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Brasil 2 x 0 Colômbia - Neymar apanha, mas lidera seleção olímpica rumo à semifinal



13/08/2016

Agora, o time se prepara se prepara para enfrentar Honduras, que eliminou a Coreia do Sul mais cedo

O Brasil está na semifinal do torneio masculino de futebol dos Jogos Olímpicos do Rio. Garantiu a vaga ao superar o seu mais duro teste até agora e bater a Colômbia por 2 a 0, neste sábado, no estádio Itaquerão, em São Paulo, em um jogo em que teve de enfrentar a violência e o antijogo do adversário no primeiro tempo.

Mas novamente comandado por Neymar, se impôs e agora no mínimo vai disputar a medalha de bronze. O sonho do ouro inédito, porém, está cada vez mais vivo. O Brasil é o único país a chegar em sete semifinais olímpicas.

Na quarta-feira, o Brasil joga por uma vaga na final contra Honduras - que ganhou da Coreia do Sul por 1 a 0, no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte -, às 13 horas, no estádio do Maracanã, no Rio. Na Olimpíada de Londres, há quatro anos, as duas seleções se enfrentaram nas quartas de final e a seleção brasileira então comandada pelo técnico Mano Menezes venceu por 3 a 2 após ficar duas vezes em desvantagem no placar.

PORRADA

O primeiro tempo deste sábado foi uma guerra. Teve discussão, empurra-empurra, xingamentos e até troca de socos entre jogadores reservas e membros das comissões técnicas das duas equipes. Tudo provocado pelos colombianos, que entraram em campo dispostos a tumultuar a partida com catimba e violência na esperança de tirar vantagem.

Assim, Neymar foi caçado em campo. Levou faltas seguidas, algumas desleais. Os colombianos se revezavam na hora de "bater". Em muitos lances, visavam o tornozelo direito do jogador, machucado no jogo contra a Dinamarca, mas que, após tratamento intensivo, não o impediu de ir a campo. Neymar também procurava o confronto e logo enfileirou vários adversários com cartões amarelos, apesar da falta de rigor do árbitro turco Cakir Cuneyt.

DESCONTROLE

Neymar também teve momento de descontrole. Após receber falta dura de Lerma, irritou-se, assim como todos os brasileiros, com a falta de fair play dos colombianos no reinício do jogo e partiu à caça de um adversário. Encontrou Roa, deu-lhe um violento pontapé e levou cartão amarelo. A consequência foi uma confusão generalizada com titulares, reservas e integrantes da comissão técnica das equipes trocando empurrões e sopapos.

O primeiro tempo também teve futebol. E, neste quesito, o Brasil foi melhor. Com um dos atacantes se movimentando bem, Walace eficiente no desarme, os zagueiros jogando sério na maioria do tempo, fez um primeiro tempo mais eficiente que o da Colômbia, que tem jogadores habilidosos, rápidos e que tocam bem a bola.

Defesa do Brasil ainda não tomou gol nas Olimpíadas

Mas fazem muitas faltas. E em uma delas, sofrida por Gabriel Jesus (que também apanhou bastante), Neymar marcou o seu primeiro gol na Olimpíada e colocou o Brasil em vantagem, aos 12 minutos. Ele percebeu a barreira mal formada e bateu forte, de pé direito, à meia altura, sem defesa para Bonilla.

Depois de 11 meses e oito partidas, Neymar voltou a marcar pela seleção. Seu último gol, pela equipe principal, havia sido em um amistoso contra os Estados Unidos.

FLUIU

A Colômbia voltou para o segundo tempo alterada - dois jogadores com cartões amarelos foram substituídos - e assustou nos primeiros minutos. Mas logo o Brasil conseguiu responder, criando chances e teve até um pênalti (Balanta colocou a mão na bola em chute de Luan) não marcado a seu favor.

Ressalte-se que no segundo tempo o futebol prevaleceu. A Colômbia deixou de lado a violência e passou a procurar o jogo. E mostrou ser um bom time, com variações de jogadas e bom toque de bola. O Brasil continuava bem, mas o jogo ficou mais difícil. Então, o técnico Rogério Micale resolveu se precaver, colocando o volante Thiago Maia no lugar do apagado atacante Gabriel Barbosa.

A defesa ficou mais segura, mas faltava definir o jogo. Luan fez isso aos 37 minutos em grande estilo. Recebeu de Neymar, observou o goleiro adiantado e tocou por cobertura. O Brasil está na semifinal.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 x 0 COLÔMBIA

Fase: Quartas de Final
Rodada1ª rodada
Data13/08/2016
Horário22h00
LocalArena Corinthians - São Paulo (SP)
ÁrbitroCuneyt Cakir (Turquia)
AssistentesBahattin Duran (Turquia) e Tarik Ongun (Turquia)
Público41.560

Cartões Amarelos
Brasil: Neymar
Colômbia: Pabon, Palacios, Gutiérrez, Preciado, Wilmar Barrios, Lerma

