.

.
Mostrando postagens com marcador Copa 2018 - Quartas de Final. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa 2018 - Quartas de Final. Mostrar todas as postagens

COPA 2018: CROÁCIA ELIMINA RÚSSIA NOS PÊNALTIS E VOLTA À SEMIFINAL APÓS 20 ANOS

Foto: kirill Kudryavtsev/AFP

07/07/2018 

A Croácia está na semifinal da Copa do Mundo. Depois de empate em 1 a 1 no tempo normal contra a Rússia, no Estádio Fisht, em Sochi. Na prorrogação, os croatas marcaram com o zagueiro Vida de cabeça, levaram novamente a igualdade, com gol do brasileiro naturalizado russo, Mário Fernandes. O marcador acabou ficando em 2 a 2, e o último semifinalista seria conhecido nos pênaltis.

Nas penalidades máximas, os croatas venceram por 4 a 3. Com o resultado, voltam a estar entre os quatro melhores do Mundial, algo que não acontecia desde 1998, na França, ao alcançar o terceiro lugar naquele ano.

A partida tinha um desenho bem definido: os russos explorando o contra-ataque, enquanto os croatas tentavam furar o bloqueio defensivo com o toque de bola. Entretanto, nos 90 minutos, as duas equipes acabaram empatando em 1 a 1. Cheryshev abriu o placar com uma pintura de fora da área. A equipe croata chegou ao empate instantes depois com Kramaric.

No segundo tempo, a Croácia pressionou, mas rondando a área, sem criar grandes oportunidades. A melhor delas foi com Perisic, que acertou a trave. Os anfitriões exploravam os cruzamentos para o centroavante Dyzuba. Mas, a igualdade prevaleceu, e a partida seria decidida na prorrogação.

Nos 30 minutos a mais de bola rolando, os croatas continuaram na pressão, e conseguíram balançar as redes. Aos 11 minutos do primeiro tempo da prorrogação, o zagueiro Vida cabeceou para o fundo do gol, após cobrança de escanteio. Entretanto, acabaram sofrendo mais uma vez o empate. Dzagoev, cobrou falta na cabeça do brasileiro naturalizado russo Mário Fernandes cabecear para o fundo das redes. Assim, a decisão do último semifinalista iria para os pênaltis.

Na marca da cal, o herói se tornaria vilão. Mário Fernandes bateu muito mal e a bola foi para fora. O craque Modric, quase parou em Akinfeev. Porém, Rakitic converteu e colocou os croatas na semi.

Com a vaga assegurada para a semifinal, a Croácia vai enfrentar a Inglaterra, na próxima quarta-feira. A partida será às 15h00 (horário de Brasília), no Estádio Lujniki, em Moscou.

O jogo – Contando com o apoio dos torcedores, os donos da casa partiram para cima dos croatas, levantando bolas na área, buscando o centroavante Dyzuba. Os croatas responderam com Rebic de cabeça, mas a bola foi por cima do gol.

Aos poucos, a partida tomava o curso esperado, com a Croácia dominando a posse de bola e tomando a iniciativa. A Rússia, explorava os contra-ataques. Porém, em pouco mais de 20 minutos, o jogo não teve nenhuma grande oportunidade de nenhuma das seleções.

A tônica da partida seguia a mesma. Entretanto, os donos da casa conseguiam executar muito bem o plano de jogo. Com uma marcação quase perfeita, anularam a Croácia em 30 minutos, e conseguiam levar perigo nos contra-ataques.

Aos 31 minutos, a Rússia saiu na frente. Em bola esticada, Dyzuba ajeitou para Cheryshev, que passou como quis por Modric e acertou um lindo chute com a perna esquerda, inapelável para o goleiro Subasic, abrindo o placar em Sochi. Porém, a Croácia respondeu oito minutos depois, Mandzukic foi ao fundo pela esquerda e cruzou para Kramaric cabecear para as redes e deixar tudo igual.

Depois do gol croata, a torcida russa desanimou, assim como o time. A Croácia, continuava tocando a bola em busca de espaços, mas a primeira etapa acabou empatada em 1 a 1.

