dos 23 jogadores que foram a última Copa do Mundo, apenas 13 permanecem: De Gea, Kepa; Carvajal, Azpilicueta, Nacho, Ramos; Busquets, Saúl, Thiago; Isco, Asensio, Diego Costa e Rodrigo. Dentro os jogadores da última edição da competição, permaneceram apenas Reina; Odriozola, Monreal, Jordi Alba; Koke, Lucas Vázquez e Aspas.

Foram nove novidades na equipe: Pau López, Albiol, Diego Llorente, Íñigo Martínez, Marcos Alonso, Gayá, Sergi Roberto, Rodri, Ceballos, Morata e Suso. O clube que mais cedeu jogadores foi o Real Madrid, com seis atletas.

Confira a lista completa:

Goleiros

• De Gea (Manchester United-ING)
• Kepa (Chelsea-ING)
• Pau López (Bétis-ESP)

Defensores

• Carvajal (Real Madrid-ESP)
• Azpilicueta (Chelsea-ING)
• Albiol (Napoli-ITA)
• Diego Llorente (Real Sociedad-ESP)
• Nacho (Real Madrid-ESP)
• Sergio Ramos (Real Madrid-ESP)
• Íñigo Martínez (Athletic de Bilbao-ESP)
• Marcos Alonso (Chelsea-ING)
• Gayá (Valencia-ESP)

Meio campo

• Busquets (Barcelona-ESP)
• Sergi Roberto (Barcelona-ESP)
• Rodrigo (Atlético de Madrid-ESP)
• Saúl (Atlético de Madrid-ESP)
• Thiago (Bayern de Munique-ALE)
• Ceballos (Real Madrid-ESP)

Atacantes

• Isco (Real Madrid-ESP)
• Asensio (Real Madrid-ESP)
• Morata (Chelsea-ING)
• Diego Costa (Atlético de Madrid-ESP)
• Suso (Milan-ITA)
• Rodrigo M. (Valencia-ESP)

Fonte: R7


ENTREVISTA/TITE: "AINDA NÃO FIZ, MAS FAREI OS CURSOS DA UEFA E DA CBF"

Tite não conseguiu se inscrever no curso da Uefa a tempo em 2014, mas o fará
(Foto: Mowa Press)
19/08/2017

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

O debate sobre a aceitação de técnicos brasileiros na Europa cresceu nos últimos dias, com a declaração de Jair Ventura sobre estrangeiros no Brasil — clique aqui e leia — e as dificuldades dos brasileiros para entrar em outros mercados. O blog conversou com o treinador da Seleção Brasileira, Tite, que diz não ter conseguido fazer os comentados cursos da Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) em seu ano sabático. Mas garante que irá se matricular neles e nos da CBF.

Você fez algum dos cursos de treinadores oferecidos pela Uefa?

Em 2014, ano que tirei inclusive para o curso da Uefa, eu ia fazer em Portugal, mas naquele momento ele não me proporcionava a oportunidade. Quando fui buscar a inscrição, a habilitação para fazê-lo, já entraria em 2015.

Por que esses cursos são tão importantes?

A importância de curso padrão Uefa, ou o que está se buscando aqui no Brasil, nos diversos escalões, eu vejo como fundamental.

Por que?

Por que é informação gerando conhecimento, analisando e gerando conhecimento. Isso é em todas as áreas, e ela é na área do no futebol também.

O que se aprende nesses cursos?

Saber sistemas, posições e funções. Por que se lê um sistema? Qual é a dinâmica dele? A características de cada um. Outro aspecto que eu vejo importante é a quantificação de carga, e isso eu trago sendo professor de educação física, isso me trouxe essa contribuição, e no meu dia a dia, nos cursos que busquei. Na atividade ao longo do tempo.

Se não souber fazer essa avaliação o treinador corre que tipo de risco?

Se tu fizeres uma quantificação de carga e não souber o tempo de recuperação, estímulo, intensidade durante o treinamento, tu não vais proporcionar a melhor preparação para o atleta.

E as consequências disso?

Quando a gente olha o erro do passe no final de semana, a gente vai dizer assim, “Pô, é qualidade técnica”. Mas tu podes interferir nesse refinamento, nessa melhor qualidade, nessa finesse do atleta, na capacidade de concentração dele para o jogo.

E a parte tática?

