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COPA DO MUNDO 2018: ESTÁDIO DA ABERTURA, LUZHINIKI É HERANÇA SOVIÉTICA

Interior do Estádio Luzhiniki (Foto: Wikimedia Commons)

14/06/2018

Batizada inicialmente de Estádio Central Lenin, arena foi palco de momentos emblemáticos do esporte mundial

A máxima é verdadeira: o futebol é mesmo uma caixinha de surpresas. Quem diria, afinal, que nesta quinta-feira,ao meio-dia (horário de Brasília), o planeta voltará seus olhos para uma partida entre Arábia Saudita e Rússia? Se o jogo inaugural do maior torneio de futebol do planeta não prima pela qualidade técnica, o palco dessa disputa é dos mais icônicos. Situado às margens do Rio Moscou, o complexo esportivo que abriga o Estádio Luzhiniki é um museu a céu aberto da história russa — e testemunha de acontecimentos que marcaram o século 20 em todo o mundo. 

Inaugurado em 1956 e batizado inicialmente como Estádio Central Lenin, o Luzhiniki tinha capacidade para abrigar quase 85 mil pessoas, sendo o maior estádio da capital Moscou. Construído para ser um símbolo do esporte soviético, o estádio que homenageava o líder da Revolução Russa de 1917 fazia parte de um conjunto esportivo idealizado para sediar treinamentos e competições de diferentes modalidades, como atletismo e hóquei no gelo. 

O plano de estabelecer uma hegemonia esportiva refletia o momento de poderio da União Soviética e sua intenção de disputar o papel de superpotência global com os Estados Unidos. Com papel decisivo na derrota da Alemanha nazista, em 1945, os soviéticos emergiram ao lado dos norte-americanos como grandes vencedores da Segunda Guerra Mundial. Aliados temporários na luta contra os nazistas, os dois países logo retornariam à política de inimizade por conta de suas diferenças ideológicas irreconciliáveis: não seria lá muito fácil a convivência entre a maior potência capitalista do mundo e um Estado inspirado no pensamento marxista, que colocava justamente a superação do capitalismo como condição para o desenvolvimento da humanidade.

Após libertar territórios ocupados pelos nazistas durante a guerra, a União Soviética estabeleceu influência política no Leste Europeu e em parte da Alemanha, incentivando o desenvolvimento de governos socialistas. Para recuperar-se das perdas humanas e materiais — estima-se que mais de 20 milhões de soviéticos morreram durante o conflito — o governo estimulou um rápido desenvolvimento econômico, com a reconstrução de cidades, indústrias, fazendas coletivas e demais unidades produtivas. 

Se não contavam com as mesmas tecnologias de países capitalistas avançados, como os Estados Unidos, os soviéticos compensavam essa desvantagem com o desenvolvimento de recursos militares: para o estarrecimento norte-americano, o Exército Vermelho detonaria sua primeira bomba nuclear em 1949, apenas quatro anos depois de os Estados Unidos atacarem as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Em posse de armas de destruição em massa, os dois países antagônicos tomaram ciência que um novo conflito militar poderia resultar na destruição efetiva dessas nações — e, de quebra, do resto do planeta. 

Josef Stalin, que liderou a União Soviética de 1924 a 1953 (Foto: Reprodução)

Discurso secreto e "abertura"

No plano político, a União Soviética também passava por um momento de mudanças no início da década de 1950. Josef Stalin, que mantinha-se no poder desde 1924, jamais havia alcançado tanto prestígio. Após destruir qualquer traço de oposição interna durante a década de 1930 (o que incluía a prisão e execução de antigos correligionários do Partido Comunista), o líder também exercia influência na geopolítica mundial: em 1949, a Revolução Chinesa colocaria o país mais populoso do mundo no rumo de uma transição socialista. 

Depois do período mais duro de coletivização da agricultura, na década de 1930, que resultaria em fome e morte em larga escala, a União Soviética gozava de certa estabilidade. Em 1953, no entanto, a morte do líder abriu a brecha para a disputa interna dos antigos aliados de Stalin. Venceu Nikita Kruschev, um ucraniano que se destacou como comissário político durante a Batalha de Stalingrado — episódio da Segunda Guerra Mundial que marcou a virada dos aliados contra a Alemanha nazista. 

Menos afeito à centralização extrema e ao expediente de perseguição interna, Kruschev iniciou um processo de "desestalinização" da sociedade. Em 1956, ano de inauguração do Estádio Luzhiniki, o líder soviético realizaria um "discurso secreto" durante o 20º Congresso do Partido Comunista. Fazendo algo impensável nos tempos stalinistas, Kruschev denunciou o culto à personalidade das lideranças e repudiou os crimes cometidos pelo regime. O ato rachou o movimento comunista mundial: a China e outros movimentos acusariam Kruschev de "revisionismo", afastando-se das táticas marxistas-leninistas. 