Na etapa complementar, quem tomou as rédeas no começo foram os croatas. Tocando a bola, buscando o espaço, mas esbarrava na boa marcação do adversário. Em levantamento para a área, Kramaric tentou marcar de bicicleta, Akinfeev fez boa e segura defesa.

Já melhores no jogo, a equipe de Zlatko Dalic teve outra boa oportunidade. Cruzamento para a grande área, Vrsajlko evitou a saída pela linha de fundo e jogou para área. O goleiro Akinfeev se atrapalhou, e a redonda sobrou para Perisic. Na finalização do croata, a bola acertou a trave, e acabou saindo.

Porém, os anfitriões seguiam levando muito perigo em cruzamentos. Mário Fernandes levantou para Dyzuba, mas o centroavante não cabeceou bem e perdeu a chance. Foi a última grande chance, as equipes se mostravam tensas, e o jogo caia de produção.

Depois de realizar a terceira alteração, com a entrada de Kovacic, a Croácia passaria por um pequeno drama. O goleiro Subasic acabou sentindo, e teria que suportar pelo menos cinco minutos. Na prorrogação, o treinador Zlatko Dalic colocaria o reserva, em função da alteração permitida nos 30 minutos a mais de jogo.

Nos 30 minutos restantes, os croatas desempataram. Após cobrança de escanteio, o zagueiro Vida cabeceou para o fundo das redes. Logo depois, os mandantes seguiram pressionando, sempre usando da bola aérea. Na etapa final da prorrogação, a Rússia pressionou muito e conseguiu a igualdade com o brasileiro naturalizado russo, Mário Fernandes de cabeça. Nas penalidades, vitória da Croácia por 4 a 3.



FICHA TÉCNICA

RÚSSIA (3) 2 X 2 (4) CROÁCIA

Local: Estádio Fisht, em Sochi (Rússia)
Data: 07 de julho de 2018, sábado
Horário: 15h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Sandro Meira Ricci (Brasil)
Assistentes: Emerson de Carvalho e Marcelo Van Gasse, ambos do Brasil
Público: 44.287
Cartões Amarelos: Gazinskiy (Rússia); Lovren, Strinic, Vida e Pivaric (Croácia)
Cartões Vermelhos:

Gols: 
RÚSSIA: Cheryshev aos 31 minutos do primeiro tempo e Mário Fernandes aos 10 minutos do segundo tempo da prorrogação.
CROÁCIA: Kramaric aos 39 minutos do primeiro tempo e Vida aos 11 minutos do primeiro tempo da prorrogação.

RÚSSIA: Igor Akinfeev; Mário Fernandes, Kutepov, Ignashevich, Kudryashov; Zobnin, Kuzyaev, Samedov (Erokhin), Golovin (Dzagoev), Cheryshev (Smolov); Dyzuba (Gazinskiy).
Técnico: Stainislav Cherchesov

CROÁCIA: Subasic; Vrsalijko (Corluka), Vida, Lovren, Strinic (Pivaric); Ivan Rakitic, Luka Modric, Rebic, Kramaric (Kovacic), Perisic (Brozovic); Mario Mandzukic.
Técnico: Zlatko Dalic




COPA 2018: INGLATERRA DOMINA A SUÉCIA E VOLTA À SEMIFINAL DA COPA APÓS 28 ANOS

Foto: Manan Vatsyayana/AFP

07/07/2018 

A Inglaterra está de volta a uma semifinal de Copa do Mundo após 28 anos. Marcada por muitas frustrações de esquadrões com jogadores de renome, a humilde equipe inglesa, se comparada às anteriores, passou na manhã deste sábado pela Suécia, nas quartas de final do torneio, vencendo por 2 a 0. Os gols foram marcados pelo zagueiro Maguire e o meia Dele Alli.

Essa é apenas a terceira vez que a equipe avança para ficar entre os quatro primeiros do torneio, repetindo os feitos de 1966, quando foi campeã, e 1990, quando parou na campeã Alemanha na semifinal. Tudo isso com jogador que atuam no campeonato local e, tirando o centroavante Harry Kane, não são os grandes destaques dos seus times.

