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Alemanha é a primeira seleção europeia campeã nas Américas

Alemanha venceu em 1954, 1970, 1990 e, agora, em 2014
Foto: Christophe Simon / AFP

15/07/2014

Fora do continente europeu, Espanha já havia levantado a taça, em 2010

A seleção da Alemanha quebrou uma marca de 84 anos neste domingo, no Maracanã, ao conquistar o quarto título mundial da sua história. Pela primeira vez em 20 edições da Copa do Mundo, uma equipe da Europa conseguiu ser campeã no continente americano.

No total, oito Mundiais foram disputados nas Américas. O Brasil conquistou três títulos (1962, 1970 e 1994), enquanto Argentina e Uruguai ficaram com a taça em duas oportunidades cada - os argentinos em 1978 e 1986, e os uruguaios em 1930 e 1950.

O Brasil ganhou o título na Ásia, em 2002, quando conquistou o pentacampeonato ao bater a Alemanha por 2 a 0, em Yokohama, no Japão. A Espanha venceu seu título na África, ao bater a Holanda na Copa da África do Sul, em 2010, ao vencer a Holanda na prorrogação, por 1 a 0. 

TETRA
O cenário de 1994 e 2006 era parecido. Uma seleção conquista o tetracampeonato mundial na decisão por pênaltis, depois de 24 anos de jejum. O fato ocorreu com o Brasil, na Copa dos Estados Unidos, e com a Itália, no Mundial da Alemanha. A seleção alemã, entretanto, ergueu a taça da Copa do Mundo com um gol de Götze aos oito minutos do segundo tempo.




Tetra no Rio, Alemanha deixou bom futebol e simpatia em Porto Alegre

Schürrle marca gol no Beira-Rio (Foto: Reuters)

15/07/2014

Alemães atuaram no Beira-Rio nas oitavas de final, quando venceram a Argélia por 2 a 1 na prorrogação, abrindo o caminho do mata-mata rumo ao título mundial

Porto Alegre se despediu da Copa do Mundo muito antes de a Alemanha conquistar o tetra, no último domingo, contra a Argentina, no Maracanã. E foi justamente numa vitória da campeã, que, mesmo em pouco tempo, conseguiu deixar um rastro de bom futebol e simpatia na capital gaúcha - marcas fortes da equipe de Joachim Löw durante todo o Mundial. 

Foi numa segunda-feira chuvosa, 30 de junho, que os alemães entraram em campo no Beira-Rio para vencer a Argélia nas oitavas de final, garantir a classificação à próxima fase e dar fecho de ouro à competição em Porto Alegre, após outros quatro jogos. Uma despedida capaz de despertar o sentimento de orgulho aos torcedores gaúchos que, se por um lado não puderam comemorar o hexa com o Brasil, podem bradar aos quatro cantos que fizeram os atuais campeões mundiais se sentirem em casa.

Em sua estadia no Brasil, os alemães resolveram construir uma nova estrutura na pequena Santo André, cidade próxima a Porto Seguro, na Bahia, para hospedar sua concentração. Foi em Porto Alegre, porém, que os europeus declararam estar reconfortados - como se estivessem, de fato, na Alemanha - devido ao clima da cidade, mais frio, como o europeu. 

Antes da partida contra a Argélia, houve tietagem dos fãs, passeio de uma das estrelas e festa pelas ruas. Em campo, 120 minutos de futebol. Tempo suficiente para que a capital gaúcha ficasse marcada na história do país europeu e vice-versa.

O GloboEspote.com lista os principais momentos da passagem da Alemanha:

POPSTARS ALEMÃES

Torcedores se aglomeraram para ver a seleção alemã em Porto Alegre (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)

Antes de chegar a Porto Alegre, os alemães contavam com o clima frio para se sentirem em casa na capital gaúcha. Mas foi justamente o calor da torcida que contribuiu com a adaptação dos europeus à cidade. Em clima de popstars, os jogadores eram recebidos por centenas de fãs, que se aglomeravam em frente ao hotel a cada saída da delegação para os compromissos oficiais. Tudo para tentar algum contato com os ídolos.

Na véspera da partida contra a Argélia, um grupo de 200 torcedores ignorou a chuva que atingia todo o Rio Grande do Sul para fazer uma grande festa na saída dos atletas. O meia Özil e o atacante Müller estavam entre os mais assediados. Simpático, o volante Schweinsteiger chegou a parar para conceder autógrafos e tirar fotos.

Schweinsteiger demonstrou simpatia em Porto Alegre (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
FESTA ALEMÃ

Torcedores alemães lotaram o Caminho do Gol, em Porto Alegre (Foto: Caetanno Freitas/GloboEsporte.com)

Apesar da recepção calorosa aos atletas, os torcedores que vieram da Alemanha demonstraram a mesma frieza e discrição com que os jogadores comemoraram as vitórias nos gramados, nas festas pela cidade. Os visitantes se concentraram no Largo Glênio Peres, onde organizaram uma espécie de Oktoberfest antes do jogo.

No deslocamento em direção ao Beira-Rio, pelo Caminho do Gol, os europeus lotaram a via de acesso ao estádio, mas diferente dos demais jogos em Porto Alegre, percorreram o trajeto em silêncio. Mesmo comportamento adotado enquanto assistiam à partida.

PASSEIO DE SCHWEINSTEIGER

Schweinsteiger gera euforia ao retornar ao hotel com Zé Roberto (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)

Enquanto a maioria dos jogadores das nove seleções que passaram por Porto Alegre optaram por permanecer na concentração e só deixaram os hotéis para ir aos treinamentos e aos jogos no Beira-Rio, o alemão Bastian Schewinsteiger aproveitou o tempo para conhecer a capital gaúcha. O meia recebeu a visita do gremista Zé Roberto, ex-companheiro de Bayern de Munique, que o convidou para um passeio pelas ruas da cidade. 

