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PRESIDENTE DA FIFA, GIANNI INFANTINO É ALVO DE INVESTIGAÇÃO



01/05/2017

Essa é a segunda vez que Infantino é alvo de uma apuração de seu Comitê de Ética

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, é alvo de mais uma investigação, sob a suspeita de ter agido para influenciar eleições de entidades regionais e agido de forma irregular ao aceitar serviços prestados por entidades privadas ou governos. A revelação foi publicada pela revista alemã Der Spiegel e confirmada pelo Estado de S. Paulo.

Essa é a segunda vez que Infantino é alvo de uma apuração de seu Comitê de Ética. Na primeira ocasião, em meados do ano passado, o caso foi encerrado. Mas a reportagem apurou que as alegações de irregularidades não pararam contra o presidente que havia prometido dar um fim à crise de credibilidade da entidade.

Desta vez, o centro do questionamento é o papel que Infantino teve na eleição da Confederação Africana de Futebol e que colocou fim a um reinado de mais de 20 anos de Issa Hayatou. Ahmed Ahmed, pouco conhecido até então, acabou vencendo. Semanas antes do voto, porém, Infantino percorreu o continente africano e agora seu comitê de ética apura se houve influência indevida.

Assim como na primeira investigação, o órgão de ética da Fifa também apura o uso de jatos privados pelo presidente. Desta vez, os investigadores alegam que receberam novos documentos.

O Comitê ainda afirma estar preocupado com a falta de independência entre o presidente e aqueles que controlam as contas da Fifa, inclusive o Comitê de Auditoria.

A nova crise ocorre menos de dez dias do encontro anual da Fifa, que desta vez está programado para ter sua sede no Bahrein. Infantino tinha como plano concretizar suas reformas e mostrar um novo rosto para a entidade. Além disso, com a Justiça norte-americana, continua a tentar demonstrar que a Fifa foi alvo de cartolas sem escrúpulos. Mas que não seria uma organização criminosa. Para isso, entregou milhares de páginas de documentos de uma auditoria interna que teria realizado.

A situação de Infantino vem no momento em que as entidades esportivas voltam a estar no centro do foco da corrupção. Investigações do FBI sobre a corrupção na Fifa se ampliam e revelam como um dos homens que se apresentava como um "reformador" no exporte mundial atuou para comprar votos e apoio.

No centro da investigação está Ahmad Al Fahad al Sabah, membro do COI e conhecido como um dos atores mais poderosos do esporte mundial. Foi seu apoio, por exemplo, que garantiu a escolha de Thomas Bach na liderança do movimento olímpico. Na Fifa, Al Sabah ainda age como um dos homens mais influentes e, desde a queda de Joseph Blatter, saiu em apoio aos integrantes da Uefa, entre eles o atual presidente Gianni Infantino.

Mas documentos do Departamento de Justiça dos EUA revelam agora que ele pagou US$ 850 mil entre 2009 e 2014 para que outro cartola - até hoje membro do Comitê de Auditoria da Fifa - identificasse outros cartolas que estivessem dispostos a entrar no esquema de fraude e garantisse apoio a seu grupo. O objetivo era o de permitir que a facção que o estava pagando ganhasse poder e influência dentro da Fifa.

O auditor da Fifa, Richard Lai, se declarou culpado diante da corte de Nova Iorque, revelando como havia sido "contratado" para recrutar outros cartolas em esquemas de corrupção. Na Fifa, ele foi suspenso temporariamente do futebol nesta sexta-feira.

Mas é o envolvimento direto de Al Sabah que abre uma nova crise no esporte mundial. O representante árabe foi um dos homens que desenhou as reformas da Fifa e se apresentava como a pessoa que poderia eleger qualquer dirigente. Nos documentos, porém, ele aparece como "co-conspirador 2", um alto funcionário da Fifa, da Federação de Futebol do Kuwait e do Conselho Olímpico da Ásia. Apenas Al Sabah mantinha tais cargos.

Em uma das reuniões, Lai pediu dinheiro para supostamente contratar treinadores para o time de Guam, onde era presidente da federação local. Al Sabah respondeu que poderia enviar US$ 200 mil. Mas, no lugar de dar os dados de uma conta oficial, Lai passou seus dados bancários pessoais, e não da federação. Segundo os americanos, o dinheiro saiu de uma conta no Kuwait para outra do HSBC, em Hong Kong. O dinheiro jamais foi usado para contratar treinadores.

COMITÊ DE ÉTICA DA FIFA SUSPENDE JÉRÔME VALCKE POR 12 ANOS



14/02/2016

O Comitê de Ética da Fifa anunciou nesta sexta-feira a suspensão, durante 12 anos, do antigo secretário-geral do organismo que rege o futebol mundial, o francês Jérôme Valcke, investigado por irregularidades na venda de ingressos para a última Copa do Mundo, no Brasil.

