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A ARTE DO FUTEBOL EM CLIMA DE COPA DO MUNDO

Sala do Museu do Futebol, que terá exposição no CCBB do Rio - Tom Cabral/Divulgação

12/06/2018

A três dias do início da Copa do Mundo na Rússia, o clima dos jogos pode não ter contagiado a torcida nas ruas como em edições anteriores, mas nos centros culturais cariocas o futebol ganha destaque em exposições de estilos e suportes variados. Nesta quarta, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) recebe a mostra itinerante “Museu do Futebol na área”, que traz ao Rio, pela primeira vez, o acervo do Museu do Futebol de São Paulo, que completa 10 anos em 2018. Mantendo o mesmo caráter voltado à interatividade, característico da instituição paulistana, a exposição passa por quatro capitais este ano: antes do Rio de Janeiro (RJ), foi montada no Recife (PE), e daqui segue para Belo Horizonte (MG) e Porto Alegre (RS).

— A proposta foi trazer a mostra ao Rio justamente no período da Copa por tudo que a cidade representa para o futebol — ressalta Daniela Alfons, diretora técnica do Museu do Futebol. — A imagem da seleção ainda está muito ligada ao Maracanã, aos ídolos que surgiram nos gramados cariocas. Entre os itens que vamos exibir está um casaco que Garrincha usou na Copa de 1966. É um jogador que fazemos questão de manter na memória de torcedores de todas as idades.

Outros craques terão destaque na exposição, com camisas usadas por Zico (Flamengo), Roberto Dinamite (Vasco), Rivelino (Fluminense) e Jairzinho (Botafogo). A diretora do museu salienta, no entanto, que o evento não tem como foco os clubes, abordando o esporte de forma mais abrangente.

— Para cada lugar que levamos a exposição, criamos recortes com os times e ídolos locais, mas sem perder de vista as relações mais amplas do futebol com a sociedade brasileira — observa Daniela, que espera muitos visitantes durante o período da competição. — Nossos picos de visitação são sempre em anos de Copa do Mundo. Esse aumento se dá tanto entre torcedores quanto com o público que nunca pisou em um estádio.

Obra da exposição 'Chutes Inesquecíveis', de 
Analívia Cordeiro, no MAM - Divulgação
Em cartaz no Museu de Arte Moderna (MAM) até agosto, a individual “Chutes inesquecíveis” conta com visitas guiadas da artrista Analívia Cordeiro em todos os domingos de junho. Na mostra, a escultora, videoartista, bailarina e coreógrafa paulistana se inspira em três movimentos perfeitos — uma bicicleta e um voleio de Pelé, em 1968, e o golpe yokogueri kekome executado por Bruce Lee, nos anos 1960 — para criar, a partir de um software desenvolvido por ela nos anos 1980, obras que reproduzem os traçados dos gestos. Além das esculturas desenvolvidas em diferentes materiais, conta com o equipamento capaz de capturar os movimentos do público e transformá-los em imagens estáticas na tela.

— A proposta foi desenvolvida para o público adulto, mas fez muito sucesso com as crianças. Tanto é que alteramos a configuração para captar melhor os movimentos delas — conta Analívia, para quem a exposição destaca o lado criativo do futebol. — Quando você vê os gestos transformados em imagens ou obras, percebe o quanto o esporte oferece em possibilidades de criação. Como em um campo, também estamos cercados de regras, e é justamente este improviso que nos permite avançar.

O esporte também está em destaque no Centro Cultural dos Correios, que abriu na semana passada duas exposições sobre o tema: “A Copa do Mundo é nossa” reúne charges históricas publicadas em copas passadas, assinadas por nomes como J.Carlos, Nássara, Henfil e Mario Alberto, além de coleções de álbuns de figurinhas, flâmulas e revistas que abrangem as competições de 1950 até 2014.

Já “Arte em movimento” reúne 37 obras da artista Mazeredo, conhecida por suas obras públicas, tendo como destaque um busto de Pelé em resimarmore branco, além de homenagens a Neymar e Zico. Ao lado do centro dos Correios, na Casa França Brasil, o pintor Jambeiro aborda o tema em 20 telas em técnica mista na individual “Rio, carnaval e futebol”, em cartaz desde o dia 5 de junho.

A seleção brasileira também está sendo celebrada do outro lado da Baía de Guanabara: inaugurada semana passada, a coletiva “Brasil pentacampeão” reúne 36 fotografias com os êxitos e derrotas do país nas copas, em cartaz na Sociedade Fluminense de Fotografia, em Niterói.

SERVIÇO

“Museu do Futebol na área”

Onde: CCBB. Rua Primeiro de Março 66, Centro (3808-2020). 
Quando: Qua a seg, das 9h às 21h. Abertura qua., às 9h. Até 30/7. 
Quanto: Grátis. 
Classificação: Livre.

“Chutes inesquecíveis”

Onde: MAM. Av. Infante Dom Henrique 85, Aterro do Flamengo (3883-5600).
Quando: Ter a sex, das 12h às 18h. Sáb, dom e fer., das 11h às 18h. Até 12/8. 
Quanto: R$ 14. 
Classificação: Livre.

“A Copa do Mundo é nossa” e “Arte em movimento”

Onde: Centro Cultural dos Correios. R. Visconde de Itaboraí 20, Centro (2253-1580). Quando: Ter. a dom., das 12h às 19h. Até 15/7. Quanto: Grátis. Classificação: Livre.

"Rio, Carnaval e futebol”

Onde: Casa França Brasil. R. Visconde de Itaboraí 78, Centro (2332-5275). 
Quando: Ter. a dom., de 10h às 20h. Até 20/6. 
Quanto: Grátis. 
Classificação: Livre.

“Brasil pentacampeão”

Onde: Sociedade Fluminense de Fotografia. Rua Doutor Celestino 115, Centro, Niterói (2620-1848).
Quando: De seg. a sex., de 9h às 19h; sáb, de 9h às 13h. Até 17/7. 
Quanto: Grátis. 
Classificação: Livre.

Fonte: O Globo

FOOTBALL PARADE UNE ARTE, ENTRETENIMENTO, CULTURA E FILANTROPIA NA COPA 2018

Artista Paula Portella customizando uma das esculturas do Football Parade que 
estará em exposição em São Paulo (Divulgação)

07/04/2018 

70 esculturas de bola serão customizadas por artistas e espalhadas pela cidade de São Paulo em comemoração ao Mundial de 2018, na Rússia

O Football Parade é o maior evento artístico global de rua sobre futebol que acontece entre os dias 14 de maio e 15 de julho, com objetivo de incentivar a arte, o esporte e a filantropia no período de Copa do Mundo . O evento é promovido pela Global Football Expecience em parceria com o Sindicato de Atletas de São Paulo, que comemora 70 anos este ano. 

