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Seleção é convocada para amistosos com França e Croácia

Carlo Ancelotti durante convocação da Seleção para os amistosos com França e Croácia
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

16/03/2026

Partidas serão as últimas antes da lista final para a Copa do Mundo; Léo Pereira, Gabriel Sara, Rayan e Igor Thiago foram chamados pela primeira vez

Por Assessoria CBF

A Seleção Brasileira foi convocada nesta segunda-feira (16) pelo técnico Carlo Ancelotti para os amistosos com França e Croácia, no fim deste mês de março, em evento na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Os jogos serão os últimos compromissos da Amarelinha antes da lista final para a Copa do Mundo.

Entre os 26 nomes escolhidos, Léo Pereira, Gabriel Sara, Rayan e Igor Thiago foram chamados pela primeira vez.

Veja a agenda:

Brasil x França - 26 de março, às 17h (de Brasília), no Gillette Stadium, em Boston;

Brasil x Croácia - 31 de março, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium, em Orlando.

O chefe de delegação da Amarelinha neste período será o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho.

Os adversários atendem ao planejamento do Departamento de Seleções de garantir enfrentamentos de alto nível ao Brasil. Desde o fim das Eliminatórias, o Brasil encarou Coreia do Sul e Japão, em outubro, e Senegal e Tunísia, em novembro. Nesta próxima convocação, estará diante da França, terceira colocada no Ranking Mundial Masculino da FIFA, e da Croácia, 11ª colocada.

Programação

A apresentação dos atletas está prevista para o dia 23 de março e, nesta Data FIFA, terá Orlando como base, onde irá treinar no ESPN Wide World of Sports Complex, estrutura que foi pela Seleção utilizada durante a Copa América de 2024. No dia 25, jogadores e comissão técnica vão viajar com destino a Boston, para enfrentar a França no dia 26.

Após o amistoso, a delegação retornará à cidade da Flórida, para dar prosseguimento à preparação até o dia 31, quando irá encarar os croatas - na véspera desta partida, a equipe irá a campo no Camping World Stadium, palco do jogo.

Rodrigo Caetano durante convocação da Seleção para os amistosos com França e Croácia
Créditos: Rafael Ribeiro/CBF

Confira a lista de convocados:

Goleiros

Alisson - Liverpool (ING)

Bento - Al-Nassr (SAU)

Ederson - Fenerbahçe (TUR)

Defensores

Alex Sandro - Flamengo

Bremer - Juventus (ITA)

Danilo - Flamengo

Douglas Santos - Zenit (RUS)

Gabriel Magalhães - Arsenal (ING)

Ibañez - Al-Ahli (SAU)

Léo Pereira - Flamengo

Marquinhos - PSG (FRA)

Wesley - Roma (ITA)

Meio-campistas

Andrey Santos - Chelsea (ING)

Casemiro - Manchester United (ING)

Danilo - Botafogo

Fabinho - Al-Ittihad (SAU)

Gabriel Sara - Galatasaray (TUR)

Atacantes

Endrick - Lyon (FRA)

Gabriel Martinelli - Arsenal (FRA)

Igor Thiago - Brentford (ING)

João Pedro - Chelsea (ING)

Luiz Henrique - Zenit (RUS)

Matheus Cunha - Manchester United (ING)

Raphinha - Barcelona (ESP)

Rayan - Bournemouth (ING)

Vinicius Jr. - Real Madrid (ESP)
 
Fonte: CBF

ALLEZ LES BLEUS! DESCHAMPS CONVOCA FRANÇA PARA AMISTOSOS EM SETEMBRO

Mantendo base campeã do mundo, Deschamps convoca a seleção francesa
Reprodução/Lance

30/08/2018

Técnico chama 22 dos 23 jogadores que estavam na Rússia para as partidas contra Alemanha e Holanda, válidas pelo torneio da Liga das Nações

Campeã mundial no último mês, a seleção francesa faz seus primeiros jogos após o título a partir da próxima semana. Nesta quinta-feira, o técnico Didier Deschamps convocou 23 nomes para as partidas contra a Alemanha, no dia 6 de setembro em Berlim, e contra a seleção holandesa, que não disputou a Copa, no dia 9 do mesmo mês, na França.

As partidas serão válidas pelo torneio amistoso da Liga das Nações, promovido pela Uefa. Chama atenção ao fato de que, dos 23 nomes que estiveram na Rússia, 22 estão novamente na lista de Deschamps. Promovendo a manutenção do elenco, apenas o goleiro reserva Steve Mandanda foi cortado por lesão, e para o lugar foi chamado Beinot Costil, do Bordeuax.


