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PROCURADORIA DA FRANÇA INVESTIGA CANDIDATURAS DAS COPAS DE 2018 E 2022

Joseph Blatter e Michel Platini banidos pela Fifa (Foto: Getty Images)

30/04/2017 

De acordo com o "Le Monde", o ex-presidente da Fifa, Josep Blatter, foi ouvido pelos investigadores como testemunha. Ele preferiu não comentar sobre a conversa que durou "várias horas"

A Procuradoria Nacional da França (PNF) está investigando o processo de candidatura das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar, relevou o jornal "Le Monde" nesta quinta-feira. De acordo com a publicação, os procuradores estão buscando informações que comprovem as acusações de corrupção dentro da Fifa por "protagonistas franceses". A matéria ainda fala que o ex-presidente da entidade, Josep Blatter, falou com os investigadores como testemunha, no último dia 20 de abril.

Após um pedido para atuar em solo suíço, os procuradores franceses conversaram com o ex-mandatário por "várias horas". O advogado de Blatter preferiu não comentar as acusações da PNF, após contato do "Le Monde". Em conversa com algumas agências de notícias um dia após o encontro com os oficiais, o ex-presidente afirmou que “não estava preocupado” com o processo nos Estados Unidos, após ser ouvido por autoridades suíças e americanas – em decorrência ao esquema de corrupção revelado em 2015.

O "Le Monde" ainda afirma que a Procuradoria irá focar nos protagonistas franceses no processos de escolha das duas próximas Copa do Mundo. Os principais nomes são o ex-membro do comitê excecutivo da Fifa, Tahitian Reynald Temarii, o ex-secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, também na mira da procuradoria da Suíça, além de Michel Platini. E, diferentemente de Blatter, o ex-camisa 10 da seleção francesa não foi procurado para depor sobre o caso.

Platini almoçou com Sarkozy e emir do Catar

A publicação também traz a informação de que Platini almoçou com o presidente francês da época, Nicolas Sarkozy, e o emir do Catar, Al-Thani, em 2010 com a intenção de atacar Blatter, adversário político do presidente da Uefa. Em março, o ex-jogador afirmou que "entendeu que o presidente francês queria que ele votasse no Catar, mas nunca disse nada".

Tanto Blatter quanto Platini são suspeitos de uma outra investigação pela procuradoria da suíça por um "pagamento irregular" de 1,8 milhão de euros em 2001 pelo então presidente da Fifa ao da Uefa. O suíço foi formalmente acusado no caso, diferentemente do francês, que foi chamado de "testemunha assistente". Em março de 2016, a PNF investigou a Federação Francesa de Futebol, a pedido da procuradoria da Suíça, sobre esse caso.

Fonte: Globo Esporte 

HAVELANGE QUERIA PLATINI COMO SEU SUCESSOR, REVELA BLATTER

Havelange (centro) queria Platini (dir.) como seu sucessor

18/04/2017

Platini rejeitou a proposta, alegando que, naquele momento, ele não tinha conhecimento suficiente sobre a Fifa para presidi-la

João Havelange não queria que seu reinado no comando da Fifa fosse sucedido por Joseph Blatter. O favorito do brasileiro para ocupar seu cargo era o francês Michel Platini. Quem conta essa nova versão dos acontecimentos nos bastidores da política do futebol é o próprio Blatter. Suas declarações fazem parte de documentos da Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês) que, no ano passado, o julgou e o afastou do esporte.

Agora, com a íntegra da sentença publicada pela corte, os documentos revelam como a versão apresentada por Blatter se choca com relatos da aliança entre Havelange e o suíço, que por anos foi o secretário-geral do brasileiro. O cartola que faleceu no ano passado no Rio havia anunciado em 1996 que, sendo presidente desde 1974, ele deixaria o poder em eleições que seriam organizadas em 1998, em Paris durante a Copa do Mundo. O Mundial, naquele ano, tinha Platini como seu presidente do comitê organizador. 

"De acordo com Blatter em sua audiência (diante da corte), Havelange não queria que Blatter concorresse à presidência", apontou o documento da CAS. "A filosofia de Havelange era de que dirigentes que recebiam salários não deveriam servir em comitê", explicou. "Ele tinha dificuldade em entender, como um patriarca, que um de seus empregados poderia ser presidente", disse Blatter diante dos juízes.

"Blatter testemunhou em sua audiência que Havelange desejava que Platini o sucedera como presidente que Blatter continuasse como secretário-geral", indicam os documentos. Na audiência, o suíço ainda contou que foi alertado pelos europeus de que não teria o seu apoio e que a Uefa tentaria eleger o sueco Lennart Johansson.

Foi nesse contexto que, meses antes da votação de 1998, Blatter e Platini se reuniram para discutir as eleições. O encontro teria ocorrido no último andar do hotel Ritz Carlton, de Cingapura, em janeiro de 1998. "Blatter explicou a ideia de Havelange para Platini e, depois de uma discussão, propôs uma candidatura invertida, com Blatter como presidente e Platini como seu conselheiro especial", indicou a corte. Tal projeto foi concretizado com uma entrevista coletiva, em março de 1998.

Ao escutar o craque francês, a corte ouviu um testemunho parecido. "De acordo com Platini, Blatter explicou que Havelange tinha sugerido Platini como presidente e Blatter como secretário-geral e que isso teria uma certa elegância", afirma o documento da corte.

Platini rejeitou a proposta, alegando que, naquele momento, ele não tinha conhecimento suficiente sobre a Fifa para presidi-la.

