07.07.2013
Mineirão foi considerado o pior estádio e Arena Pernambuco foi bem avaliada; veja todos os setores
Aeroportos, hotelaria, acesso aos estádios, operação das arenas: pontos-chave para a realização da Copa do Mundo 2014. Na Copa das Confederações 2013, a 12 meses do pontapé inicial do Mundial, seis sedes foram testadas pela Fifa. Durante 15 dias, de um total de 16 jogos disputados na competição, o Portal 2014 esteve presente em metade das partidas e pôde avaliar o funcionamento dos quatro setores em todas as cidades-sede.
A reportagem do Portal esteve presente no Maracanã, durante a partida Itália e México, no dia 16 de junho. As outras sete partidas foram acompanhadas por um turista francês, que veio exclusivamente ao Brasil para assistir às partidas do torneio. Jean chegou ao país no dia 12, em São Paulo. No dia seguinte já estava em Brasília, para o jogo de abertura entre Brasil e Japão. O tour pelo território brasileiro inclui passagens por Fortaleza, Salvador, Recife, Belo Horizonte, São Paulo (novamente) e Rio de Janeiro.
A capital paulista se tornou ponte entre BH e Rio por conta dos altos preços dos hotéis cariocas. A diária saiu por R$ 500. Em São Paulo, R$ 160. A conta total da viagem do turista francês chegou a cinco mil euros (R$ 14,5 mil). Nas despesas, foram incluídas as passagens de ida e volta entre o Brasil e a França, as sete viagens aéreas pelo território brasileiro, os ingressos dos sete jogos -- contando a abertura e a final --, a estadia, o transporte entre aeroporto-hotel-estádio e a alimentação.
A avaliação
O setor aeroportuário foi o ponto forte das seis cidades-sede. Todos os terminais funcionaram sem fila, atrasos ou espera no embarque. Apenas um aeroporto tinha obra aparente: o de Salvador. O fato, contudo, não levou transtorno aos passageiros.
Na mobilidade, a melhor avaliação ocorreu em Brasília, por conta da proximidade da zona hoteleira e o estádio Mané Garrincha. Belo Horizonte e Recife foram as piores. A duração do trajeto hotel-estádio foi superior a 75 minutos.
A Arena Pernambuco se destacou entre os seis estádios. O local, segundo a avaliação, estava extremamente organizado, com o serviço mais funcional e completo. O Mineirão ganhou a pior nota. Em Fortaleza, o turista comprou o ingresso de cambista, a R$ 350. No total, as oito entradas custaram R$ 1.500 (média de R$ 187 por jogo). Na hotelaria, o destaque foi Fortaleza, com o melhor serviço. O Rio de Janeiro foi mal avaliado por conta dos preços.
Confira as avaliações das seis cidades-sede, em detalhes:
Belo Horizonte
Estádio - Brasil 2 x 1 Uruguai
Os acessos internos eram estreitos demais e havia filas nos bares. Os banheiros eram pequenos e a visibilidade não era das melhores. Destaque para a acústica e os telões do estádio -- considerado como o melhor entre todos. O ingresso custou R$ 300, pelo site da Fifa.
Acesso
O ônibus do aeroporto ao hotel custou R$ 20 e foi considerado bom. O trajeto para o estádio, porém, foi complicado. O metrô foi pago e o ônibus gratuito. No total, Jean levou 1h15 até o Mineirão.
Aeroporto
Confins apresentou um bom serviço.
Hotelaria
Distante do estádio. Serviço bom, com diária a R$ 150.
Brasília
Estádio - Brasil 3 x 0 Japão
A organização do Mané Garrincha só pecou no atendimento nos bares e na sujeira do estádio. Havia muita fila. No geral, o estádio foi bem: visibilidade (a melhor), acessos internos, assentos, banheiros, acústica e telões foram bem avaliados. O ingresso custou R$ 80, pelo site da Fifa.
Acesso
Ótimo. O aeroporto tinha serviço de ônibus a R$ 8, com mapa da cidade. O trajeto hotel-estádio era de 600 metros e foi feito a pé.
Aeroporto
O Juscelino Kubitschek também foi bem avaliado.