Gols
Brasil: Neymar 11' 1T, Luan 38' 2T


Brasil

Weverton; 
Zeca, Marquinhos, Rodrigo Caio e Douglas Santos; 
Walace, Renato Augusto e Luan; 
Gabriel Barbosa (Thiago Maia), Gabriel Jesus (Rafinha Alcântara) e Neymar.
Técnico: Rogério Micale





Colômbia

Bonilla; 
Palacios, Tesillo, Deivy Balanta e Cristian Borja; 
Lerma, Wilmar Barrios (Sebastian Perez) e Roa (Rodríguez); 
Pabón, Teo Gutiérrez e Preciado (Miguel Borja).
Técnico: Carlos Restrepo







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COPA AMÉRICA: Argentina dá show, faz 6 no Paraguai e pode quebrar jejum na final com o Chile

Argentina passou por cima do Paraguai nessa terça-feira - Crédito: Divulgação/FI


30/06/2015

Esta será a terceira final dos hermanos nas últimas quatro edições do torneio

A Argentina está de volta à final da Copa América. Em sua melhor atuação nesta edição do torneio, a equipe de Gerardo Martino não deu qualquer chance ao Paraguai e goleou sem piedade os algozes do Brasil nesta terça-feira por 6 a 1, na cidade de Concepción. Agora, disputará o título com os donos da casa, os chilenos, no confronto entre as duas melhores seleções da competição.

Esta será a terceira final da Argentina nas últimas quatro edições da Copa América, mas a equipe não a vence desde 1993. Foi há 22 anos, aliás, justamente na edição do Equador do torneio continental, que o país conquistou seu último título com a seleção principal.

Para acabar com esse jejum, a Argentina precisa vencer o Chile no sábado, em Santiago, às 17 horas (de Brasília). Será o confronto do melhor elenco, o argentino, que nem sempre foi brilhante mas nesta terça exibiu toda sua qualidade, com a equipe que mostrou o melhor futebol do torneio até o momento, a chilena.

O Paraguai, por sua vez, perdeu a chance de repetir a campanha de quatro anos atrás, quando chegou à final na Argentina, mas superou as expectativas. Se passou pela burocrática seleção brasileira nas quartas de final, sucumbiu à evidente superioridade de uma equipe argentina em dia inspirado.

PASSOU O TREM!

O começo foi bastante equilibrado e cada seleção havia tido uma oportunidade quando a Argentina aproveitou a jogada aérea para abrir o placar. Aos 14 minutos, Messi bateu falta pela esquerda, Rojo, meio no susto, viu a bola tocar na canela de Cáceres e ficar viva. Então, virou batendo para a rede, sem chance para Villar.

O gol deu a tranquilidade que a Argentina precisava para dominar o confronto, usando suas velozes peças ofensivas no contragolpe. Foi assim que Messi deu enfiada perfeita para Pastore, que parou em Villar aos 21. A dupla voltou a funcionar cinco minutos depois, mas desta vez Pastore não perdoou. Messi escapou da marcação pelo meio e tocou para o meia do Paris Saint-Germain, que dominou tirando do zagueiro e bateu cruzado para ampliar.

Barrios marcou o único tento da Seleção do Paraguai - Crédito: Divulgação/FI

Não bastasse a diferença técnica e a desvantagem no placar, as lesões apareceram para completar o pesadelo do Paraguai. O jovem Derlis González e o veterano Roque Santa Cruz precisaram ser substituídos antes dos 30 minutos. O cenário era tão tranquilo, que os argentinos relaxaram.

Os comandados de Gerardo Martino já não exibiam o mesmo ímpeto e chamavam os adversários para cima. O Paraguai, então, passou a encontrar alguns espaços em rápidos toques no ataque. Mas foi em um erro infantil na saída de bola argentina que Lucas Barrios, justamente o substituto de Santa Cruz, aproveitou para encher o pé da meia-lua e diminuir aos 42.

SORTE QUE NÃO FOI O BRASIL...

A postura do fim do primeiro tempo deve ter gerado um puxão de orelha de Martino nos jogadores, porque a Argentina voltou completamente diferente para a etapa final. E precisou de somente dois minutos para fazer o terceiro. Após toques rápidos no meio de campo, Pastore avançou e deixou Di María em ótimas condições para tirar do goleiro.

Desta vez sim, o Paraguai estava batido. E não demorou para que a Argentina acabasse de vez com qualquer sonho do adversário, em lance de gênio de Messi. Aos sete minutos, ele ganhou de Cáceres no meio de campo, passou por Aguilar, tocou entre as pernas de Bruno Valdez e rolou para Pastore. Villar ainda bloqueou o meia, mas a sobra ficou com Di María, que só teve o trabalho de rolar para o gol.