Blatter acabou ganhando as eleições de 1998 e se manteve no poder até 2015, quando a Fifa foi abalada por um escândalo de corrupção. Platini, que esperava suceder o suíço, acabou suspenso do futebol depois que foi revelado como Blatter o pagou milhões de reais sem que houvesse um contrato e nove anos depois dos supostos trabalhos realizados pelo francês.

Havelange morreu em plenos Jogos Olímpicos do Rio. Mas seu funeral foi evitado pelo COI, que não organizou qualquer tipo de cerimônia ao ex-membro do movimento olímpico. Blatter, sem poder sair da Suíça sob o risco de ser preso, tampouco esteve no enterro.

BLATTER VAI À SEDE DA FIFA PARA RECORRER CONTRA BANIMENTO DE OITO ANOS

Joseph Blatter na sede da Fifa em Zurique (Foto: Getty Images)
18/02/2016

Ex-presidente da entidade chega à Fifa para apelar contra punição de afastamento de qualquer atividade ligada ao futebol um dia após Michel Platini fazer o mesmo

Zurique, Suíça

O presidente suspenso da Fifa, Joseph Blatter, compareceu à sede da entidade para apelar contra a suspensão de oito anos de qualquer atividade relacionada ao futebol. Ele chegou por volta das 7h30 da manhã (horário local) para evitar o assédio de jornalistas. Apesar de não se ter imagens de Blatter entrando na Fifa, foi confirmado que ele estaria dentro da sede. Ainda não há prazo para o resultado da apelação sair, mas segundo o correspondente do SporTV em Lisboa, Felipe Diniz, isso não deve demorar.

Blatter foi banido pela entidade máxima do futebol mundial após ter sido considerado culpado por um pagamento de cerca de R$ 8 milhões ao ex-presidente da Uefa Michel Platini, em 2011 por conta de serviços prestados em 2001 pelo francês. Mesmo não existindo contrato, ambos afirmam que foi realizado um acordo de cavalheiros e que não fizeram nada de errado.

Na última segunda-feira, Platini, que recebeu a mesma punição que Blatter, também foi até Zurique para apelar contra a decisão do banimento sofrido. Em entrevista à agência espanhola EFE, Platini afirmou que “não luta por seu futuro, mas sim contra a injustiça”. O ex-jogador preferiu caminhar a pé até a sede da Fifa e aproveitou para se defender ao ser abordado pela imprensa.

SUSPENSÃO DE BLATTER MARCA FIM DE UMA ERA NA FIFA

Blatter nega ter participado de qualquer esquema de corrupção à frente da Fifa (AFP)

22/12/2015

Os 17 anos de Sepp Blatter à frente da Fifa parecem ter terminado de forma inglória: nesta segunda-feira ele foi banido por oito anos de qualquer atividade administrativa associada a esse esporte, o que marca o fim de uma era na administração da Federação Internacional de Futebol e na carreira do dirigente suíço.

Durante meses, o homem mais poderoso do futebol mundial teve a reputação abalada por uma série de acusações de corrupção.

Blatter nega participação em qualquer irregularidade e pretende apelar contra seu banimento, que foi decidido pelo comitê de ética da Fifa.

"Vou lutar até o fim", disse Blatter nesta segunda-feira em entrevista coletiva. "Após 40 anos (trabalhando no futebol), não pode ser assim. Não é possível."

Para muitos dirigentes e analistas de futebol, porém, a suspensão pode selar o fim da carreira de Blatter, 79, no futebol - esporte em cuja administração ele passou mais da metade de sua vida.

Ele já estava suspenso do cargo por 90 dias em função das investigações. Mas nas atuais circunstâncias parece impossível que permaneça na presidência da organização.

Blatter foi banido por acusações de ter assinado um contrato "desfavorável" para a Fifa e fazer um pagamento irregular de US$ 2 milhões em 2011 ao presidente da União das Federações Europeias de Futebol (Uefa), o francês Michel Platini, que também foi suspenso por oito anos das atividades ligadas ao futebol.

Para o juiz alemão Hans-Joachim Eckert, ambos não conseguiram demonstrar que o pagamento foi legítimo.

Platini, por sua vez, defendeu-se dizendo que a decisão teria como objetivo "sujar" seu nome e anunciou que também pretende apelar.

Outras investigações

Essa investigação do comitê de ética foi aberta depois que o procurador-geral da Suíça começou a apurar esses pagamentos irregulares.

Os problemas de Blatter, porém, não param por aí.

O presidente da Fifa também é investigado pelo comitê de ética por acusações ligadas a um acordo sobre direitos televisivos selado em 2005 com Jack Warner, ex-presidente da Concacaf, órgão máximo do futebol na América do Norte, América Central e Caribe.

Blatter na realidade anunciou sua demissão em junho, depois que autoridades da Fifa foram acusadas de corrupção pelo Departamento de Justiça dos EUA. Mas, na ocasião, ele disse que permaneceria no cargo até que fossem realizadas novas eleições.

Platini, da Uefa, também foi banido por oito anos de atividades ligadas ao futebol (AFP)

A demissão causou surpresa. Até porque dias antes Blatter havia sido reeleito para um quinto mandato sem precedentes na história da Fifa, com o discurso de que seria o homem certo para implementar as reformas necessárias na organização.

Aparentemente, porém, a dramática prisão de funcionários da Fifa em seus quartos de hotel em Zurique, quando eles se reuniam para um Congresso, no dia 27 de maio, fez com que a reeleição de Blatter e seu novo mandato fossem envoltos em um mar de incertezas.

História pessoal

Blatter nasceu em uma família humilde na cidade de Visp, nos Alpes suíços.