Sim. Fora isso há uma metodologia. Se você quer fazer um 3-6-1, um 3-5-2, de que forma tu vais treinar? Tu tens que ter uma forma para treinar. O jogo, ele reproduz o teu treinamento. Então essa qualificação e essa busca constante de aprimoramento eu vejo como fundamental, salvo algumas exceções, mas eu não consigo ver evolução, excelência, fugindo desse caminho aí.

Você vai fazer os cursos?

Assim que for possível, o da Uefa e o da CBF, quando for equiparado. E aí está um detalhe, eles (a CBF) estão buscando essa equiparação, e ela tem que ser via Confederação Sul-americana, pela Conmebol, para chegar até a Fifa. Há toda tramitação com carga horária, busca de qualificação, tipo de matérias. Eles estão buscando essa equiparação ainda. Mas a resposta é sim, tendo tempo, vou fazê-los tanto um quanto o outro.

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PRESIDENTE DA UEFA AVISA QUE EUROPA PRETENDE SEDIAR COPA DO MUNDO DE 2030



04/06/2017

As pretensões da China de sediar a Copa do Mundo de 2030 ganharam um sério concorrente nesta quinta-feira. Após reunião do comitê da Uefa em Cardiff, onde será disputada a final da Liga dos Campeões no sábado, o presidente da entidade, Aleksander Ceferin, afirmou que o continente merece receber um novo Mundial.

Depois da Copa da Rússia, em 2018, as próximas edições serão realizadas no Catar, em 2022, e provavelmente na América do Norte, em 2026. E, na avaliação de Ceferin, o Mundial de 2030 deveria ser novamente na Europa.

“Obviamente, deveria voltar para a Europa em 2030”, declarou o presidente da Uefa nesta quinta-feira, ameaçando a propagada candidatura chinesa. “Então, lutaremos para que a Europa seja a sede.”

A campanha chinesa é uma tentativa de desenvolver o esporte nacionalmente e conta, inclusive, com o forte apoio do presidente Xi Jinping, em uma tentativa de ampliar o poder do país asiático no futebol global.

A candidatura chinesa possui ainda um forte lobby para mudar as regras sobre a decisão das sedes. Como o Catar já será o realizador do Mundial de 2022, um país asiático só poderia ser novamente responsável pelo evento a partir de 2034.

Outro candidato para realizar a Copa de 2030 é a América do Sul. E com um importante apelo histórico: comemorar o centenário do primeiro Mundial, vencido e sediado pelo Uruguai. Nesse caso, o evento seria feito em parceria com a Argentina.

Fonte: ISTOÉ

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Fifa libera até nove jogadores de outras nacionalidades para Kosovo

Federação de Kosovo comemora entrada na Uefa e na Fifa (Foto: AFP / ARMEND NIMANI)

01/10/2016

Independente da Sérvia desde 2008, país disputará a primeira competição oficial

A Fifa deu autorização para a seleção de Kosovo utilizar até nove jogadores de outras nacionalidades. O país será representado por Fanol Perdedaj, Bersant Celina, Hekuran Kryeziu, Albert Bunjaku, Enis Alushi, Sinan Bytyçi, Vedat Muriç, Erton Fejzullahu e Elbasan Rashan, nomes, inclusive, que já representaram outras seleções. 

Quatro destes atletas são de Albânia, que protestou contra a medida. O quarteto disputou a última Eurocopa, na França.

As regras da Fifa afirmam que um jogador não pode defender uma outra seleção caso tenha jogado alguma partida oficial. Porém, como o pedido partiu dos próprios atletas, a entidade liberou a troca. 

Reconhecido pela Fifa e pela Uefa em maio, Kosovo disputa as Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2018, o primeiro torneio oficial do país. A seleção está no Grupo I, ao lado de Finlândia, Croácia, Islândia, Ucrânia e Turquia. 

Kosovo, que conseguiu a independência da Sérvia em 2008, entrou no órgão europeu na semana passada em votação apertada: 28 a 24. Na entidade mundial foi mais fácil, teve 86% a favor. 

