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PAULO BENTO VAI SER O NOVO TREINADOR DA CORÉIA DO SUL ATÉ 2022

Paulo Bento vai ter um novo desafio pela frente (Foto: Thomas Santos/AGIF/LANCE!Press)

18/08/2018 

O português substitui o treinador Shin Tae-yong, eliminado na fase de grupos da última Copa do Mundo e vai comandar a seleção sul-coreana na próxima edição da competição

A Coréia do Sul foi eliminada na fase de grupos da Copa do Mundo, mas fez história ao vencer a Alemanha e também eliminar os alemães na fase preliminar. Nesta quinta-feira, a seleção sul-coreana anunciou o seu novo treinador. O português Paulo Bento vai ser o novo técnico e substitui Shin Tae-yong no comando da seleção. 

Segundo o 'Record', o português vai deixar o Chongqing Lifan, da China, para assinar um vínculo com a Coreia do Sul até 2022 e já vai começar o novo ciclo de preparação para a próxima Copa do Mundo.

Aos 49 anos, Paulo Bento já foi treinador de Portugal, entre 2010 e 2014, e levou a equipe portuguesa as semi-finais da Eurocopa de 2012, mas foi eliminado na fase grupos da Copa do Mundo de 2014. Além de Portugal, treinou o Olympiakos (2016/17) e teve passagem pelo Cruzeiro.

Como jogador, começou e terminou a sua carreira no Sporting, onde conquistou duas Copas de Portugal e duas Supertaças. Também teve passagem pelo Benfica, Vitória de Guimarães e Palmelense.

Fonte: LANCE!

O RANKING DOS TÉCNICOS BOLEIROS NA COPA 2018

Tite, técnico da Seleção Brasileira (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

07/06/2018

Para ser um grande técnico, é preciso ter sido um grande jogador - ou pelo menos um jogador profissional? Muita gente acha que sim; outros, dizem com veemência que não. Arrigo Sacchi, talvez o maior entre todos os técnicos que nunca chutaram uma bola, costuma dizer que “não é preciso ter sido cavalo para ser jóquei”. 

Discussões à parte, a ideia deste post é outra: investigar as carreiras dos 32 técnicos da Copa do Mundo antes da prancheta. E, claro, fazer uma lista de quem melhor jogou futebol dentre todos eles. Abaixo, um ranking (com critérios totalmente pessoais e subjetivos) do mais craque ao mais perna-de-pau.

1) Didier Deschamps (França)

Único campeão do mundo que será treinador na Rússia, Deschamps encabeça a lista com folga. O capitão da França campeã em casa, em 1998, foi um dos grandes volantes de seu tempo, construindo uma excelente carreira em clubes como Olympique, Juventus e Chelsea. Além de levantar a taça Fifa no Stade de France, ele ganhou ainda a Eurocopa de 2000 e duas edições da Champions League, em 1993 e 1996, ano em que também levou o Mundial de Clubes. 

2) Juan Antonio Pizzi (Arábia Saudita)

Ídolo no Rosário Central, mito no Tenerife, admirado no Barcelona. Juan Antonio Pizzi foi um atacante que ganhou o coração dos torcedores por onde passou. Nascido na Argentina, ele viveu seu auge na Espanha: foi artilheiro da Liga pelo modesto Tenerife, chegou ao Barcelona e disputou a Copa de 1998 e a Eurocopa de 1996 pela seleção espanhola. Ao todo, em 221 jogos no Campeonato Espanhol, marcou 92 gols.

3) Ricardo Gareca (Peru)

O comandante argentino da seleção peruana foi um dos grandes atacantes de sua geração no país-natal. Cria da base do Boca Juniors, Gareca defendeu o clube de La Bombonera, o River Plate e o Independiente, onde conquistou o Torneo Clausura e a Supercopa, ambos e 1994, já no fim da carreira. Também foi bicampeao colombiano pelo América de Cali. Na seleção, Gareca marcou o gol que classificou a Argentina para a Copa de 1986, mas sofreu duplamente: o gol foi dado a Passarela, e ele nao foi convocado para o Mundial, que acabaria com o bi campeonato argentino.

4) Gareth Southgate (Inglaterra)

Um dos zagueiros mais técnicos de sua geração na Inglaterra, Southgate teve uma sólida carreira no English Team. Foram 57 jogos, incluindo as Eurocopas de 1996 e 2000 e a Copa do Mundo de 1998. Ele é, até hoje, o jogador do Aston Villa mais vezes convocado para a seleção, com 42 jogos. Além do Villa, defendeu Crystal Palace e Middlesbrough.