Sempre gostou de assumir papéis de liderança. Diz a lenda que era o rei do parquinho infantil em sua escola primária, na década de 1940, além de ser o único menino da região que sabia jogar futebol como um profissional.

Depois da escola, Blatter teve uma carreira pouco comum para um suíço nos anos 1960. Ele serviu o Exército, chegando ao posto de coronel. E nas Forças Armadas fez contatos que lhe seriam úteis mais tarde.

Blatter também trabalhou na indústria de relógios, e logo entrou no ramo de gerenciamento esportivo, atuando na Federação Suíça de Hóquei no Gelo antes de entrar para Fifa, como diretor técnico, em 1975.

Quando ele foi eleito pela primeira vez presidente da Fifa, em 1998, os suíços celebraram, como lembra Roland Buechel, membro do Parlamento do país e ativista pela transparência no futebol.

"Ficamos orgulhosos de ter um suíço à frente de uma organização internacional tão importante", diz.

Em Visp, a velha escola de Blatter foi rebatizada em sua homenagem. Seu retrato foi pendurado no hall de entrada da instituição e festivais esportivos passaram a levar o nome do presidente da Fifa.


Até hoje, ele costuma ter uma recepção calorosa quando visita a cidade.

"Ele é muito simples, muito acessível", diz Hans-Peter Berchtold, editor de esportes do jornal local Walliserbote.

Acusações

Berchtold diz que as pessoas da cidade estão cientes dos escândalos de corrupção envolvendo a Fifa.

“Ninguém é cego”, diz. “Todo mundo sabe que há problemas na Fifa. Mas acho que eles (os moradores que conhecem o presidente da entidade há muitos anos) não acham que Blatter deve ser responsabilizado por tudo.”

Berchtold defende que há muitos aspectos positivos da gestão de Blatter na Fifa que devem ser considerados em uma análise crítica, como a promoção do futebol em países em desenvolvimento, a primeira Copa do Mundo na África e, mais recentemente, o início do processo de reforma da entidade.

É nesse ponto, porém, que alguns críticos de Blatter discordam.

“Afinal, ele teve 17 anos para melhorar a governança da Fifa”, disse em entrevista à BBC em meados do ano Eric Martin, chefe do braço suíço da ONG Transparência Internacional (TI).

Em 2011, um painel independente propôs um pacote de reformas para a Fifa. A entidade, porém, escolheu ignorar recomendações que ampliariam a transparência sobre seus negócios, segundo Martin.

Além disso, enquanto alguns velhos amigos descrevem Blatter como alguém sensato e aberto ao diálogo, outras pessoas que trabalharam com ele o acusam de hostilizar quem lhe faz oposição.

Muitos criticam o fato de que, durante a corrida pela presidência da Fifa, Blatter rejeitou a possibilidade de um debate na TV com outros candidatos.

E, certa vez, quando questionado sobre qual sua resposta para as críticas a sua gestão, ele respondeu: Podia perdoar, "mas não esquecer”.

Fonte: BBC Brasil


EM CARTA ABERTA, FIFA ANUNCIA REFORMAS PARA RESGATAR CREDIBILIDADE PERDIDA

20/12/2015

Nesta sexta-feira, a Fifa, entidade que regulamenta o futebol mundial, divulgou uma carta aberta assinada pelo presidente interino Issa Hayatou em que anuncia reformas na gestão a fim de resgatar a credibilidade perdida pela instituição devido ao envolvimento de dirigentes do alto escalão em casos de corrupção, que culminou com o afastamento de Joseph Blatter da presidência.

Entre as medidas contidas no texto, destacam-se a criação de comitês independentes fiscalizadores, a limitação do tempo de mandato para cargos elevados e a obrigatoriedade da presença de mulheres em todos os níveis de gestão do futebol.

A carta aberta da Fifa termina revelando o objetivo de promover as mudanças na entidade antes da Copa do Mundo de 2018, a ser realizada na Rússia. Hayatou considera que a meta pode ser alcançada no prazo estabelecido.

“Estamos convencidos de que se trata de um objetivo real. Em contrapartida, esperamos voltar o mais rápido possível a nos concentrar em nossa missão principal de promover e evoluir o futebol em todas as direções e para todos”, diz um trecho final do documento.

Veja abaixo a íntegra da carta aberta divulgada pela Fifa

Estimados amigos do futebol:

Durante este ano, a Fifa atravessou dificuldades sem precedentes e pode se ver confrontada com uma crise que se instalou nas bases do governo do futebol mundial. Neste momento, estamos na fase de mudanças absolutamente necessárias para garantir o futuro de nossa organização.

Não colocaremos em dúvidas o comportamento da maioria das pessoas que trabalham na gestão do futebol em um bom caminho e por motivos corretos. No entanto, se tornou claro que é preciso ser feita uma reforma integral do corpo para impedir futuros crimes e restabelecer a confiança na Fifa. Por esse motivo, este ano e imediatamente os que virão, serão os mais importantes para a Fifa desde a sua fundação, em 1904.

Um novo presidente da Fifa será eleito pelo Congresso, em fevereiro, oferecendo a oportunidade de começar um novo capítulo. É fundamental que saibamos que este será só o início. Durante os próximos anos, teremos que trabalhar duro para recuperar a confiança e o respeito dos torcedores, jogadores, dos parceiros comerciais e de milhões de praticantes que fazem do futebol o esporte mais popular do mundo.

Estamos confiantes que as novas medidas aprovadas pelo Comité Executivo da Fifa em dezembro, junto com as ações realizadas pelas polícias suíça e americana, irão lanças as bases para um órgão mais forte, transparente e responsável e com valores éticos impecáveis.


