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Força-tarefa contra racismo da Fifa é dissolvida: "missão foi cumprida"

27/09/2016

A Fifa encerrou sua força-tarefa contra o racismo, desenvolvida desde 2013 para tratar questões ligadas à discriminação no futebol. A operação da entidade do futebol foi criada principalmente por conta de preocupação em relação a comportamento preconceituoso em relação à Rússia, que será sede da Copa do Mundo de 2018.

De acordo com o jornal inglês The Guardian, a entidade acredita que o trabalho com relação ao tema já está completo. "O trabalho foi completamente terminado de forma proveitosa  e fica dissolvida a operação", disse comunicado da Fifa a membros da força-tarefa em trecho divulgado pela publicação britânica.

"Eu queria dizer que estou chocado com a decisão, mas infelizmente não estou. O problema do racismo no futebol ainda existe e cresce muito sério e merece atenção. Eu, pessoalmente, acredito que ainda há muito trabalho para a força tarefa fazer. A Copa de 2018 é um dos problemas, mas é evidente que a administração da Fifa pensa diferente", comentou o membro da força-tarefa contra o racismo, Osasu Obayiuwana.

Nesta segunda (26), em Manchester, a secretária-geral da Fifa Fatma Samba Diouf Samoura comentou sobre o assunto indo na mesma linha que a entidade. "O projeto tinha um objetivo específico que foi completado de forma satisfatória", disse.

O projeto foi criado em 2013, por Joseph Blatter, então presidente da Fifa, e foi liderado pelo ex-dirigente da entidade Jeffrey Webb, afastado da Fifa e preso durante o escândalo de corrupção que caiu sobre a entidade do futebol.

Fonte: UOL

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Após criticar racismo na Rússia, Hulk é retirado do sorteio das Eliminatórias

Hulk não poupou críticas ao racismo na Rússia - Crédito/Divulgação

24/07/2015

O jogador do Zenit declarou no início da semana que é alvo de racismo por parte dos torcedores russos "praticamente em todos os jogos"

Poucos dias depois de denunciar o racismo no futebol russo, o jogador brasileiro Hulk foi retirado do sorteio das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, programado para ocorrer neste sábado. O jogador do Zenit declarou no início da semana que é alvo de racismo por parte dos torcedores russos "praticamente em todos os jogos".

A polêmica sobre o comportamento racista no futebol russo ganhou novas proporções depois que o ganês Emmanuel Frimpong foi expulso em um jogo na última sexta-feira após reagir com gestos obscenos direcionados aos torcedores que o insultavam racialmente - além disso, ele foi suspenso por dois jogos.

A Fifa retirou inicialmente Hulk do contato com os jornalistas, programados para ocorrer nesta sexta-feira. Num comunicado emitido instantes depois, a entidade anunciou que o jogador brasileiro também seria substituído no sorteio pelo ex-capitão da seleção russa, Alexey Smertin. Segundo a Fifa, sua retirada do evento ocorreu por conta de "compromissos" com seu time.

Há apenas uma semana, a entidade anunciou a participação do atacante brasileiro no evento, inclusive como alguém que ajudaria no sorteio das chaves. Dias depois, ao terminar um treino com sua equipe, ele afirmou a jornalistas presentes sua decepção com o comportamento dos torcedores. "Racismo acontece em praticamente todos os jogos na Rússia. Mas o mundo não sabe disso porque tentam manter o assunto em silêncio", atacou Hulk.

Outros ex-jogadores e jogadores no sorteio serão o brasileiro Ronaldo, o uruguaio Diego Forlán, o italiano Fabio Cannavaro, o camaronês Samuel Eto'o e o alemão Oliver Bierhoff.



Rússia elabora nova estratégia contra o racismo para a Copa do Mundo 2018



24/07/2015

Um novo sistema de acompanhamento dos casos de racismo no futebol russo será lançado para a Copa do Mundo de 2018. A informação foi divulgada pela diretora de desenvolvimento sustentável do Comitê Organizador Rússia-2018, Milana Verjunova.