Fonte: Terra

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Chile envia pedido à Uefa para jogar amistoso contra Portugal em 2017

Campeã da Copa América, seleção chilena quer amistoso contra portugueses, 
campeões da Euro 2016 (Foto: AFP)

03/09/2016

De acordo com site da Conmebol, Federação Chilena mandou carta à entidade europeia sugerindo confronto entre campeões da Copa América e da Euro

A ideia de um confronto entre os campeões da Copa América e da Euro 2016 continua viva na cabeça da Federação Chilena de Futebol. De acordo com o site da Conmebol, o presidente da entidade chilena, Arturo Salah, enviou uma carta para a Uefa manifestando o desejo de um amistoso entre Chile e Portugal em junho de 2017.

A intenção é realizar o amistoso no dia 11 de junho de 2017, na China. Para isso, a Federação Chilena pede na carta uma ajuda da Uefa. Dois dias antes, Portugal tem um jogo marcado pelas eliminatórias da Copa de 2018, contra a Letônia, data que precisaria ser alterada. A partir de 17 de junho de 2017, chilenos e portugueses disputam a Copa das Confederações, na Rússia.

- Para nossos selecionados, comissão técnica e os torcedores de nosso país seria um orgulho poder jogar e presenciar este grande encontro esportivo diante de uma seleção como é Portugal – declarou Salah.


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EUROCOPA: Sem CR7, Portugal leva na raça, vence a França e é campeão pela 1ª vez



10/07/2016

Após perder seu astro no início do jogo, Portugal segurou a pressão e venceu na prorrogação com gol de Éder

Na garra, a Seleção de Portugal bateu a França por 1 a 0 na prorrogação, no Stade de France, neste domingo, e conquistou a Eurocopa 2016, primeiro grande título de sua história. Após perder Cristiano Ronaldo nos primeiros minutos, a seleção portuguesa precisou se virar sem o seu craque e conseguiu o título com gol de Éder no segundo tempo da prorrogação.

Se Lionel Messi falhou nas duas finais de Copa América que chegou com a seleção argentina, Cristiano Ronaldo colocou um ponto a mais na rivalidade individual com o atleta do Barcelona e aproveitou a sua segunda chance para garantir o título inédito para Portugal, que já havia perdido a final de 2004 em casa para a Grécia.
Mesmo com um curativo na coxa esquerda, atingida com violência pelo francês Payet, o atacante do Real Madrid não saiu da beira do campo até o final do jogo e foi o mais abraçado na comemoração do gol. Ao apito final, Cristiano Ronaldo foi às lágrimas mais uma vez, mas trocou o sentimento de dor pela felicidade do título.

Antes dos atletas entrarem em campo, o show de encerramento contou com David Guetta comandando a música, enquanto que a palavra "Merci" (obrigado, em francês) apareceu no gramado. O espanhol Xavi, campeão nas duas edições anteriores, foi o responsável por levar a taça da Eurocopa de 2016 ao gramado.

Ao final de um mês de competição, os temores de ataques terroristas não foram confirmados e os maiores problemas extracampo apareceram por conta da ação de hooligans nas primeiras rodadas, anuladas na sequência.

O JOGO

Com a bola rolando, Portugal conseguiu levar perigo logo no início, aos quatro minutos, quando Nani recebeu lançamento por trás da zaga, matou no peito, mas chutou por cima. No entanto, a França respondeu com uma verdadeira blitz. Aos seis, Griezmann aproveitou sobra e bateu para fora. Em seguida, aos nove, o artilheiro da competição teve nova chance, tentou cabeceio por cobertura e obrigou Rui Patrício a mandar para escanteio. Na cobrança, Giroud subiu sozinho, mas mandou nas mãos do goleiro.

Portugal se segurou e conseguiu equilibrar, mas uma jogada violenta aos sete minutos foi determinante para a partida. Payet acertou com força o joelho de Cristiano Ronaldo. O português tentou se manter em campo, mas desabou aos 16, com lágrimas nos olhos, pediu atendimento médico e voltou a campo.

SEM O CRAQUE

No entanto, aos 24 minutos, o atacante pediu para sair e foi levado de maca para os vestiários, dando lugar a Quaresma. Assim, sem balançar as redes na final, o atacante do Real Madrid finalizou a sua quarta participação em Eurocopa com três gols e ficou empatado com o francês Michel Platini como maior artilheiro da competição na história, com nove tentos no total.

