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COPA 2018: FRANÇA DOMINA, VENCE URUGUAI E É A PRIMEIRA SEMIFINALISTA DA COPA

Foto: Martin Bernetti/AFP

06/07/2018 

A Copa do Mundo da Rússia conheceu a sua primeira seleção semifinalista durante a tarde desta sexta-feira. No Estádio Níjni Novgorod, apesar da expectativa de um jogo duro, a aclamada e jovem equipe da França dominou o Uruguai e o venceu por 2 a 0, com gols de Raphael Varane e Antoine Griezmann.

Sem contar com o lesionado Edinson Cavani, herói da vitória sobre Portugal, a Celeste não manteve a força ofensiva com o substituto Cristhian Stuani, que fez companhia ao isolado Luis Suárez no ataque. Desse modo, liderados por Griezmann, os europeus aproveitaram para abrir o placar no primeiro tempo e ampliá-lo contando com uma grave falha do goleiro Fernando Muslera na etapa complementar.

De volta às semifinais da Copa do Mundo após 12 anos, os “Bleus” enfrentarão a Bélgica, algoz da Seleção Brasileira. O duelo, valendo vaga na decisão, está marcado para a próxima terça-feira, às 15 horas (de Brasília), em São Petersburgo.

O bicampeão Uruguai, por sua vez, se despede do torneio e provavelmente do técnico Óscar Tabárez, por quem é dirigido desde 2006 e que deve encerrar o seu ciclo na seleção após ser diagnosticado com uma rara doença que afetou seus nervos e músculos.

França domina e sai na frente

O Uruguai começou ligeiramente melhor, chegando com perigo em cruzamentos por ambas as laterais. Aos 13 minutos, o goleiro francês Lloris foi exigido em cabeçada de Giménez após cobrança de escanteio.

Foi a França, no entanto, quem criou a primeira chance clara de gol na partida. Aos 15 minutos, após bola levantada na área, Giroud ajeitou para o meio e encontrou Mbappé livre. O jovem atacante, porém, errou o cabeceio e mandou por cima da meta de Muslera.

A partir de então, trocando passes rápidos, os europeus passaram a ter o controle da partida e abriram o placar aos 40 minutos. Em cobrança de falta, Griezmann levantou a bola na área, Varane ganhou de Stuani por cima e desviou de cabeça, sem chances para Muslera.

Pouco depois, em jogada parecida, o Uruguai quase empatou a partida. Após bola levantada na área, Cáceres testou no canto direito de Lloris, que se esticou todo para evitar o gol. No rebote, Godín isolou por cima na última chance da Celeste antes do intervalo.

França conta com ‘frango’ para garantir vaga

O Uruguai voltou para a etapa complementar tentando pressionar, mas sem atacar de maneira consistente. Em busca do empate, Óscar Tabárez promoveu duas mudanças simultâneas: entraram Maximiliano Gomez e Cristian Rodríguez nas vagas de Stuani e Bentancur.

Logo em seguida, contudo, o treinador uruguaio viu a situação ficar ainda mais crítica. Aos 16 minutos, após contra-ataque, Griezmann recebeu na intermediária e arriscou. A bola foi em cima de Muslera, mas o experiente goleiro espalmou para dentro do próprio gol.

Com a boa vantagem da França, o jogo ficou nervoso. Mbappé tocou de letra no campo de defesa uruguaio e foi levemente atingido pelo braço de Cristian Rodriguéz, instaurando uma pequena confusão entre os jogadores. Passado o tumulto, o atacante europeu e o meia sul-americano foram advertidos com cartão amarelo.

O segundo gol abateu veementemente o ímpeto uruguaio, que deixou de atacar de forma consistente. Na base do abafa, os comandados de Tabárez não conseguiram ameaçar a meta de Lloris. A França, por sua vez, valorizou a posse de bola para administrar o placar e confirmar a vaga nas semifinais da Copa.

