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Robôs antibombas serão usados nas cidades-sede da Copa do Mundo

Robôs antibombas serão usados nas cidades-sede da Copa do Mundo - Foto: Divulgação / MJ

16/04/2014

O uso de robôs nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo será uma das estratégias da segurança pública para lidar com ameaças de bombas durante os jogos do torneio mundial. Com uma estrutura que pode chegar a dois metros de altura, as máquinas controladas remotamente, adquiridas pelo governo federal, possuem câmeras com alta definição que poderão identificar e transportar objetos estranhos nas proximidades dos estádios ou em vias públicas com aglomeração de pessoas.

 O equipamento também poderá ser utilizado em outras situações de perigo e hostis, como no uso de armas químicas e biológicas ou durante a negociação com alguém que porta uma arma de fogo e ameaça um refém.

Segundo o capitão Carlos Alberto Albuquerque, do grupamento especializado da Força Nacional, caso as equipes detectem algo suspeito, usarão o robô para acessar a área hostil e, por exemplo, transportar uma mala, onde poderia ter um produto químico perigoso ou uma bomba.

 “Além do robô, temos vans, totalmente equipadas, com outros acessórios importantes, como um aparelho de raio-x, cuja ação pode detectar algo dentro da mala”, explicou o capitão.

A preparação integrada da Segurança Pública nos estados onde haverá jogos já prevê que os robôs sejam usados por várias forças de segurança, desde a Força Nacional às Polícias Militares.

O investimento feito pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge/MJ) é direcionado à Copa do Mundo, mas também contempla as Olimpíadas no Rio de Janeiro, em 2016. A tendência é que os equipamentos sejam utilizados nos estados, no cotidiano da atividade das polícias. 

Robôs similares já são usados por equipes especializadas da Força Nacional, da Secretaria Nacional de Segurança Pública do MJ (Senasp), que adquiriu às plataformas robóticas para utilização durante os Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro, em 2007.


Governo cria tropa de choque de 10 mil homens para protestos na Copa

03/01/2014

Força Nacional forma policiais para enviar às 12 cidades-sede em 2014.
Com maior Choque do país, SP também terá apoio federal, diz secretário.

O governo federal formou uma tropa de choque de 10 mil homens que irá apoiar as polícias militares nas 12 cidades-sede dos jogos da Copa do Mundo de 2014 para conter protestos violentos durante o evento.

São os PMs que integram a Força Nacional de Segurança Pública, treinados desde 2011, segundo o diretor da unidade, coronel Alexandre Augusto Aragon. Eles tiveram o aperfeiçoamento intensificado neste ano após as manifestações de junho, durante a Copa das Confederações.

Criada em maio de 2007 por uma lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Força é composta por PMs, policiais civis, bombeiros e peritos de todos os estados, que são voluntários e passam por um treinamento diferenciado antes de serem enviados para missões excepcionais e de caráter temporário.

Policial dispara contra manifestantes no Rio de Janeiro (Foto: Silvia Izquierdo/AP)
“A Força Nacional não é uma força comum. Somos convocados só para momentos de crise, só para missões específicas. Cheguei a ter 42 frentes de operações abertas ao mesmo tempo no país. Para a Copa do Mundo, formamos 10 mil homens em doutrinas de ações de choque, e estamos com condições de atuar em todas as 12 cidades-sede ao mesmo tempo”, afirma o coronel Aragon.

O número de policiais treinados pela Força Nacional para controle de protestos é representativo quando se compara o efetivo das tropas de Choque dos estados: a maioria possui apenas um batalhão, contando com entre 100 e 200 homens com esta qualificação.

Até mesmo São Paulo, que possui a maior Tropa de Choque do país (3 mil homens) e que, mesmo durante ataques de facções criminosas, nunca pediu apoio federal na segurança pública, deve contar com homens da Força Nacional, diz o secretário nacional de segurança para grandes eventos, delegado da Polícia Federal Andrei Augusto Passos Rodrigues.

Segundo ele, os estados deverão concluir até o fim de janeiro o planejamento do que que vão precisar de apoio federal. 

A previsão é que, com a experiência da Copa das Confederações, quando houve atuação em 5 estados, a Força Nacional envie soldados para todos aqueles que receberão jogos da Copa.

“Pela qualidade desta tropa, ela deverá atuar em todas as sedes. Em algumas, como força de contingência (ficando em espera nos quartéis, sendo acionada só quando precise). Em outras, terá função definida de antemão, como apoio ao policiamento ostensivo, bloqueio de estádios, controle de ruas onde haverá protestos. Cada estado definirá isso”, afirma Rodrigues.

"Temos uma interação absolutamente boa com o secretário de Segurança de São Paulo, Fernando Grella, que já esteve aqui no Ministério da Justiça várias vezes e sabe que esta é um força que está à disposição”, acrescenta o secretário.

A Secretaria de Segurança de São Paulo informou que o plano de segurança para a Copa ainda não está pronto, mas que a hipótese de pedido de apoio da Força Nacional "sequer foi cogitada".

Manifestantes se ferem em confronto com a Força
Nacional no leilão de Libra, em outubro
(Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo)
Preparação
A decisão de aplicar um curso de controle de distúrbios civis (como são chamados, na linguagem policial, manifestações e protestos) em 10 mil homens ocorreu após uma análise das últimas edições do evento.

“Desde a Copa do Mundo de 1930, os países-sede enfrentam histórico de manifestações. Houve também na África do Sul (2010), na Alemanha (2006) e na Coreia do Sul e no Japão (2002). Já estávamos preocupados com isso antes mesmo dos eventos deste ano, pois não é nossa responsabilidade esperamos pra ver”, diz o coronel Aragon. “A violência dos protestos recentes é que assustou. Tivemos muitos policiais feridos no Rio. Isso gerou aprimoramentos”, afirma ele.