O choro de Misha

Desgastado politicamente e acusado de cometer erros na economia, Nikita Kruschev foi destituído da liderança soviética em 1964, sendo substituído pelo compatriota ucraniano Leonid Brejnev. Com estilo centralizador, o secretário-geral do Partido Comunista governaria os territórios da União Soviética durante um período de "estagnação": o país vivia certa estabilidade econômica, mas não alcançava o crescimento pretendido para atingir os patamares tecnológicos e produtivos (sobretudo de bens de consumo não duráveis) dos países capitalistas. 

Em 1979, a União Soviética auxiliaria os aliados do governo afegão, enviando tropas contra insurgentes de inspiração islâmica. A medida seria repudiada pelos Estados Unidos, que promoveria um boicote aos Jogos Olímpicos que seriam sedidados em Moscou no ano de 1980.

Mesmo sem a participação de parte dos países ocidentais (o Brasil não atendeu aos pedidos norte-americanos e enviou sua delegação à competição), o evento esportivo seria marcado por uma cena que aconteceu justamente no Estádio Luzhinik: considerado um dos mascotes mais populares da história dos Jogos, o ursinho Misha foi retratado em um mosaico e "chorava" durante a cerimônia de encerramento. Durante alguns segundos, a tensão entre soviéticos e norte-americanos foi aliviada por conta do esporte. 

O ursinho Misha, mascote dos Jogos Olímpicos de 1980 (Foto: Reprodução)

Com a chegada de Mikhail Gorbachev ao poder, em 1985, mudanças na estrutura do Estado começaram a acontecer, com políticas conhecidas como glasnost ("transparência", em russo) e perestroika ("reestruturação", em russo). A estagnação da década de 1970 e a dificuldade em alcançar a tecnologia dos países capitalistas, no entanto, feriram de morte o núcleo da economia soviética. No final de 1991, a União Soviética oficialmente acabaria e a Rússia se transformaria em um país capitalista. 

Nomeada país-sede da Copa do Mundo em 2010, a Rússia iniciou a construção e modernização de seu complexo esportivo. Após uma reforma que durou cinco anos e custou cerca de quase R$ 1,7 bilhão, o Estádio Luzhiniki converteu-se em uma arena moderna capaz de abrigar 81 mil torcedores. A modernidade não foi capaz de apagar as lembranças soviéticas, entretanto: quando Arábia Saudita e Rússia derem o pontapé inicial do início do torneio mundial, uma imponente estátua de Vladimir Lenin situada em frente ao estádio acompanhará a partida. O futebol também tem muitas histórias para contar. 



DESLUMBRANTES ESTÁDIOS DA COPA 2018 VISTOS DO ESPAÇO

02/06/2018

A agência espacial russa, Roscosmos, decidiu alegrar todos os fãs de futebol nas vésperas do maior evento da modalidade – a Copa do Mundo 2018, que desta vez decorrerá na Rússia – e mostrar os estádios russos, prontos para receberem os jogos, captados desde as profundezas celestiais.

A Copa 2018, que se dará entre 14 de junho e 15 de julho em 11 cidades russas, vai ser acolhida em 12 diferentes estádios. Nove deles foram construídos do zero, enquanto os restantes três passaram por uma reconstrução séria.

Imagem do estádio São Petersburgo tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da Copa 
do Mundo 2018, na cidade-sede de São Petersburgo. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Nizhny Novgorod tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Nizhny Novgorod. © FOTO: ROSCOSMOS

Imagem do estádio Kaliningrado tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Kaliningrado. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Volgograd Arena tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Volgogrado. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Fisht tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Sochi. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Mordovia Arena tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Saransk. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Rostov Arena tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Rostov-no-Don. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Luzhniki tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Moscou. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Samara Arena tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Samara. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Ekaterinburg Arena tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Ekaterinburgo. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Kazan Arena tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Kazan. © FOTO: ROSCOSMOS
Imagem do estádio Spartak Arena tirada pelo satélite russo Resurs-P nas vésperas da 
Copa do Mundo 2018, na cidade-sede de Moscou. © FOTO: ROSCOSMOS
Fonte: Sputnik


COPA DO MUNDO: ARENA EM VOLVOGRADO É INAUGURADA EM FINAL COM MAIS DE 40 MIL PESSOAS



10/05/2018

O local vai receber quatro jogos da fase de grupos: Tunísia x Inglaterra, Nigéria x Islândia, Arábia Saudita x Egito e Japão x Polônia

A Arena Volgogrado, um dos palcos da Copa do Mundo de 2018, foi inaugurada oficialmente nesta quarta-feira. O novo estádio já havia recebido outros dois testes, mas com carga de público reduzida. Desta vez, A União Russa de Futebol (RFU, na sigla em russo) abriu os portões para que os torcedores acompanhassem a decisão da Copa da Rússia.

No total, 40.387 torcedores acompanharam a vitória do Tosno por 2 a 1 sobre o Avangard Kursk. Antes do início do duelo, houve cerimônia de abertura, que contou com show de cantores locais e a presença do governador da região, Andrey Bocharov.