Serão pintadas 70 bolas com 1,30 metro de diâmetro, todas com autoria de artistas plásticos selecionados. Elas serão expostas na cidade de São Paulo, interagindo com o público. Cada escultura no Football Parade é feita em fibra de vidro, pesa 65 quilos e é presa a uma haste de ferro de 25 centímetros.

Os artistas interessados em participar desse projeto poderão se inscrever do dia 20 de março até 20 de abril, através do site ( clique aqui ). Até o dia 30 de abril será realizada uma curadoria para selecionar os participantes.


O público poderá acompanhar o trabalho dos artistas em um ateliê montado em um shopping na cidade de São Paulo as crianças terão a oportunidade de interagir pintando uma miniatura em gesso, que será levada para a casa como recordação do Football Parade.

As bolas pintadas serão expostas nas principais ruas, avenidas, praças e locais de grande circulação da capital paulista entre os dias 15 de junho e 15 de julho - período da realização da Copa do Mundo.

Entre os locais previstos estão: Aeroporto internacional de Guarulhos, Av. Brigadeiro Faria Lima, Av. Paulista, Galeria Olido, Parque do Ibirapuera, Parque Vila Lobos, Parque da Agua Branca, Praça Benedito Calixto, Praça da Liberdade, Moema, Tatuape e Prefeitura de São Paulo.

Adote uma bola

Ricardo Munhoz e sua bola no Football Parade (Divulgação)

Empresários, instituições e pessoas físicas interessadas em abraçar este projeto poderão adotar uma bola. Parte da receita arrecadada, através desse programa será destinada às instituições e fundações com projetos de inclusão social através do futebol.

Serviço

Quando : de 14 de maio a 14 de junho (Shopping) de 15 de junho a 15 de julho: exposição nas ruas

Informações : www.footballparade.com 

Organização : GF-EX (Global Football Experience)

Apoio : Sindicato dos Atletas de São Paulo e Prefeitura de São Paulo apoiam o Football Parade

Fonte: Esporte - iG

EXPOSIÇÕES CELEBRAM ANIVERSÁRIO DE 246 ANOS DE PORTO ALEGRE

Despertar, de Vera Chaves Barcellos, integra a mostra que inicia hoje na Pinacoteca Aldo Locatelli do Paço dos Açorianos | Foto: Reprodução Fernando / Zago Divulgação / PMPA / CP       

26/03/2018

Abertura para visitação inicia nesta segunda e segue até junho na Pinacoteca Aldo Locatelli do Paço dos Açorianos

A Pinacoteca Aldo Locatelli do Paço dos Açorianos (Paço Municipal - Praça Montevidéu, 10) inicia nesta segunda-feira duas exposições criadas especialmente para a semana de aniversário de Porto Alegre, que completa 246 anos no dia 26 de março. A primeira mostra se chama "Despertar das Formas" que alerta para importância e a qualidade do acervo de obras da Pinacoteca. O recorte está centrado na produção relacionada ao desenvolvimento do modernismo como movimento artístico de renovação das artes visuais do Rio Grande do Sul.

A outra exposição intitulada "O Tempo das Coisas - módulo 1" foi concebida pelo crítico de arte e jornalista Francisco Dalcol que convidou cinco artistas para articularem suas produções e performances em torno da arquitetura do Paço dos Açorianos. O porão foi projetado para ter várias 
funções foi utilizado como cadeira policial e evidência material histórica converte-se em site specific para a investigação estética contemporânea.

A abertura das exposições ocorre a partir das 18h30min desta segunda-feira e segue até 1º de junho.

Claro promove exposição itinerante de réplica da Tocha Olímpica no Rio Grande do Sul

09/07/2016

A Claro, patrocinadora oficial dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, e apoiadora oficial do Revezamento da Tocha Olímpica, realiza exposição itinerante de uma réplica da Tocha Olímpica

O evento é gratuito e aberto ao público de todas as idades.

Os admiradores dos Jogos Olímpicos terão a oportunidade de ver de perto e tirar fotos com um dos maiores símbolos do evento, exposto nas lojas Claro, conforme roteiro abaixo:

· 03/07 – Loja Claro Iguatemi POA – Endereço: Rua João Wallig 1800 (Porto Alegre);

· 9 e 10/07 – Loja Claro Barra Shopping Sul – Endereço: Av. Diário das Notícias 300 (Porto Alegre);

· 15 e 16/07 – Loja Claro Iguatemi Caxias – Endereço: Rodovia RST 453 2780 (Caxias);

· 19 e 20/07 – Loja Claro Pelotas – Endereço: Rua Andrade Neves 1813 (Pelotas);

· 23 e 24/07 – Loja Claro Praia de Belas – Endereço: Av. Praia de Belas 1181 (Porto Alegre);

· 26 e 27/07 – Loja Claro Canoas Shopping – Endereço: Av. Guilherme Schell 6750 (Canoas);

· 29, 30/07 – Loja Claro Bourbon NH – Endereço: Av. Nações Unidas 2001 (Novo Hamburgo); e

· 02 e 03/08 – Loja Claro Santa Maria – Endereço: Rua Salvador Isaias Calçadão, nº 1200 (Santa Maria).


Sobre a Claro

A Claro é uma das líderes em telefonia celular, atua nacionalmente e atende a mais de 64 milhões de clientes. Está presente em mais de 3.700 municípios com as tecnologias GSM, 3GMax e 4GMax. Destaca-se na oferta de conteúdos e serviços inovadores e possui acordos de roaming em mais de 170 países para serviços de voz e mais de 150 para tráfego de dados, nos cinco continentes. É controlada pela América Móvil, líder em serviços de telecomunicações na América Latina e um dos três maiores grupos de telefonia móvel do mundo. Na área de responsabilidade corporativa, a operadora mantém o Instituto Embratel Claro, que tem como objetivo estruturar seu investimento social privado e estimular o uso de novas tecnologias na educação.