"Vamos lançar um novo sistema de registro de casos de discriminação. Vamos melhorar a identificação e a resposta adequada a estes casos. Vamos colocar no lugar vários programas educacionais", disse Verjunova a jornalistas.

Na mesma linha, o chefe do Gabinete de Anti Discriminação do Alto Comissariado para os Direitos Humanos das Nações Unidas, Yuri Boychenko, destacou que o plano FIFA contra a discriminação abrange cinco áreas-chave: normas, controle e sanções, comunicação, educação e colaboração.

A associação “Futebol Contra o Racismo” (FARE) publicou no final de fevereiro um relatório sobre o futebol russo, registrando 20 casos de discriminação racial por parte dos torcedores. 

O brasileiro Hulk, que atua no Zenit de São Petersburgo, denunciou vários casos de racismo. O atacante acredita que trata-se de um tema de caráter pontual, mas não descartou que tais situações podem se tornar um grande problema se ocorrerem  durante a Copa do Mundo. 

A Rússia vai sediar a Copa do Mundo de 2018, que será realizada entre 14 de junho e 15 de julho em 12 estádios de 11 cidades do país: Moscou, Kaliningrado, São Petersburgo, Volgogrado, Kazan, Nizhny Novgorod, Samara, Saransk, Rostov, Sochi e Yekaterinburgo.

Fonte: Sputnik News

Hulk teme que Copa de 2018 seja manchada pelo racismo

Crédito: Divulgação/UOL


21/07/2015

O atacante Hulk, uma das principais estrelas do futebol russo, afirmou que o racismo está presente em quase todas as partidas de futebol que acontecem no país. Por isso, o jogador teme que o problema afete a Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia.

Na última sexta-feira, o meia da seleção ganesa Emmanuel Frimpong foi alvo de gritos de "macaco". A repercussão negativa fez com que o ministro dos Esportes do país, Vitaly Mutko, que contemporizou e afirmou que o episódio não deve ser "elevado à um grande escândalo".

"Isso (racismo) acontece em quase toda partida na Rússia, mas o mundo não ouve isto porque eles tentam silenciar", disse Hulk a repórteres nesta segunda-feira durante sessão de treinamento do Zenit.
"É uma vergonha", reclama, temendo pela reincidência do preconceito daqui a três anos, quando o país recebe o principal evento do futebol. "Acontece quase em todos os jogos na Rússia. Se for repetido na Copa do Mundo em 2018, seria realmente escandaloso, ultrajante", continuou.

"Vejo isso acontecer toda hora. Costumava ficar muito nervoso com isso, mas agora eu só mando um beijo para os torcedores e tento não ficar com raiva".

Em comunicado, a Fifa informou que irá pedir esclarecimentos e detalhes à União Russa de Futebol sobre os incidentes ocorridos na última sexta-feira no jogo entre Spartak Moscou e Ufa, na qual Frimpong foi insultado.



Rússia terá “grande desafio” em ações antirracismo para a Copa, alerta Fifa

Casos recentes de racismo na América do Sul mostram que o problema 
não se limita à Europa Foto: TASS

17/03/2015 

O racismo na Rússia, anfitriã da Copa do Mundo 2018, será um “grande desafio” diante do torneio, declarou o chefe de comitê antirracismo da Fifa, Jeffrey Webb. Ele exortou os clubes a resolver o problema “começando pelo vestiário”.

Jeffrey Webb, presidente da Força-tarefa contra o Racismo e Discriminação da Fifa, disse que as autoridades russas têm conhecimento do problema e estão comprometidas a lidar com a questão.

“Nós nos encontramos com o Ministro dos Esportes russo, Vitáli Mutko, que é membro do comitê executivo da Fifa, e ele disse: ‘Olha, é um desafio, é obviamente um problema’”, disse Webb.

Segundo ele, as atividades educacionais têm que estar no centro da iniciativa. “Você não nasce assim, é algo que você é ensinado, alguém te ensina a odiar ou a desenvolver uma determinada postura, temos que entrar nas comunidades.”