A arena receberá quatro jogos da fase de grupos do Mundial: Tunísia x Inglaterra, em 18 de junho, Nigéria x Islândia, no dia 22, Arábia Saudita x Egito, no dia 25, e Japão x Polônia, no dia 28.

O estádio em Volgogrado existe desde 1958. Ele foi construído próximo ao rio Volga, uma região que recebeu combates entre tropas soviéticas e alemãs na Segunda Guerra Mundial. Por conta da Copa do Mundo, o antigo estádio foi demolido para atender às recomendações da Fifa.

A arena hoje é um complexo esportivo que também conta com 10 ginásios para diferentes modalidades.

RÚSSIA INAUGURA MAIS DOIS ESTÁDIOS DA COPA, INCLUINDO PALCO DA ESTREIA DO BRASIL

O estádio de Rostov (Foto: VITALY TIMKIV / AFP)

16/04/2018

MOSCOU - A Rússia inaugurou, neste domingo, mais dois estádios que receberão jogos da Copa do Mundo de 2018, em Rostov e Nijni Novgorod. Com isso, sobe para nove o número de arenas testadas ao menos uma vez antes do Mundial: além das estreias deste domingo, foram abertos para jogos os estádios do Spartak e Lujniki, ambos em Moscou, e as arenas de Sochi, São Petersburgo, Kazan, Ecaterimburgo e Kaliningrado. Já os estádios de Saransk, Volgogrado e Samara serão inaugurados até o fim deste mês.

Uma das inaugurações deste fim de semana ocorreu na cidade que abrigará a estreia do Brasil na Copa: a Arena de Rostov, que será palco da partida contra a Suíça no dia 17 de junho. O time da casa venceu o Ska-Khabarovsk, lanterna da primeira divisão do Campeonato Russo, por 2 a 0.

A vitória do Rostov neste primeiro evento-teste de sua nova arena foi testemunhada por cerca de 13 mil torcedores, capacidade máxima liberada pelo Comitê Organizador da Copa na abertura. Antes do Mundial, o estádio ainda receberá jogos do Rostov contra o Tosno, no próximo dia 29, e contra o Ural, no dia 13 de maio, a um mês da abertura da Copa do Mundo. Este último teste será realizado com capacidade máxima: 45 mil ingressos serão disponibilizados ao público.

A arena de Rostov já era considerada finalizada pela Fifa desde o início do ano, e muitas vezes foi contabilizada como "pronta" mesmo antes de ter sido testada. Neste primeiro jogo, ainda eram perceptíveis obras no terreno ao redor do estádio. A mesma situação foi notada na área do entorno da arena de Nijni Novogorod, que ainda carece de acabamento.

O estádio de Nijni abriu neste domingo com a partida entre Olimpiyets, time da cidade, e Zenit-B, pela segunda divisão russa. A equipe visitante venceu por 1 a 0. Segundo o Olimpiyets, a carga de ingressos desta partida foi de 15 mil lugares - o estádio tem capacidade para quase 45 mil. Além do entorno, o campo de Nijni ainda tem margem para melhorias, de acordo com os jogadores.

- Acho que, para a Copa do Mundo, o gramado deste estádio ficará melhor - comentou o goleiro Mikhail Kerzhakov, do Zenit-B, em entrevista ao site russo "Tchempionat".

O diretor-executivo do Comitê Organizador, Alexey Sorokin, afirmou também ao "Tchempionat" que a aparência aquém do desejado no gramado de Nijni se explica pelo inverno russo, cujas temperaturas negativas persistiram até o fim do último mês.

- O gramado acabou de "acordar". Em uma semana e meia, a situação será diferente. No momento, a aparência é de um gramado que saiu do estado de hibernação. Não é um defeito, é uma condição absolutamente normal. Não estamos preocupados - disse Sorokin.

Assim como Rostov, a arena de Nijni receberá outros dois jogos antes da Copa, entre Olimpiyets e Rotor Volgogrado, no dia 28 deste mês, e contra Luch-Energiya, em 6 de maio. O estádio será palco de seis jogos do Mundial, quatro deles na primeira fase, com destaque para Argentina x Croácia no dia 21 de junho. Já a arena de Rostov terá, além da estreia do Brasil, outros quatro jogos da Copa - o último deles pelas oitavas de final, envolvendo o líder do grupo G, que tem Inglaterra e Bélgica.

Fonte: Jornal Extra

ARENA DA COPA COM “PUXADINHO” É INAUGURADA NA RÚSSIA

Com arquibancadas para fora do estádio, a Arena de Ecaterimburgo é uma das mais 

chamativas da Copa (FIFA/Divulgação)

04/04/2018

Com arquibancadas provisórias, a Arena de Ecaterimburgo vai receber apenas jogos da fase de grupos da Copa do Mundo

A Arena de Ecaterimburgo foi inaugurada no último domingo, no empate por 1 a 1 entre Ural e Rubin Kazan, pela 24ª rodada do Campeonato Russo. O estádio chama a atenção por adotar arquibancadas provisórias fora dos anéis do estádio, medida imposta para o estádio ter capacidade mínima para receber jogos da Copa do Mundo de 2018.

