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Seleção Feminina: Brasil bate a Itália e vence Torneio Internacional

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

19/12/2016

Uma noite marcante na história da Seleção Brasileira Feminina. O dia 18 de dezembro de 2016 registrou o último jogo da veterana Formiga com a camisa da Canarinho. Ao lado de uma nova geração que veste a amarelinha, a volante conquistou o título do Torneio Internacional de Manaus, na Arena da Amazônia, ao vencer a Itália por 5 a 3.

Este foi o sétimo título da Seleção Brasileira em oito edições do Torneio Internacional de Futebol Feminino. O Brasil ficou em segundo lugar em 2010.

Título e emoção no jogo da despedida

Após 21 anos defendendo a Seleção Brasileira, em que participou de seis Copas do Mundo e seis Olimpíadas, não poderia ser diferente. Formiga não segurou as lágrimas após a execução do Hino Nacional brasileiro, o seu último antes de a bola rolar para o Brasil. Com muitas homenagens no estádio e nas redes sociais, a volante entrou em campo com a determinação de sempre e viu sua equipe abrir o placar aos oito minutos. Após uma leve pressão inicial da Itália, o time comandado por Emily Lima se impôs e marcou. Thaisa chutou, e a bola sobrou para Beatriz Zaneratto (a Bia), que driblou a zagueira adversária e chutou na saída da goleira Schroffnegger: 1 a 0. Placar aberto e reverência do grupo à craque Formiga.

Aos 14, Ilaria Mauro finalizou com perfeição no ângulo superior da goleira Bárbara para deixar tudo igual: 1 a 1. Seis minutos depois, Bia, um dos destaques da equipe na competição, deu passe espetacular para Gabi Zanotti chutar na saída da goleira italiana: 2 a 1. Na sequência, em jogada parecida, a camisa 11 cruzou novamente para a 19, parada na goleira Schroffnegger. Aos 32, Gabbiardini recebeu cruzamento e empatou novamente. Quatro minutos depois, Andressinha cobrou falta com perfeição e marcou o terceiro do Brasil.

Na volta do intervalo, logo aos dois minutos, Bia iniciou a jogada que deixou a sobra de bola para Andressinha. A camisa 17 pegou de primeira e mandou um chutaço para o gol italiano: 4 a 2. A partida seguiu movimentada, e a Itália ampliou aos 11, com gol da camisa 11 Bonansea. Aos 15, Fabiana avançou pela direita e cruzou. Gabi Nunes (que entrou no lugar de Thaisa), deixou a bola para Debinha, que não desperdiçou: 5 a 3.

O Brasil seguiu pressionando até o apito final e administrou a vantagem construída. Com a vitória por 5 a 3, a Seleção garantiu mais um título do Torneio Internacional de Futebol Feminino em um dia para lá de especial para a torcida brasileira. #ValeuFormiga!

Brasil: Bárbara, Fabiana, Bruna, Rafaelle e Tamires; Andressinha, Formiga (Fran), Thaisa (Gabi Nunes) e Gabi Zanotti (Camila); Debinha (Millene) e Bia Zaneratto (Chú).


Fonte: CBF

Artilheira do Brasil, Bia é destaque da Seleção no Torneio de Manaus

Bia já marcou 4 gols no Torneio Internacional e se tornou o destaque da Seleção 
em Manaus (Foto: provisória)

18/12/2016

Beatriz Zaneratto tem se transformado na melhor jogadora da Seleção na Copa Caixa de Seleções; A camisa 11 do Brasil completou 23 anos neste sábado (17) e quer a taça da competição com presente

“Olha lá! Recebeu a bola com marcação cerrada, dominou e partiu pra cima do adversário. Na base da força, passou por um, atropelou o segundo, invadiu a área, fuzilou, é gol! Ééé do Brasiiiiilll!!”. A narração pode lembrar um dos vários tentos marcados por Adriano “Imperador”, que com seu porte físico rasgava defesas em busca do gol, mas estamos falando de uma mulher, e que mulher!

Beatriz Zaneratto, 23, atacante da Seleção Brasileira é um dos maiores destaque do Torneio Internacional de Manaus. Artilheira da competição, com 4 gols, além de assistências preciosas, a jogadora que já foi "Guerreira Grená" e "Sereia da Vila", hoje está próxima de se tornar a “Imperatriz do Brasil”.

Nascida em Araraquara, interior de São Paulo - casa da Ferroviária-SP -, Bia, como é conhecida, conheceu o futebol como tantas meninas que amam o esporte bretão: jogando entre os meninos. 