“Também é preciso olhar para a forma que os atletas profissionais no país abraçam suas comunidades. Quando você causa um impacto no clube, você causa impacto no estádio, na comunidade. Tem que começar com os treinadores, os jogadores no vestiário”, acrescentou.

Em outubro passado, o atacante brasileiro Hulk, do Zenit São Petersburgo, e o zagueiro francês Christopher Samba, do Dínamo Moscou, foram chamados de “macaco” por torcedores russos durante jogos do Campeonato Russo.

Violência racial
Casos recentes de racismo na América do Sul mostram que o problema não se limita à Europa. Segundo Webb, a Fifa está focando na criação de um sistema eficaz para reportar casos e aplicar sanções.

“Temos um departamento de responsabilidade social com oficiais dedicados à questão do racismo, identificamos jogos de alto risco e estamos agora realizando um processo de seleção de monitores da Fifa.”

Webb disse ainda que o fato de os clubes sancionados poderem levar suas objeções ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS), em Lausanne, indica que o processo precisava ser amadurecido.

“É aí que o treinamento dos oficiais é tão importante, para se certificar de que se você dirá a um clube ‘Vamos tirar pontos de você’ ou se for punir a equipe por consistentemente quebrar as regras e regulamentos no que diz respeito à luta contra o racismo, é preciso ter relatórios muito bem detalhados para sustentar a ação”, finalizou Webb.

Fonte: Gazeta Russa


Rússia planeja reunião para coibir atos racistas na Copa

O presidente da Fifa, Joseph Blatter | REUTERS/Sergio Moraes

14/03/2015

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, alertou as autoridades russas quanto à conduta inadequada de torcedores locais e afirmou que a federação nacional poderá sofrer punições em caso de eventuais manifestações racistas

Moscou - Em uma primeira iniciativa para coibir o racismo na Rússia, autoridades locais anunciaram nesta sexta-feira que estão planejando sediar um encontro internacional para discutir a discriminação.

O objetivo é começar o combate ao preconceito para evitar casos de racismo durante a Copa do Mundo de 2018.

A futura reunião, que seria realizada ainda neste ano, é uma resposta ao relatório que denunciou mais de 200 casos de racismo no futebol russo, em fevereiro.

De acordo com o ministro do esporte da Rússia, Vitaly Mutko, a meta é organizar a reunião em conjunto com a organização britânica FARE network, responsável por elaborar o estudo.

O relatório preocupou o presidente da Fifa, Joseph Blatter. O suíço fez um alerta às autoridades russas quanto ao comportamento inadequado de torcedores locais e afirmou que a federação nacional poderá sofrer punições em caso de eventuais manifestações racistas durante a futura Copa do Mundo.

Diante das cobranças de Blatter, o Sindicato de Futebol da Rússia reconheceu que pode fazer mais para coibir tal comportamento. "Acho que podemos usar nosso poder com mais rigor", declarou o secretário-geral da entidade, Anatoly Vorobyov.

Fonte: Exame.com

Blatter admite preocupação com racismo na Copa da Rússia

O presidente da Fifa, Joseph Blatter: "racismo é um dos itens que está no topo da 
minha lista, todo dia" (Crédito: Nelson Almeida/AFP)

02/03/2015

Holywood - O presidente da Fifa, Joseph Blatter, admitiu que está preocupado com a possibilidade de casos de racismo na Copa do Mundo de 2018, que será realizada na Rússia. A declaração foi dada dias depois de um estudo escancarar a escala em que se encontra o racismo no futebol do país e alertar que há a possibilidade de que ele se faça presente no próximo Mundial.

Perguntado sobre este estudo em entrevista à agência de notícias The Associated Press, Blatter não escondeu a insegurança. "Eu estou ciente do estudo e nós estamos preocupados, definitivamente", disse. "Racismo é um dos itens que está no topo da minha lista, todo dia. Mas todo dia, infelizmente, temos demonstrações racistas em algum lugar do mundo, que precisamos lutar contra."

Um estudo produzido pela Fare Network, uma organização que combate o racismo no futebol, e o instituto SOVA Center, de Moscou, mostrou que a Rússia está assolada por uma onda de cultura racista e de extrema direita. O documento ainda detalhou casos de comportamento discriminatório no futebol local e alertou que "será difícil assegurar a segurança dos visitantes" na Copa do Mundo.