FICHA TÉCNICA

URUGUAI 0 X 2 FRANÇA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 6 de julho de 2018 (sexta-feira)
Horário: 11 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Pablo Belatti (Argentina)
Público: 43.319 torcedores
Cartão Amarelo: Rodrigo Bentancur e Cristian Rodríguez (Uruguai);Lucas Hernández e Kylian Mbappé (França)
Cartão Vermelho:
Gols:
FRANÇA: Raphael Varane, aos 40 minutos do 1º tempo, e Antoine Griezmann, aos 16 minutos do 2º tempo

URUGUAI: Fernando Muslera; Martin Cáceres, José Giménez, Diego Godín e Diego Laxalt; Lucas Torreira, Matías Vecino, Nahitan Nández (Jonathan Urretaviscaya), Rodrigo Bentancur (Cristian Rodríguez) e Cristhian Stuani (Maximiliano Gomez); Luis Suárez
Técnico: Óscar Tabárez

FRANÇA: Hugo Lloris; Benjamin Pavard, Raphael Varane, Samuel Umtiti e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Corentin Tolisso (Steven N’Zonzi); Antoine Griezmann (Nabil Fekir), Kylian Mbappé (Ousmane Dembélé) e Olivier Giroud
Técnico: Didier Deschamps



COPA 2018: APÓS GOLS RELÂMPAGOS, CROÁCIA VENCE A DINAMARCA NOS PÊNALTIS E AVANÇA


Foto: Johannes Eisele/AFP

01/07/2018

O princípio da partida entre Croácia e Dinamarca, neste domingo, em Níjni Novgorod, foi promissor. Em menos de cinco minutos, cada seleção já havia marcado um gol. O placar de 1 a 1, no entanto, permaneceu inalterado até o término do segundo tempo da prorrogação. Nos pênaltis, os croatas levaram a melhor com um triunfo por 3 a 2 e avançaram às quartas de final da Copa do Mundo da Rússia.

Foi também com uma cobrança de pênalti que a Croácia teve a grande oportunidade de decidir o jogo mais cedo. Aos oito minutos da etapa derradeira do tempo extra, Rebic foi derrubado por Mathias Jorgensen dentro da área. Modric se apresentou para a cobrança da penalidade e parou na defesa de Schmeichel, que acabaria superado pelo colega Subasic pouco depois, na acirrada disputa da marca da cal.

A próxima rival da Croácia será justamente a anfitriã do torneio, que escreveu um roteiro semelhante no outro jogo do dia. Mais cedo, em Moscou, os russos eliminaram a Espanha, uma das favoritas à conquista do título, nos pênaltis depois de outra igualdade por 1 a 1. Às 15 horas (de Brasília) do próximo sábado, em Sochi, os donos da casa medirão forças com os croatas.

Gols relâmpagos

Muitos torcedores ainda se ajeitavam em seus assentos quando a Dinamarca abriu o placar em Níjni Novgorod. Knudsen cobrou lateral para a área, onde Delaney dominou, protegeu da marcação e rolou para Mathias Jorgensen chutar rasteiro. A bola desviou na mão do goleiro Subasic, encoberto, e na trave antes de entrar.

Nas arquibancadas, os dinamarqueses ainda festejavam quando a Croácia empatou. Aos três minutos, Versaljko foi beneficiado por uma boa jogada de Rebic do lado direito e chutou forte para dentro da área. Dalsgaard tentou cortar, e a bola bateu no rosto de Lovren. Mandzukic aproveitou a sobra e finalizou para a rede.

A partir de então, o panorama do jogo foi aquele que se esperava antes dos gols relâmpagos. Mais técnica, a Croácia ficava com a bola (chegou a ter 70% de posse até os 30 minutos da primeira etapa) na maior parte do tempo, mas tinha a disciplinada marcação dinamarquesa como empecilho para ser criativa.

