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OITO MOTIVOS PARA IR A OITAVA COPA DO MUNDO DE FUTEBOL FEMININO

Crédito: Gregorio Fernandes/ Reproduçao CBF

03/11/2018

Faltam 217 dias para começar a oitava edição da Copa do Mundo de Futebol Feminino. Aqui estão oito excelentes motivos para ir à França assistir ao maior torneio de seleções femininas do planeta.

A Copa do Mundo acontecerá entre os dias 7 de junho e 7 de julho, na França. Os estádios estão espalhados pelas cidades de Paris, Lyon, Nice, Montpellier, Valenciennes, Reims, Le Havre, Grenoble e Rennes. Mais de 1 milhão de ingressos serão colocados à venda para as 52 partidas das 24 seleções. Vamos aos motivos:

1. Paris

Charmosa, histórica, romântica e clássica. Paris definitivamente não é uma daquelas cidades que precisam de um motivo a parte para ser visitada. Berço da Revolução Francesa e da Belle Époque, a capital francesa apresenta um vasto e excelente cartão de visitas. Torre Eiffel, Champs-Élysées, Arco do Triunfo, Louvre, Montmartre, Sacré Coeur, Moulin Rouge, Notre Dame, Panthéon, Museu de Orsay, Palácio de Versalhes e Museu Rodin, são apenas algumas das experiências a serem vividas na cidade luz.

Agora imagina unir essa experiência a uma Copa do Mundo? Pois bem, o Parque dos Príncipes, em Paris, receberá cinco partidas da fase de grupos, uma das oitavas e uma das quartas de final da competição. A FIFA oferece cinco pacotes promocionais para estes jogos e os preços variam de 25 a 254 euros, podendo ter de três a sete partidas incluídas.

2. Eurotrip

Que tal aproveitar para estender a viagem e conhecer Londres, Bruxelas ou Amsterdã? A proximidade dos países europeus permite incluir até três cidades no roteiro em um curto espaço de tempo. O trem partindo de Paris em direção a Londres, por exemplo, leva um pouco mais de duas horas para chegar ao destino. Já da capital francesa para Amsterdã, gasta-se pouco mais de três horas. Para Lyon, sede da grande final da Copa, o trem leva cerca de duas horas.

Entre uma partida e outra, uma volta de roda gigante ou um passeio de bicicleta pela bela cidade holandesa podem ser uma boa pedida.

3. Ingressos em promoção

Os ingressos para a Copa do Mundo de Futebol Feminino na França em 2019 estão em promoção! A FIFA abriu a venda de pacotes promocionais no dia 19 de outubro. Nesta primeira fase os pacotes custam a partir de 25€ para três partidas, 41€ para cinco, 33€ para quatro 53€ pra seis e 67€ para sete. Ao todo, são dez pacotes diferentes oferecidos aos torcedores. Os ingressos para as semifinais e final em Lyon fazem parte de um pacote disponibilizado pela FIFA pelo menor preço (50€). A partir do dia 10 de dezembro, clientes VISA, parceira da FIFA na venda de ingressos, terão o direito de adquirir ingressos individuais para as 53 partidas da Copa.

A FIFA prevê ainda colocar mais ingressos em promoção no primeiro trimestre de 2019 de acordo com a disponibilidade.

Comprar ingressos aqui

PDF em inglês com descrição pacotes

4. Marta

Essa mulher é um fenômeno! Com 14ª nomeações e doze aparições entre as três melhores da FIFA, a alagoana foi eleita pela sexta vez como a melhor jogadora do planeta. A camisa 10 terá mais uma vez a missão de comandar a seleção brasileira no maior torneio de seleções do planeta.

Em entrevista ao site da FIFA logo após receber o prêmio The Best, Marta comentou sobre as expectativas em relação ao maior torneio de futebol do planeta “Primeiro, espero chegar motivada, me sentindo bem, mentalmente focada (…) quero ver algo especial na França!”.

Vale ressaltar que Marta completará 34 anos no dia 19 de fevereiro. Na próxima Copa, em 2023, ela terá 38. Mas se depender da motivação da craque, até lá ela ainda vai estar encantando nos gramados por ai “todos os dias quando vou treinar, eu quero ser a melhor. Quero ter o melhor chute, quero correr mais rápido, quero cabecear melhor, quero chegar primeiro em todas as bolas”, completou durante a entrevista ao site da FIFA.

6. As melhores atletas do mundo em um só lugar

Já falamos e sabemos todos os predicados da rainha Marta, mas ai vão algumas outras atletas pra ficar de olho:

Ada Hegerberg: Com apenas 23 anos, a jovem norueguesa foi um dos destaques do Lyon na campanha vitoriosa na Liga dos Campeões 2017/2018. Artilheira, quebrou o recorde de gols na UCL feminina marcando 15 gols em uma única edição. Além disso, marcou 31 gols em 20 jogos na Ligue 1. Ela já marcou mais de 250 gols na carreira.

Pernile Harder: Eleita a jogadora do ano de 2017/2018 pela UEFA, a dinamarquesa marcou oito gols na UCL, inclusive na final. Foi artilheira da Bundesliga com 17 gols ajudando o Wolfsburguer a levantar o título.

Dzsenifer Marozsan: Capitã da seleção alemã e camisa 10, a habilidosa Marozsan também fez parte da campanha vitoriosa do Lyon na Liga e na Liga dos Campeões.