5) Mladen Krstajic (Sérvia)

O treinador da seleção sérvia foi um dos melhores zagueiros da Bundesliga alemã na primeira década dos anos 2000, quando defendeu Werder Bremen e Schalke. Na seleção, ele disputou a Copa de 2006 por Sérvia e Montenegro - durante as eliminatórias, o time teve a melhor defesa, com apenas um gol sofrido.

6) Adam Nawalka (Polônia)

O técnico da seleção polonesa foi outro que teve a carreira interrompida por muitas lesões e acabou aposentando-se aos 27 anos. Mesmo assim, conseguiu feitos importantes: aos 20 anos, participou da Copa de 1978 e foi titular em cinco dos seis jogos incluindo a derrota para o Brasil, por 3 a 1.

7) Stanislav Cherchesov (Rússia)

Goleiro da tradicional escola soviética, Cherchesov disputou competições internacionais com três camisetas diferentes: além da URSS, ele jogou  Eurocopa de 1992 pela Comunidade dos Estados Independentes, e as Copas de 1994 e 2002 (ambas como reserva) - além da Euro-96 - pela Rússia. Foi ainda o camisa 1 de clubes importantes de seu país, como o Spartak e o Lokomotiv, ambos de Moscou.

8) Aliou Cissé (Senegal)

O treinador senegalês já está na história do futebol do país pelo que fez como jogador. Cissé, um zagueiro e volante de muita força física, era o capitão do time que venceu a França por 1 a 0 na Copa de 2002, em uma das maiores zebras da história das Copas. Em clubes, ele defendeu o PSG e o Montpellier na França, além de Birmingham e Portsmouth na Premier League.

9) Age Hareide (Dinamarca)

O norueguês Hareide foi um dos principais jogadores de seu país nos anos 1980, época em que a Noruega esteve distante das maiores competições. Defensor, ele destacou-se no Molde e chamou a atenção do Manchester City. Na Inglaterra, jogou também pelo Norwich City. Foi titular da seleção durante uma década, entre 1976 e 1986, marcando cinco gols em 50 jogos.

10) Óscar Ramírez (Costa Rica)

Ídolo de Alajuelense e Saprissa, os dois maiores clubes da Costa Rica, Óscar Ramírez transformou-se em um dos mais importantes jogadores da história do país. Pela seleção, foram 75 jogos e 6 gols, além da participação na Copa do Mundo de 1990, na Itália, a primeira dos costarriquenhos.

11) Gernot Rohr (Nigéria)

O comandante da Nigéria tem muita história para contar como jogador: já em seus primeiros anos como profissional, era reserva de Franz Beckenbauer no Bayern de Munique campeão da Copa dos Campeões de 1974. Depois, passou por equipes menores da Alemanha, até chegar ao Bordeaux, em 1977. No clube francês, disputou mais de 350 jogos, foi tricampeão francês e eleito duas vezes o melhor zagueiro do país.

12) Tite (Brasil)

O treinador da seleção brasileira foi um bom jogador do futebol nacional dos anos 1980. Depois de passagens pelo Caxias e pelo Esportivo de Bento Gonçalves, o meio-campista Tite defendeu a Portuguesa e o Guarani, onde foi vice-campeão brasileiro em 1986 e paulista, em 1988. Abandonou a carreira aos 28 anos, após graves lesões nos joelhos.

13) Julen Lopetegui (Espanha)

O homem que tenta levar a Espanha a seu segundo título mundial foi um goleiro de currículo invejável, com passagens por Real Madrid e Barcelona. Mas, em nenhum dos dois gigantes, Lopetegui conseguiu se firmar. Os melhores anos da carreira foram no Logroñes, então na elite espanhola. Tanto no Barcelona como no Real, ele não aproveitou as chances que teve e acabou como terceira opção.

14) Shin Tae-yong (Coreia do Sul)

Um dos atacantes mais destacados do futebol sul-coreano anos anos 1990, Shin conquistou seis vezes a Liga Nacional, sempre com o Seongnam. Em 1996, com 18 gols, foi o artilheiro do torneio. Pela seleção, disputou a Copa Asiática daquele mesmo ano.

