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Infográfico traz destaques de engajamento durante os jogos da seleção brasileira feminina de futebol



03/09/2016

Se tem uma coisa que as Olimpíadas nos ensinaram é que futebol é coisa de menina sim. Mesmo não conquistando medalha, a seleção brasileira feminina de futebol deu um show em campo e nos fez sofrer junto delas com a eliminação.

Para comprovar a popularidade das garotas durante os Jogos, a Kantar IBOPE Media apresenta um infográfico com os destaques de audiência de TV e de engajamento no Twitter durante os jogos de Marta, Formiga e companhia na Rio 2016.

O balanço compila dados das emissoras de TV aberta e por assinatura que transmitiram as partidas nas 15 regiões metropolitanas do País mensuradas pela empresa - o que representa 68 milhões de pessoas e 24 milhões de domicílios no Brasil. Os números de engajamento na rede social são da solução Kantar Twitter TV Ratings.

Confira o infográfico:



Fonte: Adnews

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O que a Copa deixou como legado para Porto Alegre

Viaduto da Pinheiro Borda foi entregue dias antes do primeiro jogo da Copa em Porto Alegre
Foto: Diego Vara / Agencia RBS

13/07/2014

Mundial colocou o poder público diante de uma oportunidade única: redesenhar cidades-sede para melhorar a mobilidade urbana. Passado o torneio, projetos deixam aprendizados para a Capital

por Carlos Rollsing e Juliana Bublitz

Acalentada por milhares, abominada por outros tantos, a Copa do Mundo está acabando. Neste domingo, a bola deixará de rolar, a cúpula da Fifa voltará à Suíça. Aos brasileiros, restará o que se convencionou chamar de legado, expresso em obras de mobilidade urbana, parte delas inacabada. 

O Mundial deixa uma série de aprendizados para a gestão pública no Brasil. Governantes comemoram a possibilidade de redesenhar cidades, mas a pressa, a falta de planejamento e a burocracia deixam uma herança de pendências, precedidas por atritos com setores que desejavam ter opinado sobre temas como remoções, cortes de árvores e reintegrações. 

Em Porto Alegre, 19 obras foram previstas como legado da Copa, mas apenas seis estão prontas (em outra contagem, o número de construções é de 20, porque o Viaduto da Pinheiro Borda é dissociado da ampliação da Avenida Padre Cacique). De todos os empreendimentos, 14 são de responsabilidade da prefeitura, que captou R$ 888 milhões em financiamentos federais.

Na vida real, o cidadão ainda sente os transtornos de conviver em uma cidade tomada por intervenções que andam em ritmo lento. Nas três esferas da federação, o improviso trouxe consequências.

Ainda em 2009, a prefeitura assinou acordo para receber como doação do Centro das Indústrias (Ciergs) os 14 projetos básicos de engenharia, mas isso não acelerou o processo, que se estendeu por quase dois anos.

– Os projetos levados à licitação se mostraram insuficientes do ponto de vista do detalhamento. Alguns tiveram de ser refeitos. Isso, em parte, explica alguns dos atrasos – relata Andrea Mallmann, auditora do Tribunal de Contas do Estado (TCE) que acompanhou as obras da Copa.

Só 16,5% do valor dos empréstimos foi liberado

O impasse em torno dos projetos gerou problema na liberação de recursos. A prefeitura protestou contra o atraso nos repasses dos financiamentos feitos pela Caixa. O primeiro empréstimo foi assinado em julho de 2010 e, até agora, foram desembolsados só R$ 80,1 milhões dos R$ 426,7 milhões contratados. Da segunda operação, de janeiro de 2014, foram liberados R$ 66,6 milhões dos R$ 461,9 milhões.

– Nunca faltou recurso, mas existem regras. Tivemos percalços com os projetos definitivos, que nunca chegavam. Não conseguíamos fazer as medições e não tínhamos como liberar o dinheiro – diz Ruben Danilo Pickrodt, superintendente da Caixa no RS.

A prefeitura rebate e diz que as medições de obras geraram atrasos pontuais de até 30 dias, incapazes de ameaçar cronogramas.

– O problema foi a não liberação do segundo financiamento. Entramos com os documentos em 2012, deveria ser liberado em junho de 2013, mas o recurso só chegou em março de 2014. A União demorou para fazer seus procedimentos internos – afirma o secretário municipal de Gestão, Urbano Schmitt.