O time agora espera o vencedor do duelo entre Croácia e Rússia, na tarde deste sábado, para saber quem enfrentará na semifinal da competição. O encontro que definirá um finalista está marcado para a cidade de Moscou, na quarta-feira, às 15h (de Brasília), no estádio Luzhniki.

Inglaterra domina e perde chance de definir

A Inglaterra fez talvez o seu melhor primeiro tempo na Copa do Mundo diante dos suecos. Bem postada defensivamente, a equipe sofreu apenas um susto, quando Claesson arriscou de longe e mandou a bola por cima do gol de Pickford. Depois disso, o domínio foi total por parte dos britânicos.

O lance que começou a traduzir o domínio em oportunidades de gol veio quando Sterling brigou pela bola coma a defesa e acabou ajeitando para Kane. De fora da área, o camisa 9 chutou forte e mandou a bola à esquerda do gol de Olsen. Foi o primeiro chute do artilheiro da Copa que não terminou em gol.

Sem deixar os suecos saírem do seu campo de defesa, a Inglaterra não tardou a conseguir abrir o placar. E no melhor jeito inglês. Ashley Young cobrou escanteio na marca do pênalti e o impressionante jogo aéreo de Maguire voltou a dar suas caras: o zagueiro ganhou fácil de Forsberg e cabeceou sem chances para Olsen.

O gol bagunçou a até então organizada Suécia, que passou a dar mais espaço na sua defesa. Sterling saiu livre duas vezes nas costas da defesa. Impedido na primeira, ele foi bem na segunda ao dominar lançamento de Henderson, tentou driblar Olsen e foi desarmado parcialmente pelo arqueiro. Depois, teve a chance de rolar para Kane, mas buscou o lance individual e foi travado na hora do chute.

Pickford salva e time, enfim, decide

Depois das diversas oportunidades desperdiçadas na etapa inicial, a Inglaterra quase foi penalizada no primeiro minuto do segundo tempo. Após cruzamento da esquerda, Berg subiu mais alto do que Young e cabeceou forte, no canto, mas parou em grande defesa de Pickford.

Talvez “ligada” pelo susto, a Inglaterra não demorou a transformar seu domínio em uma vantagem maior. Depois de a bola ronda a área sueca, Henderson cruzou na segunda trave e três ingleses apareceram livres. Coube a Dele Alli, mais bem posicionado, testar para vencer Olsen e abrir 2 a 0.

Os ingleses pareceram relaxar com o segundo tento e quase foram surpreendidos com a jogada plasticamente mais bonita da partida. Claesson pedalou para cima da marcação e passou por Young. O meia, então, abriu para Toivonen, que cruzou rasteiro para Berg. O centroavante só rolou para Claesson, na marca do pênalti, chutar rasteiro e parar em outra ótima intervenção de Pickford.

Os suecos seguiram tentando ameaçar na base da pressão, mas não conseguiram construir outra chance daquela. Com o contra-ataque à disposição, Kane segurou bem a bola e distribuiu para Sterling e Lingard. Os companheiros, no entanto, não conseguiram consagrar a boa partida do centroavante.

FICHA TÉCNICA

SUÉCIA 0 X 2 INGLATERRA

Local: Cosmos Arena, em Samara (Rússia)
Data: 7 de julho de 2018 (Sábado)
Horário: 11h(de Brasília)
Árbitro: Bjorn Kuipers (Holanda)
Assistentes: San Van Roekel (Holanda) e Erwin Zeinstra (Holanda)
Cartões amarelos: Larsson e Guidetti (Suécia); Maguire (Inglaterra)

Gols:
INGLATERRA: Maguire, aos 30 minutos do primeiro, e Dele Alli, aos 14 minutos do segundo tempo

SUÉCIA: Olsen; Krafth (Jansson), Lindelöf, Granqvist e Augustinsson; Claesson, Larsson, Ekdal e Forsberg (Olsson); Toivonen (Guidetti) e Berg
Técnico: Janne Andersson