Ao lado de Schweinsteiger, Zé Roberto visitou uma igreja e o levou para conhecer sua residência. No retorno ao hotel, o meia brasileiro foi tietado por outros jogadores alemães, como Mario Götze e Lucas Podolski.

Fonte: Globo Esporte


Brasil 0 x 3 Holanda - Copa termina para o país de futebol com "chuva" de vaias

Foto: Divulgação

13/07/3014

A Seleção Brasileira pouco fez e acabou ficando apenas com a quarta colocação na Copa do Brasil

Para uma Seleção Brasileira fraca tecnicamente, sem sua principal estrela e com jogadores mediando para bons, não dá para se esperar muito mais do que uma quarta colocação. E foi isso que o Brasil “conquistou”. A mística da camisa amarela acabou indo por água abaixo com a goleada por 7 a 1 para a Alemanha, e seguiu manchada na partida deste sábado. O país do futebol viu de perto mais uma derrota, desta vez para a Holanda pelo placar de 3 a 0, em sua casa, no Estádio Mané Garrincha. Robben e Van Persie, como de costume, brilharam. Assim como, Oscar e companhia, que tiveram lampejos de bom futebol. A diferença de gols só não foi maior, pois os holandeses tiraram o pé do acelerador.

A casa desmoronou de vez quando Neymar se contundiu contra a Colômbia, mas o planejamento já foi montado à base de erros. A Seleção Brasileira não jogou bem esta Copa do Mundo, com exceção, talvez, contra Camarões. Isso tudo, fez com que o Brasil terminasse o Mundial sob vaias, com saldo de gols de -3, e como o páis mais vazado atuando como anfitrião. Totalmente inacreditável quando se trata da nossa Seleção.

A Holanda, em situação inversa, iniciou a Copa desacreditada, cresceu com a goleada contra a Espanha, e só não fechou com a chave de ouro, pois caiu para a Argentina, na semifinal, nas cobranças de pênalti. Pela primeira vez na história, a seleção holandesa terminou um Mundial invicta. Esse bom futebol, porém, só os rendeu um terceiro lugar.

Para ficar mais feio para o Brasil, a Seleção "assistiu de camarote" a entrega de medalhas para a Holanda. Em pleno país, os comandados de Felipão não conseguiram subir nem no lugar mais baixo do pódio. Já os holandeses não comemoraram muito, mas pelo menos ficaram felizes com a premiação.

MAIS UM CHOCOLATE, BRASIL?
Após a derrota vexatória para a Alemanha, a Seleção Brasileira voltou a campo neste sábado na disputa de terceiro lugar diante da Holanda. O técnico Luiz Felipe Scolari enfim resolveu mudar a formação tática da equipe. Fred, Hulk, Marcelo, Bernard, Dante e Fernandinho saíram e deram lugar à Jô, Ramires, Maxwell, William, Thiago Silva e Paulinho. A grande estrela da Seleção, o craque Neymar foi para o banco de reservas, porém, estava incapacitado de atuar.

Foto: Divulgação

Pelo lado holandês, o grande desfalque foi o meia Sneijder. O jogador sentiu dores musculares ao arriscar um chute no aquecimento e acabou sendo poupado pelo técnico Louis van Gaal. Com isso, as apostas ficaram novamente em torno de Van Persie e Robben, e eles corresponderam à altura.

Antes do apito inicial, porém, o alemão mais brasileiro desta Copa do Mundo, o atacante Podolski mandou uma mensagem para a Seleção. “Boa sorte hoje no jogo, estamos todos na torcida, muita raça, para frente #Brasil, #CoraçãoVerdeAmarelo, #Poldi”, postou o craque em sua página no Twitter.

Durante a partida, o Brasil levou logo de cara um outro baque. Não deu tempo nem da torcida se recuperar de 7 a 1 diante da Alemanha, e logo, aos dois minutos da primeira etapa, sofreu o primeiro gol da Holanda.Thiago Silva derrubou Robben fora da área, mas o árbitro marcou penalidade máxima. Na cobrança, Van Persie buscou o ângulo de Júlio César e abriu o placar. O zagueiro brasileiro merecia o cartão vermelho, porém, recebeu apenas o amarelo.

Mesmo atrás no placar, a torcida apoiava a Seleção Brasileira, mas, dentro de campo, a equipe não respondeu e acabou sofrendo mai um gol, desta vez marcado por Blind, aos 15 minutos. De Guzmán foi até a linha de fundo, cruzou, David Luiz tirou para o meio, e a bola parou nos pés do lateral, que chutou forte para fazer o segundo. Seria uma repetição do que aconteceu contra a Alemanha?

Não! Ao menos no primeiro tempo. O Brasil sofria com os mesmos erros que o fez ser goleado pela Alemanha, a Holanda, porém, abaixou o ritmo muito antes. Teve a chance de fazer o terceiro com Van Persie, mas abriu mão de pressionar os comandados de Felipão para se fechar na marcação. Por outro lado, a Seleção Brasileira não conseguia levar perigo. A única chance realmente de gol, foi quando Oscar cruzou, Luiz Gustavo desviou, mas nem Paulinho, e nem David Luiz conseguiram completar para as redes.

UFA! MENOS MAL!

Foto: Divulgação

A etapa complementar começou morna. Felipão resolveu arriscar novamente. Colocou Fernandinho e Hernanes, e sacou Luiz Gustavo e Paulinho. O espírito da equipe, porém, continuou o mesmo. Sem Neymar, o Brasil parecia sem vida, sem força de vontade. Enquanto que, a Holanda era impecável na formação tática. Os europeus deixavam Thiago Silva e David Luiz livres de marcação e apertavam quando os demais pegavam na bola. Resultado: poucos lances de perigo pelo lado verde e amarelo.
Em uma dessas chances remotas saíram dos pés de Oscar, que estava mais “acordado” nesse embate. Aos 13 minutos, o meia do Chelsea arriscou e tirou tinta da trave de Cillessen. Mais tarde, Hulk, que entrara no lugar de Ramires, cortou para a esquerda e chutou, mas mandou para a linha de fundo.