“A doutrina de força de Choque determina que não se chegue muito perto dos manifestantes. Não é uma ciência exata. No leilão de Libra (em outubro no Rio), houve confronto e fomos atacados, mas tentamos manter uma distância mínima de 30 metros deles. O objetivo era manter o isolamento e impedindo o acesso ao local de onde ocorria o evento”, explica o diretor da Força.

Durante leilão de Libra, homens da Força Nacional
bloquearam praias no Rio
(Foto: Sergio Moraes/Reuters)

Quando a Força Nacional é enviada em apoio a um estado, ela fica subordinada aos órgãos de segurança pública locais e recebem missões específicas.

Por exemplo, na final da Copa das Confederações, em que o Brasil bateu por 3 a 0 a Espanha no Maracanã, em 30 de junho, os PMs da Força integravam uma linha de contenção do estádio. Já durante os protestos, foram destinados, pela PM do Rio, para fazer o bloqueio ou conter atos de vandalismo em alguma rua.

Formada por cerca de 12 mil homens, entre policiais militares, policiais civis, peritos e bombeiros, a força atua sempre com caráter temporário e sob portaria publicada no Diário Oficial pelo Ministério da Justiça. Enquanto cedidos pelos estados para uma missão, os policiais continuam como contratados pelo estado e recebendo o salário do estado. Há apenas um adicional: a diária de viagem para a missão, que é paga pelo governo federal, e varia entre R$ 200 e R$ 600 por dia, dependendo do local.  Durante a Copa das Confederações e a visita do Papa, o Ministério da Justiça autorizou o pagamento de diária dobrada para integrantes da PF, Polícia Rodoviária Federal e da Força.

Policiais da Força Nacional atiram contra grupo em
protesto no Rio (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)
Robô espião 
Para os protestos de 2014, a Força adquiriu um minirrobô espião, que vai monitorar militantes do black bloc: pequeno e de borracha, ele se infiltrará durante os atos de violência para realizar filmagens e auxiliar na investigação dos envolvidos.

“Não posso dar detalhes de como funciona, para que não seja envolvidos. Mas suas imagens vão nos ajudar a entender o que está acontecendo”, diz o coronel Aragon.

A corporação possui uma escola, em Brasília, que padroniza as ações dos policiais de vários estados, seguindo os preceitos da ONU, que, conforme o comandante, autoriza o uso de munição menos letal nos protestos, como spray de pimenta, lacrimogêneo e bala de borracha. Também foi montado, na capital federal, um centro de monitoramento que permite acompanhar em tempo real todas as operações da força pelo país, que vão desde apoio a cidades em caso de greves policiais, socorro em calamidades, enchentes e tragédias, até policiamento de áreas indígenas  e proteção de juízes e autoridades.

“Cheguei a ter 42 operações ocorrendo ao mesmo tempo nos 23 estados e no Distrito Federal. Preciso saber o que está acontecendo em cada uma delas”, afirma o diretor da Força.

Fonte: G1

Força Nacional vai atuar na segurança do sorteio da Copa nesta sexta

05/12/2013 

Chega hoje (4) à Bahia o restante do efetivo da Força Nacional de Segurança Pública que vai atuar na segurança do sorteio final das chaves da Copa do Mundo de 2014. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, autorizou o envio da força ao estado para reforçar a segurança do evento, que ocorre nesta sexta-feira (6).

A lista de convidados tem 1.300 nomes e terá as presenças da presidenta Dilma Rousseff, do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa, na sigla em inglês), Joseph Blatter, e do secretário-geral da Fifa , Jérôme Valcke.

De acordo com portaria do ministério, publicada hoje no Diário Oficial da União, a atuação da força envolve controle de tumultos e distúrbios civis, escolta e segurança dos membros do Comitê Executivo da Fifa, preservação da ordem pública e garantia da integridade dos envolvidos. O sorteio ocorre na Costa do Sauípe, a 75 quilômetros de Salvador, e definirá os grupos e jogos da primeira fase da competição.

Segundo o Ministério do Esporte, estarão envolvidas na organização do evento 2.700 pessoas, sendo 200 voluntários, para a estrutura de suporte aos convidados e à imprensa. O sorteio está marcado para as 14h, horário de Brasília. A transmissão da solenidade será feita ao vivo para 193  países por meio de 79 emissoras de TV e 30 de rádio, das quais sete e 17 brasileiras, respectivamente.

A portaria informa que a necessidade do emprego da Força Nacional partiu de “manifestação expressa” do governador da Bahia, Jaques Wagner. De acordo com o secretário de Copa da Bahia, Ney Campello, o governo estadual investiu R$ 6,4 milhões na estrutura do evento.

A atuação do efetivo durará sete dias, a partir de hoje, de acordo com o documento. Parte dos homens e mulheres da Força, no entanto, já atua no estado desde 27 de novembro, segundo o Ministério da Justiça.

Durante o sorteio, as 32 seleções que participarão do mundial serão divididas em grupos de oito que terão como cabeças de chave o Brasil, a Espanha, Alemanha, Argentina, Colômbia, Bélgica, Suíça e o Uruguai, escolhidos com base no ranking da Fifa de outubro deste ano (a exceção é o Brasil, que é o país-sede).

Na semana passada, o Exército promoveu a primeira reunião para o planejamento das ações de defesa durante os jogos da Copa, com setores de segurança e defesa nacionais como Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e Polícia Militar.



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