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JESUS OFUSCA MESSI NO MINEIRÃO E BRASIL VAI À FINAL DA COPA AMÉRICA

Foto: Fernando Dantas / Gazeta Press

02/07/2019 

A Argentina tem o melhor do mundo. O Brasil tinha um camisa 9 zerado na Copa América, com pressão pela seca também no Mundial da Rússia. Mas diante aproximadamente 55 mil pessoas no Mineirão, o tal palco dos 7 a 1, ninguém foi maior que Jesus, o Gabriel.

Com uma atuação imponente do atacante do Manchester City, daquelas para lavar a alma e deixar o estádio aplaudido de pé, também reforçada por um desempenho plausível de Daniel Alves, a Seleção Brasileira fez 2 a 0 em da Argentina na noite dessa terça-feira.

Resultado que garante os pentacampeões na grande final da Copa América, agendada para domingo, no Maracanã, frente ao vencedor do duelo entre Chile e Peru. Aos argentinos lhes resta a disputa pelo terceiro lugar, na véspera, dentro da Arena Corinthians.

Um resultado que mantém o martírio do camisa 10 com a camisa celeste e escancara a força da equipe de Tite quando em casa. Uma Seleção que segue sem ser vazada e que mantém uma freguesia: 14 anos sem perder para o maior rival em competições oficiais.

Aleluia, Jesus

O carisma de Lionel Messi até mesmo entre brasileiros não tirou o clima de rivalidade nas arquibancadas a partir do primeiro apito do árbitro equatoriano Roddy Zambrano. Ou melhor, antes mesmo da bola rolar as vaias ao hino argentino deram o tom do que viria a seguir.

A Seleção Brasileira, claramente contaminada por todo o ambiente, tomou as rédeas da partida. Com Messi encaixotado na marcação e, de certa forma, apático, o Brasil abusou das investidas pelo lado direito, na dobradinha Gabriel Jesus e Daniel Alves.

O prêmio não demorou a aparecer, e em grande estilo, com direito a caneta de Coutinho, chapéu de Daniel Alves, outra finta do lateral, para deixar a marcação sentada e assistir Firmino cruzar nos pés de Gabriel Jesus.

O camisa 9 estufou as redes, acabou com seu jejum pessoal e levou o Mineirão à loucura.

A partir de então, os argentinos acordaram. Ou melhor, Messi começou a participar do jogo, ao seu estilo, com a bola grudada em seus pés, pensamentos rápidos, traídos apenas pelo gramado da casa mineira.

Ainda assim, uma falta bastante discutida com Casemiro rendeu assistência do craque para cabeçada de Aguero no travessão. A bola quicou no gramado, dentro do campo de jogo, e o principal concorrente de Jesus no Manchester City parecia não acreditar.

Foi só o susto

A etapa final parecia ganhar outra cara. Uma Argentina muito amis incisiva, que de início arriscou dois chutes ao gol de Alisson, resolveu marcar no campo de ataque e chegou a mandar uma bola na trave com seu camisa 10.

A essa altura, Willian já estava na vaga de Everton. E Di Maria não demorou a entrar no lugar de Acuña. Repentinamente, era um Brasil que apostava no contra-ataque e se segurava para não levar o empate.

Jesus, então, resolveu agir mais uma vez, e o balde de água fria nos tantos argentinos presentes foi sintomático. Arranque, calma e categoria para deixar Roberto Firmino na bola. O segundo golaço do jogo, esse não de Jesus, mas com a assinatura do tão questionado atacante.

Daí para frente, o que se viu foi a tradicional festa brasileira. Gritos de “eliminado”, dribles em excesso para causar aquela confusão e o famoso “olé” para marcar a noite triunfal do esquadrão canarinho. Não deu para Messi, de novo.


FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 X 0 ARGENTINA

Local: Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 2 de julho de 2019 (Terça-feira)
Horário: 21h30(de Brasília)
Árbitro: Roddy Zambrano (Equador)
Assistentes: Christian Lescano (Equador) e Byron Moreno (Equador)
Cartões amarelos: Daniel Alves, Allan (BRA); Tagliafico, Acuña, Foyth, Lautaro Martínez (ARG)
Público e Renda: 52.235 pagantes / 3.712 não pagantes / R$ 18.744.445,00

GOLS:
Brasil: Gabriel Jesus, aos 18 minutos do 1T, e Roberto Firmino, aos 25 minutos do 2T


BRASIL: Alisson, Daniel Alves, Thiago Silva, Marquinhos (Miranda) e Alex Sandro; Arthur, Casemiro e Philippe Coutinho; Everton (Willian), Gabriel Jesus (Allan) e Roberto Firmino.
Técnico: Tite



ARGENTINA: Franco Armani, Juan Foyth, Germán Pezzella, Nicolás Otamendi e Nicolás Tagliafico (Dybala); Rodrigo De Paul (Lo Celso), Leandro Paredes e Marcos Acuña (Di Maria); Lionel Messi, Lautaro Martínez e Sergio Agüero
Técnico: Lionel Scaloni





COPA AMÉRICA: EMPATE ENTRE EQUADOR E JAPÃO PÕE PARAGUAI NAS QUARTAS CONTRA O BRASIL

Foto: Douglas Magno / AFP

24/06/2019 

O adversário da Seleção Brasileira nas quartas de final da Copa América foi definido na noite desta segunda-feira. Trata-se do Paraguai, que se classificou graças ao empate por 1 a 1 entre Equador e Japão, no Mineirão, em Belo Horizonte.

Com o resultado, equatorianos e japoneses acabam eliminados no quarto e terceiro lugares do Grupo C, com um e dois pontos, respectivamente. O Paraguai, do Grupo B, avança como segundo melhor terceiro colocado, com dois pontos, ficando à frente da seleção nipônica no saldo de gols (-1 a -4).