Após Cristiano Ronaldo sair de campo aos prantos e aplaudido por torcedores portugueses e franceses, a partida perdeu em intensidade. Aos 33 minutos, Sissoko fez boa jogada e bateu forte, mas Rui Patrício espalmou. Nos minutos finais da primeira etapa, José Fonte e Pepe tentaram aparecer na jogada aérea, mas sem sucesso.

Os atletas voltaram do intervalo para um jogo de mais vigor físico. Sissoko, inspirado, deu trabalho para a zaga lusitana e, aos oito minutos, Pogba conseguiu a primeira finalização, mas bateu por cima. Aos 11, o atacante Coman foi ao jogo no lugar de Payet e, no primeiro lance com a bola, exigiu nova defesa de Rui Patrício.

Melhor em campo, a França começou a rondar a área portuguesa e passou a criar boas chances. Aos 20 minutos, Griezmann subiu sozinho na marca do pênalti, mas cabeceou para fora. Nove minutos depois, Coman driblou dois, rolou para Giroud, que bateu forte, mas novamente o goleiro de Portugal conseguiu evitar que o placar fosse alterado.

Pouco depois dos 30 minutos, os técnicos dos dois times resolveram mudar. Didier Deschamps mandou Gignac para o lugar de Giroud, enquanto que Fernando Santos trocou Renato Sanches para a entrada de Éder. Com as mudanças, as duas equipes se abriram. Aos 34, Quaresma acertou um bonito voleio, mas mandou em cima do goleiro. Em seguida, Nani bateu de fora da área por cima do gol. Já aos 38, Sissoko soltou uma bomba e, para variar, Rui Patrício apareceu para fazer a defesa.

Aos 46 minutos parecia que o goleiro de Portugal seria, enfim, vencido. Gignac recebeu na área pelo lado direito, aplicou um drible desconcertante deixando Pepe no chão e bateu na saída do goleiro, que não alcançou. Mas Rui Patrício contou com a ajuda da trave direita, onde a bola foi bater antes de cruzar a pequena área sem que um atacante pudesse empurrá-la para o gol. Após 90 minutos, o placar seguia inalterado.

PRORROGAÇÃO

Antes do apito para os 30 minutos complementares, Cristiano Ronaldo apareceu no gramado para apoiar os seus companheiros. Com o início da prorrogação, muito nervosismo resultou em três cartões amarelos seguidos - para Raphaël Guerreiro, Matuidi e William Carvalho.

A oportunidade de gol mais evidente do primeiro tempo aconteceu aos 13 minutos. O português Quaresma cobrou escanteio na cabeça de Éder, que cabeceou no chão com perigo, mas Lloris saltou bem e fez a defesa.

Na segunda etapa, Portugal resolveu ir para o ataque e conseguiu levar perigo aos dois minutos. Em uma falta mal marcada pela arbitragem, que penalizou a França em um lance que o português Éder tocou a bola com a mão, Raphaël Guerreiro chutou no travessão e assustou.

Em seguida, entretanto, foi a hora do grito português explodir em Saint-Denis. Éder avançou pela intermediária pelo lado esquerdo, cortou para o meio e, no mano a mano com o zagueiro, chutou forte no cantinho esquerdo de Lloris para balançar as redes. Na comemoração, todos os jogadores se abraçaram em volta de Cristiano Ronaldo, em festa pelo título inédito.

FICHA TÉCNICA

PORTUGAL 1 x 0 FRANÇA

PORTUGAL - Rui Patrício; Cédric, Pepe, José Fonte e Raphaël Guerreiro; William Carvalho, Adrien Silva (João Moutinho), Renato Sanches (Éder) e João Mário; Nani e Cristiano Ronaldo (Quaresma). Técnico: Fernando Santos.

FRANÇA - Lloris; Sagna, Koscielny, Umtiti e Evra; Pogba, Matuidi, Moussa Sissoko e Payet (Coman); Griezmann e Giroud (Gignac). Técnico: Didier Deschamps.

GOL - Éder, aos três minutos do segundo tempo da prorrogação.

CARTÕES AMARELOS - Rui Patrício, Cédric, Raphaël Guerreiro, João Mário e William Carvalho (Portugal); Umiti, Matuidi, Koscielny e Pogba (França).

ÁRBITRO - Mark Clattenburg (Fifa/Inglaterra).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Stade de France, em Saint-Denis (França).