A vantagem voltou a tranquilizar a Argentina, mas desta vez a equipe soube administrar com inteligência. Manteve a posse, seguiu no campo de ataque e até criou uma ou outra chance, como aos 22, em outro lance genial de Messi, que parou em Villar. Assim, definiu a goleada aos 34, em cruzamento de Di María que Agüero cabeceou para a rede, e aos 37, quando Higuaín aproveitou sobra no meio da área para fuzilar.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 6 x 1 PARAGUAI

Data: 30/06/2015
Horário: 20h30
Local: Estádio Ester Roa Rebolledo - Concepción (Chile) 
Árbitro: Sandro Meira Ricci (BRA)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho (BRA) e Fábio Pereira (BRA)
Gols: Argentina: Rojo 14' 1T, Pastore 26' 1T, Di Maria 1' 2T, Di Maria 7' 2T, Agüero 34' 2T, Higuaín 37' 2T
Paraguai: Barrios 42' 1T


Argentina

Romero; 
Zabaleta, Otamendi, Demichelis e Marcos Rojo; 
Mascherano (Gago), Biglia e Pastore (Banega); 
Messi, Di María e Agüero (Higuaín).
Técnico: Tata Martino






Paraguai

Justo Villar; 
Bruno Valdez, Paulo da Silva, Aguilar e Ivan Piris; 
Cáceres, Ortiz, Derlis González (Bobadilla) e Benítez; 
Roque Santa Cruz (Lucas Barrios) e Haedo Valdez (Óscar Romero)
Técnico: Ramón Diáz








COPA AMÉRICA: Ex-atacante do Grêmio Vargas dá show, Chile bate Peru e vai à decisão após 28 anos

Crédito: Divulgação/FI

29/06/2015

Peruanos jogaram com um a menos desde os 19 minutos do primeiro tempo, mas foram guerreiros até o final

Depois de 28 anos, o Chile está de volta a uma decisão de Copa América. Diante do adversário mais duro que encontrou, até o momento, a seleção chilena precisou de uma noite inspirada do ex-atacante do Grêmio Vargas. Ele marcou os dois gols da vitória sobre o Peru, por 2 a 1, na noite desta segunda-feira, no Estádio Nacional, em Santiago. A “Roja” segue firme na luta para acabar com o rótulo de nunca ter conquistado um título importante com a seleção principal.

Agora, os chilenos ficam na expectativa de quem será o adversário da grande decisão que acontecerá no sábado, às 17 horas (de Brasília), no mesmo Estádio Nacional. Será a Argentina de Messi, Tévez, Agüero e Cia.? Ou será o surpreendente Paraguai? As duas seleções se enfrentam, nesta terça-feira, às 20h30, em Concenpción.

Para o Chile, o momento é histórico. Afinal, a geração que conta com Valdívia, Vidal e Alexis Sánchez é considerada a melhor de sua história. E ela pode garantir em casa o título inédito da Copa América. Embora a “Roja” seja uma espécie de quarta força do continente, fica atrás de países menores que já foram campeões. Casos de Paraguai e Peru (duas vezes campeões), além de Colômbia e Bolívia, que têm uma taça cada.

O Chile não chegava a uma decisão desde 1987, quando amargou o vice contra o Uruguai, na Argentina. A seleção ainda foi vice em 1955, 56 e 79. Outro tabu quebrado é que o país-sede não chegava à final desde 2001, quando a Colômbia fora campeã em casa. Após isso, houve edições em Peru, Venezuela e Argentina.

SURPRESA DO PERU
Quando a “Maré Roja” bradou em alto e bom som o hino do Chile, a expectativa era de que os donos da casa amassassem o Peru, assim como fez com o Uruguai. Ledo engano. Quando a bola rolou, a seleção peruana marcou a saída de bola e quase surpreendeu aos oito minutos. O atacante Guerrero cruzou na área e o meia Farfán cabeceou na trave.

A seleção inca continuou surpreendendo e mais perigosa nos minutos seguintes. Tanto que chegou mais duas vezes com Farfán e Lobatón, sempre com passes de Guerrero. O cenário do jogo só começou a mudar aos 19 minutos. O zagueiro Zambrano deu entrada dura em Aránguiz, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.

MUDOU O JOGO
Com um jogador a mais, o Chile obrigou Ricardo Gareca mudar a tática que vinha dando certo. Até então, Guerrero se deslocava para as laterais e carregava um defensor. O espaço no meio era preenchido pelos meia-atacantes Lobatón e Farfán. Com a expulso, o atacante do Flamengo ficou centralizado e isolado.

O novo panorama favoreceu aos anfitriões passaram a chegar com constância ao ataque. Aos 33 minutos, o time perdeu uma chance incrível de marcar. O lateral Isla cruzou pela direita, o meia Valdívia deu um leve toque de calcanhar e a bola sobrou limpa para Vargas. Na pequena área, ele bateu em cima do lateral peruano Advíncula, ex-Ponte Preta, que salvou.

Empurrado pela torcida, que cantava enlouquecidamente, os chilenos finalmente chegaram ao primeiro gol aos 41 minutos. Alexis Sánchez passou por Guerrero e cruzou para Aránguiz. O volante do Internacional não alcançou a bola, que sobrou para Vargas marcar, após duas tentativas.

