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Gols em mais quatro capitais

12/01/2015

O torneio de futebol dos Jogos Olímpicos de 2016 será disputado em outras quatro cidades além do Rio de Janeiro: Salvador, Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. Saiba mais sobre cada um dos estádios que receberão as emoções do futebol olímpico.


Belo Horizonte – Estádio Mineirão

Erguido em 1965, o Mineirão foi palco de seis jogos na Copa do Mundo de 2014. Para isso, passou por uma ampla reforma que o qualifica, também, a sediar partidas de futebol nos Jogos de 2016. Localizado em uma importante região da cidade, próximo à Lagoa da Pampulha e famosos monumentos projetados por Oscar Niemeyer, o estádio será o ponto de ligação mais direta entre os torcedores mineiros e os Jogos Olímpicos de 2016.

Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: futebol
Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: não haverá
Capacidade: 62.160 lugares
Status: em funcionamento


Brasília – Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha

Localizado no centro da capital da República, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha foi inteiramente erguido para a Copa das Confederações 2013 e para a Copa do Mundo de 2014. No mesmo lugar,  situava-se o antigo Estádio Mané Garrincha, que foi demolido para a construção da nova arena. O local foi palco da abertura do torneio de 2013 e recebeu sete partidas do Mundial em 2014. Com isso, Brasília passou a contar com uma instalação com totais condições de receber os duelos do futebol durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: futebol
Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: não haverá
Capacidade: 72.788 lugares
Status: em funcionamento


Salvador – Arena Fonte Nova

A emoção do futebol olímpico em 2016 também vai à Bahia. A Arena Fonte Nova, em Salvador, construído em 1951, foi totalmente reconstruído para receber três jogos da Copa das Confederações 2013 e outros seis do Mundial de 2014. A arena baiana está pronta para receber os duelos dos Jogos Olímpicos de 2016.

Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: futebol
Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: não haverá
Capacidade: 50.000 lugares
Status: em funcionamento


São Paulo – Arena Corinthians

O estádio esteve no centro das atenções de todo o planeta em 2014, quando recebeu a abertura da Copa do Mundo de 2014 e outras cinco partidas. Localizado em Itaquera, bairro da Zona Leste de São Paulo, o estádio, que pertence ao Corinthians, receberá partidas de futebol durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Modalidades em disputa nos Jogos Olímpicos: futebol
Modalidades em disputa nos Jogos Paraolímpicos: não haverá
Capacidade: 48.000 lugares
Status: em funcionamento

Fonte: Brasil2016

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IMAGINA DEPOIS DA COPA...

O Silverdome, um dos palcos da Copa de 1994, nos EUA, será leiloado neste mês. 
O problema é achar comprador (Foto: Carlos Osorio/ AP)

12/08/2014

O que os governos pretendem fazer com as arenas de Brasília, Manaus e Cuiabá – candidatas ao prêmio “ociosidade total” após o mundial. vem aí a operação antielefante branco

O lixo e os entulhos dominam as arquibancadas. Plantas e ervas daninhas proliferam pelo gramado que foi palco de jogos de Copa do Mundo, em 1994. O plástico que caiu das coberturas do teto está por toda parte. Não há energia elétrica para ligar as luzes. O abandono virou a marca registrada do Silverdome, estádio localizado em Detroit, nos Estados Unidos. No mês que vem, ele será leiloado. Há pouca expectativa de venda: o estádio, que já foi considerado um dos mais modernos do mundo, virou um elefante branco quando o time local de futebol americano, o Detroit Lions, mudou-se para outra arena, em 2001. Sem a renda trazida pela equipe, os proprietários não conseguem dinheiro para a manutenção. Se não houver interessados na compra, o estádio será demolido – é mais barato derrubá-lo e vender o terreno do que seguir pagando todo mês as despesas de um estádio vazio.