Aos 13 anos brilhou em  um campeonato local atuando entre os garotos de uma  ONG, o Espaço Criança, onde foi vice-campeã. Por ser boa de bola, Bia foi alvo de discrimação e encarou o mais cruel dos adversários: o preconceito. Triste com as más línguas, trocou o futebol pelo vôlei. Mas com o tempo conseguiu driblar as fofocas e voltou a fazer os que mais gosta, balançar as redes dos oponentes.

Depois disso a ascensão foi meteórica. Ainda aos 13 anos, a jogadora de 1,76m de altura foi convocada para a Seleção Brasileira Sub-17, onde foi bicampeã Sulamericana da categoria. Na mesma época, já estreava no time principal do Brasil e realizava o sonho de jogar ao lado da “Rainha Marta”. 

Também ao lado de Marta, a então revelação do futebol feminino  se sagrou campeã da Libertadores da América com o Santos - casa das Sereias da Vila. Atuando há quatro temporadas no futebol da Coreia do Sul, a camisa 11 da Seleção começa, finalmente, a firmar seu nome com a camisa verde-amarela.

O CRAQUE conversou com exclusividade com a artilheira que completou 23 anos ontem. Entre outros assuntos, Bia falou do início difícil da carreira, de suas características de jogo, da adaptação no futebol asiático, do que deseja ganhar de presente neste domingo e, claro, de seu desempenho na Seleção Brasileira. 

Bia, assim como toda menina que escolhe jogar futebol no Brasil, você sofreu no início de carreira. Chegou a trocar o futebol pelo vôlei e jogava entre os garotos. Qual a passagem mais complicada antes da afirmação como jogadora de futebol?

Resposta - Acredito que o fato de não ter meninas da minha idade na época fez com que eu por exemplo escolhesse jogar vôlei. Mas depois de um tempo tive a certeza que o futebol era o que tanto amava. Meu pai e outras pessoas me ajudaram e me fizeram entender que não conseguia viver sem ele. Desde então nunca mais deixei de jogar e hoje, graças a Deus e minha família, estou onde estou, conquistando meu espaço cada vez mais na seleção principal. 

Poucos sabem, mas você atuou com Marta e Cia. quando tinha apenas 17 anos e hoje você é vista não como o futuro, mas o presente da Seleção Brasileira. Em algum instante na tua vida chegou a imaginar todo esse sucesso?

Respostas - Para ser bem sincera, nunca imaginei que chegaria a seleção brasileira, seja ela de base ou principal. Sempre fui muito tranquila e apenas gostava de jogar futebol e conforme o tempo foi passando as coisas foram acontecendo em minha vida. As oportunidades apareceram e eu tentei aproveitar da melhor forma possível, sendo feliz fazendo o que mais amo. Acredito que ter essa chance é para poucos, poder "trabalhar" com o que se ama, um privilégio, um dom de Deus e eu agradeço a ele todos os dias por isso.

Apesar da tua alta estatura (1,76m), você é uma jogadora veloz e que se movimenta o jogo inteiro. Essas características você se espelhou em algum atleta em especial? 

Resposta - Nunca tive um ídolo no futebol,mas gosto muito do estilo de jogo do “mestre” Messi, Cristiano Ronaldo, Suarez, Benzema... Adriano, acredito que tenho um estilo de jogo parecido: força física, trombador. Procuro sempre deixar o meu melhor dentro de campo, sei que tenho muito a aprender, evoluir, estou sempre pronta a escutar e contribuir da melhor forma possível. 

Você é convocada para a Seleção desde 2010, mas boa parte dos brasileiros só foi te conhecer de verdade nos Jogos do Rio, na goleada sobre a Suécia. Você é reconhecida na rua, tem assédio dos fãs no Brasil?

Resposta - Na minha cidade muitas pessoas me conhecem, em Araraquara, param para pedir uma foto, dar os parabéns, mas o assédio maior fica por conta das redes sociais.

Você atua no futebol sul-coreano há quatro temporadas, demorou a se adaptar ao país. Como é a torcida na Coreia do Sul? É fanática por futebol assim como os brasileiros?

Resposta - No começo foi difícil a adaptação, mas o clube, atletas, país, foram muito receptivos e logo consegui me adaptar e sou grata a tudo que fizeram e fazem por mim. Carinho e respeito levarei para toda a minha vida. Acredito que com meu futebol consegui conquistá-los, o que mostra a minha permanência lá por quatro anos. Acho que é difícil uma torcida tão fanática quanto a brasileira, embora eles apóiem bastante. O futebol feminino vem crescendo bastante na Ásia de um modo geral.