Confira a lista dos convocados da França:

Goleiros: 

Lloris (Tottenham-ING), Areola (PSG-FRA), Costil (Bordeaux-FRA)

Defensores: 

Hernandez (Atlético de Madri-ESP)
Pavard (Stuttgart-ALE) 
Umtiti (Barcelona-ESP) 
Kimpembe (PSG-FRA)
Rami (Olympique de Marselha-FRA)
Varane (Real Madrid-ESP)
Mendy (Manchester City-ING)
Sidibé (Monaco-FRA)

Meio-campistas: 

Kanté (Chelsea-ING),
Pobga (Manchester United-ING), 
Matuidi (Juventus-ITA), 
Tolisso (Bayern de Munique-ALE), 
N'Zonzi (Roma-ITA)

Atacantes: 

Dembelé (Barcelona-ESP) 
Griezmann (Atlético de Madri-ESP) 
Thauvin (Olympique de Marselha-FRA) 
Fekir (Lyon-FRA)
Lemar (Atlético de Madri-ESP)
Giroud (Chelsea-ING) 
Mbappé (PSG-FRA) 

Fonte: R7

FRANÇA LIDERA, BRASIL É 3º E ALEMANHA DESPENCA PARA 15º LUGAR NO RANKING DA FIFA



18/08/2018

Nova líder, a França está com 1.726 pontos na listagem e volta a ocupar o topo pela primeira vez desde maio de 2002

Campeã da Copa do Mundo da Rússia há um mês, a França assumiu a liderança do ranking da Fifa, que passou a implementar um novo sistema para formular a sua listagem e nesta quinta-feira levou em conta pela primeira vez este modelo para confirmar a classificação das seleções.

A seleção francesa subiu seis posições em relação ao posto que ocupava na atualização anterior do ranking, ocorrida no dia 7 de junho, uma semana antes do início do Mundial de 2018. Naquele momento, o Brasil ocupava a segunda colocação. Nesta quinta, o time nacional caiu para o terceiro lugar depois de ter sido eliminado da Copa pela Bélgica nas quartas de final.

Já a Alemanha, que deu vexame no Mundial ao cair na primeira fase da competição como atual campeã, despencou da liderança para a 16ª posição. Nova líder, a França está com 1.726 pontos na listagem e volta a ocupar o topo pela primeira vez desde maio de 2002.

Os franceses estão apenas três pontos à frente da Bélgica, que subiu um posto e assumiu a vice-liderança depois de ter encerrado a Copa na Rússia em terceiro lugar, a melhor de sua história na competição. Com 1.657 pontos, os brasileiros agora têm como perseguidora mais próxima no ranking a Croácia, vice-campeã mundial, que subiu 16 posições e agora está em 4º na classificação geral, com 1.643 pontos. Assim, os croatas também igualaram a melhor colocação de sua história, obtida em junho de 2013.

SUBINDO

E o Top 5 da Fifa passou a ser fechado pelo Uruguai, que saltou nove lugares após ter avançado às quartas de final da Copa do Mundo. Já a Inglaterra, que foi às semifinais e terminou a competição em quarto lugar, galgou seis postos e agora está em sexto no geral.

Eliminadas nas oitavas de final, as seleções de Portugal (7º) e Suíça (8º) caíram três e duas posições, respectivamente, enquanto Espanha e Dinamarca, que foram despachadas nesta mesma fase do Mundial, estão rigorosamente empatadas na nona posição, com 1.580 pontos, e fecham o Top 10. Os espanhóis subiram um posto e os dinamarqueses saltaram três.

Outra seleção a ter dado adeus à Copa das oitavas, fase em que foi batida pela França, a Argentina ocupa o 11º lugar ao descer seis colocações e agora está logo à frente do Chile. A Suécia, com sua ida às quartas de final do Mundial, subiu 11 postos, entrou no Top 20 e está em 13º no geral. A Colômbia vem logo atrás, em 14º, depois de ter caído diante da Inglaterra na primeira fase eliminatória do torneio na Rússia.

Batido pelo Brasil nas oitavas, o México caiu apenas uma posição e está em 16º, enquanto a Holanda, que sequer foi ao Mundial, se manteve na 17ª posição. E agora está logo à frente da Polônia, que despencou dez postos após ser eliminada já na fase de grupos da Copa. País de Gales e Peru, este último também eliminado no estágio inicial na Rússia, fecham, nesta ordem, o Top 20 da Fifa. Os peruanos caíram nove postos em relação a junho passado.

Anfitriã da Copa de 2018, a Rússia teve salto expressivo ao se classificar às quartas de final do torneio. Subiu 21 postos e agora figura em 49º lugar no geral.

O NOVO SISTEMA

Ao divulgar a atualização da listagem, a entidade máxima do futebol ressaltou nesta quinta-feira que "depois de uma longa fase de testes, o Conselho da Fifa aprovou em junho uma nova fórmula aplicável ao ranking, baseada na soma/subtração dos pontos relativos às pontuações totais prévias no lugar da média de pontos disputados em um determinado período, como ocorria antes".

A Fifa também explicou que o grande número de mudanças de posições no ranking também se deve ao fato de que as seleções inativas preservaram os seus pontos, tendo em vista que agora, pelas novas regras para atualização, as partidas mais antigas não perdem mais o seu valor. Porém, as seleções terão pontuação reduzida se perderem ou empatarem jogos contra adversários considerados mais fracos, com exceção apenas dos confrontos válidos por Eliminatórias de grandes competições, como por exemplo a Copa do Mundo. A próxima atualização do ranking da Fifa ocorrerá no dia 20 de setembro.