Fundação Iberê Camargo apresenta 76 obras da Coleção da Fundação Edson Queiroz

Foto: Ares Soares

06/06/2016

De 23 de junho a 16 de outubro, a Fundação Iberê Camargo irá apresentar, em Porto Alegre, uma seleção de 76 das mais expressivas obras criadas por artistas brasileiros entre as décadas de 1920 e 1960. A exposição Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz irá ocupar o terceiro e o quarto andar da instituição com 19 obras a mais do que foi apresentada na Pinacoteca de São Paulo e na Casa Fiat, em Belo Horizonte.  Da capital gaúcha,  a mostra encerra a sua itinerância no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba, onde permanece de 27 de outubro a 26 de fevereiro de 2017.  

Ao longo dos últimos 30 anos, a Fundação Edson Queiroz (FEQ), sediada em Fortaleza, constituiu uma das mais sólidas coleções de arte brasileira, que percorre cerca de quatrocentos anos de produção artística com obras significativas de todos os períodos. Na Fundação Iberê Camargo - nesta etapa  com curadoria da  historiadora de arte Regina Teixeira de Barros -, o percurso inicia com Duas Amigas, pintura referencial da fase expressionista de Lasar Segall e percorre os chamados anos heroicos do modernismo brasileiro, trazendo obras de Anita Malfatti, Antônio Gomide, Cícero Dias, Di Cavalcanti, Ismael Nery, Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.

A segunda geração modernista, que desponta na década de 1930, está representada por artistas como Alberto da Veiga Guignard, Cândido Portinari, Ernesto De Fiori e Flávio de Carvalho. Deste período, merecem destaque Alfredo Volpi e José Pancetti que, além de comparecerem com um número significativo de obras na Coleção da FEQ, estabelecem uma transição entre a pintura figurativa e a abstração, apresentada na sequência.

O núcleo da exposição dedicado à abstração geométrica – tendência que desponta nos últimos anos da década de 1940 e se consolida na década de 1950 – abrange pintores do grupo Ruptura, de São Paulo, e artistas dos grupos Frente e Neoconcreto, ambos do Rio de Janeiro. Alguns dos nomes presentes nesse segmento são: Amilcar de Castro, Franz Weissmann, Hélio Oiticica, Hércules Barsotti, Luiz Sacilotto, Lygia Clark e Willys de Castro, entre outros. Dois pioneiros da arte cinética participam deste segmento: Abraham Palatnik, com um objeto cinético, e Sérvulo Esmeraldo, com um Excitável. A exposição reúne ainda uma seleção de artistas que não aderiram a nenhum grupo, mas que adotaram uma linguagem abstrato-geométrica singular, mesclando-a com um certo lirismo. Destacam-se, nessa seção, os pintores Antonio Bandeira, Maria Helena Vieira da Silva e Maria Leontina.

A última sala da mostra é consagrada à abstração informal e encerra a exposição com a pintura Vermelho e Preto, assinada por Iberê Camargo em 1968, criando um vínculo entre Arte moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz e a Fundação Iberê Camargo.

Regina Teixeira de Barros é curadora independente e historiadora da arte especializada em arte brasileira moderna. Possui graduação em Letras e mestrado em Estética e História da Arte, ambas pela Universidade de São Paulo. É professora de História da Arte Moderna e Contemporânea na Faculdade Santa Marcelina desde 2002. Entre 2003 e 2015 trabalhou na Pinacoteca do Estado de São Paulo, onde realizou diversas curadorias, entre as quais 100 anos da Pinacoteca: a formação de um acervo (Sesi, 2005), Tarsila viajante (Pinacoteca de São Paulo e Malba, Buenos Aires, 2008), Willys de Castro (2012),  Arte no Brasil: uma história do Modernismo na Pinacoteca de São Paulo (2013, exposição de longa duração) e Arte construtiva na Pinacoteca (2013). Além destas, destacam-se Antônio Maluf (Centro Universitário Maria Antônia da USP, 2002) e Tarsila e o Brasil dos modernistas (Casa Fiat, Belo Horizonte, 2011). Entre 2006 e 2008 coordenou a equipe de pesquisa do Catálogo Raisonné Tarsila do Amaral e foi responsável pela coordenação editorial dessa publicação. Contribui em diversas publicações nacionais e estrangeiras e ministra cursos em diversas regiões do país.


SERVIÇO

O QUÊ | QUANDO | Arte Moderna na Coleção da Fundação Edson Queiroz,  24 de junho a 16 de outubro de 2016
ONDE | Av. Padre Cacique, 2000 – (51) 3247 8000
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO |  A inauguração (23/06) ocorre das 19h às 21h. Nos demais dias, horário normal de funcionamento, de terça a domingo (inclusive feriados), das 12h às 19h (último acesso às 18h30)
ENTRADA FRANCA |  As Empresas Gerdau, Itaú, IBM, Vonpar,  Banco Votorantim garantem a gratuidade do ingresso 
SITE | www.iberecamargo.org.br
TWITTER | @F_IbereCamargo
FACEBOOK | www.facebook.com/fundacaoiberecamargo
GOOGLE+ | Fundação Iberê Camargo
YOUTUBE | http://www.youtube.com/user/FundacaoIbereCamargo
INSTAGRAM | @F_IbereCamargo

TRANSPORTE | As linhas regulares de lotação que vão até a Zona Sul de Porto Alegre param em frente ao prédio, assim como a linha de ônibus Serraria 179. É possível tomá-las a partir do centro da cidade ou em frente ao shopping Praia de Belas. O retorno pode ser feito a partir do BarraShopping Sul, por onde passam diversas linhas de ônibus com destino a outros pontos da cidade.


Antes de embarcar para o Brasil, chama visita o Museu Olímpico de Lausanne

Tour da tocha passa pelo Museu Olímpico, em Lausanne, na Suíça. 
Foto: Roberto Castro/Brasil2016.gov.br/ME

01/05/2016

Em 2 de maio, símbolo dos Jogos sai da Suíça com destino ao Brasil, onde passará em revezamento por 334 cidades nos 27 estados. Ponto de partida é Brasília, no dia 3

Em sua última parada antes de embarcar para o Brasil, a chama olímpica esteve, nesta sexta-feira (29/04), no Museu Olímpico de Lausanne, na Suíça. Em solenidade que contou com a presença do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e do presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Nuzman, a exposição Destination Rio foi oficialmente apresentada ao público europeu.

Thomas Bach ressaltou a importância da inédita celebração da chegada da chama olímpica à sede europeia do Organismo Internacional e elogiou a preparação do Brasil a 98 dias da abertura dos jogos Rio 2016, em 5 de agosto, no Maracanã. "Trazer a chama olímpica para o Museu Olímpico é um momento histórico. Ela agora vai viajar pelo Brasil e levar sua mensagem de união dos povos. O Brasil e os brasileiros estão prontos para mostrar toda a sua paixão por esportes", disse o presidente do COI.