Lindsey Horan: Ela fez uma temporada fantástica na Liga Nacional de Futebol Feminino (NWSL) pelo Portland Thorns FC. Eleita a melhor jogada da competição, a americana quer ajudar a manter a sua seleção no topo do mundo.

5. Reggae Girlz

O futebol é feito de grandes histórias e quando se trata de Copa do Mundo, elas aparecem antes mesmo do início da competição. A classificação da Jamaica vai muito além do futebol: As Reggea Girlz se classificaram pela primeira vez para uma Copa do Mundo e, além disso, a Jamaica é a primeira nação caribenha a participar da competição.

O técnico Jamaicano, Hue Menzies, declarou ao site da FIFA após a classificação histórica da sua seleção “Nós vamos mudar a cultura no nosso país. A maneira como eles percebem as mulheres mudou (…) E essas 20 garotas decidiram que elas fariam essa mudança (…) É muito mais que futebol”

A seleção do Panamá jogará a repescagem contra a Argentina e ainda tem chance de escrever mais um capítulo inédito na história da Copa do Mundo da França.

7. Brasil

Brasil, junto com Alemanha, Japão, Nigéria, Noruega, Estados Unidos e Suécia, são as únicas seleções que participaram de todas as edições de Copa do Mundo de futebol feminino. A melhor colocação da nossa seleção foi o vice campeonato em 2007, na China, quando perdeu para a Alemanha por 2×0.

É verdade que os últimos anos foram conturbados para a nossa seleção. A insatisfação gerada com a demissão de Emily Lima do comando parecia que ia agitar a CBF mas, de lá pra cá, pouca coisa se modificou. O descaso e o comando se mantém, mas a seleção campeã invicta da Copa América promete entrar forte nessa disputa para, quem sabe, levar o título inédito.

 8. É Copa do Mundo

As melhores seleções, as melhores atletas, a maior competição e torcedores do mundo inteiro reunidos em um só lugar. Próximo destino: França!

A Copa até aqui:
Até o momento, 18 das 24 seleções que disputarão a Copa já carimbaram seus passaportes para a França. São elas:

Brasil e Chile (CONMEBOL)

EUA, Canadá e Jamaica (CONCACAF)

França (país sede), Inglaterra, Escócia, Noruega, Suécia, Alemanha, Itália e Espanha (UEFA)

Japão, Austrália, China, Tailândia e Coréia do Sul (AFC)

A disputa da Taça das Nações Africanas definirá três vagas. Estão concorrendo Argélia, Camarões, Guiné Equatorial, Gana, Mali, Nigéria, África do Sul e Zâmbia. A competição ocorrerá entre os dias 17 de novembro e 1 de dezembro.

A Copa Feminina de Nações da Oceania será disputada entre 18 de novembro e 1 de dezembro. Nova Caledônia, Samoa, Papua Nova Guiné, Taiti, Tonga, Ilhas Cook, Figi e Nova Zelândia disputam uma vaga.

As duas vagas restantes serão decididas por repescagens. A 4ª colocada das Eliminatórias da CONCACAF, Panamá, e a 3ª colocada da Copa América, a Argentina, duelam por uma das vagas. A outra será definida nos playoffs das eliminatórias europeias. Holanda e Suíça despacharam Dinamarca e Bélgica respectivamente e seguem na luta pelo sonho de disputar a Copa. Os dois confrontos serão disputados em jogos de ida e volta entre os dias 5 e 13 de novembro.

Fonte: Torcedores


MARTA É HOMENAGEADA COM PAINEL NO MARACANÃ

Marta foi homenageada com painel na torre de vidro do Maracanã
Créditos: Fernando Torres/CBF

31/10/2018

No estádio mais famoso do mundo, Marta recebe homenagem idêntica à instalada na sede da CBF

Homenagear Marta nunca será demais. E agora é a vez do palco mais famoso do futebol mundial prestar sua reverência à Rainha. Quem visitar o Maracanã, no Rio de Janeiro, encontrará uma nova surpresa: a clássica torre de vidro foi envelopada com um painel gigante em homenagem a Marta.

Com uma foto da jogadora, o painel é idêntico ao que está exposto na fachada da sede da Confederação Brasileira de Futebol. Essa é uma ação conjunta entre o Maracanã e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e passa a ser mais uma atração do Maracanã e um local para fotos e admiração dos visitantes.

Maior jogadora da história do futebol, Marta conquistou recentemente o seu sexto prêmio de melhor do mundo da FIFA. Os seis troféus, incluindo o último, do FIFA The Best, estão expostos no Museu da Seleção Brasileira, na CBF. Alagoana, Marta é a única mulher a ter seus pés gravados na calçada da fama do Maracanã, onde conquistou o título do Pan-Americano de 2007.

Fonte: CBF


MARTA SEIS VEZES THE BEST



27/09/2018

Marta conquistou pela sexta vez o prêmio The Best FIFA, mas quais as perspectivas que se apresentam para o avanço do futebol feminino no Brasil.

Por *Teófilo Pimenta   

A alagoana Marta do Orlando Pride e da seleção brasileira conquistou na última segunda-feira (24) o prêmio The Best da FIFA em Londres pela sexta vez, cinco deles de forma consecutiva, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e o sexto o 2018, superou os craque do masculino: Cristiano Ronaldo da Juventus e Leonel Messi do Barcelona, ambos com cinco conquistas. Aos 32 anos tornou-se a única atleta a atingir tal feito individualmente no futebol.