O Brasil fechou a primeira fase na liderança do Grupo A, com sete pontos, oriundos das vitórias sobre Bolívia (3×0) e Peru (5×0), além do empate com a Venezuela (0x0). O duelo decisivo com o Paraguai, seu algoz nas edições 2011 e 2015, está marcado para quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), na Arena Grêmio.

O Jogo – O Japão começou melhor e não demorou a abrir o placar. Aos 14 minutos, Okazaki recebeu nas costas da zaga e dividiu com o goleiro Domínguez. Na sobra, Nakajima chutou por cima e marcou. O assistente assinalou impedimento, mas, após consulta ao VAR, o árbitro validou o gol.

O Equador, aos poucos, foi melhorando e conseguiu o empate. Aos 34, após bola levantada na área, a bola sobrou para Arboleda, que encheu o pé para grande defesa de Kawashima. Mas Mena pegou o rebote e empurrou para deixar tudo igual no Mineirão.

Pouco antes do intervalo, o time asiático quase retomou a vantagem com um golaço. Após grande troca de passes a partir do campo de defesa, Miyoshi tocou de primeira para Nakajima, que saiu na cara do gol. O camisa 10, percebendo o goleiro adiantado, tentou por cobertura, mas mandou para fora.

Com o atacante Preciado no lugar do volante Méndez, o Equador voltou mais agressivo para a etapa complementar. E quase virou logo em seu primeiro ataque, quando o chute cruzado de Velasco desviou no meio do caminho e por pouco não entrou na meta nipônica.

Para fazer o Japão reagir, o técnico Hajime Moriyasu trocou de atacantes: saiu o experiente Okazaki para a entrada do jovem Ueda. Logo em sua primeira participação, o garoto quase aproveitou cruzamento da esquerda para desempatar o duelo.

Com os dois times precisando da vitória, o jogo ficou aberto e emocionante no final. Aos 44, Kubo deixou Maeda na cara do gol, mas o atacante bateu em cima de Domínguez. No rebote, Abe isolou por cima. Dois minutos depois, Enner Valencia lançou Preciado, que entrou na área e tocou na saída do goleiro. A bola tirou tinta da trave. No fim, o Japão ainda balançou as redes com Kubo, impedido. Para alegria dos paraguaios.

FICHA TÉCNICA

EQUADOR 1 X 1 JAPÃO

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 24 de junho de 2019, segunda-feira
Horário: 20h (de Brasília)
Árbitro: Jesús Valenzuela (VEN)
Assistentes: Luis Murillo (VEN) e Rodrigo Correa (BRA) 
VAR: Fernando Rapallini (ARG)
Público: 2.106 pagantes/ 7.623 não pagantes/ 9.729 total
Renda: R$ 301.525,00
Cartão Amarelo: Arboleda, Antonio Valencia e Chicaiza (Equador); Tomiyasu (Japão)
Cartão Vermelho:
Gols:
EQUADOR: Mena, aos 34 minutos do 1º tempo
JAPÃO: Nakajima, aos 14 minutos do 1º tempo

EQUADOR: Domínguez; Velasco, Arturo Mina, Arboleda e Ramírez; Gruezo, Orejuela e Méndez (Preciado); Mena (Chicaiza), Enner Valencia e Romario Ibarra (Antonio Valencia)
Técnico: Hernán Darío Gómez



JAPÃO: Kawashima; Iwata, Ueda, Tomiyasu, Sugioka; Itakura (Maeda), Shibasaki, Miyoshi (Abe), Nakajima; Kubo e Okazaki (Ueda)
Técnico: Hajime Moriyasu





VENEZUELA BATE BOLÍVIA E SE CLASSIFICA PARA A PRÓXIMA FASE DA COPA AMÉRICA

Foto: Luis Acosta / AFP

22/06/2019 

Com um futebol vistoso diante da Bolívia, a Venezuela venceu por 3 a 1, na tarde deste sábado, no Mineirão, em duelo válido pela terceira rodada do Grupo A da Copa América. Com dois gols de Machís e um de Martinez, a equipe avança ao lado do Brasil.

O resultado classificou o time venezuelano para a próxima fase com cinco pontos conquistados. O Brasil ficou em primeiro com a vitória por 5 a 0 sobre o Peru, que ficou pelo caminho. A Bolívia também deu adeus a competição sem sequer pontuar: três derrotas, apenas dois gols marcados.

A Venezuela volta a campo na próxima sexta-feira, no Maracanã, pelas quartas de final da Copa América. A equipe ainda espera seu adversário que será o segundo colocado do grupo B: Paraguai, Catar e Argentina brigam pela posição.

Primeiro tempo

Não foi possível sequer fazer uma analise primária das equipes antes que o zero do placar fosse tirado. Nos primeiros toques na bola, a seleção da Venezuela conseguiu um ótimo ataque e no primeiro minuto balançou as redes. Fruto de uma ótima jogada pela direita com cruzamento para Marchís que se antecipou com muita qualidade ao zagueiro e mandou para o fundo das redes, sem chances para o goleiro Lampe.

Após o tento é possível, portanto, fazer uma analise. O time da Venezuela, depois de fazer frente ao Brasil no duelo dentro do grupo, agora mostra a qualidade no meio campo. Praticamente todas as bolas de ligação defesa ao ataque passavam pelos pés de Savarino e Añor, atletas que mudavam de posição e se alternavam na esquerda e direita. Importante ressaltar também a diferença que fazia Machís em campo, não apenas pelo gol, mas também pela postura em campo, dando velocidade nas pontas.