Através de um comunicado, o Comitê de Ética confirmou a suspensão "imediata" de Jérôme Valcke, que será afastado de qualquer atividade relacionada com o futebol durante um período de 12 anos e deverá pagar, além disso, uma multa de 100 mil francos suíços.

Durante a investigação conduzida por Cornell Borbély, diretor do Comitê de Ética, foram revelados "outros atos de má conduta, como o abuso nas políticas de viagens e na venda de direitos de televisão e a destruição de provas".

Assim, o Comitê de Ética expôs que a investigação revelou que uma firma de marketing esportiva levou "vantagem desproporcional" na venda de ingressos da Copa do Mundo e "Valcke não fez nada para impedi isso".

O ex-secretário geral da Fifa pegou, além disso, segundo a investigação, voos privados para seus compromissos pessoais, agindo contra os interesses da Fifa".

"Isto causou um prejuízo econômico considerável à Fifa, enquanto seus interesses privados e pessoais diminuíram sua capacidade para desempenhar com eficácia suas funções como secretário-geral", afirmou o Comitê de Ética.

No comunicado, a Fifa também denunciou que Valcke "tentou conceder os direitos de televisão e imprensa para o Caribe para a Copa Mundial de 2018 e 2022 por um preço muito abaixo de seu valor real de marcado".

"Valcke deliberadamente tentou dificultar o procedimento em curso ao tentar eliminar ou apagar vários arquivos e pastas para guardar papéis pertinentes à investigação, apesar de saber de seu dever de preservar todos os dados e colaborar a fim de esclarecer o caso", afirmou.

Por estes atos, o Comitê de Ética considerou que Valcke violou os artigos 13 (normas gerais de conduta), 15 (fidelização), 16 (confidencialidade), 18 (dever de informação, cooperação e apresentação de relatórios), 19 (conflitos de interesse), 20 (oferecimento e aceitação de presentes e de outros benefícios) e 41 (obrigação das partes a colaborar) do Código Ético.

Fonte: Terra

COMITÊ DE ÉTICA DIZ QUE LÍDER DE INSPEÇÃO DE CANDIDATURAS DE COPAS PEDIU FAVORES



16/01/2016

A câmara de decisão do Comitê de Ética divulgou nesta quinta-feira oficialmente os motivos da punição ao ex-presidente da Federação Chilena de Futebol e líder do grupo de inspeção da entidade que avaliava as candidaturas para as Copas do Mundo de 2018 e 2022. Em julho de 2015, Harold Mayne-Nicholls (à esquerda na foto com Joseph Blatter e Vitali Mutko) foi banido por sete anos de qualquer atividade relacionada ao futebol. De acordo com o comunicado do Comitê de Ética, Mayne-Nicholls já pode recorrer da decisão no Comitê de Apelação da Fifa.

Segundo o Comitê de Ética, Mayne-Nicholls infringiu os artigos 13 (regras gerais de conduta), 15 (lealdade), 19 (conflito de interesses) e 20 (oferecer e aceitar presentes e outros benefícios) do Código de Ética da Fifa. A mais séria infração, segundo o comunicado, foi ao artigo 20. 

Diz o texto:

"O senhor Mayne-Nicholls, em sua capacidade como presidente do Grupo de Avaliação de Candidaturas da Fifa para as Copas do Mundo de 2018 e 2022, tinha uma obrigação especial quanto à integridade e neutralidade do seu trabalho. A confiança no trabalho do Grupo de Avaliação de Candidaturas era especialmente crucial para que pudesse exercer seus poderes e tarefas de forma apropriada. Após tomar parte em uma visita de inspeção a um dos comitês de candidatura em setembro de 2010, o senhor Mayne-Nicholls, por sua própria iniciativa, repetidamente pediu por favores pessoais relacionados a acomodação e treinamento de seus parentes (um filho, um sobrinho e um cunhado) em uma instituição ligada ao comitê. Esses pedidos, além de serem de natureza pessoal, foram feitos poucos dias depois da visita de inspeção, durante o tempo no qual o Grupo de Avaliação de Candidaturas, presidido pelo senhor Mayne-Nicholls, ainda estava exercendo suas tarefas antes da eleição das sedes para as Copas do Mundo da Fifa de 2018 e 2022".