Pelas condições do futebol feminino brasileiro ser a The Best por seis vezes é algo surpreendente. Imagine sair do interior do Alagoas, passar a adolescência em cidades desconhecidas, superar inúmeras adversidades e dificuldades e tornar-se uma das principais jogadoras do futebol feminino mundial, é extremamente difícil por si só, num país que não valoriza o esporte feminino, é ainda mais. 

Aponta-se algumas razões para considerar o feito de Marta como surpreendente: as dificuldades encontradas para a prática do esporte nas cidades, falta de política públicas estruturais de promoção e incentivo ao esporte, de uma forma geral; quando superadas as barreiras seletivas do esporte há uma grande dificuldade de se manter na modalidade escolhida por diferentes razões, dentre elas a principal é a econômica; o pouco incentivo ao fomento do futebol feminino no país, por fim, não podemos deixar de citar o preconceito sofrido pelas meninas que jogam futebol no Brasil.

Portanto, a conquista de Marta, em especial, merece muito louvor e destaque, coisa que não aconteceu pela mídia brasileira, conforme merecia. 

O prêmio recebido pela alagoana de Dois Riachos, deveria ser o ponto de partida das discussões sobre criar melhores condições das jogadores praticarem o futebol no país, passando por incentivos econômicos para as mulheres se manterem na modalidade, respeito e dignidade as atletas, não só as de ponta. 

O debate deveria girar em torno das possibilidades que estimulem, cada vez mais, a participação feminina no esporte, para que possa surgir mais Martas.

Para Marta, ser a The Best FIFA 2018 aos 32 anos, indica um novo ciclo na sua carreira esportiva, novas metas e sonhos esportivos? 

Os questionamentos que muitos do meio esportivo e, principalmente os fãs dessa grande atleta fazem, seguem no seguinte caminho: por mais quantos anos Marta conseguirá se manter em alta performance? Será possível sonhar com as conquistas da Copa do Mundo da França em 2019 e dos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020?

Neste ano com a seleção brasileira feminina, Marta a maior artilheira de campeonatos mundiais de futebol feminino da FIFA, com 15 gols, conquistou a Copa América e o prêmio The Best. O otimista com relação a conquistas fica apenas dentro dos campos, porque, fora deles, infelizmente, não tenho perspectivas de grandes avanços no futebol feminino brasileiro.

Teófilo Pimenta
Formado em educação física, especialista em Educação, mestre em Desenvolvimento Humano, ambos pela UNITAU. Professor universitário, autor do livro Obesidade Infantil: um olhar para os múltiplos fatores (2015) e nas horas vagas esportista amador.

Fonte: Agora Vale


BRASIL GOLEIA VENEZUELA E GARANTE CLASSIFICAÇÃO ANTECIPADA NA COPA AMÉRICA FEMININA

Brasil faz 4 a 0 na Venezuela pela Copa América Feminina de Futebol - Lucas Figueiredo / CBF

14/04/2018

Seleção de Marta e cia faz 4 a 0 no time venezuelano

A Seleção Brasileira Feminina de Futebol segue invicta na Copa América do Chile. Nesta quarta-feira, na cidade de Coquimbo, a equipe comandada por Vadão voltou a golear, desta vez a Venezuela, por 4 a 0, e garantiu vaga com antecipação na próxima fase do torneio.

O Brasil tem 100% de aproveitamento na competição, com 15 gols marcados e somente um sofrido em três partidas. A Seleção chegou aos nove pontos, na liderança do Grupo B, e não pode mais ser ultrapassada pela Venezuela e Argentina, segundas colocadas, com seis, e que se enfrentam na última rodada.

O time brasileiro enfrenta a Bolívia, na próxima sexta, pela última partida da chave, precisando de apenas um empate para garantir a primeira colocação do seu grupo.

Já Argentina e Venezuela lutam pela segunda vaga da chave. Quem vencer, avança! O empate favorece as venezuelanas pelo saldo de gols.

Gol aos 10 minutos

Brasil faz 4 a 0 na Venezuela pela Copa América Feminina de Futebol - Lucas Figueiredo / CBF

Nesta quarta, o Brasil demorou apenas 10 minutos para abrir o placar. Marta cruzou da direita, Cristiane escorou de cabeça para o meio da área e Mônica marcou.

Aos 38, Bia Zaneratto ampliou. O time brasileiro ainda perdeu diversas oportunidades e viu a goleira venezuelana impedir um placar ainda mais elástico

Mas no segundo tempo a Seleção transformou a vitória em goleada. Aos 27, Debinha fez grande jogada pela esquerda e tocou para Bia Zaneratto, que teve tempo para dominar e fuzilar para a rede.

Faltava o gol de Marta, e ele saiu aos 40. Em contra-ataque pela direita, Andressa avançou e tocou no meio da área para a craque, que balançou para cima da zagueira e finalizou cruzado.

Passaporte para Mundial e Olimpíada

Brasil faz 4 a 0 na Venezuela pela Copa América Feminina de Futebol - Lucas Figueiredo / CBF

O campeão e o vice do torneio vão garantir lugar direto no Mundial de 2019, na França, enquanto o terceiro disputará repescagem contra um representante da Liga dos Campeões Concacaf em busca de outra vaga.

A seleção vencedora da Copa América também vai assegurar um posto na Olimpíada de Tóquio, em 2020, e a vice-campeã jogará repescagem contra uma nação da África por uma segunda vaga.

O Brasil faturou o título da competição em 1991, 1995, 1998, 2003, 2010 e 2014 e só não ficou com a taça de campeão em 2006, quando foi surpreendido pela Argentina na decisão realizada na casa da adversária.

