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Comunistas russos protestam contra uso de parque histórico na Copa de 2018

Enterro de trabalhadores mortos durante a Revolução de 1917 no Campo de Marte
GETTY
23/09/2015

Comunistas russos estão protestando contra os planos da organização da Copa do Mundo de 2018 de utilizar um parque histórico para receber eventos do torneio.

O Field of Mars, ou Campo de Marte, fica na cidade de São Petersburgo e se tornou um memorial intocável quase duas centenas de trabalhadores mortos durante a Revolução Bolchevique de 1917 terem sido enterrados no parque.

A organização da Copa de 2018 quer usá-lo para a Fan Fest, inclusive abrindo um campo de futebol no local.

"É um sacrilégio transformar um local histórico, onde revolucionários que morreram por nossa liberdade estão enterrados, em um campo de futebol", disse Sergei Malenkovich, principal dirigente do Partido Comunista de São Petersburgo, à AFP.

O grupo promete organizar protestos diversos até o Mundial contra as decorações "blasfemas".

A segunda maior cidade da Rússia, localizada no noroeste do país e que foi conhecida como Leningrado até o fim da União Soviética em 1991, receberá sete partidas da Copa do Mundo em um novo estádio para 68 mil pessoas.

Fonte: ESPN


Governo cria tropa de choque de 10 mil homens para protestos na Copa

03/01/2014

Força Nacional forma policiais para enviar às 12 cidades-sede em 2014.
Com maior Choque do país, SP também terá apoio federal, diz secretário.

O governo federal formou uma tropa de choque de 10 mil homens que irá apoiar as polícias militares nas 12 cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 para conter protestos violentos durante o evento.

São os PMs que integram a Força Nacional de Segurança Pública, treinados desde 2011, segundo o diretor da unidade, coronel Alexandre Augusto Aragon. Eles tiveram o aperfeiçoamento intensificado neste ano após as manifestações de junho, durante a Copa das Confederações.

Criada em maio de 2007 por uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Força é composta por PMs, policiais civis, bombeiros e peritos de todos os estados, que são voluntários e passam por um treinamento diferenciado antes de serem enviados para missões excepcionais e de caráter temporário.

Policial dispara contra manifestantes no Rio de Janeiro (Foto: Silvia Izquierdo/AP)
“A Força Nacional não é uma força comum. Somos convocados só para momentos de crise, só para missões específicas. Cheguei a ter 42 frentes de operações abertas ao mesmo tempo no país. Para a Copa do Mundo, formamos 10 mil homens em doutrinas de ações de choque, e estamos com condições de atuar em todas as 12 cidades-sede ao mesmo tempo”, afirma o coronel Aragon.

O número de policiais treinados pela Força Nacional para controle de protestos é representativo quando se compara o efetivo das tropas de Choque dos estados: a maioria possui apenas um batalhão, contando com entre 100 e 200 homens com esta qualificação.

Até mesmo São Paulo, que possui a maior Tropa de Choque do país (3 mil homens) e que, mesmo durante ataques de facções criminosas, nunca pediu apoio federal na segurança pública, deve contar com homens da Força Nacional, diz o secretário nacional de segurança para grandes eventos, delegado da Polícia Federal Andrei Augusto Passos Rodrigues.

Segundo ele, os estados deverão concluir até o fim de janeiro o planejamento do que que vão precisar de apoio federal. 

A previsão é que, com a experiência da Copa das Confederações, quando houve atuação em 5 estados, a Força Nacional envie soldados para todos aqueles que receberão jogos da Copa.

“Pela qualidade desta tropa, ela deverá atuar em todas as sedes. Em algumas, como força de contingência (ficando em espera nos quartéis, sendo acionada só quando precise). Em outras, terá função definida de antemão, como apoio ao policiamento ostensivo, bloqueio de estádios, controle de ruas onde haverá protestos. Cada estado definirá isso”, afirma Rodrigues.

"Temos uma interação absolutamente boa com o secretário de Segurança de São Paulo, Fernando Grella, que já esteve aqui no Ministério da Justiça várias vezes e sabe que esta é um força que está à disposição”, acrescenta o secretário.

A Secretaria de Segurança de São Paulo informou que o plano de segurança para a Copa ainda não está pronto, mas que a hipótese de pedido de apoio da Força Nacional "sequer foi cogitada".

Manifestantes se ferem em confronto com a Força
Nacional no leilão de Libra, em outubro
(Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
Preparação
A decisão de aplicar um curso de controle de distúrbios civis (como são chamados, na linguagem policial, manifestações e protestos) em 10 mil homens ocorreu após uma análise das últimas edições do evento.

“Desde a Copa do Mundo de 1930, os países-sede enfrentam histórico de manifestações. Houve também na África do Sul (2010), na Alemanha (2006) e na Coreia do Sul e no Japão (2002). Já estávamos preocupados com isso antes mesmo dos eventos deste ano, pois não é nossa responsabilidade esperamos pra ver”, diz o coronel Aragon. “A violência dos protestos recentes é que assustou. Tivemos muitos policiais feridos no Rio. Isso gerou aprimoramentos”, afirma ele.

“A doutrina de força de Choque determina que não se chegue muito perto dos manifestantes. Não é uma ciência exata. No leilão de Libra (em outubro no Rio), houve confronto e fomos atacados, mas tentamos manter uma distância mínima de 30 metros deles. O objetivo era manter o isolamento e impedindo o acesso ao local de onde ocorria o evento”, explica o diretor da Força.

Durante leilão de Libra, homens da Força Nacional
bloquearam praias no Rio
(Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Quando a Força Nacional é enviada em apoio a um estado, ela fica subordinada aos órgãos de segurança pública locais e recebem missões específicas.

