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VERBA PREVISTA PARA BRTS SERÁ USADA PARA CONCLUSÃO DE OUTRAS OBRAS DA COPA DE 2014 EM PORTO ALEGRE

Obras da trincheira da Anita Garibaldi deve ser concluída com verba obtida 
pela prefeitura (Foto: Paulo Ledur/RBS TV)

29/01/2018 

R$ 115,07 milhões – parte de um total de R$ 249,43 milhões – foram realocados após autorização do Ministério das Cidades. Transferência foi confirmada em audiência nesta segunda.

A Prefeitura de Porto Alegre deverá usar R$ 115,07 milhões, que inicialmente seriam destinados à implantação dos BRTs (Bus Rapid Transit), em outras das várias obras de mobilidade prometidas para a realização de jogos na Copa do Mundo de 2014 na capital gaúcha. A verba – parte de um total de R$ 249,43 milhões – foi realocada após autorização do Ministério das Cidades.

A transferência foi confirmada durante audiência realizada nesta segunda-feira (29) entre o secretário executivo de Mobilidade do Ministério das Cidades, Ricardo Caiado de Alvarenga; secretário de Planejamento e Gestão de Porto Alegre, José Alfredo Parode, e representantes técnicos da Caixa.

A prefeitura estima que o valor, somado ao financiamento de R$ 120 milhões junto ao Banrisul e R$ 248,9 milhões assegurados em contrato com a Caixa, viabilizará a realização das obras previstas. "Esse remanejo é fruto de uma política de governo, de fazer projetos e obras que tenham recursos assegurados", disse Parode.

Segundo a prefeitura, a verba será destinada a obras não iniciadas, como o Viaduto na Avenida Plínio Brasil Milano, a duplicação do trecho 2 da Avenida Voluntários da Pátria, e a outras ainda não concluídas, como as trincheiras das avenidas Ceará, Anita Garibaldi e Cristóvão Colombo e o prolongamento da Avenida Severo Dullius.

O dinheiro também viabilizará a inclusão de obras de macrodrenagem e pavimentação da Avenida Ernesto Neugebauer e da Rua José Pedro Boésio – apesar de não integrarem o conjunto de obras da Copa, os empreendimentos são considerados fundamentais para a Zona Norte de Porto Alegre.

O pedido para redirecionar os recursos havia sido encaminhado pela prefeitura em agosto de 2017, após um diagnóstico do município apontou que os R$ 249,43 milhões do FGTS e do BNDES e que estavam disponíveis representariam apenas 25% dos recursos necessários para a implementação dos BRTs.

Fonte: G1 RS

PREFEITURA DE PORTO ALEGRE QUER USAR VERBAS DO BRT PARA TERMINAR OBRAS DA COPA

Foto: Félix Zucco /Agencia RBS

07/08/2017

Marchezan pretende enviar à Caixa proposta para redirecionar parte do dinheiro do transporte rápido de ônibus
    
O prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan, encaminhará, na segunda-feira (7), uma proposta de revisão do contrato de financiamento das obras da Copa do Mundo, firmado em 2012 com a Caixa Econômica Federal. A prefeitura vai propor que R$ 115,07 milhões do BNDES destinados ao BRT (transporte rápido de ônibus) sejam redirecionados para a conclusão das obras do Mundial, que somam R$ 483,97 milhões. As informações são de Zero Hora.

De acordo com nota envidada para a imprensa, a prefeitura identificou que os R$ 249,43 milhões do FGTS e do BNDES, já disponíveis para os BRTs, representariam apenas 25% dos recursos necessários para contemplar o projeto na sua integralidade (R$ 1 bilhão). 

À reportagem, o secretário de Planejamento e Gestão, José Alfredo Pezzi Parode, garante que as obras de corredores serão concluídas. Mas a prefeitura quer elaborar um projeto executivo de integração viária e tarifária com a Região Metropolitana, que pode contar com recursos de parcerias público-privadas (PPPs) e com a participação do Estado e da União. O restante do valor destinado ao BRT (R$ 134,36 milhões do FGTS) será posteriormente renegociado com a Caixa.

Para alcançar o total de recursos necessários para as obras da Copa, o município já dispõe de R$ 248,9 milhões assegurados no contrato original da Caixa (saldo do FGTS/BNDES). A Lei nº 12.291, sancionada por Marchezan nesta semana, autoriza novo financiamento de R$ 120 milhões. 

Na proposta que vai ser enviada à instituição financeira, a prefeitura pretende incluir a solicitação de recursos para as obras de macrodrenagem e pavimentação da Avenida Ernesto Neugebauer e da Rua José Pedro Boéssio, no bairro Humaitá. Segundo a nota enviada à imprensa, "a melhoria nestas vias não estavam incluídas nas Obras da Copa, mas são consideradas fundamentais para as comunidades da zona Norte da Capital". 

Parode diz que as perspectivas de aprovação da proposta são boas. 

— Estamos muito confiantes, porque estamos trabalhando em parceria com a Caixa em busca de solução — diz.