Fonte: O Dia

TORRE EIFFEL GANHA CORES DO PSG E DÁ BOAS-VINDAS A NEYMAR



06/08/2017

Maior monumento da capital francesa presta homenagem ao brasileiro. Segundo a prefeitura de Paris, instalação foi custeada pelo clube

Faltava as boas-vindas do maior símbolo de Paris. A chegada de Neymar ao PSG foi brindada neste sábado com uma homenagem da Torre Eiffel. Depois da grandiosa apresentação do atacante no novo clube, o monumento ganhou as cores do time francês e, em um grande painel, celebrou a contratação do brasileiro com um "Bienvenue Neymar". O momento foi registrado pelo perfil oficial do clube nas redes sociais.

 

"De mais perto, é ainda mais bela"


Em nota enviada à revista "France Football", a prefeitura da capital parisiense informou que as luzes em referência ao PSG seriam usadas entre 21h30 e 01h de Paris neste sábado para "acolher a chegada de Neymar a Paris". No entanto, a entidade reforçou que o arranjo foi totalmente custeado pelo clube parisiense e lembra que homenagens parecidas são regularmente feitas, como na Eurocopa e na Copa do Mundo de Rugby do ano passado.


Torre Eiffel dá boas-vindas a Neymar (Foto: Reprodução/Twitter)

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Seleção Feminina: Jogadoras relembram apoio do torcedor em 2016

Créditos: Ricardo Stuckert/CBF

31/12/2016 


Por onde a Seleção Brasileira passa, uma legião de fãs se junta para torcer. E com a Seleção Feminina não é diferente. Em 2016, as craques da Canarinho estiveram ainda mais próximas do torcedor brasileiro e foram muitos os momentos compartilhados com a torcida. Desde o amistoso em Fortaleza, dia 20 de julho, até a disputa pelo terceiro lugar nos Jogos Olímpicos Rio 2016.

A Seleção Feminina não participa de muitos amistosos em casa. Faz mais jogos fora do país, na França, nos Estados Unidos, no Canadá, por exemplo, e, por onde passa, enche estádios. Os torcedores não apoiam só as equipes "mandantes", mas é comum ver meninas de todo o mundo pedindo fotos e autógrafos após as partidas, independentemente dos resultados. 

Neste ano, o carinho foi ainda mais especial. Com os Jogos Olímpicos sendo disputados em casa, no Rio de Janeiro, as jogadoras do Brasil sentiram o calor e apoio de sua torcida nos bons momentos, como a classificação para a semifinal, com o Mineirão lotado, e nos maus, como a derrota para a Suécia nos pênaltis, com mais de 70 mil pessoas no Maracanã.

– Foi uma experiência única jogar em casa e lotar estádios como fizemos. Eu acredito que todas nós sabíamos que teríamos um público bom durante as Olimpíadas por se tratar do maior evento esportivo do mundo, mas nenhuma de nós imaginava que o futebol feminino teria essa magnitude de público como tivemos. Foi simplesmente mágico! – avaliou a volante Thaisa.

Ao longo da competição mais importante do ano para a Seleção, foram seis jogos disputados que serviram de oportunidade ao contato direto com seus admiradores. Na estreia, no Estádio Nilton Santos, mais de 27 mil pessoas viram o Brasil superar a China por 3 a 0, e o número de torcedores in loco foi aumentando. 

Nas quartas de final, contra a Austrália, no Mineirão, em Belo Horizonte, o público presente foi de 52.660, recorde no estádio até o duelo entre Brasil x Argentina pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia 2018, em novembro. A partida, super-emocionante, foi decidida nos pênaltis, quando a goleira Bárbara brilhou fazendo grande defesa e levando o Brasil à semifinal.

– Tenho três momentos dos Jogos que não sairão da minha memória. Primeiro, em Belo Horizonte, quando toda a torcida acendeu as luzes dos seus celulares, e o estádio inteiro gritou "Eu acredito" depois que a Marta errou o pênalti. Aquilo foi de arrepiar. Depois, quando estávamos embarcando para o Rio de Janeiro depois da vitória contra a Austrália, passávamos pelas pessoas no aeroporto de BH, e todas se levantavam e nos aplaudiam. Por último e não menos importante foi quando fomos derrotadas no Maracanã, na semifinal, e a torcida inteira nos aplaudiu de pé – conta.

O maior número alcançado nesta edição das Olimpíadas foi justamente no estádio mais famoso do mundo: o Maracanã, no Rio de Janeiro. Cerca de 70.454 pessoas torceram pela Seleção Brasileira contra a Suécia, na semi. Mais uma vez a decisão da vaga foi nas penalidades, mas desta vez o Brasil foi superado. Apesar do resultado, os presentes aplaudiram de pé a equipe. 