Conmebol espera resposta da Uefa após propôr duelo entre campeões continentais



28/06/2016

A Conmebol propôs à Uefa que o campeão da Copa América Centenário, o Chile, enfrente o campeão da Eurocopa, provavelmente ainda este ano. A ideia do tira-teima foi do presidente da entidade sul-americana, Alejandro Domínguez. “Desafiamos a Uefa para um duelo entre o campeão da Copa América e da Euro-2016. Estamos esperando a resposta oficial da Uefa”, disse o dirigente.

Até a noite de domingo, a entidade europeia não havia respondido à proposta da Conmebol. O campeão da Eurocopa será conhecido em 10 de julho e tem automaticamente lugar na Copa das Confederações de 2017. A Fifa, organizadora do torneio preparatório para a Copa do Mundo de 2018, também não se pronunciou sobre a ideia anunciada por Domínguez.

O presidente da Conmebol também confirmou que o Chile, campeão da Copa América do ano passado, que os próprios chilenos sediaram, vai ser o representante sul-americano na Copa das Confederações, antes mesmo da definição do campeão desta edição da Copa América encerrada neste domingo, quando a seleção chilena voltou a ficar com a taça, nos Estados Unidos, ao bater a Argentina nas cobranças por pênaltis após empate por 0 a 0 no tempo normal e na prorrogação.

Os chilenos adquiriram o direito de participar do torneio ao vencerem pela primeira vez a competição continental, no ano passado. É isso que consta nas regras da Fifa.

No entanto, como este ano ocorreu a Copa América Centenário, algumas federações tentaram manobra para que o seu campeão fosse designado para a Copa das Confederações do próximo ano.

A Conmebol, porém, confirmou a participação do Chile. E então surgiu a ideia do desafio com o campeão europeu. Além do Chile e da Rússia, país-sede, já estão assegurados na Copa das Confederações as seleções de México, representante da Concacaf, da Nova Zelândia (Oceania) e da Austrália (Ásia) – este último país passou a ser filiado à Confederação Asiática de Futebol, embora faça parte da Oceania.

Fonte: ISTOÉ

SUSPENSÃO DE BLATTER MARCA FIM DE UMA ERA NA FIFA

Blatter nega ter participado de qualquer esquema de corrupção à frente da Fifa (AFP)

22/12/2015

Os 17 anos de Sepp Blatter à frente da Fifa parecem ter terminado de forma inglória: nesta segunda-feira ele foi banido por oito anos de qualquer atividade administrativa associada a esse esporte, o que marca o fim de uma era na administração da Federação Internacional de Futebol e na carreira do dirigente suíço.

Durante meses, o homem mais poderoso do futebol mundial teve a reputação abalada por uma série de acusações de corrupção.

Blatter nega participação em qualquer irregularidade e pretende apelar contra seu banimento, que foi decidido pelo comitê de ética da Fifa.

"Vou lutar até o fim", disse Blatter nesta segunda-feira em entrevista coletiva. "Após 40 anos (trabalhando no futebol), não pode ser assim. Não é possível."

Para muitos dirigentes e analistas de futebol, porém, a suspensão pode selar o fim da carreira de Blatter, 79, no futebol - esporte em cuja administração ele passou mais da metade de sua vida.

Ele já estava suspenso do cargo por 90 dias em função das investigações. Mas nas atuais circunstâncias parece impossível que permaneça na presidência da organização.

Blatter foi banido por acusações de ter assinado um contrato "desfavorável" para a Fifa e fazer um pagamento irregular de US$ 2 milhões em 2011 ao presidente da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), o francês Michel Platini, que também foi suspenso por oito anos das atividades ligadas ao futebol.

Para o juiz alemão Hans-Joachim Eckert, ambos não conseguiram demonstrar que o pagamento foi legítimo.

Platini, por sua vez, defendeu-se dizendo que a decisão teria como objetivo "sujar" seu nome e anunciou que também pretende apelar.

Outras investigações

Essa investigação do comitê de ética foi aberta depois que o procurador-geral da Suíça começou a apurar esses pagamentos irregulares.

Os problemas de Blatter, porém, não param por aí.

O presidente da Fifa também é investigado pelo comitê de ética por acusações ligadas a um acordo sobre direitos televisivos selado em 2005 com Jack Warner, ex-presidente da Concacaf, órgão máximo do futebol na América do Norte, América Central e Caribe.