Na época da divulgação da punição por sete anos, em 2015, Mayne-Nicholls avisou que recorreria em publicações em redes sociais:

- Sobre a decisão em primeira instância do Comitê de Ética, apelarei a todos os órgãos judiciais superiores estabelecidos nos estatutos da Fifa e do TAS (Tribunal Arbitral do Esporte). Me surpreende que a Fifa publique uma sanção que tem recursos pendentes, podendo esta ser modificada por órgãos judiciais superiores.


Comitê de Ética da Fifa declara Copas de 2018 e 2022 livres de corrupção

Comunicado afirma que não existem provas de suborno nas candidaturas
Foto: Divulgação
13/11/2014

O inquérito que investigou as acusações de corrupção nas candidaturas e no pleito para a escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022 considerou que ambas as edições do Mundial de futebol estão livres de problemas. Nesta quinta-feira, um relatório foi divulgado com o resultado de dois anos de investigações. A Fifa comemorou em uma nota oficial e disse que está "ansiosa" por continuar o trabalho com Rússia e Qatar.

"A Fifa saúda o fechamento alcançado. Assim como agora olha para frente e espera continuar os preparativos para a Rússia 2018 e Qatar 2022 que já estão em andamento", comemorou a entidade logo após a divulgação do resultado. 

Segundo o comunicado oficial, as vitórias de Rússia e Qatar para sediar as Copas de 2018 e 2022 estão em dúvida desde 2010, ampliando a polêmica em 2012 com uma reportagem do jornal inglês Sunday Times. A publicação denunciou suborno por parte da campanha qatari. A partir daí, ainda segundo o texto, o Conselho de Ética da Fifa iniciou uma investigação  em que ouviu representantes de todas as candidaturas, membros do Comitê Executivo da Fifa e outros integrantes da entidade.

"O presidente da câmara do Comitê de Ética da FIFA considera que a investigação sobre o processo de licitação foi conduzida em plena conformidade com as disposições pertinentes dos códigos de ética da FIFA", resume o relatório. 

"Segundo as investigações, a Câmara Decisória do Comitê de Ética da Fifa considerou que as evidências disponíveis não são suficientes para embasar qualquer indício de conduta errada da campanha da Rússia 2018 ou de qualquer indivíduo envolvido para comprometer a integridade do processo de votação das Copas de 2018/2022", aumentou. 

A candidatura do Qatar enfrentou diversas acusações de corrupção, mas um relatório de 42 páginas assinado por Hans Joachim Eckert, um especialista independente contratado pela Fifa, não as comprovou, de acordo com a BBC. Ele estudou todas as candidaturas e não encontrou provas de problemas com o país e com a votação realizada em 2010.

"No que diz respeito às investigações sobre a campanha do Qatar 2022, há certos indícios de potencial conduta problemática de alguns indivíduos específicos sob o ponto de vista das regras do Código de Ética da Fifa. (...) Apesar disso, o presidente da Câmara Decisória do Comitê de Ética da Fifa chega à conclusão que fatos potencialmente problemáticos e circunstâncias identificadas pela investigação sobre a campanha do Qatar 2022 não comprometeram, de maneira nenhuma, a integridade do processo de votação das Copas de 2018/2022", definiu.

O relatório de investigação chega a citar um amistoso entre Brasil e Argentina realizado em novembro de 2010 em Doha e financiado por uma empresa do Qatar. Segundo o texto, uma associação de futebol do país teria apoiado a realização do evento em troca de outro tipo de apoio, inclusive fazendo pagamentos à Federação Argentina de Futebol. A investigação, porém, concluiu que esta associação não tinha nenhuma relação com a candidatura do Qatar para a Copa de 2022.

Por outro lado, a conduta da Inglaterra para receber uma edição da Copa foi considerada problemática. Segundo Eckert, os ingleses se comportaram de forma antiética na sua campanha, tentando barganhar favores com o ex-vice-presidente da Fifa, Jack Warner – ele deixou a entidade em 2011, em meio a acusações e suborno.

O relatório final ainda critica o processo de votação das sedes das Copas de 2018 e 2022. Chama o sistema utilizado de "exaustivo" e diz que o fato de escolherem-se duas sedes ao mesmo tempo facilita qualquer tipo de negociação de votos por parte dos membros votantes da Fifa. No entanto, o relatório aponta que, apesar de haver indícios de troca de votos no pleito do dia 2 de dezembro de 2010, o Comitê de Ética não obteve nenhuma evidência conclusiva de fraude.

Por fim, o relatório dá sugestões à Fifa de como devem ser os pleitos para sedes das próximas Copas do Mundo. Entre as mudanças propostas pelo Comitê de Ética estão a proibição de membros votantes da entidade visitarem os países candidatos, regras mais rígidas na escolha das pré-candidatas e o limite de no máximo três finalistas por pleito.

Fonte: UOL

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