Você estreou muito bem sob o comando da Emily Lima. Marcou quatro vezes e pra muitos vem sendo a melhor jogadora no Torneio. Teve uma conversa em especial com a nova treinadora da Seleção?

Resposta - Emily conversou com todo o grupo após a partida e nos parabenizou de um modo geral. Acreditamos que estamos iniciando um novo ciclo com o pé direito. Vamos manter os pés no chão e iremos em busca do título desse torneio internacional, que será de suma importância para a continuidade desse trabalho.

A Seleção vive um momento de transição, tanto no comando técnico como dentro de campo – despedida da Formiga, por exemplo -  e não vem obtendo bons resultados na base. O que acha que deve ser feito para que o futebol feminino do Brasil se fortaleça? 

Resposta - Acredito que falta o apoio de empresas comprometidas com o futebol feminino, as emissoras transmitirem os jogos. O nosso auge foi nas Olimpíadas, todos os olhos voltados para nós e por que não dar continuidade? Vimos estádios lotados, pessoas gritando o nosso nome. Passou a Olimpíada deu-se a impressão de que o futebol feminino ficou de lado novamente, em segundo plano. Não! Precisa continuar apoiando. Clubes de camisa precisam abrir as portas para o futebol feminino ter o seu devido espaço. Acredito que não só a minha vontade, mas da grande maioria que decidiu jogar fora do Brasil é pelo fato de não termos as devidas estruturas aqui no Brasil, caso contrário nosso sonho seria poder jogar no Brasil, perto da família e amigos, no nosso país!

Ontem você completou 23 anos. Com certeza o título do Torneio Internacional de Manaus seria um presente ideal pra comemorar seu aniversário. Quais os outros presentes que você gostaria de ganhar hoje?

Resposta - Com certeza o título é o principal presente. Esse é o meu foco e de toda a equipe. Se possível fazer um gol seria uma felicidade a mais para completar com chave de outro esse dia especial!

Logo na sua estreia na Arena da Amazônia você marcou dois gols e teve bela participação no jogo. O que achou da torcida amazonense e qual a importância desses gols na final de hoje?

Resposta - A torcida amazonense já nos mostrou nas Olimpíadas o quão fervoroso é. Na quarta (contra Itália) não foi diferente, mas, confesso que senti falta do público. Espero ver aquela Arena maravilhosa lotada no próximo jogo nos apoiando cada vez mais e, claro, faremos o melhor lá dentro de campo para que valha a pena estar lá nos assistindo. É sempre importante e maravilhoso marcar gols pela Seleção, ainda mais em uma estreia. Espero dar continuidade no meu trabalho e se possível sempre ajudando com gols.

Quando a seleção esteve em Manaus durante a Olimpíada a passagem foi rápida. Agora vocês terão duas semanas na cidade. Vai aproveitar pra fazer turismo? Tem curiosidade em conhecer algum local? Vai rever as amigas que atuam no Iranduba...?

Resposta - Gostaria muito de conhecer um pouco mais de Manaus, mas, embora com um pouco mais de tempo, estamos sempre na rotina de jogos, treinos e descanso. Focadas para conquistar esse título e eu espero ajudar da melhor maneira possível. E, em outra oportunidade, espero vir com calma e conhecer melhor essa cidade maravilhosa que é Manaus.

Fonte: A Crítica 

Copa CAIXA 2016: Brasil vence a Itália e fica a um empate do heptacampeonato


17/12/2016

Seleção tem 100% de aproveitamento no Torneio Internacional de Manaus, com 13 gols marcados e apenas um sofrido em três jogos

O Brasil derrotou a Itália por 3 a 1 na Arena da Amazônia, pela terceira rodada da Copa CAIXA 2016 – Torneio Internacional de Futebol Feminino, em Manaus, na noite de qiarta (14). O placar garantiu a liderança no quadrangular e a vantagem do empate na final, novamente contra as italianas, neste domingo (18) às 18h45 pelo horário de Brasília.

As duas equipes vinham de duas vitórias cada uma, contra a Costa Rica e a Rússia, e entraram em campo garantidas para a final. O primeiro gol do Brasil veio aos 30 minutos - Andressinha recebeu passe de Beatriz e marcou de cabeça. Em cobrança de Parisi, a Itália empatou o jogo, aos 40 minutos.