Confira os 20 primeiros colocados do ranking da Fifa:

1) França, 1.726 pontos

2) Bélgica, 1.723

3) Brasil, 1.657

4) Croácia, 1.643

5) Uruguai, 1.627

6) Inglaterra, 1.615

7) Portugal, 1.599

8) Suíça, 1.597

9) Espanha, 1.580

9) Dinamarca, 1.580

11) Argentina, 1.574

12) Chile, 1.570

13) Suécia, 1.565

14) Colômbia, 1.563

15) Alemanha, 1.561

16) México, 1.560

17) Holanda, 1.540

18) Polônia, 1.538

19) País de Gales, 1.536

20) Peru, 1.535


COM DUAS ESTRELAS, FEDERAÇÃO FRANCESA DIVULGA NOVO ESCUDO DA SELEÇÃO

Novo escudo da seleção francesa (Foto: Divulgação/FFF)

30/07/2018

Após conquistar a Copa do Mundo da Rússia, a França terá um novo escudo. Na tarde desta quarta-feira, a Federação Francesa de Futebol (FFF) divulgou o novo símbolo remodelado e agora com duas estrelas, que representam os títulos mundiais de 1998 e 2018. A mudança já poderá ser vista nos dois próximos jogos da seleção, contra Alemanha e Holanda.

A primeira partida da equipe de Didier Deschamps depois de ganhar a Copa será diante da Holanda, pela Liga das Nações, novo torneio da Uefa. O embate está marcado para o dia 9 de agosto. Na sequência, pela segunda rodada da competição, os franceses enfrentam a Alemanha.

Do escudo antigo para o novo, é possível perceber o afinamento do corpo, a mudança do relevo do galo, o fim do contorno vermelho e a introdução do dourado, sem contar a nova estrela no topo.

Antigo escudo francês (Foto: Divulgação/FFF)


GOLAÇO DE PAVARD PELA FRANÇA EM CIMA DA ARGENTINA É ELEITO O MAIS BONITO DA COPA

Foto: Reprodução/Internet
29/07/2018

Franceses perdiam partida quando lateral aproveitou a sobra de um cruzamento de Lucas Hernández, pela direita, para finalizar da entrada da área

O gol que Benjamin Pavard fez quase do bico da grande área na vitória da França sobre a Argentina em Kazan nas oitavas de final da Copa do Mundo foi eleito o mais bonito da competição, informou a Fifa.

Os franceses perdiam de 2 x 1 e estavam sendo eliminados do torneio até que o até então relativamente desconhecido lateral aproveitou a sobra de um cruzamento de Lucas Hernández para finalizar da entrada da área.

VEJA O LANCE!


Num belo chute de primeira com a parte de fora do pé, Pavard acelerou a bola de tal maneira que ela ficou fora do alcance do goleiro argentino Franco Armani.

A França acabou vencendo a partida por 4 x 3 e se sagrando campeã do mundo pela segunda vez com uma vitória sobre a Croácia na final em Moscou.

O gol de Pavard superou 17 outros, inclusive um tiro de longa distância espantoso do argentino Ángel Di Maria no mesmo jogo, e venceu graças aos votos dos torcedores, disse a Fifa.

“Orgulhoso, honrado e sempre com um pouco de dificuldade para acreditar”, escreveu Pavard em francês no Twitter.

A cobrança de falta de Juan Fernando Quintero para a Colômbia contra o Japão, um chute com a lateral do pé que passou por cima da barreira e longe das mãos do goleiro, foi o segundo mais votado.

Seu colega de seleção James Rodríguez venceu a votação do gol mais bonito da Copa de 2014 no Brasil, quando matou a bola no peito e chutou por cobertura a quase 30 metros do gol do Uruguai.

Fonte: A Crítica

ALAIN MABANCKOU É APLAUDIDO AO DIZER QUE 'ÁFRICA E FRANÇA GANHARAM A COPA' E DEFENDER ESPAÇO PARA CULTURA AFRICANA

A partir da esquerda: os mediadores/entrevistadores José Luiz Passos, Bruno Gomide o 
escritor franco-congolês Alain Mabanckou na mesa 'Memórias de porco-espinho' nesta 
sexta-feira (27) na Flip 2018 (Foto: Walter Craveiro/Divulgação)

27/07/2018

Boa mesa com autor franco-congolês nesta sexta-feira (27) na Flip teve momentos bem-humorados e discussão sobre imigração e identidade.

Por Cauê Muraro, G1, Paraty

O autor franco-congolês Alain Mabanckou foi aplaudido várias vezes na ótima mesa da qual participou nesta sexta-feira (27) na 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip).

O tom foi de bom humor o tempo todo, principalmente da parte de José Luiz Passos, um dos dois mediadores/entrevistados convocados para o encontro. O outro foi Bruno Gomide.

Já no começo do debate, chamado "Memórias de porco-espinho", mesmo título de uma obra sua, Mabanckou, que é conhecido como "Samuel Beckett da África", quis falar de futebol: "A África ganhou a Copa do Mundo, não é? A África e a França, porque a França também é África". Levou palmas da plateia.
"Nós temos relações históricas difíceis, porém o que acontece é que os africanos e a França se associam até para formar uma família. A vitória nesta Copa mostrou que podemos ir além das questões de raça, podemos ultrapassar também os preconceitos raciais. Não há pessoas sublimes, não há pessoas sobrenaturais. Temos que trabalhar sempre em comum. Gostei muito de ver que o futebol era capaz de modificar a percepção dos indivíduos."

O escritor lembrou-se de que nasceu no Congo e contou que, quando pequeno, ele e os amigos viam Pelé na na TV e pensavam: 'Quando é que os brasileiros vão nos devolver o Rei Pelé?' Um ministro Congo dizia: 'Vamos fazer uma petição e pedir aos brasileiros que nos devolvam o Rei Pelé'".

