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EDU GASPAR ESCOLHE CINCO OPÇÕES DE BASE PARA O BRASIL NA COPA DO MUNDO

16/04/2017

Coordenador de seleções da CBF passou nove dias visitando a Rússia
   
Edu Gaspar, coordenador de seleções, com o mapa da 
Rússia: preocupação agora é com a estrutura na Copa - 
Marluci Martins / Marluci Martins
Por Marluci Martins

Ex-jogador de ótimo passe e elegância no arremate, Edu Gaspar, aos 38 anos, está de novo com a bola. A um ano e dois meses da Copa da Rússia, é ele, coordenador de seleções da CBF, quem vem buscando os atalhos para uma boa logística na competição. De volta há uma semana de um tour russo de nove dias, Edu filtrou cinco possibilidades de quartel-general para a seleção, entre 58 possibilidades oferecidas pela Fifa.

Tais opções de base serão apresentadas amanhã ao técnico Tite, para a escolha definitiva da concentração do Brasil na Rússia. As anotações a caneta feitas por Edu no mapa das cidades da Copa são as pistas das preferências: São Petersburgo, Sochi, Kazan, Samara e, até, Krasnodar, excluída da lista final das sedes oficiais, mas vizinha aos principais centros da competição, a ser disputada em 12 estádios.

— A gente vai precisar de um bom local de treino, independentemente da cidade. Nossa prioridade é atender aos anseios técnicos. Às vezes, uma cidade não é tão glamourosa, mas tem um baita centro de treinamento. Nessa visita à Rússia, em alguns momentos mudei o “schedule” (cronograma). Não quis ver estádios. Priorizei conhecer as cidades porque campo de futebol eu vi durante minha vida inteira — destaca Edu.

O coordenador esteve na Rússia com o supervisor Luís Wagner e o preparador físico Fábio Mahseredjian. O trio voltou ao Brasil resignado com a oferta de uma infraestrutura ainda não tão próxima do padrão de excelência, mas passível de aperfeiçoamentos:

— Quase nenhum campo de treinamento chegou ao padrão Fifa. Alguns CTs ainda estão em construção. Fui a oito ou nove cidades, e nenhum “base camp” (conjunto de hotel e campo de treino) vai atender 100% da demanda da seleção — explica. —Vamos supor que você fique em um hotel muito bom, com conforto, mas sem estrutura pós-treino... Por isso, ainda voltarei à Rússia. E não quero esperar muito, pois há a possibilidade de precisarmos mexer na infraestrutura. Mas seria injusto falar de coisas ruins. Nada me assustou. Eles vão entregar o que estão prometendo.

LONGE DO ATENTADO

Nem mesmo o atentado no metrô de São Petersburgo quando Edu estava em Moscou, no início de abril, desmonta o otimismo. Naquele dia, o telefone tocou várias vezes. A alta cúpula da CBF queria saber de sua integridade física. Foi assim que Edu ficou a par do incidente com 14 mortos e mais de 40 feridos.

— A gente não sabia de onde veio a bomba. Claro, (o terrorismo) é uma pauta negativa. Recebi um comunicado da Fifa. Sabiam que eu estava lá e tiveram a preocupação de me avisar que a própria Fifa e o governo russo vão estar muito atentos a isso no período da Copa. Eu não acho que teremos esses incidentes. Em todas as Copas, fala-se sobre essa possibilidade, mas nunca aconteceu nada — diz o coordenador, que ficou bem mais assustado na última terça-feira quando, já de volta ao Brasil, acompanhou pela imprensa os estilhaços da repercussão da bomba perto do ônibus do Borussia Dortmund, na Alemanha. — Essas coisas não costumam ocorrer no futebol.

VERÃO E CALOR HUMANO DO MUNDIAL

Como jogador, Edu Gaspar bateu na trave dos planos do técnico Carlos Alberto Parreira. Uma lesão no joelho esquerdo deixou uma cicatriz no currículo de quem sonhava com a Copa da Alemanha, em 2006. Onze anos depois, dentro de um terno bem cortado, Edu está dando o pontapé inicial na Copa da sua vida. Na pele de dirigente, mas com a cabeça de boleiro que sabe a importância de encurtar a distância entre o jogador e a família.