Gostaríamos de pedir a todas as federações que apoiem incondicionalmente, implementem e integrem em seu senso estas novas medidas. O futuro da Fifa e a evolução global do futebol depende do nosso pleno empenho, abraçando uma mudança na cultura de cima para baixo, através dos seguintes pontos de reforma-chave:

- Uma separação de poderes clara entre a vertente política do futebol mundial e as operações cotidianas econômicas e comerciais da Fifa - com a organização de competições e do investimento no desenvolvimento do futebol - contribuirá para proteger nossa integridade e evitar conflitos de interesses. Todas as transações financeiras serão monitoradas por um corpo independente.

- As federações deverão reproduzir esta estrutura e cumprir com os princípios de um bom governo, com a criação de órgãos judiciais independentes. Eles também serão responsáveis pela própria condução da equipe e quaisquer terceiros com quem trabalhem.

- Com a introdução de um limite de permanência de três mandatos de quatro anos para os cargos mais elevados, garantirão que em nada poderão gozar de poder e/ou influência.

- Um compromisso explícito nos Estatutos da Fifa para desenvolver o futebol feminino e promover a participação das mulheres em todos os níveis de gestão do futebol, para que, entre outras medidas, tenha no mínimo uma mulher entre os representantes da área em cada região para o novo Conselho da Fifa.

- Testes de integridade de uma entidade central independente para todos aqueles que venham a ocupar um cargo nos corpos e quadros superiores da Fifa.

- Os membros do novo conselho da Fifa devem ser eleitos pelas associações de cada respectiva região sob as novas regras de governo da Fifa e monitorada pelo novo e independente Comitê de Revisão Fifa.

- Membros mais independentes e devidamente qualificados de comitês fundamentais, tais como finanças, desenvolvimentos, governança e cumprimento para que as garantias de neutralidade e de observação dos requisitos sejam maiores.

- Mais participação por parte da comunidade do futebol (jogadores, clubes, ligas, federações etc) no processo de decisão.

- O compromisso ancorado nos Estatutos da Fifa de defender e respeitar todos os direitos humanos internacionalmente reconhecidos como parte de suas atividades.

É possível que mais para frente encontremos outros pontos e devemos esperar para ver os efeitos destas reformas, mas a nossa decisão de reformar a Fifa segue firme.

Nosso objetivo é estabelecer um órgão esportivo seguro, profissional e responsável antes da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Estamos convencidos de que se trata de um objetivo real. Em contrapartida, esperamos voltar o mais rápido possível a nos concentrar em nossa missão principal de promover e evoluir o futebol em todas as direções e para todos.

Os centenas de milhões de fãs, os jogadores, treinadores e outros profissionais dedicados ao futebol ao redor do mundo, não merecem nada menos de nós, que temos o privilégio e a responsabilidade de dirigir o futebol global.

Atenciosamente,

Issa Hayat

Presidente interino da Fifa

Fonte: Terra


JOSEPH BLATTER RECEBE ALTA DE HOSPITAL NA SUÍÇA E, SEGUNDO SEU ASSESSOR PESSOAL, ESTÁ 'MUITO FELIZ'

Segundo a assessoria, Joseph Blatter teve um mal-estar e problemas relacionados ao estresse

13/11/2015

Suíço de 79 anos foi submetido a exames médicos na última semana

Presidente suspenso da Fifa, Joseph Blatter recebeu alta do hospital em que foi internado nesta semana, em Zurique, na Suíça. A informação foi confirmada nesta quinta-feira pelo assessor do dirigente, Klaus Stoehlker, em entrevista para o canal de TV da agência Reuters.

Depois de ter sido submetido a exames médicos na semana passada, o suíço de 79 anos de idade precisou dar entrada no hospital, que não divulgou o motivo da internação. Sem fornecer maiores detalhes, sua assessoria confirmou que o dirigente teve um mal-estar e explicou que os problemas estariam relacionados com o estresse sofrido nas últimas semanas.

Envolto nos escândalos de corrupção que assolam a Fifa, entre eles o que envolve a investigação que apura um pagamento suspeito feito por ele a Michel Platini e provocou a suspensão dos dois dirigentes por 90 dias, Blatter agora teve a sua condição de saúde respaldada pela sua assessoria.

"Ele precisou ficar alguns dias no hospital, mas agora saiu, ele está em casa, em Valais. Ele está muito feliz e está relaxando alguns dias até o início da próxima semana, então estará de volta", afirmou Stoehlker, que depois assegurou que Blatter está "se recuperando muito rápido".

A notícia da alta de Blatter acontece no mesmo dia em que a Fifa confirmou que cinco dirigentes tiveram suas candidaturas aprovadas para participar da eleição que servirá para apontar o sucessor do cartola suíço, em 26 de fevereiro do próximo ano. Ali Al Hussein, Salman Bin Ebrahim Al Khalifa, Jérôme Champagne, Gianni Infantino e Tokyo Sexwale foram anunciados como candidatos, em informe divulgado nesta manhã pela entidade que controla o futebol mundial.

O comitê eleitoral da Fifa, que submete os candidatos a testes de integridade, aprovou cinco dos sete nomes apresentados, sendo que Platini, presidente suspenso da Uefa, ainda precisa aguardar que o exame de sua situação legal seja concluído, enquanto o liberiano Musa Bility, outro possível postulante ao cargo máximo do futebol, foi afastado da disputa.


Blatter, Platini e Valcke são suspensos pela Fifa por 90 dias

Blatter, Valcke e Platini foram suspensos por 90 dias
09/10/2015

A Fifa anunciou nesta quinta-feira a suspensão de seu presidente, Joseph Blatter, por 90 dias.