A Bolívia não conseguia se encontrar na partida. O meio campo era fraco, as bolas custava a passar pelos defensores iniciais da Venezuela e, quando isso acontecia, raramente a redonda chegava em condições para Marcelo Moreno aproveitar alguma coisa.

Em uma das chances, a Bolívia levou perigo aos 7 minutos. Em uma chegada despretensiosa, Arano chutou forte e exigiu que o goleiro Fariñez fizesse a defesa. A bola ainda pegou na trave antes de ficar com a defesa.

Apesar da chegada com qualidade da Bolívia, a equipe venezuelana seguia muito superior em campo, sem grandes problemas defensivos e com o setor criativo bastante produtivo, com boas chegadas e investidas.

Aos 28 mais uma grande chance da Venezuela. Em chegada pela esquerda, Machís passou em disparada na ponta esquerda e cruzou com qualidade, mas Añor finalizou para fora.

Em busca de dar mais firmeza para seu meio campo, Eduardo Villegas colocou Raul Castro na vaga de Leonardo Vaca. E funcionou com mais mobilidade e, aos 38, um chute forte na trave, um dos poucos sustos da defesa venezuelana.

Segundo tempo

À volta para o intervalo foi assim como no primeiro tempo. O jogo se desenhou com uma Bolívia enfrentando muitas dificuldades para chegar ao ataque e a Venezuela com facilidades e um futebol mais vistoso.

Aos 9, a Venezuela conseguiu ampliar a contagem que já era favorável. Novamente com Machís e um belo gol. O camisa 7 recebeu a bola na esquerda, carregou a redonda em direção a área e chutou para superar o arqueiro pela segunda vez na partida.

E mesmo com o tento, a Venezuela ainda era melhor. Com mais intensidade, agressividade e chegadas perigosas contra a meta boliviana. Aos 19, por exemplo, Soteldo colocou a bola na medida para Rondón, mas o centroavante perdeu o gol feito. Dois minutos além, foi a vez de Machís receber a pepita e soltar um voleio, mas novamente a sorte esteve do lado dos bolivianos.

Aos 30, o atacante Marcelo Moreno pediu para sair. Ao que parecia algo ruim para a Bolívia, virou. A equipe cresceu de rendimento na frente, tendo mais flexibilidade. Aos 36, os bolivianos chegaram ao primeiro gol, com Justiniano que chutou no cantinho.

Mas não demorou até a Venezuela conseguir ampliar. Em ótima jogada de Soteldo na esquerda, a bola chegou na medida para Josef Martínez que deu um leve toque na bola e acertou a lateral da rede e saiu para comemorar mais uma vez.

FICHA TÉCNICA

BOLÍVIA 1 X 3 VENEZUELA

Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 22 de junho de 2019, sábado
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Esteban Ostojich (URU)
Assistentes: Nicolas Taran (URU) e Richard Trinidad (URU)
VAR: Nestor Pitana (ARG)
Gols: Machís, no primeiro minuto de jogo e aos 9 do segundo tempo, Josef Martínez, aos 41 do segundo tempo (Venezuela); Justiniano, aos 36 do segundo tempo (Bolívia)
Cartões: Raul Castro, Justiniano (Bolívia)

BOLÍVIA: Lampe; Diego Bejarano, Haquin, Jusino e Marvin Bejarano (Roberto Fernandez); Justiniano, Arano, Saucedo, Ramiro Vaca, Leonardo Vaca (Raul Castro), Marcelo Moreno (Gilbert Alvarez)
Técnico: Eduardo Villegas




VENEZUELA: Fariñez, Hernández, Chancellor, Mago, Rosales, Moreno, Rincón, Machís (Martinez), Savarino, Añor (Soteldo), Rondon (Murilo)
Técnico: Rafael Dudamel





COPA AMÉRICA: ARGENTINA ARRANCA EMPATE COM PARAGUAI E SEGUE EM ÚLTIMO DO GRUPO B

Messi marcou o gol da Argentina na noite desta quarta-feira (Foto: Douglas Magno/AFP)

19/06/2019 

Em situação complicada, com várias críticas pelo futebol apresentado e sem vencer na Copa América, a Argentina arrancou um empate por 1 a 1 com o Paraguai, na noite desta quarta-feira, no Mineirão.

Apesar de ter Messi e Aguero em campo, a Argentina não apresentou um bom futebol de um modo geral. A equipe sofreu um tento no primeiro tempo e conseguiu o empate de pênalti, com apoio do VAR. O goleiro Armani ainda precisou pegar uma penalidade para garantir a igualdade.

O resultado deixou a Argentina na última colocação do Grupo B, com apenas um ponto. Já o Paraguai tem dois tentos e ocupa a segunda colocação. Na próxima rodada, os paraguaios enfrentam a Colômbia, na Arena Fonte Nova, às 16h (de Brasília) e os argentinos duelam com o Catar, no Rio Grande do Sul, no mesmo dia e horário.

Primeiro tempo

Pressionado por resultados positivos, a Argentina entrou em campo mandando na partida. O grupo de Scaloni tinha uma postura mais agressiva em campo e não dava chances para o Paraguai pegar na bola.

No desenho tático em campo, Messi – o centro das atenções em Belo Horizonte – jogava sempre muito caído pela direita. Ele não era sobrecarregado, mas participava bem do confronto. Quando a jogada estava do lado oposto, o camisa 10 fechava para o meio.

Pelo lado do Paraguai, o grupo de Berizzo se defendia muito bem. Messi não tinha espaços, e as duas primeiras linhas defensivas eram muito bem colocadas, dificultando as investidas do grupo argentino. Além disso, havia alguma dificuldade de penetração e flutuação entre as linhas. O excesso de Messi na direita contribuía com a ausência de ataques.