Esse é um fator preponderante na escolha da base do Brasil no Mundial do ano que vem. A cidade de Kaliningrad está descartada, por ser a mais afastada cidade do mapa russo. O que dificultaria a aproximação dos parentes.

— Como os familiares dos jogadores poderiam ficar aqui, tão longe? — questiona Edu, sobrevoando o mapa com a caneta e a sensibilidade de ex-jogador de Corinthians, Arsenal, Valencia e seleção. — Diz pra mim um momento da vida em que um irmão, um pai e uma mãe não são bem-vindos. A gente precisa humanizar essas coisas. Estou falando por mim. Achamos positivo ter a família por perto. Em alguns momentos, você precisa de um ombro. E vai ter quem por perto? Com tudo bem organizado, não haverá problema. Vejo mais pontos positivos do que negativos.

Ou seja: Edu não está somente buscando uma concentração para a seleção. Nas suas anotações, estão também subentendidas boas condições para a rotina temporária de familiares e convidados na Rússia.

— Essa questão me preocupa. Se os familiares não ficarem em um local muito próximo ao nosso hotel, que possam ficar ao menos em uma cidade vizinha — afirma.

Se o conforto das famílias é uma das questões determinantes para a escolha da base da seleção brasileira, a distância entre as cidades, à exceção da isolada Kaliningrad, não assusta nem impõe nenhum obstáculo ao planejamento que está sendo traçado.

— Os trajetos, de avião, são de 2h30. A distância não me preocupa — afirma Edu.

A temperatura também está fora da pauta do coordenador de seleções da CBF. O frio russo não será adversário de nenhuma seleção ao longo da Copa do Mundo:

— A temperatura vai ser boa, verão. Vai oscilar entre 24 e 28 graus. Ninguém vai sentir frio.

O trabalho não se limita ao estudo do outro continente. É bem mais amplo, e vai além das questões geográficas. Rasga o calendário, supera Natal, Ano Novo e carnaval. Edu está com a cabeça na Rússia. E com o olhar em outras seleções de ponta.

— Teremos um amistoso contra a Alemanha, em março (de 2018), e ainda trabalhamos para conseguir mais outro. E queremos mais dois em novembro— lembra, certo de que o tempo está passando com a velocidade de uma bola chutada a gol.

Fonte: O Globo

Eliminatórias: Seleção encara voo fretado e ônibus para partida na Venezuela

© Lucas Figueiredo / CBF

09/10/2016

CBF evita detalhar o planejamento para não gerar repercussão negativa sobre o tema no país vizinho

A seleção brasileira encerra neste domingo a sua tranquila passagem por Natal (foto), com viagem rumo ao destino mais complicado da América do Sul neste momento. O deslocamento para Mérida, local do jogo desta terça-feira contra a Venezuela, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, é mais complicado do que até mesmo a ida para a altitude de La Paz, na Bolívia, pelas condições ruins de acesso à cidade e o temor com as condições socioeconômicas do país. O planejamento exigiu da CBF atenção com a logística e deslocamento das bagagens.

A inexistência de voos diretos entre Brasil e Venezuela, ao contrário da oferta para outros países vizinhos, obrigou a CBF a fretar avião com destino à região oeste do país. O aeroporto mais próximo é em El Vigia, cidade a 70 km de Mérida. Daí para frente o caminho será por estrada sinuosa na Cordilheira dos Andes. O deslocamento terrestre deve levar cerca de 1 hora e 30 minutos.

Outra preocupação da CBF foi reforçar a quantidade de produtos de uso pessoal para os jogadores e comissão técnica. Embora não se pronuncie sobre o tema, a entidade teve o cuidado de preparar a bagagem com alimentos e itens de higiene usados pelo elenco para evitar o problema de abastecimento enfrentado pela população da Venezuela. No último mês, a Argentina esteve em Mérida e carregou para a cidade desde toalhas até papel higiênico e sabonetes por temer a mesma dificuldade.