Mais tarde, Mabanckou diria que a abordagem inicial tinha sido com bom humor mas que agora falaria mais sério.

"Acredito que o que é essencial não é congratular-se pela vitória na Copa do Mundo. Em geral, esses negros são franceses. A diferença é que a França não pode proibi-los de serem franceses. Porque se o Mbappé for a algum encontro e disser 'Não vote em macron', ele não vai ser eleito. Quando você tem o poder, não importa a cor da pele".

Para o escritor, esse "poder" representa uma blindagem física e intelectual".

Falou ainda que não se trata de falar sobre como a Europa não integra os africanos. "Trata-se de conhecer, de estudar a história da África de A a Z". Disse que a Europa colonizou a África, pegou "o petróleo, pegou tudo, mas nunca conseguiram capturar a cultura africana".

O autor considera "Memórias de porco-espinho" seu romance "mais africano, no setindo de que é neste romance que faço homenagem às tradições africanas, crenças, contos, fábula". E foi escrito em francês .

Por outro lado, Mabanckou não crê que os negros devam ter "como projeto o fato de serem, digamos, algum tipo de negro.

"Eu gostaria simplesmente de ser um ser humano. E já é um trablho muito difícil ser um ser humano. É fácil ser um negro, basta ter nascido de dois pais negros na África. Ou, no caso de pais mistos, basta ter uma gotinha de sangue negro. Agora, ser um ser humano, isso é uma operação difícil de se realizar, porque ela exige tolerância, exige o saber, a compreensão das outras culturas."

De acordo com ele, "esse desejo da negritude é um desejo talvez um pouco fantasiado por muito intelectuais africanos hoje em dia".

No final, vieram mais dois momentos bem engraçados. O primeiro, quando Bruno Gomide falou, anos atrás, jamais se imaginaria no palco da Flip. Pediu, então, que o convidado falasse a jovens e jovens negras que eventualmente pensem em começar a escrever.

Mabanckou relembrou a própria trajetória, desde quando era criança no Congo, depois a mudança para a França para fazer faculdade de direito, depois mestrado e doutorado, a opção pela literatura, os muitos "nãos" de editores. Mas, no fim, veio a brincadeira inesperada:

"Vivi na França por 17 anos, e há muitos mais escritores brancos infelizes. Vi um branco falando: 'Ah, eu queria ser um escritor negro pra ser convidado pra debates'. Então, passei o dia consolando-o: 'Não é nada disso, você não escolheu ser branco, calma'. Então, cuidado, você também tem de pensar no sofrimento do homem branco, que você não vê, porque são muitos". Risos gerais.

Para encerrar, mais descontração, quando alguém perguntou sobre o estilo das roupas do autor. Ele explicou que isso vem da época em que ainda morava no Congo. "Minha mãe me dizia: 'Mesmo que você não tenha comido nada, você tem de estar sempre bem vestido. Não ponha gravata, mas ponha uma roupa com a qual você se sinta bem, par arespitrar e para ter conforto'".


COPA 2018: FRANÇA GOLEIA A CROÁCIA E É BICAMPEÃ 20 ANOS APÓS TÍTULO EM CASA

Foto: Franck Fife/AFP

15/07/2018

Duas décadas após vitimar a Seleção Brasileira na decisão da última Copa do Mundo que sediou, a França voltou a levantar o mais cobiçado troféu do planeta. O time comandado por Didier Deschamps, campeão como jogador em 1998, fez 4 a 2 sobre a Croácia na final deste domingo, no Estádio Luzhnikí, em Moscou, e igualou Argentina e Uruguai como detentora de dois títulos mundiais.

Agora, a França só está atrás de Brasil, com as suas cinco conquistas, e Alemanha e Itália, com quatro cada, no rol de maiores vencedores de Copas do Mundo. Os franceses ainda deixaram para trás Espanha e Inglaterra, ambas com uma taça, enquanto a Croácia precisou se contentar com o vice-campeonato, a sua melhor campanha em Mundiais. Em 1998, havia sido terceira colocada, posto hoje ocupado pela Bélgica.

Para superar os croatas, a França teve a mesma prudência das fases anteriores da Copa do Mundo da Rússia. Suportou a pressão inicial da equipe adversária e abriu o placar com um gol contra de Mandzukic. Absorveu o empate, que veio com Perisic, e voltou a ficar à frente ainda no primeiro tempo, em pênalti convertido por Griezmann. Na segunda etapa, Pogba e Mbappé transformaram o triunfo em goleada, e Mandzukic descontou em falha feia do goleiro Lloris.

Polêmicas e gols

A Croácia rejeitou o jogo estudado nos primeiros minutos da final da Copa do Mundo. Vindo de três prorrogações, o time dirigido por Zlatko Dalic aproveitou o fôlego inicial para partir para cima da França, aparentemente surpreendida pela postura da seleção adversária.

Os franceses, no entanto, não mudaram o estilo que marcou a sua campanha no Mundial. Com um jogo cauteloso desde a fase de grupos, a equipe de Didier Deschamps teve paciência para conter o ímpeto da Croácia e, aos poucos, começar a se soltar no gramado.