Esta foi a última “grande” chance da Seleção Brasileira no embate. O Brasil cansou, não ameaçou mais a Holanda, que resolveu fazer o terceiro, e fez. Wijnaldum recebeu dentro da área e chutou no contrapé de Júlio César. A Copa do Mundo termina para o país do futebol sob chuvas no Mané Garrincha.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 0 x 3 HOLANDA

BRASIL - Julio Cesar; Maicon, Thiago Silva, David Luiz e Maxwell; Luiz Gustavo (Fernandinho), Paulinho (Hernanes), Ramires (Hulk), Willian e Oscar; Jô. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

HOLANDA - Cillessen (Vorm); De Vrij, Vlaar e Martins Indi; Kuyt, Clasie (Veltman), Wijnaldum, De Guzman e Blind (Janmaat); Van Persie e Robben. Técnico: Louis van Gaal.

GOLS - Van Persie (pênalti), a 1, e Blind, aos 16 minutos do primeiro tempo; Wijnaldum, aos 45 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Thiago Silva, Fernandinho e Oscar (Brasil); Robben e De Guzman (Holanda).
ÁRBITRO - Djamel Haimoudi (Fifa/Argélia).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 68.034 pessoas.
LOCAL - Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF).



Holanda 0 (2) x 0 (4) Argentina - Vamos todos a bailar no Maraca?

Foto: Divulgação

10/07/2014

Os Hermanos farão a decisão da Copa do Mundo diante da Alemanha

“Brasil, decime que se siente, tener em casa a tu papá”. Esse foi o coro que marcou o Itaquerão nesta quarta-feira. O pior aconteceu. Após a Seleção Brasileira ser goleada por 7 a 1 diante da Alemanha, os brasileiros terão que conviver com a presença da Argentina na decisão da Copa do Mundo. Os Hermanos se garantiram na decisão ao vencer a Holanda por 4 a 2 na decisão por pênaltis. Nossos rivais foram perfeitos, enquanto que os holandeses desperdiçaram duas cobranças, com Vlaar e Sneijder. No tempo normal, as equipes ficaram em 0 a 0.

A história está comprovada. Quando a Argentina chega em uma semifinal, ela vai à decisão. Esta é a quinta fez que os Hermanos irão disputar uma final de Copa do Mundo. A terceira taça pode ser conquistada diante da Alemanha, em partida marcada para este domingo, às 16h, no Estádio do Maracanã.

Por sua vez, a Holanda viu diminuir o tabu que tem contra a Argentina. Antes do embate de hoje, os holandeses perderam apenas uma partida para o rival, ganharam outras quatros e empataram três. Hoje, sentiram na pele mais uma dolorida derrota e viram o sonho do primeiro título ir novamente por água abaixo. A disputa por terceiro e quarto acontecerá no sábado, às 17h, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, diante da Seleção Brasileira.

JOGO ESTUDADO E POUCAS CHANCES DE GOLS!
O dia estava propício para mais uma festa argentina. Os hermanos comemoram nesta quarta-feira, a independência do país. A cereja do bolo viria com uma vitória para cima da Holanda, pois o recheio já foi feito na terça e pela Alemanha. Os alemães humilharam a Seleção Brasileira na goleada por 7 a 1, e fizeram com que os argentinos caíssem na gargalhada. A famosa música provocativa “Brasil, decime que se siente”, começava a fazer cada vez mais sentido.

Foto: Divulgação

Em busca da cereja do bolo, a Argentina apostava as suas fichas no craque Lionel Messi, já que outro astro, o meia Dí María se contundiu diante da Bélgica e ficou de fora do embate. Por sua vez, a Holanda tentava chegar em sua segunda final consecutiva em Mundiais com o futebol eficiente do trio formado por Robben, Van Persie e Sneijder.

Antes da bola rolar, uma novidade na Holanda. De Jong estava confirmado entre os titulares. O jogador, inclusive, recebeu a missão de marcar ninguém menos do que Lionel Messi. No primeiro tempo, deu resultado. O volante parou o argentino, que pouco levou perigo ao gol de Cilessen.

Com seus torcedores em bom número no Itaquerão, a Argentina tomou o domínio do jogo e ficou mais perto de abrir o marcador. A primeira boa chance aconteceu aos 22 minutos. Em cobrança de escanteio de Lavezzi, Garay subiu de cabeça, mas mandou a bola para a linha de fundo.

A Holanda equilibrou o jogo, chegou a estar melhor em alguns momentos, mas sofreu com a pouca inspiração de suas principais peças. Robben e Van Persie foram bem marcados e pouco apareceram. Já pelos Hermanos, Messi teve a chance de fazer o primeiro, em cobrança de falta, mas parou em Cilessen, que encaixou o chute do craque.

Sofrendo com a forte marcação da Argentina, os holandeses levaram perigo apenas no chutes de Sneijder, que Romero defendeu. Os Hermanos fizeram uma grande partida tática. Antes muito criticado, seu sistema defensivo vem aparecendo bem nesta Copa e se saiu bem em mais uma prova.

HOLANDA PERDE CHANCE DE DECIDIR!

Foto: Divulgação

Assim como aconteceu na primeira etapa, o equilíbrio marcou o segundo tempo. A Argentina tomava a iniciativa, mas a Holanda apostavas nas jogadas individuais, principalmente de Robben. O jogador, inclusive, perdeu a chance do jogo. Aos 45 minutos, o craque do Bayern de Munique recebeu um belo passe de Sneijder, saiu na cara de Romero, mas foi travado na hora do chute por Mascherano. O lance lembrou muito o gol que o atacante perdeu, diante da Espanha, no Mundial passado.