Mas a preocupação de Blatter já existia, tanto que ele conversou em julho com o presidente russo Vladimir Putin sobre o assunto e transformou o combate ao racismo em uma prioridade no futebol do país. "Educação, definitivamente, é necessária, e se isso não pará-los, então haverá algumas sanções. Começamos um grande programa educacional com eles. Eles estão cientes da situação."

Fonte: EXAME.com


Segundo relatório, casos de racismo ameaçam a realização da Copa na Rússia

28/02/2015

Uma organização que ajuda a Uefa a investigar casos de racismo no futebol europeu, alertou a Fifa e as autoridades sobre o perigo de realizar a Copa do Mundo de 2018 na Rússia. Os riscos são tanto para jogadores, quanto para torcedores de outros países. As principais ameaças reportadas no relatório são em relação ao casos de racismos e ao extremistas de direita.

Segundo os dados divulgados, mais de 200 casos de discriminação racial ou xenofóbica, foram identificado no futebol russo apenas nas últimas duas temporadas. Além disso, o relatório também mostra dezenas de casos em que torcedores fizeram campanhas e venderam objetos para fazerem uma “vaquinha” para auxiliar neo-nazistas presos.

"Nossa esperança é que a Rússia tome atitudes para proteger fãs e jogadores. Os atletas já falaram que vão abandonar o campo se escutarem algum racismo. Isso é perigoso", alertou Piara Powar, diretor da organização. Um caso que chamou a atenção foi o racismo de torcedores do clube russo CSKA de Moscou contra o volante marfinense Yaya Touré, jogador do Manchester City da Inglaterra. O africano, capitão da seleção da Costa do Marfim, comentou que caso a seleção não se sinta segura, eles não irão disputar a Copa.

Uma cópia do relatório foi enviada ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, que publicou nesta sexta-feira (27) em seu perfil no Twitter sobra a preocupação em relação a discriminação em 2018.  Já o presidente da Rússia, Vladmir Putin, admite a existência do problema desde antes da escolha do país como sede da próxima Copa do Mundo, e promete uma solução. Segundo o relatório, pouca coisa foi feita de fato.



Grêmio é excluído da Copa do Brasil após julgamento por injúrias raciais

Julgamento foi no STJD, no Rio de Janeiro 
(Foto: Diego Guichard)

Condenado de forma unânime por ofensas de torcedores contra Aranha, clube ainda pode recorrer ao Pleno do STJD; árbitro que não relatou em súmula leva gancho

03/09/2014

O Grêmio está excluído da Copa do Brasil. A decisão ocorreu após julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) na tarde desta quarta-feira. Em quase quatro horas de sessão no Rio de Janeiro, os auditores resolveram, unânimes em 5 a 0, pela punição após denúncia feita pela procuradoria, baseada no artigo 243-G (e seus parágrafos) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O caso ocorrera na última quinta-feira, quando o goleiro do Santos, Aranha foi alvo de injúrias raciais por parte de torcedores gremistas, no 2 a 0 do clube paulista, pelo jogo de ida das oitavas - a volta estava suspensa. Assim, o Peixe está classificado para as quartas do torneio, no aguardo do vencedor do confronto entre Botafogo e Ceará. A chave está paralisada até o julgamento no Pleno, uma vez que o Grêmio irá recorrer.

O clube foi multado em R$ 50 mil, mas não perdeu mando de campo por "ato discriminatório". A decisão não é definitiva. Cabe recurso, com novo julgamento em segunda instância no Pleno do STJD, a ser marcado em 15 dias. O quarteto de arbitragem também fora denunciado pela procuradoria por não ter colocado o episódio relatado por Aranha na primeira versão da súmula. Wilton Pereira Sampaio acabou suspenso por 90 dias, enquanto os auxiliares pegaram gancho de 60 dias. O Grêmio ainda foi julgado por arremesso de objeto, e o Santos, por atraso na volta do intervalo, ambos levando multas de R$ 2 mil e R$ 4 mil, respectivamente.