Portanto, era claro: a Argentina tinha a posse de bola, mas não utilizava disso para criar oportunidades claras de gol. O goleiro Gatito Fernandez não tinha trabalho. Já o Paraguai queria uma bola apenas.

Ela veio aos 28 minutos. Em um ataque mal executado da Argentina, a equipe paraguaia desceu em velocidade, pela esquerda. A bola chegou em Derlis Gonzáles que chutou e a bola tirou tinta da trave.

A Argentina não conseguia atacar. Não tinha capacidade para agredir, só ficava com a bola, mas sem ser criatividade alguma para dar trabalho. Aos 33, em uma cobrança de falta, Messi bateu fraco e deixou fácil para Gatito.

Aos 36 o Paraguai marcou o primeiro gol. Em rápido contra-ataque pela esquerda, Almirón carregou a redonda da defesa até o ataque e cruzou na marca do pênalti. Na cobrança, Sánchez chuta no cantinho e marca.

Após o tento, a Argentina fez uma mudança tática: o camisa 10 Messi para tentar organizar a equipe, mas foi tarde e tudo ficou para a etapa complementar.

Segundo tempo

Na volta do intervalo, a Argentina tirou um jogador de meio campo e Aguero foi para o gramado para tentar dar sua parcela de contribuição. A partida ficou igual à etapa inicial: Argentina com muita posse de bola e Paraguai apostando nos contra-ataques.

Aos 6 a Argentina chegou com muita perigo. Em lançamento para Aguero, o atacante dominou no peito e deixou para Lautaro Martínez que chegou batendo. A bola pegou na trave e voltou para Messi que chutou e Gatito mandou para escanteio.

Mas a cobrança de escanteio não foi batida. Isso porque o árbitro Wilton Pereira de Sampaio percebeu uma irregularidade e, com apoio do VAR, marcou o pênalti.

Na cobrança, aos 11, Lionel Messi partiu para a bola, bateu forte no canto direito e Gatito até acertou o canto, mas não conseguiu chegar em tempo necessário.

Mas poucos minutos depois, em uma descida do Paraguai, o zagueiro Otamendi chegou firme e acabou exagerando. O árbitro não teve dúvidas para marcar o pênalti e nem utilizou o VAR. A cobrança, porém, foi defendida por Armani que caiu para o lado esquerdo e comemorou.

A defesa fez o grupo argentino acordar e se animar. Com Messi mais centralizado, a equipe passou a chegar com mais perigo. O técnico Berizz, atento, fez alterações em sua equipe e conseguiu igualar as ações em campo.

Uma questão a ressaltar foi à ineficiência de Dí Maria com a camisa da Argentina. O atleta entrou em campo no segundo tempo, mas não conseguia segurar a bola e contribuir na esquerda, local onde entrou.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 1 X 1 PARAGUAI

Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 19 de junho, quarta-feira
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Wilton Sampaio (BRA)
Assistentes: Marcelo Van Gasse (BRA) e Rodrigo Corrêa (BRA)
VAR: Leodán Gonzales (URU)
Cartões: Armani, Otamendi, Tagliafico (Argentina); Gustavo Gómez, Rodrigo Rojas (Paraguai)
Gols: Sanchez, aos 36 do primeiro tempo (Paraguai); Messi, aos 13 do segundo tempo (Argentina)

ARGENTINA: Armani, Casco, Pezzella, Otamendi, Tagliafico, Paredes, Lo Celso, De Paul (Suarez), Pereyra (Aguero), Messi, Lautaro Martinez (Dí Maria).
Técnico: Lionel Scaloni






PARAGUAI: Gatito Fernández; Ivan Piris, Gustavo Gómez, Alonso, Arzamendia, Richard Sánchez, Rodrigo Rojas, Almirón, Matías Rojas, Santander (Oscar Romero), Delis Gonzáles
Técnico: Eduardo Berizzo




COM GOLEADA E GOLAÇOS, URUGUAI BATE O EQUADOR NA ESTREIA DAS EQUIPES NA COPA AMÉRICA

Cavani marcou um belo gol no Mineirão (Foto: Douglas MAGNO / AFP)

16/06/2019

A estreia de Uruguai e Equador na Copa América, na noite deste domingo, no Mineirão, foi melhor do que esperado para a Celeste. Com gols de Cavani, Lodeiro, Suárez e um tento contra do zagueiro Mina, o grupo de Óscar Tabárez aplicou uma goleada de 4 a 0 em partida válida pelo Grupo C da competição.

O Uruguai foi superior em toda a partida. Desde o primeiro minuto a equipe atacou e aos cinco já tinha um tento a seu favor. A situação ficou ainda melhor quando Quintero foi expulso, aos 20 do primeiro tempo. Após isso, só deu Celeste que saiu da partida com a goleada. O Equador criou pouco e praticamente não deu trabalho para o goleiro Muslera.

Foto: Luis Acosta / AFP

Na próxima rodada, o Uruguai enfrenta o Japão, na quinta-feira, às 20h (de Brasília), em duelo disputado na Arena do Grêmio, em Porto Alegre. Já o Equador duela com o Chile, na sexta, às 20h, na Arena Fonte Nova, em Salvador.

Primeiro tempo

Com menos de um minuto o Equador levou perigo para o Uruguai. Os primeiros segundos de jogo foram de posse de bola uruguaia, com Suarez tentando atacar na ponta direita. A defesa saiu com um chutão e Godín ficou com a redonda. Mas ele recuou para o goleiro Muslera e, por pouco Enner Valência não marca o tento.

No lance seguinte, a Celeste buscou o ataque. A redonda passava em vários lances pelos pés de Bentacur e um futebol vertical era visto, em busca na maioria das vezes de Suarez.