Blatter na realidade anunciou sua demissão em junho, depois que autoridades da Fifa foram acusadas de corrupção pelo Departamento de Justiça dos EUA. Mas, na ocasião, ele disse que permaneceria no cargo até que fossem realizadas novas eleições.

Platini, da Uefa, também foi banido por oito anos de atividades ligadas ao futebol (AFP)

A demissão causou surpresa. Até porque dias antes Blatter havia sido reeleito para um quinto mandato sem precedentes na história da Fifa, com o discurso de que seria o homem certo para implementar as reformas necessárias na organização.

Aparentemente, porém, a dramática prisão de funcionários da Fifa em seus quartos de hotel em Zurique, quando eles se reuniam para um Congresso, no dia 27 de maio, fez com que a reeleição de Blatter e seu novo mandato fossem envoltos em um mar de incertezas.

História pessoal

Blatter nasceu em uma família humilde na cidade de Visp, nos Alpes suíços.

Sempre gostou de assumir papéis de liderança. Diz a lenda que era o rei do parquinho infantil em sua escola primária, na década de 1940, além de ser o único menino da região que sabia jogar futebol como um profissional.

Depois da escola, Blatter teve uma carreira pouco comum para um suíço nos anos 1960. Ele serviu o Exército, chegando ao posto de coronel. E nas Forças Armadas fez contatos que lhe seriam úteis mais tarde.

Blatter também trabalhou na indústria de relógios, e logo entrou no ramo de gerenciamento esportivo, atuando na Federação Suíça de Hóquei no Gelo antes de entrar para Fifa, como diretor técnico, em 1975.

Quando ele foi eleito pela primeira vez presidente da Fifa, em 1998, os suíços celebraram, como lembra Roland Buechel, membro do Parlamento do país e ativista pela transparência no futebol.

"Ficamos orgulhosos de ter um suíço à frente de uma organização internacional tão importante", diz.

Em Visp, a velha escola de Blatter foi rebatizada em sua homenagem. Seu retrato foi pendurado no hall de entrada da instituição e festivais esportivos passaram a levar o nome do presidente da Fifa.


Até hoje, ele costuma ter uma recepção calorosa quando visita a cidade.

"Ele é muito simples, muito acessível", diz Hans-Peter Berchtold, editor de esportes do jornal local Walliserbote.

Acusações

Berchtold diz que as pessoas da cidade estão cientes dos escândalos de corrupção envolvendo a Fifa.

“Ninguém é cego”, diz. “Todo mundo sabe que há problemas na Fifa. Mas acho que eles (os moradores que conhecem o presidente da entidade há muitos anos) não acham que Blatter deve ser responsabilizado por tudo.”

Berchtold defende que há muitos aspectos positivos da gestão de Blatter na Fifa que devem ser considerados em uma análise crítica, como a promoção do futebol em países em desenvolvimento, a primeira Copa do Mundo na África e, mais recentemente, o início do processo de reforma da entidade.

É nesse ponto, porém, que alguns críticos de Blatter discordam.

“Afinal, ele teve 17 anos para melhorar a governança da Fifa”, disse em entrevista à BBC em meados do ano Eric Martin, chefe do braço suíço da ONG Transparência Internacional (TI).

Em 2011, um painel independente propôs um pacote de reformas para a Fifa. A entidade, porém, escolheu ignorar recomendações que ampliariam a transparência sobre seus negócios, segundo Martin.

Além disso, enquanto alguns velhos amigos descrevem Blatter como alguém sensato e aberto ao diálogo, outras pessoas que trabalharam com ele o acusam de hostilizar quem lhe faz oposição.

Muitos criticam o fato de que, durante a corrida pela presidência da Fifa, Blatter rejeitou a possibilidade de um debate na TV com outros candidatos.

E, certa vez, quando questionado sobre qual sua resposta para as críticas a sua gestão, ele respondeu: Podia perdoar, "mas não esquecer”.

Fonte: BBC Brasil


Candidato da Uefa à Fifa quer inchar Copa do Mundo com 40 times

Gianni Infantino trabalha na Uefa desde 2009
Fabrice Coffrini / AFP

10/11/2015

Gianni Infantino, secretário-geral da Uefa e candidato a presidência da Uefa, quer modificar a Copa do Mundo. Em entrevista à AP, o dirigente admitiu a intenção de expandir o Mundial para 40 times, atualmente o torneio conta com 32 equipes.