A arena construída em 1957 abrigava várias modalidades, mas após passar por reforma, tornou-se casa do Ural, time da primeira divisão do futebol russo. Antes da Copa, o estádio tinha capacidade de 27.000 torcedores, menos que o mínimo pedido pela Fifa, por isso houve a implantação das arquibancadas provisórias para fora da arena, o que aumentou a capacidade para 35.000 pessoas.

Apesar das arquibancadas provisórias serem incomuns, foram aprovadas pela Fifa, que declarou que a Arena de Ecaterimburgo atende a todas as regras de conforto e capacidade. Durante a Copa, o estádio vai receber apenas quatro jogos da fase de grupos: Egito x Uruguai, no dia 15 de junho, França x Peru, em 21 de junho, Japão x Senegal, 24 de junho e México x Suécia no dia 27 de junho.

Fonte: VEJA

COM ATRASOS EM OBRAS, ESTÁDIOS DA COPA DO MUNDO EXPÕEM 'GUERRA' NA RÚSSIA



24/02/2018

Faltando quadro meses para a competição, apenas cinco estádios estão prontos para receber jogos

Enquanto vistoriava a preparação de um dos terrenos de treinamento que será usado para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, um empresário revelou à reportagem do jornal O Estado de S.Paulo: o governo de Vladimir Putin não tem feito os pagamentos combinados pelas obras e, por enquanto, é ele mesmo que tem bancado a construção.

Temendo represálias de um governo conhecido por seu estilo autoritário, o empresário pediu de maneira insistente para manter o seu nome e o de sua empresa no anonimato. "Perco tudo o que eu tenho se meu nome for revelado", alegou.

A esperança do empresário, que gastou cerca de US$ 2,2 milhões (R$ 7,1 milhões, na cotação atual) em um campo de treinamento, é o de que o Ministério dos Esportes russo acabe liberando o dinheiro. Mas já teme eventual conflito nos tribunais.

Faltando quatro meses para a Copa do Mundo, a Rússia conta hoje com apenas cinco estádios prontos: São Petersburgo, Kazan, Sochi e as duas arenas de Moscou. Os outros sete estádios continuam em obras e, no caso de Samara, o atraso é calculado em dois meses.

Com gastos de US$ 13,2 bilhões (R$ 42,6 milhões), o Mundial de 2018 será o mais caro da história. Mas, para críticos do governo russo, não existe espaço na imprensa nem entre os ativistas do país para se investigar o motivo dos gastos inéditos para uma. Mesmo que metade do dinheiro venha dos cofres públicos.

Consultado, o Comitê Organizador da Copa insiste que não vê problemas com os atrasos e que todos os estádios pendentes serão concluídos nas próximas semanas. Os organizadores também garantem que todos receberão jogos para testar a infraestrutura. Quando a reportagem solicitou as datas dos testes, não obteve respostas.

Vladimir Putin indicou que terá uma reunião com o presidente da Fifa, o suíço Gianni Infantino, para organizar a reta final da preparação. Mas, segundo a imprensa oficial russa e que serve de porta-voz para Putin, a vontade do Kremlin de se envolver diretamente na organização não é um sinal de problemas.

MILHÕES

Uma realidade diferente, porém, é a que as cortes russas revelam. No início de fevereiro, o Ministério dos Esportes entrou com seis processo nos tribunais, reclamando uma indenização de US$ 50,8 milhões (R$ 164 milhões) por conta dos atrasos nas obras de estádios.

Apenas da empresa do aliado de Putin Gennady Timchenko, o governo quer recuperar US$ 17 milhões (R$ 54,9 milhões). Timchenko seria o responsável pelo atraso em dois estádios: Nizhny Novgorod e Volgograd. Ex-engenheiro de um dos ministérios no regime soviético e hoje com uma fortuna acumulada em US$ 16 bilhões (R$ 51,6 milhões), o empresário está hoje na lista da Casa Branca de russos que sofrem embargos e sanções por seu papel dentro do governo de Putin depois da anexação da Crimeia. O restante dos valores viria dos problemas nas obras em Samara, Kalinigrado, Ekaterinburgo, Rostov e Saransk.

Uma das queixas é contra a empresa Crocus International, contratada pelo ministério para erguer os estádios de Rostov e de Kalinigrado por um total de 400 milhões de euros (R$ 1,6 bilhão). A Fifa prefere não comentar publicamente os atrasos. Mas quer garantias de que os últimos estádios a serem entregues possam realizar seus testes pré-Copa entre os meses de março e abril.