Aos 5, o Uruguai chegou ao primeiro gol. Em cruzamento na área, Lodeiro que já se aventurou pelo futebol brasileiro com as camisas de Botafogo e Corinthians, dominou a redonda, limpou o lance e soltou o pé esquerdo na bola para marcar um belo gol no Mineirão.

O tento não mudou o retrato do jogo. O Equador seguia com dificuldades para sair jogando, a bola praticamente não passava pelo meio campo, abusando bastante das ligações diretas, sempre disputando a segunda bola ou pelo alto. Apesar disso, defensivamente, o time equatoriano tinha uma boa organização defensiva.

Após o gol, a Celeste passou a trocar mais passes. O peso de ter zero em seu placar já não existia, portanto, o caminho de ali por diante era de trabalhar o jogo para acrescentar bolas na rede adversária. A situação uruguaia ficou um pouco mais fácil quando Quintero foi expulso. O árbitro brasileiro Anderson Daronco utilizou o VAR antes de tomar a decisão e, antes da cor vermelha, tinha dado um cartão amarelo.

Com mais espaço, o Uruguai conseguia ser mais agressivo. A Celeste trocava passes e passou a chegar por todos os lados com boas investidas na direita. Cavani também era muito participativo e Suárez mostrava muito combate na frente. Aos 31, em cruzamento na área, Cavani desviou de letra e a bola levou muito perigo.

Aos 32 a Celeste ampliou. Em cobrança de escanteio, a bola chegou em Godín que deixou para Cavani dar um belo voleio e ampliar com um belo gol no Mineirão.

Virou passeio. O Uruguai era o time mais forte em campo e não dava mais qualquer oportunidade para o Equador que apenas se defendeu no primeiro tempo, sem conseguir avançar nas linhas, criar algo de produtivo e levar perigo.

Para ampliar foi questão de tempo. Aos 43, em novo cruzamento na área, Cáceres conseguiu o desvio de cabeça e a redonda sobrou para Suárez colocar no fundo das redes.

Foto: Douglas Magno / AFP

Segundo tempo

O confronto voltou pior para o segundo tempo. O Uruguai já tinha um resultado largo e não forçava mais no ataque. O Equador não conseguia criar absolutamente nada.

O Equador se preocupou prioritariamente em se defender, afinal, o saldo de gols pode fazer diferença lá no fim das contas. O Uruguai, com o resultado garantido, sem sofrer qualquer susto, trocava passes e não se preocupava tanto mais com o jogo.

A partida ficou chata, sem oportunidades. A Celeste tinha um futebol vertical, mas não criava tanto como no primeiro tempo. Já o Equador descia para o ataque em momentos espaçados, mas nada que chamasse atenção e na maior parte com apenas um jogador que rapidamente era dominado por zagueiros e volantes.

Aos 33, o Uruguai ampliou. Em cruzamento da esquerda, a bola chegaria para Pereiro, mas Mina tentou evitar o tento e acabou marcando o gol contra. O árbitro Anderson Daronco utilizou o recurso de vídeo para saber se houve alguma irregularidade e depois confirmou.

FICHA TÉCNICA

URUGUAI 4 X 0 EQUADOR

Local: Estádio Mineirão, Belo Horizonte (MG)
Data: 16 de junho de 2019, domingo
Horário: 19h00 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (Brasil)
Assistentes: Marcelo Van Gasse (Brasil) e Kleber Lucio Gil (Brasil)
VAR: Wilton Pereira Sampaio (Brasil)
Público: 13.611
Renda: 1.534.535,00
Gols: Lodeiro, aos 5 do primeiro tempo, Cavani, aos 32 do primeiro tempo, Suárez, aos 43 do primeiro tempo, Mina, aos 33 do segundo tempo (Contra) (Uruguai)
Cartões: Gimenez, Lodeiro (Uruguai)
Cartão vermelho: Quintero (Equador)




URUGUAI: Muslera, Cáceres, Giménez, Godín e Laxalt; Nández (Pereiro), Bentancur, Vecino e Lodeiro; Suárez e Cavani;
Treinador: Óscar Tabárez





EQUADOR: Domínguez, Quintero, Mina, Achilier e Caicedo; Orejuela, Intriago, Antônio Valência, Mena (Velasco), Enner Valência, Preciado (Romário Ibarra);
Treinador: Hernán Goméz




BELO HORIZONTE SERÁ UMA DAS SETE SEDES DA COPA AMÉRICA DE 2019, NO BRASIL

Mineirão estreará em mais uma competição internacional em 2019 ao receber 
jogos da Copa América - Divulgação/Secopa

30/04/2017

Torneio volta ao Brasil após 30 anos e receberá 16 seleções

A Copa América de 2019, a ser realizada no Brasil, terá sete sedes e uma delas será Belo Horizonte. Também estão confirmadas São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador e Porto Alegre. No Nordeste, há uma disputa entre Fortaleza e Recife. A informação é do portal Globo Esporte.

Das cidades-sede, a única que terá dois estádios será São Paulo: Itaquerão e Allianz Parque. Em Porto Alegre, o favorito para receber os jogos é o Beira-Rio, do Internacional. Nas demais capitais, os estádios da Copa do Mundo serão os palcos do torneio.

O anúncio oficial será feito depois da criação do Comitê Organizador Local da Copa América de 2019. O Brasil já havia sido sede do torneio em 1919, 1922, 1949 e 1989, sempre sendo campeão dentro de casa.