INGLATERRA: Pickford; Walker, Stones e Maguire; Trippier, Lingard, Henderson (Dier) e Young; Dele Alli (Delph); Sterling (Rashford) e Kane
Técnico: Gareth Southgate



COPA 2018: BRASIL PECA DEFENSIVAMENTE, PERDE PARA A BÉLGICA E ESTÁ ELIMINADO

Foto: Alexandre Schneider/Inovafoto/Gazeta Esportiva

06/07/2018

A Seleção Brasileira nunca havia sofrido dois gols em uma mesma partida sob o comando de Tite. Aconteceu nesta sexta-feira, último dia da participação nacional na Copa do Mundo da Rússia. Desencontrado defensivamente, o Brasil perdeu por 2 a 1 para a Bélgica, em Kazan, e despediu-se do torneio.

Com bons momentos ofensivos, a Seleção Brasileira foi vazada pela primeira vez por um gol contra de Fernandinho. O volante que já havia sido vilão na histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha, quatro anos atrás, cabeceou para dentro após uma cobrança de escanteio aos 12 minutos do primeiro tempo.

A Bélgica ampliou ainda na etapa inicial. Aos 30, em um contra-ataque rápido puxado por Lukaku, De Bruyne foi acionado na ponta direita e chutou cruzado para a rede. O gol fez a Seleção Brasileira pressionar durante toda a segunda etapa. O máximo que o time de Tite conseguiu, entretanto, foi uma cabeçada certeira de Renato Augusto, com assistência de Philippe Coutinho.

A queda do Brasil deixa a Copa do Mundo somente com seleções europeias. Nas semifinais, a Bélgica terá pela frente outra algoz de uma equipe sul-americana, a França, que derrotou o Uruguai por 2 a 0 mais cedo, em Níjni Novgorod. O jogo será disputado às 15 horas (de Brasília) de terça-feira, em São Petersburgo.

Fernandinho compromete

Fernandinho começou mal a partida contra a Bélgica. Foi um desarme sofrido pelo volante que resultou no primeiro chute a gol da equipe europeia, de De Bruyne, seu companheiro de Manchester City na Inglaterra.

Naquele momento, o Brasil tinha dificuldades para se desvencilhar da marcação adiantada do time dirigido pelo espanhol Roberto Martínez. Willian, por exemplo, saiu com a bola pela lateral direita quando pressionado.

O Brasil, no entanto, replicou a estratégia belga. Quando também avançou a sua marcação, a Seleção começou a incomodar a adversária. Aos sete minutos, criou uma grande chance de gol. Neymar levantou a bola na área em cobrança de escanteio, e Miranda resvalou com a cabeça. Thiago Silva emendou para a trave.

A Bélgica se saiu ainda melhor em uma cobrança de escanteio do outro lado do campo, de Chadli. Com a ajuda de um jogador brasileiro. Aos 12 minutos, Fernandinho tentou cortar dentro da área, pelo alto, e mandou contra o próprio gol. Alisson não conseguiu defender.

A torcida brasileira transmitiu apoio aos comandados de Tite, cantando ainda mais alto nas arquibancadas da Arena Kazan. No gramado, Neymar, Philippe Coutinho, Willian e Gabriel Jesus, os homens de frente da equipe, procuravam corresponder com empenho e movimentação, porém esbarravam no jogo duro dos belgas.

O Brasil, que tinha a defesa mais consistente da Copa do Mundo, não apresentou a mesma solidez da sua oponente. Aos 30 minutos, Lukaku girou em cima de Fernandinho e, mesmo pesado, carregou bem a bola, passando na frente do mesmo marcador. De Bruyne foi acionado na direita e acertou um chute cruzado, seco, para fazer 2 a 0.

A Seleção Brasileira acusou o golpe. Neymar, que já havia até saído momentaneamente por causa de uma pancada na perna esquerda, estava longe de ser suficiente para devolver a confiança aos seus companheiros. Ainda assim, Gabriel Jesus subiu livre de marcação aos 35. E cabeceou para fora.