Nesta reportagem, Zero Hora lista os acertos e erros que contribuíram para a finalização ou o atraso das obras da Copa e mostra a realidade de moradores de Porto Alegre. Também há espaço para as barreiras que permeiam a realização de obras públicas no país, como o caso de uma negociação de desapropriação entre prefeitura e Exército. Mesmo consensual, o processo levou mais de um ano para ser finalizado.

Há ainda casos de imbróglios judiciais, surpresa com a descoberta de um sítio arqueológico e imperícia na identificação de uma rocha e de um solo de "má qualidade".

Legadômetro
Desde 2011, ZH acompanhou a execução das obras da Copa em Porto Alegre em reportagens batizadas de Copômetro. Com o encerramento do torneio e o fim dos prazos impostos pela competição, passa a conferir o andamento dos projetos ainda inacabados.

CONCLUÍDAS

Avenidas Beira-Rio e Padre Cacique (prefeitura) 
R$ 86,9 milhões executados até agora
Situação: concluída. Trechos 3 e 4 da obra, perto do Beira-Rio e do Gasômetro, foram liberados no final de maio. Já os trechos 1 e 2, no entorno da Rótula das Cuias, estavam finalizados há mais tempo.

Aeromóvel (governo federal)
R$ 37,8 milhões
Situação: inaugurado ano passado com um veículo com 150 lugares. O segundo, para 300 passageiros, entrou em operação em abril. O trecho aeroporto-trensurb tem um quilômetro.

Estádio (iniciativa privada)
R$ 400 milhões (valor extraoficial)
Situação: concluído. O Beira-Rio foi inaugurado em 5 de abril. A obra foi executada pela Andrade Gutierrez, que firmou parceria com o Inter. Parte da reforma foi financiada por empréstimo do BNDES.

ILS2 (governo federal)
R$ 42,7 milhões
Situação: concluído. O ILS2, que melhora as condições de pouso e decolagem no Salgado Filho em dias de neblina, foi colocado em operação pela Infraero e Secretaria de Aviação Civil em meio à Copa.

Complexo da Rodoviária (prefeitura)
R$ 19,8 milhões (executados até agora)
Situação: o viaduto da Júlio de Castilhos está concluído. Uma estação de transporte público, com passagens subterrâneas para pedestres, ainda será construída. O edital deve ser lançado em agosto.

EM RITMO LENTO

Trincheira da Anita Garibaldi (prefeitura)
R$ 9,9 milhões (executados até agora)
Situação: paredes de contenção foram erguidas, e a obra na avenida está na fase de escavação da trincheira, com conclusão até o final do ano. A retirada de uma rocha e de árvores atrasou os trabalhos.

Viaduto da Bento (prefeitura)
R$ 69,6 milhões executados até agora 
Situação: inauguração da obra na Avenida Bento Gonçalves prevista para dezembro. Por falta de recursos, obra parou entre janeiro e março. Um trecho ficou imobilizado por causa de uma desapropriação.

Trincheira da Cristóvão (prefeitura)
R$ 12, 5 milhões (executados até agora)
Situação: conclusão em 2015. Além dos entraves com projetos e recursos, a obra na Avenida Cristóvão Colombo enfrentou dificuldades específicas: processos de desapropriação acabaram na Justiça.

BRT da Bento Gonçalves (prefeitura)
R$ 10,9 milhões (pavimentação)
Situação: 92% da obra está executada e deve ser concluída neste ano. Foi prejudicada pela demora na elaboração dos projetos e na liberação de recursos e pela escassez temporária de areia.

BRT da Protásio (prefeitura)
R$ 16,6 milhões (pavimentação)
Situação: 88% da obra na Protásio Alves está executada. Conclusão em 2014. Foi prejudicada pela demora na elaboração dos projetos e na liberação de recursos e pela escassez temporária de areia.

BRT da João Pessoa (prefeitura)
R$ 5 milhões (pavimentação)
Situação: 55% da obra está executada. Conclusão em 2014. Foi prejudicada pela demora na elaboração dos projetos e na liberação de recursos e pela escassez temporária de areia.

Duplicação da Voluntários (prefeitura)
R$ 14,1 milhões (executados até agora)
Situação: em obras entre as ruas da Conceição e Ramiro Barcelos. Enfrentou atraso após descoberta de um sítio arqueológico. Também houve problema com desapropriações. Sem previsão de conclusão.

Prolongamento da Severo Dullius (prefeitura)
R$ 69,6 milhões (executados até agora)
Situação: a extensão de trecho concluída (Rua Dona Alzira) demanda a implantação de pontes, em execução. Sem previsão de conclusão. Foi necessário mudar o traçado para desviar de aterro desativado.