Foto: Roberto Castro/Brasil2016.gov.br/ME

Com a pira olímpica no centro dos jardins-escola do museu, inaugurado em 1993, Carlos Arthur Nuzman destacou a força do movimento olímpico e lembrou a transformação pela qual a cidade do Rio passou para receber os Jogos Rio 2016. "O apoio que recebemos do COI só vem mostrar a confiança que eles têm em nós e na realização da Olimpíada no Brasil. O Rio recebeu grandes investimentos, está pronto e teremos um dos maiores Jogos da história", afirmou Nuzman.


A chama ficará em exibição no Museu Olímpico até o início da próxima semana. Em 2 de maio, sai da Suíça com destino ao Brasil, onde passará em revezamento por 334 cidades nos 27 estados. O ponto de partida é Brasília, onde será recebida pela presidenta Dilma Rousseff, dia 3, no Palácio do Planalto.


Riqueza do Brasil

Após a solenidade, os convidados tiveram a oportunidade de conhecer o museu. Além da emoção de todas as Olimpíadas presentes em salas, exposições e vídeos – há mais de 10 mil peças relacionadas ao Movimento Olímpico –, a Exposição "Destination Rio", em cartaz desde fevereiro, ganhou destaque.

Homenagem ao Rio, ela traz curiosidades sobre o Brasil em aspectos como cultura, culinária e esporte. A galeria conta a organização do evento, os esportes do programa olímpico, os atletas e o legado que espera-se que fique para a cidade.

A cultura brasileira é contada através da música, da dança e dos festivais populares, com espaço também para a arte contemporânea e a fotografia. "Os europeus estão tendo a chance de conhecer a riqueza do nosso país. Toda a diversidade cultural, musical e esportiva", explicou Jô Queiroz Berger, coordenadora musical da exposição.

De férias em Lausanne, Kim Yachu, de Taiwan, aproveitou para visitar a exposição. "Está tudo muito legal. A cultura brasileira é forte e a paixão do brasileiro por esportes é incrível. Estou gostando muito", elogiou.

Rafael Brais e Carlos Eduardo Cândido, de Lausanne (Suíça)

Fonte: Brasil 2016

Com mais de 4 mil obras, acervo digital da Fundação Iberê Camargo será lançado dia 26 de setembro



19/09/2015

Seguindo a tendência das principais instituições culturais do mundo, a Fundação Iberê vai disponibilizar um hotsite, inicialmente em versão beta, que inclui 4 mil obras, suas fichas técnicas e centenas de documentos de Iberê Camargo, nome fundamental da História da Arte Brasileira.

Explorar a intimidade e conhecer detalhes da vida e da criação de Iberê Camargo, um dos mais importantes artistas da História da Arte Brasileira, será possível a partir de 26 de setembro, quando ocorre o lançamento do Acervo Digital da Fundação Iberê Camargo (FIC). Na data, serão apresentados o hotsite e o projeto da digitalização, viabilizados por meio de patrocínio da Gerdau e da Petrobras, via Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. O evento será realizado no auditório da FIC, a partir das 15h, e terá entrada gratuita, mediante inscrição no site da Fundação. 

O  acervo digital (www.iberecamargo.org.br/acervodigital) disponibilizará mais de 4 mil obras e centenas de documentos, como catálogos, recortes de jornais e revistas, correspondências, cadernos de notas e fotografias, armazenados pela esposa de Iberê, Maria Coussirat Camargo. Das quatro mil obras, três mil estão em alta resolução, acompanhadas de fichas técnicas, históricos e informações relacionadas, revelando um repertório nunca visto antes em exposições. “Estamos acompanhando uma tendência seguida pelos principais museus do mundo”, diz o superintendente da Fundação Iberê Camargo, Fábio Coutinho.

Curiosidades

No hotsite, será possível conferir preciosidades, como um cartão de Natal que Iberê recebeu de Jorge Amado e Zélia Gattai e a troca de correspondência dele com o também artista Alberto da Veiga Guignard. Em uma das cartas, Guignard sugere ao gaúcho que conheça Jurujuba, na cidade de Niterói (RJ). A resposta de Iberê veio na forma de uma gravura da casa da “tia Maria”, que ele fez posteriormente, quando esteve em Jurujuba.

Outras curiosidades do acervo são um abaixo-assinado liderado por Iberê e enviado ao presidente das Organizações Globo na época, Roberto Marinho, criticando o fato de o jornal O Globo dar cotações “bom”, “razoável”, “sofrível”, às exposições de arte.   “Os conceitos estéticos em todos os períodos históricos férteis são, quase sempre, conflitantes. A eleição de um único ponto de vista para a aferição da diversificada produção artística nacional é, por conseguinte, extremamente perigosa como elemento cultural e injusta como prática social ...”, diz o texto assinado por Iberê. Outro documento é um bem-humorado cartão postal com a foto de uma cabrita, enviado da Suíça por Mário Carneiro, fotógrafo do Cinema Novo e amigo de Iberê, em 1953. Na correspondência, Carneiro escreveu: “Meu caro professor, talvez ainda hoje te escreva longamente. O que não impede que te mande este instantâneo da tua cabrita, que veio comigo pastar nestas alturas. Um abraço, Mário.”

Atualização contínua

O projeto Digitalização e Disponibilização dos Acervos da Fundação Iberê Camargo foi criado para oferecer a estudantes, pesquisadores, professores, colecionadores e comunidade em geral um amplo acesso às obras do artista e documentos que fazem referência a ele. “É um projeto vivo e em crescimento constante, um trabalho de pesquisa e disponibilização que seguirá sendo atualizado, sempre apresentando novas relações, complementação de dados e de documentos de forma contínua”, diz o coordenador do projeto, Gustavo Possamái. Segundo ele, mais adiante será possível que sejam realizadas novas pesquisas e aproximações com a obra de Iberê Camargo, tanto a partir de seus escritos e depoimentos, quanto por meio de comentários críticos elaborados por teóricos e historiadores do campo das artes.

O acervo estará organizado em dois núcleos: de obras e documental. No caso dos documentos, serão apresentados aqueles que citam diretamente as obras da coleção, por meio de imagem ou de comentários, criando uma bibliografia de cada obra. Incluem-se nesse escopo todos os eventos documentados dos quais o artista participou, identificados através de pesquisas, já que, como lembra Eduardo Haesbaert, coordenador do acervo da FIC, “o artista e sua esposa, Maria Camargo, tiveram preocupação constante de preservar e documentar os 60 anos de produção artística de Iberê, que hoje servem como registro de sua trajetória”.