A partida continuou equilibrada no segundo tempo. Aos 32 minutos, Bartoli tentou o corte e marcou contra, deixando o Brasil novamente à frente do placar. Já nos acréscimos, Debinha recebeu bola lançada e avançou para fechar a partida em 3 a 1.

“Foi muito bom vencer a Itália, mas tenho certeza que o próximo jogo será totalmente diferente”, afirmou a atacante Debinha. “Não só porque as jogadoras serão diferentes, mas por ser uma decisão. Vamos entrar como sempre fazemos: impondo nosso estilo de jogo e buscando a vitória”.



A equipe comandada por Emily Lima fecha a participação na primeira fase com 100% de aproveitamento, com 13 gols marcados e apenas um sofrido. A seleção feminina busca o sétimo título do torneio – das oito edições, só não foi campeã em 2010, em que perdeu na final para o Canadá.

Na preliminar do jogo do Brasil, a Rússia venceu a sua primeira partida na Copa CAIXA 2016, derrotando a Costa Risca por 3 a 1. Com o resultado, a Rússia precisa apenas de um empate para garantir o terceiro lugar no torneio. O novo confronto contra a Costa Rica acontece no domingo (18), na Arena da Amazônia, às 16h30 pelo horário de Brasília.

Tabela da Copa CAIXA 2016 - Torneio Internacional de Futebol Feminino

Os jogos do Brasil têm transmissão da TV Band, Bandsports, Portal da Band e Facebook CBF.

7 de dezembro, quarta-feira
Itália 3 x 0 Rússia
Brasil 6 x 0 Costa Rica

11 de dezembro, domingo
Itália 3 x 0 Costa Rica
Brasil 4 x 0 Rússia

14 de dezembro, quarta-feira
Rússia 3 x Costa Rica 1 
Brasil 3 x Itália 1 

18 de dezembro, domingo
Disputa do 3º lugar – Rússia x Costa Rica – 14h30 (16h30 de Brasília)
Final: Brasil x Itália – 16h45 (18h45 de Brasília)

Seleção Feminina: Brasil lidera Torneio Internacional de Manaus

Créditos: Lucas Figueiredo/CBF

10/12/2016

A Seleção Brasileira Feminina é a líder do Torneio Internacional de Manaus. Com a goleada de 6 a 0 sobre a Costa Rica, as meninas comandadas por Emily Lima conquistaram o primeiro lugar do quadrangular. O Brasil tem três pontos e seis de saldo.

A Itália vem em segundo, com três pontos e três de saldo. A Rússia e a Costa Rica ainda não pontuaram, mas seguem nessa classificação devido ao saldo, -3 e -6, respectivamente.

No Torneio, as duas seleções melhores colocadas disputam a final, e as outras duas definirão o terceiro colocado. A equipe que terminar a primeira fase em melhor colocação garante a vantagem do empate na decisão, já que não há cobrança de penalidades.

O Brasil é hexacampeão da competição e, em 2012 e 2014, ficou com o título pois tinha a vantagem do empate. Em 2012, contra a Dinamarca, o confronto foi 2 a 2, e, em 2014, contra os Estados Unidos, a partida ficou no 0 a 0.

Os confrontos da próxima rodada, no domingo (11), são: Costa Rica x Itália e Brasil x Rússia.

Fonte: CBF

Seleção Feminina: Gabi Nunes é convocada para vaga de Rosana

Créditos: Getty Images/Fifa

05/12/2016

A Diretoria de Seleções comunica a desconvocação da atleta Rosana para a disputa do Torneio Internacional Copa Caixa de Futebol Feminino, que começa na próxima quarta-feira (7). 

Para a vaga de Rosana, a técnica Emily Lima convocou Gabi Nunes, do Audax/Corinthians, atual campeão da Copa do Brasil. A atacante foi vice-artilheira do Mundial Sub-20 – em novembro, na Papua Nova-Guiné – com cinco gols em quatro jogos.

O Torneio Internacional acontece pela primeira vez em Manaus. A Seleção Brasileira estreia contra a Costa Rica, na quarta-feira, 22h, na Arena da Amazônia.