Esta será a estreia do Mineirão na Copa América. Inaugurado em 1965, o estádio não recebeu partidas da edição de 1989. Naquele ano, só Serra Dourada (Goiânia), Arrudão (Recife), Fonte Nova (Salvador) e Maracanã (Rio de Janeiro) tiveram jogos. Desde que foi modernizado, entre 2010 e 2012, o Gigante da Pampulha sediou duelos da Copa das Confederações de 2013, da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016, além da vitória do Brasil sobre a Argentina, por 3 a 0, pelas Eliminatórias da Copa de 2018, em novembro passado.

A Copa América no Brasil será disputada pelos dez países representados pela Confederação Sul-Americana de Futebol e por outras seis seleções convidadas. É possível que o torneio tenha representantes da Concacaf (Américas Central, do Norte e Caribe), da Europa, da Ásia e até da Oceania.

Depois da Copa América no Brasil, a Conmebol realizará uma edição em 2020 para igualar o calendário com o da Eurocopa. Daí em diante, ela será disputada apenas de quatro em quatro anos (2024, 2028, 2032), sempre intercalada com a Copa do Mundo (2018, 2022, 2026, 2030).

Entre 1987 e 2001, a Copa América foi disputada de dois em dois anos. Depois, o torneio teve variação de períodos: 2004, 2007, 2011, 2015 e 2016 (edição do Centenário).

O Uruguai é o maior campeão da Copa América, com 15 títulos, seguido por Argentina, com 14, e Brasil, com oito. Paraguai (2), Chile (2), Peru (2), Colômbia (1) e Bolívia (1) também têm esse título em suas galerias. De 1916 e 1967, o torneio era chamado de Campeonato Sul-Americano. O nome foi alterado para Copa América em 1975.

O último título do Brasil foi em 2007 ao derrotar a Argentina na grande decisão. O Chile vem de duas conquistas, em 2015, dentro de casa, e 2016, nos Estados Unidos.

Mineirão é exceção em meio à crise dos estádios da Copa


05/02/2017

Gigante tem crescimento de 35% na exploração comercial, mas ainda não divide lucros com Estado

Administrar as 12 arenas construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014 não tem sido uma missão fácil para seus gestores. A maioria dos estádios sofre com a falta de jogos para fechar a conta e com os altos custos. O Mineirão, por sua vez, pode ser tratado como exceção.

Mesmo que ainda não tenha apresentado resultados suficientemente positivos para compartilhar receitas com o Estado – conforme prevê o contrato de Parceria Público-Privada (PPP) –, a Minas Arena, concessionária que administra o Gigante da Pampulha, comemora um crescimento de 35% de exploração comercial em 2016, em comparação a 2015. Por causa de cláusulas de confidencialidade, os valores não foram divulgados.

A melhora nos números se deve ao aumento de partidas e de shows, alguns deles, internacionais, como os do Iron Maiden e do Maroon 5. Foram realizados 54 jogos no ano passado, dez deles pelos Jogos Olímpicos do Rio, o que contribuiu para que 2016 fosse o ano com mais eventos esportivos desde a reabertura do estádio, em 2013. A Minas Arena foi contratada pela Rio 2016 para operar o estádio no período.

Dentre os embates da temporada, destaca-se o superclássico entre Brasil e Argentina, pelas Eliminatórias da Copa de 2018, com uma renda bruta de R$ 12,7 milhões, a segunda maior da história do futebol brasileiro (a primeira segue sendo os R$ 14 milhões de Atlético x Olimpia-PAR, em 2013, também no Mineirão).

Mas o estádio também conseguiu firmar contratos vantajosos, como o firmado com a empresa de bebidas Ambev. Na última quarta-feira, no clássico entre Cruzeiro e Atlético, o Mineirão anunciou uma parceira com ao energético Red Bull. “Foi um ano brilhante para o Mineirão. Distribuímos mais de R$ 18 milhões de reais para os clubes mineiros, só em renda de bilheteria. O Mineirão foi o estádio que mais recebeu torcedores em todo o Brasil. Passamos da marca de 1 milhão e, em 2016, comemoramos a marca de mais de 4 milhões de torcedores desde a abertura”, destacou o diretor comercial da Minas Arena, Samuel Lloyd.

Contas. Para começar a dividir o lucro da PPP com o Estado, o Mineirão pretende chegar à marca de 60 partidas anuais, evitando deduções no repasse. Em abril de 2016, o governo passou a descontar até 60% do valor da parcela mensal, conforme previsto em contrato. São quase R$ 3 milhões a menos todo mês, o que já totaliza pouco mais de R$ 28 milhões, valor que considera as parcelas de novembro e dezembro, já processadas, mas com quitação prevista para este mês.

Em outubro, por sua vez, o desconto foi menor (de R$ 377 mil), em razão dos resultados positivos obtidos nas Olimpíadas. Essa foi a segunda vez que a Minas Arena operou no azul. A primeira aconteceu em novembro de 2014, mês da final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Atlético.

“O patamar do resultado positivo não é suficiente para levar a uma divisão de lucros que, de acordo com o contrato, só acontece quando esse saldo é acima da margem operacional esperada e projetada no início da operação para cada montante de receita”, reiterou a Secretaria de Estado de Esporte, por nota.

MINIENTREVISTA

Samuel Lloyd, diretor comercial da Minas Arena

Foto: Pedro VilelaAgência I7
O que é preciso fazer para atrair mais jogos, especialmente, do Atlético?

O Mineirão está sempre de portas abertas. São questões de negociação. O Atlético, normalmente, não joga aqui porque tem questões técnicas envolvidas, mas a decisão fica a cargo do clube.

Qual é a conta para que Mineirão possa dar lucro aos clubes?

Na verdade, o Mineirão já dá muito lucro para os clubes. A conta é simples: eles pagam, basicamente, o custo da operação. Hoje, a partir de 12,3 mil torcedores, o clube sai com dinheiro, com faturamento líquido da receita. O Mineirão é um estádio muito viável para público de vários tamanhos. Se a gente fechar setores, ele fica mais viável ainda.