HAJA CORAÇÃO
No segundo tempo, o jogo mudou novamente. Além de Gareca anular as principais armas de Jorge Sampaoli, os jogadores peruanos lutaram bravamente. Aos oito minutos, os incas novamente perderam uma grande chance. Após cruzamento, Farfán subiu mais que a zaga, mas errou a cabeçada.
A brava atuação peruana acabou premiada aos 15 minutos. O ex-pontepretano Advíncula disparou pela direita e cruzou para a área. O zagueiro Medel tentou cortar e mandou contra o próprio gol. A festa, porém, durou pouco. Aos 18, o ex-atacante do Grêmio Vargas fez seu segundo gol. Aliás, um golaço. Ele percebeu o goleiro Gallese adiantado e mandou uma bomba, da intermediária, no ângulo direito do arqueiro.

Após conseguir o segundo gol, a seleção chilena fugiu um pouco às suas características e adotou uma postura mais cautelosa. Os minutos finais da partida foram dramáticos. O Peru foi para o tudo ou nada, e os chilenos tentaram controlar o jogo. Somente após o apito final, o tenso Estádio Nacional pôde explodir em alegria.

FICHA TÉCNICA

CHILE 2 x 1 PERU

Data: 29/06/2015
Horário: 20h30
Local: Estádio Nacional - Santiago (Chile) 
Árbitro: José Argote-VEN
Assistentes: Jorge Urrego-VEN e Byron Romero-EQU

Cartões Amarelos
Peru: Zambrano

Cartões Vermelhos
Peru: Zambrano

Gols
Chile: Vargas 41' 1T, Vargas 18' 2T
Peru: Medel 15' 2T (contra)


Chile

Bravo;
Isla, Rojas, Medel e Albornóz (Mena);
Díaz (Pizarro), Aránguiz, Vidal e Valdívia (Gutiérrez);
Vargas e Alexis Sánchez.
Técnico: Jorge Sampaoli






Peru

Gallese;
Advíncula, Zambrano, Ascues e Vargas;
Ballón, Cueva (Ramos), Lobatón (Yotún) e Farfán;
Carrillo (Pizarro) e Guerrero.
Técnico: Ricardo Gareca








Argentina 0 (5) x (4) 0 Colômbia - Pênaltis premiam quem mereceu a classificação

Ospina parou a Argentina nos 90 minutos

26/06/2015

Nos 90 minutos, a Colômbia deu apenas dois chutes ao gol e não fosse o goeliro ospina, teria sido eliminada antes

Dizem que jogo bom de futebol é aquele que vai além dos 90 minutos. Por essa visão, Argentina e Colômbia fizeram um jogaço, na noite desta sexta-feira, pelas quartas de final da Copa América, na cidade de Viña Del Mar. Depois de shows de defesas do goleiro Ospina e um empate por 0 a 0, a Argentina conseguiu a classificação por 5 a 4 nas cobranças de pênaltis.

A Rádio Futebol Interior não deixou o seu ouvinte fora de toda a emoção e transmitiu a partida para todo o Brasil.

Como nas quartas de final da Copa América não há a prorrogação, o jogo foi levado para as cobranças dee pênaltis após o empate sem gols. Com a vitória, a Argentina enfrenta o vencedor do confronto entre Brasil e Paraguai. A partida da semifinal acontecerá na terça-feira, em Concepción.

O JOGO

O técnico da Colômbia iniciou a partida já surpreendendo a todos com Téo Gutiérrez no lugar de Falcao, pela primeira vez no banco de reservas.Se buscava mais mobilidade, não deu certo, porque a alteração só deixou os colombianos com menos opções no ataque e o domínio argentino foi enorme.

O primeiro lance de perigo aconteceu aos nove minutos. Messi fez uma de suas jogadas características e deixou o adversário para trás antes de tocar para Di Maria. O meia colocou a bola para dentro da área e antes que ela chegasse a Aguero, Murillo conseguiu afastar.

O gol argentino só não saiu no primeiro tempo graças a um milagre do goleiro Ospina. Pastore saiu da marcação e cruzou para Aguero. O atacante desviou e o arqueiro defendeu e ainda conseguiu voltar para espalmar uma cabeceada de Messi em seguida.
A Argentina ainda teve mais uma boa oportunidade aos 43 minutos. Messi rolou para Pastore e Ospina tirou da área. Na sobra, o mesmo Pastore tentou a finalização para uma nova defesa.

MUITA FALTA E POUCAS CHANCES

o segundo tempo foi bem mais quente que o primeiro, mas pela violência dos jogadores. O número de faltas praticamente dobrou e, em consequência, as chances de gols diminuíram. A Colômbia finalizou pela primeira vez no jogo aos 21 minutos, após cabeceio de Jackson Martínez que Romero agarrou com tranquilidade.

Em sua primeira jogada, Banega quase abriu o placar para a Argentina. Após tabela de Messi com Tevez, a bola foi rolada para o volante, que soltou uma bomba de fora da área e a bola passou tirando tinta da trave, aos 32 minutos.

A melhor chance, entretanto, aconteceu dois minutos depois. Otamendi desviou o cruzamento e Ospina praticou mais um milagre. Ele espalmou, a bola foi na trave e Zuñiga tirou em cima da linha, antes que a bola entrasse na meta.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 0 (5) x (4) 0 COLÔMBIA

Data: 26/06/2015
Horário: 20h30
Local: Estádio Sausalito - Viña del Mar 
Árbitro: Roberto García Orozco (México).