Vez ou outra, a Dinamarca também atacava. E produzia o suficiente para levar perigo aos croatas, principalmente com os avanços de Eriksen. Aos 41 minutos, por exemplo, o camisa 10 ergueu a bola do lado direito da área, com efeito, e acertou o travessão. Antes e depois desse lance, Modric e Rakitic haviam feito Schmeichel trabalhar.

Lá e cá

A Dinamarca queria ter ainda mais protagonismo no segundo tempo. Com essa expectativa, o técnico norueguês Age Hareide substituiu Christensen por Schone no intervalo e, de fato, viu a seleção que comanda deixar a partida mais equilibrada nos minutos iniciais. Depois, trocou também Cornelius por Nicolai Jorgensen.

Apesar de não ter o seu gol ameaçado, a Croácia aceitou sem qualquer resistência a nova postura da Dinamarca e deixou de ser envolvente. O seu técnico, Zlatko Dalic, resolveu agir aos 25 minutos. Sacou Brozovic para a entrada de Kovacic com a intenção de empurrar o time dos Balcãs novamente à frente.

A Croácia, que ainda mudou Strinic por Pivaric, correspondeu. Nos minutos que antecederam a prorrogação, a equipe de Zlatko Dalic tomou a iniciativa de pressionar a Dinamarca, outra vez retraída no seu campo de defesa. Não foi o bastante, entretanto, para impedir que houvesse tempo extra em Níjni Novgorod.

Duelo de goleiros

No princípio da prorrogação, a Dinamarca voltou a ser mais incisiva do que a Croácia, também sem efetividade. Àquela altura, o cansaço já era um inimigo dos atacantes das duas equipes. Tanto que, na segunda parte do tempo extra, o jogo morno deu a entender que as seleções pareciam conformadas com a definição da vaga na disputa de pênaltis.

Aos oito minutos, porém, a história quase mudou. Modric, que estava apagado na partida, fez um lançamento entre a marcação dinamarquesa para Rebic. O seu companheiro invadiu a área, driblou o goleiro Schmeichel e foi derrubado por Michael Jorgensen. Pênalti. Modric bateu, e Schmeichel defendeu.

Empolgado, Schmeichel encontrou um rival à altura quando a classificação foi para a definição na marca da cal. Subasic levou a melhor sobre Eriksen, Schone, Nicolai Jorgensen e só não conseguiu conter os chutes de Kjaer e Krohn-Dehli. Do outro lado, o goleiro dinamarquês parou Badelj e Pivaric, mas não Kramaric, Modric e Rakitic.



FICHA TÉCNICA

CROÁCIA 1 (3) X (2) 1 DINAMARCA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Níjni Novgorod (Rússia)
Data: 1º de julho de 2018, domingo
Horário: 15 horas (de Brasília)
Árbitro: Néstor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernán Maidana e Juan Pablo Belatti (ambos da Argentina)
Cartão amarelo: Mathias Jorgensen (Dinamarca)

Gols
CROÁCIA: Mandzukic, aos 3 minutos do primeiro tempo
DINAMARCA: Mathias Jorgensen, a 1 minuto do primeiro tempo

Pênaltis
CROÁCIA: Kramaric, Modric e Rakitic converteram; Badelj e Pivaric desperdiçaram;
DINAMARCA: Kjaer e Krohn-Dehli converteram; Eriksen, Schone e Nicolai Jorgensen desperdiçaram

CROÁCIA: Subasic; Vrsaljko, Lovren, Vida e Strinic (Pivaric); Rakitic, Brozovic (Kovacic), Rebic, Modric e Perisic (Kramaric); Mandzukic (Badelj)
Técnico: Zlatko Dalic


DINAMARCA: Schmeichel; Kjaer, Christensen (Schone) e Mathias Jorgensen; Dalsgaard, Delaney (Krohn-Dehli), Eriksen e Knudsen; Braithwaite (Sisto), Cornelius (Nicolai Jorgensen) e Poulsen
Técnico: Age Hareide