Por que os clubes não têm participação na venda dos estacionamentos e dos bares?

Isso não é uma verdade, depende da negociação. O Villa Nova, no ano passado, teve participação no estacionamento. O contrato de fidelidade do Cruzeiro também cobre ganhos nos estacionamentos e nos bares. Estamos abertos e flexíveis (no clássico, por exemplo, os clubes arcaram com 70% das despesas e, a Minas Arena, com os outros 30%).

Vocês conseguiram melhorar os números, mas ainda continuam tendo descontos no repasse do governo. Como equilibrar?

O ano de 2016 foi o de melhor exploração comercial. Isso quer dizer que, tirando a parcela do governo, foi o ano que o Mineirão conseguiu mais receitas advindas de publicidade, patrocínios e venda dos nossos espaços, as áreas VIPs. O Mineirão Tribuna foi um sucesso. Com relação à redução do repasse do governo, isso tem a ver com uma fórmula do contrato de PPP que foi baseada numa estimativa de 60 jogos por ano. A gente precisa sim, atrair mais jogos, para que essa conta fique mais equilibrada.

O que o Mineirão pode oferecer além dos jogos, com relação a shows, uso da esplanada etc?

Vamos priorizar o calendário do futebol. As datas que o Atlético quiser jogar no Mineirão estarão garantidas. E, em segundo lugar, queremos trazer grandes eventos internacionais. Além disso, temos um parceiro, que fechou com a gente no ano passado e que, neste ano, vai trazer novidades na esplanada. A ideia é trazer mais entretenimento para antes dos jogos e para que o público entre mais cedo. Serão atrações culturais, ativações de marca, promoções de produtos, cerveja, espetinho.

Fonte: O Tempo

ELIMINATÓRIAS: Brasil exorciza trauma no Mineirão com show em cima da Argentina

Foto: Thomás Santos / MoWA Press
11/11/2016 


No Mineirão o Brasil levou 7 a 1. Mas, no Mineirão a Seleção nunca perdeu para a Argentina. A noite desta quinta-feira marcou o retorno da equipe canarinho ao palco de seu maior vexame, no entanto, pouco mais de dois anos e quatro meses depois, o momento é outro. E nada como uma contundente vitória em cima de seu arquirrival para espantar todos os fantasmas e ratificar a volta por cima. Sob o comando de Tite, o Brasil não deu chances a Messi e companhia e ficou ainda mais próximo de garantir vaga na Copa do Mundo de 2018 depois de um 3 a 0 ao som de “olé” em Belo Horizonte. Philippe Coutinho brilhou com um golaço ao seu estilo, Neymar marcou pela primeira vez na carreira contra os Hermanos e Paulinho, um dos sete remanescentes da Copa de 2014, exorcizou seu trauma ao fechar o placar.

De quebra, os pentacampeões mantiveram a liderança das Eliminatórias Sul-americanas, agora com 24 pontos, e os 100% de aproveitamento com o ex-treinador do Corinthians à beira do campo. Já são cinco vitórias consecutivas. Por outro lado, o receio de não ir à Rússia é cada vez mais real na Argentina, que com Messi anulado pela marcação nesta quinta, chegou ao seu quarto jogo sem sair de campo com os três pontos, deixando Edgardo Bauza, ex-técnico do São Paulo, cada vez mais pressionado no cargo, pois a sexta colocação e os 16 pontos não são suficientes nem mesmo para a repescagem.

Quem não parecia estar a altura do maior clássico mundial entre seleções era o árbitro Julio Bascuñan. O chileno entrou em campo talvez mais pilhado do que os 22 atletas e complicou a vida de Fernandinho, o natural marcador de Messi, dando-lhe um cartão amarelo com apenas seis minutos de jogo. Foram 11 faltas em 13 minutos e a bola pouco rolava mais porque o juiz não deixava do que pela disposição dos jogadores.

Aos poucos, Julio Bascuñan foi se acalmando e percebendo que havia muito mais gente no gramado para ser protagonista que não ele. E Biglia por pouco não chamou as atenções para si, mas Alisson é quem acabou com os aplausos depois de brilhante defesa.

A resposta do Brasil, tímido até então e até com menos posse de bola, foi imediata. Quando Neymar resolveu tocar de primeira e Philippe Coutinho saiu da direita para cair no seu lado preferido, a jogada saiu, a Argentina se perdeu e, em um balaço que lembrou os gols do meia pelo Liverpool, a Seleção canarinho inaugurou o placar.

O gol, no entanto, não mudou muito o panorama do clássico. A Argentina manteve sua postura surpreendente de ditar o ritmo, mas tropeçava nas próprias pernas ao ter de definir as jogadas sem muita participação de seu grande jogador. Messi não encontra espaço no sistema compacto de Tite, mesmo que flutuasse por todo o campo.

E a audácia alviceleste acabou gerando um prejuízo fatal. Neymar já havia dado a dica em um contra-ataque que culminou com a bola tocando a trave de Romero. Os argentinos não aprenderam. E na última jogada antes do intervalo, Gabriel Jesus apareceu pela primeira vez para girar como um pivô nato e servir Neymar, que livre, livre, deslocou o camisa 1 rival e correu para o abraço, levando o Mineirão à loucura, mas de uma forma bem diferente do que na semifinal da Copa de 2014.

Diante desse cenário, Patón Bauza fugiu às suas características e evidenciou o desespero da Argentina ao colocar Agüero na vaga de Pérez. Em tese, deixou sua equipe mais ofensiva, mas, na prática, escancarou seu sistema defensivo e deixou a vida dos brasileiros mais fácil. Com o domínio do jogo e com a bola quase que o tempo todo em seus pés, os atletas de Tite eram perigosos em praticamente todas as investidas.