Aos 17 minutos, a França abalou, de fato, os croatas. Griezmann sofreu uma falta na ponta direita bastante contestada pela seleção adversária e apresentou-se para a cobrança. Ele levantou a bola na área, onde Mandzukic fez a torcida brasileira recordar Fernandinho, protagonista de lance infeliz contra a Bélgica, e cabeceou para anotar o gol contra.

Com a vantagem no marcador, a torcida francesa passou a cantar ainda mais alto no Estádio Luzhnikí, sobrepondo-se à maioria croata. Dentro de campo, o país campeão mundial de 1998 também parecia que tiraria proveito do momento para se impor diante da finalista inédita de Copas do Mundo.

A superioridade francesa, contudo, durou dez minutos. Aos 27, Modric bateu falta ensaiada, jogando a bola para o lado direito da área. Mandzukic e Rebic desviaram pelo alto até Vida escorar para Perisic. O meia da Internazionale cortou para a esquerda para se desvencilhar de Kanté e chutou forte e cruzado para empatar o jogo.

A França reagiu. Aos 35 minutos, Griezmann bateu um escanteio da direita, e Perisic tocou a bola com o braço ao afastar para a linha de fundo. O árbitro argentino Néstor Pitana já havia assinalado novo tiro de canto quando começou a ser convencido pela reclamação de Matuidi, que viu o lance, e seus compatriotas a consultar o VAR.

Pitana, então, correu em direção ao monitor instalado à beira do gramado. Demorou, mas assinalou o pênalti a favor da França. Griezmann, o homem das bolas paradas, ignorou a movimentação provocativa do goleiro Subasic, deslocou o oponente e recolocou a sua nação à frente no placar.

Virou goleada

Com mais de 60% de posse de bola no primeiro tempo, a Croácia iniciou o segundo sem alterações, esperançosa de que seria recompensada pela ofensividade. A França, como tinha feito na semifinal a ponto de enervar a Bélgica, não teve vergonha de se fechar e ficar armada para os contra-ataques.



O primeiro susto por meio de contragolpe ocorreu aos seis minutos. O astro Mbappé, apagado até então, foi lançado por Pogba e acelerou pela ponta direita, caçado por Vida. Só parou quando Subasic surgiu diante dele para fazer a defesa, em lance tão veloz quanto um grupo de torcedores que invadiu o campo pouco depois.

Embora a estratégia já tivesse mostrado potencial, a França resolveu se precaver também defensivamente, trocando Kanté, que tinha cartão amarelo, por N’Zonzi. Já Pogba, mesmo com algumas falhas na marcação, permaneceu no gramado. Para a alegria dos franceses.

Aos 13 minutos, Pogba fez mais um lançamento para Mbappé, que, desta vez, cruzou quando avançou à linha de fundo direita. Griezmann reteve a bola e rolou para trás, onde já tinha chegado o volante do Manchester United. Ele finalizou forte, carimbou a marcação e ficou com o rebote. Na segunda tentativa, estufou a rede.

A França assumiu o controle da decisão a partir de então. Abatida, a Croácia dava sinais de enfim ter acusado o desgaste físico, deixando a bola mais tempo nos pés dos franceses. Aos 19 minutos, Mbappé desferiu novo golpe ao ter espaço para concluir rasteiro de fora da área. Subasic, que nem esticou o braço, aceitou.

O quarto gol fez a França relaxar no Luzhnikí. Até demais. Aos 23, Varane recuou a bola para o goleiro Lloris, que, cheio de confiança, tentou driblar Mandzukic. Não conseguiu. O centroavante croata dividiu com firmeza e mandou para dentro, desta vez a favor do seu país.

Diminuir a considerável vantagem francesa fez a Croácia reavivar as suas esperanças, mas não tanto. Bem protegida, agora com Tolisso e Fekir nos lugares de Matuidi e Giroud, a França sabia administrar a partida, apenas à espera do momento de levantar, em 15 de julho de 2018, o troféu que Zinedine Zidane conquistou em 12 de julho de 1998.



FICHA TÉCNICA

FRANÇA 4 X 2 CROÁCIA

Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)
Data: 15 de julho de 2018, domingo
Horário: 12 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernán Maidana e Juan Belatti (ambos da Argentina)
Cartões amarelos: Kanté e Hernández (França); Versaljko (Croácia)

Gols
FRANÇA: Mandzukic (contra), aos 17, e Griezmann, aos 37 minutos do primeiro tempo; Pogba, aos 13, e Mbappé, aos 19 minutos do segundo tempo
CROÁCIA: Perisic, aos 27 minutos do primeiro tempo, e Mandzukic, aos 23 minutos do segundo tempo

FRANÇA: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernández; Kanté (N’Zonzi), Pogba, Mbappé, Griezmann e Matuidi (Tolisso); Giroud (Fekir)
Técnico: Didier Deschamps


CROÁCIA: Subasic; Versaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pjaca); Brozovic, Rakitic, Rebic (Kramaric), Modric e Perisic; Mandzukic
Técnico: Zlatko Dalic




COPA 2018: MULTIÉTNICA, SELEÇÃO DA FRANÇA QUE DISPUTA FINAL DA COPA TEM RAÍZES EM 17 PAÍSES

Foto: BBC News Brasil

15/07/2018

Seleção francesa de futebol entra em campo neste domingo de olho no bi no Mundial, enquanto sua adversária, a Croácia, tenta um título inédito.