O secretário de Planejamento e Gestão garante que a prefeitura fará um acompanhamento intensivo junto a Caixa e ao Ministério das Cidades para garantir celeridade na avaliação da proposta da prefeitura. 


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Copa foi realizada com 58% das obras de energia

Partida da Colômbia e do Uruguai nas oitavas de final da Copa do Mundo 2014 
(Foto: Divulgação / AFP)

07/10/2014

118 obras de linhas de transmissão e subestações de energia deveriam ser concluídas antes dos jogos para garantir que não haveria falhas no abastecimento

Brasília - O governo foi obrigado a contar com a sorte para garantir a oferta de energia elétrica durante a realização da Copa do Mundo, entre os dias 12 de junho e 13 de julho. Um levantamento que acaba de ser concluído pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ao qual o jornal O Estado de S. Paulo teve acesso, revela que 118 obras de linhas de transmissão e subestações de energia deveriam ser concluídas antes dos jogos para garantir que não haveria falhas no abastecimento das 12 cidades-sede.

Quando os jogos começaram, no entanto, apenas 68 instalações estavam prontas. Em diversas regiões do País, 50 obras não foram entregues a tempo.

Não se tratava de obras comuns. Essa seleção de empreendimentos foi feita diretamente pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), classificadas como "necessárias ao fornecimento de energia às cidades sedes da Copa de 2014, com confiabilidade e atendendo os critérios da Fifa, para o fornecimento de energia às arenas onde os jogos seriam realizados".

Embora não tenha havido registros de problemas com abastecimento de energia durante os jogos, a Copa não foi capaz de dar fim ao desrespeito de cronogramas que predomina nas obras do setor elétrico.

Boa parte dos projetos apontados como essenciais pelo ONS e pela Fifa já estava em execução há alguns anos, ou ao menos deveria estar. A realização dos jogos era, portanto, uma forma de pressão para tirar esses empreendimentos do papel.

Atrasos

Na lista dos atrasos verificados pelas áreas de regulação e fiscalização da Aneel, há casos como a construção da linha de transmissão Bom Despacho - Ouro Preto, rede de 180 quilômetros de extensão, em Minas Gerais. A obra tocada pela estatal Furnas, do grupo Eletrobras, acumula 1.414 dias de atraso ante o cronograma original.

Por meio de nota, Furnas declarou que a rede foi "energizada" em teste em junho de 2014, "encontrando-se em disponibilidade para operar, aguardando só a Licença de Operação para ser energizada definitivamente".

O atraso, segundo a empresa, deve-se a "dificuldades enfrentadas no procedimento de obtenção das licenças ambientais". O investimento só neste projeto é de R$ 161,2 milhões.

Entre as 12 cidades-sede, a única que não registrou atrasos em obras de transmissão foi Brasília (DF), que seus oito empreendimentos dentro do cronograma estipulado.

A situação é absolutamente inversa nas cidades de Porto Alegre e Recife. A capital gaúcha tinha 17 obras para entregar até junho, mas só conclui cinco delas. No Recife, somente uma das 13 obras que estavam no cronograma foi entregue.

O acompanhamento feito pela Aneel aponta que a maior parte das 50 obras atrasadas deve ser concluída até dezembro deste ano. Mas também há projetos - como a subestação Tijuco Preto, em São Paulo - que só serão entregues em novembro de 2015. Na realidade, essa subestação, que estava prevista para garantir a oferta de energia a Copa, já deveria estar em operação desde julho de 2011.

Segundo a Aneel, a Superintendência de Fiscalização dos Serviços de Eletricidade (SFE) da agência continuará a fazer o monitoramento dos projetos e, "quando for o caso, abrirá os respectivos processos punitivos".

"As cidades-sede Recife, Salvador e Porto Alegre são as regiões que concentram a maior parte das obras ainda não concluídas. Essas obras são de responsabilidade, principalmente, das concessionárias Chesf e Tesb", aponta a nota técnica da agência. O Estado entrou em contato com essas empresas, mas não obteve retorno.

Um relatório recente da Aneel aponta atraso em mais da metade dos empreendimentos de transmissão em construção ou com obras de reforço no País. De 443 obras em andamento, 240 estão atrasadas. Destas que não estão fora do cronograma, 209 já deveriam estar em operação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Exame.com

O que a Copa deixou como legado para Porto Alegre

Viaduto da Pinheiro Borda foi entregue dias antes do primeiro jogo da Copa em Porto Alegre
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

13/07/2014

Mundial colocou o poder público diante de uma oportunidade única: redesenhar cidades-sede para melhorar a mobilidade urbana. Passado o torneio, projetos deixam aprendizados para a Capital

por Carlos Rollsing e Juliana Bublitz

Acalentada por milhares, abominada por outros tantos, a Copa do Mundo está acabando. Neste domingo, a bola deixará de rolar, a cúpula da Fifa voltará à Suíça. Aos brasileiros, restará o que se convencionou chamar de legado, expresso em obras de mobilidade urbana, parte delas inacabada. 