Também foram suspensos pelo mesmo período Jérôme Valcke e Michel Platini, respectivamente, secretário-geral e vice-presidente da entidade esportiva.

A suspensão ainda pode ser estendida por 45 dias e foi anunciada pelo Comitê de Ética da Fifa.

O ex-vice-presidente da entidade esportiva, o sul-coreano Chung Mong-joon, foi banido por seis anos e multado em 100 mil francos suíços (R$ 400 mil).

Blatter, Valcke e Platini, que também é presidente da Uefa (a entidade que comanda o futebol europeu), estão sendo investigados pela Fifa por acusações de corrupção.

"Os fundamentos para essas decisões são as investigações que estão sendo conduzidas pelo órgão de investigação do comitê de ética", informou a entidade esportiva por meio de um comunicado.

Durante o período da suspensão, Blatter, Valcke e Platini estão proibidos de exercer qualquer atividade ligada ao futebol. Os três negam as acusações.

O Comitê de Ética da Fifa começou a investigar Blatter depois que a Justiça suíça abriu investigação criminal contra ele.

Blatter é acusado de assinar um contrato "desfavorável" para a Fifa e fazer um "pagamento desleal" a Platini ─ que também é presidente da Uefa, a entidade que comanda o futebol europeu.

O Comitê de Ética também abriu uma investigação contra Platini sobre um pagamento de 2 milhões de euros ─ que foi feito nove anos depois que o francês realizou um trabalho de consultoria para Blatter.

Valcke já estava licenciado de seu cargo na Fifa depois que acusações feitas por um jornal no mês passado o associavam a um esquema de corrupção envolvendo as vendas de ingressos da Copa do Mundo.

No início deste ano, autoridades dos Estados Unidos indiciaram 14 funcionários da Fifa e associados por acusações de suborno e extorsão. Paralelamente, a Justiça da Suíça iniciou uma investigação sobre o processo de escolha da Rússia e do Catar como sedes das Copas do Mundo de 2018 e 2022, respectivamente.

Dois dias depois, no dia 29 de maio, Blatter foi reeleito pela quinta vez consecutiva presidente da Fifa. No entanto, no dia 2 de junho, ele anunciou sua decisão de renunciar ao cargo por causa das acusações de corrupção.

Ele deve terminar seu mandato em um congresso extraordinário da Fifa no dia 26 de fevereiro do ano que vem.

Na semana passada, alguns dos principais patrocinadores da Fifa ─ como Coca-Cola, Mc Donald's e Visa ─ recomendaram a saída do presidente do cargo imediatamente "pelo bem do jogo".

No entanto, o advogado de Blatter já afirmou que o suíço não abandonará o posto.

Conheça quem é o homem que está no comando da Fifa há quase duas décadas.

Carreira

Blatter nasceu em uma família humilde na cidade alpina de Visp. Segundo relatos, ele era o "rei do playground" na escola primária, nos anos 1940, e o único menino local com talentos futebolísticos de nível profissional.

Terminada a escola, Blatter seguiu um caminho comum entre homens suíços nos anos 1960 e 1970: fez o serviço militar obrigatório, chegando ao cargo de coronel. No Exército, ele fez contatos que lhe seriam úteis mais tarde.

Blatter trabalhou, então, na indústria de relógios e cresceu no ramo de gerenciamento esportivo, atuando na Federação Suíça de Hóquei no Gelo antes de entrar na Fifa como diretor técnico, em 1975.

Quando ele foi eleito presidente da entidade pela primeira vez, em 1998, houve uma certa celebração nacional no país natal de Blatter, segundo o parlamentar suíço Roland Buechel, defensor de mais transparência no comando do futebol.

Blatter havia acabado de conquistar um quinto mandato à frente da Fifa, 
mas sofria pressões para renunciar - AP

"Ficamos orgulhosos de ter um suíço no comando de uma organização internacional tão importante", disse ele à BBC no início deste ano.

Em Visp, a antiga escola de Blatter foi rebatizada em homenagem a ele. Seu retrato está pendurado na parede, e dias esportivos geralmente são batizados com seu nome. Ele costuma ser recebido afetuosamente quando visita a cidade.

"Ele é muito descomplicado, muito acessível", contou Hans-Peter Berchtold, editor de esporte do jornal local Walliserbote.

No entanto, Berchtold admitiu que, no que diz respeito às acusações de corrupção na Fifa, até mesmo os velhos conhecidos de Blatter "não são cegos".

"Todo o mundo sabe que há problemas na Fifa", ele disse. "Mas eles não acham que Sepp Blatter deva ser responsabilizado por todos eles."

Ceticismo

Berchtold argumentou que há muitos aspectos positivos na gestão de Blatter, como a promoção do futebol em países em desenvolvimento, o fato de uma primeira Copa do Mundo ter sido realizada na África e, mais recentemente, o compromisso com um processo de reforma na Fifa.

Mas é exatamente disso que alguns dos críticos de Blatter discordam. "Ele teve 17 anos para melhorar a governança na Fifa", disse Eric Martin, chefe do setor suíço da ONG anticorrupção Transparência Internacional.

Em 2011, um painel independente reunido pela Fifa propôs um pacote de reformas. A decisão da entidade - de ignorar as recomendações para mandatos fixos, limites de idade e divulgação total da renda obtida - foi criticada pela ONG.

"Na Suíça, mudamos regularmente de presidente", agregou Martin. "Tenho certeza que a Fifa conseguiria fazer o mesmo depois de 17 anos (de mandato de Blatter)."

