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Quase 13 mil militares e 77 aeronaves protegerão o espaço aéreo brasileiro durante a Copa

30/05/2014 

Força Aérea delimitou áreas de restrição para aeronaves nas proximidades dos estádios. Experiência em eventos como a Copa das Confederações será útil

Cerca de 12,7  mil militares, 77 aeronaves e apoio logístico sólido formam a estrutura responsável por garantir a fluidez do tráfego e a segurança do espaço aéreo do Brasil durante a Copa do Mundo. Com um esquema especial que inclui delimitação de áreas de restrição nas proximidades dos 12 estádios e policiamento aéreo, a Força Aérea Brasileira (FAB) está preparada para o Mundial.

O contingente foi dividido em grupos de funções variadas: defesas aérea e antiaérea, segurança e defesa, recepção de autoridades, apoio logístico das bases aéreas e centro de operações militares. Uma atuação integrada já posta em prática em eventos como a Copa das Confederações, que teve jogos em seis cidades, e a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em 2013.



“Foi com essa mesma sincronia que os órgãos envolvidos desenvolveram um plano econômico e eficiente para a Copa do Mundo, mantendo a soberania nacional e a segurança dos voos durante 24 horas”, afirmou o comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra), major-brigadeiro do ar Antonio Carlos Egito do Amaral, em depoimento à revista Aerovisão, da FAB.

O plano é semelhante ao das ocasiões anteriores. São três zonas de exclusão aérea nas cidades dos jogos: a área “branca”, reservada, que começa a cerca de 100 km dos estádios; a “amarela”, restrita (12,6 km); e a “vermelha”, proibida (7,2 km). O período de ativação dependerá da importância das partidas. Helicópteros, caças, aviões-radar e reabastecedores voarão durante as horas de exclusão.

Defesa marítima e fluvial

Não é apenas o espaço aéreo que estará mais protegido durante a Copa do Mundo. Ações de defesa de área marítima e fluvial, a cargo da Marinha, também englobam o planejamento das Forças Armadas para o evento.  Atividades de patrulha e de inspeção naval serão intensificadas para garantir a segurança contra ameaças vindas do mar e do uso indevido das vias fluviais.

O controle e a segurança do tráfego marítimo e fluvial, a salvaguarda da população e a prevenção e o combate da poluição hídrica serão fortalecidos. Vinte navios e 60 embarcações de pequeno porte atuarão especificamente durante a Copa.

Orçamento

Para assegurar a execução do planejamento Ministério da Defesa, o Governo Federal investiu, desde 2012, R$ 709 milhões na modernização e no preparo do aparato militar da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Parte desses recursos foi investida na aquisição de novos equipamentos e tecnologias, que ficarão como legado para as Forças Armadas utilizarem em novos eventos. A preparação para atuar na matriz de segurança da Copa do Mundo de 2014 começou há pelo menos quatro anos. Observadores militares foram enviados às Olimpíadas de Londres, em 2012, e à Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, por exemplo.

Interceptação

É uma sequência de ações conduzidas com o objetivo de retirar uma aeronave suspeita de uma área de restrição aérea. Funciona mais ou menos assim: a presença da aeronave suspeita é detectada por um radar; a aeronave interceptadora é acionada e se aproxima da interceptada, se identifica e emite instruções de modo que a interceptada desvie sua rota ou pouse em um aeródromo próximo indicado. A interceptadora inclusive acompanha a interceptada até que ela se retire.



Integração das forças policiais e investimento em segurança serão os grandes legados da Copa

Foto: Divulgação
25/05/2014

Os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e da Defesa, Celso Amorim, destacaram que além do grande investimento do governo federal em segurança pública, a integração das forças policiais e qualificação dos profissionais ficarão como legado para o Brasil.


“Conseguimos nosso objetivo de termos um padrão de excelência na segurança da Copa e, claro, deixar para os brasileiros algo que nunca tivemos, que é a possibilidade da segurança pública ter atuações integradas entre suas linhas de comando, mas sempre com linhas de interesses traçados em comum e dentro de uma metodologia sistêmica, previamente ajustada para garantir uma maior eficiência”, afirmou Cardozo durante coletiva na tarde desta sexta-feira para correspondentes da imprensa internacional.

 Os investimentos totais em segurança somam R$ 1,9 bilhão de reais – R$ 1,2 bi do Ministério da Justiça e R$ 700 milhões do Ministério da Defesa. Os preparativos começaram em 2011 com a criação da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge/MJ). O órgão planejou e executou obras de infraestrutura de alta tecnologia em todas as cidades-sede e garantiu a construção de Centros Integrados de Comando e Controle (CICC) regionais e nacionais.

“Hoje temos uma total integração na atuação. Temos em cada estado um Centro que é formado por secretário de Segurança Pública do Estado, superintendente  e o comandante das Forças Armadas local. Isso faz com que as linhas de comando sejam respeitadas e que não sejam quebradas tendo um total compartilhamento de ações", afirmou. “Além disse, é importante destacar que dotamos os estados de centros de comando e controle móveis, entregues às policias locais e que serão operados pelas forças conjuntas federais e estaduais”, complementou Cardozo.