A CBF evita detalhar o planejamento para não gerar repercussão negativa sobre o tema no país vizinho. Oficialmente, a informação é genérica. "A CBF tem cuidado esmerado com todos os aspectos de viagens, de voo à comida. Tudo o que foi pensado para ir à Venezuela está dentro do esperado", explicou o chefe da delegação, José Vanildo. A equipe sai na tarde deste domingo de Natal, em voo fretado de cerca de sete horas de duração, e faz treino em Mérida, nesta segunda-feira, no local da partida.

A logística das Eliminatórias tem sido alvo de estudo dos dirigentes brasileiros. A dificuldade em encontrar voos, somada ao pouco tempo de treinamento, levou a CBF a tomar medida inédita para a preparação em Natal a fim de receber a Bolívia. A entidade fretou avião de Madri até a capital potiguar para trazer os 13 jogadores que atuam na Europa. "Foi mais fácil do que contar com viagens espalhadas de um ou de outro, com conexões em São Paulo ou Rio de Janeiro, antes de pegarem outro avião para Natal", explicou o coordenador de seleções da entidade, Edu Gaspar.

A viagem da Europa para Natal, de cerca de sete horas e meia, terminou na tarde de segunda-feira, com a chegada do grupo ao hotel. Todos foram avaliados pela comissão técnica para aferir o desgaste, pois a maioria atuou no fim de semana nos campeonatos europeus. O Brasil agora conta com um preparador físico de dedicação exclusiva: Fábio Masheredjian, ex-Corinthians. É responsável também por monitorar o desgaste de cada atleta nos seus respectivos clubes para evitar lesões durante estadia na seleção.

VÍTIMA DA LOGÍSTICA - Um erro na preparação da viagem atrapalhou a Bolívia bem antes de sofrer a goleada de 5 a 0 do Brasil. A seleção levou nove horas para sair de Santa Cruz de la Sierra e chegar à capital potiguar por ter programado voo fretado com escala em Goiânia. Como o aeroporto escolhido não tem imigração e só recebe voos locais, a rota teve de ser alterada.

A delegação transferiu a parada de abastecimento para Brasília, onde foi obrigada a deixar o avião e fazer o procedimento legal. O processo demorou três horas. Os bolivianos só chegaram ao local da partida contra o Brasil na noite da véspera do confronto. Os jogadores tiveram pouco tempo para treinar na Arena das Dunas. Com informações do Estadão Conteúdo.


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Dunga e Gilmar se reúnem na sede da CBF para planejar a Copa América

Reunião nesta quinta-feira começou a definir a logística da Seleção no Chile 
(Foto: Divulgação / CBF)

05/12/2015

Logística da delegação brasileira no Chile é debatida em encontro nesta quinta-feira. Brasil está no Grupo C, ao lado de Peru, Colômbia e Venezuela

O técnico Dunga e o coordenador Gilmar Rinaldi se reuniram nesta quinta-feira, na sede da CBF, no Rio de Janeiro, para iniciar o planejamento para a Copa América. O encontro serviu para que fossem tomadas decisão como os locais de hospedagem da delegação brasileira, que viajará para o Chile, em junho. 

Estiveram também no encontro o administrador assistente da Seleção, Luís Vagner Vivian, e  o presidente do Grupo Águia (empresa responsável por organizar toda a parte de logística de transporte da Seleção), Paulo Castelo Branco.   

O Brasil estreará na competição no dia 14 de junho, na cidade de Temuco, contra o Peru. Depois, enfrentará a Colômbia, no dia 17 de junho, em Santiago. O último jogo da fase de classificação será no dia 21 de junho contra a Venezuela, também em Santiago.


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Copa do Mundo de 2014 e seus desafios logísticos

16/01/2014

Escrito por Victor Simas, presidente da Confenar (Confederação Nacional das Revendas Ambev e das Empresas de Logística da Distribuição)

Neste ano o País do futebol será palco, pela segunda vez, de um dos eventos mais importantes do cenário esportivo mundial, a Copa do Mundo de 2014. Similar ao que foi registrado por muitos brasileiros, em 1950, o desafio logístico de diversos setores do Brasil, envolvidos nesse evento, é grande. A ação necessita de um planejamento estratégico eficaz, que atenda a vários segmentos, como infraestrutura, serviços, transporte, entre outros.