O Mundial deixa uma série de aprendizados para a gestão pública no Brasil. Governantes comemoram a possibilidade de redesenhar cidades, mas a pressa, a falta de planejamento e a burocracia deixam uma herança de pendências, precedidas por atritos com setores que desejavam ter opinado sobre temas como remoções, cortes de árvores e reintegrações. 

Em Porto Alegre, 19 obras foram previstas como legado da Copa, mas apenas seis estão prontas (em outra contagem, o número de construções é de 20, porque o Viaduto da Pinheiro Borda é dissociado da ampliação da Avenida Padre Cacique). De todos os empreendimentos, 14 são de responsabilidade da prefeitura, que captou R$ 888 milhões em financiamentos federais.

Na vida real, o cidadão ainda sente os transtornos de conviver em uma cidade tomada por intervenções que andam em ritmo lento. Nas três esferas da federação, o improviso trouxe consequências.

Ainda em 2009, a prefeitura assinou acordo para receber como doação do Centro das Indústrias (Ciergs) os 14 projetos básicos de engenharia, mas isso não acelerou o processo, que se estendeu por quase dois anos.

– Os projetos levados à licitação se mostraram insuficientes do ponto de vista do detalhamento. Alguns tiveram de ser refeitos. Isso, em parte, explica alguns dos atrasos – relata Andrea Mallmann, auditora do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que acompanhou as obras da Copa.

Só 16,5% do valor dos empréstimos foi liberado

O impasse em torno dos projetos gerou problema na liberação de recursos. A prefeitura protestou contra o atraso nos repasses dos financiamentos feitos pela Caixa. O primeiro empréstimo foi assinado em julho de 2010 e, até agora, foram desembolsados só R$ 80,1 milhões dos R$ 426,7 milhões contratados. Da segunda operação, de janeiro de 2014, foram liberados R$ 66,6 milhões dos R$ 461,9 milhões.

– Nunca faltou recurso, mas existem regras. Tivemos percalços com os projetos definitivos, que nunca chegavam. Não conseguíamos fazer as medições e não tínhamos como liberar o dinheiro – diz Ruben Danilo Pickrodt, superintendente da Caixa no RS.

A prefeitura rebate e diz que as medições de obras geraram atrasos pontuais de até 30 dias, incapazes de ameaçar cronogramas.

– O problema foi a não liberação do segundo financiamento. Entramos com os documentos em 2012, deveria ser liberado em junho de 2013, mas o recurso só chegou em março de 2014. A União demorou para fazer seus procedimentos internos – afirma o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt.

Nesta reportagem, Zero Hora lista os acertos e erros que contribuíram para a finalização ou o atraso das obras da Copa e mostra a realidade de moradores de Porto Alegre. Também há espaço para as barreiras que permeiam a realização de obras públicas no país, como o caso de uma negociação de desapropriação entre prefeitura e Exército. Mesmo consensual, o processo levou mais de um ano para ser finalizado.

Há ainda casos de imbróglios judiciais, surpresa com a descoberta de um sítio arqueológico e imperícia na identificação de uma rocha e de um solo de "má qualidade".

Legadômetro
Desde 2011, ZH acompanhou a execução das obras da Copa em Porto Alegre em reportagens batizadas de Copômetro. Com o encerramento do torneio e o fim dos prazos impostos pela competição, passa a conferir o andamento dos projetos ainda inacabados.

CONCLUÍDAS

Avenidas Beira-Rio e Padre Cacique (prefeitura) 
R$ 86,9 milhões executados até agora
Situação: concluída. Trechos 3 e 4 da obra, perto do Beira-Rio e do Gasômetro, foram liberados no final de maio. Já os trechos 1 e 2, no entorno da Rótula das Cuias, estavam finalizados há mais tempo.

Aeromóvel (governo federal)
R$ 37,8 milhões
Situação: inaugurado ano passado com um veículo com 150 lugares. O segundo, para 300 passageiros, entrou em operação em abril. O trecho aeroporto-trensurb tem um quilômetro.

Estádio (iniciativa privada)
R$ 400 milhões (valor extraoficial)
Situação: concluído. O Beira-Rio foi inaugurado em 5 de abril. A obra foi executada pela Andrade Gutierrez, que firmou parceria com o Inter. Parte da reforma foi financiada por empréstimo do BNDES.

ILS2 (governo federal)
R$ 42,7 milhões
Situação: concluído. O ILS2, que melhora as condições de pouso e decolagem no Salgado Filho em dias de neblina, foi colocado em operação pela Infraero e Secretaria de Aviação Civil em meio à Copa.

Complexo da Rodoviária (prefeitura)
R$ 19,8 milhões (executados até agora)
Situação: o viaduto da Júlio de Castilhos está concluído. Uma estação de transporte público, com passagens subterrâneas para pedestres, ainda será construída. O edital deve ser lançado em agosto.

EM RITMO LENTO

Trincheira da Anita Garibaldi (prefeitura)
R$ 9,9 milhões (executados até agora)
Situação: paredes de contenção foram erguidas, e a obra na avenida está na fase de escavação da trincheira, com conclusão até o final do ano. A retirada de uma rocha e de árvores atrasou os trabalhos.

