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APÓS PROMETER VOTO EM CANDIDATURA DA AMÉRICA DO NORTE, CBF VOTA PELO MARROCOS

CBF apoia candidatura da América do Norte, mas vota no Marrocos para sediar a 
Copa do Mundo de 2026 - AFP PHOTO / Kirill KUDRYAVTSEV

14/06/2018

Membros da delegação americana afirmam que troca de voto na Copa de 2026 foi 'resposta' de Del Nero às acusações feitas pela Justiça do país

Rússia - Depois de anunciar publicamente que toda a América do Sul votaria em bloco pela candidatura tripla da América do Norte - Estados Unidos, Canadá e México -, a CBF votou pela campanha do Marrocos para sediar a Copa do Mundo de 2026 na eleição ocorrida durante o Congresso da Fifa, em Moscou.

Nos documentos apresentados pela Fifa, o voto do Brasil foi marcado como para os norte-africanos. O presidente da CBF, coronel Antonio Nunes, admitiu que não queria ter votado na candidatura dos EUA, México e Canadá para sediar a Copa de 2026. "Era bom que fosse o Marrocos. Nunca teve Copa lá", afirmara. Mas lamentou: "eu era apenas um voto". O cartola brasileiro insistiu que foi "injusto" dar a Copa pela segunda vez para os EUA e pela terceira vez aos mexicanos. "Nunca teve no Marrocos. Isso não é certo".

Suas declarações deixaram o restante dos diretores da CBF chocados. Nunes não tem qualquer poder dentro da entidade e apenas ocupa o espaço para garantir que os interesses de Marco Polo Del Nero, presidente banido, sejam atendidos.

Consultado, um alto representante da delegação americana afirmou que acredita que voto brasileiro foi uma tentativa de retaliação contra os EUA por conta da prisão dos cartolas da CBF. Carlos Cordeiro, presidente da US Soccer, admitiu ter ficado "surpreso" com o voto brasileiro, enquanto o delegado mexicano, Decio Di Maria, espera que o Brasil no final reconheça onde era melhor a Copa ser realizada. Mas entre os delegados americanos, ninguém acredita em um "engano" por parte do coronel Nunes.

Para os americanos, coronel Nunes votou como parte de uma "resposta" de Del Nero. "É ele (Del Nero) quem manda ainda", disse, na condição de anonimato. Já para a chefia da Conmebol, o voto foi considerado como uma "traição". José Maria Marin foi alvo de um julgamento e está preso, enquanto que Marco Polo Del Nero caiu por conta das acusações apresentadas pelo Departamento de Justiça.

O fato é que com a decisão na eleição, a Copa do Mundo terá pela primeira vez uma sede tripla, com a maior parte dos jogos nos Estados Unidos. Antes, o evento só havia sido dividido em dois países, no Japão e na Coreia do Sul, em 2002, quando o Brasil faturou o pentacampeonato.

O Congresso da Fifa foi realizado na véspera da abertura da Copa do Mundo da Rússia. Nesta quinta-feira, a seleção anfitriã vai enfrentar a Arábia Saudita às 12 horas (horário de Brasília), em Moscou. A cerimônia de abertura terá início meia hora antes.

Fonte: O Dia

Del Nero faltou a 14 jogos seguidos da Seleção no exterior

03/09/2016

O presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, não acompanhou a estreia do técnico Tite na Seleção Brasileira no jogo desta quinta-feira, em que o Brasil venceu o Equador por 3 a 0, em Quito. Foi a 14ª ausência seguida do dirigente em partidas internacionais da equipe. Agora, ele promete ir a Manaus para ver o confronto com a Colômbia, na próxima terça-feira.

Neymar abraça Tite após 3 a 0 sobre Equador
Foto: Pedro Martins/MoWA Press

Ao não presenciar a boa atuação da Seleção na capital equatoriana, em jogo válido pelas Eliminatórias do Mundial de 2018, Del Nero quebrou um protocolo na entidade. Pelo menos nas últimas duas décadas, aquele que ocupava a presidência da CBF sempre prestigiou o início do trabalho dos técnicos da equipe verde e amarela.

Del Nero deixou de representar o Brasil no exterior desde que o FBI deflagrou em maio de 2015 operação de combate à corrupção no futebol mundial e prendeu, entre outros, o ex-presidente da CBF José Maria Marin, então seu braço direito na confederação. Ainda no ano passado, ele não esteve em quatro jogos do Brasil no Chile, pela Copa América, e ignorou dois amistosos da Seleção nos Estados Unidos.