Terminal do Salgado Filho (governo federal)
R$ 246,3 milhões
Situação: no dia 15, a Infraero fará medição da execução da obra. Em caso de atraso, poderá abrir processo de rescisão de contrato. Dificuldades financeiras da empreiteira atrapalharam projeto.

PARADAS

Trincheira da Avenida Ceará (prefeitura)
R$ 31,3 milhões (executados até agora)
Situação: aguarda aditivo ao contrato: foi preciso transferir as atividades para a noite para não prejudicar o aeroporto. E o solo da região exigiu mudanças técnicas. Conclusão em 2015.

Duplicação da Tronco (prefeitura)
R$ 122,9 milhões, previstos para execução
Situação: em andamento em três frentes, com um dos seis quilômetros de pista concluídos. Não há previsão de conclusão devido à necessidade de reassentar famílias que ainda não foram retiradas.

Obras na Plínio (prefeitura)
R$ 31 milhões (previsto para execução)
Situação: aguarda definição da Justiça sobre a reintegração de posse de terreno público. A decisão é fundamental para o início da trincheira e do viaduto na Plínio Brasil Milano. Conclusão em 2015.

Pista do aeroporto (governo federal)
Sem valor definido
Situação: o solo alagadiço encareceu o projeto de ampliação. O edital de licitação e a análise de viabilidade estão sob avaliação da Infraero e da Secretaria de Aviação Civil. Sem previsão de conclusão.

OS ACERTOS

Pressionada pelos prazos e sem os repasses da Caixa, a prefeitura investiu R$ 97 milhões próprios para conseguir inaugurar as avenidas Beira-Rio e Padre Cacique até a Copa. Essas obras, que incluíam o Viaduto da Pinheiro Borda, eram as prioridades. Sem elas, a realização do Mundial em Porto Alegre estaria comprometida. Foi um plano emergencial que deu resultados.

Porto Alegre está entre as cidades que melhor aproveitaram a Copa para tirar obras de mobilidade urbana do papel. O governo federal ofereceu financiamentos com prazos longos e juros baixos. A maioria das construções não está relacionada com a competição, mas mudará a cara da cidade em um futuro próximo. Para o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, "nunca na história tivemos tamanho investimento em mobilidade".

OS ERROS

No início de 2010, quando foi assinada a matriz de responsabilidade da Copa, foram feitas estimativas de investimento em obras, sem cálculos confiáveis. Quando os projetos ficaram prontos, logo se percebeu que os recursos do primeiro financiamento seriam insuficientes. As cidades-sede tiveram de tomar um segundo empréstimo federal para finalizar os empreendimentos. A burocracia foi redobrada.

Com 14 obras ao mesmo tempo, o corpo técnico da prefeitura se mostrou reduzido. Documentos e exigências da Caixa ficaram pendentes e travaram os repasses. O município entendeu que o risco valia a pena: se não colocasse tudo no pacote da Copa, perderia os financiamentos em condições favoráveis da União. A dificuldade de pessoal indicou os gargalos do poder público para realizar grandes projetos.


Fonte: ZH


Infográfico Aeroportos e Estádios da Copa de 2014

(Crédito: Divulgação)

25/04/2013

Investimentos na estrutura garantirão o conforto do público.

Com a proximidade da Copa do Mundo no Brasil, a Infraero e o Governo (nas esferas federal e estadual) têm acelerado ações para melhorar a infraestrutura dos aeroportos das cidades que irão sediar os jogos, buscando atender aos torcedores de todas as partes do Brasil e do mundo de modo eficiente.


Belo Horizonte

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, por exemplo, localizado em Belo Horizonte, tem sua reforma orçada em R$ 408,6 milhões e passará a ter capacidade para até 13 milhões de passageiros por ano, um terminal com 67.675 m² e um pátio de aeronaves com 304.524 m². O aeroporto dista apenas 33 km do Estádio Mineirão, que deverá comportar até 64 mil torcedores.

Brasília

Em Brasília, o investimento previsto para o Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek é de R$ 748,4 milhões, com obras que deverão resultar em um terminal com 170.000 m² e capacidade para até 18 milhões de pessoas por ano. Já o pátio de aeronaves deve alcançar 296.000 m². Esse aeroporto fica a 15 km do Estádio Mané Garrincha, cuja capacidade será ampliada para 70 mil lugares.

São Paulo

O estado de São Paulo está reformando dois aeroportos importantes: Guarulhos e Viracopos, distantes 21,8 e 113 km, respectivamente, da Arena Itaquera, estádio que terá a capacidade ampliada para 65 mil lugares e será palco da abertura da Copa de 2014.