A iniciativa, além de permitir um relacionamento de dados entre os dois acervos da Fundação, agilizará o controle, disseminação e democratização das informações, ampliando o desenvolvimento de ações de pesquisa. A próxima etapa da FIC é aprofundar o mapeamento histórico e fortuna crítica das obras, possibilitando o crescimento da visão sobre a produção do artista e sua inserção no campo da arte. No projeto ainda consta a intenção de se produzir áudio-descrição para deficientes visuais. A Fundação Iberê Camargo também pretende aumentar o cadastro e exibição de um número maior de obras de Iberê, incluindo as que integram outras coleções e permitindo apresentar, pela primeira vez, a obra completa do artista.

SERVIÇO: 

Evento: Lançamento do acervo digital da Fundação Iberê Camargo

Data: 26 de setembro (sábado)

Horário: 15h

Local: Auditório da Fundação Iberê Camargo. Avenida Padre Cacique, 2000 - Praia de Belas - Porto Alegre

Inscrições: gratuitas pelo site da Fundação http://www.iberecamargo.org.br/educativo-novo/. Vagas limitadas. 

* Serão entregues certificado de participação e catálogo da exposição Iberê Camargo: um trágico nos Trópicos

O ARTISTA E O FRASISTA

“Tenho sempre presente que a renovação é uma condição de vida. Nunca me satisfaz o que faço. Ainda sou um homem a caminho.”

De excepcional habilidade com o pincel e extraordinária intimidade com as palavras, Iberê Camargo construiu uma trajetória em que pintura e literatura quase se confundem. Os quadros que pintou e as frases que cunhou têm a mesma marca: o abandono, a dor, o desespero. O crítico Augusto Massi afirmou que Iberê é um caso raro de um grande pintor que é também um notável escritor. No livro de contos A Gaveta dos Guardados, escrito entre 1993 e 1994, Iberê evidencia que conhecia tão bem o colorido dramático das palavras, quanto o movimento do pincel.

“O drama, trago-o na alma. A minha pintura, sombria, dramática, suja, corresponde à verdade mais profunda que habita no íntimo de uma burguesia que cobre a miséria do dia-a-dia com o colorido das orgias e da alienação do povo. Não faço mortalha colorida.”

Filho de ferroviários, praticamente cresceu desenhando. Nascido aos 18 de novembro de 1914, e aos quatro anos já produzia os primeiros rabiscos. Sua trajetória enigmática encerrou-se aos 79 anos, quando, no limite da enfermidade, pintou “Solidão” seu último quadro. Morreu no dia 8 de agosto de 1994, vítima de câncer em Porto Alegre.

“Arte, para mim, foi sempre uma obsessão. Nunca toquei a vida com a ponta dos dedos. Tudo o que fiz, fiz sempre com paixão. No fundo, um quadro para mim é um gesto, um último gesto.”

As sucessivas transferências do pai Adelino fizeram-no peregrinar na juventude entre Restinga Seca, Jaguari, Canela e Santa Maria, onde, aos 13 anos, então morando com a avó, começou seu aprendizado de pintura, na Escola de Artes e Ofícios. Sua iniciação com a arte pedagógica, no entanto, foi interrompida abruptamente. Um desentendimento com um professor marista que ensinava Letras abreviou seu estágio na primeira escola de artes que freqüentou.

“As figuras que povoam minhas telas envolvem-se na tristeza dos crepúsculos dos dias de minha infância. Nascem da minha saga, da vida que dói. Sou impiedoso e crítico com minha obra. Não há espaço para alegria. Toda a grande obra tem raízes no sofrimento. A minha nasce da dor.”

Iberê viria repetir a rebeldia contra os mestres anos depois no Rio de Janeiro. Aconselhado por Portinari, cuja obra não admirava, ingressou na Escola de Belas Artes, mas, inconformado com os padrões rígidos da academia, ficou pouco a vontade para prosseguir, encerrando rapidamente sua carreira universitária que apenas começava. Depois da breve experiência na Escola de Belas Artes, tornou-se aluno de Guignard, um dos mestres que influenciou sua pintura.

“No modernismo, ou você se parecia com Segall ou com Portinari. Eram dois pólos e você tinha que estar entre um ou outro.”

Antes de se transferir para o Rio, conheceu Maria, em Porto Alegre, com quem casou em 1939. Maria Coussirat, estudante de pintura graduada do Instituto de Belas Artes e professora de desenho da escola primária, foi sua companheira por toda a vida. Sua paixão pela pintura foi crescendo. Em companhia de Vasco Prado, desenhava tipos de rua, sem jamais abandonar sua origem interiorana.

“A memória é a gaveta dos guardados, repito para sublinhar. O clima de meus quadros vem da solidão da campanha, do campo, onde fui guri e adolescente. Na velhice perde-se a nitidez da visão e se aguça a do espírito.”
           
Em 1947, já no Rio de Janeiro, a chance de conhecer o Velho Continente veio com o disputadíssimo Prêmio de Viagem à Europa, com o óleo “Lapa”, destaque no Salão de Arte Moderna, atualmente no Museu Nacional de Belas Artes. Na Europa viu de uma só vez o que conhecia apenas através de escassas informações. Tornou-se aluno de De Chirico em Roma e Lhote em Paris. Viajou por vários países da Europa para ver arte. Regressando ao Brasil, nos fins de novembro de 1950, recomeçou a pintar, ainda atordoado pelo que tinha visto e ouvido.

“Continuo no mesmo rumo, pintando as minhas ladeiras, essas mesmas ladeiras que subo com tanta fadiga. E naturalmente continuo fiel ao meu estilo de arte, construindo o quadro sem recorrer a elementos formais, transformando a natureza em ritmos e sensações coloridas.”

Mestre da pintura moderna no Brasil, Iberê recolheu recortes da infância para retratar sua obra. Em 1958, uma hérnia de disco, provocada pela suspensão de um quadro no cavalete, obrigou-o a trabalhar quase que exclusivamente no ateliê. Seja por essa razão ou por motivos inconscientes, seus quadros começaram pouco a pouco a mergulhar na sombra. O céu das paisagens tornou-se azul-escuro, negro, dando a sua obra um conteúdo de drama. Surge então a produção em que Iberê retrata carretéis sobre a mesa e no espaço.