15) Bert Van Marwijk (Austrália)

Meio-campista, o treinador holandês da Austrália teve seu melhor momento no AZ Alkmaar, clube que defendeu entre 1975 e 1978. Em uma época de concorrência duríssima, ele chegou a ser convocado pelo mitológico Rinus Michels para um amistoso da seleção holandesa contra a Iugoslávia, em 1975. Mas nunca mais voltou a vestir a camisa laranja.

16) Joachim Löw (Alemanha)

O campeão do mundo em 2014 teve uma carreira bem menos expressiva como jogador. Meia-atacante, ele jamais conseguiu se firmar entre os grandes clubes alemães, e viveu os melhores anos da carreira no Freiburg, onde marcou 56 gols em 187 jogos, durante duas passagens. Foi quatro vezes convocado para a seleção sub-21.

17) Nabil Maaloul (Tunísia)

Meio-campista, Maaloul foi um dos primeiros jogadores da Tunísia nos centros mais importantes do futebol europeu, ao defender o Hannover, da Alemanha, durante três temporadas. Pela seleção de seu país-natal, foram 74 jogos, 11 gols e a participação nos Jogos Olímpicos de Seul-1988.

18) Roberto Martínez (Bélgica)

Como Volante defensivo, o catalão teve uma carreira movimentada: foi campeão da Copa do Rei pelo Zaragoza, em 1993-94, e passou pelas divisões inferiores do campeonato inglês, colecionando acessos com clubes então pouco conhecidos, como Wigan e Swansea - anos depois, ele treinaria ambos na Premier League.

19) Héctor Cúper (Egito)

O treinador argentino da seleção egípcia foi zagueiro e fez parte das melhores campanhas da história do Ferro Carril Oeste, clube de Buenos Aires que hoje disputa a segunda divisão. Pelo Ferro, o zagueiro Cúper conquistou dois campeonatos Nacionais, em 1982 e 1984; anos depois, em 1990, ganhou a segunda divisão, com o Huracán.

20) José Pekerman (Colômbia)

O argentino que comanda a seleção da Colômbia foi breve. Volante de contenção, ele abandonou os gramados aos 28 anos, após uma lesão no joelho. Jogou pelo Argentinos Juniors e pelo Independiente de Medellín. 

21) Óscar Tabárez (Uruguai)

A história do “maestro” como jogador foi bem menos brilhante que como técnico. Entre 1967 e 1978, ele foi um esforçado zagueiro e lateral-direito de clubes como Sud América, Bella Vista e Montevidéu Wanderers. Em 1976 e 1977, jogou no Puebla, do México. 

22) Fernando Santos (Portugal)

Zagueiro da base do Benfica nos anos 1970, o futuro campeão europeu com Portugal acabou passando a maior parte da carreira no Estoril, entre a primeira e a segunda divisões de Portugal. Também jogou no Marítimo, da Ilha da Madeira. 

23) Hernán Darío Gómez (Panamá)

O colombiano que levou o Panamá à sua primeira Copa teve a carreira interrompida por uma grave lesão no joelho, quando tinha 28 anos e jogava pelo Atlético Nacional. Pouco depois, começou a carreira de auxiliar-técnico, trabalhando com Francisco Maturana no time de Medellín que conquistou a Libertadores de 1989.

24) Akira Nishino (Japão)

Último treinador a assumir uma seleção para a Copa da Rússia, o comandante japonês foi meio-campista durante os anos 1970, época em que o futebol nipônico ainda era amador. Na seleção, disputou 12 jogos, a maioria nas eliminatórias para a Copa de 1978, e marcou um gol.

25) Juan Carlos Osorio (México)

Um dos mais admirados e polêmicos treinadores da Copa-2018, Osório teve pouco tempo de carreira como profissional. Foram só cinco anos, em que o então meio-campista defendeu o Deportivo Pereira e o Once Caldas, na Colômbia, o Chicago Fire, nos EUA, e teve até uma passagem pouco lembrada pelo Internacional, em 1984.

26) Vladimir Petkovic (Suíça)

O técnico da primeira adversária do Brasil na Copa era um meio-campista de muita técnica, mas nunca chegou a ser o que se esperava dele. Reserva do FK Sarajevo campeão iugoslavo de 1984-85, ele mudou-se para a Suíça pouco depois e jamais se firmou como jogador de primeiro nível.