Quase deu

Tite resolveu agir no intervalo. Sacou Willian para a entrada de Roberto Firmino, que muitos cobravam como titular na vaga de Gabriel Jesus. O centroavante revelado pelo Palmeiras, então, acabou deslocado para a ponta direita.

Apressado, o Brasil inicialmente abusou do individualismo e dos erros de passe. A Bélgica, em compensação, aceitou a pressão em função da vantagem que tinha construído no primeiro tempo e chamou o time nacional para o seu campo.

Aos seis minutos, Tite viu uma chance de empate quando Neymar caiu dentro da área. O técnico pediu que o lance fosse revisto pelo árbitro de vídeo. O próprio atacante, contudo, reconheceu que não havia sido pênalti.

A postura dos brasileiros foi unânime de reclamação pouco depois, quando Kompany acertou Gabriel Jesus com um carrinho dentro da área. O árbitro sérvio Milorad Mazic demorou a tomar a sua decisão, mas mandou o jogo seguir.



Foi a última participação de Jesus na partida. O atacante cedeu lugar a Douglas Costa, que entrou com a missão de dar velocidade ao lado direito do ataque brasileiro. Aos 17, ele cumpriu o combinado e bateu cruzado. Courtois deu rebote, e Paulinho não aproveitou.

Como o tempo passava e o Brasil continuava dois gols atrás da Bélgica, Tite gastou a sua última ficha em Renato Augusto, substituto de Paulinho. Deu certo. Aos 30 minutos, Philippe Coutinho fez belo levantamento para a área, onde o meia do chinês Beijing Guoan cabeceou no canto.

O gol reanimou a Seleção Brasileira, que teve grandes oportunidades de alcançar o empate. Aos 32 minutos, por exemplo, Firmino recebeu a bola de Neymar dentro da área, girou e finalizou por cima. Aos 34, Renato Augusto teve espaço na entrada da área após passe de Coutinho e também errou o alvo.

Já nos acréscimos, após pedir mais um pênalti, Neymar deu novo susto na Bélgica. Buscou o ângulo em uma conclusão de fora da área. O goleiro Courtois se esticou e fez a defesa, assegurando a vitória sobre o Brasil e a afirmação da ótima geração belga.



FICHA TÉCNICA

BRASIL 1 X 2 BÉLGICA

Local: Arena Kazan, em Kazan (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018, sexta-feira
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia)
Assistentes: Milovan Ristic e Dali Djurdjevic (ambos da Sérvia)
Público: 42.873 pessoas
Cartões amarelos: Fernandinho e Fagner (Brasil); Alderweireld e Meunier (Bélgica)

Gols
BRASIL: Renato Augusto, aos 30 minutos do segundo tempo 
BÉLGICA: Fernandinho (contra), aos 12, e De Bruyne, aos 30 minutos do primeiro tempo

BRASIL: Alisson; Fagner, Thiago Silva, Miranda e Marcelo; Fernandinho, Paulinho (Renato Augusto), Willian (Roberto Firmino), Philippe Coutinho e Neymar; Gabriel Jesus (Douglas Costa)
Técnico: Tite

BÉLGICA: Courtois; Alderweireld, Kompany e Vertonghen; Fellaini, Witsel, Meunier e Chadli (Vermaelen); De Bruyne, Lukaku (Tielemans) e Hazard
Técnico: Roberto Martínez



COPA 2018: FRANÇA DOMINA, VENCE URUGUAI E É A PRIMEIRA SEMIFINALISTA DA COPA

Foto: Martin Bernetti/AFP

06/07/2018 

A Copa do Mundo da Rússia conheceu a sua primeira seleção semifinalista durante a tarde desta sexta-feira. No Estádio Níjni Novgorod, apesar da expectativa de um jogo duro, a aclamada e jovem equipe da França dominou o Uruguai e o venceu por 2 a 0, com gols de Raphael Varane e Antoine Griezmann.