COM 60% DOS ESTÁDIOS DA COPA AINDA EM OBRAS, RÚSSIA PROCESSA CONSTRUTORAS POR ATRASOS

Sete estádios, incluindo este em Samara, ainda não estão prontos para o torneio
GETTY IMAGES

17/02/2018

O governo da Rússia está processando quatro construtoras que estão erguendo sete dos 12 estádios que serão usados na Copa do Mundo de 2018, exigindo uma indenização de US$ 51 milhões (cerca de R$ 164 milhões) por causa de atrasos na construção.

A Rússia sediará o campeonato em 11 cidades entre 14 de junho e 15 de julho.

Documentos judiciais mostram que o governo russo, por meio do Ministério do Esporte, abriu seis processos contra diferentes empresas, incluindo uma que pertence ao bilionário Gennady Timochenko, aliado do presidente russo, Vladimir Putin.

Elas são acusadas de violar "uma série de obrigações quanto a prazos para a construção". Os estádios em questão ficam em Novgorod, Volgogrado, Saransk, Samara, Ecaterimburgo, Kaliningrado e Rostov do Don.

Há quatro anos, quando faltavam cerca de cem dias para a abertura da Copa no Brasil, quatro dos 12 estádios (33,3%) que receberam jogos ainda não haviam sido entregues. Todos ficaram prontos a tempo.

Garantia

Em entrevista à agência de notícias Tass, Alexei Milovanov, diretor da Sport-Engineering Co – responsável por sete estádios da Copa de 2018 – disse que os processos não afetarão os prazos de entrega das obras.

Timochenko, cuja empresa é responsável por dois estádios atrasados, é aliado 
do presidente Vladimir Putin - GETTY IMAGES

"Os estádios estarão inteiramente prontos para os jogos testes planejados para março e abril", disse Milovanov.

Num duro pronunciamento em outubro, o presidente Putin afirmou que os atrasos são "inaceitáveis". O caso de Samara desperta mais temores, pois estima-se que as obras estejam pelo menos dois meses atrasadas.

O estádio de 45 mil lugares sediará seis jogos, incluindo Uruguai e Rússia na fase de grupos, um jogo nas oitavas de final e um nas quartas.

A PSO, uma das empresas processadas pelo governo russo e responsável pela arena em Samara, se disse "surpresa" com a ação judicial. A empresa afirmou num comunicado que "os projetos dos estádios mudaram muitas vezes, e os prazos também foram reajustados".

Cinco das 12 arenas, incluindo o estádio Luzhniki, já foram entregues
GETTY IMAGES

"Não aceitamos as acusações e nos defenderemos no tribunal", disse a companhia.

Legado

A Stroytransgaz, empresa que pertence ao bilionário Timochenko, também disse que os prazos de construção haviam sido alterados com a anuência do Ministério do Esporte.

As construtoras Crocus e Sinara não responderam aos questionamentos do serviço russo da BBC sobre os processos.

Na Copa das Confederações, em 2017, a Rússia exibiu quatro dos 12 estádios que serão usados no Mundial: o Spartak, em Moscou, o Fisht, em Sochi, o de Kazan e o de São Petersburgo.

Há dúvidas sobre o futuro de estádios em cidade sem tradição no esporte, como Kaliningrado
GETTY IMAGES

Das oito restantes, o estádio Luzhniki, também em Moscou, é outra arena já pronta e será a principal instalação da Copa de 2018, sede da partida de abertura (Rússia e Arábia Saudita, em 14 de junho) e da final. As outras sete arenas estão em construção e ainda precisam ser testadas.

Também resta a questão do futuro dos estádios depois da Copa. Alguns ficam em cidades sem times da primeira divisão do futebol russo, como Kaliningrado.

Os dois torneios anteriores, sediados pelo Brasil e pela África do Sul, enfrentam situações parecidas, com estádios subutilizados após o evento.

Antes dos processos pelos atrasos, o Ministério da Agricultura da Rússia expressou preocupação quanto à ação de gafanhotos nos gramados.

Fonte: BBC.com

RÚSSIA CORRE ATRÁS DO TEMPO PARA FINALIZAR ESTÁDIOS DA COPA; VEJA COMO ESTÃO AS OBRAS



16/01/2018


Nós, brasileiros, conhecemos bem essa história: tivemos pelo menos sete anos para preparar os estádios para a Copa do Mundo de 2014, mas muitos deles quase não foram entregues e as desculpas foram muitas. A temática é a mesma na Rússia, que chega à etapa final de preparação para o seu Mundial, que começa dia 14 de junho, com menos da metade das arenas prontas.

Até o momento, apenas cinco delas foram finalizadas: quatro usadas na Copa das Confederações, em 2017 – São Petersburgo, Spartak (Moscou), Olímpico de Fisht (Sochi) e Cazã –, mais Lujniki, também em Moscou, que será o palco da abertura, entre Rússia e Arábia Saudita, e final do Mundial.

De todos os estádios, nove estão sendo construídos exclusivamente para a Copa do Mundo, outros dois reformados e um teve que ser demolido e reerguido.

Das arenas restantes, elas precisam ser finalizadas entre os meses de abril e maio, sendo que a Fifa exige que elas passem por, pelo menos, três eventos testes antes da Copa do Mundo.