Por exemplo, na final da Copa das Confederações, em que o Brasil bateu por 3 a 0 a Espanha no Maracanã, em 30 de junho, os PMs da Força integravam uma linha de contenção do estádio. Já durante os protestos, foram destinados, pela PM do Rio, para fazer o bloqueio ou conter atos de vandalismo em alguma rua.

Formada por cerca de 12 mil homens, entre policiais militares, policiais civis, peritos e bombeiros, a força atua sempre com caráter temporário e sob portaria publicada no Diário Oficial pelo Ministério da Justiça. Enquanto cedidos pelos estados para uma missão, os policiais continuam como contratados pelo estado e recebendo o salário do estado. Há apenas um adicional: a diária de viagem para a missão, que é paga pelo governo federal, e varia entre R$ 200 e R$ 600 por dia, dependendo do local.  Durante a Copa das Confederações e a visita do Papa, o Ministério da Justiça autorizou o pagamento de diária dobrada para integrantes da PF, Polícia Rodoviária Federal e da Força.

Policiais da Força Nacional atiram contra grupo em
protesto no Rio (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
Robô espião 
Para os protestos de 2014, a Força adquiriu um minirrobô espião, que vai monitorar militantes do black bloc: pequeno e de borracha, ele se infiltrará durante os atos de violência para realizar filmagens e auxiliar na investigação dos envolvidos.

“Não posso dar detalhes de como funciona, para que não seja envolvidos. Mas suas imagens vão nos ajudar a entender o que está acontecendo”, diz o coronel Aragon.

A corporação possui uma escola, em Brasília, que padroniza as ações dos policiais de vários estados, seguindo os preceitos da ONU, que, conforme o comandante, autoriza o uso de munição menos letal nos protestos, como spray de pimenta, lacrimogêneo e bala de borracha. Também foi montado, na capital federal, um centro de monitoramento que permite acompanhar em tempo real todas as operações da força pelo país, que vão desde apoio a cidades em caso de greves policiais, socorro em calamidades, enchentes e tragédias, até policiamento de áreas indígenas  e proteção de juízes e autoridades.

“Cheguei a ter 42 operações ocorrendo ao mesmo tempo nos 23 estados e no Distrito Federal. Preciso saber o que está acontecendo em cada uma delas”, afirma o diretor da Força.

Fonte: G1

Fifa nega intenção de cancelar Copa das Confederações

21/06/2013 

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) negou qualquer intenção de cancelar a Copa das Confederações devido às manifestações que ocorrem no Brasil. Segundo a assessoria de imprensa da Fifa, até o momento, nenhuma seleção fez um pedido oficial para deixar a competição.

A imprensa brasileira noticiou na manhã de hoje (21) que a seleção italiana ameaçava deixar a competição devido aos protestos. A Fifa reiterou que apoia manifestações pacíficas, mas condena qualquer forma de violência.

As informações foram divulgadas, no Rio de Janeiro, durante coletiva de imprensa diária da Fifa sobre a Copa das Confederações.

Pelé pede que torcedor não confunda protestos com futebol da Seleção

Pelé quer apoio incondicional à Seleção Brasileira (Foto: Nelson Almeida/AFP)
19/06/2013

Ex-jogador recorreu ao discurso patriota para pedir que brasileiros apoiem a Seleção durante a Copa das Confederações 

O ex-jogador Pelé, que atualmente atua como embaixador da Copa do Mundo de 2014, manifestou-se sobre a série de protestos que têm acontecido Brasil afora. Em declaração para a TV Tribuna, de Santos, o ex-camisa 10 do Santos e da Seleção pediu aos torcedores que não levem a pressão pela situação para a equipe nacional que disputa a Copa das Confederações: 

- Vou pedir mais uma vez aos brasileiros para não confundirem as coisas. Estamos iniciando uma preparação para a Copa do Mundo. A Copa das Confederações serve muito para a gente ter uma base de como vai ser a nossa equipe - declarou Pelé. 

Na sequência, o ex-atleta recorreu ao patriotismo e sugeriu que os problemas sejam colocados de lado. 

- Vamos esquecer toda essa confusão que está acontecendo no Brasil e vamos pensar que a seleção brasileira é o nosso país, é o nosso sangue. Não vamos vaiar a seleção. Vamos apoiar até o final. 

- Quem está falando aqui não é o Pelé. É o Edson, do tempo da CBD [Confederação Brasileira de Desportos], torcedor brasileiro - encerrou. 

Fonte: LANCENET


Contra protestos, prefeito de Porto Alegre anuncia retirada de obras na cidade de pacote para Copa de 2014

19/06/2013

Para tentar esvaziar os protestos contra os gastos com a Copa do Mundo de 2014 e o preço das passagens de ônibus em Porto Alegre, o prefeito José Fortunatti anunciou nesta terça-feira que vai pedir ao governo federal a retirada das obras de mobilidade urbana relacionadas à Copa de 2014 da Matriz de Responsabilidades (documento firmado entre União, estados e cidades-sede com as obrigações, prazos e investimentos de todas as obras para o mundial de futebol do ano que vem). "Agora não podem dizer que são contra as obras da Copa em Porto Alegre", afirmou o prefeito sobre o pacote de obras de R$ 887,9 milhões entre recursos estaduais e financiamentos federais.

Apesar disso, a manobra não possui nenhum efeito prático, já que o prefeito anunciou que os recursos para as obras virão do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal. "Não haverá qualquer alteração de cronograma ou execução das obras. Essa decisão acordada com o governo federal demonstra que as intervenções hoje em Porto Alegre não visam apenas a Copa do Mundo, mas fundamentalmente preparar um futuro melhor para a cidade", declarou o prefeito. 


Fonte: UOL


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