GRUPO E: SUÍÇA FICA NO EMPATE COM A COSTA RICA E AVANÇA PARA AS OITAVAS

Fonte: Antonin Thuillier/AFP

27/06/2018 

Jogando sem ter nada a perder, porque já estava eliminada da Copa do Mundo, a Costa Rica conseguiu empatar com a Suíça – que fez pouca força para ganhar –  por 2 a 2, nesta quarta-feira, no último jogo das duas equipes no grupo E. Blerim Dzemaili e Drmic marcaram os gols dos os europeus, enquanto Kendall Waston e Sommer contra fizeram os tentos do time da América Central no Estádio de Níjni Novgorod.

Apesar do resultado, a seleção comandada por Vladimir Petkovic garantiu vaga nas oitavas de final ao terminar na segunda colocação do grupo com cinco pontos. Os costa-riquenhos deixam a competição com apenas um ponto e evitaram ser a única seleção que não marcou gols na Rússia. O Brasil ficou como líder do grupo depois de vencer o Sérvia por 2 a 0.

O adversário da Suíça nas oitavas de final será a Suécia. O confronto será realizado na terça-feira, às 11 horas (de Brasília), no Estádio St. Petersburgo. O lateral-direito e capitão Stephan Lichtsteiner e o meia Fabian Schaer receberam o segundo cartão amarelo e serão desfalque contra os suecos.

O jogo

Buscando garantir sua vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo, a Suíça começou a partida tentando pressionar. Contudo, a dificuldade na saída de jogo e a boa marcação feita pela Costa Rica permitiu o time Sul-Americano fazer uma blitz nos europeus nos primeiros minutos do duelo.

Aos cinco minutos, Campbell recebeu na direita e mandou uma bomba cruzada, forçando Sommer a trabalhar. Em seguida, Oviedo ficou a sobra e mandou a bola para a área. Celso Borges chegou cabeceando e o goleiro suíço fez um milagre, mantendo o placar zerado.

Jogando pela primeira vez como titular neste Mundial, Colindres mostrou serviço na ponta esquerda. Aos sete, ele arrematou e mandou para fora. Três minutos depois, ele roubou a bola na saída de jogo do time comandado por Vladimir Petkovic e acertou o travessão, ficando a poucos centímetros de inaugurar o marcador.

A Suíça conseguiu manter a calma mesmo com o abafa do seu adversário e com a torcida incentivando Los Ticos. Sempre tocando a bola (64% de posse na primeira etapa), os europeus foram conquistando o domínio do jogo aos poucos e marcaram o seu gol aos 30 minutos. Lichtsteiner chegou pela direita e cruzou. Embolo subiu junto com o zagueiro e tocou a bola para o meio da área. Dzemaili chegou chutando e estufou as redes da meta defendida por Keylor Navas.

Logo após o gol, em outro cruzamento para a área, Gravanovic tocou de peito para Dzemaili, que foi travado por Giancarlo González. Mais soltos com o placar a seu favor, os jogadores suíços subiram a marcação na reta final da etapa e até chegaram a ter algumas chances, no entanto nenhuma clara.

Sem ter nada a perder, a equipe de América Central começou os últimos 45 minutos buscando o ataque com Campbell, que finalizou mal aos dois minutos. A seleção suíça foi um pouco melhor nas suas primeiras oportunidades no segundo tempo. Primeiro, aos três, Ricardo Rodríguez finalizou de fora da área e mandou por cima do travessão. Já aos sete, Embolo arriscou da linha de fundo, sem ângulo, mas Navas defendeu.

Los Ticos conseguiram marcar o seu primeiro gol na Rússia aos dez minutos. Em cobrança de escanteio, Waston subiu mais alto do que a defesa e conseguiu cabecear para empatar o jogo em 1 a 1.