 Também foram feitos investimentos em inteligência policial por meio da aquisição de equipamentos, como armas de baixa letalidade, robôs antibombas, ambulâncias, imageadores aéreos para helicópteros e plataformas de observação elevada, que captam imagens de diversos ângulos e as transmitem em tempo real para os centros de controle.

Cardozo destacou que haverá um centro de cooperação internacional localizado na Polícia Federal, onde policiais dos países que estarão aqui presentes terão assento. Parte dos policiais acompanhará as delegações e outra parte ficará neste centro de colaboração, de cooperação internacional, promovendo também integração entre as polícias internacionais que atuarão na proteção das delegações de seus países.

Defesa
O ministro da Defesa destacou o trabalho integrado que irá garantir o controle do espaço aéreo, defesa marítima e fluvial, fiscalização de explosivos, defesa cibernética, trabalho antiterrorismo, entre outros. Segundo ele, as forças de contingência deverão atuar em perfeita articulação e coordenação com as forças de segurança pública federais e as dos estados.

“Há um Comando Nacional, exercido pelo comando das Forças Armadas, o Comando de Ações Terrestres, o Comando de Operações Navais da Marinha e com o Comando de Defesa Aérea”, detalhou.  

Para ações ligadas à segurança pública há 12 coordenações de defesa de área – um em cada cidade-sede. 

“Além disso, há quatro comandos centralizados que dizem respeito a ações que são tomadas sempre de maneira centralizada. Esses quatro comandos especializados dizem respeito à segurança aérea espacial, à fiscalização de explosivos, que é feita especificamente pelo Exército, defesa cibernética, também coordenada pelo Exército, sempre sob a coordenação geral do EMFA, e a prevenção ao terrorismo, que na verdade inclui o combate ao terrorismo propriamente e também a defesa química, radiológica, biológica e nuclear”, destacou.  

Operação Ágata 8 mobiliza 30 mil militares nas fronteiras do Brasil

Fonte: Divulgação / MD

12/05/2014

A ação conta com 30 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, além de agentes das polícias federal, rodoviária federal e militar

As Forças Armadas iniciam na manhã deste sábado (10.05) a Operação Ágata 8 em toda a extensão da fronteira brasileira com os dez países sul-americanos, o equivalente a 16.886 quilômetros. A ação conta com 30 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Também participam agentes das polícias federal, rodoviária federal e militar, bem como profissionais de agências governamentais. A Ágata é a maior mobilização realizada pelo Estado no combate aos ilícitos de Norte a Sul do país, entre Oiapoque (AP) e Chuí (RS).

A Ágata 8 acontece às vésperas da Copa do Mundo, competição esportiva que será realizada em 12 cidades-sede, em todas as regiões do país. Em função do evento, o Ministério da Defesa optou por uma mobilização que envolvesse toda a faixa de fronteira terrestre, assim como ocorreu na Ágata 7 (por causa da Copa das Confederações, na época).

Durante a mobilização, militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços, como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais.

A operação é parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF), criado por decreto da presidenta Dilma Rousseff, em junho de 2011. Acontece sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe às Forças Armadas. Antes de a operação ser deflagrada, o governo brasileiro manteve contato com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar.

Forças Armadas

Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); do Norte (CMN), em Belém (PA); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS). Nesses locais, atuarão conjuntamente militares da Marinha, do Exército e da Força Aérea Brasileira (FAB).

A Marinha empregará, durante toda a Ágata, navios patrulha fluvial e de assistência hospitalar, helicópteros UH-12 (Esquilo), lanchas, balsas e agências escola flutuantes. Participam da operação os Distritos Navais das cidades envolvidas; capitanias, agências, delegacias e destacamentos fluviais; e grupamento de fuzileiros navais.

Já o Exército atuará no período da operação com efetivo de brigadas e batalhões de Infantaria de Selva, de Fronteira e Mecanizado; além de unidades militares de Engenharia, Cavalaria, Logística, Aviação e Comunicações e Guerra Eletrônica. A Força Terrestre desenvolverá ações de bloqueios de rodovias montados em pontos estratégicos nas áreas de ação delimitadas na Ágata.

No caso específico da FAB, o planejamento está a cargo do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Comdabra). O órgão é responsável em garantir a soberania do espaço aéreo nacional.  

Operação Ágata

Em dois anos, o Ministério da Defesa já realizou sete edições da Operação Ágata. A faixa de fronteira situa-se 150 quilômetros a partir da divisa. Esse território compreende 27% do território nacional, onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Além do combate aos ilícitos, a Ágata contempla também Ações Cívico-Sociais (Acisos), que consistem em atividades como atendimento médico, odontológico e hospitalar aos locais onde concentram famílias carentes. De acordo com o balanço integrado, as sete edições da Ágata resultaram em mais de 280 mil procedimentos de saúde, 57.698 atendimentos médicos e 55.230 odontológicos. Cerca de 9 mil pessoas foram vacinadas e distribuídos 219.003 medicamentos.


