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JUSTIÇA SUÍÇA APONTA MAIS DE 120 TRANSAÇÕES SUSPEITAS NAS ESCOLHAS DAS COPAS DE 2018 E 2022

Justiça suíça aponta mais de 120 transações fraudulentas na atribuição 
de Mundiais | Foto:  Fifa / Divulgação / CP Memória

25/11/2015

Investigações caem sobre Mundiais que serão realizados na Rússia no no Catar

A investigação suíça sobre as condições da atribuição das Copas do Mundo de 2018 à Rússia e 2022 ao Catar revelou "mais de 120" transações financeiras suspeitas, anunciou o gabinete da procuradoria-geral da Suíça nesta quinta-feira.

Essas transações, apontadas pelos investigadores do escritório suíço de comunicação em matéria de lavagem de dinheiro, "foram coletadas nos processos judiciais em torno da atribuição dos Mundiais de 2018 e de 2022, em dezembro de 2010", disse o porta-voz do gabinete do procurador-geral.

Esse quantidade em agosto era de 103, mas o número ainda pode aumentar visto que as investigações ainda estão em curso. O escritório do procurador-geral suíço acrescentou que "até o momento, nenhuma autoridade do Catar foi ouvida em relação ao Mundial de 2022, mais de seis meses depois da abertura da investigação".

"Os membros do comitê organizador da Copa do Mundo do Catar são bem-vindos se desejarem falar com o gabinete do procurador-geral porque a opinião deles interessa verdadeiramente", prosseguiu o porta-voz. "O antigo presidente da Confederação Asiática de Futebol (o empresário do Catar Mohamed Bin Hammam, envolvido pelo dossiê de atribuição do Mundial-2022) é particularmente bem-vindo", acrescentou.

Bin Hammam, de 66 anos, que também esteve à frente da Federação do Catar e foi membro do Comitê Executivo da Fifa, foi expulso da instituição em 2011 por ter tentado comprar votos em sua campanha à presidência. As investigações da justiça suíça, que podem durar até seis anos, se desenvolveram em paralelo a uma investigação da justiça americana sobre a suposta corrupção no interior da Fifa. Segundo a acusação, cerca de 150 milhões de dólares em subornos e comissões teriam circulado pelas altas esferas do futebol há 25 anos.


Escola Nacional de Justiça Desportiva: inauguração oficial

Créditos: Kleber

12/12/2014

A ENAJD (Escola Nacional de Justiça Desportiva) foi inaugurada oficialmente na tarde desta quinta, dia 11 de dezembro, em evento oficial na sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol). O evento contou com a presença dos ministros do STJ, Luis Felipe Salomão e Paulo de Tarso Vieira Sanseverino, além do diretor da ENAJD, Paulo Salomão Filho, e do presidente do STJD, Caio Cesar Rocha, que abriram o ciclo de palestras com o debate Justiça Desportiva x Justiça Comum.

O workshop, denominado "Jogo Limpo" ainda abordou temas específicos e emergentes da Justiça Desportiva como as novas Regras do Doping, as mudanças no Regulamento Geral das Competições para o ano de 2015, Arbitragem Brasileira e o Combate à manipulação de Resultados, procedimentos disciplinares e sanções. Para o Diretor da ENAJD, apesar de já terem sido realizados algumas palestras itinerantes pelo Brasil, o evento foi importante para confirmar o interesse e crescimento do Direito Desportivo no país.

- A Escola era um desejo antigo e que felizmente no segundo semestre deste ano pudemos implementar. Essa é uma conquista para o cenário jurídico desportivo nacional e uma excelente oportunidade para os que têm interesse pela busca do conhecimento na área. Esse evento pode confirmar o aumento do segmento no Direito e temos a certeza que no ano de 2015 a ENAJD terá ainda mais sucesso, pois estamos direcionando os próximos temas de palestras de acordo com o interesse e sugestões dos participantes”, disse Paulo Salomão Filho.

Além dos ministros, os convidados contaram com palestras do presidente de Controle de Doping da CBF, Dr. Fernando Solera, Manoel Flores da Diretoria de Competições da CBF; Sérgio Corrêa, presidente da Comissão de Arbitragem, Paulo Schmitt, procurador-geral do STJD e vice-diretor da ENAJD, e Luciano Hostins, procurador do STJD.

Na platéia presidentes de Federações de Futebol, diretorias da CBF, advogados e acadêmicos de direito prestigiaram o evento.

Criada através do Superior Tribunal de Justiça Desportiva e da CBF, a Escola visa estudar os valores contidos nos códigos disciplinares, além de capacitar acadêmicos e profissionais, das áreas de Educação Física e Direito para atuação em tribunais desportivos através de cursos e workshops, além de elaborar estudos.

Fonte: CBF

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Fifa volta atrás e levará à Justiça escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022

Foto: Divulgação

20/11/204

Inicialmente, entidade disse que não constatou irregularidades nos processos de escolha de Rússia e Catar. Agora, admite que pode ter havido corrupção, como sugeriu um investigador

A Fifa decidiu rever seu posicionamento quanto à polêmica escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar. Diante das suspeitas de corrupção no processo de escolha, a questão será levada à Justiça de Berna, na Suíça, conforme comunicado emitido pela entidade nesta terça-feira.

Hans-Joachim Eckert, presidente do Conselho de Ética da Fifa, foi quem recomendou a Joseph Blatter, presidente da Fifa, que levasse o caso à Justiça. A suspeita é de que tenham ocorrido transferências de bens durante o processo de escolha das sedes, como apontado por Michael Garcia, investigador independente contratado pela entidade.

A investigação de Garcia durou mais de um ano, com 75 pessoas ouvidas. Inicialmente, ao analisar o relatório final, Eckert disse que não havia razões para se suspeitar das escolhas de Rússia e Catar. Porém, esse posicionamento foi duramente contestado pelo próprio investigador, segundo quem a Fifa não havia interpretado corretamente o relatório.

"O comunicado divulgado pela Fifa contém várias representações de fatos que estão materialmente incompletas e erradas", declarou Garcia na ocasião. "Pretendo apelar contra essa decisão", completou. A Fifa, então, reviu seu posicionamento, e agora indica que acredita nas suspeitas de corrupção.

A absolvição de Rússia e Catar não incomodou apenas Garcia. A Alemanha, atual campeã mundial, contestou o posicionamento da Fifa e chegou a recomendar que a Uefa (União de Fiutebol da Europa) se retirasse da Fifa caso o posicionamento não fosse revisto.

Fonte: JusBrasil

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