O Silverdome é um  triste exemplo do que pode ocorrer a algumas das arenas construídas no Brasil quando acabar a Copa do Mundo, este mês. Foram 12 estádios erguidos ou modernizados para a competição. Após o apito final, nove deles serão administrados por clubes com grande torcida ou por consórcios formados por empresas privadas. De modo geral, apesar de problemas localizados, não há muitas dúvidas sobre a utilidade desses locais. Já no caso das três outras arenas – Brasília, Manaus e Cuiabá – a situação é preocupante: sem a perspectiva de abrigar jogos com casa cheia, existe o risco de que elas sigam o exemplo do Silverdome, com os governos estaduais pagando pela manutenção de um estádio praticamente inativo. NEGÓCIOS procurou os administradores das três arenas – o Estádio Nacional, a Arena da Amazônia e a Arena Pantanal – para descobrir como eles pretendem viabilizar a operação. Nenhum deles quis se pronunciar. Executivos das três Secretarias Especiais da Copa 2014 (Secopas) revelaram, contudo, que neste momento está sendo desenhada uma operação antielefante branco para os estádios.

 (Foto: Reprodução)

Arena Multiúso 
Nos três casos, o objetivo é o mesmo: repassar o controle dos estádios à iniciativa privada por meio de um processo de concessão – os editais devem ser publicados no segundo semestre. “Antes mesmo do início das construções sabia-se que esses estádios eram inviáveis economicamente, o que afastou logo de cara o interesse de investidores”, diz um dos executivos. O que mudará após a Copa? O formato. Os governos irão estabelecer nos contratos uma série de atrativos – podem assumir parte da manutenção, cobrar um preço reduzido pela concessão e oferecer vantagens fiscais (desconto no ICMS para quem transferir o escritório da empresa para o estádio, por exemplo). “O desafio das empresas será obter renda para os custos de manutenção e ainda tentar fazer algum lucro”, diz o consultor Amir Somoggi. “Não vai ser fácil.”

O problema de construir estádios em cidades sem clubes fortes é a falta de recursos vindos do futebol. Um estudo da BDO revela que o público médio das partidas disputadas nessas cidades é de mil pessoas por jogo, o que deixaria as arenas com taxa de ociosidade superior a 98%. Com isso, não haverá renda para bancar a manutenção anual, que custa entre R$ 12 milhões e R$ 20 milhões. Na melhor situação, a do Estádio Nacional, em Brasília, o futebol deverá responder por 18% dos gastos (leia quadro na próxima página). O restante deverá sair do caixa dos governos estaduais.

A conclusão é que os grupos que assumirem a operação desses três estádios não poderão contar com o futebol para fechar a equação – diferentemente do que se faz em todo o mundo. Em média, um estádio moderno, como o Emirates, de Londres, recebe por volta de 35 partidas por ano, que geram 80% da receita com a venda de bilhetes e camisas e o consumo nas lanchonetes. As atividades periféricas – estacionamento, lojas, academias, shows, casamentos e até velórios –, somadas, são responsáveis por apenas 20% dos R$ 200 milhões anuais gerados pela arena. Já o estádio de Wembley dá prejuízo para a federação inglesa – sem um time operador, depende dos jogos da seleção ou de shows, que não pagam as despesas. “Estádio de futebol se rentabiliza com futebol. Esse papo de arena multiúso é balela”, diz Fernando Ferreira, da consultoria Pluri.