Segundo última atualização da entidade, em dezembro, o andamento das obras é pior do que a Copa no Brasil, que tinha seis estádios concluídos há seis meses do Mundial. Não vai ser fácil.




UMA DAS SEDES DA COPA, KALININGRADO SE VÊ PRESA AOS PLANOS RUSSOS

O Kaliningrado Stadium, palco de quatro jogos na Copa - Divulgação

24/12/2017

Cidade está espremida entre a Polônia e a Lituânia
   
O mapa das cidades que receberão partidas da Copa do Mundo de 2018 indica uma concentração de sedes na parte ocidental do território russo. Mas um dos locais de disputa conserva uma particularidade geográfica: está além das fronteiras, a quase 1.300 km da capital, Moscou. Trata-se de Kaliningrado, uma região espremida entre a Polônia e a Lituânia, às margens do Mar Báltico e com um passado que reflete bem o que foi o continente europeu no século 20.

Fundada em 1255, a cidade — que ainda levava o nome de Königsberg — pertenceu ao território prussiano até a unificação da Alemanha. Os conflitos da Segunda Guerra, porém, devastaram a região, que — com a redefinição das fronteiras no Velho Continente — foi anexada pela União Soviética e passou a ter seu nome atual, em homenagem a Mijail Kalinin, revolucionário bolchevique amigo de Stalin.

O desejo de transformar a cidade fez com que, em 1968, o ex-chefe do Partido Comunista Leonid Brezhnev ordenasse a implosão das ruínas do Castelo de Königsberg, “um ninho do militarismo e do fascismo”. Próxima dali, começou a ser erguida a Casa dos Sovietes, que deveria funcionar como uma espécie de sede do governo local.

Mas o que se tornaria o símbolo de um regime político virou um estorvo. Desde o início, problemas na fundação do terreno tornaram a obra inviável. Com o passar das décadas e a escassez de recursos, o prédio enfrentou diversos momentos de abandono, que refletiam as dificuldades de um regime decadente. Em 2005, durante visita de Vladimir Putin à região, o local ganhou reparos na área externa, tornando-se azul e branco.

CORRERIA NA RETA FINAL

Já em 2018, porém, uma outra construção concentrará as atenções do mundo: o Kaliningrad Stadium, sede de quatro partidas da fase de grupos da Copa, umas delas o duelo entre Sérvia e Suíça, pelo grupo E, o mesmo do Brasil.

A restaurada catedral e a abandonada Casa dos Sovietes
SVEN KAESTNER / Agência O Globo

A menos de seis meses do megaevento, os russos correm para finalizar as obras de uma construção erguida sob polêmica, com acusações de mau uso de recursos e estudos extraoficiais que apontam qualidade inferior à desejada. Também há correria para finalizar a reforma do aeroporto local, que, acredita-se, estará pronto até março.

Depois da Copa, a capacidade do estádio será reduzida para cerca de 25 mil pessoas, e lá serão mandados os jogos do Baltika Kaliningrad, da segunda divisão russa.

Enquanto se prepara para receber o Mundial, Kaliningrado lida com uma contradição particular. Nos últimos anos, foi palco de focos de insatisfação contra o governo central. Contudo, segue longe dos níveis de abertura vistos nos países que o cercam, e sua população não goza da prosperidade econômica dos vizinhos da União Europeia.

Além disso, o estado onde está localizada se tornou território de forte militarização, devido à proximidade com o Ocidente. Cidade de rico passado histórico-cultural, Kaliningrado tem hoje um tom cinza. A esperança é que o Mundial traga alguma cor.

Fonte: O Globo

POLÍTICO RUSSO ADMITE DESVIO DE R$ 2,75 MILHÕES NO ESTÁDIO MAIS CARO DA COPA

Arena Zenit, em São Petesburgo, é o estádio mais caro da Copa (Foto: AFP)

13/11/2017

Ex-vice-governador de São Petersburgo, Marat Oganessian está preso há um ano

Um ex-vice-governador de São Petersburgo admitiu ter desviado o equivalente a € 730 mil (R$ 2,75 milhões) durante a construção do novo estádio da cidade, sede mais cara dos jogos da próxima Copa do Mundo, anunciou nesta quinta-feira o comitê de investigação russo. Marat Oganessian, o político em questão, foi preso em novembro de 2016.

- Ele reconheceu seu erro e deu informações detalhadas sobre outros delitos e tomou medidas para reparar os danos causados - explicou o comitê de investigação local, em nota.

Oganessian, que ocupou o cargo na antiga capital de março de 2013 a abril de 2015, é acusado de ter assinado um contrato ilegal com uma empresa, a TDM, para a instalação de um placar eletrônico no novo estádio de 68 mil lugares. Segundo o comunicado, o político desviou para a conta desta empresa 50,4 milhões de rublos (€ 735 mil), transferidos a empresas de fachada.