A França que entra em campo para tentar seu bicampeonato no Mundial no domingo, em Moscou, é multicultural. Há imigrantes, filhos de imigrantes e mais de uma dezena de nações envolvidas. E nem sempre dá para dizer que essa herança étnica influi na questão socioeconômica dos jogadores.

Hugo Lloris é o capitão da seleção francesa e tem origem catalã/espanhola. Não veio da periferia de Paris, como muitos de seus colegas de time, como N'Golo Kanté ou Paul Pogba. Foi criado em Nice, na Côte D'Azur, é filho de um banqueiro em Mônaco e de uma mãe advogada, falecida em 2008.

 É uma das peças entre a delegação tão multifacetada. E o futebol nem era a total prioridade do goleiro. Ia ser tenista. Até que um dia, aos 10 anos, fez um teste como e todos se assustaram com o reflexo do jovem debaixo das traves. Depois, então, colocou o futebol como prioridade e pode levantar a taça de campeão do mundo neste domingo, no estádio Luzhniki. A partida começa às 12h, horário de Brasília.

Em entrevista ao jornal francês Libération, Lloris lembrou dos valores dos pais: "Eles me deram base para eu evoluir e que carrego até hoje: o respeito, o gosto pelo trabalho e a abertura aos outros".

O diálogo usa na liderança dos vestiários e, apesar da diferença para os demais por ter tido uma infância abastada, Lloris tem um ponto em comum com o resto do elenco: os seus antepassados foram imigrantes.

A volta do Black-Blanc-Beur de 1998?

Além de franceses e espanhóis, como Lloris, há descendentes de Filipinas, Mali, Mauritânia, Senegal, Argélia, Itália, República Democrática do Congo, Haiti, Angola, Camarões, Guiné, Marrocos, Togo e Martinica e Guadalupe.

Não dá para dizer, porém, que é um time de imigrantes, apesar da origem multiétnica que envolve 17 nações. São os pais destes jogadores que passaram pela imigração.

Apenas dois nasceram fora da França: o goleiro Steve Mandanda, que nasceu na República Democrática do Congo, e o zagueiro - autor do gol da vitória na semifinal -, Samuel Umtiti, em Camarões. O meia Thomas Lemar é nascido em Guadalupe, que compõe o grupo de países da França ultramarina, assim como Martinica.

"A seleção de 1998 tem um perfil muito parecido com o de agora", afirma Stéphane Darmani, jornalista francês que vive no Brasil e é comentarista de futebol pelo canal ESPN.

"Isso é pouco uma réplica do que aconteceu 1998 quando o conceito Black-Blanc-Beur surgiu naquele momento. Era uma novidade. Muitas origens diferentes, como da Nova Caledônia, da Armênia, da Argélia, pelo Zizou [apelido dado a Zinedine Zidane]. Com a vitória final, a França achou que tinha demonstrado que a integração entre povos era um sucesso. Tudo isso foi romantizado, extrapolado", diz Éric Frosio, também jornalista francês e correspondente do jornal L'Équipe no Brasil.

"Black-Blanc-Beur", em tradução livre, significa "Negros, Brancos e Árabes" e foi um estereótipo que foi moda fora de campo daquela seleção campeã de 1998.

Colocar a questão da imigração e, atualmente, dos refugiados para dentro de campo pode ser um erro, na avaliação do correspondente do L'Équipe no Brasil. "Vinte anos depois está começando surgir de novo esse conceito. Os políticos vão querer usar, claro, essa onda para dizer que está tudo bem. Que a França está bem representada e integrada. Mas nada mudou 20 anos depois", completa Frosio.

"Tem muita caricatura nisso. É exatamente igual à de 98. E não dá para misturar com a questão dos refugiados. Não há nenhum refugiado nessa seleção, por exemplo", afirma Darmani. "A seleção não está mostrando tudo isso da sociedade francesa", continua.

Misturar o time nacional com a questão dos imigrantes é corriqueiro na França. Já houve polêmica entre o ex-presidente Nicolas Sarkozy e o lateral Lilian Thuram. Na época, Sarkozy era ministro do interior e usou uma palavra pejorativa, algo perto de "marginal ou bandido", para definir pessoas da periferia. Thuram, que é de uma delas, rebateu em uma coletiva de imprensa na seleção. E também há o caso de Karim Benzema, atacante do Real Madrid, que foi à Copa de 2014 e está ausente de 2018, segundo ele, por pressão da direita racista. Benzema tem origem argelina.

A influência na juventude da terra natal dos pais

Com a maioria filhos de imigrantes, muitos dos jogadores não se colocam na discussão política. Mas levaram em conta a influência a dupla nacionalidade.

O zagueiro reserva Presnel Kimpembe, nascido na França, é filho de pai congolês e mãe haitiana. Quando mais jovem, aceitou a defender as cores da seleção júnior da República Democrática do Congo, em 2014.

No ano seguinte, já tinha sido chamado para defender os Bleus e aceitou para nunca mais deixar de vestir o uniforme azul, branco e vermelho. Fora de campo, Kimpebe também recebe a torcida do Haiti e usa seu Instragram para mostrar que escuta e gosta das músicas do país caribenho.