Sem contar com o lesionado Edinson Cavani, herói da vitória sobre Portugal, a Celeste não manteve a força ofensiva com o substituto Cristhian Stuani, que fez companhia ao isolado Luis Suárez no ataque. Desse modo, liderados por Griezmann, os europeus aproveitaram para abrir o placar no primeiro tempo e ampliá-lo contando com uma grave falha do goleiro Fernando Muslera na etapa complementar.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 12 anos, os “Bleus” enfrentarão a Bélgica, algoz da Seleção Brasileira. O duelo, valendo vaga na decisão, está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.

O bicampeão Uruguai, por sua vez, se despede do torneio e provavelmente do técnico Óscar Tabárez, por quem é dirigido desde 2006 e que deve encerrar o seu ciclo na seleção após ser diagnosticado com uma rara doença que afetou seus nervos e músculos.

França domina e sai na frente

O Uruguai começou ligeiramente melhor, chegando com perigo em cruzamentos por ambas as laterais. Aos 13 minutos, o goleiro francês Lloris foi exigido em cabeçada de Giménez após cobrança de escanteio.

Foi a França, no entanto, quem criou a primeira chance clara de gol na partida. Aos 15 minutos, após bola levantada na área, Giroud ajeitou para o meio e encontrou Mbappé livre. O jovem atacante, porém, errou o cabeceio e mandou por cima da meta de Muslera.

A partir de então, trocando passes rápidos, os europeus passaram a ter o controle da partida e abriram o placar aos 40 minutos. Em cobrança de falta, Griezmann levantou a bola na área, Varane ganhou de Stuani por cima e desviou de cabeça, sem chances para Muslera.

Pouco depois, em jogada parecida, o Uruguai quase empatou a partida. Após bola levantada na área, Cáceres testou no canto direito de Lloris, que se esticou todo para evitar o gol. No rebote, Godín isolou por cima na última chance da Celeste antes do intervalo.

França conta com ‘frango’ para garantir vaga

O Uruguai voltou para a etapa complementar tentando pressionar, mas sem atacar de maneira consistente. Em busca do empate, Óscar Tabárez promoveu duas mudanças simultâneas: entraram Maximiliano Gomez e Cristian Rodríguez nas vagas de Stuani e Bentancur.

Logo em seguida, contudo, o treinador uruguaio viu a situação ficar ainda mais crítica. Aos 16 minutos, após contra-ataque, Griezmann recebeu na intermediária e arriscou. A bola foi em cima de Muslera, mas o experiente goleiro espalmou para dentro do próprio gol.

Com a boa vantagem da França, o jogo ficou nervoso. Mbappé tocou de letra no campo de defesa uruguaio e foi levemente atingido pelo braço de Cristian Rodriguéz, instaurando uma pequena confusão entre os jogadores. Passado o tumulto, o atacante europeu e o meia sul-americano foram advertidos com cartão amarelo.

O segundo gol abateu veementemente o ímpeto uruguaio, que deixou de atacar de forma consistente. Na base do abafa, os comandados de Tabárez não conseguiram ameaçar a meta de Lloris. A França, por sua vez, valorizou a posse de bola para administrar o placar e confirmar a vaga nas semifinais da Copa.

FICHA TÉCNICA

URUGUAI 0 X 2 FRANÇA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018 (sexta-feira)
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Pablo Belatti (Argentina)
Público: 43.319 torcedores
Cartão Amarelo: Rodrigo Bentancur e Cristian Rodríguez (Uruguai);Lucas Hernández e Kylian Mbappé (França)
Cartão Vermelho:
Gols:
FRANÇA: Raphael Varane, aos 40 minutos do 1º tempo, e Antoine Griezmann, aos 16 minutos do 2º tempo

URUGUAI: Fernando Muslera; Martin Cáceres, José Giménez, Diego Godín e Diego Laxalt; Lucas Torreira, Matías Vecino, Nahitan Nández (Jonathan Urretaviscaya), Rodrigo Bentancur (Cristian Rodríguez) e Cristhian Stuani (Maximiliano Gomez); Luis Suárez
Técnico: Óscar Tabárez

FRANÇA: Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Corentin Tolisso (Steven N’Zonzi); Antoine Griezmann (Nabil Fekir), Kylian Mbappé (Ousmane Dembélé) e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...