Assim, Paulinho, que participou do fatídico jogo contra a Alemanha, teve duas chances antes mesmo dos 15 minutos e, na segunda, não perdoou e deixou a vitória com ritmo de goleada. Talvez demais para a paciência dos argentinos. O jogo ficou tenso, um pouco mais violento, mas nada que tirasse a alegria dos pentacampeões, e principalmente da torcida, que entre tantos cânticos provocativos, também de enaltecimento a Tite, encerrou sua participação com os famosos “olé” e “o campeão voltou”.

Cheio de moral, a Seleção Brasileira se prepara agora para fechar o ano com chave de ouro na quarta-feira, contra o Peru, em Lima, no estádio Nacional, em partida marcada para à 00h15 (horário de Brasília). Em casa, no estadio del Bicentenario, em San Juan, a Argentina inicia uma série de ‘finais’ nessas Eliminatórias um dia antes, às 21h30, frente a Colômbia.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 3 X 0 ARGENTINA

Local:Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 10 de novembro de 2016 (Quinta-feira)
Horário: 21h45 (horário de Brasília)
Árbitro: Julio Bascuñan (Chile)
Assistentes: Christian Schiemann (Chile) e Marcelo Barraza (Chile)
Cartões amarelos: BRASIL:Fernandinho, Marcelo.ARGENTINA: Funes Mori, Otamendi, Lucas Biglia.
Público: 53.490 total.
Renda: R$ 12.726.250,00.

GOLS:
BRASIL: Philippe Coutinho, aos 24, e Neymar, aos 45 minutos do 1T. Paulinho, aos 13 minutos do 2T

BRASIL: Alisson, Daniel Alves, Marquinhos, Miranda (Thiago Silva) e Marcelo; Fernandinho, Paulinho, Renato Augusto, Neymar e Philippe Coutinho (Douglas Costa); Gabriel Jesus (Firmino)
Técnico: Tite




ARGENTINA: Sergio Romero, Pablo Zabaleta, Nicolás Otamendi, Funes Mori e Emmanuel Más; Javier Mascherano, Enzo Peréz (Sergio Agüero), Lucas Biglia e Angel Dí Maria (Correa); Lionel Messi e Gonzalo Higuaín
Técnico: Edgardo Bauza




Fonte: Gazeta Esportiva

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Eliminatórias: Sete jogadores da Seleção de Tite voltam ao Mineirão

Marcelo esteve na Copa do Mundo de 2014 (Foto: Pedro Martins/MoWA Press)
08/11/2016

Dois anos e quatro meses após o maior fiasco da história do futebol brasileiro, o Brasil voltará a jogar no estádio onde foi humilhado pela Alemanha

A Seleção Brasileira começa a se reunir neste domingo para os dois maiores desafios da era Tite: encarar a Argentina de Messi e o Mineirão dos 7 a 1. Dois anos e quatro meses após o maior fiasco da história do futebol brasileiro, o Brasil voltará a jogar no estádio onde foi humilhado pela Alemanha na semifinal da Copa do Mundo de 2014. Mesmo que o momento, o elenco e o adversário sejam outros, a lembrança daquele jogo ainda deixa muito torcedor desconfiado e, por isso, o retorno da seleção a Belo Horizonte é recheado de expectativas.

Quando convocou o grupo de jogadores para as duas próximas partidas da seleção nas Eliminatórias - além da Argentina, o Brasil enfrentará o Peru, em Lima, no dia 15 -, Tite tratou de afastar qualquer preocupação com o retorno ao palco dos 7 a 1. Para ele, que jamais foge das perguntas sobre aquele jogo, muita coisa aconteceu desde então.

“O trabalho psicológico parece que ao longo do tempo já foi perfeitamente colocado, e segue sendo. É verdade esse fato (a derrota acachapante), mas também é verdade que dois anos se passaram, assim como uma série de circunstâncias. Aconteceu e passou. Estamos em outro momento”, disse.

Deixar de lembrar aquele jogo, porém, é uma tarefa quase impossível. Nada menos do que sete jogadores que estiveram na Copa do Mundo foram convocados por Tite, sendo que quatro deles foram a campo naquele fatídico 8 de julho de 2014 - Marcelo e Fernandinho começaram a partida e Paulinho e Willian entraram no decorrer do jogo.

Mais do que tirar o Brasil da final, a goleada sofrida diante da Alemanha também deu à seleção outros dois recordes negativos. O placar de 7 a 1 foi a maior goleada sofrida por um país anfitrião na história das Copas e os quatro gols que o time sofreu em seis minutos (dos 23 aos 29 do primeiro tempo) foram a mais rápida sequência em Mundiais.

A péssima impressão deixada naquela partida, contudo, não parece afetar o torcedor mineiro. Mesmo que a CBF tenha colocado os preços dos ingressos em patamar de Copa do Mundo - a entrada mais barata custa R$ 200 -, a maior parte dos 61.949 bilhetes disponíveis já foi vendida.

Quase todos os jogadores convocados chegam a Belo Horizonte ainda neste domingo. Na tarde desta segunda-feira, a seleção fará o seu primeiro treino na capital mineira. Ele será aberto ao público e acontecerá no estádio Independência. A CBF colocou 8 mil entradas para o torcedor que quiser acompanhar a atividade. Os bilhetes, que são trocados por alimento não-perecível, também estão praticamente esgotados.

Líder das Eliminatórias Sul-Americanas, o Brasil ficará em Minas Gerais até o próximo domingo. Depois, viaja ao Peru para o último jogo na temporada de 2016.

Fonte: Band

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