Como foi o julgamento

O julgamento começou com o pronunciamento do presidente da sessão Fabricio Dazzi. Depois, a procuradoria apresentou provas em vídeo. Entre eles, reportagens de televisão e depoimento de Aranha. O mesmo foi feito pela defesa do Grêmio, que mostrou matérias de sites com as ações promovidas pelo clube, além de vídeos institucionais e depoimentos de jogadores, como Zé Roberto e Matheus Biteco.

O presidente Fábio Koff foi o primeiro a sentar perante os auditores para esmiuçar a posição do Grêmio sobre as injúrias raciais. Com larga experiência na magistratura, Koff tratou de exaltar os exemplos de ícones negros no clube e disse que a instituição foi "pioneira na integração racial".

- Estou aqui para dizer que a decisão desta tarde ela tem uma importância histórica. A decisão atinge um clube com 111 anos de existência que atinge uma escolinha de 1,1 mil crianças, do qual um terço é de cor. O prejuízo causado a imagem do clube é irreparável. Se a pena ocorrer, deve ter sentido pedagógico e não ultrapassar limites - afirmou.

Julgamento durou cerca de quatro horas (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)

Koff também valorizou uma das ações de sua gestão, de cortar privilégios de organizadas. Na segunda, a direção anunciou a suspensão dos direitos da Geral do Grêmio.

- O Grêmio foi precursor em cortar subsídios de organizadas e dificultar o acesso de torcedores que se escondem num grupo. O Grêmio não dá ingresso, não paga ingresso, não facilita a vida - defende.

Também julgado, assim como seus auxiliares, por só relatar as injúrias raciais em adendo na súmula, o árbitro Wilton Pereira Sampaio afirmou que ficou "assustado" ao ver as imagens após a partida, no hotel. Em campo, confirma que não havia visto nem ouvido as ofensas e lembrou que em jogos da Copa do Brasil não há árbitros auxiliares atrás das metas.

- Não presenciamos nada, foi por meio de um relato do jogador. Após o término do jogo, nenhum atleta veio me questionar. Pensei que não havia sido nada. A gente sempre assiste ao jogo depois e fiquei assustado com o ocorrido. Por isso, incluí o adendo na súmula. Nós achamos que, aos 42 minutos do segundo tempo, com o Santos ganhando o jogo, achei que era uma tentativa de passar o tempo - relatou, em meio a forte cobrança dos auditores.

Fábio Koff esteve presenta no julgamento no STJD (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)

O árbitro negou que Aranha tivesse respondido aos torcedores com xingamentos:

- O atleta se virou para a torcida, bateu no braço e cuspiu no gramado.

- No momento em que nos viramos para a torcida, já não eram mais ofensas racistas, eram xingamentos normais de jogo - disse o auxiliar Carlos Berkenbrock, que falou depois de Pereira Sampaio.

O suprocurador geral Rafael Vanzin tomou a palavra para reafirmar que considera o Grêmio responsável. Segundo ele, episódios de cunhos racistas não são de hoje, e cita o caso envolvendo o zagueiro do Inter Paulão, alvo de injúrias raciais de um torcedor no Gauchão, também na Arena. 

Ainda citou as postagens no Twitter, feitas pelo vice-presidente Adalberto Preis, em que alegou que Aranha fizera "grande encenação" no episódio. Por fim, pediu a exclusão do clube da Copa do Brasil, além de pena para o quarteto de arbitragem.

- As palavras de Patrícia Moreira, que ainda não prestou depoimento, assim como as imitações de macaco, são flagrantes - Rafael Vanzin. - E as medidas tomadas pelo Grêmio não são suficientes.

Na vez de os advogados do Grêmio defenderem o clube, a pauta foi a preocupação da instituição em campanhas sociais, a ajuda nas investigações policiais e a preocupação em afirmar que a ação foi obra de uma minoria.

- Não fechamos os olhos para o que vem acontecendo. Não vamos usar o Grêmio como bode expiatório, como uma caça às bruxas - disse o adovgado do Grêmio Gabriel Vieira. - O racismo é um problema social. Quantos auditores negros temos aqui? Nenhum.