Viaduto da Bento (prefeitura)
R$ 69,6 milhões executados até agora 
Situação: inauguração da obra na Avenida Bento Gonçalves prevista para dezembro. Por falta de recursos, obra parou entre janeiro e março. Um trecho ficou imobilizado por causa de uma desapropriação.

Trincheira da Cristóvão (prefeitura)
R$ 12, 5 milhões (executados até agora)
Situação: conclusão em 2015. Além dos entraves com projetos e recursos, a obra na Avenida Cristóvão Colombo enfrentou dificuldades específicas: processos de desapropriação acabaram na Justiça.

BRT da Bento Gonçalves (prefeitura)
R$ 10,9 milhões (pavimentação)
Situação: 92% da obra está executada e deve ser concluída neste ano. Foi prejudicada pela demora na elaboração dos projetos e na liberação de recursos e pela escassez temporária de areia.

BRT da Protásio (prefeitura)
R$ 16,6 milhões (pavimentação)
Situação: 88% da obra na Protásio Alves está executada. Conclusão em 2014. Foi prejudicada pela demora na elaboração dos projetos e na liberação de recursos e pela escassez temporária de areia.

BRT da João Pessoa (prefeitura)
R$ 5 milhões (pavimentação)
Situação: 55% da obra está executada. Conclusão em 2014. Foi prejudicada pela demora na elaboração dos projetos e na liberação de recursos e pela escassez temporária de areia.

Duplicação da Voluntários (prefeitura)
R$ 14,1 milhões (executados até agora)
Situação: em obras entre as ruas da Conceição e Ramiro Barcelos. Enfrentou atraso após descoberta de um sítio arqueológico. Também houve problema com desapropriações. Sem previsão de conclusão.

Prolongamento da Severo Dullius (prefeitura)
R$ 69,6 milhões (executados até agora)
Situação: a extensão de trecho concluída (Rua Dona Alzira) demanda a implantação de pontes, em execução. Sem previsão de conclusão. Foi necessário mudar o traçado para desviar de aterro desativado.

Terminal do Salgado Filho (governo federal)
R$ 246,3 milhões
Situação: no dia 15, a Infraero fará medição da execução da obra. Em caso de atraso, poderá abrir processo de rescisão de contrato. Dificuldades financeiras da empreiteira atrapalharam projeto.

PARADAS

Trincheira da Avenida Ceará (prefeitura)
R$ 31,3 milhões (executados até agora)
Situação: aguarda aditivo ao contrato: foi preciso transferir as atividades para a noite para não prejudicar o aeroporto. E o solo da região exigiu mudanças técnicas. Conclusão em 2015.

Duplicação da Tronco (prefeitura)
R$ 122,9 milhões, previstos para execução
Situação: em andamento em três frentes, com um dos seis quilômetros de pista concluídos. Não há previsão de conclusão devido à necessidade de reassentar famílias que ainda não foram retiradas.

Obras na Plínio (prefeitura)
R$ 31 milhões (previsto para execução)
Situação: aguarda definição da Justiça sobre a reintegração de posse de terreno público. A decisão é fundamental para o início da trincheira e do viaduto na Plínio Brasil Milano. Conclusão em 2015.

Pista do aeroporto (governo federal)
Sem valor definido
Situação: o solo alagadiço encareceu o projeto de ampliação. O edital de licitação e a análise de viabilidade estão sob avaliação da Infraero e da Secretaria de Aviação Civil. Sem previsão de conclusão.

OS ACERTOS

Pressionada pelos prazos e sem os repasses da Caixa, a prefeitura investiu R$ 97 milhões próprios para conseguir inaugurar as avenidas Beira-Rio e Padre Cacique até a Copa. Essas obras, que incluíam o Viaduto da Pinheiro Borda, eram as prioridades. Sem elas, a realização do Mundial em Porto Alegre estaria comprometida. Foi um plano emergencial que deu resultados.

Porto Alegre está entre as cidades que melhor aproveitaram a Copa para tirar obras de mobilidade urbana do papel. O governo federal ofereceu financiamentos com prazos longos e juros baixos. A maioria das construções não está relacionada com a competição, mas mudará a cara da cidade em um futuro próximo. Para o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, "nunca na história tivemos tamanho investimento em mobilidade".

OS ERROS

No início de 2010, quando foi assinada a matriz de responsabilidade da Copa, foram feitas estimativas de investimento em obras, sem cálculos confiáveis. Quando os projetos ficaram prontos, logo se percebeu que os recursos do primeiro financiamento seriam insuficientes. As cidades-sede tiveram de tomar um segundo empréstimo federal para finalizar os empreendimentos. A burocracia foi redobrada.

Com 14 obras ao mesmo tempo, o corpo técnico da prefeitura se mostrou reduzido. Documentos e exigências da Caixa ficaram pendentes e travaram os repasses. O município entendeu que o risco valia a pena: se não colocasse tudo no pacote da Copa, perderia os financiamentos em condições favoráveis da União. A dificuldade de pessoal indicou os gargalos do poder público para realizar grandes projetos.