O Aeroporto Internacional de São Paulo (Guarulhos) irá receber R$ 1.219,4 bilhão em investimentos, para atender a 27,5 milhões de passageiros por ano. As obras contemplarão um terminal com 241.700 m² e um pátio de aeronaves com 625.574 m². Já o Aeroporto Internacional de Campinas (Viracopos) receberá R$ 742 milhões para a ampliação do pátio de aeronaves (144.250 m²) e do terminal (58.540 m²), a fim de atender a uma demanda de 6,6 milhões de passageiros por ano.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, o Aeroporto Internacional do Galeão (Antônio Carlos Jobim), distante 16,5 km do Maracanã (que deve ser capaz de abrigar 79 mil torcedores e será sede da decisão da Copa), conta com R$ 687,3 milhões em investimentos para a construção de um pátio de aeronaves com 712.895 m² e de um terminal com 316.681 m², apropriado para atender à uma demanda anual de 18,7 milhões de passageiros.

Cuiabá

No Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Cuiabá, estão sendo investidos R$ 87,5 milhões. O planejamento envolve um pátio de aeronaves com 38.800 m² e um terminal com 13.200 m² capaz de atender até 5,7 milhões de passageiros por ano. A distância do aeroporto até a Arena Pantanal, que deverá receber 43 mil torcedores, é de apenas 7,3 km.

Região Sul

A região sul do Brasil receberá jogos nas cidades de Curitiba e Porto Alegre. No Aeroporto Internacional Afonso Pena (região metropolitana de Curitiba) estão sendo investidos R$ 72,8 milhões em um terminal com 62.445 m² para atender a uma demanda de 7,6 milhões de passageiros por ano. O pátio de aeronaves também será ampliado para 143.941 m². É importante ressaltar que são 16,7 km do aeroporto até a Arena da Baixada, estádio que deverá comportar 41 mil torcedores.

As obras no Aeroporto Internacional Salgado Filho (Porto Alegre) ampliarão o terminal para 60.300 m², permitindo atender até 18,8 milhões de passageiros por ano. Também está previsto um pátio de aeronaves com 197.130 m², para tanto o investimento feito no aeroporto é de R$ 345,8 milhões. Sua distância até o Estádio Beira Rio, que irá suportar 52 mil torcedores, é de aproximadamente 12,5 km.

Fortaleza

O Aeroporto Internacional Pinto Martins (Fortaleza) receberá R$ 279,5 milhões, que serão aplicados na ampliação do terminal para 90.394 m² e do pátio de aeronaves para 163.391 m². Isso resultará em uma capacidade para 8,6 milhões de passageiros por ano. Esse aeroporto está localizado a 5,9 km do Estádio Castelão, que deve receber até 67 mil torcedores.

Natal

O Aeroporto São Gonçalo do Amarante (Natal) receberá R$ 168,9 milhões para entregar um pátio de aeronaves de 216.00 m², uma pista de pouso com 3.000 x 60 metros e um terminal para 5,9 milhões de pessoas por ano. A Arena das Dunas está a aproximadamente 20 km desse aeroporto e sua capacidade chegará a 43 mil lugares.

Recife

O Aeroporto Internacional Gilberto Freyre (Recife), distante 23,3 km da Arena Pernambuco (que disponibilizará 46 mil lugares), terá a capacidade do terminal ampliada para 16,7 milhões de pessoas por ano. Estão previstas ainda uma torre de 31 metros de altura (do solo ao nível da cabine) e um pavimento técnico que, juntos, somarão uma área de 308 m². O investimento total é de R$ 19,8 milhões.

Salvador

No Aeroporto Internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães (Salvador) serão investidos R$ 45,1 milhões para a preparação de um pátio com 91.855 m² e de um terminal com 69.750 m², capaz de atender a 12,9 milhões de pessoas por ano. Esse aeroporto está localizado a aproximadamente 27 km do Estádio Fonte Nova, cuja capacidade deve chegar a 50 mil lugares.

Manaus

A Arena da Amazônia (Manaus), localizada a 8,1 km do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, também será sede de alguns jogos e deve ser capaz de receber até 44 mil torcedores. O aeroporto conta com R$ 327,4 milhões para a ampliação do terminal (97.258 m²) e do pátio de aeronaves (45.000 m²). Assim, a capacidade de atendimento sobe para 13,5 milhões de pessoas por ano.

Fonte: BlogAzul



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