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AMISTOSOS: SUÍÇA GOLEIA PANAMÁ NA ÚLTIMA PARTIDA ANTES DA CONVOCAÇÃO PARA A COPA

Suíça faz 6 a 0 no Panamá, em amistoso de preparação para a Copa do Mundo. 
Suiços estreiam contra o Brasil (Foto: REUTERS/Stefan Wermuth)

27/03/2018

Suíços enfrentam os brasileiros na primeira partida do Mundial da Rússia, em abertura do Grupo E

Adversária do Brasil na estreia da Copa do Mundo da Rússia, a Suíça goleou o Panamá por 6 a 0, no último amistoso da equipe antes da convocação oficial para o Mundial. O jogo teve pouco público em Lucerna (8.600 presentes) e não serviu para testar a força da seleção anfitriã, que poupou boa parte dos titulares.

A Suíça ainda enfrenta Espanha e Japão antes da primeira partida em solo russo, quando joga contra a seleção brasileira no dia 17 de junho, às 15h, no Estádio de Rostov.

A partida foi resolvida logo no primeiro tempo. Aos 22 minutos, Dzemali abriu o placar após receber de Gravanovic. Aos 31, Xhaka ampliou de pênalti. Dois minutos depois, Embolo marcou belo gol por cobertura. Zuber marcou o quarto aos 39, após duas falhas da defesa panamenha.

Com três minutos da segunda etapa, Gavranovic marcou um bonito gol, o quinto da Suíça. Já com o jogo praticamente resolvido, o técnico Petkovic fez muitas alterações no time suíço. Seferovic, do Benfica, entrou e quase ampliou aos 19 minutos, acertando a trave. Fabian Frei, que entrou no lugar de Gelson Fernandes, marcou último da goleada.

Para Petkovic, treinador da Suíça, a partida serviu para analisar os jogadores que ainda brigam por uma vaga na equipe que disputará a Copa do Mundo.

– Foi uma boa semana. Temos 30 jogadores que poderiam ir à Copa. Foi uma boa oportunidade para dar oportunidade e observar novos jogadores. Agora temos um tempo de definição até à Copa – avaliou o técnico.

A Suíça está no Grupo E, ao lado de Brasil, Costa Rica e Sérvia. Já o Panamá está no Grupo G, com Bélgica, Inglaterra e Tunísia. O primeiro jogo dos panamenhos é contra a Bélgica, dia 18 de junho, no Estádio Olímpico de Sochi.

COM VANTAGEM, SUÍÇA SEGURA EMPATE E SE GARANTE NA COPA DO MUNDO

Suíça segurou o empate e se classificou à Copa do Mundo (Foto: Fabrice COFFRINI/AFP)

13/11/2017 

Neste domingo mais uma seleção conseguiu classificação à Copa do Mundo da Rússia 2018. Depois de vencer fora de casa por 1 a 0, a Suíça segurou a Irlanda do Norte diante dos seus torcedores e com o empate por 0 a 0 garantiu vaga à fase de grupos do Mundial. O segundo jogo, entretanto, não foi nada fácil para os suíços, que encontraram pela frente um adversário muito organizado e com a proposta de jogo muito bem definida. O confronto ficou aberto durante os 90 minutos, com chance de gol para ambos os times.

Na reta final, a equipe mandante se fechou na defesa e deixou os contra-ataques como sua principal arma, enquanto sofria pressão dos norte-irlandeses, que assustavam nas bolas aéreas. Depois de 180 minutos e um placara agregado de 1 a 0, a Suíça é a 27ª seleção a garantir vaga na Copa do Mundo.

Com a classificação, os suíços vão ao quarto Mundial consecutivo. Com campanhas regulares em 2006, 2010 e 2014, o time comandado por Vladimir Petkovic alimenta esperanças de conseguir um lugar convincente, depois de ficar em segundo lugar no grupo das Eliminatórias, que terminou com Portugal na liderança.

O JOGO

Suíça e Irlanda do Norte proporcionaram um grande primeiro tempo, com grandes oportunidades, competitividade e chances claras de gol, principalmente para o time da casa, que tinha a vantagem do primeiro jogo, após triunfo por 1 a 0. Entretanto, quem começou assustando foram os visitantes, com duas tentativas logo nos dois primeiros minutos. Primeiro, dois atletas apareceram em boas condições de completar um cruzamento, mas dividiram a mesma bola e perderam grande chance. Logo em seguida, Brunt pegou de fora da área e acertou o ângulo de Sommer, que foi buscar e fez grande intervenção.

Precisando do resultado, a Irlanda do Norte começou pressionando a saída de bola e tentando o gol logo nos primeiros minutos. Antes encurralada, a Suíça começou a se soltar e, aos poucos, retomou o controle do jogo. Aos quatro minutos, Shaqiri fez ótima jogada pela linha de fundo e cruzou para Seferovic. O atacante subiu sozinho, mas pegou mal e mandou para fora.