PÚBLICO DA SELEÇÃO FEMININA EM 2016:

Brasil 3 x 0 China - Engenhão, Rio de Janeiro (1ª fase)

Público presente: 27.618

Brasil 5 x 1 Suécia - Engenhão, Rio de Janeiro (1ª fase)

Público presente: 47.928

Brasil 0 x 0 África do Sul - Arena da Amazônia, Manaus (1ª fase)

Público presente: 42.000

Brasil 0 x 0 Austrália - Mineirão, Belo Horizonte (quartas de final)

Público presente: 52.660

Brasil 0 x 0 Suécia - Maracanã, Rio de Janeiro (semifinal)

Público presente: 70.454 

Brasil 1 x 2 Canadá - Arena Corinthians, São Paulo (disputa 3º lugar)

Público presente: 39.718

Fonte: CBF

Artilheira do Brasil, Bia é destaque da Seleção no Torneio de Manaus

Bia já marcou 4 gols no Torneio Internacional e se tornou o destaque da Seleção 
em Manaus (Foto: provisória)

18/12/2016

Beatriz Zaneratto tem se transformado na melhor jogadora da Seleção na Copa Caixa de Seleções; A camisa 11 do Brasil completou 23 anos neste sábado (17) e quer a taça da competição com presente

“Olha lá! Recebeu a bola com marcação cerrada, dominou e partiu pra cima do adversário. Na base da força, passou por um, atropelou o segundo, invadiu a área, fuzilou, é gol! Ééé do Brasiiiiilll!!”. A narração pode lembrar um dos vários tentos marcados por Adriano “Imperador”, que com seu porte físico rasgava defesas em busca do gol, mas estamos falando de uma mulher, e que mulher!

Beatriz Zaneratto, 23, atacante da Seleção Brasileira é um dos maiores destaque do Torneio Internacional de Manaus. Artilheira da competição, com 4 gols, além de assistências preciosas, a jogadora que já foi "Guerreira Grená" e "Sereia da Vila", hoje está próxima de se tornar a “Imperatriz do Brasil”.

Nascida em Araraquara, interior de São Paulo - casa da Ferroviária-SP -, Bia, como é conhecida, conheceu o futebol como tantas meninas que amam o esporte bretão: jogando entre os meninos. 

Aos 13 anos brilhou em  um campeonato local atuando entre os garotos de uma  ONG, o Espaço Criança, onde foi vice-campeã. Por ser boa de bola, Bia foi alvo de discrimação e encarou o mais cruel dos adversários: o preconceito. Triste com as más línguas, trocou o futebol pelo vôlei. Mas com o tempo conseguiu driblar as fofocas e voltou a fazer os que mais gosta, balançar as redes dos oponentes.

Depois disso a ascensão foi meteórica. Ainda aos 13 anos, a jogadora de 1,76m de altura foi convocada para a Seleção Brasileira Sub-17, onde foi bicampeã Sulamericana da categoria. Na mesma época, já estreava no time principal do Brasil e realizava o sonho de jogar ao lado da “Rainha Marta”. 

Também ao lado de Marta, a então revelação do futebol feminino  se sagrou campeã da Libertadores da América com o Santos - casa das Sereias da Vila. Atuando há quatro temporadas no futebol da Coreia do Sul, a camisa 11 da Seleção começa, finalmente, a firmar seu nome com a camisa verde-amarela.

O CRAQUE conversou com exclusividade com a artilheira que completou 23 anos ontem. Entre outros assuntos, Bia falou do início difícil da carreira, de suas características de jogo, da adaptação no futebol asiático, do que deseja ganhar de presente neste domingo e, claro, de seu desempenho na Seleção Brasileira. 

Bia, assim como toda menina que escolhe jogar futebol no Brasil, você sofreu no início de carreira. Chegou a trocar o futebol pelo vôlei e jogava entre os garotos. Qual a passagem mais complicada antes da afirmação como jogadora de futebol?

Resposta - Acredito que o fato de não ter meninas da minha idade na época fez com que eu por exemplo escolhesse jogar vôlei. Mas depois de um tempo tive a certeza que o futebol era o que tanto amava. Meu pai e outras pessoas me ajudaram e me fizeram entender que não conseguia viver sem ele. Desde então nunca mais deixei de jogar e hoje, graças a Deus e minha família, estou onde estou, conquistando meu espaço cada vez mais na seleção principal. 

Poucos sabem, mas você atuou com Marta e Cia. quando tinha apenas 17 anos e hoje você é vista não como o futuro, mas o presente da Seleção Brasileira. Em algum instante na tua vida chegou a imaginar todo esse sucesso?

Respostas - Para ser bem sincera, nunca imaginei que chegaria a seleção brasileira, seja ela de base ou principal. Sempre fui muito tranquila e apenas gostava de jogar futebol e conforme o tempo foi passando as coisas foram acontecendo em minha vida. As oportunidades apareceram e eu tentei aproveitar da melhor forma possível, sendo feliz fazendo o que mais amo. Acredito que ter essa chance é para poucos, poder "trabalhar" com o que se ama, um privilégio, um dom de Deus e eu agradeço a ele todos os dias por isso.

Apesar da tua alta estatura (1,76m), você é uma jogadora veloz e que se movimenta o jogo inteiro. Essas características você se espelhou em algum atleta em especial? 

Resposta - Nunca tive um ídolo no futebol,mas gosto muito do estilo de jogo do “mestre” Messi, Cristiano Ronaldo, Suarez, Benzema... Adriano, acredito que tenho um estilo de jogo parecido: força física, trombador. Procuro sempre deixar o meu melhor dentro de campo, sei que tenho muito a aprender, evoluir, estou sempre pronta a escutar e contribuir da melhor forma possível. 

Você é convocada para a Seleção desde 2010, mas boa parte dos brasileiros só foi te conhecer de verdade nos Jogos do Rio, na goleada sobre a Suécia. Você é reconhecida na rua, tem assédio dos fãs no Brasil?

Resposta - Na minha cidade muitas pessoas me conhecem, em Araraquara, param para pedir uma foto, dar os parabéns, mas o assédio maior fica por conta das redes sociais.