Antes disso, era a Argentina que se mostrava mais afim de chegar à decisão. Aos 12 minutos, Lavezzi cruzou, Higuaín estava pronto para finalizar, mas Janmaat afastou o perigo a tempo. O atacante era o jogador mais acionado na linha de frente e foi o responsável por “enganar” os torcedores no Itaquerão. Após passe de Pérez, o craque do Napoli chutou na rede pelo lado de foram e fez com que muitos berrassem “gol”.

Com exceção ao lance de perigo de Robben, a Argentina esteve impecável também na segunda etapa, mas sua linha de fogo não brilhou. Quando arriscavam, paravam em Cillessen. Foi assim no chute de Rojo, a última oportunidade antes da prorrogação. Já nas arquibancadas, a festa era dos argentinos, que não paravam de incentivar. Os brasileiros tentavam responder com vaias, mas o dia parecia ser dos Hermanos.

MAIS UMA PENALIDADE NA CONTA!
Após partida de tamanho equilíbrio, nada mais justo do que uma prorrogação. São mais 30 minutos de duas grandes seleções que lutam desesperadamente pelo título. Quem ganha, são os torcedores, que podem acompanhar um pouco mais da Copa do Mundo.

Nos primeiros 15 minutos, foi a Holanda que esteve melhor. Robben chamava a responsabilidade e perdeu mais duas oportunidades de abrir o marcador. Na primeira, o craque passou por três jogadores, mas foi travado na hora do chute. Em seguida, ele arriscou, mas parou em Romero. A Argentina apenas se defendia. Sem Dí María, ficaram refém de Messi, que “desapareceu”.

Para a segunda etapa, Louis van Gaal arriscou, colocou Huntelaar no lugar de Van Persie e desistiu de contar com Tim Krul em uma possível disputa por pênaltis. A substituição não deu liga, e a seleção holandesa sofreu com a pressão da Argentina nos minutos finais e só não foi derrotada graças a Cilessen. O arqueiro defendeu a cabeçada de Palacio, que sozinho tentou o encobrir, e no chute de Rodríguez.

O DIA É DE ROMERO!

Foto: Divulgação

Sem Tim Krul, a Holanda não conseguiu competir com a Argentina nas cobranças de pênaltis. Cilessen continua sem defender uma cobrança sequer em sua carreira. O arqueiro só foi buscar as bolas dentro das redes. Enquanto que, Romero virou herói. O argentino defendeu logo a primeiro tiro feito por Vlaar e a terceiro de Sneijder. Robben e Kuyt converteram, mas nada adiantou.

A classificação para a decisão saiu dos pés de Maxi Rodríguez, mas antes dele Messi, Garay e Agüero convertam suas cobranças e ajudaram o dia de independência da Argentina ficar completo.

FICHA TÉCNICA

HOLANDA 0 (2) x (4) 0 ARGENTINA

HOLANDA - Cillessen; Kuyt, Vlaar, De Vrij, Martins Indi (Janmaat) e Blind; De Jong (Clasie), Wijnaldum e Sneijder; Robben e Van Persie (Huntelaar). Técnico: Louis van Gaal.

ARGENTINA - Romero; Zabaleta, Demichelis, Garay e Rojo; Mascherano, Biglia e Enzo Pérez (Palacio); Lavezzi (Maxi Rodríguez), Messi e Higuaín (Agüero). Técnico: Alejandro Sabella.

CARTÕES AMARELOS - Martins Indi e Huntelaar (Holanda); Demichelis (Argentina).
ÁRBITRO - Cuneyt Cakir (Fifa/Turquia).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 63.267 pessoas.
LOCAL - Estádio Itaquerão, em São Paulo (SP).



Brasil 1 x 7 Alemanha – Felipão, diga-me o que se(n)te!

Foto: Divulgação
09/07/2014

O Brasil leva um verdadeiro chocolate em pleno Mineirão e fez a alegria de alemães e argentinos

A Seleção Brasileira de 1950 nunca mais ficará marcada como a de maior vexame da história do futebol brasileiro. Sim, nas Copa das Copas, o Brasil conseguiu mostrar que o futebol moleque, o futebol arte mudou de país, agora, ele é jogado pela Alemanha. Nesta quinta-feira, em partida válida pela semifinal da Copa do Mundo, o Brasil foi derrotado pela Alemanha por 7 a 1, no estádio Mineirão, em Belo Horizonte. A derrota é a maior da história da Seleção Brasileira em Mundiais.

Foto: Divulgação

Com o resultado, a Alemanha avança para as semifinais e espera o vencedor do confronto entre Holanda e Argentina na outra semifinal para conhecer o seu adversário na decisão, que acontece no Maracanã, no domingo, às 16 horas. O Brasil enfrenta o perdedor na decisão de 3º e 4º, em Brasília, no sábado, às 16 horas.

A final da Copa de 2002 entre Brasil e Alemanha pode ser vista como um marco. A última vez em que os alemães mostraram um futebol duro e a última vez em que a Seleção Brasileira mostrou o seu futebol arte. De lá para cá, o que se viu foi a inversão de valores.

O Brasil de 2014 prioriza a força e deixa o talento para Neymar desfrutar sozinho. Sem ele, não deu. É duro de admitir, mas o canto ecoado pelos argentinos nesta Copa do Mundo cabe perfeitamente ao técnico da Seleção: Felipão, diga-me o que sente! Barbosa, descanse em paz!

Baile à Alemanha
O Brasil iniciou a partida de uma forma diferente. Com a entrada de Bernard, a Seleção pressionou a Alemanha no campo de defesa e tomou às rédeas da partida. O erro na escalação de Felipão, entretanto, durou muito pouco. Logo aos onze minutos, a Alemanha já marcou o primeiro gol. Depois de cobrança de escanteio, Muller, livre na marca de pênalti, colocou dentro do gol.

Ao abrir o placar, a Alemanha notou a queda de rendimento da Seleção Brasileira, que se mostrou abalada psicologicamente. Aos 22 minutos, Klose recebeu livre dentro da área e chutou para grande defesa de Júlio César. No rebote, o mesmo Klose marcou o gol, colocando a bola no fundo do gol.