Fonte: ZH


Ministério do Turismo avalia situação de 39 obras para a Copa do Mundo

17/03/2014

Videoconferência vai reunir representantes das cidades-sede para analisar a situação das 39 obras previstas para o mundial

A partir desta segunda-feira (17), uma equipe do MTur se reúne, em videoconferência, com estados e municípios das doze cidades-sede para avaliar a situação de cada uma das 39 obras previstas para estarem prontas até o mundial de futebol.

São projetos que contemplam a sinalização turística, a acessibilidade dos destinos, reformas e construções de Centros de Atendimento ao Turista (CATs), todos contemplados pela Matriz de Responsabilidades da Copa. “O objetivo é obter um diagnóstico da situação de modo a estipular um cronograma final de entregas”, explica Neusvaldo Lima, diretor de Infraestrutura Turística do Ministério do Turismo.

No total, os 39 contratos pactuados representam um investimento de R$ 180,3 milhões. Em uma das pontas da videoconferências estará a equipe do MTur; na outra, representantes de estados e municípios contemplados, representantes da Caixa Econômica Federal, órgão que gerencia o repasse dos recursos, e representantes da Controladoria-Geral da República. Cada projeto será avaliado em uma seção exclusiva, de 17 a 25 de março.

Uma das cidades, Brasília, terá dois contratos analisados, o que representa um investimento de R$ 4,3 milhões. Um deles, prevê a colocação de 1.242 placas de sinalização turística. Mais de cem delas, confeccionadas em três idiomas, já foram instaladas nos principais pontos turísticos de Brasília e arredores, como mostra a foto.

Feitas em aço trincado para suportar o desgaste natural do tempo, as placas receberam uma película de proteção para facilitar a limpeza em caso de pichações, de acordo com a Secretaria de Turismo do Distrito Federal. O investimento total foi de R$ 1,3 milhão, incluindo recursos do Ministério do Turismo e contrapartida do governo distrital.



Relançada licitação para pavimentar áreas públicas do entorno do Beira-Rio

Áreas serão transformadas em estacionamentos 
Imagem: Reprodução / Prefeitura de Porto Alegre
08/03/2014

Foi publicada nesta sexta-feira, dia 07, no Diário Oficial de Porto Alegre, a nova licitação para pavimentar as áreas públicas do entorno do Beira-Rio. Na primeira tentativa, em fevereiro, as empresas não mostraram interesse na realização da obra.

A Prefeitura reajustou os valores e diminuiu o prazo para que o serviço seja feito. O valor atual proposto é de R$ 8,78 milhões, aproximadamente R$ 1 milhão a mais do que na primeira concorrência. O tempo para realizar a obra caiu de quatro para dois meses. As propostas serão recebidas no dia 31 de março.

Um dos terrenos fica ao lado da Rua A, usada hoje no desvio das obras da Avenida Padre Cacique. A área tem aproximadamente 1 hectare e será transformada em estacionamento durante o período da Copa do Mundo. O outro espaço, que tem 3,6 hectares, fica entre as Ruas B e C, onde será construído o novo estacionamento da EPTC.



Veja o calendário das obras nos seis meses até a Copa do Mundo

12/12/2013

O pontapé inicial para a Copa do Mundo de 2014 no Brasil será dado daqui exatos seis meses, no dia 12 de junho, na Arena Corinthians e, até lá, o país ainda precisa entregar boa parte das obras prometidas para o Mundial.

Nos planos do governo brasileiro e do Comitê Organizador Local (COL) para o torneio estão incluídas obras de mobilidade urbana, reformas em aeroportos, portos e hotéis, intervenções na estrutura de telecomunicações e a construção ou reforma dos 12 estádios que receberão jogos do Mundial.

Todas essas obras fazem parte de um documento criado em 2010, a Matriz de Responsabilidades, que continha 108 projetos para serem executados até a Copa. O calendário delas, porém, sofreu algumas alterações nos últimos anos e, faltando seis meses para o torneio, cerca de 80% dos projetos ainda estão em andamento.

No total, segundo os dados oficiais do Ministério do Esporte, as obras para o Mundial custarão aos cofres públicos um total de R$ 25,6 bilhões, com o teto delas chegando a R$ 33 bilhões.

Para marcar a contagem regressiva para a Copa do Mundo, a BBC Brasil preparou um calendário com algumas das principais obras em curso e seu prazo oficial de previsão da inauguração, levando em conta o balanço divulgado pelo Ministério dos Esportes no fim de novembro e o balanço feito pelo próprio Ministério ainda em dezembro de 2012.

Veja quando está prometida a entrega de cada obra dentro dos próximos seis meses, de acordo com os planos do governo:

Dezembro 2013

Entrega das obras de reforma do porto de Salvador, a custo estimado em R$ 40,7 milhões – inicialmente prevista para abril de 2013.