Você atua no futebol sul-coreano há quatro temporadas, demorou a se adaptar ao país. Como é a torcida na Coreia do Sul? É fanática por futebol assim como os brasileiros?

Resposta - No começo foi difícil a adaptação, mas o clube, atletas, país, foram muito receptivos e logo consegui me adaptar e sou grata a tudo que fizeram e fazem por mim. Carinho e respeito levarei para toda a minha vida. Acredito que com meu futebol consegui conquistá-los, o que mostra a minha permanência lá por quatro anos. Acho que é difícil uma torcida tão fanática quanto a brasileira, embora eles apóiem bastante. O futebol feminino vem crescendo bastante na Ásia de um modo geral.

Você estreou muito bem sob o comando da Emily Lima. Marcou quatro vezes e pra muitos vem sendo a melhor jogadora no Torneio. Teve uma conversa em especial com a nova treinadora da Seleção?

Resposta - Emily conversou com todo o grupo após a partida e nos parabenizou de um modo geral. Acreditamos que estamos iniciando um novo ciclo com o pé direito. Vamos manter os pés no chão e iremos em busca do título desse torneio internacional, que será de suma importância para a continuidade desse trabalho.

A Seleção vive um momento de transição, tanto no comando técnico como dentro de campo – despedida da Formiga, por exemplo -  e não vem obtendo bons resultados na base. O que acha que deve ser feito para que o futebol feminino do Brasil se fortaleça? 

Resposta - Acredito que falta o apoio de empresas comprometidas com o futebol feminino, as emissoras transmitirem os jogos. O nosso auge foi nas Olimpíadas, todos os olhos voltados para nós e por que não dar continuidade? Vimos estádios lotados, pessoas gritando o nosso nome. Passou a Olimpíada deu-se a impressão de que o futebol feminino ficou de lado novamente, em segundo plano. Não! Precisa continuar apoiando. Clubes de camisa precisam abrir as portas para o futebol feminino ter o seu devido espaço. Acredito que não só a minha vontade, mas da grande maioria que decidiu jogar fora do Brasil é pelo fato de não termos as devidas estruturas aqui no Brasil, caso contrário nosso sonho seria poder jogar no Brasil, perto da família e amigos, no nosso país!

Ontem você completou 23 anos. Com certeza o título do Torneio Internacional de Manaus seria um presente ideal pra comemorar seu aniversário. Quais os outros presentes que você gostaria de ganhar hoje?

Resposta - Com certeza o título é o principal presente. Esse é o meu foco e de toda a equipe. Se possível fazer um gol seria uma felicidade a mais para completar com chave de outro esse dia especial!

Logo na sua estreia na Arena da Amazônia você marcou dois gols e teve bela participação no jogo. O que achou da torcida amazonense e qual a importância desses gols na final de hoje?

Resposta - A torcida amazonense já nos mostrou nas Olimpíadas o quão fervoroso é. Na quarta (contra Itália) não foi diferente, mas, confesso que senti falta do público. Espero ver aquela Arena maravilhosa lotada no próximo jogo nos apoiando cada vez mais e, claro, faremos o melhor lá dentro de campo para que valha a pena estar lá nos assistindo. É sempre importante e maravilhoso marcar gols pela Seleção, ainda mais em uma estreia. Espero dar continuidade no meu trabalho e se possível sempre ajudando com gols.

Quando a seleção esteve em Manaus durante a Olimpíada a passagem foi rápida. Agora vocês terão duas semanas na cidade. Vai aproveitar pra fazer turismo? Tem curiosidade em conhecer algum local? Vai rever as amigas que atuam no Iranduba...?

Resposta - Gostaria muito de conhecer um pouco mais de Manaus, mas, embora com um pouco mais de tempo, estamos sempre na rotina de jogos, treinos e descanso. Focadas para conquistar esse título e eu espero ajudar da melhor maneira possível. E, em outra oportunidade, espero vir com calma e conhecer melhor essa cidade maravilhosa que é Manaus.

Fonte: A Crítica 

Seleção Feminina: Gabi Nunes é convocada para vaga de Rosana

Créditos: Getty Images/Fifa

05/12/2016

A Diretoria de Seleções comunica a desconvocação da atleta Rosana para a disputa do Torneio Internacional Copa Caixa de Futebol Feminino, que começa na próxima quarta-feira (7). 

Para a vaga de Rosana, a técnica Emily Lima convocou Gabi Nunes, do Audax/Corinthians, atual campeão da Copa do Brasil. A atacante foi vice-artilheira do Mundial Sub-20 – em novembro, na Papua Nova-Guiné – com cinco gols em quatro jogos.

O Torneio Internacional acontece pela primeira vez em Manaus. A Seleção Brasileira estreia contra a Costa Rica, na quarta-feira, 22h, na Arena da Amazônia.

Confira a tabela do Torneio Internacional de Manaus:

7 de dezembro (quarta-feira)

Rússia x Itália

Brasil x Costa Rica

11 de dezembro (domingo)

Itália x Costa Rica

Rússia x Brasil

14 de dezembro (quarta-feira)

Costa Rica x Rússia

Brasil x Itália

18 de dezembro (domingo)

Disputa pelo terceiro lugar

Final

Fonte: CBF

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Seleção Feminina: Emily Lima faz sua primeira convocação

Créditos: Kin Saito/CBF

15/11/2016

A técnica da Seleção Brasileira Feminina, Emily Lima, realizou nesta segunda-feira (14) sua primeira convocação. 23 jogadoras foram selecionadas para disputar o Torneio Internacional de Manaus, de 7 a 18 de dezembro. Na competição, o Brasil enfrentará a Costa Rica (dia 7), a Rússia (dia 11) e a Itália (dia 14). As duas seleções melhores colocadas no quadrangular serão as finalistas, enquanto as outras duas disputarão o terceiro lugar. Todos os jogos serão realizados na Arena da Amazônia.