"Eu quero expandir a Copa do Mundo com base na experiência que tivemos na Europa com a Euro. Olhe para as Eliminatórias de agora em que algumas equipes que nunca se classificaram conseguiram e algumas equipes que sempre se classificaram não foram", disse.

"Se você é sério sobre o desenvolvimento do futebol, você precisa envolve mais associações no principal evento de futebol do mundo. A Copa", completou.

É difícil que essa mudança ocorra no curto espaço de tempo, pois as Eliminatórias da Copa de 2018 já começaram e para 2022, a Fifa sofre para tentar diminuir as datas da edição devido ao calor no Qatar.

A intenção de Infantino poderá ajudá-lo a angariar votos entre as seleções menores do futebol europeu.

A eleição de novo presidente da Fifa acontecerá em 26 de fevereiro. Caso Michel Platini não seja liberado para concorrer o pleito, ele está suspenso no momento e poderá ter a pena ampliada, Infantino será o único candidato da Uefa.

Fonte: UOL


Platini confirma candidatura à presidência da Fifa



29/07/2015

"Quero trazer dignidade de volta à Fifa", diz o atual presidente da Uefa

Michel Platini não quer se apresentar apenas como um representante da Uefa
Prometendo uma nova era no futebol, o francês Michel Platini anunciou oficialmente nesta quarta-feira a sua candidatura para o cargo de presidente da Fifa. Assim, depois de adiar a sua entrada na luta pelo cargo, o que até gerou um racha com Joseph Blatter, o ex-jogador finalmente vai disputar o posto que tem como seu maior objetivo há anos.

Anteriormente, o francês havia sido escolhido pelo atual presidente da Fifa como a pessoa que o sucederia. Mas Platini considerou que Blatter o traiu. Em 2011, apesar de ter prometido que não concorreria a um quarto mandato, o suíço voltou a se apresentar às eleições. A ruptura foi inevitável. Em 2015, uma vez mais Blatter rompeu sua própria promessa e voltou a se candidatar.

Platini considerava que, enquanto Blatter estivesse no páreo e usando toda a máquina financeira da Fifa para conquistar votos, ele jamais conseguiria apoio suficiente. Agora, sem Blatter na corrida e com a Conmebol enfraquecida, o francês considerou que chegou sua vez.

Em sua promessa de campanha, o dirigente de 60 anos indica que quer “renovar” o futebol. "Quero trazer de volta a dignidade para a Fifa e recolocá-la onde ela merece”, indicou o francês. “Estou num momento decisivo da minha vida e em eventos que estão moldando o futuro da Fifa”, disse.

Ele ainda criticou o fato de que, por quase meio século, a Fifa teve apenas dois presidentes: João Havelange e Blatter. Platini será apoiado ainda pelos grandes clubes europeus, como o Barcelona, que promete fazer campanha nos bastidores pelo francês.

Platini deixou claro que pesou seu passado como esportista na decisão anunciada nesta quarta-feira. "Essa foi uma decisão muito pessoal e cuidadosamente considerada”, declarou o francês, que indicou que fez um exame de seu passado em campo e o que o novo cargo poderia significar para sua história.

O ex-jogador afirmou ainda que foi apoiado por muitos dirigentes pelo mundo, num esforço de mostrar que não será o candidato apenas da Europa. Ele ainda insistiu que, agora, quer unir o mundo do futebol e oferecer a todas as associações nacionais uma causa comum: “ouvir a todos e respeitar a diversidade do jogo pelo mundo”. Ele ainda promete “humildade” e a percepção de que “não pode agir sozinho”.

Platini, na carta a todas as associações nacionais, indicou que vem defendendo novas ideias para “dar de volta à Fifa a dignidade e a posição que merece”. Mas, por enquanto, não explicou o que pretende fazer para reconquistar a credibilidade mundial.

O francês foi contra a introdução da tecnologia no futebol, não aprovou leis para estabelecer limites de mandatos na Uefa e não publicou seu salário. Além disso, ocupa por mais de dez anos a vice-presidência da Fifa, onde presenciou todos os escândalos sem agir.

Agora, promete mudanças e levar aos torcedores “a Fifa que todos queremos: uma Fifa que é exemplar, unida e que mostra solidariedade, uma Fifa que é respeitada, amada e que é do povo”.