Aréola, goleiro nascido em Paris, é companheiro de Kimpembe no Paris Saint-Germain e também na seleção e tem pais filipinos. Desde 15 anos joga com a seleção francesa, mas recebeu forte influência para atuar pelas Filipinas. Teve que tomar sua decisão e preferiu o país que o formou.

França é o que mais exporta jogadores nesta Copa

A seleção francesa que hoje é bem heterogênea nas origens teve recente polêmica racial. Laurent Blanc, antigo treinador francês, foi envolvido em uma grande discussão em 2011 por ter participado de um sistema de cotas para negros e árabes nas seleções de base da Federação Francesa de Futebol. O ex-jogador chegou a se desculpar depois. As cotas tanto não vingaram que dão caldo para outra discussão: a saída de jogadores formados na base da França

"A França é o país nação que tem mais jogadores na Copa", lembra Darmani. "Eles são franceses, se formam na França e vão jogar por outroa países. Ninguém fala isso aqui no Brasil". De fato, em um levantamento do jornalista Rodolfo Rodrigues, são 20 jogadores franceses fora da seleção nacional, um recorde entre todos os outros países que disputam o mundial da Rússia.

O jornalista explica que, diferentemente do Brasil, o acesso aos times para iniciar uma carreira tem incentivo dos governos e é estruturado. Ser um jogador profissional ou não, ou defender as cores da França ou não, é uma decisão posterior.

Marrocos têm 10 nascidos na França. E a seleção de Senegal tem oito. O tunisiano Wahbi Khazri, que fez o gol da única vitória do time na Copa sobre o Panamá, é francês, assim como outros oito integrantes da seleção tunisiana.

O caso mais famoso não é de um jogador de origem africana ou árabe. E, sim, latina. O atacante argentino Gonzalo Higuaín nasceu em Brest e chegou a ser convocado para a seleção francesa, mas preferiu atuar pela terra de Maradona.

Fonte: Terra

COPA 2018: FRANÇA ADIA SONHO BELGA E GARANTE PRIMEIRA FINAL DE COPA SEM ZIDANE

Foto: Paul Ellis/AFP

10/07/2018 

A França disputará na Rússia sua terceira final de Copa do Mundo, a primeira sem Zinedine Zidane. Em São Petersburgo, o time dirigido pelo técnico Didier Deschamps, capitão no título de 1998, adiou o sonho da Bélgica ao ganhar por 1 a 0 a semifinal desta terça-feira.

O primeiro tempo teve chances de gol para os dois lados, mas o placar permaneceu inalterado. Logo no começo da etapa complementar, Samuel Umtiti, nascido em território camaronês, usou a cabeça para colocar a França de volta na decisão após 12 anos e frustrou a melhor geração da história belga.

Classificada à final, a França decide o título com o ganhador do duelo entre Croácia e Inglaterra às 12 horas (de Brasília) deste domingo, no Estádio Luzhniki. Já a Bélgica briga pelo terceiro lugar com o derrotado da outra semi às 11 horas de sábado, em São Petersburgo.

O Jogo – A etapa inicial da partida disputada em São Petersburgo foi movimentada e teve seu começo dominado pela Bélgica. Hazard, inspirado, deu trabalho pela ponta esquerda. Na primeira boa trama, o camisa 10 recebeu de De Bruyne e bateu rasteiro, perto da trave de Lloris.

Em nova estocada pela esquerda, Hazard dominou perto da linha de fundo, carregou para o meio e bateu forte. A bola desviou em Varane e saiu com perigo. Pouco depois, após escanteio pela direita, Alderweireld pegou a sobra e bateu para grande defesa de Lloris.

Acuada no início, a França também deu demonstrações de força do meio para o fim do primeiro tempo. Após lançamento de Griezmann pela direita, Mbappe escorou para Giroud, que mandou para fora. Em seguida, Pavard recebeu de Mbappe e bateu para boa intervenção de Courtois.

A França inaugurou o marcador aos cinco minutos do segundo tempo. Após cobrança de escanteio de Griezmann pelo lado direito, Umtiti se antecipou ao gigante Fellaini na primeira trave e cabeceou para marcar o gol que classificou sua seleção à decisão da Copa do Mundo.

Superado por Umtiti no lance do gol, Fellaini quase empatou o jogo para a Bélgica. Colocado no lugar de Dembele, Mertens recebeu de De Bruyne pela direita e cruzou. O jogador do Manchester United ganhou pelo alto do colega Pogba e cabeceou à esquerda de Lloris.

Em busca do empate, a Bélgica partiu para o ataque e investiu principalmente nas bolas levantadas na área. A França soube como se defender e, sem tomar grandes sustos, garantiu presença na decisão. Nos acréscimos, Courtois ainda impediu Tolisso de aumentar em chute cruzado.