Marco Polo Del Nero, presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)
Foto: Glaucon Fernandes/Agência Eleven/Gazeta Press

Também não compareceu em duas partidas da equipe pelas Eliminatórias no final de 2015, contra Chile e Argentina, na casa dos adversários. Já em 2016, faltou ao jogo contra o Paraguai, em Assunção - outro pela fase classificatória ao Mundial da Rússia -,  e não marcou presença em amistoso com o Panamá, nos EUA.

Recentemente, passou o mês de junho assistindo pela TV à campanha desastrosa da Seleção na Copa América Centenário, nos Estados Unidos, onde o Brasil foi eliminado após enfrentar Equador, Haiti e Peru.

A 14ª ausência foi registrada no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, na tarde-noite deste primeiro de setembro. Indiciado pela justiça norte-americana por crimes de corrupção, Del Nero já revelou a amigos que teme ser preso se deixar o País.

Fonte: Terra

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Del Nero reúne vices e retorna à presidência da CBF após licença de 3 meses

Marcelo Sayão/EFE

12/04/2016

Marco Polo Del Nero está de volta à presidência da CBF. Após três meses de licença, o mandatário reuniu seus vice-presidentes nesta segunda-feira e comunicou o retorno ao posto máximo da entidade - ocorrido na última quinta-feira (07).

A reunião foi o primeiro compromisso do presidente em seu retorno às atividades. A informação apurada pelo UOL foi confirmada pelo departamento de comunicação da CBF.

O futuro da presidência da CBF, no entanto, ainda é uma incógnita. Presidentes de Federação ouvidos pela reportagem não descartam uma nova licença de Del Nero nos próximos dias. Ele seguiria mandando na Confederação, mas ficara oficialmente afastado novamente. Uma definição pode ocorrer nesta terça, quando presidente e vices se encontram mais uma vez na sede da Barra da Tijuca.

Mesmo licenciado, Del Nero já tinha voltado a dar as cartas na Confederação nas últimas semanas. Como mostrou o Blog do Juca nesta segunda, ele mesmo convocou a reunião com os cinco vice-presidentes em ofício assinado pelo chefe de gabinete, Ivan dos Santos Souza, na última sexta-feira.

Na última terça-feira (05), Marco Polo sentou-se à mesa com o técnico Dunga e o coordenador Gilmar Rinaldi e comandou a reunião que cobrou melhores resultados da seleção brasileira. Dias antes, já circulava na sede da Barra da Tijuca e discutia com o diretor executivo e financeira da CBF, Rogério Caboclo, assuntos econômicos e estratégicos.

Após uma primeira licença entre 3 de dezembro de 2015 e 5 de janeiro deste ano - quando o vice Marcus Vicente ficou como interino -, Del Nero se licenciou novamente em 7 de janeiro. Em seu lugar, um novo substituto: o Coronel Nunes, vice mais idoso e presidente da Federação do Pará. A ideia era ter alguém que aceitasse suas ordens sem maiores "rebeldias".

Oficialmente, o presidente informou que deixava momentaneamente a cadeira para preparar sua defesa em relação às acusações de corrupção no processo que corre no Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Durante todos os três meses da licença, no entanto, Marco Polo jamais se afastou do comando. Com Coronel Nunes sem autonomia, Del Nero participou de todas as decisões do período. O retorno, agora, no entanto, é oficial. O Coronel Nunes volta ao posto de vice-presidente da casa - ao lado de Marcus Vicente, Delfim Peixoto, Fernando Sarney e Gustavo Feijó.

Fifa cobra indenização de R$ 20 milhões de Del Nero, Marin e Teixeira por danos à reputação da entidade

José Maria Marin (à esq.) e Marco Polo Del Nero(Sérgio Lima/Folhapress/VEJA)

16/03/2016

De acordo com a entidade, os dirigentes brasileiros mancharam a imagem do órgão máximo do futebol pelo envolvimento no escândalo de corrupção e abusaram de suas posições com gastos excessivos

A Fifa solicitou nesta quarta-feira à Justiça dos Estados Unidos uma indenização de 5,3 milhões de dólares (quase 20 milhões de reais) aos cartolas brasileiros Marco Polo Del Nero, José Maria Marin e Ricardo Teixeira pelos danos causados à entidade referentes ao abuso de suas posições para enriquecimento pessoal nos casos de corrupção em que são acusados, gastos excessivos com o dinheiro da Fifa, além do impacto à imagem e à reputação da organização que rege o futebol mundial. O documento, no entanto, pede o reembolso a todos os 41 dirigentes envolvidos no sistemático escândalo descoberto em maio do ano passado pelo FBI.