27) Zlatko Dalic (Croácia)

Meio-campista, o treinador croata teve uma carreira longa, mas sem muito destaque. Durante 17 anos, acumulou três passagens pelo Hajduk Split - as duas primeiras ainda nos tempos da Iugoslávia - e duas pelo mais modesto Varteks Varazdin.

28) Hervé Renard (Marrocos)

O treinador francês da seleção marroquina foi jogador durante 15 anos, sempre por equipes pequenas de seu país: Cannes, Stade de Vallauris e Draguignan. Em todo esse período, o zagueiro Renard jogou apenas uma partida de primeira divisão, na temporada 1988-89.

29) Janne Anderson (Suécia)

O treinador da seleção sueca nunca teve destaque como jogador. Começou no Alets IK, passou pelo IS Halmia e encerrou a carreira no Laholms FK, sempre entre a segunda e a quarta divisões do país.

30) Heimir Hallgrímsson (Islândia)

O comandante do time que revolucionou o futebol islandês foi um jogador pouco relevante - como praticamente todos os islandeses de sua época. Jogou pelo ÍBV, na primeira divisão nacional, mas nunca viveu apenas do futebol: até assumir a seleção do país, Heimir passava a maior parte de seus dias trabalhando como dentista. 

31) Carlos Queiroz (Irã)

O treinador português da seleção iraniana nunca jogou em alto nível. O mais próximo que esteve ser profissional foi um passagem pelas categorias de base do Ferroviário de Nampula, de Moçambique, onde nasceu. 

32) Jorge Sampaoli (Argentina)

O estrategista da seleção argentina jamais chegou ao futebol profissional. Quando tinha 19 anos e tentava a sorte nas categorias de base do Newells Old Boys, sofreu uma grave fratura na perna. Ali acabou sua carreira de jogador.

Fonte: Sagres

COPA DO MUNDO: FIFA PERMITE QUE TREINADORES PRÉ-SELECIONEM 35 JOGADORES

Tite será o técnico da seleção brasileira na Copa da Rússia (Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação)

10/02/2018

Prazo final para a entrega dos 35 relacionados é 14 de maio. Seleções podem divulgar lista ou não

A Fifa anunciou nesta quinta-feira que mudou suas regras para a Copa do Mundo e vai permitir que cada treinador faça uma pré-convocação de até 35 jogadores que seriam inscritos inicialmente para o torneio que será disputado a partir de junho na Rússia.

Em um comunicado, a Fifa explicou que essa decisão foi tomada depois de um encontro entre treinadores e o comitê organizador das competições da entidade.

"Houve um acordo para aumentar o número de jogadores incluídos na lista de não mais de 30 para até 35", afirmou a entidade.

SIGILO?

Essa lista preliminar entregue para a entidade apenas poderá ser publicada pela Fifa com a "autorização explícita" da seleção em questão. A mudança nas regras da entidade ainda precisa passar por uma aprovação do Conselho da Fifa, em reunião marcada para ocorrer no dia 16 de março.

DATAS!

Tite e os demais técnicos terão até o dia 14 de maio para apresentar uma lista inicial de 35 jogadores que vão estar pré-selecionados para a Copa do Mundo. No dia 4 de junho, cada seleção precisa definir seus 23 jogadores que oficialmente participarão do Mundial.

A mudança, segundo o Estado apurou, foi um pedido de treinadores que queriam maior flexibilidade para fazer suas escolhas e diante do risco de um desgaste elevado de alguns dos atletas ao final da temporada do futebol europeu.

MUNDIAL COM GRÊMIO PODE FAZER RENATO IGUALAR FEITO QUE SÓ ZIDANE, ANCELOTTI E MAIS DOIS ALCANÇARAM



09/12/2017

Técnico pode se tornar apenas o quinto nome a conquistar a competição tanto como jogador quanto como treinador. FOX Sports transmite todos os jogos do Mundial de Clubes da FIFA

O Mundial de Clubes da Fifa teve início na última quarta-feira, com o Grêmio lutando por seu primeiro título no atual formato e o segundo na história do clube, e com o Real Madrid atraindo os holofotes na busca pelo hexacampeonato e tentando superar o momento irregular, principalmente, do setor ofensivo.

O Tricolor Gaúcho será o primeiro vencedor da Conmebol Libertadores Bridgestone a disputar o Mundial - no formato iniciado em 2004 - menos de um mês após o título. A equipe conquistou o torneio continental em 29 de novembro, ao vencer pela segunda vez o Lanús, e estreará em Abu Dhabi, em 12 de dezembro.