Abalada, a Seleção levou mais. Depois de jogada bem trabalhada fora da área, Kross chutou de fora da área, sem chance para Júlio César. Dois minutos depois, Kroos marcou o seu segundo, em uma jogada de toque de bola dentro da área, em que a defesa brasileira foi feita de bobinho, literalmente.

Quando parecia que a Alemanha aliviaria um pouco, marcou o quinto gol aos 25 minutos. Em mais uma jogada de troca de passes dentro da área brasileira, Khedira apareceu livre e chutou para dentro do gol.

Foto: Divulgação

Esforço e falta de futebol
Na volta para o segundo tempo, Felipão optou pelas entradas de Paulinho e Ramires nos lugares de Fernandinho e Hulk, respectivamente. Eles deram mais movimentação ao time, muito mais pelo recuo da Alemanha, contente com o resultado, do que por êxito da Seleção Brasileira.

A primeira finalização brasileira foi aos seis minutos. Ramires deixou Oscar na cara do gol. O meia chutou em cima de Neuer, que fez uma grande defesa. Aos sete minutos, foi a vez de Paulinho perder um gol claro. Na primeira, ele chutou em ciam do goleiro alemão, no rebote, tentou de novo e Neuer fez uma grande defesa.

De tanto ir para a frente, o Brasil arriscou demais e levou mais um contra-ataque. Aos 23 minutos, Lahm cruzou para a área e Schurrle marcou o sexto. Ele ainda faria o sétimo, em uma jogada muito parecida.
Oscar diminuiu para a Seleção Brasileira Aos 45 minutos. Depois de cruzamento, o meia tocou, livre, para o fundo das redes.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 x 7 ALEMANHA

BRASIL - Julio Cesar; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Paulinho) e Oscar; Hulk (Ramires), Bernard e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

ALEMANHA - Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Khedira, Schweinsteiger, Kroos e Özil; Muller e Klose (Schurrle). Técnico: Joachim Löw

GOLS – Muller, aos 11, Klose, aos 22, Kroos, aos 23 e aos 25 do primeiro tempo. Schurrle, aos 23 minutos do segundo tempo. Oscar, aos 45 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Marco Antonio Rodríguez (Fifa/México).
CARTÕES AMARELOS – Dante (Brasil)
RENDA - Não disponíveis.
PÚBLICO – 58.141 presentes.
LOCAL – Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte (MG).



Holanda troca o goleiro para a disputa de pênaltis, derrota a Costa Rica e está na semifinal

Krul defende cobrança de Umaña: Holanda nas semifinais
Getty Images

05/07/2014

Reserva holandês, Krul, pegou duas cobranças. Agora os atuais vice-campeões têm pela frente a Argentina de Messi

Encerrando as quartas de final, a Holanda venceu a Costa Rica nos pênaltis (4x3) neste sábado (05.07), em Salvador, na despedida da Arena Fonte Nova da Copa. Krul, goleiro reserva holandês, saiu do banco para substituir o titular Cillessen pouco antes das penalidades, pegou duas cobranças e foi o herói do jogo.

A Holanda enfrentará a Argentina na semifinal marcada para 9 de julho, às 17h, na Arena Corinthians, em São Paulo. A outra vaga na final sairá da disputa entre Brasil e Alemanha, em 8 de julho, no mesmo horário.



Holanda 0 (4) x (3) 0 Costa Rica – Zebra que nada, que venha a Argentina!

Foto: Divulgação

06/07/2014

Krul, goleiro reserva, salva a Laranja nos pênaltis e garante vaga na semifinal

A Holanda encarou a zebra Costa Rica na tarde deste sábado tentando evitar que a zebra desta Copa deixasse mais uma equipe tradicional fora da competição. Apesar do domínio holandês, a partida só foi decidida nas cobranças de pênalti e, no fim, o goleiro da Holanda garantiu a classificação às semifinais.

Com a vitória sofrida nos pênaltis por 4 a 3, a Holanda irá enfrentar a Argentina pela semifinal da Copa do Mundo. A partida será na próxima quarta-feira, às 17 horas, na Arena Corinthians, em São Paulo.

HOLANDA DOMINA!

Quem foi à Arena Fonte Nova esperando um domínio da Holanda sobre a Costa Rica ficou satisfeito com o que viu. Melhores na partida, os holandeses dominaram o jogo e criaram as melhores chances de gol, mas demoraram a conseguir abrir o placar contra a zebra da competição.

Robben tenta se livrar da marcação adversária - Foto: Divulgação

Apesar de melhor, o primeiro chute da Holanda só aconteceu aos 20 minutos. Após belo passe de Kuyt para trás, Depay encontrou Sneijder livre dentro da grande área. Navas fez a defesa e, no rebote, salvou a Costa Rica após chute forte de Van Persie.

Oito minutos depois, o goleiro foi obrigado a mostrar porque vem sendo um dos destaques da Copa do Mundo. Após bobeira da Costa Rica no meio de campo, Van Persie puxou contra-ataque e rolou para Depay na esquerda. O meia finalizou para o gol e Navas fez ótima defesa.

Com o domínio no primeiro tempo – 68% de posse de bola contra 32% da Costa Rica –, a Holanda ainda teve uma ótima chance no fim do primeiro tempo. Aos 38, Sneijder cobrou falta com perfeição e obrigou Navas a fazer bela defesa. Apática na partida, a Costa Rica não deu um chute durante todo o primeiro tempo.

NAVAS FECHA O GOL

Nada mudou na etapa complementar. Melhor tecnicamente, a Holanda continuou com maior posso de bola, mas não conseguia concluir as jogadas em gol. A Costa Rica tentava se aproveitar dos contra-ataques, mas não contava com uma tarde inspirada de Bryan Ruiz e Campbell.