As iniciativas de melhoria do País parecem fáceis de executar. Mas, são desafiadoras para a nossa atual realidade.  Os déficits para receber o segundo maior evento esportivo do mundo no Brasil (atrás apenas das Olimpíadas) são evidentes, pois é preciso modificar e evoluir em diversos pontos.

Entre eles está o projeto logístico, um dos mais importantes para que o evento ocorra sem complicações. O desafio de garantir que a Copa seja realizada com eficácia é essencial, especialmente na locomoção de produtos e pessoas, além de possibilitar um ambiente seguro para atletas e espectadores. Diante disso, é preciso que autoridades e especialistas garantam projetos adequados para os próximos anos, e também para os próximos eventos.

Nas mãos dos organizadores existem muitas ações em desenvolvimento, além das arenas, que precisam se adequar aos padrões da Fifa, aeroportos, rodoviárias, hotéis e transportes, tanto de cargas quanto de passageiros, necessitam de atenção especial em razão do grande fluxo de pessoas e produtos que vão circular no período.

No geral, são necessários fortes investimentos em infraestrutura do transporte dentro das cidades e entre as cidades dos jogos, reforçando as linhas e o número de ônibus, metrôs e trens. Além disso, é preciso intensificar a operação nos aeroportos e realizar um serviço eficiente e disponível em vários idiomas.

Para o setor de bebidas, mercado de atuação da Confenar, o cenário será promissor durante a Copa. A Confederação prevê para a ocasião uma estratégia de distribuição similar ao período de alta temporada do verão brasileiro. A ação promovida para aumentar a distribuição garante o abastecimento constante dos pontos de venda, com opções variadas de produtos em bares, lanchonetes, restaurantes e supermercados e em outros locais em que haverá exibição dos jogos. Com a efetiva implementação de iniciativas de melhoria na estrutura logística do País, alinhada ao reforço no abastecimento das bebidas aos consumidores, faremos do Brasil um time vencedor dentro e fora dos campos.

Fonte: Portogente

Plano logístico para turistas na Copa 2014

11/09/2013

O ministro da Secretaria de Aviação Civil e o presidente da Embratur fizeram reunião para traçar um plano de logística para turistas na Copa do Mundo

O ministro Moreira Franco, recebeu, nesta quarta-feira (11), o presidente da Embratur, Flávio Dino na Secretaria da Aviação Civil. Os dois debateram o andamento do projeto de reforma dos aeroportos regionais brasileiros, como forma de estímulo ao turismo nacional e internacional e acertaram de realizar um plano logístico para turistas durante os 30 dias da Copa do Mundo 2014.

“Em dezembro, quando houver o sorteio das chaves, saberemos as seleções que jogarão em cada cidade. Mas, somente ao final da primeira fase, o turista saberá em qual cidade sua seleção jogará as oitavas, quartas ou semis. Ou seja, só a partir daí poderá comprar suas passagens de avião”, lembra o presidente da Embratur, Flávio Dino. “Por isso, precisamos de um plano logístico para garantir que o estrangeiro que estiver em uma determinada cidade na primeira fase possa se deslocar tranquilamente e a preços justos de uma cidade-sede a outra”.

O ministro Moreira Franco atualizou Dino do andamento das obras de modernização dos aeroportos regionais, que terão grande impacto para o turismo tanto de lazer quanto de negócios. Um plano, lançado pela presidenta Dilma Rousseff, investirá R$ 7 bilhões na modernização de 270 aeroportos regionais nos próximos anos. “Em dez anos, o transporte aéreo saltou de 30 milhões de passageiros por ano para 100 milhões de pessoas/ano. Mas depois de um avanço tão importante em tão pouco tempo surgem gargalos. O mais importante deles, na minha opinião, são as grandes dificuldades que enfrentamos para realizar viagens regionais”, avalia Dino.