- Oganessian sabia que a empresa TDM não tinha condições de gastar esse dinheiro com o placar eletrônico do estádio – diz o comunicado.

O estádio de São Petersburgo foi inaugurado finalmente em início de 2017 e sediou a final da Copa das Confederações, em junho. O orçamento total do estádio chegou aos € 604 milhões (R$ 2,29 bilhões), segundo números oficiais. O estádio sediará uma semifinal da Copa do Mundo de 2018.

ARGENTINA DERROTA A RÚSSIA POR 1 X 0 EM AMISTOSO

Foto: Getty

13/11/2017


A seleção argentina de futebol venceu a Rússia, em Moscou, neste sábado, por 1 a 0, em amistoso de preparação para a Copa do Mundo da Rússia, que marcou o retorno do atacante Sergio Agüero, que marcou o único gol da partida.

O atacante do Manchester City, cuja última aparição com a camisa argentina tinha sido em março, marcou de cabeça aos 41 minutos do segundo tempo, após o goleiro russo Igor Akinfeev ter defendido duas situações claras de gol na etapa inicial. 

O jogo aconteceu no histórico Estádio Luzhniki da capital russa, onde, depois de ser reformado, acontecerão a abertura e a final do Mundial, ano que vem.

Neste estádio, a Argentina desde o começo avançou em campo e pressionou o selecionado russo. A equipe liderada pelo astro Lionel Messi dominou o jogo, mas, graças às intervenções do goleiro do CSKA Moscou, o placar permaneceu intacto. 

No início do segundo tempo, a superioridade da Argentina foi mantida, e o defensor russo Konstantin Rausch cortou um chute de Messi em cima da linha. Mas com o passar do tempo, a equipe argentina perdeu intensidade e a Rússia passou a atacar. 

Mas nos minutos finais, após cruzamento de Cristian Pavón, Agüero completou para as redes de Akinfeev. 

Na terça-feira, a Argentina disputará outro amistoso internacional, contra a Nigéria, na cidade russa de Krasnodar. 

EM HOMENAGEM À LENDA YASHIN, DÍNAMO DE MOSCOU REABRE ESTÁDIO, AINDA EM OBRAS



23/10/2017

Clube da capital russa aproveita aniversário a ex-goleiro da seleção para abrir sua nova arena, que ainda passa por reformas do lado de fora e só deve ser utilizada na próxima temporada

Por Marcelo Courrege, Moscou, Rússia

Bem antes da primeira partida, um show de luzes reinaugurou uma arena esportiva com mais de 90 anos de idade. O estádio central do Dínamo de Moscou fundado em 1926, começou a ser reformado em 2009, e virou VTB Arena. Agora, tem vinte e seis mil lugares e um gramado perfeito. Por dentro, o estádio está pronto. Por fora, ainda está longe disso. Mesmo assim, a arena foi aberta a jornalistas, ex-jogadores, patrocinadores e alguns torcedores ontem à noite. O Dínamo quis homenagear o maior ídolo da história do clube e do futebol russo, o goleiro Lev Yashin, que completaria 88 anos em 22 de outubro, este último domingo.

As obras não são um problema pra Copa do Mundo da Rússia, porque o novo estádio do Dínamo ficou fora da lista dos doze escolhidos pro Mundial. No projeto inicial, apresentado pelo Comitê Organizador Local e aprovado pela FIFA, ele fazia parte da programação da Copa. Em vez de dois estádios, o do Spartak e o Lujniki, Moscou teria três.

- Depois decidiram que seriam apenas dois estádios, mesmo com aquela vitória tendo sido nossa também. A partir dali, o clube refez o projeto pra ter um estádio menor (anteriormente ele teria 36 mil lugares). O Dínamo não precisa de um estádio maior do que este, porque a média de público do clube no campeonato russo é de 10 mil pessoas. Nós adoraremos ver 26 mil pessoas aqui, mas detestaríamos ver tantos lugares vazios - disse o diretor do estádio, Andrei Peregudov.

Como a obra ainda não acabou, o primeiro jogo do Dínamo na VTB Arena será apenas em Abril de 2018. A seleção russa também deve jogar lá a poucos dias do início da Copa, em 5 de Junho, contra a Italia, caso os tetracampeões mundiais consigam a classificação.

Estádio Dínamo de Moscou (Foto: Marcelo Courrege)

Provavelmente, o Dínamo não vai mandar partidas no novo estádio nesta temporada, em que a equipe está de volta à primeira divisão russa. Uma das torcidas mais tradicionais do país não vê a hora de entrar na casa nova.

- É a minha primeira vez no estádio após a reconstrução. Com certeza, é impressionante e espero que o time passe a jogar melhor aqui - disse um torcedor já cansado de ir até a Arena Khimki, a 25 quilômetros do Centro de Moscou, onde o time tem mandado suas partidas nos últimos anos.