- Quatro torcedores em meio a 30 mil. O Grêmio não pode ser responsabilizado. Eles, sim, precisam ser punidos - reforçou Michel Assaf Júnior, contratado pelo clube especialmente para este caso. - Não se pode confundir extrema gravidade com a repercussão do fato, nem reincidência.

Entenda o caso

O incidente no jogo entre Grêmio e Santos, na Arena do Grêmio, ocorreu aos 42 minutos do segundo tempo, quando Aranha reclamou com o árbitro Wilton Pereira Sampaio, alegando ter sido vítima de xingamentos por parte da torcida. O juiz mandou a partida seguir, mesmo sendo alertado por jogadores do Santos dos incidentes que ocorriam fora de campo.

A jovem mostrada pelas imagens do canal ESPN foi afastada do trabalho no Centro Médico e Odontológico da Brigada Militar. Patrícia Moreira era funcionária de uma empresa terceirizada e prestava serviços de auxiliar de odontologia na clínica da polícia militar gaúcha. As imagens da torcedora ofendendo o goleiro santista começaram a circular pelas redes sociais logo após a partida. Aranha registrou boletim de ocorrência na 4ª Delegacia de Polícia na sexta.

Diante da repercussão, Patrícia evitou dormir em casa nos últimos dias. Ela se refugiou em residências de parentes e amigos para evitar retaliação. Pedras foram jogadas em direção a sua casa na noite de sexta-feira. O GloboEsporte.com visitou a região na tarde de sábado e ouviu os vizinhos. Amigos negros da menina de 23 anos garantem que ela não é racista. Até agora, seis pessoas foram intimidas a depor, entre elas Patrícia.




Decoração de ruas do Rio para Copa entra na campanha contra racismo

Daniel Alves e Felipão na campanha contra o racismo (Foto: Bernard Dantas/Arquivo Pessoal)

07/05/2014

Daniel Alves manda 'banana' em pintura feita em muro de Vila Isabel.
Em outra imagem, Neymar manda beijo a fantasma do 'Maracanaço'.

Faltando poucos mais de um mês para a Copa do Mundo de 2014, que começa no dia 12 de junho, o verde e amarelo já começa a decorar ruas do Rio. Dessa vez, uma causa especial ganha a atenção dos torcedores. Após o jogador da seleção brasileira Daniel Alves comer uma banana jogada em sua direção durante partida do Campeonato Espanhol, uma campanha contra o racismo ganhou as redes sociais e agora chegou a muros cariocas.

Neymar debocha do fantasma 'Maracanaço' 
(Foto: Matheus Rodrigues/ G1)
Um dos enfeites da Rua Pereira Nunes, em Vila Isabel, será em homenagem ao lateral direito da seleção. Celso Mendes, de 36 anos, é um dos organizadores da decoração da rua e afirmou que a preparação de tudo começou em agosto e que o objetivo é integrar os moradores.

“O nosso objetivo é trazer o pessoal para a rua. Unir todo mundo para aproveitar a copa. Toda essa preparação começou há quase um ano atrás, o que importa é a festa que está sendo feita para os moradores”, afirmou Celso.

Outro atleta que também será homenageado é o atacante Neymar. Em uma das pinturas, ele aparece fazendo uma graça com o fantasma reconhecido como Maracanaço (de "Maracanazo", em espanhol). No desenho, o jogador mostra não ter medo de enfrentar a seleção do Uruguai, algoz da final da Copa de 1950, a única realizada no país.

Rua Pereira Nunes começou a ser preparada há quase um ano (Foto: Matheus Rodrigues/ G1)

Em outros pontos também é possível observar a preparação da torcida brasileira. Na Rua Carlos Vasconcelos, na Tijuca, o asfalto também já começou a ser pintado e os ornamentos já estão sendo preparados. O designer Daniel Lucena faz a pintura da via desde a Copa do Mundo da Itália, em 1990. Ele contou que os moradores se organizaram e dividiram as tarefas desde o início do ano.

