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ENVOLVIDO EM ESCÂNDALO DE DOPING, DIRIGENTE DEVE DEIXAR COMITÊ DA COPA

Ele fez a solicitação para se defender na CAS (Corte Arbitral do Esporte) do 
banimento pela vida imposto pelo COI ( Alexander NEMENOV / AFP )

26/12/2017

Vitali Mutko era o presidente do comitê organizador do Mundial de 2018

O presidente do comitê organizador da Copa do Mundo de 2018, Vitali Mutko, colocou o seu cargo à disposição nesta segunda-feira (25). O dirigente comunicou o seu desejo durante reunião da Federação Russa de Futebol (RFU, na sigla em Inglês).

Segundo a agência de notícias estatal russa Tass, Alexei Sorokin informou o pedido de renúncia de Mutko aos jornalistas após a reunião, que oficializou a saída do dirigente da Federação Russa de Futebol por seis meses.

Ele fez a solicitação para se defender na CAS (Corte Arbitral do Esporte) do banimento pela vida imposto pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) por seu envolvimento em escândalo estatal de doping.

Atual vice-primeiro-ministro da Rússia, Vitali Mutko, era o ministro do Esporte na época dos Jogos Olímpicos de Sochi-2014, quando, segundo o comitê internacional, a Rússia praticou irregularidades no seu sistema de controle de doping.

Durante a sua ausência, a Federação Russa será comandada por Alxander Alaiev, diretor-geral da entidade.

"Sobre as relações com a Fifa e com o Comitê de Organização do Mundial, enquanto o presidente Vladimir Putin confiar em mim, continuarei trabalhando e supervisionando os preparativos do Mundial", disse Mutko em coletiva de imprensa nesta segunda-feira, pouco antes de Sorokin revelar que ele havia colocado o cargo à disposição.

RÚSSIA PREPARAVA PLANO DE DOPING PARA SELEÇÃO NA COPA DO MUNDO-2018

O vice-primeiro-ministro russo, Vitali Mutko, em coletiva em São Petersburgo, 
em 16 de junho de 2017

25/08/2017

Por AFP

O governo russo ordenou a execução de um plano de doping para a seleção de futebol nacional na Copa do Mundo de 2018, da qual o país será anfitrião, acusou a revista alemã der Spiegel, que no sábado publicará uma reportagem sobre o tema.

Segundo a revista, o governo pediu para que Grigory Rodchenkov, criador do sistema de doping usado pelos atletas russos nos Jogos Olímpicos de inverno de Sochi-2014, colocasse em prática um plano parecido para a Copa do Mundo.

Rodchenkov, que por 10 anos chefiou o laboratório antidoping de Moscou (até 2015), fugiu para os Estados Unidos com a ajuda do produtor de cinema Bryan Fogel.

"Após Sochi, ele recebeu a missão de elaborar o programa de doping para a Copa do Mundo de 2018. Grigory estava em plenos preparativos quando tudo foi descoberto", explicou Fogel ao Spiegel.

O vice-primeiro-ministro russo, Vitali Moutko, questionado pela revista alemã, afirmou que "o Estado não tem nenhuma maneira de controlar o trabalho de um chefe de laboratório (...) Ele (Rodchenkov) era mundialmente conhecido e foi contratado com especialista para os Jogos Olímpicos, pensamos que tudo era normal".

Em junho, o jurista canadense Richard McLaren -autor do relatório que em 2016 revelou um vasto esquema de doping estatal na Rússia- afirmou que graves indícios apontavam para falcatruas no mundo do futebol.

Questionado sobre o tema pela emissora alemã ARD, McLaren citou uma troca de e-mails entre altos funcionários russos, que afirmavam que amostras de urina contaminadas foram substituídas por "amostras limpas".

"Com as informações que temos, podemos concluir que contavam com um sistema (de ocultação) diferente para o futebol", em paralelo ao esquema usado nas outras disciplinas esportivas, completou o jurista.

Durante os Jogos de inverno de 2014, Rodchenkov substituiu amostras de urina contaminadas de atletas russos, como mostra o documentário 'Icarus', produzido por Bryan Fogel e divulgado pela Netflix.

Segundo Rodchenkov, 30 das 73 medalhas conquistadas pela Rússia nos Jogos de Pequim-2008 foram de atletas dopados, assim como pelo menos metade das medalhas de Londres-2012.

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RÚSSIA TEME FALTA DE TORCEDORES NA COPA DAS CONFEDERAÇÕES

Vitaly Mutko (esq) se mostrou preocupado com a baixa procura de torcedores
Foto: Vasily Maximov/AFP

11/04/2017 

A Rússia será sede da Copa das Confederações pela primeira vez na história. O país europeu recebe a competição do dia 17 de junho até 2 de julho, e se mostrou preocupado com a falta de torcedores nos estádios russos. O governo local reconheceu que a baixa procura por ingressos é um problema.

“Estamos inquietos no que diz respeito à venda de ingressos para a Copa”, disse o vice-presidente russo Vitaly Mutko, que também é presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2018, à R-Sport.