O presidente licenciado da CBF, Marco Polo Del Nero, e o ex-presidente da entidade, Ricardo Teixeira, foram membros do Comitê Executivo da Fifa por anos e, segundo a entidade, o valor a ser devolvido pelos dirigentes, respectivamente, seria de 1,67 milhão de dólares e 3,5 milhões de dólares. Já o sucessor de Teixeira na CBF, José Maria Marin, que está em prisão domiciliar na cidade de Nova York, terá de devolver 114 mil dólares, mas como nunca foi membro do Comitê Executivo da Fifa entra numa conta inferior da entidade.

Del Nero e Teixeira foram indiciados pela Justiça americana por suspeitas de terem cobrado propinas milionárias em contratos com empresas de marketing e de televisão. Se deixarem o Brasil, serão presos e entregues ao FBI. José Maria Marin, ex-presidente da CBF, aguarda o julgamento do seu processo em Nova York.

No documento apresentado às autoridades americanas, a Fifa argumenta que foi vítima perante os pagamentos de propina e subornos e que os dirigentes acusados são de fato responsáveis pelos atos ilícitos. A estratégia da entidade com a indenização é se desvencilhar de qualquer relação com os cartolas, afirmando não ter tido nenhum envolvimento com o escândalo.

"Os réus condenados abusaram das posições de confiança que eles tinham na Fifa e em outras organizações internacionais do futebol e causaram danos sérios e duradouros para a Fifa, seus membros associados e à comunidade do futebol. O dinheiro que eles se apropriaram pertencia ao futebol mundial e tinha significado para o desenvolvimento e a promoção do jogo. A Fifa, como a entidade máxima do futebol, quer que o dinheiro volte, e nós estamos determinados a conseguir isso não importa o quanto demorar", afirmou em comunicado o presidente recém-eleito Gianni Infantino.

Fonte: Exame.com


DEL NERO CONVOCA REUNIÃO, TIRA NOVA LICENÇA E CORONEL NUNES ASSUME CBF

09/01/2016

O presidente da CBF, Marco Polo del Nero, convocou uma reunião com a cúpula da entidade nesta quinta-feira para comunicar que entrará em nova licença do cargo. Para seu lugar, Del Nero indicou o vice Coronel Antonio Carlos Nunes (foto) como presidente em exercício.

Em contato com o blog, um dos vice-presidentes da entidade garantiu que Del Nero não anunciará a renúncia definitiva do cargo, como tem sido especulado desde que seu nome passou a ser alvo de investigações do FBI no caso de corrupção do futebol mundial que já levou vários dirigentes a prisão, incluindo José Maria Marin.


Em dezembro, Marco Polo já havia pedido uma licença e colocado o deputado Marcus Vicente interinamente no comando. Porém, na última terça o presidente da CBF afastou Vicente e voltou ao cargo. O retorno, no entanto, durou dois dias.

Mandatário da Federação Paraense de Futebol, Coronel Nunes foi eleito vice-presidente no dia 16 de dezembro no lugar de Marin. Assim, aos 77 anos, ele passa a ser o vice mais velho e assumiria o comando definitivo em caso de renúncia de Del Nero no futuro.





APÓS PRIMEIRA CONVERSA, GILMAR ESTÁ OTIMISTA COM NOVO PRESIDENTE DA CBF

Gilmar Rinaldi explica como foi o primeiro contato com o presidente 
interino da CBF (Foto: Reprodução SporTV)

12/12/2015

Chefe da delegação brasileira nas eliminatórias, Marcus Antônio Vicente substitui interinamente Marco Polo Del Nero. Diretor de seleções revela conversas com dirigente

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vive um momento de transição e incertezas. Com o pedido de licença de Marco Polo Del Nero, Marcus Antônio Vicente, ex-presidente da Federação Capixaba de futebol, assumiu o comando da entidade máxima do futebol nacional de forma interina. Em entrevista ao "Seleção SporTV", Gilmar Rinaldi, coordenador de seleções da CBF, revelou que já se reuniu com o novo mandatário, que foi chefe da delegação em duas partidas das eliminatórias para a Copa de 2018, e disse que o dirigente passou tranquilidade para que os integrantes da comissão técnica possam continuar trabalhando.