Com isso, o técnico Renato Gaúcho terá praticamente força máxima para a competição. Os desfalques são o volante Arthur, por causa de uma lesão no tornozelo esquerdo, e o meia Cícero, que não foi liberado, por ter atuado em dois clubes nesta temporada (Fluminense e São Paulo).

O zagueiro Geromel, por sua vez, preocupa por causa de dores no ombro esquerdo. No retorno ao Brasil, após a conquista do título na Argentina, o jogador era tratado como dúvida para a primeira partida na competição intercontinental.

A principal atração do Grêmio, contudo, está no banco. Mais conhecido pelos gaúchos como Renato Portaluppi, o treinador foi o protagonista do título da Copa Intercontinental, conquistado em 1983, fazendo os dois gols da vitória sobre o Hamburgo, da Alemanha, por 2 a 1, no Estádio Nacional, em Tóquio, no Japão.

Caso volte a ser campeão, o ex-atacante se juntará a um seleto time que tem o uruguaio Luis Cubilla (venceu em 1961, com o Peñarol, e em 1971 e 1979, treinando Nacional-URU e Olimpia, respectivamente), o uruguaio Juan Martín Mujica (1971 como jogador e 1980 como treinador, ambos com o Nacional-URU), o italiano Carlo Ancelotti (pelo Milan, jogando em 1989 e treinando em 2007, e pelo Real Madrid, em 2014) e o francês Zinedine Zidane (pelo Real, atuando em 2002 e comandando em 2016).

O título, em outubro, foi reconhecido pela Fifa como conquista equivalente à do Mundial, indo de encontro ao que os torcedores e dirigentes já consideravam. Vice em 1995, derrotado pelo Ajax, o Tricolor poderá igualar Santos (1962 e 1963) e Corinthians (2000 e 2012), ficando atrás só do São Paulo ((1992, 1993 e 2005).

O Real Madrid, com a unificação dos resultados das competições, se tornou o maior campeão, com seis taças, erguidas em 1960, 1998, 2002, 2014 e 2016. O time, se voltar a sair de campo com a taça, abrirá duas de diferença para o Milan, que conquistou o título quatros vezes, em 1969, 1989, 1990 e 2007.

O badalado time do português Cristiano Ronaldo, do galês Gareth Bale, e também de Marcelo e Casemiro, no entanto, chega no pior momento desde a chegada do técnico francês Zinedine Zidane, em janeiro do ano passado, para substituir o espanhol Rafa Benítez.

Após dois títulos europeus, um mundial, outro espanhol, além de uma Supercopa da Espanha e duas Supercopas Europeias, os resultados nesta temporada vêm gerando críticas. A equipe não conseguiu a liderança do grupo H da Liga dos Campeões, ficando atrás do Tottenham, além de ser quarta colocada no campeonato nacional.

O próprio CR7 vem sofrendo com críticas, apesar de ter marcado 11 gols em 17 partidas na temporada.O atacante francês Benzema, por sua vez, balançou as redes cinco vezes, enquanto Bale só anotou três gols, além de seguir sofrendo com recorrentes lesões. O Real Madrid estreará em 13 de dezembro, contra Urawa Red Diamons ou Al Jazira, no estádio Zayed Sports City.

Assim como aconteceu no ano passado, o Mundial de Clubes será mais uma oportunidade da Fifa colocar o sistema de vídeo para auxílio aos árbitros (VAR). O sistema, na última edição, gerou muita polêmica, com demora em marcações e erros de avaliação.

Em Abu Dhabi, o goiano Wilton Pereira Sampaio faz parte do time que atuará na avaliação das imagens, enquanto o mineiro Sandro Meira Ricci será um dos que estarão em campo, no comando das partidas, em dobradinha que deverá se repetir na Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

Fonte: ESPN

TITE SOBRE NEYMAR: NÃO POREI RESPONSABILIDADE SOBRE SÓ UM JOGADOR

Tite afirmou que Brasil entra na Copa como um dos favoritos (Laurence Griffiths/Getty Images)

09/12/2017

Depois do sorteio dos grupos do Mundial da Rússia, Tite falou a VEJA sobre a expectativa para 2018 e sobre sua imagem de salvador da pátria de chuteiras 

Qual a avaliação do senhor sobre o grupo do Brasil? O primeiro jogo é o que gera a maior expectativa. E, se usarmos o ranking da Fifa, o jogo mais difícil de toda a primeira fase será mesmo Brasil, o segundo no ranking, versus Suíça, o oitavo. Mais duro que Espanha e Portugal. Em alguns grupos, há favoritos claros para conquistar as duas vagas, como Inglaterra e Bélgica, no Grupo G. Não se pode dizer o mesmo de nós. A Costa Rica mostrou seu futebol em 2014 e chegou às quartas de final na última Copa. A Sérvia é da escola da antiga Iugoslávia. Seremos exigidos em um nível altíssimo.