Cartões Amarelos
Argentina: Agüero, Mascherano, Messi
Colômbia: James Rodríguez, Mejía, Cuadrado, Arias, Falcão


Argentina

Romero;
Zabaleta, Otamendi, Garay e Rojo; 
Mascherano, Biglia e Pastore (Banega); 
Messi, Di Maria (Lavezzi) e Agüero (Tevez).
Técnico: Tata Martino






Colômbia

Ospina;
Zuñiga, Zapata, Jeison Murillo e Arias;
Mejía, Ibarbo (Muriel), Cuadrado e James Rodríguez;
Téo Gutiérrez (Cardona) e Jackson Martínez (Falcao Garcia).
Técnico: Jose Pekerman








COPA AMÉRICA: Chile fura bloqueio do Uruguai no fim e se garante na semifinal

Isla marcou o gol da vitória chilena contra o Uruguai - Crédito: Divulgação/FI


24/06/2015

Isla marcou o gol da vitória da seleção chilena que não chegava até esta fase da competição há 16 anos

O Uruguai fez uma partida defensivamente perfeito, com exceção de um único lance, que acabou sendo falta. Na noite desta quarta-feira, a equipe celeste tentou segurar o Chile de todas as formas, mas acabou sofrendo o gol de Isla aos 35 minutos da etapa complementar e saiu do Estádio Nacional, em Santiago, derrotado pelo placar de 1 a 0, resultado que colocou os chilenos na semifinal de final da Copa América, após 16 de ausência nesta fase da competição.

Após o gol, o desequilíbrio emocional do Uruguai, que já era ruim, foi abaixo. Cavani já havia sido expulso - o jogador sofreu na semana com o acidente do seu pai, que envolveu a morte de um motociclista -, depois foi a vez de Fucile se meter em confusão com Alexis Sánchez e levar o vermelho, deixando a missão da equipe celeste te buscar o empate praticamente impossível.

O Estádio entrou em festa na vitória dos anfitriões, que seguem como fortes candidatos ao título. A seleção chilena aguarda agora a partida entre Bolívia e Peru para conhecer o seu adversário na semifinal de final da Copa América, que acontecerá na próxima segunda-feira no próprio Estádio Nacional.

CHILE COM 80% DE POSSE DE BOLA!

Como era esperado, o Chile começou o duelo disposto a sufocar a defesa do Uruguai. Empurrado pela torcida, o time da casa partiu para o ataque e não deu sossego a Godín e Giménez. Preocupados com trio formado por Vidal, Vargas e Alexis Sánchez, os zagueiros uruguaios esqueceram de Valdivia, que movimentava o ataque chileno, com direito a uma bela "caneta" em Fucile nos primeiros minutos.

Chile e Uruguai fizeram uma partida muito disputada nesta quarta - Crédito: Divulgação/FI

O Chile exibia sua força ofensiva com posse de bola incrível - de até 80% nos primeiros 15 minutos - e ataques com até seis homens. Com franca pressão, apostava na rápida troca de passes para achar um buraco na defesa rival e abrir o placar. Mas as chances efetivas de gol eram raras. Afora uma finalização de Aránguiz, aos 25, e uma cabeçada de Sanchez, aos 32, os chilenos não causavam maior ameaça ao goleiro Muslera.

Do outro lado, os uruguaios mostravam cada vez mais confiança na defesa. Neutralizavam as investidas do Chile, as seguidas inversões, e causavam apreensão na torcida local. O time anfitrião não furava a sólida defesa rival nem mesmo quando atacava com dez homens no campo ofensivo.

SEGUROU, SEGUROU, MAS...

O Uruguai, que jogava por um contra-ataque na etapa inicial, passou a arriscar mais na segunda etapa. Foram duas boas chances em menos de dez minutos. Aos 5, Cavani acertou uma pancada de fora da área e deu trabalho para Bravo, ainda que o árbitro Sandro Meira Ricci já tivesse assinalado falta. Na sequência, Rolán desperdiçou grande chance dentro da área ao bater fraco e parar no goleiro chileno.

A seleção anfitriã, no entanto, não demorou para retomar o domínio. E, para tanto, contou com uma ajuda de Cavani. Justamente quando o Uruguai tentava levar maior perigo no ataque, com a entrada de Abel Hernández, Cavani acertou um tapa no rosto de Jara, levou o segundo amarelo no jogo e foi expulso, aos 18 minutos. Sem marcar na Copa América, o atacante encerrou semana difícil, na qual seu pai foi detido por atropelar e matar um motociclista no Uruguai.

Se para o Uruguai a situação ficava mais difícil, para o Chile a falta de chances reais de gol aumentava a ansiedade do técnico Jorge Sampaoli. Ele trocou Vargas por Pinilla e reforçou o meio-campo com a entrada de Matías Fernández. Mas o panorama seguia o mesmo. Posse de bola de até 80% e raros lances que davam trabalho para Muslera.