- Nos últimos dois jogos, ele era chefe da delegação. Nós conversamos e convivemos muito. Ele viu como era nosso dia a dia, com a gente conduz as coisas na parte administrativa e na parte técnica, com Dunga e a comissão. Agora, depois desses dias que ele assumiu, tivemos com o Dunga uma reunião. Eu tive duas reuniões com ele. Passei rapidamente todo o planejamento que nós temos para o ano que vem. Temos Eliminatórias, Copa América, Olimpíadas. Passei nossas necessidades pontuais de momento. Agora, a gente vai desenvolver o trabalho junto, vamos entender exatamente qual o direcionamento. O que me deixou muito tranquilo foi exatamente isso. Nós temos todas as condições e teremos para continuar nossa trabalho na seleção brasileira.

Além de Marcus Antônio Vicente assumir interinamente o cargo de presidente, a CBF convocou uma eleição para preencher o cargo de vice-presidente que está vago desde que José Maria Marin foi preso, em maio deste ano. A votação está marcada para acontecer no dia 16 de dezembro.

A CBF escolheu Antonio Carlos Nunes, como candidato a ocupar a vaga que era de Marin. A medida é vista como uma manobra da CBF que visa eleger um vice mais velho do que Delfim de Pádua Peixoto, de 74 anos. O catarinense transformou-se em inimigo declarado de Del Nero por defender a criação de uma liga nacional de clubes. O estatuto da confederação prevê que, em caso de renúncia do presidente, assume "o vice mais idoso".

Fonte; Ssportv


CBF confirma: Del Nero também não vai à Rússia para sorteio

Crédito: Antonio Lacerda / EFE

21/07/2015

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou nesta segunda-feira que o presidente da entidade, Marco Polo Del Nero, não viajará à Rússia para acompanhar no próximo sábado o sorteio das Eliminatórias do Mundial de 2018. O técnico Dunga e o coordenador de seleções Gilmar Rinaldi estarão no evento.

"Ele (Del Nero) não vai para a Rússia e ainda pensa se deve ou não indicar um representante oficial da entidade. Ele não viu tanta importância assim em comparecer ao encontro, até porque o Dunga e o Gilmar vão estar lá", declarou o secretário geral da CBF, Walter Feldman, em entrevista ao Terra.

Dunga estará presente no evento de sábado na Rússia
Foto: Hector Vivas/STR / Getty Images
  
Del Nero não foi ao Chile durante a recente disputa da Copa América e esteve ausente do Congresso da Fifa, nesta segunda. A alegação oficial é de que ficou no Brasil por causa da preocupação com a CPI do Futebol instalada no Senado e também em razão da aprovação da MP do Futebol .

Ele, no entanto, está sob investigação do FBI, por supostos crimes de corrupção, e se sente mais seguro permanecendo no Brasil. Nesta segunda, Del Nero manteve a rotina na CBF. Chegou cedo à sede, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, despachou com funcionários e teve tempo para uma longa conversa com o presidente da Federação de Futebol do Rio, Rubens Lopes.

Del Nero acompanhou o noticiário sobre o Congresso da Fifa e lamentou a atitude de um comediante inglês, que entrou no auditório da entidade e jogou várias cédulas falsas de dólar na direção do presidente da Fifa , Joseph Blatter . "Que coisa chata. Isso não se faz", comentou, em conversa com outros dirigentes da CBF.

Fonte: Terra


Del Nero espera manter Dunga até 2018 e minimiza eliminação: 'Erro de um jogador'

Del Nero defendeu o técnico da seleção brasileira
EFE/FABIO RODRIGUES POZZEBOM

01/07/2015

Ainda aguardando pelo relatório de trabalho da comissão técnica, que lhe deve ser entregue ainda nesta semana, o presidente Marco Polo Del Nero está certo de que nenhuma mudança é urgente. Após a eliminação para o Paraguai na Copa América, o mandatário da CBF isentou Dunga de qualquer culpa e revelou que espera mantê-lo no cargo até 2018.

Em entrevista à Folha de S.Paulo ainda no Chile, Del Nero valorizou o retrospecto recente de Dunga apesar da campanha sem emoção na Copa América, com duas vitórias, um empate e uma derrota, em que a Seleção disputou quatro de seis jogos possíveis, mas não convenceu em nenhum.