Dino lembrou que, em um país de dimensões continentais como o Brasil, o transporte aéreo é um modal essencial para garantir o fluxo de turistas, tanto a lazer como a negócios. “Além do ganho de qualidade de vida para milhões de pessoas, a intensificação das viagens regionais representa um incremento em diversas economias locais, graças ao fluxo turístico.”

Moreira e Dino também conversaram sobre a necessidade de ampliar a competitividade do setor aéreo brasileiro, com redução do custo das empresas aéreas e aumento do número de concorrentes no mercado.

Fonte: Embratur

Com receio de pernilongos, técnico inglês mostra preocupação com logística da Copa de 2014

Técnico da Inglaterra teme por pernilongos
Foto: Divulgação
26/06/2012

O técnico da Inglaterra, Roy Hodgson, relatou preocupação com a logística da Copa do Mundo do Brasil em 2014. As dimensões continentais do país, as variadas temperaturas e até os insetos são algumas das preocupações do treinador inglês.

Em entrevista coletiva, ao lado dos técnicos das outras seleções que compõem o Reino Unido, Hodgson demonstrou que teme até por uma desclassificação para a segunda fase da Copa do Mundo em consequências de problemas de adaptação climática. “Se você estiver em Porto Alegre, precisará de um casaco de pele. E, se você estiver em Manaus, vai se deparar com 40 ou 50 graus de calor e muitos pernilongos”, declarou o técnico inglês.

Outra preocupação de Hodgson é com as acomodações que o Brasil destinará para as equipes. Apesar de já ter analisado possíveis concentrações em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, ele não esconde o descontentamento com a demora em se definir os hotéis e campos de treinamento credenciados oficialmente pela FIFA. “Você não vai querer escolher necessariamente um hotel com um local de treinamento que não gosta e vice-versa.”, disse o inglês.

Fonte: TribunaHoje

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Copa de 2014 será "pesadelo logístico", diz jornal britânico

Temperaturas nas sedes da Copa vão "do tropical ao congelante", como no Beira-Rio, diz jornal
Foto: Caco Argemi/Palácio Piratini/Divulgação

26/06/2012

O diário britânico The Independent afirma em sua edição desta terça-feira que a Copa do Mundo de 2014 será "um pesadelo logístico devido às grandes distâncias e variações de temperaturas" no Brasil. O jornal diz que os transtornos enfrentados pela Inglaterra na Eurocopa 2012 - teve que se deslocar várias vezes entre os dois países-sede do torneio, a Ucrânia e a Polônia - são "férias na praia" se comparados com os que poderão ser enfrentados pela equipe inglesa, caso se classifique, durante a Copa no Brasil.


Durante a Eurocopa, a seleção inglesa, que foi eliminada pela Itália no domingo, teve de enfrentar quatro voos ao longo de 16 dias, mas o diário comenta que se a Inglaterra cair no Grupo E da Copa no Brasil, ela poderá ter de viajar uma distância de mais de 4.400 km. Nessa chave, são previstos jogos em Manaus, Salvador, Curitiba, Porto Alegre e Rio de Janeiro.

Além das cansativas e longas viagens, segundo o jornal, as equipes teriam que "encarar temperaturas que iriam do tropical ao congelante".

Inspeção
Como exemplo do extremo calor tropical que a equipe enfrentaria, o The Independent cita a Arena da Amazônia, em Manaus, e, em um outro extremo, o Estádio Beira-Rio, de Porto Alegre, "que conta com invernos mais amenos que os europeus, mas que pode ocasionalmente ter temperaturas congelantes".
Em julho, o técnico da Inglaterra, Roy Hodgson, lembra o jornal, viajará ao Brasil, na companhia de um representante da delegação inglesa, para inspecionar os locais que a Associação de Futebol (FA, na sigla em inglês) inglesa escolherá para hospedar a equipe.

De acordo com o The Independent, a FA poderá optar pela região costeira do Nordeste, seja Fortaleza, Recife ou Natal, ou "mais provável, por bases em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro, no sul".