Na hora de elencar os planos que serão sugeridos aos investidores das três arenas, a criatividade impera – mas passa longe do modelo europeu. Em Mato Grosso, uma ideia é usar a Arena Pantanal para sediar os jogos do time local de futebol americano, o Cuiabá Arsenal – que leva uma média de 2,5 mil pessoas aos jogos, quatro vezes mais que a média regional do futebol “tradicional”. Manaus planeja receber a pré-temporada das grandes equipes europeias, explorando a atratividade da Amazônia para os estrangeiros. Também deve apelar à beleza da região para atrair eventos corporativos. Um desembargador local sugeriu até o uso do espaço como centro de triagem de detentos. Já em Brasília, a aposta é levar os jogos de grandes times brasileiros. No ano passado, o Estádio Nacional sediou uma das partidas com maior renda do país – R$ 6,9 milhões, no duelo entre Santos e Flamengo, que marcou a inauguração do estádio e a despedida de Neymar do Brasil. “Jogos-evento assim são uma exceção”, diz Pedro Daniel, consultor da BDO Brasil. Mesmo os shows musicais, sempre citados como a salvação da lavoura, também são insuficientes. Uma arena dificilmente recebe mais de R$ 1 milhão pelo aluguel do espaço; seriam necessários, portanto, pelo menos 15 shows por ano para pagar as contas. O Morumbi, palco esportivo mais procurado do país para eventos de entretenimento, teve apenas três shows de grande porte no ano passado. Haja criatividade para espantar o elefante.

(Foto: Portal da Copa)




Brasil 0 x 3 Holanda - Copa termina para o país de futebol com "chuva" de vaias

Foto: Divulgação

13/07/3014

A Seleção Brasileira pouco fez e acabou ficando apenas com a quarta colocação na Copa do Brasil

Para uma Seleção Brasileira fraca tecnicamente, sem sua principal estrela e com jogadores mediando para bons, não dá para se esperar muito mais do que uma quarta colocação. E foi isso que o Brasil “conquistou”. A mística da camisa amarela acabou indo por água abaixo com a goleada por 7 a 1 para a Alemanha, e seguiu manchada na partida deste sábado. O país do futebol viu de perto mais uma derrota, desta vez para a Holanda pelo placar de 3 a 0, em sua casa, no Estádio Mané Garrincha. Robben e Van Persie, como de costume, brilharam. Assim como, Oscar e companhia, que tiveram lampejos de bom futebol. A diferença de gols só não foi maior, pois os holandeses tiraram o pé do acelerador.

A casa desmoronou de vez quando Neymar se contundiu contra a Colômbia, mas o planejamento já foi montado à base de erros. A Seleção Brasileira não jogou bem esta Copa do Mundo, com exceção, talvez, contra Camarões. Isso tudo, fez com que o Brasil terminasse o Mundial sob vaias, com saldo de gols de -3, e como o páis mais vazado atuando como anfitrião. Totalmente inacreditável quando se trata da nossa Seleção.

A Holanda, em situação inversa, iniciou a Copa desacreditada, cresceu com a goleada contra a Espanha, e só não fechou com a chave de ouro, pois caiu para a Argentina, na semifinal, nas cobranças de pênalti. Pela primeira vez na história, a seleção holandesa terminou um Mundial invicta. Esse bom futebol, porém, só os rendeu um terceiro lugar.

Para ficar mais feio para o Brasil, a Seleção "assistiu de camarote" a entrega de medalhas para a Holanda. Em pleno país, os comandados de Felipão não conseguiram subir nem no lugar mais baixo do pódio. Já os holandeses não comemoraram muito, mas pelo menos ficaram felizes com a premiação.

MAIS UM CHOCOLATE, BRASIL?
Após a derrota vexatória para a Alemanha, a Seleção Brasileira voltou a campo neste sábado na disputa de terceiro lugar diante da Holanda. O técnico Luiz Felipe Scolari enfim resolveu mudar a formação tática da equipe. Fred, Hulk, Marcelo, Bernard, Dante e Fernandinho saíram e deram lugar à Jô, Ramires, Maxwell, William, Thiago Silva e Paulinho. A grande estrela da Seleção, o craque Neymar foi para o banco de reservas, porém, estava incapacitado de atuar.

Foto: Divulgação

Pelo lado holandês, o grande desfalque foi o meia Sneijder. O jogador sentiu dores musculares ao arriscar um chute no aquecimento e acabou sendo poupado pelo técnico Louis van Gaal. Com isso, as apostas ficaram novamente em torno de Van Persie e Robben, e eles corresponderam à altura.