Navas fez milagres contra a Holanda - Foto: Divulgação

As melhores chances dos costa-riquenhos foram criadas em duas cobranças de falta. Na primeira, Bolaños tentou surpreender o goleiro da Holanda ao bater direto para o gol, mas acabou isolando. Na outra cobrança, o jogador colocou a bola na cabeça de González, mas o zagueiro acabou mandando pela linha de fundo.

Apesar de ter mais posse de bola do que a Costa Rica, a Holanda não levou tanto perigo ao gol defendido por Navas. Robben e Sneijder pecavam no último passe, e Van Persie apenas assistia à partida entre os zagueiros adversários.

No final do jogo a Holanda teve duas excelentes oportunidades de tentar evitar a prorrogação. Aos 36 minutos, Sneijder cobrou falta com perfeição e a bola explodiu na trave. Dois minutos depois, Van Persie aproveitou a sobra dentro da área e chutou para o gol. Mais uma vez Navas, o melhor da partida, fez boa defesa e evitou o gol.

Aos 47 minutos do segundo tempo, um dos lances mais incríveis desta Copa do Mundo. Após Navas salvar a Costa Rica em cobrança de falta de Van Persie, Blind pegou o rebote e cruzou para a área. A bola passou por todo mundo na pequena área e sobrou para Van Persie, que chutou para o gol. Tejeda, em cima da linha, evitou o gol e depois contou com o travessão para a bola não entrar.

30 MINUTOS DE PRESSÃO LARANJA

Pernas pesadas e menos fôlego do que nos 90 minutos iniciais. Apesar do cansaço, a Holanda foi pra cima da Costa Rica para tentar evitar as cobranças de pênalti. Porém, assim como no tempo normal, acabou parando no goleiro Navas.

Os costa-riquenhos se arriscavam somente nos contra-ataques e, por pouco, não garantiravam a vaga na semifinal. Aos 11 minutos, Bryan Ruiz deixou dois da Holanda para trás e bateu para uma boa defesa do goleiro Cillessen.

Dois minutos depois, quando a partida já se encaminhava para as penalidades máximas, Sneijder acertou uma bomba no travessão de Navas que, nesse lance, nada pôde fazer. Foi o último suspiro da Holanda antes do final do jogo.

Krul defende pênalti de Bryan Ruiz - Foto: Divulgação

GOLEIRO RESERVA SALVA

Antes do fim da prorrogação, o técnico Louis van Gaal fez uma mudança tanto quanto curiosa: trocou Cillessen, goleiro titular, por Krul. Apesar de entrar frio na partida, o goleiro foi eficaz e brilhou na vitória por 4 a 3 nas cobranças de pênaltis.

Provocativo, Krul tentava tirar a concentração dos jogadores da Costa Rica, e deu certo. Contra o capitão Bryan Ruiz, o arqueiro esperou a cobrança e caiu no canto certo. Na última batida da Costa Rica, Krul foi certeiro e colocou a Holanda de volta a uma semifinal.

FICHA TÉCNICA

HOLANDA 0 (4) X (3) 0 COSTA RICA

HOLANDA – Cillessen (Krul); De Vrij, Vlaar e Martins Indi (Huntelaar); Kuyt, Wijnaldum, Sneijder, Depay (Lens) e Blind; Robben e Van Persie. Técnico: Louis van Gaal

COSTA RICA – Keylor Navas; Gamboa (Myrie), Johnny Acosta, Giancarlo González, Umaña e Júnior Diaz; Tejeda (Cubero), Celso Borges, Bryan Ruiz e Bolaños; Campbell (Ureña). Técnico: Jorge Luis Pinto

CARTÃO AMARELO – Martins Indi e Huntellar (Holanda); Júnior Diaz,Umaña Acosta e González (Costa Rica)
ÁRBITRO – Ravshan Irmatov (Fifa/Uzbequistão)
RENDA – Não disponível
PÚBLICO – 51.179 pessoas
LOCAL – Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).



Argentina 1 x 0 Bélgica - Após 24, Hermanos voltam às semifinais

Foto: Divulgação

06/07/2014

O gol da vitória foi marcado por Higuaín, ainda na primeira etapa

A Argentina está de volta às semifinais da Copa do Mundo. 24 anos depois de superar a Itália, mas cair na decisão para a Alemanha em 1990, os Hermanos bateram a Bélgica por 1 a 0 na tarde deste sábado, em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, em confronto válido pelas quartas de final. O "salvador" sul-americano atende pelo nome de Higuaín, que até então vinha sendo contestado.Com a vitória, a seleção argentina agora aguarda o vencedor do confronto entre Holanda e Costa Rica que acontece ainda neste sábado, às 17 horas. Já a semifinal do Mundial acontecerá na próxima quarta-feira, também às 17 horas, na Arena Corinthians.

Foto: Divulgação

O jogo
Depois de apresentar um grande futebol contra os Estados Unidos, criou-se a expectativa de que a Bélgica pudesse complicar a vida da Argentina que sofreu até o fim para eliminar a Suíça. Dentro de campo, porém, a história foi diferente. Melhor desde o começo, os sul-americanos não deram espaço para os belgas trabalharem a bola e mais do que isso, não tiveram dificuldades para criar.

Sem brilhar nas fases anteriores, Higuaín que já vinha sendo contestado pela torcida parecia que novamente teria um dia ruim. Na primeira oportunidade de ataque dos Hermanos, recebeu cruzamento de Basanta, mas não conseguiu dominar. Minutos depois, no entanto, fez o que poucos acreditavam: o gol. Após lance de Di María, a bola desviou em Vertonghen e sobrou para o atacante, que bateu de primeira, sem chances para Courtois.

O gol resumiu bem o que foi a primeira etapa. Por mais que a posse de bola tenha sido praticamente igual, quando a Argentina atacava, era mais incisiva, mais aguda. Os Diabos Vermelhos faziam o contrário. Com a brazuca nos pés pareciam perdidos e pouco ofereciam perigo ao goleiro Romero. Na melhor das chances, Mirallas cabeceou pra fora.