O jornal lembra que nenhum país europeu já ganhou uma Copa do Mundo realizada na América do Sul e acrescenta que a competição contará com "equipes mais talentosas que o atual time inglês". Mas o diário conclui que "logisticamente a Copa de 2014 representa o maior desafio já encarado pela FA até hoje".


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Construção civil e logística em alta com a Copa de 2014


26/12/2011

A Copa do Mundo de 2014 está realizando os sonhos do engenheiro civil Fábio Prado, de 25 anos. Antes mesmo de terminar a faculdade, em 2009, ele já sabia que gostaria de trabalhar com construção de estádios. Com o evento esportivo, ele conseguiu emprego no escritório responsável pelos projetos de engenharia do estádio do Corinthians, em São Paulo, do Grêmio, em Porto Alegre, e o da cidade do Recife.

Além da engenharia, os setores de hotelaria, logística, turismo e tecnologia da informação já oferecem oportunidades de olho no Mundial. Segundo levantamento Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), feito pela Fundação Getúlio Vargas, a estimativa é que a Copa seja responsável pela criação de 700 mil novos empregos, diretos e indiretos.

"Sempre fui fascinado por construções. Todo mundo falava sobre a Copa no Brasil e vi a possibilidade de atuar nesse ramo e participar de grandes projetos, mais complexos”, diz.

Prado fez um projeto de conclusão de curso sobre a construção de estádios em 2009, no Instituto Mauá de Tecnologia, e foi indicado por uma professora para trabalhar em um escritório de engenharia que atua neste setor. “Foi um planejamento de carreira e de marketing pessoal também. Eu já tinha interesse na área e o projeto da faculdade me deixou mais preparado para atuar”, conta.

Hoje, ele ainda trabalha na mesma empresa, a EGT Engenharia, e sua função é otimizar os projetos dos estádios. Ele realiza testes em softwares para analisar se a estrutura realmente é segura e se tudo o que foi planejado está sendo realizado. “Conseguimos até simular torcedores pulando para avaliar o comportamento e a segurança”, explica Prado.

Com a proximidade da Copa, o engenheiro ressalta que ainda dá tempo para encontrar um emprego no setor de construção civil, já que muitas obras de infraestrutura em rodovias, portos e aeroportos estão acontecendo. “O mercado é muito grande e as empresas sempre estão procurando pessoas qualificadas para trabalhar.”

Áreas em alta
As empresas já começaram a buscar profissionais para preencher seu quadro de funcionários e não perder oportunidades de negócio que vão surgir com a Copa do Mundo de 2014..

“Essa é a janela de oportunidades que os brasileiros têm para se profissionalizar e conseguir uma boa posição no mercado”, afirma José Augusto Figueiredo, vice-presidente de operações da DBM Brasil e América Latina.

Para Cássia Silveira de Assis, coordenadora do curso de engenharia civil do Instituto Mauá de Tecnologia, as oportunidades que apareceram com o Mundial devem continuar mesmo depois do evento. “Ele deu visibilidade para a necessidade de infraestrutura em rodovias e aeroportos. Com o desenvolvimento do país, algumas obras ficaram paradas e agora todas precisam andar, por isso o mercado de trabalho está aquecido.”
"Profissionais de outras áreas também podem atuar em parceria com os engenheiros, sendo muito comum encontrar equipes formadas por geólogos, engenheiros e gestores ambientais, biólogos e físicos", relata Gisleine Coelho de Campos, coordenadora do curso de engenharia civil da Universidade Anhembi Morumbi.

O setor de hotelaria também está se estruturando para atender os turistas que estarão no Brasil. As redes estão investindo em cursos de idiomas e de formação. Segundo Francisco Gentil Vieira, coordenador do curso de hotelaria da Anhembi Morumbi, as empresas estão buscando mão de obra na faculdade porque não encontram profissionais qualificados para trabalhar. “Como a hotelaria é uma prestação de serviço em que o profissional deve estar preparado para atender o público, principalmente em eventos como esse.”