Entrega das estações Padre Cícero e Juscelino Kubitschek, na linha Sul do metrô de Fortaleza – inicialmente prevista para dezembro de 2012.

Conclusão das obras do BRT Área Central, em Belo Horizonte – inicialmente prevista para outubro de 2013.

Finalização da reforma das pistas do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

Conclusão da ampliação do pátio de aeronaves do aeroporto Afonso Pena, em Curitiba.

Finalização do terminal integrado de metrô e ônibus Cosme e Damião, em Recife.

Janeiro 2014

Entrega do estádio Arena das Dunas, em Natal – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Conclusão da reforma do estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, que foi orçada inicialmente em R$ 130 milhões e já custa R$ 330 milhões – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Inauguração do estádio Arena da Amazônia, Manaus – inicialmente prevista para dezembro 2013.

Conclusão das obras de reurbanização do entorno do estádio Maracanã, no Rio de Janeiro.

Fevereiro 2014

Entrega do estádio Arena Pantanal, em Cuiabá – inicialmente prevista para outubro de 2013, chegou a ser adiada para dezembro de 2013.

Conclusão da reforma e ampliação do terminal de ônibus Santa Cândida, em Curitiba – inicialmente prevista para outubro de 2012, chegou a ser adiada para dezembro de 2013 e, novamente, para fevereiro.

Conclusão da reforma do Terminal de Passageiros 1 do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Finalização das pistas e do pátio do aeroporto S. Gonçalo do Amarante, em Natal.

Conclusão da torre de controle do aeroporto Dep. Luís Eduardo Magalhães, em Salvador – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Entrega do BRT (corredor de ônibus) Alberto Craveiro, em Fortaleza – inicialmente prevista para dezembro de 2012, chegou a ser adiada para maio de 2013.

Conclusão do corredor Mário Andreazza, em Cuiabá.

Março 2014

Conclusão das obras do estádio Arena da Baixada, em Curitiba – inicialmente prevista para junho de 2013, chegou a ser adiada para dezembro de 2013.

Finalização das obras dos BRTs (corredores de ônibus) Norte/Sul e Leste/Oeste, em Recife – inicialmente prevista para outubro de 2012, chegou a ser adiada para setembro de 2013.

Entrega das obras de modernização do aeroporto de Fortaleza – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Entrega do BRT (corredor de ônibus) Transcarioca, ligando o aeroporto do Galeão à Barra, no Rio – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Conclusão do corredor rápido de ônibus Caxangá, em Recife. São 12 km de extensão e capacidade para 126 mil passageiros. – inicialmente prevista para maio de 2013, chegou a ser adiada para fevereiro de 2014.

Conclusão da Via 210, em Belo Horizonte.

Finalização das obras no porto de Natal – inicialmente prevista para agosto de 2013.

Conclusão das obras de acesso à Arena Pantanal, em Cuiabá.

Abril 2014

Entrega do BRT Cristiano Machado, em Belo Horizonte.

Entrega da Arena Corinthians, em São Paulo, a um custo estimado de R$ 820 mi (um dos mais caros da Copa) – inicialmente prevista para dezembro de 2013, foi adiada após acidente que matou duas pessoas no mês anterior.

Ampliação do terminal de passageiros e adequação do sistema viário do aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus, pelo PAC2 – inicialmente prevista para abril de 2013, chegou a ser adiada para dezembro de 2013.

Conclusão da ampliação do terminal de passageiros do aeroporto Dep. Luís Eduardo Magalhães, em Salvador – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Entrega do VLT (veículo leve de transporte) Parangaba/Mucuripe, que tem a expectativa de transportar 100 mil passageiros/dia em Fortaleza – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Fim das obras do aeroporto de Confins, em Belo Horizonte – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Finalização da reforma do aeroporto Marechal Rondon, em Cuiabá – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Fim das obras do corredor de ônibus Via Mangue, que leva à zona hoteleira de Recife – inicialmente prevista para julho de 2013, chegou a ser adiada para dezembro do mesmo ano.

Conclusão da reforma do Terminal de Passageiros 2 do aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Finalização da ampliação do pátio do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Conclusão das obras do complexo viário de Itaquera, na zona Leste de São Paulo, em complemento às obras do estádio – inicialmente previstas para março de 2014.

Entrega do novo terminal de passageiros do aeroporto S. Gonçalo, em Natal; as obras viárias de acesso são previstas para o mês seguinte – inicialmente prevista para março de 2014.

Finalização do corredor de ônibus Aeroporto/Rodoferroviária em Curitiba.

Maio 2014

Finalização das obras do corredor de ônibus Marechal Floriano (ligando o centro à região metropolitana), em Curitiba

Entrega da extensão da Linha Verde Sul do sistema BRT (espécie de corredor de ônibus) de Curitiba.

Conclusão das obras de ampliação do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

Finalização da reforma e modernização do porto de Manaus (que ainda não saiu do papel) – inicialmente prevista para março de 2014.

Finalização do BRT (corredor de ônibus) Dedé Brasil, em Fortaleza – inicialmente prevista para dezembro de 2012, chegou a ser adiada para dezembro de 2013.