No segundo tempo, precisando do gol de empate para permanecer com chances de seguir na Copa do Mundo, a Bélgica adiantou sua marcação e tentou surpreender a Argentina. Guiados por Messi, porém, os sul-americanos não pareciam assustados com o avanço do adversário e se aproveitavam por ter mais espaço para trabalhar suas jogadas.

Com as constantes subidas belgas – quase desesperadas – ao ataque, o contragolpe argentino parecia o melhor dos planos para garantir a vaga. Aos 10, Higuaín arrancou em velocidade, deu lindo drible em Kompany e acertou uma bomba no travessão. Vendo o tempo passar e seu time não chegar ao gol, Marc Wilmots resolveu modificar o time. Sacou Origi e Mirallas e apostou nas entradas de Lukaku e Mertens, respectivamente.As alterações até melhoraram a ofensividade dos belgas, mas não o suficiente para superar a defesa argentina que estava bem postada. Já nos quinze minutos finais do confronto, na base da ligação direta e nas bolas aéreas, novas tentativas dos europeus, mas nada de alterar o placar. Depois de 24 anos a Argentina volta a disputar uma semifinal de Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 1 x 0 BÉLGICA

ARGENTINA - Romero; Zabaleta, Garay, Demichelis e Basanta; Mascherano, Biglia e Di María (Perez); Lavezzi (Palacio), Messi e Higuaín (Gago). Técnico: Alejandro Sabella.

BÉLGICA - Courtois; Alderweireld, Kompany, Van Buyten e Vertonghen; Witsel, De Bruyne, Fellaini, Hazard (Chadli) e Mirallas (Mertens); Origi (Lukaku). Técnico: Mark Wilmots.

GOL - Higuaín, aos 7 minutos do primeiro tempo.
CARTÕES AMARELOS - Biglia (Argentina); Hazard e Alderweireld (Bélgica).
ÁRBITRO - Nicola Rizzoli (Fifa/Itália).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 68.551 presentes.
LOCAL - Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF).



Brasil 2 x 1 Colômbia - Zagueiros brilham e Seleção avança às semifinais

Foto: Divulgação
04/07/2014

Thiago Silva e David Luiz foram as forças defensivas e também ofensivas da Seleção

Dizem que a melhor defesa é o ataque. E foi assim que o Brasil conseguiu se classificar às semifinais da Copa do Mundo. Enfrentando o bom time da Colômbia, nesta sexta-feira, no Castelão, brilharam as estrelas dos zagueiros Thiago Silva e David Luiz, autores dos gols da vitória por 2 a 1, em confronto válido pelas quartas de final. James Rodríguez se isolou na artilharia com gol de pênalti.

Com a vitória, o Brasil se classificou às semifinais da Copa do Mundo, para enfrentar a Alemanha, no Mineirão, às 17 horas.

Foto: Divulgação

A primeira boa chance veio com Neymar, que pouco produzirá ao longo do primeiro tempo. Aos quatro, o camisa 10 cobrou falta que foi pela linha de fundo. Dois minutos depois, porém, a bola encontrou o caminho do gol. O atacante cobrou escanteio e Thiago Silva apareceu livre, na pequena área para completar pras redes. Após o tento, a Seleção seguiu melhor em campo, enquanto isso, a Colômbia, sem conseguir encaixar seu sistema de jogo, não tinha muitas oportunidades.

Muito dependente de James Rodríguez, que bem marcado até tentava criar, mas sofria, e de Cuadrado que também não tinha vida fácil, a seleção cafeteira não exigia intervenções de Júlio César. Em uma de suas melhores chances, Cuadrado bateu forte da entrada da área, pela linha de fundo. Com Neymar sumido, coube novamente a Hulk o papel de chamar a responsabilidade. Foi do camisa 7 as principais chances criadas pelo Brasil.

No segundo tempo, precisando do gol de empate, a Colômbia tentou avançar sua marcação e pressionar a Seleção Brasileira. A tática, no entanto, não deu certo e o Brasil seguiu melhor no confronto. Embalado pela vibração da torcida que lotou a Arena Castelão, o time de Felipão comandava as ações em campo.

Quando os visitantes finalmente conseguiram balançar as redes, aos 20 da etapa final, a arbitragem assinalou impedimento de Yepes, após bate e rebate na área. Melhor para o Brasil que logo em seguida, ampliou a vantagem no placar com David Luiz, em linda cobrança de falta de longa distância. A vantagem de dois gols fez com que o Brasil se acomodasse na partida.

Foto: Divulgação

Abrindo mão de frequentar o ataque, a seleção chamou o adversário para seu campo defensivo e pagou um preço caro. Já na reta final do confronto, James Rodríguez deu bom passe para Bacca que foi derrubado por Júlio César.

Na cobrança do pênalti, o camisa 10 colombiano não perdoou e descontou. Embalada pelo tento, a seleção cafeteira foi em busca da igualdade, mas esbarrou no ferrolho brasileiro que segurou de todas as maneiras o resultado e garantiu a classificação às semifinais da Copa do Mundo para encarar a Alemanha.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 x 1 COLÔMBIA

BRASIL - Julio Cesar; Maicon, David Luiz, Thiago Silva e Marcelo; Paulinho (Hernanes), Fernandinho e Oscar; Hulk (Ramires), Neymar (Henrique) e Fred. Técnico: Luiz Felipe Scolari.

COLÔMBIA - Ospina; Zuñiga, Zapata, Yepes e Armero; Carlos Sánchez, Guarín, Cuadrado (Quintero) e James Rodríguez; Ibarbo (Adrián Ramos) e Teófilo Gutiérrez (Bacca). Técnico: José Pekerman.

