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Presidente russo comenta prisão de dirigentes da Fifa

Pútin comparou prisões a casos de Edward Snowden e Julian Assange. Foto: Reuters

31/05/2015

Ígor Rózin, Gazeta Russa

Pútin declarou que prisões são "tentativa dos EUA de difundir sua jurisdição a outros países" e tentam impedir reeleição de Joseph Blatter à federação de futebol. Presidente da Fifa diz que se país não tivesse sido selecionado como sede, organização não enfrentaria os problemas atuais.

Nesta sexta-feira (29), o presidente da Fifa, Joseph Blatter, declarou que problemas atuais que levaram à prisão de dirigentes da federação na última quarta-feira na Suíça não ocorreriam se Rússia e Catar não tivessem sido escolhidos como sedes das Copas de 2018 e 2022, respectivamente.

"Em 2 de dezembro, aqui em Zurique, quando decidimos as duas sedes em uma sessão, se outros países tivessem saído do envelope, acho que não teríamos este problema hoje", disse.

Na quinta-feira, um dia após o ocorrido, o presidente russo Vladímir Pútin disse considerar a prisão de dirigentes, entre eles o vice-presidente da CBF, José Maria Marin, uma tentativa dos EUA de difundir sua jurisdição a outros países e impedir a reeleição de Blatter à presidência da Fifa.

"Esta é mais uma clara tentativa [dos EUA] de difundir sua jurisdição sobre outros países. E certamente, eu não tenho dúvidas sobre isso, é uma tentativa clara de impedir a reeleição do senhor Blatter ao cargo de presidente da Fifa, o que representa uma uma violação flagrante do princípio de funcionamento das organizações internacionais", lê-se no site oficial do presidente russo.

Pútin afirmou ainda que Blatter sofreu pressão quando a Fifa votou pela concessão à Rússia do direito de sediar a Copa de 2018.

"Como sabemos, na sexta-feira deveriam se realizar eleições para a presidência da Fifa, e o senhor Blatter tem todas as chances de ser reeleito. E nós conhecemos a a pressão que foi exercida sobre ele com o objetivo de proibir a realização do campeonato mundial de futebol de 2018 na Rússia", diz Pútin.

Ele ainda comparou o escândalo em torno da federação com os casos do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, e do analista da NSA Edward Snowden.

"Infelizmente, nossos parceiros americanos usam esses métodos para alcançar seus objetivos egoístas, e o fazem de maneira ilegal, perseguem pessoas. Não excluo que o caso da Fifa seja do mesmo tipo", afirmou o líder russo.

Ao contrário, porém, das afirmações de Blatter, Pútin disse acreditar que a prisão dos dirigentes da Fifa não tem relação com a Rússia.

Na última quarta-feira (27), a polícia suíça prendeu diversos dirigentes da Fifa sob a acusação de corrupção. As prisões foram resultado de investigações conduzidas concomitantemente na Suíça e nos EUA, e dizem respeito à escolha, há cinco anos, do Catar e da Rússia como sedes das Copas de 2022 e 2018.

Fonte: Fazeta Russa


Gastos com Mundial de 2018 vão ultrapassar os US$ 15 bilhões

Além da construção de estádios, está previsto o desenvolvimento de estruturas 
de transporte e hotelaria - Foto: Konstantin Zavrájin/RG

02/11/2014 

Em reunião semana passada, autoridades discutiram prazos, prioridades e financiamento de estruturas para a Copa do Mundo na Rússia. Também presente no encontro, o presidente da Fifa, Joseph Sepp Blatter, manifestou apoio incondicional aos esforços russos, refutando o boicote sugerido por alguns líderes ocidentais.

Na terça-feira passada (28), o presidente Vladímir Pútin presidiu a reunião do conselho fiscal do Comitê Organizador para Rússia-2018, responsável pela supervisão dos preparativos da Copa do Mundo que será sediada pela Rússia daqui a quatro anos. O encontro teve participação de ministros do governo russo e do presidente da Fifa, Joseph Sepp Blatter.

“A Rússia vai garantir a realização de todos os trabalhos dentro dos prazos determinados e no mais alto nível”, declarou Pútin, acrescentando que, em breve, será lançado um portal informativo especial para controlar todas as etapas da preparação para o campeonato, semelhante ao modelo bem-sucedido criado para as Olímpiadas de Sôtchi.

“Todas as experiências úteis, ideias e melhores práticas devem ser aproveitadas também na preparação para a Copa do Mundo. Isso inclui logística, inclusão de voluntários, programas de ingressos e estrutura para recepção de atletas e visitantes”, acrescentou Pútin.

Para realizar o torneio em tais condições, será necessário um investimento total de quase US$ 15,5 bilhões. Será dada prioridade ao desenvolvimento de infraestrutura de energia, transporte e comunicação.

Segundo o ministro dos Transportes da Rússia, Maksim Sokolov, os torcedores poderão viajar gratuitamente entre as cidades que sediarão os jogos mediante apresentação de ingresso para o jogo. “Eles poderão se locomover entre as cidades participantes por meio do transporte ferroviário. Já possuímos esse tipo de experiência com as estradas de ferro. Isso exigirá subsídios no valor de aproximadamente 2 bilhões de rublos  [US$ 47 milhões]”, disse.

As autoridades também discutiram a necessidade de pensar desde já sobre os gastos associados com a utilização da “herança” da Copa. "”É preciso que os gestores regionais também reflitam com antecedência sobre os seus orçamentos para o ano de 2019 e contabilizem a composição dos times esportivos infanto-juvenis e juvenis que irão utilizar os espaços construídos para o campeonato”, afirmou Pútin.  
Estádio X Hotel

A Copa do Mundo de 2018 será realizada em 12 estádios de 11 cidades russas, três dos quais já estão prontos – o “Otkritie Arena”, em Moscou, o “Kazan-Arena” e o Estádio Olímpico “Fisht”, em Sôtchi. A final deve acontecer no estádio Lujniki, em Moscou, que está passando por uma ampla reforma.

Recentemente, a Pútin e Blatter conferiram o andamento das obras, acompanhados por Serguêi Sobiânin, prefeito da capital. A aparência histórica do Lujniki foi mantida, “mas lá dentro tudo será supernovo e moderno”, garantiu Sobiânin. “Tudo será concluído dentro do prazo e ele será um dos melhores estádios do mundo.”

Em relação aos preparativos do evento, o principal problema da Rússia, segundo o ministro dos Esportes russo Vitáli Mutko, é a carência de hotéis.  “Na maioria das cidades que vão sediar jogos observa-se, por enquanto, um grave déficit de recursos de hotelaria”, afirmou o ministro. “Estimamos que a Rússia, seja visitada, durante a Copa, por um número de turistas não inferior ao registrado no campeonato de 2014, no Brasil, ou seja, 700 mil pessoas.”

Com material do Kommersant e da Rossiyskaya Gazeta

http://kommersant.ru
http://rg.ru 

Fonte: Gazeta Russa


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