Sabendo que a classificação estava próxima, o time de Vladimir Petkovic começou a administrar a partida depois do empate. Os europeus trocaram muitos passes e não aceleravam as jogadas para buscar o segundo gol, deixando o confronto mais morno.

Aos 32 minutos a Suíça quase marcou o seu segundo, Shaqiri recebeu pela direita e deixou Embolo para passar. Este fez o cruzamento quando chegou na linha de fundo e Drmic apareceu muito bem na área para acertar a trave direita do gol defendido por Keylor Navas.

O gol da vitória saiu aos 42 minutos. Zakara recebeu pela direita e cruzou para a entrada da área. Drmic chegou batendo de primeira e colocou no contrapé de Navas.

Bryan Ruiz sofreu um pênalti logo após a saída de jogo. Contudo, após consulta ao árbitro de vídeo, o lance foi revertido por causa de um impedimento. Já nos acréscimos, o juiz voltou a marcar pênalti em queda de Campbell em disputa com Zakaria na linha da área. Na cobrança, Bryan Ruiz acertou o travessão e a bola entrou após bater nas costas de Sommer.

FICHA TÉCNICA

SUÍÇA 2 X 2 COSTA RICA

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 27 de junho de 2018 (Quarta-feira)
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: Clement Turpin (França)
Assistentes: Nicolas Danos (França) e Cyril Gringore (França)
Público: 43.319
Cartões amarelos: Stephan Lichtsteiner, Denis Zakaria e Fabian Schaer (Suíça) Cristian Gamboa, Kendall Waston e Joel Campbell (Costa Rica)
Cartão vermelho: não teve

GOLS
SUÍÇA: Blerim Dzemaili, aos 30 do primeiro tempo, e Drmic aos 42 do segundo tempo 
COSTA RICA: Waston, aos dez, e Sommer (contra) aos 47 da segunda etapa

SUÍÇA: Yann Sommer; Stephan Lichtsteiner, Fabian Schär, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Valon Behrami, Granit Xhaka, Xherdan Shaqiri (Michael Lang), Blerim Dzemaili (Denis Zakaria) e Breel Embolo; Mario Gavranovic (Josip Drmic)
Técnico: Vladimir Petkovic

COSTA RICA: Keylor Navas; Cristian Gamboa (Ian Smith), Johnny Acosta, Giancarlo González, Kendall Waston e Bryan Oviedo; Daniel Colindres (Rodney Wallace), Celso Borges, David Guzmán (Randall Azofeifa) e Bryan Ruiz; Marco Ureña e Joel Campbell
Técnico: Óscar Ramírez


COPA 2018: COM TRÊS DE KANE, INGLATERRA MASSACRA PANAMÁ E ASSUME LIDERANÇA DO GRUPO

Foto: Johannes Eisele/AFP

24/06/2018 

A Inglaterra é mais uma seleção com vaga garantida nas oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia. Pela segunda rodada do Grupo G, o time da Rainha não teve dificuldades para vencer a seleção do Panamá por 6 a 1 neste domingo, em Nizhny Novgorod. Os gols foram marcados por John Stones (duas vezes), Harry Kane (três vezes) e Jesse Lingard. Baloy fez o gol de honra.

Com o resultado, o English Team foi a seis pontos e assumiu a liderança do grupo. A Bélgica possui a mesma quantidade de pontos, saldo de gols e gols marcados, mas perde no quesito Fair Play, já que tomou um cartão amarelo a mais que os britânicos (três a dois, respectivamente). O Panamá, por sua vez, é o lanterna, zerado em termos de pontuação e já eliminado do Mundial.

As duas equipes voltam a campo na próxima quinta-feira. Em Saransk, os ingleses lutam pela primeira posição da classificação em confronto direto contra os belgas, no confronto mais aguardado do grupo. Em Kaliningrado, os panamenhos se despedem da Rússia contra a também já eliminada Tunísia, em busca dos primeiros pontos na Copa. Ambas os jogos têm início marcado para as 15h (no horário de Brasília).