GOLS - Thiago Silva, aos 6 minutos do primeiro tempo; David Luiz, aos 22, e James Rodríguez (pênalti), aos 33 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Carlos Velasco (Fifa/Espanha).
CARTÕES AMARELOS - Thiago Silva (Brasil); Yepes e James Rodríguez (Colômbia).
RENDA - Não disponíveis.
PÚBLICO - 60.342 pessoas.
LOCAL - Arena Castelão, em Fortaleza (CE).



França 0 x 1 Alemanha - É Neuer na fita

Foto: Divulgação

04/07/2013

Com partida inspirada de Neuer e um gol de Hummels de cabeça, os alemães chegaram a mais uma semifinal da Copa do Mundo

Com uma ótimo exibição de Neuer e um gol de Hummels, a Alemanha derrotou a França, chegou a mais uma semifinal e bateu um recorde: chegou a quarta semifinal seguida em Copas do Mundo (2002, 2006 e 2010). A partida foi muito boa, com as duas partidas procurando o gol o tempo inteiro, mas os alemães souberam aproveitar os espaços na defesa francesa.

O maior destaque da partida foi o goleiro alemão. Com grandes defesas, o goleiro (que participou da Copa do Mundo em 2010) fechou o gol alemão dentro do Maracanã e levou a equipe de Löw a uma semifinal contra o Brasil ou Colômbia.

Na história dos clássicos, foi a terceira vitória seguida sobre o rival, eliminado nas semifinais de 1982 e 1986. Löw finalmente cedeu a pressão e escalou a Lahm na lateral direita. Os franceses lutaram até o fim, com chances até aos 48 minutos, em finalização perigosa de Benzema, mas não conseguiram buscar o empate.

O JOGO

França e Alemanha entraram em campo com a missão de fazer o melhor jogo da Copa do Mundo até agora. E não deixaram a desejar. Logo nas escalações das equipes era possível ver uma partida ofensiva - ambas as seleções entraram em campo em uma formação com três atacantes. O técnico Joachim Löw sedeu a pressão e colocou Lahm na lateral direita, com o meio de campo povoado por dois volantes e o artilheiro Müller.

Pelo lado francês, o técnico Deschamps escalou o artilheiro Benzema, Grizemann e o melhor jogador da França na Copa, o camisa 8, Valbuena. E o jogo começou com os franceses no ataque. Em jogadas muito rápidas, principalmente pelos lados do campo, Neuer foi exigido muitas vezes no primeiro. Mas, mesmo com a pressão francesa, o goleiro viu o gol alemão ainda na primeira etapa.

Hummels comemorando o gol com Muller - Foto: Divulgação

Em uma falta no lado esquerdo do campo de ataque, Kross cruzou, Hummels ganhou fácil do zagueiro Varane e cabeceou para o gol defendido por Lloris, sem chances para o goleiro francês. Com primeiro gol alemão, Löw abriu o time com jogadas pelos lados e adiantou o meio de campo, ganhando na marcação dos franceses.

A defesa da Alemanha estava muito bem postada em campo e Valbuena tentava jogadas diferenciadas para chegar ao gol de Neuer. Em uma bela jogada, Griezmann recebe a bola na direita e cruza para o camisa 8, que corta o marcador e bate pro gol. Neuer faz bela defesa e no rebote Benzema tenta mais uma vez, mas bate pra fora.

Com a bola nos pés, o agora lateral Lahm era quase um ponta na direita, enquanto Howedes pouco apoiava o campo de ataque. No lado da França, Benzema teve ainda duas boas oportunidades, mas o goleiro alemão não teve nem uma falha no jogo. O primeiro tempo acabou e a equipe alemã foi para o vestiário classificado para mais uma semifinal – a quarta seguida.

Schurrle perde uma chance incrível na cara do gol de Lloris - Foto: Divulgação

No segundo tempo o jogo não mudou. A partida estava franca e as duas equipes procuravam o gol. Os alemães começaram em cima, mas a equipe de Valbuena foi encontrando aos poucos espaços na defesa alemã. Mas as grandes chances do segundo tempo foram da Alemanha.

Em uma bola perdida por Sakho, os alemães roubam e partem no contra-ataque no três contra dois. A bola cai nos pés de Muller e o craque tenta um chute cruzado pro gol, mesmo com os companheiros livres dentro da área.

Em outra grande chance, Özil puxou contra-ataque pelo lado esquerdo e fez belo cruzamento. Müller furou e Schürrle chutou de primeira, exigindo grande defesa de Lloris com o pé. Em outro contra-ataque, Schürrle novamente recebe a bola sozinho na grande área francesa mas bate em cima de Varane.

Neuer consagrou-se com a partida. No ultimo minuto de jogo, Benzema recebeu sozinho dentro da área, pelo lado esquerdo e bateu cruzado, forte. O goleiro fez uma defesa incrível e garantiu a Alemanha em mais uma semifinal. A maior carrasca da seleção brasileiro, a França se despediu da Copa do Mundo.

PRÓXIMO JOGO

A Alemanha joga na próxima terça-feira contra Brasil ou Colômbia, no Mineirão, pela semifinal da Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

FRANÇA 0 x 1 ALEMANHA

FRANÇA: Lloris, Debuchy, Evra, Varane, Sakho (Koscielny), Cabaye (Rémy), Matuidi, Pogba, Valbuena (Giroud), Griezmann, Benzema. Técnico: Didier Deschamps

ALEMANHA: Neuer, Lahm, Boateng, Hummels, Höwedes, Schweinsteiger, Khedira, Müller, Kroos (Kramer), Özil (Götze)e Klose (Schurrle). Técnico: Joachim Löw

ÁRBITRO: Nestor PESTANA (ARG)
ASSISTENTES: Hernan MAIDANA (ARG) e Juan Pablo BELATTI (ARG)
GOLS: Hummels aos 12’
CARTÕES AMARELOS: Khedira e Schweinsteiger
CARTÕES VERMELHOS: -
PÚBLICO: 74.240 pessoas
RENDA: Não divulgado
LOCAL: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)



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