Para piorar, o Uruguai eram quem criava as melhores oportunidades. E esteve muito perto de abrir o placar aos 31, em bela finalização de Carlos Sánchez, e aos 35, com Cristian Rodríguez. Assustada, a defesa chilena demonstrava nervosismo.

O alívio para o time, e a torcida, só veio aos 35 minutos. O suado gol veio após longa troca de passes na área uruguaia. Até que Valdivia rolou para o lateral Isla encher o pé e mandar rasteiro para o fundo das redes. A festa da torcida tomava conta do Estádio Nacional.

E nem mesmo uma breve confusão envolvendo jogadores de ambos os times, quando Fucile foi expulso de campo, atrapalhou a festa chilena. O lateral levou o segundo amarelo, após falta dura, e fez com que a seleção uruguaia se despedisse da Copa América com apenas nove jogadores em campo.

FICHA TÉCNICA

CHILE 1 x 0 URUGUAI

Data: 24/06/2015
Horário: 20h30
Local: Estádio Nacional de Chile - Santiago 
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil).
Público: 45.304 pagantes.

Cartões Amarelos
Chile: Mauricio Isla , Valdivia, Pinilla
Uruguai: Maxi Pereira , Fucile

Cartões Vermelhos
Uruguai: Cavani, Fucile

Gols
Chile: Mauricio Isla 35' 2T


Chile

Claudio Bravo; 
Isla, Gary Medel, Gonzalo Jara, Mena; 
Marcelo Díaz (Matías Fernández), Aránguiz, Vidal e Valdivia (David Pizarro); Vargas (Pinilla) e Alexis Sánchez
Técnico: Jorge Sampaoli







Uruguai

Muslera; 
Maxi Pereira, Godín, José Giménez e Fucile;
Arévalo Ríos, Álvaro González, Carlos Sánchez (Jonathan Rodríguez) e Cristian Rodríguez; 
Cavani e Diego Rolán (Abel Hernández)
Técnico: Óscar Tabárez







Veja os confrontos das quartas de final da Copa América



23/06/2015

Após sofrer na vitória sobre a Venezuela, o Brasil terminou como líder do grupo C da Copa América. E o adversário nas quartas de final do torneio será o Paraguai, que terminou em segundo no grupo B.

O triunfo brasileiro, aliás, garantiu a Colômbia na fase mata-mata da competição - os colombianos irão encarar a Bolívia. O Peru enfrentará a Argentina, enquanto Chile e Uruguai farão o jogo restante do mata-mata da competição.

Chilenos e uruguaios irão inaugurar a fase eliminatória, às 20h30, em Santiago. Os jogos das quartas serão disputados entre os dias 24 (quarta-feira) e 27 (sábado).

Veja as partidas das quartas de final da Copa América

Data: 24/06/2015 - Quarta-feira 
Partida: Chile x Uruguai
Horário: 20h30 
Local: Estádio Nacional Julio Martínez Prádanos, Santiago de Chile

Data: 25/06/2015 - Quinta-feira 
Partida: Bolívia x Peru
Horário: 20h30 
Local: Estádio Municipal Bicentenário Germán Becker, Temuco

Data: 26/06/2015 - Sexta-feira 
Partida: Argentina x Colômbia
Horário: 20h30 
Local: Estádio Sausalito, Viña del Mar

Data: 27/06/2015 - Sábado
Partida: Brasil x Paraguai
Horário: 20h30 
Local: Estádio Municipal de Concepción (Collao), Concepción



Drama marca vitórias nas quartas de Brasil, Argentina, Alemanha e Holanda

(Foto: Felipe Néri/G1)

06/07/2014

O Brasil perdeu Neymar; a Argentina pode ficar sem Di María; a Holanda quase parou na Costa Rica. Entre os quatro vencedores das quartas de final da Copa, que terminaram neste sábado (5), apenas a Alemanha teve um caminho menos doloroso - mas também sem folga.

Apesar de partidas acirradas, a camisa pesou: prevaleceram as seleções apontadas como favoritas. Foi o fim da linha para a zebra Costa Rica, e também para Colômbia, Bélgica e França.

As quartas de final da Copa de 2014 começaram e terminaram com equilíbrio entre seleções da Europa e das Américas. Entre quatro equipes de cada continente, sobraram para as semifinais Brasil e Argentina, do lado americano, e Alemanha e Holanda, do europeu.

Antes do início das semifinais, a Copa do Mundo tem uma pausa até segunda-feira (7). Na terça-feira (8) o Brasil, sem Neymar, enfrenta a Alemanha, às 17h no Mineirão. Na quarta-feira (9), no mesmo horário, a Arena Corinthians, recebe a outra semifinal, entre Argentina e Holanda. 

Fonte: G1


Holanda 0 (4) x (3) 0 Costa Rica – Zebra que nada, que venha a Argentina!

Foto: Divulgação

06/07/2014

Krul, goleiro reserva, salva a Laranja nos pênaltis e garante vaga na semifinal

A Holanda encarou a zebra Costa Rica na tarde deste sábado tentando evitar que a zebra desta Copa deixasse mais uma equipe tradicional fora da competição. Apesar do domínio holandês, a partida só foi decidida nas cobranças de pênalti e, no fim, o goleiro da Holanda garantiu a classificação às semifinais.

