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Fifa volta atrás e levará à Justiça escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022

Foto: Divulgação

20/11/204

Inicialmente, entidade disse que não constatou irregularidades nos processos de escolha de Rússia e Catar. Agora, admite que pode ter havido corrupção, como sugeriu um investigador

A Fifa decidiu rever seu posicionamento quanto à polêmica escolha das sedes das Copas do Mundo de 2018, na Rússia, e 2022, no Catar. Diante das suspeitas de corrupção no processo de escolha, a questão será levada à Justiça de Berna, na Suíça, conforme comunicado emitido pela entidade nesta terça-feira.

Hans-Joachim Eckert, presidente do Conselho de Ética da Fifa, foi quem recomendou a Joseph Blatter, presidente da Fifa, que levasse o caso à Justiça. A suspeita é de que tenham ocorrido transferências de bens durante o processo de escolha das sedes, como apontado por Michael Garcia, investigador independente contratado pela entidade.

A investigação de Garcia durou mais de um ano, com 75 pessoas ouvidas. Inicialmente, ao analisar o relatório final, Eckert disse que não havia razões para se suspeitar das escolhas de Rússia e Catar. Porém, esse posicionamento foi duramente contestado pelo próprio investigador, segundo quem a Fifa não havia interpretado corretamente o relatório.

"O comunicado divulgado pela Fifa contém várias representações de fatos que estão materialmente incompletas e erradas", declarou Garcia na ocasião. "Pretendo apelar contra essa decisão", completou. A Fifa, então, reviu seu posicionamento, e agora indica que acredita nas suspeitas de corrupção.

A absolvição de Rússia e Catar não incomodou apenas Garcia. A Alemanha, atual campeã mundial, contestou o posicionamento da Fifa e chegou a recomendar que a Uefa (União de Fiutebol da Europa) se retirasse da Fifa caso o posicionamento não fosse revisto.

Fonte: JusBrasil

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Chefes de ética da Fifa vão se reunir na quinta após polêmica sobre Copas de 2018 e 2022

Hans-Joachim Eckert, juiz de ética da Fifa - GETTY

19/11/2014

O juiz de ética da Fifa, Hans-Joachim Eckert, vai se reunir com o investigador Michael Garcia na quinta-feira para discutir suas diferenças sobre o controverso processo de votação para as Copas do Mundo de 2018 e 2022.

Uma fonte próxima à investigação confirmou à Reuters que a reunião vai ocorrer na quinta-feira e disse que o local ainda não tinha sido decidido.

A Fifa foi alvo de polêmica na quinta-feira, quando Eckert, chefe da câmara decisória do Comitê de Ética, disse não encontrar motivos para reabrir o processo que concedeu a realização da Copa do Mundo de 2018 à Rússia e a de 2022 ao Catar.

Mas três horas depois, o ex-promotor dos EUA Garcia, que passou 18 meses investigando alegações de corrupção durante o processo, publicou seu próprio comunicado dizendo que o documento da Fifa contém "diversas representações dos fatos materialmente incompletas e equivocadas" sobre seu relatório de 430 páginas, acrescentando que irá recorrer da decisão.

Inglaterra, Espanha/Portugal e Bélgica/Holanda também foram candidatas ao torneio de 2018, enquanto Japão, Estados Unidos, Coreia do Sul e Austrália se candidataram à Copa de 2022.

Fonte: ESPN

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Eckert minimiza diferenças com Garcia sobre investigação das Copas de 2018 e 2022

16/11/2014

O jurista de ética da Fifa Hans-Joachim Eckert minimizou as diferenças com o investigador Michael Garcia acerca das conclusões de um relatório sobre o processo de escolha das sedes das Copas de 2018 e 2022, dizendo que o parecer ainda não estava finalizado.

"Nós chegamos a uma etapa intermediária da investigação", afirmou o juiz alemão Eckert ao jornal Frankfurter Allgemeine neste sábado, dois dias depois de negar a reabertura do processo de escolha das sedes. 

"Ele pode agora prosseguir com a investigação rumo ao relatório final", teria dito Eckert, segundo o jornal. 

Entidade máxima do futebol mundial, a Fifa entrou em nova crise na quinta-feira quando Eckert disse que não havia fundamentação jurídica para reabrir a controversa investigação do processo que determinou a Rússia como país-sede da Copa do Mundo de 2018 e o Catar como sede do torneio de 2022. 

A entidade e os países-sede enfrentam acusações de corrupção e pagamento de propina.

Três horas após a declaração de Eckert, o ex-promotor norte-americano Michael Garcia, que conduziu a investigação durante 18 meses, disse que as 42 páginas do parecer de Eckert deturpam seu relatório de 430 páginas e garantiu que vai levar o caso para o comitê de apelação da Fifa.

A Fifa, que já confirmou o recurso de Garcia, tem enfrentado enorme pressão para publicar o relatório completo.

Os dirigentes do Catar, que têm repetidas vezes negado as acusações, também têm sofrido críticas pelo tratamento que o país oferece a trabalhadores imigrantes na indústria da construção.

Eckert disse à Reuters em Munique no início da semana que estava surpreso com a reação de Garcia. 
"Normalmente você conversa com a outra pessoa internamente se você não aprova algo", disse ele, acrescentando que não teve como entrar em contato com Garcia. 

"Pode ter sido tudo um grande mal entendido", sugeriu o jurista.

Fonte: BOL

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