O senhor se sente pressionado a ganhar a Copa? Não vou mentir. O treinador argentino José Pékerman (que comanda a Colômbia) me disse, quase pedindo desculpas, que havia citado o Brasil como o maior favorito ao título em 2018. Eu disse que não havia problema, porque é verdade: somos favoritos. Tenho de saber absorver essa pressão, e os atletas também.

Um mísero gol pode levá-lo de herói a vilão em minutos. Como lidar com isso? Quando um gol tem o poder de mudar sua imagem significa que quem mudou de opinião rapidamente é muito raso, pouco inteligente. Quem faz isso não avalia um processo, mas, sim, o resultado. Mais do que me incomodar com pessoas desse tipo, fico com pena delas.

Fonte: VEJA

TITE ABRE PORTAS E PEDE A NÃO-CONVOCADOS: “BOTEM PRESSÃO EM MIM!”

Foto: Getty Images

04/12/2017

Tite abre portas e pede a não-convocados: “Botem pressão em mim!” As últimas convocações de Tite no comando da seleção brasileira deixam poucas dúvidas: a lista de 23 jogadores para a Copa do Mundo de 2018 já está praticamente fechada. À exceção de três ou quatro posições – todas elas para o banco de reservas – parecem sobrar poucas dúvidas na cabeça do treinador.

Mas, a pouco menos de seis meses da lista final, o técnico prefere abrir as portas a novidades. Ele inclusive pede para ter mais “problemas” na hora de elaborar a relação de jogadores que irá à Rússia. Um dia após o sorteio, em conversa com o Yahoo! em Moscou, o treinador mandou um recado bem claro aos jogadores que têm ficado fora.

“Joguem muito. Coloquem pressão na cabeça do técnico. É um processo claro, limpo, transparente: botem pressão no técnico da seleção!”, afirmou Tite. O treinador até citou alguns nomes de jogadores que continuam no radar.

Malcom, do Bordeaux, e Richarlison, do Watford, são dois exemplos. Há outros. “Eles estão botando essa pressão em mim! O Luan, o Geromel, o Jô, o Hernanes… todos esses estão botando pressão”, disse o técnico, que lamentou não ter mais oportunidades para fazer testes.

“Eu tenho que saber trabalhar em cima dessas pressões e dizer que são só 23 convocados. Eu gostaria que fosse mais, e gostaria de ter mais tempo na seleção para dar mais oportunidades a esses jogadores. Mas a realidade não é assim, e eu também preciso dar oportunidades para a nossa base se fortalecer”, explicou.

A seleção brasileira estreia na Copa-2018 no dia 17 de junho, contra a Suíça. Costa Rica e Sérvia completam um grupo que, na visão de Tite, poderia ter sido melhor. “O grupo ideal talvez fosse com uma outra equipe forte, de um nível parecido com o nosso, e outras duas bem fracas, para a gente poder se classificar. Mas entre o ideal e o real tem uma distância enorme. O que temos que fazer agora? Preparar para situações com características como a desses jogos”.

A Costa Rica, segunda adversária do Brasil no torneio, foi inclusive citada por Tite como um exemplo de que zebras também acontecem na Copa do Mundo. “Na última Copa eles fizeram cinco jogos, contra Inglaterra, Holanda, Itália, Uruguai e Grécia, e não perderam nenhum”, lembrou.

Mas, perguntado sobre alguma seleção que pode surpreender a ponto de brigar pelo título com as tradicionais candidatas, o técnico elegeu uma força emergente europeia. “Projetando em cima do nível técnico individual: Bélgica. Tem muita qualidade técnica individual. Tem Witsel, tem Lukaku, De Bruyne… Tem o Hazard… Courtois… Tem jogadores muito fortes”.