"É importante ressaltar que pretendo tê-los até 2018, passando pelas Eliminatórias e pelas Olimpíadas", avisou sobre o futuro de Dunga e Gilmar Rinaldi.

Poupando comentários sobre a ausência de Neymar, punido com sanção de quatro jogos por ter incitado uma confusão diante da Colômbia e xingado o árbitro Enrique Osses, segundo relato da súmula, o presidente da CBF ponderou a influência dos desfalques no nível de atuação da equipe.

"O Dunga ganhou 11 partidas com uma equipe e quando foi para a Copa América perdeu cinco titulares, incluindo o Neymar", apontou, lembrando as ausências de Oscar, Luiz Gustavo, Danilo e Marcelo, cortados por lesão.

Ao fazer projeções sobre o vencedor do torneio no Chile, Del Nero ressaltou o equilíbrio entre as seleções, mas não negou favoritismo à Argentina por conta da presença de Lionel Messi. Em tempo, admitiu que o Brasil foi eliminado por um erro de um jogador, sem maiores referências ao pênalti cometido por Thiago Silva - que colocou a mão na bola dentro da área e possibilitou o empate paraguaio.

"As seleções estão no mesmo nível, com favoritismo argentino por possuir no elenco um atleta como Messi. A nossa foi desclassificada por um erro de um atleta. Sobre os penais perdidos, já assistimos grandes estrelas perderem até na Copa do Mundo", falou, minimizando as cobranças de Everton Ribeiro e Douglas Costa para fora, que perpetuaram a sina do Brasil diante do Paraguai em decisões por pênalti.

Fonte: ESPN


Del Nero começa a impor seu estilo na CBF e garante: 'O melhor do mundo é o Neymar'

Del Nero assume em abril, mas já impõe seu estilo de governar e diz que 
vai administrar ouvindo os clubes - Crédito: Divulgação

18/01/2015

Futuro presidente da entidade assume em abril, substituindo José Maria Marin

Marco Polo Del Nero assume de direito a presidência da CBF em abril. Mas já dá expediente constante na entidade. Embora ressalte que o aliado e amigo José Maria Marin é ainda o dono legal do cargo, já impõe seu estilo de governar, seus planos. Diz que vai administrar ouvindo os clubes. E já definiu uma de suas principais bandeiras: sanar as finanças dos clubes, por meio do parcelamento das dívidas passadas e adoção de regras para que não voltem a ficar no vermelho, sob risco de penalizações.

No entanto, Del Nero é resistente ao projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que vem sendo negociada há meses por governo federal, entidades que representam os atletas, o movimento Bom Senso FC, clubes e a própria CBF. Defende a sanção do projeto que parcele dívidas fiscais e tributárias que superam R$ 4 bilhões sem estabelecer contrapartidas. Garante que se isso ocorrer, a CBF vai estabelecer um sistema que puna o clube que desrespeitar o fair play financeiro e fiscal.

O futuro presidente da entidade falou de suas ideias em entrevista à Agência Estado em seu gabinete no terceiro andar do prédio da CBF, no Rio. A sede fica na Barra da Tijuca, bairro em que Marco Polo mora já há alguns meses. Apesar de ainda comandar a Federação Paulista de Futebol (FPF), já se dedica quase integralmente à entidade que comanda o futebol brasileiro.

O que fazer para que os clubes brasileiros se estruturem melhor?

Marco Polo Del Nero - Primeiro temos de resolver a questão das dívidas dos clubes. As dívidas são um fator que impede qualquer administração de planejar o futuro. A conta é quase impagável do jeito que está hoje, o parcelamento é muito elevado. Num parcelamento maior, os clubes têm tudo para pagar. Mas entendo que é fundamental a contrapartida.

Então o senhor não concordou com a inclusão na MP 656/2014 do parcelamento de débito federais de entidades esportivas sem nenhuma contrapartida (originalmente, a MP reduzia impostos para venda e importação de aerogeradores, mas recebeu várias emendas)?

Del Nero - Eu concordo (com a inclusão) porque conhecemos o trabalho do Jovair (Arantes, deputado federal do PTB/GO, conselheiro do Atlético Goianiense e autor da emenda) e ele conhece o que a CBF quer fazer. Nós falamos que, se fosse aprovado o parcelamento (mas o artigo da MP que trata do parcelamento pode ser vetado pela presidente Dilma Rousseff) e os clubes pudessem se revitalizar, que a CBF tinha todas as condições de fazer normas que dariam garantias ao governo do pagamento das dívidas e de um futuro melhor para os clubes. A gente conversa muito.