Com a inauguração da VTB Arena, cada um dos 4 grandes clubes de Moscou terá seu estádio. Além do Dínamo, o Spartak onde haverá jogos da Copa, o CSKA, e o Lokomotiv passaram a contar com estrutras invejáveis nos últimos anos. Pra ocasiões especiais, como alguns clássicos e jogos da seleção, a capital russa ainda tem o estádio Lujniki, que vai receber a final da Copa.

A obra do Dínamo prevê um grande complexo esportivo, com um ginásio anexo para jogos de hóquei, basquete e vôlei, que vai demorar mais do que o estádio principal para ficar pronto. Futebol e esportes olímpicos ficarao separados por 15 metros de distância e unidos por uma estrutura única com apenas uma cobertura.

Apesar da importância das modalidades olímpicas para os torcedores, foi o futebol que transformou o Dínamo numa referência esportiva da Rússia. Principalmente, pelas histórias do ex-goleiro Lev Yashin, o Aranha Negra, que jogou 20 anos no clube, e levou a seleção soviética dois de seus maiores títulos, a Eurocopa de 1960 e os Jogos Olímpicos de 1956.

Goleiro Yashin terá uma arquibancada com seu nome em novo estádio (Foto: Getty Images)

A viúva do herói Soviético esteve na reinauguração para receber um presente em nome de Lev Yashin. O estádio terá uma arquibancada com o nome dele.

- Seria muito bom ver essa arquibancada cheia no ano que vem durante a Copa. Mas não haverá ninguém la na grande festa do futebol. Quem sabe numa próxima Copa na Rússia - brincou Valentina Yashina.

O rei do futebol russo e o rei do futebol mundial sempre se admiraram. O primeiro jogo de Pelé numa Copa do Mundo foi justamente contra a Uniao Soviética de Yashin, vitória por 2 a 0 do Brasil, na Suecia em 58.

Lev Yashin morreu aos 60 anos, em 1990. No dia em que o marido completaria 88 anos, Valentina Yashina fez questão de mandar os parabéns para Rei do Futebol Mundial, que completa 77 anos nesta segunda-feira.

- Eu sempre soube que eles faziam aniversário perto um do outro. Vou dizer o que o Lev costumava dizer nessas datas: Saúde, saúde e saúde, porque o resto dá pra comprar.


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A 10 MESES DA COPA, ESTÁDIO NA RÚSSIA ESTÁ COM OBRAS ATRASADAS

Vista geral das obras na Arena Samara na Rússia - 23/08/2017 (Lars Baron/Getty Images)

24/08/2017

Arena de Samara, que custou mais de R$ 1 bi, está repleto de andaimes e operários

A história se repete na Rússia. Assim como ocorreu nos Mundiais de 2010, na África do Sul, e de 2014, no Brasil, a maioria dos estádios para a Copa do Mundo de 2018 não está pronta a menos de um ano do início do torneio. Das 12 arenas que vão sediar o torneio apenas as quatro utilizadas na Copa das Confederações (em Moscou, Sochi, São Petersburgo e Kazan) já tiveram as obras finalizadas. Nesta quarta-feira, a 295 dias da abertura da Copa, foram divulgadas imagens pela Agência Reuters do estádio da cidade de Samara, que se chamará Cosmos Arena após a Copa.

O estádio terá capacidade para pouco mais de 44.000 espectadores e vai sediar jogos até as quartas de final. A obra está em estágio pouco avançado, a menos de dez meses para o início do Mundial. A arena de Samara tem custo estimado em 320 milhões de dólares (pouco mais de 1 bilhão de reais) e no momento está repleta de andaimes e operários. Alguns trabalhadores aparecem cavando buracos no entorno do local, sem qualquer equipamento de proteção. A organização admite que a obra está atrasada, mas promete entregá-la em janeiro de 2018.

Outros estádios, como o Luzhniki, em Moscou, que receberá a abertura e a final da Copa, estão praticamente prontos, só restando detalhes de acabamento, e devem ser entregues ainda em 2017. Segundo a Fifa, todas as outras 11 sedes além da de Samara serão entregues no prazo. Em 2014, dos doze estádios da Copa no Brasil, apenas dois foram entregues no prazo (Castelão, em Fortaleza, e Mineirão, em Belo Horizonte). Os últimos foram entregues apenas em maio, um mês antes da Copa: a Arena da Baixada, em Curitiba, e o Itaquerão, em São Paulo, justamente o palco da abertura.

Apesar de todos os percalços, e eventuais atrasos nas obras, a Copa deve ocorrer sem maiores problemas. Resta saber se os russos também espalharão elefantes brancos pelo enorme país ou se aprenderam com os erros de sul-africanos e brasileiros em relação ao legado da Copa. Abaixo, foto da Copa das Confederações da Rússia, o evento-teste para a Copa realizado em julho.


Vista geral do estádio de São Petesburgo durante a cerimônia de abertura da Copa 
das Confederações antes da partida entre Rússia e Nova Zelândia - 17/06/2017 
(Ian Walton/Getty Images)
Fonte: Veja.com

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