Com a vitória sofrida nos pênaltis por 4 a 3, a Holanda irá enfrentar a Argentina pela semifinal da Copa do Mundo. A partida será na próxima quarta-feira, às 17 horas, na Arena Corinthians, em São Paulo.

HOLANDA DOMINA!

Quem foi à Arena Fonte Nova esperando um domínio da Holanda sobre a Costa Rica ficou satisfeito com o que viu. Melhores na partida, os holandeses dominaram o jogo e criaram as melhores chances de gol, mas demoraram a conseguir abrir o placar contra a zebra da competição.

Robben tenta se livrar da marcação adversária - Foto: Divulgação

Apesar de melhor, o primeiro chute da Holanda só aconteceu aos 20 minutos. Após belo passe de Kuyt para trás, Depay encontrou Sneijder livre dentro da grande área. Navas fez a defesa e, no rebote, salvou a Costa Rica após chute forte de Van Persie.

Oito minutos depois, o goleiro foi obrigado a mostrar porque vem sendo um dos destaques da Copa do Mundo. Após bobeira da Costa Rica no meio de campo, Van Persie puxou contra-ataque e rolou para Depay na esquerda. O meia finalizou para o gol e Navas fez ótima defesa.

Com o domínio no primeiro tempo – 68% de posse de bola contra 32% da Costa Rica –, a Holanda ainda teve uma ótima chance no fim do primeiro tempo. Aos 38, Sneijder cobrou falta com perfeição e obrigou Navas a fazer bela defesa. Apática na partida, a Costa Rica não deu um chute durante todo o primeiro tempo.

NAVAS FECHA O GOL

Nada mudou na etapa complementar. Melhor tecnicamente, a Holanda continuou com maior posso de bola, mas não conseguia concluir as jogadas em gol. A Costa Rica tentava se aproveitar dos contra-ataques, mas não contava com uma tarde inspirada de Bryan Ruiz e Campbell.

Navas fez milagres contra a Holanda - Foto: Divulgação

As melhores chances dos costa-riquenhos foram criadas em duas cobranças de falta. Na primeira, Bolaños tentou surpreender o goleiro da Holanda ao bater direto para o gol, mas acabou isolando. Na outra cobrança, o jogador colocou a bola na cabeça de González, mas o zagueiro acabou mandando pela linha de fundo.

Apesar de ter mais posse de bola do que a Costa Rica, a Holanda não levou tanto perigo ao gol defendido por Navas. Robben e Sneijder pecavam no último passe, e Van Persie apenas assistia à partida entre os zagueiros adversários.

No final do jogo a Holanda teve duas excelentes oportunidades de tentar evitar a prorrogação. Aos 36 minutos, Sneijder cobrou falta com perfeição e a bola explodiu na trave. Dois minutos depois, Van Persie aproveitou a sobra dentro da área e chutou para o gol. Mais uma vez Navas, o melhor da partida, fez boa defesa e evitou o gol.

Aos 47 minutos do segundo tempo, um dos lances mais incríveis desta Copa do Mundo. Após Navas salvar a Costa Rica em cobrança de falta de Van Persie, Blind pegou o rebote e cruzou para a área. A bola passou por todo mundo na pequena área e sobrou para Van Persie, que chutou para o gol. Tejeda, em cima da linha, evitou o gol e depois contou com o travessão para a bola não entrar.

30 MINUTOS DE PRESSÃO LARANJA

Pernas pesadas e menos fôlego do que nos 90 minutos iniciais. Apesar do cansaço, a Holanda foi pra cima da Costa Rica para tentar evitar as cobranças de pênalti. Porém, assim como no tempo normal, acabou parando no goleiro Navas.

Os costa-riquenhos se arriscavam somente nos contra-ataques e, por pouco, não garantiravam a vaga na semifinal. Aos 11 minutos, Bryan Ruiz deixou dois da Holanda para trás e bateu para uma boa defesa do goleiro Cillessen.

Dois minutos depois, quando a partida já se encaminhava para as penalidades máximas, Sneijder acertou uma bomba no travessão de Navas que, nesse lance, nada pôde fazer. Foi o último suspiro da Holanda antes do final do jogo.

Krul defende pênalti de Bryan Ruiz - Foto: Divulgação

GOLEIRO RESERVA SALVA

Antes do fim da prorrogação, o técnico Louis van Gaal fez uma mudança tanto quanto curiosa: trocou Cillessen, goleiro titular, por Krul. Apesar de entrar frio na partida, o goleiro foi eficaz e brilhou na vitória por 4 a 3 nas cobranças de pênaltis.

Provocativo, Krul tentava tirar a concentração dos jogadores da Costa Rica, e deu certo. Contra o capitão Bryan Ruiz, o arqueiro esperou a cobrança e caiu no canto certo. Na última batida da Costa Rica, Krul foi certeiro e colocou a Holanda de volta a uma semifinal.