Oito países participam da competição internacional, que antecede a Copa do Mundo de 2018, também na Rússia. As seleções estão divididas em dois grupos, com Rússia, Nova Zelândia, Portugal e México no grupo A, e Camarões, Chile, Austrália e Alemanha no grupo B.

“200.000 ingressos foram vendidos até agora, quando nossas previsões eram de 700.000. A partir do próximo 19 de abril abriremos bilheterias por todo o país. Confiamos em que a situação melhore”, completou Mutko.

500 belos e tensos dias para a Copa do Mundo na Rússia

Escultura no gelo russo mostra: faltam 500 dias para a Copa do Mundo
GETTY

03/02/2017

Por Gustavo Hofman, com colaboração de Grigory Telingater, de Moscou 

"Noites Brancas" é um dos mais belos textos de Fiodor Dostoiévski. No livro, o genial autor descreve o fenômeno das noites claras em São Petersburgo através do amor e da força da juventude. Conta que "era uma noite maravilhosa, uma dessas noites que apenas são possíveis quando somos jovens". Conduz o leitor a procurar o infinito ao descrever o céu "tão cheio de estrelas, tão luminoso", mas rapidamente o devolve ao mundo material com o questionamento de "que quem erguesse os olhos para ele se veria forçado a perguntar a si mesmo: será possível que sob um céu assim possam viver homens irritados e caprichosos?" O próprio Dostoiévski finaliza ao revelar que "a própria pergunta é pueril, muito pueril".

No mundo da literatura, Fiodor Dostoiévski, Aleksandr Púchkin, Leon Tolstói, Nikolai Gogol, Anton Tchekhov, entre outros escritores russos, forneceram à humanidade algumas das maiores obras já escritas. Com o céu de São Petersburgo, mas sem a mesma arte dos gênios citados, talvez com a apreensão de algumas obras, a Rússia quer organizar daqui 500 dias, entre 14 de junho e 15 de julho de 2018, uma Copa do Mundo impactante.

Tudo isso com o país ainda enfrentando grave recessão, barreiras econômicas internacionais e em situação de guerra na Síria e na Ucrânia. Mesmo assim, o Governo estipulou no orçamento federal para o triênio 2017-19 investimentos de 156.4 bilhões de rublos (8.2 bilhões de reais) no Mundial.

É bem verdade que o cronograma de entrega de estádios e outras obras de infra-estrutura está bem adiantado, mas alguns escândalos já marcaram a Copa de 2018 na Rússia, apesar de Vitaliy Mutko, Todo Poderoso do esporte russo, negar qualquer problema.

"Um relatório foi preparado sobre a Copa do Mundo e eu apresentei com detalhes. Tinha todos detalhes operacionais, desde a Copa das Confederações, a apresentação do mascote, o lançamento do programa de voluntários e um documento sobre a infra-estrutura. Estádios, hotéis, aeroportos, tudo foi considerado em detalhes. Nenhuma questão ficou pendente. Acredito que esse seja o primeiro campeonato preparado pela Fifa de maneira calma e sem problemas", afirmou recentemente à agência Tass.

Mutko é presidente do Comitê Local da Copa, máximo mandatário da Federação Russa de Futebol, ex-Ministro dos Esportes e atualmente vice-primeiro Ministro, cargo criado especialmente para ele em outubro do ano passado.

Entre 17 de junho e 2 de julho deste ano a Rússia receberá a Copa das Confederações. São Petersburgo, Moscou, Sochi e Kazan sediarão as partidas, e justamente a nova casa do Zenit tem sido o motivo de preocupação do Comitê Local, a ponto do presidente nacional, Vladimir Putin, classificar o atraso como "uma triste história".

Mas o cronograma dos estádios não está sendo cumprido? Está, com exceção de São Petersburgo.

Às margens do Rio Neva, na ilha de Krestrovsky, o novo estádio terá capacidade para 68.134 torcedores e está em obras há incríveis dez anos. O orçamento já superou R$ 2.3 bilhões e no ano passado o governo demitiu em julho a empreiteira Transstroy, responvável pela construção e acusada também de desvios de verbas públicas.

Apesar das negativas públicas dos dirigentes de temor com o prazo para a Copa das Confederações, a situação gerou muita preocupação na Fifa. Entre os cidadãos russos, o caso é tratado como uma vergonha nacional exposta para o mundo todo. Ao menos nos outros estádios a história é mais tranquila.

"Os novos estádios são realmente muito modernos, bonitos, grandes . Ainda não tive oportunidade de jogar em todos, mas nos que eu joguei a atmosfera foi algo impressionante", relata o meia Giuliano, destaque do Zenit e presente em todas convocações do técnico Tite para as eliminatórias. "Há uma movimentação bastante grande nas ruas, correções de asfalto, novas construções de pontes para facilitar o acesso, novo estádio ficando pronto. São muitos detalhes ainda para ajustar, mas São Petersburgo já vive a Copa do Mundo", completa.

Fonte: ESPN
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