“Os carretéis são reminiscências da infância. São combates dos pica-paus e dos maragatos que primo Nande e eu travávamos no pátio. Eles estão impregnados de lembranças. Pelas estruturas de carretéis cheguei ao que se chama, no dicionário da pintura, arte abstrata.”

Depois de participar de exposições internacionais em Nova York e Tóquio e de ganhar o prêmio de gravura na Bienal do México e de melhor pintor nacional na VI Bienal de São Paulo, Iberê integra várias exposições coletivas e individuais no Brasil e exterior. Em 1982, Iberê e Maria voltam a residir em Porto Alegre, mas mantêm o ateliê do Rio de Janeiro, dividindo seu tempo entre as duas cidades. Os ciclistas dos anos 80 são personagens incorporados à obra iberiana, quando o artista retorna ao Rio Grande do Sul.

"Voltei para o Sul porque a saudade estava grande demais. À medida que envelhecemos, parece que a infância fica mais perto. Sentimos vontade de reencontrar os primeiros amigos e tudo que foi nosso."

Mudando-se para o bairro Cidade Baixa, próximo ao Parque da Redenção, Iberê iniciou um íntimo convívio com o parque e com seus freqüentadores, sobretudo com os ciclistas. Velozes e muitas vezes sem metas, a não ser pedalar, personificavam um pouco do sentimento do próprio artista. Os ciclistas de Iberê Camargo refletem muito do próprio pintor: um ser em busca de suas verdades e raízes. Marcam os personagens mórbidos que povoam o imaginário do artista no final de sua vida.

“Sou um andante. Carrego comigo o fardo do meu passado. Minha bagagem são os meus sonhos. Como meus ciclistas, cruzo desertos e busco horizontes que recuam e se apagam nas brumas da incerteza.”

A morte de Iberê não encerrou um ciclo; deu início a outro: o do culto à obra e à memória de um dos artistas mais brilhantes e instigantes do Brasil. Através dos anos, críticos e artistas de todas as escolas tentam desvendar os mistérios e a profundidade de sua criação.

“Ainda sou um homem a caminho.”

Fundação Iberê Camargo faz recesso para montar exposição em homenagem ao centenário do artista


05/11/2014

Se você gosta de apreciar as mostras da Fundação Iberê Camargo, fique atento, porque entre os dias 3 e 17 de novembro, o espaço expositivo da instituição estará fechado para montagem da grande exposição Iberê Camargo:Século XXI, em homenagem ao centenário do artista. Desde o lado de fora ao interior da rampas, passando pelo grande átrio, todos os espaços do edifício irão reverenciar a vida e  obra do artista nascido em Restinga Seca e reconhecido como um dos maiores pintores brasileiros de todos os tempos. A mostra que será exibida para convidados no dia 18 e para o público no dia 19, apresentará pinturas, gravuras,desenhos  e obras de 19 artistas contemporâneos convidados. Os eventos do centenário também incluem seminários, documentário, intervenções sonoras, lançamento de livro, coreografia temática e atividades do projeto educativo, tudo gratuito. Durante o breve período de recesso o Press Café, Loja D’ Arte e o estacionamento funcionam normalmente.


Exposição apresenta torcedores como protagonistas da Copa

Crédito: Divulgação

24/07/2014

A Usina do Gasômetro recebe até 18 de agosto a exposição “Etnografando na Copa”. A visitação, com entrada gratuita, acontece de terças a domingos, das 10h às 21h, e mostra os torcedores que passaram pelo Caminho do Gol em Porto Alegre como um dos protagonistas da Copa do Mundo na cidade. 

A fotógrafa Lisa Roos acompanhou as torcidas no Caminho do Gol, buscando compreender quem eram essas pessoas, de onde vieram, para quem torciam e o que sentiam naquele momento. O projeto faz um registro fotoetnográfico desse momento histórico para Porto Alegre e para o Brasil, com o registro da perspectiva do olhar dos torcedores. 

A amostra coletada pelos “fotoetnógrafos” é aleatória: os fotógrafos foram até os locais onde estavam os torcedores, montaram um estúdio de rua e fotografaram essas pessoas em um fundo branco. O projeto foi realizado por  Julia Presotto, Candi Damé e Raquel Scodro da Postal Inc, em parceria com a fotógrafa Lisa Roos e produção executiva de Viviane Possa.

A iniciativa é da Secretaria Municipal da Cultura, por intermédio da Coordenação de Artes Plásticas e da Postal Inc., em parceria com Lisa Roos Fotografia.

Saiba mais sobre o Etnografando na Copa

O Etnografando é um estudo sócio-etnográfico da Postal Inc. que tem como objetivo analisar as microatitudes, os códigos e padrões comportamentais relacionados ao vestuário e aomindstyle. O objetivo é catalogar e agrupar pessoas com semelhanças nas suas atitudes e inclinações para perceber, sentir, fazer e pensar. A missão com esse projeto foi de buscar compreender o modo que envolve a Copa do Mundo na percepção dos protagonistas dessa história - os torcedores. Quem eram essas pessoas, de onde elas vieram, para quem elas torciam e o que estavam sentindo minutos antes do jogo? O objetivo era relatar esse momento histórico para Porto Alegre e para o Brasil.

A metodologia utilizada foi um estudo na cidade de Porto Alegre, nas imediações do estádio Beira Rio, durante os quatro jogos da primeira fase. Onde foram acompanhados de perto os torcedores dos mais variados cantos do mundo que passavam pelo Caminho do Gol. ​

Serviço:

Etnografando na Copa

Data: 18/07/2014 a 17/08/2014

Horário: 9h às 21h (3ª feiras a domingos)

Local: Galeria do 4º andar - Centro Cultural Usina do Gasômetro

Endereço: Avenida Presidente João Goulart, 551 - Marcílio Dias

Contatos: http://etnografandobrasil.tumblr.com /posta@postalinc.com.br

Valor: gratuita



Exposição apresenta caricaturas de jogadores de futebol

Tecnologia, Futebol e Arte: mostra reúne caricaturas de diversos craques 
cariocas (Foto: Divulgação)

04/06/2014

Mostra na sede do CREA-RJ, no Centro, reúne quinze desenhos do artista plástico Mayo Ornelas

A partir desta terça (3), uma mostra promete agradar aos cariocas amantes de futebol. A exposição Tecnologia, Futebol e Arte, que ocupa a sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), no Centro do Rio, reúne uma série de caricaturas de jogadores que fizeram parte da seleção brasileira desde a conquista do primeiro título mundial.