Massacre inglês no primeiro tempo

A Inglaterra abriu o placar logo aos oito minutos de jogo, em sua primeira finalização na partida . Em cobrança de escanteio pela direita, Trippier levantou na marca do pênalti e o zagueiro Stones, completamente livre de marcação, apareceu para cabecear e colocar a bola no canto esquerdo, sem chances para o goleiro Penedo.

O Panamá assustou o goleiro Pickford aos 15, com Barcenas, arriscando chute de fora da área. Com a canhota, o meio-campista tentou colocar no canto esquerdo, mas acabou tirando demais e a redona saiu em tiro de meta, passando perto da trave britânica.

Aos 19, a Sterling foi lançado dentro da área e, ao proteger a bola dos zagueiros panamenhos, acabou sofrendo a carga de Escobar. O atacante despencou no ato e o árbitro marcou pênalti a favor dos ingleses. Na cobrança, Harry Kane soltou a bomba com o pé direito, colocou a bola no ângulo esquerdo e aumentou a contagem, chegando ao seu terceiro gol neste Mundial.

O Panamá até tentou manter a posse de bola após o segundo gol, mas as limitações da equipe comandada por Hernán Darío Gomez não permitiram que o bloqueio da Inglaterra, muito bem postada em seu campo de defesa, fosse furado.

O English Team, por outro lado, passou a encontrar cada vez mais facilidade para trocar passes no campo de ataque. Aos 35 minutos, Lingard dominou pela esquerda, tabelou com Sterling na entrada da área e emendou um lindo chute com a perna direita. A bola entrou na gaveta de Peneda, que se esticou todo mas não conseguiu espalmar.

O quarto gol veio aos 39. Em jogada ensaiada em falta na intermediária, Trippier cobrou curto para Henderson, que cruzou para a área de primeira. Kane apareceu e cabeceou para o meio, onde Sterling entrava livre para finalizar. O goleiro Penedo até defendeu o chute do atacante, mas nada pôde fazer no rebote, aproveitado por Stones, que só empurrou para dentro.

Antes do intervalo, ainda deu tempo para mais um. Em meio à confusão dentro da área panamenha, em função da cobrança de outro escanteio, Stones foi agarrado de forma irregular pelo lateral Murillo. O juiz viu a infração e assinalou mais uma penalidade para os ingleses. Kane foi para a bola e não perdoou, batendo de forma idêntica à primeira cobrança.

Sorte de artilheiro e primeiro gol do Panamá em Copas do Mundo

A etapa final não começou com o mesmo ritmo do primeiro tempo. Afim de evitar um vexame maior, o Panamá recuou o time no campo de defesa, com duas linhas de cinco à frente da área. Contudo, quando a fase é boa, não há retranca que pare um atacante do nível de Harry Kane.

Aos 16 minutos, o “Furacão” do Tottenham mostrou que artilheiro de verdade faz gol de qualquer jeito. Loftus-Cheek fez boa jogada pela direita, trouxe para o meio e soltou a canhota. No entanto, a bola desviou em Kane no meio do caminho e matou Peneda, entrando no contrapé do arqueiro.

Aos 30 minutos, o Panamá criou sua primeira chance clara no segundo período. Após cruzamento da direita, Arroyo desviou em primeira instância e Torres apareceu para colocar a cabeça. A redonda passou lambendo a trave de Pickford.

Aos 32, porém, a torcida do Panamá enfim pôde comemorar o primeiro gol do país em Copas do Mundo. O gol histórico aconteceu através de cobrança de falta pela esquerda. Avila levantou na área, a zaga da Inglaterra parou e o ex-jogador do Grêmio Baloy apareceu, de carrinho, para mandar para a rede e diminuir o placar para 6 a 1.