Depois dos 10 primeiros minutos o time da casa teve amplo domínio das ações e correu poucos riscos defensivamente. Sem conseguir infiltrar, as chances da Irlanda do Norte eram apenas por meio dos chutes de longa distância.

Aos 24 minutos a Suíça teve mais uma chance. Shaqiri chegou pela lateral e bateu rasteiro para grande defesa de Mc Govern. Quatro minutos depois, Zuber recebeu grande passe pelo lado esquerdo do ataque e bateu firme. o goleiro da Irlanda do Norte teve de evitar com os pés o que poderia ser o primeiro gol suíço.

A segunda etapa seguiu a mesma tendência da primeira, principalmente nos minutos iniciais. Porém, quem começou pressionando foi a Suíça, que chego logo no primeiro minuto com Zuber, que teve chute desviado, e com Ricardo Rodríguez logo em seguida. O lateral pegou bem de longe e a bola passou muito perto da trave adversária.

As propostas para o segundo tempo estavam bem definidas. Enquanto os suíços tentavam ficar com a bola e chegar ao ataque por meio das bolas aéreas e jogadas pelos flancos, a Irlanda do Norte tinha nos contra-ataques sua principal arma para buscar a classificação. Dessa forma, os visitantes chegaram aos 11 minutos com Washington, que cabeceou para fora.

Aos poucos, o que se viu foi uma mudança de postura da Irlanda do Norte, que precisava de um gol para manter esperanças de ir à Copa do Mundo. Por meio dos cruzamentos e das bolas para área criava chances de perigo ao goleiro Sommer. Aos 38 Seferovic teve a chance mais clara de garantir o triunfo a Suíça, mas perdeu o gol cara a cara com o goleiro.

Nos acréscimos, a Irlanda do Norte foi com todos para o ataque e abusou dos lançamentos para área na tentativa do gol salvador. Já nos acréscimos, Sommer saiu mal do gol e Ricardo Rodríguez evitou o tento que deixaria o confronto indefinido, tirando o cabeceio em cima da linha.

ELIMINATÓRIAS: SUÍÇA E PORTUGAL VENCEM E DECISÃO DA VAGA PARA COPA FICA PARA TERÇA

Cristiano Ronaldo saiu do banco de reservas para colocar Portugal na frente da Andorra

08/10/2017

A seleção de Cristiano Ronaldo precisa de uma vitória em Lisboa para não disputar a repescagem

Como já era esperado desde o início das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2018, que será na Rússia, a definição do Grupo B ficou para a 10.ª e última rodada. Suíça e Portugal fizeram as suas partes, venceram neste sábado pela nona rodada e agora farão a "decisão" para definir a vaga direta ao Mundial nesta terça-feira, no estádio da Luz, em Lisboa. Os suíços golearam em casa a Hungria por 5 a 2 e os portugueses derrotaram Andorra como visitantes por 2 a 0.

Com a goleada sobre os húngaros, a Suíça segue com 100% de aproveitamento nas Eliminatórias Europeias - somente a Alemanha, já garantida na Copa, tem campanha parecida. Com 27 pontos, os suíços têm três de diferença para Portugal.

Nesta terça-feira, às 15h45 (de Brasília), jogarão pelo empate para irem diretamente para mais uma Copa do Mundo. O segundo colocado terá de disputar a repescagem em novembro.

COMO FORAM OS JOGOS

Na cidade da Basileia, a Suíça não teve trabalho algum para passar pela Hungria. Em um intervalo de dois minutos, aos 18 e aos 20 do primeiro tempo, já fez dois gols - com Granit Xhaka e Fabian Frei - e só controlou o jogo. E foi ao intervalo com 3 a 0 graças ao gol de Steven Zuber, aos 43.

Na segunda etapa, o mesmo Steven Zuber marcou o quarto gol aos quatro minutos. Richard Guzmics diminuiu para a Hungria aos 13, mas nada que assustasse a Suíça, que continuava tranquila em campo. O lateral-direito Stephan Lichtsteiner fez o quinto aos 38 e os húngaros ainda fizeram o segundo com Roland Ugrai, aos 44 minutos.

Em Andorra, Portugal jogou o suficiente para derrotar a seleção local. E fez isso quando o astro do time, o atacante Cristiano Ronaldo, entrou em campo no segundo tempo. No gramado sintético do estádio Nacional, em Valetta, os portugueses sofreram um pouco e contaram com o craque do Real Madrid para abrirem o placar aos 18 minutos. Depois, quase no fim, aos 41, o centroavante André Silva, do Milan, marcou o segundo.