São ao todo quinze ilustrações do artista plástico Mayo Ornelas, que retratou os jogadores Pelé, Garrincha, Zico, Rivelino, Ronaldo, Romário, Zagallo, Roberto Dinamite, Junior, Leandro, Sócrates, Barbosa, Leônidas, Pinheiro e Zizinho; além da caricatura dos jogadores da seleção brasileira de 2014, que leva a assinatura do caricaturista Claudio Duarte. 

A exposição é gratuita e fica em cartaz até o dia 16 de julho, de segunda a sexta, das 11h às 17h. A sede do CREA-RJ fica na Rua Buenos Aires, 40, 2º andar, Centro.

Fonte: Veja


Fundação Iberê Camargo abre duas exposições nesta quinta-feira (29)

Exposição Ensaio Sobre a Dádiva (Foto Fabio Del Re)

28/05/2014

Em “Ensaio Sobre a Dádiva”, que será inaugurada no dia 29 de maio, o artista Nuno Ramos explora as trocas ancestrais de objetos entre as pessoas como foco criativo, com obras criadas especialmente para a Fundação Iberê Camargo. A mostra coletiva “Liberdade em Movimento”, que abre no mesmo dia, apresenta 27 obras de 20 artistas que usam seus deslocamentos urbanos como estratégia artística. Os trabalhos poderão ser visitados de 30 de maio até 10 de agosto.

Duas exposições distintas – mas, de certa forma, complementares – serão inauguradas no dia 29 de maio na Fundação Iberê Camargo. No quarto andar do prédio, o escultor, pintor, ensaísta e videomaker Nuno Ramos mostra sua ousadia criativa em “Ensaio sobre a Dádiva”. Já a exposição coletiva “Liberdade em Movimento” reúne trabalhos de 20 artistas contemporâneos que utilizam o deslocamento urbano – especialmente a caminhada – como estratégia criativa.

Um dos mais importantes artistas contemporâneos do país, o paulista Nuno Ramos apresenta nessa exposição três instalações produzidas sob medida para o espaço, com dois filmes e 27 gravuras criadas no Ateliê de Gravura da Fundação Iberê Camargo sob técnica mista (monotipia). O curador Alberto Tassinari, filósofo e crítico de arte, explica o ponto de partida da concepção artística de “Ensaio Sobre a Dádiva”: “Quando chefes de Estado trocam presentes, cumprem um rito anterior às nossas formações econômicas capitalistas. Antes que negociem o que quer que seja, afirmam, pela dádiva, uma intenção de amizade recíproca”. A mostra é inspirada em estudos etnográficos e cita um ensaio de Marcel Mauss (Ensaio sobre o dom) publicado em 1925 – tido como a obra-prima do antropólogo e capaz de inaugurar uma nova era nas ciências sociais. No ensaio, Mauss demonstrou a multiplicidade de aspectos – políticos, sociais, econômicos, religiosos – que estão intimamente ligados aos sistemas de dádivas, considerado por ele como trocas materiais sob o signo da espontaneidade. A ideia chave de Mauss é de que a circulação de “dons e contradons” corresponde a um “fato social total”, englobando diversos domínios da vida coletiva.

As três instalações planejadas por Nuno mostram trocas inusitadas que, segundo o artista, pretendem ressignificar a dimensão dessa prática primitiva da humanidade. “Meu objetivo é desenvolver um conceito crítico sobre as trocas, mostrar que nem sempre derivaram do lucro. Não é necessariamente anticapitalista, mas tem uma energia desse tipo”, conta. Segundo o curador Tassinari, Nuno Ramos montou circularidades semelhantes às das cerimônias em que as dádivas ocorrem em sociedades onde a troca é simbólica em seus aspectos múltiplos. E completa: “andar pelas salas é reproduzir um pouco dessa circularidade entremeada de símbolos”.

Obra Copod'águaporvioloncelo (Foto Fabio Del Re)

As duas “trocas” montadas por Nuno interagem com o espaço vazio do prédio criado por Álvaro Siza e se “projetam” no vão aberto para transmitir uma sensação de equilíbrio. Em Copod’águaporvioloncelo, um violoncelo é trocado por um copo de água; Em Cavaloporpierrô, um pierrô é trocado por um cavalo. Ambas as instalações são sintetizadas num terceiro espaço, onde há réplicas esculpidas em alumínio e latão e amarradas por uma mangueira translúcida onde vão circular dois líquidos diferentes, representando o sono e a vigília. “Aí também temos uma troca, já que um significa energia e o outro remete a sono, descanso”, completa Nuno Ramos. Em cada instalação, um vídeo sustenta a proposta estética onde aparecem referências a barcos, montanhas russas e carrosséis. Dádiva 1: Copo d’Água por Violoncelo usa a metáfora da purificadora água marinha em cenas gravadas às margens do Guaíba e da Lagoa dos Patos. Em Dádiva 2: Cavalo por Pierrô, o tradicional personagem da Commedia dell’Arte é sequestrado em Porto Alegre por motoqueiros, que devolvem um cavalo em seu lugar.

A gravação das Dádivas – dois curtas de aproximadamente 10 minutos cada um – ocorreu entre os dias 15 e 20 de abril em Porto Alegre. Os roteiros, criados pelo próprio artista, foram dirigidos por ele e por seu parceiro Eduardo Climachauska, que também atuou como o protagonista de Dádiva 2.

Nuno relata que a experiência de criar a mostra foi especial. “É bem diferente de outras coisas que já fiz. Usei materiais novos, coisas que nunca pensei em utilizar no meu trabalho”, diz.

Nuno Ramos é conhecido por criar projetos complexos em suas obras. Em 2010, fabricou sabão no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro para cobrir dois aviões monomotores que levou para dentro da instituição. Em 2012, instalou um globo da morte em tamanho real na galeria carioca Anita Schwartz, para onde, três anos antes, transportara uma canoa e um barco de pesca que seriam também cobertos de sabão. Também enterrou três réplicas das casas onde passou a infância dentro da galeria Celma Albuquerque, em Belo Horizonte.