Das 23 jogadoras convocadas, 13 disputaram os Jogos Olímpicos Rio 2016, em que a Seleção Brasileira conquistou o quarto lugar. Millene, do Rio Preto, também consta na lista e foi a artilheira do Campeonato Brasileiro Feminino neste ano. Além de Thaisa e Camila, que estiveram nas Olimpíadas, há três campeãs da Copa do Brasil pelo Corinthians: a goleira Letícia e as atacantes Nenê e Chu, essa última artilheira da competição.

O Torneio Internacional é realizado desde 2009 e não é data Fifa, por isso os clubes estrangeiros não têm a obrigação de liberar suas jogadoras. Esta é oitava edição da competição, e o Brasil é hexacampeão, ficando sem o título apenas em 2010, quando o Canadá sagrou-se campeão.

Confira a lista:

Goleiras

Bárbara - CBF

Letícia - Corinthians

Viviane - São José

Zagueiras

Rafaelle - Changchun Volkswagem (China)

Mônica - Adelaide United FC (Austrália)

Bruna Benites - Avaldsnes Idrettslag (Noruega)

Ana Alice - Kiryat Gat (Israel)

Laterais

Camila - Corinthians

Tamires - Fortuna Horring (Dinamarca)

Fabiana - Dalian Quanjian (China)

Poliana - Houston Dash (EUA)

Meio-campo

Formiga - CBF

Thaisa - Corinthians

Andressinha - Houston Dash (EUA)

Gabi Ceará - Braga (Portugal)

Debinha - Dalian Quanjian (China)

Rosana - São José

Gabi Zanotti - Dalian Quanjian (China)

Atacantes

Rafaela - Francana

Nenê - Corinthians

Millene - Rio Preto

Bia Zaneratto - Huyndai Steel Red Angels (Coreia do Sul)

Chu - Corinthians

Fonte: CBF

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Marta volta à lista de candidatas à melhor do mundo da Fifa

Crédito: Fifa

04/11/2016

Única brasileira na disputa, Marta ficou ausente em 2015, mas pode conquistar o troféu pela sexta vez depois de brilhar na Rio-2016

A Fifa divulgou nesta quinta-feira as dez indicadas ao prêmio de melhor jogadora do mundo em 2016. Cinco vezes vencedora do prêmio, Marta voltou a ser indicada após se destacar na Olimpíada do Rio de Janeiro e por seu clube na Suécia e é a única brasileira da relação. No ano passado, a jogadora alagoana ficou fora da relação final pela primeira vez em 12 anos. 

Marta deve brigar pelo troféu com outras atletas que se destacaram na Rio-2016: as alemãs e campeãs olímpicas Melanie Behringer, Sara Däbritz e Dzsenifer Marozsán, a sueca Lotta Schellin, vice-campeã, e a canadense Christine Sinclair, medalhista de bronze, além da americana Carli Lloyd, vencedora em 2015.  

Esta é 13ª vez que Marta, de 30 anos, aparece entre as 10 melhores do mundo. Ela venceu o prêmio da Fifa em todas suas edições entre 2006 e 2010, ficou quatro vezes com o segundo lugar (2005, 2011, 2012 e 2014) e duas vezes com o terceiro (2004 e 2013). Sua estreia na premiação aconteceu em 2003, quando, ainda menor de idade, ficou na décima colocação.

A lista desta quinta-feira será reduzida a três finalistas em 2 de dezembro. A vencedora será conhecida na renovada cerimônia de gala da Fifa no dia 9 de janeiro de 2017, em Zurique. Oswaldo Alvarez, o Vadão, foi um dos dez indicados pela Fifa ao prêmio de melhor treinador de futebol feminino – horas antes de ser demitido pela CBF.

O prêmio, que voltou a ser independente da Bola de Ouro, entregue pela revista France Football, terá um novo critério: os votos de capitães e treinadores de todas as seleções do mundo terá 50% de peso. A outra metade será a somada entre o voto popular pela internet (25%), além do voto de 200 jornalistas de todo mundo, fechando os outros 25% restantes. As votações começam em 4 de novembro e serão encerradas no dia 22 do mesmo mês.

As dez indicadas ao prêmio de melhor jogadora do mundo em 2016:

Camille Abily (França / Lyon)

Melanie Behringer (Alemanha / Bayern de Munique)

Sara Däbritz (Alemanha / Bayern de Munique)

Amandine Henry (França / Portland Thorns)

Saki Kumagai (Japão / Lyon)

Carli Lloyd (EUA / Houston Dash)

Dzsenifer Marozsán (Alemanha / Frankfurt / Lyon)

Marta (Brasil / Rosengard)

Lotta Schelin (Suécia/Olympique Lyonnais Rosengard)

Christine Sinclair (Canadá / Portland Thorns)

Lista de indicadas tem três alemãs e suas francesas. Marta é a única brasileira (Fifa/Divulgação)

Fonte: Veja.com

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Maior artilheiro da história das Copas, Klose oficializa aposentadoria

FLAVIO FLORIDO/UOL

02/11/2016

Recordista de gols na história das Copas do Mundo, Miroslav Klose encerrou de maneira oficial sua carreira como jogador e passará a integrar de maneira imediata a comissão técnica da seleção da Alemanha, anunciou a Federação Alemã de Futebol (DFB).