Antes do apito inicial, porém, o alemão mais brasileiro desta Copa do Mundo, o atacante Podolski mandou uma mensagem para a Seleção. “Boa sorte hoje no jogo, estamos todos na torcida, muita raça, para frente #Brasil, #CoraçãoVerdeAmarelo, #Poldi”, postou o craque em sua página no Twitter.

Durante a partida, o Brasil levou logo de cara um outro baque. Não deu tempo nem da torcida se recuperar de 7 a 1 diante da Alemanha, e logo, aos dois minutos da primeira etapa, sofreu o primeiro gol da Holanda.Thiago Silva derrubou Robben fora da área, mas o árbitro marcou penalidade máxima. Na cobrança, Van Persie buscou o ângulo de Júlio César e abriu o placar. O zagueiro brasileiro merecia o cartão vermelho, porém, recebeu apenas o amarelo.

Mesmo atrás no placar, a torcida apoiava a Seleção Brasileira, mas, dentro de campo, a equipe não respondeu e acabou sofrendo mai um gol, desta vez marcado por Blind, aos 15 minutos. De Guzmán foi até a linha de fundo, cruzou, David Luiz tirou para o meio, e a bola parou nos pés do lateral, que chutou forte para fazer o segundo. Seria uma repetição do que aconteceu contra a Alemanha?

Não! Ao menos no primeiro tempo. O Brasil sofria com os mesmos erros que o fez ser goleado pela Alemanha, a Holanda, porém, abaixou o ritmo muito antes. Teve a chance de fazer o terceiro com Van Persie, mas abriu mão de pressionar os comandados de Felipão para se fechar na marcação. Por outro lado, a Seleção Brasileira não conseguia levar perigo. A única chance realmente de gol, foi quando Oscar cruzou, Luiz Gustavo desviou, mas nem Paulinho, e nem David Luiz conseguiram completar para as redes.

UFA! MENOS MAL!

Foto: Divulgação

A etapa complementar começou morna. Felipão resolveu arriscar novamente. Colocou Fernandinho e Hernanes, e sacou Luiz Gustavo e Paulinho. O espírito da equipe, porém, continuou o mesmo. Sem Neymar, o Brasil parecia sem vida, sem força de vontade. Enquanto que, a Holanda era impecável na formação tática. Os europeus deixavam Thiago Silva e David Luiz livres de marcação e apertavam quando os demais pegavam na bola. Resultado: poucos lances de perigo pelo lado verde e amarelo.
Em uma dessas chances remotas saíram dos pés de Oscar, que estava mais “acordado” nesse embate. Aos 13 minutos, o meia do Chelsea arriscou e tirou tinta da trave de Cillessen. Mais tarde, Hulk, que entrara no lugar de Ramires, cortou para a esquerda e chutou, mas mandou para a linha de fundo.

Esta foi a última “grande” chance da Seleção Brasileira no embate. O Brasil cansou, não ameaçou mais a Holanda, que resolveu fazer o terceiro, e fez. Wijnaldum recebeu dentro da área e chutou no contrapé de Júlio César. A Copa do Mundo termina para o país do futebol sob chuvas no Mané Garrincha.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0 x 3 HOLANDA

BRASIL - Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo (Fernandinho), Paulinho (Hernanes), Ramires (Hulk), Willian e Oscar; Jô. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

HOLANDA - Cillessen (Vorm); De Vrij, Vlaar e Martins Indi; Kuyt, Clasie (Veltman), Wijnaldum, De Guzman e Blind (Janmaat); Van Persie e Robben. Técnico: Louis van Gaal.

GOLS - Van Persie (pênalti), a 1, e Blind, aos 16 minutos do primeiro tempo; Wijnaldum, aos 45 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Thiago Silva, Fernandinho e Oscar (Brasil); Robben e De Guzman (Holanda).
ÁRBITRO - Djamel Haimoudi (Fifa/Argélia).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 68.034 pessoas.
LOCAL - Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF).