Conclusão da ampliação da rodovia DF – 047, em Brasília.

Finalização das obras do aeroporto Juscelino Kubistchek, em Brasília – inicialmente previstas para dezembro de 2013.

Conclusão das obras do corredor viário Pedro 2º, em Belo Horizonte – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Finalização da 1ª etapa da ampliação do terminal de passageiros do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Finalização do novo terminal de passageiros do aeroporto Afonso Pena, em Curitiba – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Entrega do BRT (corredor de ônibus) Paulino Rocha, em Fortaleza – inicialmente prevista para dezembro de 2012, chegou a ser adiada para maio de 2013.

Finalização das obras do BRT Antonio Carlos/Pedro 1º, em Belo Horizonte, ligando o aeroporto de Confins ao Mineirão - inicialmente prevista para setembro de 2012, a obra chegou a ser adiada para novembro de 2013.

Entrega do corredor estruturante Zona Norte/Estádio Arena das Dunas, que ligará o estádio à zona hoteleira de Natal – inicialmente prevista para dezembro de 2013.

Conclusão do Eixo Via Expressa/Raul Barbosa, via que liga zona hoteleira ao aeroporto de Fortaleza – inicialmente prevista para dezembro de 2012.

Conclusão das obras de modernização da estação multimodal do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Entrega da Via Prudente de Morais, que realizará a conexão entre o atual aeroporto, Augusto Severo, e a avenida Prudente de Morais, em Natal – inicialmente prevista para março de 2014.

Junho 2014

Entrega do VLT (veículo leve de transporte) Cuiabá-Várzea Grande, que chegou a ter suas obras suspensas e foi questionado pelo Ministério Público Federal – inicialmente prevista para maio de 2014, pode acabar sendo concluída depois da Copa.

12 de junho: Começa a Copa do Mundo.

Fonte: BBC Brasil

Prefeitura entrega nova ponte sobre o Arroio Dilúvio

Segunda ponte sobre o Arroio Dilúvio, na avenida Edvaldo Pereira Paiva será entregue amanhã 
Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
17/07/2013

Mapa com esquena de trânsito da nova ponte arroio dilúvio 
Foto: Divulgação/PMPA
Nesta quarta-feira, 17, o prefeito José Fortunati e o secretário municipal de Obras e Viação, Mauro Zacher, entregam a segunda ponte sobre o Arroio Dilúvio, na avenida Edvaldo Pereira Paiva. O diretor-presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari, e o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, também participam da solenidade. O evento será realizado às 10h, no local.

A estrutura tem extensão de 80 metros e largura aproximada de 15 metros. A obra, um trecho de cerca de 300 metros, faz parte do alargamento das pistas da avenida Ipiranga, entre as avenidas Borges de Medeiros e Edvaldo Pereira Paiva. Com investimento de R$ 4.516.464,02, foi realizada pelo consórcio vencedor da licitação, EPT – Procon, com fiscalização da Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov). (fotos)

O projeto - A segunda ponte sobre a avenida Edvaldo Pereira Paiva tem extensão de 80 metros e largura aproximada de 15 metros. O alargamento das pistas da avenida Ipiranga, entre a Borges e a Edvaldo, é de cerca de 300 metros. A obra faz parte da duplicação da chamada avenida Beira-Rio, um dos grandes projetos de mobilidade urbana na capital gaúcha. A duplicação da Edvaldo compreende quatro trechos, somando 5,3 quilômetros. A primeira fase inclui os dois primeiros trechos e tem 1,38 quilômetro de extensão. O terceiro trecho se inicia na altura da pista de skate do Parque Marinha do Brasil e segue até a avenida Pinheiro Borda. O investimento total chega a R$ 94 milhões. A obra completa, incluindo a quarta etapa entre a Aureliano de Figueiredo Pinto e a Usina do Gasômetro, inclui três pistas em cada sentido, rótulas, ciclovia, ponte sobre o Dilúvio e viaduto na avenida Padre Cacique, além de ciclovia paralela ao Guaíba.

Trânsito será liberado - A partir das 10h de quarta-feira, 17, o trânsito será liberado aos veículos na segunda ponte sobre o Arroio Dilúvio. A liberação acontece após a conclusão das obras e a implantação da sinalização viária instalada pela EPTC. O projeto de trânsito prevê conversões e retornos, tanto para a Edvaldo Pereira Paiva como para a Ipiranga. “Com a liberação da ponte será possível aos condutores da região acessar o novo trecho duplicado da Edvaldo, criando uma boa alternativa para quem está na Ipiranga e pretende ir à zona Sul”, afirmou o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari. A característica do tráfego na ponte será parecida com uma rotatória. A diferença é que o ambiente será sinalizado com semáforos, que contribuirão para uma travessia segura dos pedestres.