Hotelaria
Diária a R$ 330. Proximidade do estádio foi o ponto forte.
Fortaleza
Estádio - Brasil 2 x 0 México
O Castelão cumpriu muito bem o seu papel. Os torcedores foram bem atendidos. Destaque para a acústica, considerada a melhor entre as arenas da Copa das Confederações. O ingresso foi comprado na mão de um cambista e custou R$ 350. A entrada era para o setor 1, mas o turista foi enganado e recebeu um bilhete para um lugar pior no estádio. Jean teve receio de ser barrado na porta, pois algumas entradas havia solicitação do documento de identidade. Após algum tempo, a entrada ocorreu por um portão sem fiscalização.
Acesso
O táxi do aeroporto até o hotel custou R$ 40. Mesmo preço da zona hoteleira até o Castelão. Poderia ser melhor, com outras opções.
Aeroporto
O terminal do aeroporto Pinto Martins respondeu bem à demanda.
Hotelaria
Ótima avaliação. O hotel foi o melhor entre todos as cidades-sede da competição.
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| Telão do Mané Garrincha foi aprovado e apresentou uma novidade (crédito: Jean-Claude Fernandes) |
Veja a página de Galeria de Fotos do Portal 2014 e confira todas as imagens dos jogos
Recife
Estádio - Uruguai 8 x 0 Taiti
A Arena Pernambuco recebeu a melhor nota entre os seis estádios. Tinha o maior número de funcionários, com todas as áreas funcionando adequadamente. Assentos, visibilidade, acústica foram bem avaliadas. O ingresso custou R$ 170, pelo site da Fifa.
Acesso
Funcional, mas trabalhoso. Foram necessários táxi, além de metrô e ônibus gratuitos. O trajeto do hotel ao estádio durou 1h15. Do aeroporto à zona hoteleira foi usado táxi a R$ 12.
Aeroporto
O Gilberto Freyre foi bem avaliado.
Hotelaria
A zona hoteleira fica bem distante da Arena Pernambuco e próxima ao aeroporto. O serviço passou no teste.
Rio de Janeiro
Estádio - Itália 2 x 1 México e Brasil 3 x 0 Espanha
O Maracanã passou no teste. Havia filas para entrar no estádio, mas esse foi o único grande problema. Destaque para a organização interna, para os corredores que dão acesso às arquibancadas e para a acústica. Os assentos foram considerados os melhores. O ingresso para Itália e México custou R$ 57. Para a final, R$ 170, ambos pelo site da Fifa.
Acesso
Pode melhorar. Metade do público da final utilizou o metrô, que estava mal sinalizado -- no primeiro jogo, torcedores perderam até 30 minutos por pegarem o trem errado. O pleno funcionamento foi prejudicado pelos protestos em frente ao Maracanã. Do aeroporto ao hotel, trajeto tranquilo, de táxi, a R$ 30.
Aeroporto
O Santos Dumont foi bem avaliado. Sem filas e atrasos.
Hotelaria
O mais caro entre todas as sedes. A diária do Golden Tulip em Copacabana custou R$ 500. O fato fez com que o turista francês ficasse apenas uma noite no Rio de Janeiro e optasse por São Paulo.
Salvador
Estádio - Uruguai 2 x 1 Nigéria e Brasil 4 x 2 Itália
A Fonte Nova, com exceção dos telões, foi muito bem avaliada. Destaque para o acabamento do estádio e a visibilidade. Os bares eram os melhores. Assentos, Acústica e banheiros também passaram no teste. Os ingressos custaram R$ 170, pelo site da Fifa.
Acesso
O mais inusitado entre todas as sedes. Para chegar à Fonte Nova, o turista dividiu um táxi com dois brasileiros. Na volta, usou um moto-táxi, a R$ 30. Para chegar ao estádio foi preciso andar dois quilômetros. O custo do trajeto entre o aeroporto e a zona hoteleira foi de R$ 20 (ônibus executivo).
Aeroporto
Apesar de estar com um setor em obras, o terminal do aeroporto baiano foi bastante funcional.
Hotelaria
O serviço foi bem avaliado pelo turista.