Confira a tabela do Torneio Internacional de Manaus:

7 de dezembro (quarta-feira)

Rússia x Itália

Brasil x Costa Rica

11 de dezembro (domingo)

Itália x Costa Rica

Rússia x Brasil

14 de dezembro (quarta-feira)

Costa Rica x Rússia

Brasil x Itália

18 de dezembro (domingo)

Disputa pelo terceiro lugar

Final

Fonte: CBF

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Seleção Feminina: Emily Lima faz sua primeira convocação

Créditos: Kin Saito/CBF

15/11/2016

A técnica da Seleção Brasileira Feminina, Emily Lima, realizou nesta segunda-feira (14) sua primeira convocação. 23 jogadoras foram selecionadas para disputar o Torneio Internacional de Manaus, de 7 a 18 de dezembro. Na competição, o Brasil enfrentará a Costa Rica (dia 7), a Rússia (dia 11) e a Itália (dia 14). As duas seleções melhores colocadas no quadrangular serão as finalistas, enquanto as outras duas disputarão o terceiro lugar. Todos os jogos serão realizados na Arena da Amazônia.

Das 23 jogadoras convocadas, 13 disputaram os Jogos Olímpicos Rio 2016, em que a Seleção Brasileira conquistou o quarto lugar. Millene, do Rio Preto, também consta na lista e foi a artilheira do Campeonato Brasileiro Feminino neste ano. Além de Thaisa e Camila, que estiveram nas Olimpíadas, há três campeãs da Copa do Brasil pelo Corinthians: a goleira Letícia e as atacantes Nenê e Chu, essa última artilheira da competição.

O Torneio Internacional é realizado desde 2009 e não é data Fifa, por isso os clubes estrangeiros não têm a obrigação de liberar suas jogadoras. Esta é oitava edição da competição, e o Brasil é hexacampeão, ficando sem o título apenas em 2010, quando o Canadá sagrou-se campeão.

Confira a lista:

Goleiras

Bárbara - CBF

Letícia - Corinthians

Viviane - São José

Zagueiras

Rafaelle - Changchun Volkswagem (China)

Mônica - Adelaide United FC (Austrália)

Bruna Benites - Avaldsnes Idrettslag (Noruega)

Ana Alice - Kiryat Gat (Israel)

Laterais

Camila - Corinthians

Tamires - Fortuna Horring (Dinamarca)

Fabiana - Dalian Quanjian (China)

Poliana - Houston Dash (EUA)

Meio-campo

Formiga - CBF

Thaisa - Corinthians

Andressinha - Houston Dash (EUA)

Gabi Ceará - Braga (Portugal)

Debinha - Dalian Quanjian (China)

Rosana - São José

Gabi Zanotti - Dalian Quanjian (China)

Atacantes

Rafaela - Francana

Nenê - Corinthians

Millene - Rio Preto

Bia Zaneratto - Huyndai Steel Red Angels (Coreia do Sul)

Chu - Corinthians

Fonte: CBF

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Emily Lima, a primeira técnica da Seleção Feminina

Crédito: Divulgação/CBF

04/11/2016

Pela primeira vez na história, a Seleção Brasileira Feminina tem uma técnica. Emily Lima, ex-jogadora de futebol, terá sua estreia à frente da equipe nacional em dezembro deste ano, no Torneio Internacional de Manaus, em que enfrentará Rússia, Itália e Costa Rica.

Nascida em São Paulo, Emily, 36 anos, começou a jogar futebol ainda criança, e desde cedo teve o apoio de sua mãe, Oneida, seu irmão Weber e de seu pai, Antônio. Aos 13 anos chegou à equipe do Saad Esporte Clube (SP). Passou pelo São Paulo (SP), São Bernardo (SP), Barra de Teresópolis (RJ) e Veranópolis (RS). Em 2003, foi convidada a jogar na Espanha, onde atuou por cinco anos, até ir para a Itália. Devido a uma série de lesões no joelho, parou de jogar precocemente aos 29 anos. Como jogadora, Emily fez parte da primeira Seleção Brasileira Sub-17, em 1997. Na categoria principal, entretanto, jogou como volante da seleção portuguesa de 2007 a 2009.

A primeira experiência fora das quatro linhas foi como supervisora e auxiliar técnica da Portuguesa em 2010. No ano seguinte, foi convidada pelo Juventus para comandar o time feminino. Em 2012, foi treinadora em uma parceria entre o clube e o São Caetano. Estes anos de trabalho a credenciaram a chegar nas categorias de base da Seleção Brasileira. No início de 2013, Emily Lima foi anunciada como a primeira treinadora de uma equipe nacional, na ocasião comandou a Sub-17, que se preparava para disputar o Sul-Americano da categoria.

Em 2014, a comandante pediu desligamento para se dedicar exclusivamente à equipe de São José dos Campos, tradicional no futebol feminino. À frente da equipe paulista, Emily foi vice-campeã da Copa do Brasil 2016 na última quinta-feira (27), em confronto emocionante com o Audax. Pela Águia do Vale, a treinadora conquistou os Jogos Abertos e dos Regionais de São Paulo de 2015 e 2016, além do Campeonato Paulista de 2015. Recentemente Emily fez o Curso Licença B da CBF Academy.