Outra área que vai buscar trabalhadores é a logística, já que a estrutura de transportes será bastante exigida durante o Mundial. Profissionais com pouca experiência ou que desejam iniciar carreira no setor devem aproveitar. Segundo Figueiredo, haverá uma grande demanda por mão de obra de nível médio.

A tecnologia da informação continuará tendo um papel importante para o desenvolvimento de soluções que vão facilitar a rotina de trabalho, como softwares para engenheiros e sistemas administrativos para hotéis. "É um setor que já está em alta há alguns anos e deve continuar", afirma Figueiredo.

Para quem são as vagas

Profissionais que já atuam nas áreas de construção civil, hotelaria, turismo e logística têm mais chances para conseguir uma oportunidade de trabalho, mas quem está em busca de um emprego também pode aproveitar o momento. “Muitas empresas estão preocupadas em capacitar seus funcionários. Quando um hotel, por exemplo, começa a atuar precisa de uma área de contabilidade e de um escritório. As coisas estão ligadas em cadeia e o crescimento acontece em todos os setores”, diz Figueiredo.


Perfis de emprego para a Copa do Mundo 

Construção Civil

Nível Superior:Engenheiro civil, geólogo, gestor ambiental, físico, biólogo.

Nível Médio e Fundamental: Pedreiro, carpinteiro, marceneiro, pintor, técnico em segurança do trabalho, mestre de obras, servente. 
Logística

Nível Superior: Administrador de empresa, contador.

Nível Médio e Fundamental: Motorista, entregador, auxiliar de carga e descarga, auxiliar administrativo. 
Tecnologia da Informação

Nível Superior Programador, desenvolvedor, administrador de data center.

Nível Médio: Técnico em informática, técnico em manutenção. 
Tursimo e Hotelaria

Nível Superior: Turismólogo.

Nível Médio e Fundamental: Recepcionista, vendedor, operadores de telemarketing, faxineira, cozinheiro, guia turístico, garçom, barman, administrador de empresa, contador. 
Além de engenheiros, a área de construção civil recruta mestre de obras, pedreiros, pintores, técnico em segurança do trabalho, carpinteiros, marceneiros e serventes. "É preciso ter uma equipe multidisciplinar para conseguir uma boa solução", ressalta Cássia. Para ela, o candidato precisa estar preparado para começar a trabalhar rapidamente, atendendo a necessidade do empregador.

No setor de turismo e hotelaria existem vagas para atuar em agências, hotéis e eventos. Recepcionistas, vendedores, operadores de telemarketing, faxineiras e cozinheiros são alguns dos profissionais que podem encontrar uma nova oportunidade com a Copa. "A expectativa é otimista, mas ainda precisamos organizar melhor o ramo de hospedagem", acrescenta Vieira.

Em logística são requisitados técnicos em logística, motoristas, ajudantes de carga e descarga, auxiliar administrativo. Já para o segmento de tecnologia da informação, as empresas buscam programadores, desenvolvedores, técnicos em informática e em manutenção e administradores de data center.

Formação para atuar na Copa

Leonel Estevan, de 20 anos, percebeu o número de oportunidades que estão surgindo com a Copa de 2014 e decidiu buscar capacitação no exterior para atuar no setor de hotelaria. Ele estuda hotelaria e desde 2010 trabalhava em uma grande rede de hotéis. No ano que vem ele vai para o Instituto Glion, na Suíça, para aprimorar seus conhecimentos.

"Quando entrei na faculdade não tinha pensado na Copa, mas quando vi o boom hoteleiro que o país teria resolvi investir na minha formação”, diz.

O projeto de Estevan é adquirir mais experiência no exterior para conseguir atender os turistas que estarão no Brasil. Segundo ele, conhecer a cultura e os costumes de lugares diferentes vai ajudá-lo em sua profissão.

Estevan voltará para o país em janeiro de 2013 e acredita que terá um grande campo de atuação, mesmo estando tão perto da realização da Copa do Mundo. “Antes eu nem pensava em voltar, queria ficar no exterior porque achava que não havia campo de atuação, mas agora quero voltar para o Brasil”, ressalta. (g1)

Fonte: Jornal Stylo

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