Argentina 1 x 0 Bélgica - Após 24, Hermanos voltam às semifinais

Foto: Divulgação

06/07/2014

O gol da vitória foi marcado por Higuaín, ainda na primeira etapa

A Argentina está de volta às semifinais da Copa do Mundo. 24 anos depois de superar a Itália, mas cair na decisão para a Alemanha em 1990, os Hermanos bateram a Bélgica por 1 a 0 na tarde deste sábado, em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, em confronto válido pelas quartas de final. O "salvador" sul-americano atende pelo nome de Higuaín, que até então vinha sendo contestado.Com a vitória, a seleção argentina agora aguarda o vencedor do confronto entre Holanda e Costa Rica que acontece ainda neste sábado, às 17 horas. Já a semifinal do Mundial acontecerá na próxima quarta-feira, também às 17 horas, na Arena Corinthians.

Foto: Divulgação

O jogo
Depois de apresentar um grande futebol contra os Estados Unidos, criou-se a expectativa de que a Bélgica pudesse complicar a vida da Argentina que sofreu até o fim para eliminar a Suíça. Dentro de campo, porém, a história foi diferente. Melhor desde o começo, os sul-americanos não deram espaço para os belgas trabalharem a bola e mais do que isso, não tiveram dificuldades para criar.

Sem brilhar nas fases anteriores, Higuaín que já vinha sendo contestado pela torcida parecia que novamente teria um dia ruim. Na primeira oportunidade de ataque dos Hermanos, recebeu cruzamento de Basanta, mas não conseguiu dominar. Minutos depois, no entanto, fez o que poucos acreditavam: o gol. Após lance de Di María, a bola desviou em Vertonghen e sobrou para o atacante, que bateu de primeira, sem chances para Courtois.

O gol resumiu bem o que foi a primeira etapa. Por mais que a posse de bola tenha sido praticamente igual, quando a Argentina atacava, era mais incisiva, mais aguda. Os Diabos Vermelhos faziam o contrário. Com a brazuca nos pés pareciam perdidos e pouco ofereciam perigo ao goleiro Romero. Na melhor das chances, Mirallas cabeceou pra fora.

No segundo tempo, precisando do gol de empate para permanecer com chances de seguir na Copa do Mundo, a Bélgica adiantou sua marcação e tentou surpreender a Argentina. Guiados por Messi, porém, os sul-americanos não pareciam assustados com o avanço do adversário e se aproveitavam por ter mais espaço para trabalhar suas jogadas.

Com as constantes subidas belgas – quase desesperadas – ao ataque, o contragolpe argentino parecia o melhor dos planos para garantir a vaga. Aos 10, Higuaín arrancou em velocidade, deu lindo drible em Kompany e acertou uma bomba no travessão. Vendo o tempo passar e seu time não chegar ao gol, Marc Wilmots resolveu modificar o time. Sacou Origi e Mirallas e apostou nas entradas de Lukaku e Mertens, respectivamente.As alterações até melhoraram a ofensividade dos belgas, mas não o suficiente para superar a defesa argentina que estava bem postada. Já nos quinze minutos finais do confronto, na base da ligação direta e nas bolas aéreas, novas tentativas dos europeus, mas nada de alterar o placar. Depois de 24 anos a Argentina volta a disputar uma semifinal de Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 1 x 0 BÉLGICA

ARGENTINA - Romero; Zabaleta, Garay, Demichelis e Basanta; Mascherano, Biglia e Di María (Perez); Lavezzi (Palacio), Messi e Higuaín (Gago). Técnico: Alejandro Sabella.

BÉLGICA - Courtois; Alderweireld, Kompany, Van Buyten e Vertonghen; Witsel, De Bruyne, Fellaini, Hazard (Chadli) e Mirallas (Mertens); Origi (Lukaku). Técnico: Mark Wilmots.