Fonte: CBF

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Manaus sediará torneio internacional de futebol feminino em dezembro; marcando a despedida de Formiga

Formiga pretende aproveitar o evento como o último torneio de futebol 
da carreira de jogadora – foto: divulgação
04/11/2016

Após o alto índice de público em jogos da Seleção Brasileira de futebol feminino na capital amazonense, a Arena da Amazônia será palco da oitava edição da Copa CAIXA Internacional de Seleções – Futebol Feminino – 2016, que acontece entre os dias 7 e 18 de dezembro deste ano em Manaus.

O anúncio foi oficializado na manhã de terça-feira (25/10), às 10h, durante coletiva de imprensa no salão Nobre do estádio, localizado na avenida Constantino Nery, bairro Flores, Zona Centro-Sul da cidade.

Durante a cerimônia, que contou com a presença do atual técnico da seleção brasileira de futebol feminino, Oswaldo Alavarez, e da capitã do time brasileiro, Formiga, foi apresentada a logística dos jogos, como a escalação de atletas brasileiras, venda de ingressos e os confrontos com as seleções internacionais.

Alavarez contou que a expectativa é de poder trazer todas as atletas da seleção, porém, revelou que não será tão fácil, pois muitas estão disputando fases de competições em clubes estrangeiros. “O torneio não será realizado em uma data oficial do calendário da Fifa, mas vamos tentar reunir com os representantes de clubes onde as jogadoras atuam para tentar negociar que, praticamente, todas as atletas possam ser liberadas para o torneio em Manaus”, informou.

Com um histórico de seis olimpíadas e seis copas do mundo, entre outros eventos futebolísticos, a jogadora Formiga pretende aproveitar o evento como o último torneio de futebol da carreira de jogadora. Ela revela que já contribuiu significativamente para o esporte brasileiro e que é tempo de dar oportunidade para jovens talentos.

“Antes eu me preocupava muito em sair da seleção e não ter uma substituta e com isso desfalcar o time, mas hoje a situação é diferente. O futebol feminino no Brasil vem alcançando um ótimo resultado. As atletas são de alto desempenho e boa preparação física e, com certeza, continuarão o trabalho que já vem sendo realizado pela Seleção”, destacou a capitã, revelando que continuará no futebol, mas atuando fora das quatro linhas.

O titular da Secretaria Estadual de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel), Fabrício Lima, destacou que 20% da renda de arrecadação do torneio será repassado para o Estado e, com isso, poderá ser investido no futebol feminino regional.  “É uma forma de ajudar o futebol feminino local, como é o caso da seleção do Iranduba e todos os times que disputam o campeonato amazonense, que ultimamente têm mostrado desempenho muito positivo na modalidade”, informou Lima.

Confrontos

Como nas edições anteriores, as partidas entre as seleções de Brasil, Itália, Rússia e Costa Rica, serão realizadas em rodadas duplas sempre as quartas-feiras e aos domingos.

A disputa acontecerá da seguinte forma: nos dias 7, 11 e 14, haverá confronto direto em turno único. Neste caso, todos contra todos. As duas seleções melhores classificadas disputarão a grande final no domingo (18). Antes da final, haverá ainda o jogo de disputa pelo terceiro lugar.

Venda dos ingressos

Fabrício Lima revelou que os ingressos serão vendidos a partir do dia 1º de novembro. “A venda terá início, primeiramente, na internet e a partir do dia 1º de dezembro as compras poderão ser feitas na bilheteria do estádio. Ambas acontecerão em horário comercial”, destacou.

Os passaportes estarão disponíveis em dois valores: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada), este último valor é válido apenas para estudantes ou mediante a doação de um quilo de alimento não perecível.

Histórico da competição

A primeira edição do torneio Internacional de Futebol Feminino foi realizado no ano de 2009, no estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP). Em 2013 e 2014, a Copa CAIXA foi realizada em Brasília (DF), no estádio novo Mané Garrincha. A última edição da competição foi realizada em 2015, onde a disputa aconteceu na Arena das Dunas, em Natal (RN).

No Brasil, a competição se caracterizou, desde a primeira edição, por levar grandes públicos aos estádios brasileiros e por alcançar médias expressivas na audiência, comprovando o potencial da modalidade esportiva no país.


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