FICHA TÉCNICA

FRANÇA 1 x 0 BÉLGICA

Local: Estádio Krestovsky, em São Petersburgo (Rússia)
Data: 10 de julho de 2018 (Terça-feira)
Horário: 15h(de Brasília)
Árbitro: Andres Cunha (Uruguai)
Assistentes: Nicolás Tarán (Uruguai) e Mauricio Espinosa (Uruguai)
Público: 64.286 pessoas
Cartões amarelos: Griezmann, Kante e Mbappe (FRA); Alderweireld, Vertonghen e Hazard (BEL)

Gol:
FRANÇA: Umtiti, aos 5 minutos do 2º Tempo

FRANÇA: Lloris; Pavard, Varane, Umtiti e Hernandez; Kante, Matuidi (Tolisso) e Pogba; Mbappe, Griezmann e Giroud (N’Zonzi)
Técnico: Didier Deschamps


BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Chadli (Batshuayi), Witsel, De Bruyne, Fellaini (Carrasco) e Dembele (Mertens); Eden Hazard e Romelu Lukaku
Técnico: Roberto Martinez



COPA 2018: FRANÇA DOMINA, VENCE URUGUAI E É A PRIMEIRA SEMIFINALISTA DA COPA

Foto: Martin Bernetti/AFP

06/07/2018 

A Copa do Mundo da Rússia conheceu a sua primeira seleção semifinalista durante a tarde desta sexta-feira. No Estádio Níjni Novgorod, apesar da expectativa de um jogo duro, a aclamada e jovem equipe da França dominou o Uruguai e o venceu por 2 a 0, com gols de Raphael Varane e Antoine Griezmann.

Sem contar com o lesionado Edinson Cavani, herói da vitória sobre Portugal, a Celeste não manteve a força ofensiva com o substituto Cristhian Stuani, que fez companhia ao isolado Luis Suárez no ataque. Desse modo, liderados por Griezmann, os europeus aproveitaram para abrir o placar no primeiro tempo e ampliá-lo contando com uma grave falha do goleiro Fernando Muslera na etapa complementar.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 12 anos, os “Bleus” enfrentarão a Bélgica, algoz da Seleção Brasileira. O duelo, valendo vaga na decisão, está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.

O bicampeão Uruguai, por sua vez, se despede do torneio e provavelmente do técnico Óscar Tabárez, por quem é dirigido desde 2006 e que deve encerrar o seu ciclo na seleção após ser diagnosticado com uma rara doença que afetou seus nervos e músculos.

França domina e sai na frente

O Uruguai começou ligeiramente melhor, chegando com perigo em cruzamentos por ambas as laterais. Aos 13 minutos, o goleiro francês Lloris foi exigido em cabeçada de Giménez após cobrança de escanteio.

Foi a França, no entanto, quem criou a primeira chance clara de gol na partida. Aos 15 minutos, após bola levantada na área, Giroud ajeitou para o meio e encontrou Mbappé livre. O jovem atacante, porém, errou o cabeceio e mandou por cima da meta de Muslera.

A partir de então, trocando passes rápidos, os europeus passaram a ter o controle da partida e abriram o placar aos 40 minutos. Em cobrança de falta, Griezmann levantou a bola na área, Varane ganhou de Stuani por cima e desviou de cabeça, sem chances para Muslera.

Pouco depois, em jogada parecida, o Uruguai quase empatou a partida. Após bola levantada na área, Cáceres testou no canto direito de Lloris, que se esticou todo para evitar o gol. No rebote, Godín isolou por cima na última chance da Celeste antes do intervalo.

França conta com ‘frango’ para garantir vaga

O Uruguai voltou para a etapa complementar tentando pressionar, mas sem atacar de maneira consistente. Em busca do empate, Óscar Tabárez promoveu duas mudanças simultâneas: entraram Maximiliano Gomez e Cristian Rodríguez nas vagas de Stuani e Bentancur.

Logo em seguida, contudo, o treinador uruguaio viu a situação ficar ainda mais crítica. Aos 16 minutos, após contra-ataque, Griezmann recebeu na intermediária e arriscou. A bola foi em cima de Muslera, mas o experiente goleiro espalmou para dentro do próprio gol.

Com a boa vantagem da França, o jogo ficou nervoso. Mbappé tocou de letra no campo de defesa uruguaio e foi levemente atingido pelo braço de Cristian Rodriguéz, instaurando uma pequena confusão entre os jogadores. Passado o tumulto, o atacante europeu e o meia sul-americano foram advertidos com cartão amarelo.

O segundo gol abateu veementemente o ímpeto uruguaio, que deixou de atacar de forma consistente. Na base do abafa, os comandados de Tabárez não conseguiram ameaçar a meta de Lloris. A França, por sua vez, valorizou a posse de bola para administrar o placar e confirmar a vaga nas semifinais da Copa.

FICHA TÉCNICA

URUGUAI 0 X 2 FRANÇA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018 (sexta-feira)
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Pablo Belatti (Argentina)
Público: 43.319 torcedores
Cartão Amarelo: Rodrigo Bentancur e Cristian Rodríguez (Uruguai);Lucas Hernández e Kylian Mbappé (França)
Cartão Vermelho:
Gols:
FRANÇA: Raphael Varane, aos 40 minutos do 1º tempo, e Antoine Griezmann, aos 16 minutos do 2º tempo

URUGUAI: Fernando Muslera; Martin Cáceres, José Giménez, Diego Godín e Diego Laxalt; Lucas Torreira, Matías Vecino, Nahitan Nández (Jonathan Urretaviscaya), Rodrigo Bentancur (Cristian Rodríguez) e Cristhian Stuani (Maximiliano Gomez); Luis Suárez
Técnico: Óscar Tabárez

FRANÇA: Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Corentin Tolisso (Steven N’Zonzi); Antoine Griezmann (Nabil Fekir), Kylian Mbappé (Ousmane Dembélé) e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps



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