Nos últimos anos, Platini incrementou o poder dos clubes dentro da Uefa e elevou os prêmios financeiros. Esse, porém, é um dos grandes obstáculos para que ele receba apoio de outras partes do mundo que temem estar elegendo um representante dos clubes, e não das federações.

Ex-jogador e presidente da Uefa, Platini terá a tarefa de limpar a entidade máxima do futebol. Mas, se vencer as eleições, assumirá uma entidade em sem direção, em caos financeiro e sob o risco de ver ainda seus cartolas detidos.

Diante das prisões de dirigentes no dia 27 de maio, a Fifa mergulhou em seu momento mais difícil. Patrocinadores exigiram a saída de Blatter e a convocação de novas eleições. Agora, a entidade não consegue sequer atrair novos parceiros comerciais. Um programa para levantar US$ 200 milhões com 20 novos patrocinadores foi engavetado. Do lado dos patrocinadores, a ordem é a de não dar qualquer sinal de apoio à atual gestão enquanto não houver uma mudança no comando.

Mas Platini terá de conviver com uma outra polêmica: ele foi um dos dirigentes que, em 2010, votou no Catar no processo de escolha da sede da Copa do Mundo de 2022 e esteve reunido com o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, e o emir do Catar para debater o voto e investimentos. Platini, que inicialmente apoiava os Estados Unidos, mudou de ideia. Mas garante que jamais foi pago por isso.

Atacado em coletiva, Blatter se defende: “Preso? Por qual motivo?”

Presidente da Fifa evitou respostas sobre corrupção em entrevista marcada por perguntas 
diretas sobre escândalo e criticou Uefa: "Eles precisam dar o exemplo" 
(Foto: Arnd Wiegmann/Reuters)

31/01/2015

Reeleito presidente da Fifa para seu quinto mandato, Joseph Blatter tentou minimizar o escândalo de corrupção que gerou a prisão de sete dirigentes ligados à entidade, mas não conseguiu fugir do tema durante entrevista coletiva neste sábado (30), na sede da organização, em Zurique.

A imprensa, principalmente, inglesa, bombardeou o suíço com perguntas sobre propinas e a investigação da Justiça americana.  Um repórter chegou a perguntar se Blatter temia ser preso: “Preso? Por qual motivo”, respondeu o suíço.

Alguns jornalistas perguntaram diretamente para Blatter se ele sabia o nome do dirigente citado no relatório americano que teria dado 10 milhões  de dólares de propinas a Jack Warner, ex-presidente da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe).

O suíço afirmou que não tem a informação em todas as respostas. “Eu não conheço essas alegações. Se ela se encontra em algum lugar da investigação, vamos deixar que a investigação prossiga e traga resultados.”

A entrevista foi realizada após a reunião do Comitê Executivo que definiu que a divisão das vagas nas duas próximas Copas do Mundo seguirá a mesma adotada atualmente (ou seja, a América do Sul segue com quatro seleções garantidas e mais uma chance na repescagem).

Durante a coletiva, Blatter reclamou bastante da posição da Uefa na crise e citou a ausência do inglês David Gill, vice-presidente da Fifa que abandonou o cargo após a reeleição do suíço. “Se você é parte da Fifa, deve estar ali para ajudar a organizar. A Uefa é a maior e mais rica, tem os melhores campeonatos e jogadores, mas quando se trata de clubes se você não tiver jogadores de outros continentes não vai ser tão bom. Eles precisam dar o exemplo e assumir responsabilidades. E responsabilidade não pode ser assumida quando você não comparece à primeira reunião. É preciso comparecer.”

Blatter abriu a entrevista coletiva garantindo que a entidade debaterá em reuniões os últimos escândalos de corrupção e que pretende terminar sua passagem pelo cargo com uma organização “mais robusta e bela”. Para o suíço, a crise envolvendo as prisões e investigação americana não é uma “furacão”: “Todos estes eventos que aconteceram culminaram em uma tempestade. Reafirmamos a nossa a unidade para ir em frente. Trabalhar com todas as instituições, federações, Justiça. Neste caminho vamos evitar algumas situações no futuro. Surpresas que nos pegaram por trás. Estou aqui como presidente da Fifa. Vou continuar a trabalhar e a lutar por boas coisas. Não estou sozinho.”

Fonte: O Sul


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