FICHA TÉCNICA

INGLATERRA 6 X 1 PANAMÁ

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Nizhegorodskaya (Rússia)
Data: 24 de junho de 2018 (Domingo)
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Ghead Grisha (Egito)
Assistentes: Redouane Achik (Marrocos) e Waleed Ahmed (Sudão)

Gols: John Stones aos 8 e aos 40 do 1T; Harry Kane, aos 22 e aos 40 do 1T, e aos 17 do 2T; e Jesse Lingard, aos 36 do 1T (Inglaterra).

Cartões Amarelos: Loftus-Cheek (Inglaterra); Murillo, Cooper e Escobar (Panamá)

INGLATERRA: Jordan Pickford, Kyle Walker, John Stones e Harry Maguire; Kieran Trippier (Danny Rose), Jordan Henderson, Jesse Lingard (Fabian Delph), Ruben Loftus-Cheek e Ashley Young; Rasheem Sterling e Harry Kane (Jamie Vardy)
Técnico: Gareth Southgate

PANAMÁ: Jaime Penedo, Michael Murillo, Román Torres, Fidel Escobar e Eric Davis; Gabriel Gómez (Felipe Baloy), Armando Cooper, Aníbal Godoy (Ricardo Avila), Edgar Bárcenas (Abdiel Arroyo) e Jose Luis Rodrigues; Blas Pérez
Técnico: Hernán Darío Gómez



COPA 2018: COM VAR ATUANTE E DECISIVO, SUÉCIA CONVERTE PÊNALTI E VENCE COREIA DO SUL

Foto: Martin Bernetti/AFP

18/06/2018

Quem acordou cedo para acompanhar o confronto entre suecos e sul-coreanos em Níjni Novgorod não viu um espetáculo ao nível de alguns dos jogos já disputados nesta Copa do Mundo, mas presenciou a tecnologia novamente agindo em prol do acerto no futebol. Depois de um primeiro tempo que nem de longe encheu os olhos, um pênalti marcado com o auxílio do VAR determinou a vitória da Suécia por 1 a 0.

Dois momentos distintos marcaram os primeiros 45 minutos da partida. Na metade inicial, os sul-coreanos tiveram um domínio falso da partida. Apesar do controle, pouco assustavam efetivamente e Olssen não fez nenhuma grande intervenção. Inicialmente reativa, a Suécia mudou a postura defensiva para ter a posse da bola e criou boas chances, a maioria delas com Berg, mas que acabaram minadas na má pontaria ou na inspiração de Cho Hyun-woo.

O segundo tempo foi bem mais empolgante que a metade inicial. Logo nos 10 primeiros minutos, uma chance para cada lado por pouco não tiraram o zero do placar. Essa missão coube ao capitão Granqvist, que converteu a penalidade marcada apenas com o auxílio do VAR (árbitro de vídeo). Atrás no marcador, a Coréia do Sul até esboçou uma reação, chegou a criar lances de perigo, mas saiu de campo derrotada.

Com o triunfo, a Suécia assumiu a liderança do Grupo F, que possui México e Alemanha empatados com um ponto e a Coréia na lanterna. No próximo sábado, em Sochi, o clássico europeu pode definir o futuro da atual campeã mundial na Rússia, enquanto a seleção comandada por Shin Tae-Yong tenta manter viva as chances de classificação e conter a empolgação de Juan Carlos Osorio e seus jogadores.

O JOGO

Coréia começa melhor, mas goleiros são meros espectadores 

Desde o início da partida ficou evidente a eficiência e o poder de marcação da seleção sueca, que nos primeiros minutos deixou a Coréia do Sul tomar iniciativa e ter a bola. Porém, os europeus seguiam firmes em sua proposta e conseguiam conter as ações no último terço do campo, às vezes até com faltas, obrigando as adversários a abusar da bola aérea, na qual sempre levavam vantagem.