GOL - Higuaín, aos 7 minutos do primeiro tempo.
CARTÕES AMARELOS - Biglia (Argentina); Hazard e Alderweireld (Bélgica).
ÁRBITRO - Nicola Rizzoli (Fifa/Itália).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 68.551 presentes.
LOCAL - Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF).



França 2 x 0 Nigéria - Não tem mais bobo no futebol

Foto: Divulgação

01/07/2014

Com gols de Pogba e Yobo (contra) a França venceu mais um jogo e vai as quartas de final.

Na primeira falha de Enyeama na Copa, a França venceu a Nigéria com gols de Pogba e Yobo (contra), no Mané Garrincha, em Brasília. Apesar da bela atuação nigeriana, os franceses saíram com a vitória e vão para as quartas de final da Copa do Mundo.

O JOGO

Realmente não tem mais bobo no futebol. A Nigéria foi a campo contra a França para mostrar que o técnico Didier Deschamps estava certo em respeitar o elenco africano. Atual campeão da Confederação Africana, os nigerianos tem um futebol de muita força física e toque de bola. Os craques Mikel e Musa não deixaram a desejar no primeiro tempo.

Com início movimentado, a primeira chance foi africana. Em uma bola alçada na grande área por Musa, pelo lado esquerdo, Emenike escorou a bola para dentro do gol. A arbitragem viu o atacante adiantado e o replay confirmou. Foi por muito pouco, mas tinha um pé a frente do defensor francês. Foi a grande chance nigeriana no primeiro tempo.

Foto: Divulgação

Pelo lado francês, Valbuena ficou aberto pelo lado direito e Benzema abriu pela esquerda para dar espaço para o meio de campo chegar na área. Giroud mais centralizado contou com a boa atuação de Pogba. A melhor chance da França foi em um contra-ataque puxado pelo camisa 19, que tocou na direita para Valbuena e recebeu de volta dentro da área. Em um belo arremate de perna direira, sem deixar a bola tocar no chão, o jogador exigiu uma boa defesa de Enyeama.

A proposta francesa de jogar no contra-ataque fez com que o meio campo ficasse distante do ataque. O buraco no meio deixou Moses e Musa mais livres pelo meio campo. Ao ver a falha, o jogo já estava franco e os fraceses não encontravam o caminho para vazar o goleiro Enyeama, então Deschamps abriu Matuidi pelo lado esquerdo e centralizou Benzema. A primeira linha ficou responsável por marcar os volantes e laterais nigerianos.

O jogo estava aberto para os dois lados, mas o gol não saiu no primeiro tempo. O árbitro apitou e as equipes foram para o vestiário. Não houveram auterações e os times voltaram para campo da mesma forma. As propostas de jogo se manteram, mas com a França indo um pouco mais para o ataque. Logo no começo de jogo, Mautidi chegou forte em Onazi. O francês recebeu amarelo e o nigeriano saiu de maca, substituido por Gabriel.

Foto: Divulgação

Giroud estava muito apagado no jogo, pouco participativo, o técnico da França percebeu e resolveu mexer no time. Tirou o atacante para entrar Griezmann, também atacante. A mudança surtiu efeito. Benzema fez uma bela troca de passes com o camisa 11 e saiu na cara do gol e bateu rasteiro. Enyeama fez uma grande defesa e Moses tirou a bola em cima da linha.

A partir daí só deu França no jogo. Em um momento de pressão, Valbuena cobrou um escanteio pelo lado esquerdo, Benzema dominou a bola sozinho dentro da grande área, levou pra linha de fundo e bateu pro gol. O defensor nigeriano tirou a bola do caminho do gol. A bola rebateu e caiu nos pés do Cabaye, que forte de fora da área. A bola espirrou no travessão e saiu.

E o caminho era mesmo a bola área francesa. Valbuena cruzou na área e Benzema subiu sozinho na pequena área, cabeceou forte no centro do gol. Mas Enyeama jogou a bola pela linha de fundo. A bola parecia que não ia entrar. Mas em mais uma bola cruzada por Valbuena, o arqueiro nigeriano cometeu sua primeira falha na Copa e saiu muito mal do gol. Pogba subiu mais alto que todo mundo e cabeceou para o gol, sem goleiro.