Sem limites

Desde que chegou à seleção, em setembro do ano passado, Tite comandou a equipe em 16 partidas, com 12 vitórias, três empates e apenas uma derrota, para a Argentina, em amistoso disputado na Austrália. O bom momento gera uma dúvida que se baseia nas campanhas anteriores pré-Copa, com Dunga em Luiz Felipe Scolari: a seleção não corre o risco de chegar ao topo antes do torneio?

Tite não tem esse temor. “Não. Absolutamente não. E sabe por quê? Porque eu não sei até onde esse time pode chegar. Se eu ficar com medo e frear essa equipe, eu não vou saber até onde ela pode evoluir. Eu só tenho 16 jogos com a seleção, eu posso desafiá-la a ser melhor. Eu quero que o Fernandinho seja melhor, que o Casemiro seja melhor, que o Paulinho seja melhor, que o Gabriel Jesus, o Danilo, o Fagner sejam melhores… Eu quero fomentar, desafiar o desempenho, para que a seleção possa crescer. Porque eu não tenho como definir, falar ‘esse é o melhor momento, essa é a melhor situação’. E se esse time pode crescer mais? E se ele tem um potencial maior que isso?”, argumentou o treinador.

RENATO FAZ HISTÓRIA E VIRA CAMPEÃO CONTINENTAL COMO TÉCNICO E JOGADOR

Renato Portaluppi, em 1983, logo após ser campeão da Libertadores com a 
camisa do Grêmio (Foto: Divulgação/GFBPA)

29/11/2017 

Renato Portaluppi alcançou um feito inédito nesta quarta-feira. Ao comandar o Grêmio na conquista da Copa Libertadores da América diante do Lanús, em Buenos Aires, ele se tornou o primeiro brasileiro a vencer o torneio continental como técnico e como jogador.

O primeiro título de Renato foi também o primeiro do Grêmio, em 1983. Naquela Libertadores, ele colaborou com dois gols na campanha da equipe que derrotaria o uruguaio Peñarol na decisão e viria a ser campeã mundial sobre o alemão Hamburgo. Na vitória por 2 a 1 no Japão, anotou outras duas vezes.

Em 2008, um ano após o Grêmio ser derrotado pelo argentino Boca Juniors na final da Libertadores, Renato esteve muito próximo de ser campeão continental como técnico. Dirigindo o Fluminense, ele amargou uma derrota por 4 a 2 no jogo de ida da decisão contra a LDU, no Equador. No Maracanã, comemorou uma vitória de virada por 3 a 1, que acabou frustrada pela queda nos pênaltis. Os meias Conca e Thiago Neves e o centroavante Washington desperdiçaram as suas cobranças.

Antes de Renato, sete profissionais haviam vencido a Libertadores como técnicos e atletas – os argentinos Humberto Maschio (campeão por Racing e Independiente), Roberto Ferreiro (Independiente), José Omar Pastoriza (Independiente), Ney Pumpido (River Plate e Olimpia) e Marcelo Gallardo (River Plate) e os uruguaios Luis Cubillas (Peñarol, Nacional e Olimpia) e Juan Martín Mujica (Nacional).

FIFA ELEGE ZIDANE COMO MELHOR TREINADOR E BUFFON COMO MELHOR GOLEIRO

(Foto: Ben STANSALL/AFP)

23/10/2017 

Não foi somente Cristiano Ronaldo quem brilhou na noite desta segunda-feira. Campeão da Liga dos Campeões, da Supercopa da Uefa, do Mundial de Clubes e do Campeonato Espanhol com o Real Madrid, Zinedine Zidane foi eleito o melhor treinador da última temporada. O francês concorria com os italianos Antonio Conte, do Chelsea, e Massimiliano Allegri, da Juventus. Já Gianluigi Buffon venceu a disputa com Keylor Navas e Manuel Neuer pelo prêmio de melhor goleiro do mundo.

A concorrência de Zidane pelo prêmio de melhor treinador não era fácil. Antonio Conte conquistou o título do Campeonato Inglês, o mais disputado do planeta, logo em sua primeira temporada à frente do Chelsea. Massimiliano Allegri, por sua vez, levou a Juventus novamente à final da Liga dos Campeões, depois de ter perdido a decisão em 2015 para o Barcelona, em Berlim.

Nunca um ex-jogador eleito melhor do mundo pela Fifa havia sido premiado com o título de melhor treinador do planeta. Zinedine Zidane, como atleta, venceu o prêmio em 1998, 200 e 2003. Como técnico, ele já havia sido concorrido no ano passado, quando Claudio Ranieri ficou com o troféu.