Mas não foi colocada na MP nenhum tipo de garantia (o texto prevê apenas parcelamento das dívidas com a União em 240 meses, com descontos de 70% das multas e 50% dos juros).

Del Nero - Não foi colocada porque a MP é sobre parcelamento. Mas, imediatamente, a CBF se posicionou, dizendo que pode gerir, desde que seja palpável. Você não pode viver em cima de dívidas. Queremos parcelar a conta primeiro. Em cima desse parcelamento, aí se coloca o fair play trabalhista, fiscal, que a CBF pode, sim, fazer e está pronta para executar.

E como fica a discussão da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte que está sendo encaminhada pelo governo federal com participando dos clubes, CBF e Bom Senso FC?

Del Nero - Os clubes estão agonizando. Há uma necessidade urgente de uma solução, que veio na Medida Provisória. E a CBF, que regulamenta o futebol brasileiro, fez a parte dela, que é colocar no regulamento da competição tudo o que estava na lei (o Regulamento Geral de Competições, versão 2015, prevê a adoção de normas sobre fair play financeiro e trabalhista e para saneamento fiscal e financeiro dos clubes, sob pena de punições esportivas). Nós quisemos agilizar.

Então, o projeto de Lei de Responsabilidade será deixado de lado?

Del Nero - Poderá ficar prejudicado, porque a gente (CBF) fez tudo. A gente pode fazer.

Essa regulamentação já passa a valer este ano?

Del Nero - Passa a valer se for aprovada (o parcelamento). Se não, vamos fazer alguma coisa, que não é aquilo que deveria ser feito com perfeição. Vamos conversar com os clubes e mostrar a eles a necessidade de avançar e de, daqui para frente, não poder ter dívidas. Mas nós temos de resolver o passado. Já fazemos isso no Paulistão há quatro anos e não tem dívidas. Queremos deixar o futebol zerado, mas com parcelamento. Não é perdão. Vamos pagar a conta.

Mas com a aprovação da MP não vai ter uma garantia em lei...

Del Nero - Lógico que vai ter (garantia). Se for aprovada a MP, vamos exigir (dos clubes) a certidão dos débitos fiscais, vamos querer saber dos jogadores sobre os pagamentos, da transparência dos clubes... Tudo isso a CBF pode fazer. Tanto que fez e está pronta para executar. Basta o governo aprovar.

E se não aprovar?

Del Nero - Vamos buscar o plano B.

Qual é?

Del Nero - É conversar com os clubes e daqui para frente, de uma forma mais modesta, fazer como faz no Paulista: não poderá haver débitos durante a competição. Daqui para frente nós temos de cobrar dos clubes, eles estão cientes e querem isso, o compromisso de pagar em dia as suas contas. Os clubes não podem gastar mais do que recebem. Têm de projetar as suas contas no sentido de terminar a competição e não dever para ninguém, perdendo ou ganhando.

Mas tivemos casos de atrasos no Paulistão e nenhum clube foi punido...

Del Nero - Quem atrasou e foi denunciado no tribunal (de Justiça Desportiva)... o tribunal convocou o clube e ele pagou imediatamente. Nós tivemos quatro casos, não me lembro os clubes mas durante a competição, não teve ninguém. Funcionou perfeitamente.

Como está o futebol brasileiro seis meses depois da Copa do Mundo?

Del Nero - O futebol brasileiro, depois de uma derrota, de um momento muito difícil que aconteceu na Copa do Mundo, está caminhando para uma nova fase. Não adianta chorar o leite derramado, ficar criticando o que passou. Temos de nos voltar para o futuro. Só o futuro pode trazer melhoras para o futebol brasileiro. Temos trabalhado bastante para isso. A contratação do Dunga, do Gilmar, já tínhamos o Gallo, dá uma exata visão do que a gente quer. O Gallo faz belíssimo trabalho na base, Dunga é um grande comandante e a expectativa é que a gente possa fazer uma mudança muito grande na maneira de a equipe atuar, e isso o Dunga está fazendo.

Até quando vai a paciência para que esse período de transição comece a dar frutos efetivos?