Foto: Divulgação

Poucos minutos depois, Griezmann recebeu um belo lançamento de Matuidi. O atacante dominou, jogou na frente, invadiu a área e bateu forte cruzado, de perna esquerda. Enyeama não mostrou-se abalado pela falha e fez mais uma grande defesa. Mas agora já estava 1x0 para a França.

No final do jogo, em um contra-ataque, Valbuena consagrou sua bela atuação e cruzou a bola pela esquerda, rasteira. Griezmann foi para a bola e com o movimento do atacante, Yobo acompanhou a desviou contra o próprio gol. O atacante francês saiu comemorando, mas o gol foi contra. A jogo acabou e a França se classificou para mais uma quartas de final.

PRÓXIMO JOGO

A França joga no próximo sábado, às 13h, contra Alemanha ou Argélia, no grandioso Maracanã, pelas quartas de final da Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

FRANÇA 2 x 0 NIGÉRIA

FRANÇA: Lloris; Debuchy, Varane, Koscielny e Evra; Cabaye, Matuidi e Pogba; Valbuena (Sissoko), Benzema e Giroud (Griezmann). Técnico: Didier Deschamps.

NIGÉRIA: Enyeama; Ambrose, Yobo, Oshaniwa e Omeruo; Onazi (Gabriel), Mikel, Musa e Moses (Nwofor); Odemwingie e Emenike. Técnico: Stephen Keshi.

ÁRBITRO: Mark GEIGER (USA)
ASSISTENTE: Mark Sean HURD (USA) e Joe FLETCHER (CAN)
GOLS: Pogba, aos 33, e Yobo (contra), aos 45 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS: Matuidi (França)
CARTÕES VERMELHOS: -
PÚBLICO: 67.882 torcedores.
RENDA: Não divulgado.
LOCAL: Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF).



Encontro alinha comunicação para a Copa 2014

Governo do Estado, Prefeitura de POA e COL alinham operações para o Mundial 
Foto: Divulgação CGCopa

28/04/2014

Uma equipe do Governo do Estado, liderada pelo coordenador executivo do Comitê Gestor da Copa 2014 RS (CGCopa), Maurício Nunes Santos, juntamente com uma equipe de comunicação da Prefeitura de Porto Alegre, está participando, nessas segunda e terça-feira (28 e 29), do 8º Seminário de Comunicação da Copa do Mundo 2014. O evento ocorre no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília. A 45 dias do pontapé inicial do Mundial, o objetivo é acertar os últimos detalhes e alinhar as estratégias de comunicação entre as cidades-sede, Governo Federal, Comitê Organizador Local (COL) e Fifa. 

"Todas as áreas precisam trabalhar de uma forma integrada para que possamos realizar uma grande Copa do Mundo, e a comunicação é parte fundamental no processo, afinal, o megaevento gera uma grande visibilidade. Conforme dados da Fifa, cerca de 46% da população mundial deve assistir ao mundial e serão 73 mil horas de transmissão em mais de 200 países. Só em imprensa credenciada, são mais de 18 mil; números que mostram a importância midiática do evento", destacou Santos. 

Na abertura do evento, o coordenador executivo (CEO) do COL, Ricardo Trade, mostrou todo o seu otimismo com relação à realização da Copa 2014 no Brasil, ressaltando benefícios que ela proporcionará, com destaque inclusive para o Rio Grande do Sul, onde o PIB terá um incremento de R$ 500 milhões, de acordo com pesquisa da Fecomércio. "A Copa é um catalisador de algumas mudanças que o país já precisava. Nós vamos sim ter uma Copa maravilhosa", acredita Trade.

Com a presença das doze cidades-sede, representantes do Governo Federal, da FIFA e do COL, o encontro encerra nesta terça-feira.