E, enquanto alguns velhos amigos o descrevem como sensato e aberto, outros que trabalharam com Blatter afirmam que ele não gosta de enfrentar oposição - e citam a rápida saída de cena de colegas que ousaram questioná-lo.

Um jornal suíço o chamou de 'Poderoso Chefão' e 'Don Blatterone' - AFP

Blatter rejeitou bruscamente uma sugestão para participar de um debate televisionado ao lado dos demais candidatos à presidência da Fifa.

Questionado certa vez a respeito das críticas a seu comando da entidade - sendo as mais estridentes delas vindas de Alemanha e Inglaterra -, Blatter respondeu que ele poderia "perdoar, mas não esquecer".

'Don Blatterone'

Na Suíça, muitos se perguntavam como Blatter conseguiu manter o controle da Fifa por tanto tempo, em meio a tantas acusações de corrupção, e ainda assim parecer intocável.

Um jornal suíço o chamou, em tom jocoso, de "Poderoso Chefão, o Don Blatterone" - mas nenhuma investigação conseguiu encontrar provas de seu eventual envolvimento em subornos.

"Ele foi um sobrevivente", disse Buechel. "Nada colava nele, sempre há alguém entre ele e (casos de) suborno."

"Posso lhe dizer com segurança que ele não é 'subornável'", defendeu Hans-Peter Berchtold. "Dinheiro não é o que o motiva."

Buechel e Martin acreditam que a determinação de Blatter em manter seu cargo tornou-se prejudicial à entidade, ao não dar espaço para o surgimento de sucessores.

O que emerge, então, é um homem com uma carreira mais longeva do que seus três casamentos e que tanto críticos como simpatizantes apontam como alguém que não conseguia imaginar sua vida longe da Fifa. No entanto, sem o mesmo apoio de antes, ele parece ter sido forçado a mudar de ideia.

Fonte: BBC Brasil


Patrocinadoras, Coca-Cola e McDonald's pedem que Blatter deixe a Fifa 'imediatamente'

04/10/2015

Os maiores patrocinador da Fifa, a Coca-Cola e o McDonald's, exigem que Joseph Blatter deixe a presidência da entidade "imediatamente". Em uma declaração emitida nesta sexta-feira (02/10) , as empresas que patrocinam a Copa do Mundo deixaram claro que estão retirando o apoio ao dirigente, que já é investigado criminalmente. Sem o consentimento das multinacionais, sua posição é de total fragilidade e não se descarta uma renúncia no fim de semana.

"Blatter deve renunciar imediatamente para que um processo sustentável de reforma seja realizado", pediu a Coca-Cola. "Acreditamos que seria de melhor interesse do jogo que Blatter deixe o cargo imediatamente para que um processo de reforma possa ocorrer com a credibilidade que se necessita", defendeu o McDonald's.

Juntas, as duas empresas representam quase metade de toda a renda anual que a Fifa obtém de patrocinadores. "A cada dia que passa, a imagem e reputação da Fifa continua a ser afetada", disse a Coca-Cola. "A Fifa precisa de uma reforma urgente e total e que apenas poderá ser realizada de uma forma verdadeiramente independente."

Para a Coca-Cola, a Fifa precisa criar uma comissão independente que possa realizar a mudança e reconquistar a confiança do mundo do esporte.

Com um presidente sob investigação criminal, com o secretário-geral, Jérôme Valcke, afastado, com um novo escândalo envolvendo o favorito para as eleições de fevereiro, Michel Platini, a Fifa hoje não tem um governo. Em menos de seis meses, a entidade deixou de fechar contratos de patrocínio avaliados em mais de US$ 200 milhões para a Copa de 2018, enquanto outras marcas abandonam o barco.

Uma das principais parceiras de Joseph Blatter durante os últimos 30 anos - a Adidas - também admite que chegou o momento de a Fifa passar por uma "limpeza". A multinacional alemã foi uma das primeiras patrocinadoras da entidade e, em acordos com João Havelange, fechou um dos contratos mais lucrativos da história do futebol.

Agora, porém, a empresa insiste que a Fifa terá de mudar. Em entrevista ao Estado de S. Paulo e outro meio de comunicação brasileiro, um dos principais executivos da Adidas, Roland Auschel, deixou claro que a multinacional vai exigir reformas. Mas ele também deu sinais de que não está disposto a abandonar a Fifa e o que ela representa como vendas para a Adidas.

"Deixamos claro que acreditamos que os mesmos princÍpios que temos de usar para as multinacionais tem de ser usado por nossos parceiros", disse o executivo, responsável pelas vendas globais da empresa. "Todos temos de operar com padrões e isso precisa ser adotado por todos. Estamos incentivando a Fifa a continuar seu processo de limpeza e suas investigações", disse.

Para o executivo, porém, essa "limpeza" já começou. "Não nos cabe dizer se é suficiente ou não o que vem sendo feito e nem dar a receita do que a Fifa deve fazer. Mas todos precisam seguir o mesmo princípio, que é o da transparência. Vivemos em um mundo conectado e valores têm papel central em entidades como a nossa ou na Fifa", disse Auschel.

Em julho, empresas como a Adidas, Coca-Cola e outras patrocinadores se reuniram com a Fifa. "Nossos pontos de vista têm sido ouvidos. A Fifa agora precisa passar por um processo (de reforma)", disse o alemão.

Por enquanto, o executivo diz "não saber" até que ponto a crise na Fifa afetou suas vendas. Mas ele dá sinais de que não existe um plano de romper com a entidade. "Precisamos estar desenvolvendo o futebol globalmente e a Fifa é o órgão que governa", explicou Auschel.