Como fica a circulação - Quem trafega pela Edvaldo Pereira Paiva, direção Centro-bairro, poderá seguir reto na via ou acessar à esquerda na Ipiranga. No sentido oposto, também poderá seguir reto na via ou acessar à direita na Ipiranga. Quem trafega pela Ipiranga poderá acessar a Edvaldo Pereira Paiva, nos dois sentidos de circulação da via.



Caixa cede a prefeitura parte de terreno para obra da Copa


17/04/2013

O superintendente regional da Caixa, Ruben Danilo Pickdodt, assinou nesta quarta-feira, dia 17, o termo de cessão de uso de parte do imóvel na Rua Voluntários da Pátria, nº 2552, no Bairro Marcílio Dias. O local de 173, 97m² servirá para a realização da obra de alargamento da via que integra a Matriz de Responsabilidade da Copa 2014. Além da direção da Caixa, assinaram o documento o prefeito José Fortunati e o procurador-geral do Município, João Batista Linck Figueira. 



CEEE inicia terraplanagem na subestação Menino Deus visando à Copa 2014

Subestação, localizada na avenida Padre Cacique, conta com investimento total de R$ 23,9 milhões 
Foto: Fernando C. Vieira 


11/04/2013

A CEEE iniciou esta semana, em Porto Alegre, as obras de terraplanagem para instalação da nova subestação Menino Deus. Essa é uma das obras do programa RS Mais Energia e objetiva reforçar o sistema de energia de Porto Alegre para a Copa do Mundo de 2014.

A unidade, na avenida Padre Cacique, na altura do número 1.500, receberá dois transformadores de 25 MVA (megavolts-ampères), totalizando uma potência de 50 MVA e usará a moderna tecnologia Gas Insulated Switchgear (GIS), isolada a gás SF6. A subestação, que conta com investimento de R$ 23,9 milhões, além de atender ao crescimento do mercado na região central de Porto Alegre, especialmente nos bairros Menino Deus e Cristal, será a segunda fonte para alimentação do complexo esportivo do estádio Beira-Rio, que sediará jogos da Copa de 2014.

Conforme características técnicas, esse tipo de subestação compacta propicia baixa manutenção e oferece maior segurança na operação. Por ser instalada dentro de um prédio, praticamente todo ruído acústico e impacto visual é eliminado. Conforme o plano de obras da Companhia, a subestação Menino Deus será energizada em 29 de abril de 2014.

A mesma tecnologia da subestação Menino Deus será utilizada na nova subestação Porto Alegre 5 (SE PAL 5), empreendimento que já está em execução e ocupará o terreno onde hoje opera a atual subestação da Distribuição (rua Casemiro de Abreu esquina com a Lucas de Oliveira).



Grama cresce, e verde já toma conta do futuro campo do Beira-Rio

Gramado do Beira-Rio foi centralizado em quatro metros 
(Foto: Divulgação / Andrade Gutierrez)

04/04/2013

Manutenção do gramado levará mais 60 dias antes de ser liberado para treinos e jogos. Obra está 65% concluída, segundo construtora

Antes só se via terra. Um mês após a cerimônia de plantio da grama do Beira-Rio - que contou com o presidente Giovanni Luigi e o ex-centroavante Claudiomiro, autor do primeiro gol da história do estádio -, já se percebe o verde tomando corpo, como é percebido nas fotos divulgadas pelo clube nesta quarta-feira.

O plantio do gramado apresenta uma tecnologia inédita no Brasil. O processo se dá por muda - também existem a semeadura e o rolo como outras modalidades. Ainda não usada no país, a grama bermuda "tifgrand" vem da Flórida, nos Estados Unidos. É do tipo verão e se entrelaça ao solo devido a uma camada de 10 centímetros de terra misturada a fibras elásticas, que se agarram ao material depositado pelos funcionários.

Após o cultivo, começa o "grow in", que se trata da manutenção do processo e deve durar mais 60 dias. De acordo com o engenheiro Fábio Câmara, diretor técnico da World Sports, empresa responsável pelo campo, será possível visualizar o verde completo em 90 dias, no máximo.

As diferenças em relação ao campo em que os jogadores pisaram até o fim do ano passado são muitas. Primeiro, o gramado foi centralizado em quatro metros. Abaixo da grama, há camadas de brita e areia, que foram enviadas para análise a uma empresa de fora do país.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Fifa. Para evitar qualquer contratempo, a empresa irlandesa STRI, mesma que ajudou nos campos da Copa do Mundo da África do Sul, entrou em ação e analisou microclima, o ambiente e tudo que poderia causar algum impacto no campo.

Além da preocupação com as deformidades, houve o cuidado para fazer o campo suportar o pior dos temporais. O Beira-Rio agora terá drenagem rápida e a vácuo. Ela será totalmente modificada. O sistema agirá como um exaustor e conseguirá absorver a água e fazê-la escoar sem prejudicar o andamento da partida.

O estádio está com 65% das obras concluídas. A previsão é que a casa colorada fique pronta em dezembro deste ano. O Beira-Rio receberá cinco jogos na Copa do Mundo de 2014.

Beira-Rio está com 65% das obras concluídas 
(Foto: Divulgação / Andrade Gutierrez)


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