Resíduos sólidos nos 12 estádios da Copa do Mundo serão reciclados e 840 catadores capacitados

Foto: Divulgação/Coca-Cola
12/03/2014 

Estimativa é a de que 320 toneladas de lixo sólido sejam produzidos nos 64 jogos do Mundial. Qualificação teve início em Brasília, nesta terça

Durante a Copa do Mundo de 2014 todo o lixo sólido produzido nos 12 estádios que receberão os jogos da competição será coletado e encaminhado à reciclagem em cooperativas. A Coca-Cola Brasil, em parceria com a FIFA, será a responsável pela ação de gerenciamento dos resíduos. Ao todo, serão 840 catadores capacitados. O treinamento começou por Brasília, nesta terça-feira (11.03) e passará por todas as capitais do Mundial.

A ação também foi realizada durante a Copa das Confederações de 2013, quando 70 toneladas de material foram destinadas à indústria de transformação. Ao todo, a Coca-Cola oferece suporte para a gestão e capacitação em 300 cooperativas em 22 estados. A estimativa é que sejam produzidas cinco toneladas de resíduos passíveis de reciclagem a cada partida da Copa do Mundo, o que daria quase 320 toneladas após os 64 confrontos.

“Avaliamos a experiência realizada na Copa das Confederações de forma bastante positiva e, em parceria com a FIFA, resolvemos levar a ação para as 12 cidades-sede. A participação dos catadores foi fundamental para o resultado. Pensando na Copa do Mundo, decidimos ir além e contribuir também para o crescimento profissional e pessoal desse grupo. Por isso, criamos o treinamento para gestão de resíduos nos estádios da Copa do Mundo”, explica Victor Bicca, diretor de assuntos governamentais, comunicação e sustentabilidade da Coca-Cola Brasil para o Mundial.

Em Brasília

Foto: Divulgação
Todo o material coletado no Estádio Mané Garrincha será destinado à Central de Cooperativas de Materiais Recicláveis do Distrito Federal. O curso para 70 catadores teve uma carga horária de quatro horas. Nas aulas, eles aprenderam como manusear os equipamentos que serão utilizados durante o Mundial e foram treinados também sobre a dinâmica de trabalho dentro do estádio, além de terem recebido informações sobre segurança e questões comportamentais.

No estádio de Brasília serão instalados cerca de 300 coletores de 180 litros em áreas de circulação do público, e pelo menos 400 lixeiras de papelão de 100 litros em escritórios, vestiários e áreas VIP. Os equipamentos da cor verde serão destinados aos resíduos recicláveis, como copos e garrafas plásticas. Já os de cor cinza receberão lixo orgânico, como restos de alimento.

Durante as partidas, haverá campanha de conscientização com os torcedores. Além da sinalização adequada das lixeiras, serão divulgados informes nos telões com mensagens do mascote do Mundial, o tatu-bola Fuleco, padrinho da ação.

A coleta seletiva começou no Distrito Federal há um mês, com a entrega dos caminhões responsáveis pelo recolhimento do lixo reciclável. Segundo o coordenador do Movimento Nacional de Catadores no DF, Ronei Alves, a valorização desse trabalho durante a Copa do Mundo terá impactos positivos na conscientização dos cidadãos.

“O catador sempre trabalhou de forma invisível. Poder atuar em um evento que será visto em todo o planeta é uma oportunidade de mostrar que temos uma função ambiental importante. Estamos vivendo um momento em que o cidadão precisa se responsabilizar pelo lixo que produz. Com essa ação, a população terá consciência, ao consumir a comida e a bebida, de que esse material precisa ter um descarte e uma destinação corretos”, disse.

A reciclagem de resíduos está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, instituída em 2010, que cria normas para a coleta, o destino final e o tratamento de lixo urbano e industrial, entre outros.

Fonte: Portal da Copa, com informações da Coca-Cola e do Governo do Distrito Federal

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