Justiça da Suíça abre processo criminal contra Blatter

 © AP Photo/ Martin Meissner

27/09/2015

O Ministério Público da Suíça abriu um processo criminal contra o presidente da FIFA, Joseph Blatter, por suspeita de gestão desleal e por ter agido "contra o interesse da FIFA". Uma operação policial ocorreu na sede da entidade, e seus computadores e documentos foram confiscados.

Uma das suspeitas se refere à venda de direitos de transmissão pela TV da Copa do Mundo. A emissora suíça SRF revelou recentemente que Blatter assinou um contrato em 2005 em que negociava os direitos de transmissão das Copa do Mundo de 2010 e de 2014 para a União Caribenha de Futebol, comandada por Jack Warner, ex-vice-presidente da FIFA, por um total de US$ 600 mil.

O valor é considerado bastante inferior aos que os contratos poderiam render. Ao serem revendidos por Warner, o dirigente teria lucrado milhões de dólares. "Existe a suspeita de que ele agiu contra os interesses da FIFA", disse o Ministério Público.

Outra suspeita se refere a um pagamento de Blatter para Michel Platini, presidente da UEFA, no valor de 2 milhões de francos suíços. Nesta sexta-feira, tanto Platini como Blatter foram interrogados.

O incidente levou a FIFA a tomar a inédita decisão de cancelar uma coletiva de imprensa depois da reunião do seu Comitê Executivo. Com o presidente da entidade, Joseph Blatter, sem poder sair da Suíça, com o secretário-geral, Jérôme Valcke, afastado e todos os computadores confiscados pela polícia, a entidade passou a ser controlada pela Justiça e por advogados.

Tradicionalmente, os encontros da FIFA são seguidos por entrevistas coletivas. Desta vez, cerca de cem jornalistas foram informados primeiro que o evento seria adiado em meia hora. Depois de serem retirados da entrada do local, os jornalistas foram comunicados sobre mais um atraso. Finalmente, uma hora depois, por e-mail, todos foram informados de um cancelamento definitivo de qualquer evento público. 

Em um comunicado de imprensa, a FIFA apenas explicou que sua próxima reunião, marcada para dezembro, não ocorrerá mais no Japão, como estava planejado. A ação pode ser vista com uma tentativa de evitar uma eventual prisão de Blatter. O encontro foi transferido para a Suíça.
Sem impacto para a Rússia

O ministro do Esporte da Rússia, Vitaly Mutko, declarou que a investigação envolvendo Blatter não afetará a Copa do Mundo da FIFA de 2018.

"Não há problema para a Rússia no momento. A Copa do Mundo na Rússia é um projeto da FIFA e foi concedida por decisão do Comitê Executivo de forma objetiva. As acusações contra a FIFA não têm relação com a Copa do Mundo na Rússia", disse Mutko ao R-Sport.

A Copa do Mundo da FIFA Rússia 2018 será disputada de 14 de junho a 15 de julho em 11 cidades russas.

Fonte: Sputnik News


Fifa define período no qual Copa do Mundo de 2022 será realizada

Sepp Blatter - Eleição da FIFA - Foto: Fabrice Coffrini / AFP
27/09/2015

A Copa do Mundo de 2022 já tem suas datas definidas. Em comunicado emitido na sexta-feira (25/09), a Fifa confirmou que a competição, que será realizada no Qatar, acontecerá no período entre novembro e dezembro.

A decisão foi confirmada pouco depois de uma entrevista coletiva com Joseph Blatter ser cancelada. Sem maiores explicações sobre o adiamento, o Comitê Executivo da Fifa, em seguida, emitiu o comunicado:

- Aprovado o calendário internacional de jogos para o período entre 2018 e 2024, incluindo as datas de competição para o Copa do Mundo de 2022, que acontecerá de 21 de novembro a 18 de dezembro de 2022.

Disputada habitualmente no meio do ano, a Copa do Mundo sofrerá uma alteração de datas em 2022 devido ao clima no Qatar. Entre junho e julho, o país sofre com o verão e temperaturas de 50ºC. Já no fim do ano, o outono torna o clima um pouco mais ameno.

Os dirigentes da entidade também definiram que haverá um Congresso Extraordinário de 26 de fevereiro de 2016, no qual serão realizadas novas eleições para a presidência da Fifa.

Fonte: Terra


Fifa muda última reunião do ano para Zurique na tentativa de evitar uma possível prisão de Blatter

Joseph Blatter tem evitado viagens internacionais para não correr risco de ser extraditado

25/09/2015

Encontro iria acontecer o Japão, para coincidir com o Mundial de Clubes

A Fifa mudou o local de sua última reunião do ano, em dezembro, para evitar um país que possa extraditar ou questionar o presidente da entidade, Joseph Blatter. O encontro estava programado para ocorrer no Japão, para coincidir com o Mundial de Clubes, mas os dirigentes optaram por realocar a reunião para Zurique, evitando que Blatter tenha de sair do país.

Desde a prisão dos dirigentes do futebol em maio, o suíço tem evitado viajar. Ele não foi à Copa América, ao Mundial Sub-20 e nem à Copa do Mundo de Futebol Feminino, no Canadá. Seu único deslocamento foi ao sorteio da Copa de 2018, na Rússia, onde recebeu garantias de que não seria questionado.

Nos Estados Unidos, o FBI não nega que tem feito um inquérito sobre a situação de Blatter, e o suíço admitiu que não sairia da Suíça enquanto "as coisas não estiverem claras".

Nesta quarta-feira, Blatter participou do sorteio do Mundial de Clubes, em Zurique, e fez questão de tecer elogios aos japoneses. Os organizadores de Tóquio, porém, não sabiam dizer onde seria a reunião da Fifa.