Suécia toma a iniciativa, mas para no goleiro sul-coreano

Depois dos 15 primeiros minutos, a partida ganhou um cenário completamente diferente do inicial. Até então reativa, a Suécia passou a buscar mais o jogo, com a bola nos pés, e usar da qualidade de seus meio-campistas para furar as linhas sul-coreanas. As melhores jogadas acabaram saindo das roubadas de bola no meio-campo e transições rápidas que culminaram em boas jogadas, mas pararam no inspirado goleiro Cho Hyun-woo.

A primeira chance clara da Suécia aconteceu aos 19 minutos. Atuando pelo lado do campo, Olsson recebeu e cruzou para área, mas bola passou por todo mundo e sobrou do outro lado com Lustig. Em novo chuveirinho, Toivonen tocou para Berg, que dentro da pequena área chutou à queima-roupa para defesa espetacular de Cho Hyun-Woo. No lance seguinte, no escanteio, Jansson testou rente à trave, mas para fora.

A bola aérea passou a ser uma alternativa que causava muito perigo para defesa da Coréia. Aos 28, em nova sobra do escanteio, Berg teve seu arremate travado na hora exata por Kim Young-Gwon. Todas essas chances, enfim, poderiam ser minimizadas se aos 43 minutos o árbitro de El Salvador tivesse assinalado o pênalti sobre Toivonem, que foi derrubado pelo defensor sul-coreano. Joel Aguilar preferiu não recorrer ao VAR e mandou seguir o lance.

Segundo tempo mais animado, de VAR atuante e determinante

Os primeiros lances do segundo tempo já davam pressentimentos de que o primeiro tempo ruim não seria repetido na parte final. Logo aos nove minutos, Koo Ja-Cheol completou de cabeça o cruzamento e por muito pouco não abriu o placar. A resposta sueca veio no minuto seguinte, novamente em bola alçada na área, que Toivonen testou firme para mais uma grande defesa do arqueiro sul-coreano.

Coube ao minuto 17 o lance que mudaria toda a história da partida, mas com o auxílio da tecnologia. Claesson antecipou a jogada e acabou tocado por Kim Min-Woo. Inicialmente o lance seguiu, mas quando a Coréia esboçou o contra-ataque Joel Aguilar voltou atrás e recorreu ao VAR, que confirmou a marca da cal. Na cobrança, Granqvist deslocou o goleiro e abriu o marcador.

Na frente do placar, a Suécia se dispôs a segurar a vantagem e deu campo para a Coréia, que esboçou uma reação. Porém, pouco assustou o goleiro Olsen, que saiu de campo sem ser vazado e com a vitória de sua seleção.



FICHA TÉCNICA

SUÉCIA 1 X 0 CORÉIA DO SUL

Local: Estádio de Níjni Novgorod, em Níjni Novgorod (Rússia)
Data: 18 de junho de 2018 (segunda-feira)
Horário: 9h (de Brasília)
Árbitro: Joel Aguilar (SLV)
Assistentes:  Juan Zumba (ESA) e Juan Carlos Mora (COS)

GOL: Granqvist, aos 19 minutos 2T

Cartões amarelos:
Suécia: Viktor Claesson
Coréia do Sul: Kim Shin-Wook, Hwang Hee-chan

SUÉCIA: Robin Olsen; Mikael Lustig, Andreas Granqvist, Pontus Jansson e Ludwig Augustinsson; Emil Forsberg, Sebastian Larsson (Svensson), Albin Ekdal (Hiljemark) e Viktor Claesson; Marcus Berg e Ola Toivonen (Thelin)
Técnico: Jan Andersson

CORÉIA DO SUL: Cho Hyun-woo; Lee Yong, Jang Hyun-soo, Kim Young-gwon, Park Joo-ho (Kim Min-woo); Ki Sung-yueng, Lee Jae-Sung, Koo Ja-cheol (Lee Seung-woo); Hwang Hee-chan, Son Heung-min e Kim Shin-Wook
Técnico: Shin Tae-Yong


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