Buffon (e) recebeu o troféu das mãos de Peter Schmeichel, ex-goleiro do 
Manchester United (Foto: Ben STANSALL/AFP)

Buffon – Aos 39 anos, Gianluigi Buffon foi recompensado pelas ótimas campanhas realizadas com a Juventus na última temporada. Campeão italiano pela sexta vez consecutiva em 2017, ele foi eleito o melhor goleiro do mundo pela Fifa, vencendo a disputa com Keylor Navas, do Real Madrid, e Manuel Neuer, do Bayern de Munique.

O desempenho de Buffon foi impecável durante o período analisado pelos especialistas e torcedores. Na liga dos Campeões, por exemplo, o goleiro ajudou a Juventus a sofrer apenas três gols até a grande final contra o Real Madrid. Na decisão, o time não resistiu ao poderio ofensivo do Real Madrid e acabou sendo vazado quatro vezes.

Ao subir no palco para agradecer pelo prêmio, Buffon fez questão de falar em inglês, mesmo não se saindo muito bem no idioma. “Estou muito feliz. É uma honra receber esse prêmio com a idade que eu tenho. Estou muito orgulhoso. Gostaria de agradecer o meu clube, meu treinador e meus colegas de time, sem eles nada disso teria sido possível. A temporada passada foi fantástica, espero que este ano possamos jogar ainda melhor, tanto na Juventus, como na Itália. Gostaria de terminar minha carreira de jogador de futebol com vitórias e conquistas importantes”.


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PARA MARCELO BIELSA, BRASIL É O FAVORITO NA COPA DE 2018

Bielsa, Capello e Tite conversam durante o evento na sede da CBF 
Foto: Lucas Figueiredo/CBF/Divulgação

09/05/2017

Em evento no Rio, treinador argentino elogiou muito o trabalho de Tite na seleção

Marcelo Bielsa foi, ao lado de Tite e Fabio Capello, um dos três treinadores convidados para dar palestras nesta segunda-feira no seminário Somos Futebol, organizado pela CBF. E o argentino elogiou muito a seleção brasileira treinada pelo gaúcho, por causa da qualidade do elenco e do trabalho tático feito por Tite. Segundo o treinador da Argentina na Copa do Mundo de 2002, o Brasil é o favorito para ganhar o Mundial da Rússia, no ano que vem.


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CAPELLO AFIRMA QUE O FUTEBOL SUL-AMERICANO TERÁ DESTAQUE NA COPA 2018

09/05/2017

"O futebol sul-americano está melhorando muito em termos de pressão, de tática", disse o italiano

O italiano Fabio Capello
Foto: fifaindo_official/Instagram
Ex-treinador das seleções inglesa e russa, o italiano Fabio Capello afirmou nesta segunda-feira que o futebol sul-americano terá destaque no Mundial do próximo ano, mesmo que até o momento apenas o Brasil esteja classificado e seleções tradicionais, como a Argentina, estejam passando por muita dificuldade. Para o técnico, as equipes do continente estão atuando melhor em termos de conjunto.

"O futebol sul-americano está melhorando muito em termos de pressão, de tática. Tenho certeza de que será protagonista no Mundial da Rússia", disse o italiano, durante o seminário Somos Futebol, realizado na sede da CBF. O evento reúne dirigentes, técnicos, atletas e outras pessoas ligadas ao futebol.

"O jogador sul-americano é inventivo, talentoso, mas muito individualista. Ele está aprendendo a jogar pela equipe", continuou o treinador italiano, que ainda elogiou a evolução de Neymar desde sua chegada ao Barcelona. "Ele melhorou em todos os aspectos."

Capello disse ainda que "se diverte muito" quando assiste ao clássico entre Real Madrid e o time catalão. "São duas equipes que jogam muito e com sistemas de jogo diversos", avaliou. "E quando vejo jogar Neymar e Messi, digo que valeu a pena pagar por um ingresso."

Também falando sobre a diferença de postura entre jogadores do continente e europeus, o argentino Marcelo Bielsa considerou que os sul-americanos são mais "emotivos", e isso pode ser uma vantagem. "O jogador europeu está mais disposto ao jogo coletivo Nisso ele é melhor que o jogador sul-americano. O jogador sul-americano é mais emotivo", comparou. "O segredo é usar essa emoção para potencializar suas virtudes."

Fonte: Tribuna da Bahia


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