Em espanhol, "plata" é sinônimo de dinheiro. Mas o nome do clube não é uma referência a valores monetários. O River foi o campeão da Copa Libertadores e, junto com o Barcelona, já está classificado para o evento no fim do ano no Japão.

Se Blatter brinca ao falar de dinheiro, a segurança da entidade fez questão de não deixar qualquer brecha para um eventual protesto durante o sorteio. Todos os jornalistas tiveram de se registrar com dias de antecedência, malas foram abertas antes da entrada no edifício e o saguão da Fifa foi fechado à imprensa, obrigando a entrada por uma porta lateral.

As medidas foram tomadas depois que, em julho, o comediante britânico conseguiu entrar em uma conferência de imprensa concedida por Blatter e, antes do evento, jogou notas de dinheiro sobre o cartola. As imagens rodaram o mundo e, visivelmente afetado, Blatter exigiu mudanças profundas no acesso ao prédio.

Fonte: Terra


Zico envia carta a Joseph Blatter pedindo mudanças nas eleições da Fifa

Zico enviou carta para Blatter - Foto: Vanderlei Almeida/AFP/Getty Images

23/09/2015

Pré-candidato à presidência da Fifa nas eleições marcadas para fevereiro de 2016, o ex-jogador Zico enviou uma carta ao atual mandatário da entidade, Joseph Blatter, pedindo mudanças no método de escolha de seu sucessor.

Para ser efetivamente um postulante à presidência, o pré-candidato precisaria do apoio de cinco federações nacionais, regra que desagrada Zico.

"Não é possível que exista uma regra como essa, que desconsidere que eu tenho 45 anos de história no futebol. Essa regra cria um real obstáculo", declarou Zico em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

Segundo a Fifa, a norma tem como objetivo evitar que surjam candidatos fora do mundo do futebol. Zico escreveu a diversas federações de futebol pelo mundo em busca de assinaturas, mas ainda não obteve respostas. O brasileiro acredita que há certa pressão por parte das confederações continentais contra sua candidatura.

O craque também contestou a candidatura de Michel Platini, atual presidente da UEFA. Segundo Zico, "ele faz parte da estrutura da Fifa, ele é membro do Comitê Executivo. Não acredito que será dele que virá uma reforma da entidade", completou.

Fonte: ESPN


Putin recebe Blatter antes de sorteio das eliminatórias da Copa de 2018



26/07/2015

O presidente russo, Vladimir Putin, se reuniu neste sábado com o presidente da Fifa, Joseph Blatter, minutos antes do sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia em 2018.

Putin, que defende a honestidade do suíço desde a explosão em maio do escândalo de corrupção na Fifa, prometeu a Blatter que a Rússia fará todo o possível para que os torcedores que chegarem ao país em 2018 se sintam "em casa".

Por sua parte, Blatter lembrou que o comitê executivo da Fifa expressou recentemente seu "pleno apoio" à realização da Copa na Rússia, cuja escolha foi posta em dúvida, da mesma forma que a do Catar para 2022, por algumas federações, como a inglesa, segundo informam meios de comunicação locais.

"Na Fifa estamos convencidos de que Rússia organizará a Copa do Mundo de maneira bem-sucedida. A esse respeito nós dizemos "da" (sim em russo). Isto é especialmente importante dada a atual conjuntura geopolítica", disse Blatter, em alusão às tensões entre a Rússia e países do Ocidente devido ao conflito na Ucrânia.

O encontro aconteceu no Palácio de Constantino de São Petersburgo, conhecido como a residência de verão do chefe do Kremlin às margens do golfo da Finlândia, onde também será realizado o sorteio das eliminatórias. 

Fonte: UOL


Valcke anuncia que deixará Fifa junto com Blatter



26/07/2015

Secretário-geral afirma que vai deixar a organização após eleição que vai definir sucessor do atual presidente, Joseph Blatter. Ele reiteirou que não é responsável pelas irregularidades na crise que abalou a entidade.

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, afirmou nesta sexta-feira (24/07) que deverá deixar seu cargo na entidade máxima do futebol após a realização da eleição que vai definir o sucessor do atual presidente, Joseph Blatter, em fevereiro do ano que vem.

"Quem se tornar o novo presidente da Fifa deverá ter um novo secretário-geral, porque esse é o relacionamento mais importante", afirmou Valcke em São Petersburgo, na Rússia, na véspera do sorteio das eliminatórias da Copa de 2018. Ele pediu privacidade sobre o que fará no futuro, depois de trabalhar por oito anos como secretário-geral da entidade.

Valcke disse, ainda, que não é responsável por qualquer irregularidade na crise que abalou a diretoria da organização, que está no centro de investigações criminais por autoridades americanas e suíças devido a um esquema de corrupção que inclui a escolha de Rússia e Catar como sedes das Copas de 2018 e 2022, respectivamente.

O peso da corrupção e preocupações de patrocinadores levaram Blatter a anunciar sua saída da Fifa, que ele comanda desde 1998. Nove meses depois de ser reeleito para realizar seu quinto mandato à frente da organização, Blatter deixará a entidade após a eleição de 26 de fevereiro.

Valcke afirmou, ainda, que a crise abalou a busca por novos patrocinadores para a Copa do Mundo. Com uma expectativa de receitas de quase 6 bilhões de dólares no torneio de 2018, a Fifa ainda não assinou contratos com nenhum novo patrocinador desde a última Copa realizada no Brasil.

"Definitivamente, a situação atual não ajuda a finalizar qualquer novo acordo. Isso é um fato", sublinhou Valcke.

Fonte: DW


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