Liberdade em Movimento reúne 20 artistas de diferentes países

A mostra “Liberdade em Movimento” enfatiza o caráter político, no sentido mais amplo do termo, da grande maioria das obras reunidas pelo curador Jacopo Visconti – fotos, vídeos, desenhos, instalações e objetos. Todas usam o movimento, mas principalmente o ato de andar, como estratégia criativa. Segundo Visconti, arquiteto, crítico de arte e curador independente, a exposição inclui desde registros de ações abertamente militantes até obras que buscam desmaterializar a arte, por ser explícito nelas o desejo de eludir o domínio da lógica de mercado na produção contemporânea. “Em outras palavras, a exposição aponta para a riqueza de significados que o movimento, no cruzamento altamente simbólico de todas as suas acepções, pode adquirir em âmbito artístico”, destaca o curador.

Inserções em Circuitos Ideológicos, 1970, Cildo Meireles (Foto Edouard Fraipont)

O Brasil estará presente na mostra com obras de Arthur Barrio (“4 Dias 4 Noites – Livro II”, 1970), Cildo Meireles (“Inserções em Circuitos Ideológicos”, 1970), André Severo (“Migração”, 2002, 2003) e Clarissa Tossin (“Brasília a Pé”, 2009). Destacam-se também o inglês Richard Long e o russo Andre Monastyrski. Long, é um dos expoentes da land art, que valoriza o processo de transformação da natureza pelo homem. O artista costuma produzir fotografias durante suas célebres caminhadas, base da estrutura de seu trabalho: ao longo dos passeios, Long move ou reorganiza conjuntos de elementos naturais e os fotografa em ordens geométrica ou linear. Paralelamente, recolhe peças do ambiente para produzir esculturas no ambiente expositivo. Na Fundação Iberê Camargo, Long será representado por “England” (1968), do acervo da Lisson Galery.

Monastyrski, um dos pilares da Escola Conceitualista de Moscou, tem seu trabalho ancorado nos “action objects” desenvolvidos pelo Collective Action Group. Criado a partir do final dos anos de 1970, o grupo que reúne vários artistas já realizou mais de 120 performances fotográficas, principalmente nos arredores da capital russa. Monastyrski e suas ações coletivas serão representados por seis obras: “The Appearance” (1976), “Time of Action” (1978), “Gazing of the Waterfall” (1981), “Ten Appearances” (1981), “Description of an Action” (1984), “People strolling in the Distance are the Extra Element of the Action” (1989).

Adotado esporadicamente desde a década de 1920 como técnica artística, o caminhar se consolida e se difunde como tal a partir do final dos anos de 1960, aproximadamente no mesmo período em que a Internacional Situacionista e seu mâitre a penser Guy Debord, autor do clássico Teoria da deriva, abandonam a atividade artística em favor de um engajamento político explícito e militante, motivado pelos acontecimentos de 1968. Visconti explica: “Próximas das derivas situacionistas, as ações dos artistas que, ao redor do mundo, se lançam a andar sem muito mais do que uma câmera na mão e uma ideia na cabeça buscavam consolidar a ideia de uma arte não comercializável, que pudesse minar as bases da sociedade capitalista recusando a obrigação de produzir obras tangíveis e vendáveis”. Em alguns casos, segundo o curador, essas ações se opunham diretamente ao clima político em que foram concebidas, mas rapidamente o campo expandido do movimento firmou-se em contextos menos conflituosos, resistindo como técnica artística até os dias de hoje, apesar das mudanças do clima político.

Lista completa dos artistas: Lygia Clark, Arthur Barrio, Dennis Oppenheim, Cildo Meireles, Richard Long, Stanley Brouwn, Christian Marclay, André Severo, Emily Jacir, Multiplicity, Allora e Calzadilla (2 artistas) ,Meriç Algün Ringborg, Francis Alÿs, Runo Lagomarsino, Ariel Orozco, Mario Garcia Torres, Clarissa Tossin, Francesco Arena, Andrei Monastyrski.

SERVIÇO

O QUE | Exposições Ensaio Sobre a Dádiva e Liberdade em Movimento
ABERTURA | 29 de maio, das 19h às 21h
VISITAÇÃO | 30 de março a 10 de agosto de 2014
ONDE | Fundação Iberê Camargo, Av. Padre Cacique, 2000, Porto Alegre – RS
HORARIO DE FUNCIONAMENTO | De terça a domingo (inclusive feriados), das 12h às 19h, (último acesso 18h30) quintas até as 21h (último acesso 20h30)
ENTRADA FRANCA | As empresas Gerdau, IBM, Itaú, Vonpar  e Banco Votorantim garantem a gratuidade do ingresso


TRANSPORTE | As linhas regulares de ônibus e lotação que vão até a Zona Sul de Porto Alegre param em frente ao prédio. É possível tomá-las a partir do centro da cidade ou em frente ao shopping Praia de Belas. O retorno pode ser feito a partir do BarraShoppingSul, por onde passam diversas linhas de ônibus com destino a outros pontos da cidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Projetos de estádios da Copa do Mundo serão exibidos em museu de Miami, nos Estados Unidos

O projeto da Arena Pantanal estará entre as maquetes expostas na exibição de 
Miami, nos Estados Unidos (Foto: Divulgação)

18/05/2014

A intenção dos organizadores é apresentar a "arquitetura esportiva de ponta"

Os projetos dos 12 estádios que sediarão a Copa do Mundo de 2014 serão expostos entre os dias 6 de junho e 28 de agosto no Coral Gables Museu, localizado a Miami e dedicado a Arquitetura e Urbanismo. Promovido por uma parceria entre o museu norte-americano e o Centro Cultural Brasil-USA da Flórida (CCBU), a exibição “12 Stadiums, 12 Cities” (“12 estádios, 12 cidades”, em português) mostrará imagens e maquetes das arenas brasileiras.

A intenção dos organizadores é apresentar “a arquitetura esportiva de ponta, a sustentabilidade dos estádios e a diversidade cultural do Brasil representada pelo conjunto de 12 cidades”.

Durante a exposição, o CCBU e o Coral Gables Museum promoverão um programa paralelo, que incluirá a transmissão gratuita dos jogos da Copa na praça externa do Museu, uma conferência com arquitetos que projetaram alguns dos estádios, a exibição de filmes e palestras sobre cultura brasileira e oficinas para crianças.

Serviço: 12 Stadiums, 12 Cities”

Local: Coral Gables Museum
Endereço: 285 Aragon Avenue, Coral Gables, Florida
Quando: de 6/6 a 28/9
Horário de Funcionamento: Terça a Sexta: 12h às 18h / Sábado 11hh:00 às 17h / Domingo 12h às 17h / Segunda: fechado
Informações (de segunda a sexta, das 9h ás 17h): info@CoralGablesMuseum.org



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