Del Nero - Não tem de esperar muito. O Brasil sempre foi vanguarda, esteve na frente, sempre está entre os grandes países do mundo. Não estamos aprendendo futebol, sabemos jogar. Temos de encontrar alguma forma de melhorar o que já temos. E isso está bem claro no trabalho que o Dunga tem feito. O Dunga quer uma equipe forte, firme, solidária. No mais, o futebol brasileiro é um dos maiores do mundo. Perdemos, mas não perdemos a dignidade. O que precisa é jogar bola e aquilo que o Dunga está construindo. Colocar em campo e esperar os resultados.

A condição de grande também se faz com resultados. Então, por exemplo, ganhar a Copa América do Chile é praticamente uma obrigação?

Del Nero - A grandeza do futebol brasileiro indica que nós temos de estar entre os primeiros (nas competições), disputando pelo menos uma final. Ganhar a partida final às vezes é complicado, porque tudo pode acontecer numa final. Mas dentro do que nós temos no futebol brasileiro ela (a seleção) é protagonista, temos de estar na frente, ganhando.

O Dunga correrá risco se tivermos uma campanha ruim no Chile?

Del Nero - Não. Nesses 4 anos que eu vou estar à frente da confederação ele é nosso técnico. Se eu tiver a possibilidade de ficar mais tempo, a gente vai mantendo. Porque sei do caráter e da importância dele.

O futebol brasileiro continua tendo grandes talentos em sua opinião?

Del Nero - Tenho certeza de que sim. Temos de avançar é no entendimento de que o futebol é um conjunto, precisa ter harmonia. Não é um jogar por todos, mas todos jogarem por todos.

Na eleição do melhor do mundo da Fifa o Brasileiro mais bem colocado foi o Neymar, em sétimo. Isso não seria um sinal de que estão faltando jogadores diferenciados no País?

Del Nero - Tudo é cíclico, e me refiro a essa eleição da Fifa. Nós tivemos momentos grandiosos especificamente nessa votação. Para mim, o melhor do mundo é o Neymar... Eu acho. E com visão de dirigente, não é de torcedor, porque eu não sou torcedor. Ronaldo é bom? É bom. Mas eu acho que o Neymar é o grande jogador do mundo. Mesmo não tendo ganho a Copa, mas o Cristiano Ronaldo também não ganhou.

Por que o senhor considera ele o melhor do mundo?

Del Nero - É só você vê-lo jogar futebol. O passes, a maneira como ele conduz a bola... ele é ovacionado nos estádios. Não sei se aqueles que ganharam, os seis primeiros, são ovacionados da forma que o Neymar tem sido. Por onde ele passa é ovacionado. A forma como ele mexe com a bola. Ele tem um trato com a bola que poucos jogadores do mundo têm.

A volta do Dunga ainda é contestada por não ter, para muitos, significado um avanço.

Del Nero - Isso é opinativo. No Brasil hoje tem muito mais gente apoiando o Dunga do que o contrário. A escolha do Dunga foi muito bem analisada. Ele é um homem que teve um passado bom na seleção, foi campeão do mundo, já jogou em seleção que perdeu Copa, tem experiência, evoluiu. Então está no auge para administrar a seleção.



Presidente da FPF, Marco Polo del Nero, substitui Ricardo Teixeira na Fifa


23/03/2012

SÃO PAULO - O presidente da Federação Paulista de Futebol , Marco Polo del Nero, é o novo representante da América do Sul no comitê executivo da Fifa , no lugar de Ricardo Teixeira, informou nesta quinta-feira a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). As sessões de quinta e sexta-feira da próxima semana marcarão o início de Del Nero em suas funções na entidade que comanda o futebol mundial. Os outros representantes sul-americanos são Nicolás Leoz, presidente da Conmebol, e Julio Grondona, presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA).

Arquivo/AE
Marco Polo del Nero: o Brasil na Fifa
Del Nero substituirá Teixeira, que renunciou ao cargo esta semana alegando problemas de saúde, como já havia feito com a presidência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014.

Advogado especializado em direito penal, Del Nero é paulista, tem 71 anos e começou sua carreira como dirigente no Palmeiras. Ele é ligado ao substituto de Teixeira na CBF e no COL, José Maria Marin, também do futebol de São Paulo.

Del Nero assumiu a FPF em agosto de 2003 e, em 2007, foi empossado como membro da Conmebol. Na Copa de 2006, o dirigente foi indicado pela CBF para ser o chefe da delegação da seleção brasileira na Alemanha.

Fonte: Estadão.com
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