O atacante marcou 16 gols em quatro Copas do Mundo: Coreia do Sul e Japão-2002, Alemanha-2006, África do Sul-2010 e Brasil-2014. Ele ultrapassou Ronaldo Fenômeno na estatística ao marcar um dos sete gols da Alemanha na semifinal contra os brasileiros na Copa de 2014. 

Klose, 38 anos, teve o contrato com a Lazio encerrado em junho e desde então estava sem clube. Alguns clubes demonstraram interesse em sua contratação, mas o atacante optou pelo adeus ao futebol.

Klose iniciou a sua carreira no Homburg, em 1998, e chamou a atenção no Kaiserslautern, clube que defendeu de 1999 a 2004. Ainda no futebol alemão, teve passagem de sucesso pelo Werder Bremen entre 2004 e 2007 e viveu o auge no Bayern de Munique, entre 2007 e 2011. Já consagrado, defendeu a Lazio por cinco anos antes de encerrar a carreira. 

Nova carreira

Segundo a Federação Alemã de Futebol (DFB), Klose participará de um programa de formação dentro da seleção do país para se tornar técnico. Além do trabalho de formação, requisito para obter a licença de técnico na Alemanha, Klose, de 38 anos, se envolverá com questões relativas à seleção principal e também atuará em programas relacionados com as categorias de base.

O ex-artilheiro já estará com o técnico da Alemanha, Joachim Löw, para a partida de 11 de novembro contra San Marino, válida pelas Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2018, e para o amistoso quatro dias depois contra a Itália.

A última vez que Klose vestiu a camisa da seleção alemã foi na decisão da Copa do Mundo de 2014, no Maracanã, quando a equipe venceu a Argentina, por 1 a 0, e conquistou o tetracampeonato. O atacante jogou 137 partidas com a seleção, marcando 71 gols, sendo o maior artilheiro da história da seleção e o segundo jogador com mais jogos, atrás de Lothar Matthaüs, com 150.

"Meus maiores sucessos foram alcançados com a seleção, por isso decidi voltar. Nos últimos meses, amadureci a ideia de seguir no campo, mas em outra perspectiva, a de técnico. Ler uma partida, me preparar detalhadamente e desenvolver táticas e estratégias são coisas que já me interessavam como jogador", disse Klose.

Löw celebrou o fato de ter o ex-jogador agora como seu assistente. "Posso confiar nele plenamente. É um exemplo como pessoa e como atleta, que faz tudo para o sucesso da equipe", afirmou.

Fonte: UOL

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COPA DO MUNDO SUB-17: Micaelly marca o primeiro gol do Brasil

Créditos: Getty Images/Fifa

02/10/2016

Chegar à Seleção Brasileira não é tarefa fácil para nenhuma jogadora. Para algumas que vivem nos grandes centros ou atuam em clubes mais conhecido talvez seja um pouco mais. Não para Micaelly. A camisa 10 da Sub-17 é de Autazes (AM), cidade cerca de 2h30 de carro e barco até a capital Manaus.

No fim de 2013, o preparador físico da Seleção Sub-17, Alexander Dickinson, foi a Manaus para acompanhar uma seletiva da região com meninas sub-15, sub-17 e sub-20, e lá estava Mica. A menina de 16 hoje conta que não queria ir para Manaus para participar, pois tinha medo de ser escolhida.

– Eu não queria ir, mas a minha mãe me obrigou, porque ela acreditava em mim e queria que eu jogasse futebol – conta ainda tímida.

A mãe Marcilene estava certa. Somente Micaelly e outra menina – que não quis viajar – foram selecionadas para a convocação seguinte da equipe sub-15 nacional. Na primeira convocação a amazonense foi, um pouco receosa do que encontraria. Na segunda e na terceira vez, ela não quis ir.

– Eu não fui porque eu não queria ficar longe dos meus pais. Na primeira eu já fiquei com muita saudade da minha família. Mas na quarta vez eu não tive escolha, meus pais choravam porque queriam que eu fosse para a Seleção. Eles sabiam do meu potencial, e eu fui por causa deles.

Ainda bem que Micaelly aceitou o apelo dos pais. Hoje, é camisa 10 do Brasil que disputa a Copa do Mundo Feminina Sub-17 na Jordânia e foi a primeira a marcar para a equipe na competição, com um golaço, digno da camisa que veste.

– É um peso, uma responsabilidade usar essa camisa. Mas o grupo confia em mim, me ajuda muito e me cobra que eu tenho que armar as jogadas. Eu joguei com essa camisa no Sul-Americano então já estou um pouco acostumada, apesar de na Copa do Mundo ser ainda maior.

O próximo desafio da Seleção no Mundial da Jordânia é na terça-feira (4) contra a Coreia do Norte, pela segunda rodada do Grupo C, às 19h (13h de Brasília). Apesar de ter vencido a Nigéria por 1 a 0 na estreia, Micaelly acredita que ainda há pontos a serem melhorados:

– Temos que trabalhar para consertar os erros. Mas com a garra que a gente jogou contra a Nigéria, acho que a gente pode vencer e se classificar – analisou a meio-campo.

Fonte: CBF

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