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FILHO DE BRASILEIRA, ZAGUEIRO DA SUÍÇA TORCE PELO FLA E SONHA COM COPA DE 2018



06/05/2017

Jogador do Saint-Étienne, na França, Léo Lacroix tem sido convocado pela seleção suíça nas Eliminatórias e mostra camisa do Rubro-Negro que guarda desde criança

Por Thiago Quintella, Rio de Janeiro

Léo Lacroix é suíço. Nasceu na Suíça, é jogador da seleção de seu país, atua no Saint-Étienne, da França, mas é torcedor do Flamengo. Quando o assunto é futebol, o zagueiro não nega suas origens - é filho de mãe brasileira - e faz questão de mostrar a paixão pelo Rubro-Negro, como uma camisa que guarda desde criança e que hoje veste sua filha, Ísis, de apenas três meses. À distância, ele torce, acompanha as notícias e sofre pela TV com o time de coração. Tanto é que neste domingo, ele já avisou que vai aproveitar a folga do Campeonato Francês para assistir à final do Campeonato Carioca, contra o Fluminense.

- É o time de uma parte da minha família, do Rio. Minha mãe era flamenguista. Essa camisa tenho desde criança e até hoje eu guardei, já vesti inclusive na minha filha. Nunca pude assistir a um Fla-Flu ao vivo, acho que está faltando. Meu pai viu um jogo há muito tempo, quando ele foi para o Brasil, mas eu nunca tive oportunidade. Quando vou (para o Brasil), na época das férias, nunca é o tempo certo para ver um Fla-Flu. Eu tenho a Globo Internacional e, quando eu não jogo aos domingos, sempre assisto aos jogos. Flamengo é um grande clube, com uma torcida maravilhosa. Vamos ver como vai sair no Carioca, estarei aqui na França torcendo pelo título e para ficar pelo menos entre os quatro melhores na Libertadores - afirmou.

Leo Lacroix em ação pelo Saint-Etienne. Zagueiro chegou no início da temporada 
se tornou titular no clube francês (Foto: AFP)

Desconhecido do público brasileiro, Lacroix começou a atuar profissionalmente em seu país-natal. Surgiu no Sion em 2010 e jogou pela equipe até junho de 2016, quando se transferiu para o Saint-Étienne, da França. Porém, o jogador lembra que teve uma rápida passagem pelas divisões de base do São Cristóvão, do Rio de Janeiro. A intenção, na época, era entender como funcionavam as dificuldades do futebol do Brasil e incorporar a vontade e a luta dos jogadores em sua personalidade.
- Eu acho que sou metade suíço e metade brasileiro na minha personalidade. Eu fiz uma experiência no São Cristóvão, em 2009, para conhecer os valores do jogador brasileiro, acordar cedo, o sacrifício em buscar um contrato, essa garra, esse valor que eles dão. E meu lado suíço fala de fazer as coisas muito certinhas, de horário, de não ficar de sacanagem. Gosto de uma bagunça de vez em quando, claro, mas tenho tempo para tudo. Gosto muito da organização dos suíços - explicou.

A ida para a França, rapidamente, deu resultado para o zagueiro. Nas últimas duas convocações, esteve presente na lista do técnico Vladimir Petkovic na seleção da Suíça. Na equipe, encontrou alguns ex-companheiros do Sion, como Gelson Fernandes, além de outros jogadores com quem jogou nas divisões de base do país, como Granit Xhaka, do Arsenal, e Ricardo Rodríguez, do Wolfsburg. Com isso, tem conseguido cada vez mais expressão na Europa.

A chance no time principal ainda não veio. Nas partidas em que foi chamado, ficou no banco de reservas, mas já é possível sonhar alto. Com 100% de aproveitamento, a Suíça é líder do Grupo B nas Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo e, atualmente, ocupa a 9ª posição do ranking da Fifa. Estar no Mundial de 2018 passou a ser uma meta para Léo Lacroix, que alerta para a disputa com Portugal pela classificação direta.

- O que estamos fazendo na Suíça é histórico, nunca aconteceu. Nas eliminatórias, já fizemos metade do trabalho, mas não vai ser fácil. O último jogo será contra Portugal, então é importante ganhar jogo após jogo. Claro que, desde criança, quando a gente joga bola, tem o sonho de participar de uma Eurocopa ou Copa do Mundo. Estou trabalhando para isso, precisava sair do Sion para ter oportunidade na seleção. E ela veio. Agora estamos perto de ir para a Rússia. Tomara que esse sonho eu possa realizar - afirmou.

O reconhecimento na Europa e a vaga na seleção, porém, não acabaram com uma vontade mais humilde do zagueiro suíço. Muito ligado às suas raízes , ele conta que costuma passar as férias no Brasil com sua esposa, Barbara, que nasceu em São Paulo, mas que considera ficar no país por mais tempo. Ele acredita que, no futuro, pode vestir a camisa de um clube brasileiro caso receba propostas.
- Eu nunca recebi uma proposta de time brasileiro, mas claro que hoje em dia o Campeonato Brasileiro está crescendo, tem grandes jogadores que estão lá. Por que não? Se receber uma proposta boa, que agrade a mim, minha família... Se puder morar no Brasil, eu vou. Amo esse país, gosto muito. Estou sempre lá para renovar as energias, é sempre bom para mim.

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