“Eu gosto da parte da pintura, faço bandeiras, símbolos e até personagens. Cada um ajuda como pode, seja com uma quantia para comprar material ou colocando a mão na massa. O mais divertido é ver as crianças na rua, aproveitando a rua decorada”, disse Daniel.

Enfeites também já estão prontos na Rua Correa Dutra, no Flamengo, Zona Sul do Rio, e em bairros de Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Faltando 37 dias, os torcedores vão preparando a cidade para o evento.

Rua Carlos Vasconcelos, na Tijuca, começa a ser ornamentada  (Foto: Matheus Rodrigues/ G1)
Rua Correa Dutra, no Flamengo, já está no clima da Copa (Foto: Káthia Mello/ G1)
Fonte: G1 RJ


Porto Alegre lança campanha contra preconceito para a Copa do Mundo

Campanha foi lançada no estádio Beira-Rio (Foto: Divulgação/Prefeitura de Porto Alegre)

04/05/2014

Ação foi desenvolvida no estádio Beira-Rio, sede dos jogos do Mundial.
Iniciativa baseou-se em recentes episódios de discriminação racial.

A Prefeitura de Porto Alegre lançou neste domingo (4) uma campanha contra o preconceito para a Copa do Mundo 2014. A iniciativa baseou-se em episódios recentes de discriminação racial, cujas vítimas foram os jogadores Tinga e Daniel Alves e o árbitro Márcio Chagas. O lançamento ocorreu no estádio Beira-Rio, que será palco de cinco jogos do Mundial em junho, antes do jogo entre Inter e Sport pelo Campeonato Brasileiro.

Intitulada “Todos os povos, todas as cores - Porto Alegre contra o preconceito”, a campanha estimula o respeito às diferenças, a tolerância a e união. O movimento deve ser divulgado em rádios, na televisão e nas ruas, com peças publicitárias antes e durante a Copa, para mostrar às pessoas que visitarem Porto Alegre que não há distinção de qualquer espécie na cidade.

Na última semana, o lateral-direito do Barcelona e da Seleção Brasileira Daniel Alves foi alvo de preconceito durante jogo pelo Campeonato Espanhol entre o time que ele defende e o Villarreal. Na ocasião, um torcedor atirou uma banana no campo e o jogador a comeu.

No dia 5 de março, o árbitro gaúcho Márcio Chagas também esteve envolvido em um caso de racismo durante o Campeonato Gaúcho. Depois da partida entre Esportivo e Veranópolis, ele encontrou bananas em seu carro, que também foi danificado por torcedores do clube de Bento Gonçalves. O caso foi parar na Justiça Desportiva.

Em fevereiro, o jogador Tinga, ex-jogador de Grêmio e Inter, foi alvo de atos racistas durante um jogo da Taça Libertadores. Na ocasião, os torcedores do Real Garcilaso emitiram sons de macaco quando o volante cruzeirense pegava na bola.

Fonte: G1 RS

Força-Tarefa da FIFA se reunirá na próxima semana

© Getty Images
06/09/2013

A Força-Tarefa da FIFA contra o Racismo e a Discriminação se reunirá na próxima quinta-feira, 12 de setembro, na sede da FIFA em Zurique. A criação do grupo foi anunciada pelo presidente da FIFA, Joseph S. Blatter, no início de março deste ano após uma reunião do Comitê Estratégico da FIFA, como parte de uma série de medidas para lidar com o tema premente do racismo e da discriminação no futebol.

Presidida pelo vice-presidente da FIFA e presidente da CONCACAF, Jeffrey Webb, a força-tarefa conta com representantes de diversas partes integrantes da comunidade futebolística, além de um amplo painel de especialistas na luta contra o racismo e a discriminação.

A primeira reunião da Força-Tarefa foi realizada no dia 6 de maio, na sede da FIFA, em Zurique. Um passo muito importante foi atingido no dia 31 de maio, quando o 63º Congresso da FIFA aprovou a resolução de luta contra o racismo e a discriminação, depois de uma declaração de Jeffrey Webb. 

Fonte: FIFA

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