FICHA TÉCNICA

HOLANDA 0 (4) X (3) 0 COSTA RICA

HOLANDA – Cillessen (Krul); De Vrij, Vlaar e Martins Indi (Huntelaar); Kuyt, Wijnaldum, Sneijder, Depay (Lens) e Blind; Robben e Van Persie. Técnico: Louis van Gaal

COSTA RICA – Keylor Navas; Gamboa (Myrie), Johnny Acosta, Giancarlo González, Umaña e Júnior Diaz; Tejeda (Cubero), Celso Borges, Bryan Ruiz e Bolaños; Campbell (Ureña). Técnico: Jorge Luis Pinto

CARTÃO AMARELO – Martins Indi e Huntellar (Holanda); Júnior Diaz,Umaña Acosta e González (Costa Rica)
ÁRBITRO – Ravshan Irmatov (Fifa/Uzbequistão)
RENDA – Não disponível
PÚBLICO – 51.179 pessoas
LOCAL – Arena Fonte Nova, em Salvador (BA).



Argentina 1 x 0 Bélgica - Após 24, Hermanos voltam às semifinais

Foto: Divulgação

06/07/2014

O gol da vitória foi marcado por Higuaín, ainda na primeira etapa

A Argentina está de volta às semifinais da Copa do Mundo. 24 anos depois de superar a Itália, mas cair na decisão para a Alemanha em 1990, os Hermanos bateram a Bélgica por 1 a 0 na tarde deste sábado, em Brasília, no Estádio Mané Garrincha, em confronto válido pelas quartas de final. O "salvador" sul-americano atende pelo nome de Higuaín, que até então vinha sendo contestado.Com a vitória, a seleção argentina agora aguarda o vencedor do confronto entre Holanda e Costa Rica que acontece ainda neste sábado, às 17 horas. Já a semifinal do Mundial acontecerá na próxima quarta-feira, também às 17 horas, na Arena Corinthians.

Foto: Divulgação

O jogo
Depois de apresentar um grande futebol contra os Estados Unidos, criou-se a expectativa de que a Bélgica pudesse complicar a vida da Argentina que sofreu até o fim para eliminar a Suíça. Dentro de campo, porém, a história foi diferente. Melhor desde o começo, os sul-americanos não deram espaço para os belgas trabalharem a bola e mais do que isso, não tiveram dificuldades para criar.

Sem brilhar nas fases anteriores, Higuaín que já vinha sendo contestado pela torcida parecia que novamente teria um dia ruim. Na primeira oportunidade de ataque dos Hermanos, recebeu cruzamento de Basanta, mas não conseguiu dominar. Minutos depois, no entanto, fez o que poucos acreditavam: o gol. Após lance de Di María, a bola desviou em Vertonghen e sobrou para o atacante, que bateu de primeira, sem chances para Courtois.

O gol resumiu bem o que foi a primeira etapa. Por mais que a posse de bola tenha sido praticamente igual, quando a Argentina atacava, era mais incisiva, mais aguda. Os Diabos Vermelhos faziam o contrário. Com a brazuca nos pés pareciam perdidos e pouco ofereciam perigo ao goleiro Romero. Na melhor das chances, Mirallas cabeceou pra fora.

No segundo tempo, precisando do gol de empate para permanecer com chances de seguir na Copa do Mundo, a Bélgica adiantou sua marcação e tentou surpreender a Argentina. Guiados por Messi, porém, os sul-americanos não pareciam assustados com o avanço do adversário e se aproveitavam por ter mais espaço para trabalhar suas jogadas.

Com as constantes subidas belgas – quase desesperadas – ao ataque, o contragolpe argentino parecia o melhor dos planos para garantir a vaga. Aos 10, Higuaín arrancou em velocidade, deu lindo drible em Kompany e acertou uma bomba no travessão. Vendo o tempo passar e seu time não chegar ao gol, Marc Wilmots resolveu modificar o time. Sacou Origi e Mirallas e apostou nas entradas de Lukaku e Mertens, respectivamente.As alterações até melhoraram a ofensividade dos belgas, mas não o suficiente para superar a defesa argentina que estava bem postada. Já nos quinze minutos finais do confronto, na base da ligação direta e nas bolas aéreas, novas tentativas dos europeus, mas nada de alterar o placar. Depois de 24 anos a Argentina volta a disputar uma semifinal de Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

ARGENTINA 1 x 0 BÉLGICA

ARGENTINA - Romero; Zabaleta, Garay, Demichelis e Basanta; Mascherano, Biglia e Di María (Perez); Lavezzi (Palacio), Messi e Higuaín (Gago). Técnico: Alejandro Sabella.

BÉLGICA - Courtois; Alderweireld, Kompany, Van Buyten e Vertonghen; Witsel, De Bruyne, Fellaini, Hazard (Chadli) e Mirallas (Mertens); Origi (Lukaku). Técnico: Mark Wilmots.

GOL - Higuaín, aos 7 minutos do primeiro tempo.
CARTÕES AMARELOS - Biglia (Argentina); Hazard e Alderweireld (Bélgica).
ÁRBITRO - Nicola Rizzoli (Fifa/Itália).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 68.551 presentes.
LOCAL - Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília (DF).



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