Aviões sem piloto vão ser testados para segurança da Copa de 2014

Militar põe calço no trem de pouso do vant Hermes 450, das Forças Armadas 
Foto: Johnson Barros / Divulgação
22/09/2013

Dois discretos aliados da Polícia Federal na segurança da Copa de 2014 chegam ao Rio de Janeiro no mês que vem para, a partir de uma base em Araruama, serem testados: os veículos aéreos não tripulados. Discretos, os chamados vants são silenciosos e, controlados à distância, serão usados para monitorar favelas e multidões que entram e saem dos estádios.

Para garantir o sucesso dos testes, a PF não detalhou o que vai ser feito no próximo mês, mas já recebeu sugestões para, por exemplo, monitorar o entra e sai de embarcações da Baída de Guanabara — apontada por especialistas como uma das portas de entrada de drogas e armas no Rio.

Do Rio, as duas aeronaves vão seguir para o Polígono da Maconha, região do Nordeste que concentra as maiores plantações da droga no país. Já foram empregadas em maio no Paraná, na Ágata, operação que reúne as Forças Armadas e a PF para coibir o crime na fronteira.

Na mesma ocasião, a Força Aérea Brasileira (FAB) empregou seus dois vants, menos sofisticados do que os da PF, mas que também são usados para nortear ações de inteligência.

Vant da Polícia Federal durante voo Foto: Divulgação / Comissão de 
Segurança Pública da Câmara dos Deputados
Não foi um investimento barato. Desde 2010, a FAB gastou R$ 48 milhões, a PF, outros R$ 30 milhões. Presidente da Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados, Otávio Leite criticou a falta de integração entre o uso dos vants e as polícias militares e civis dos estados:

— Fui ao Paraná ver como atuam os vants na fronteira. Eles localizam algo e deveriam contar com a polícia do estado para coibir o crime.

Enquanto isso, para tentar dominar a tecnologia que, cada vez mais, se torna estratégica para o trabalho de inteligência da polícia e das três Forças, o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IEA), vinculado à Aeronáutica, vem investindo em pesquisa nessa área.

— O que interessa não é a fuselagem nem o motor, mas sim o software que fica lá dentro, que substitui o piloto humano. Isso não existe para vender — explicou o major Fábio Almeida, pesquisador chefe da Divisão de Sistemas Aeronáuticos, do IEA.

Base da Polícia Federal para controle dos vants Foto: Divulgação / Comissão de 
Segurança Pública da Câmara dos Deputados
Vigilância aérea

Os dois vants da PF vêm para o Rio por terra. Serão desmontados e transportados em caminhões até Araruama. Graças a essa mobilidade, o vant pode atuar em qualquer parte do país.

No enfrentamento ao tráfico de drogas na Amazônia, em 2011, por exemplo, a FAB já havia detectado com o auxílio dessas aeronaves uma pista de pouso construída por traficantes, no meio da floresta. Após o monitoramento, caças da Aeronáutica a destruíram.

Os Estados Unidos fazem uso bélico dos vants — chamados por lá de drones (zangão, em inglês). Fazem disparos e usam esse tipo de aeronave para espionagem, o que tem rendido polêmica no Congresso e junto a outross países. Os vants podem ser usados ainda para monitorar o alastramento de pragas e o raio de destruição de florestas. Modelos menores são usados por cidadãos comuns, por lazer.

Uma comissão especial será instalada na Câmara dos Deputados para regular o uso de vants no Brasil. Uma das questões que prometem gerar mais debates é sobre a privacidade. Afinal, um vant comprado por civis poderia ser usado, por exemplo, para se espiar a casa do vizinho. Um uso menos pueril, mas que também precisa ser regulado, seria para espionagem industrial.

No começo de 2013, a FAB comprou mais dois vants, que estão em fase de implantação em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Existe ainda o planejamento para que novas unidades sejam criadas nos próximos anos em bases da Força Aérea nas regiões Norte e Centro-Oeste. O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacional também desenvolve, em parceria com a empresa Avibrás, um projeto nacional.

Fonte: Extra

Mais de 7 mil homens das Forças Armadas estarão de prontidão no Rio para Copa das Confederações

28/05/2013

Cerca de 7,4 mil homens das Forças Armadas ficarão de prontidão para garantir a segurança da Copa das Confederações, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o coordenador do Centro de Coordenação de Defesa de Área do Rio, general José Alberto Abreu, os militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica não serão vistos patrulhando as ruas da cidade, como aconteceu em grandes eventos anteriores, e serão acionados apenas se os órgãos policiais requisitarem.

Abreu afirmou que os militares ficarão nos quartéis, de prontidão, e também em instalações consideradas estratégicas, como subestações de energia, estações de tratamento de água, centrais de telecomunicações, portos, aeroportos e usinas de produção de energia elétrica. A única participação visível das Forças Armadas serão os navios da Marinha, que patrulharão a orla da cidade durante a competição.

“Chegou-se à conclusão de que colocar as tropas nas ruas em um evento como esse seria inócuo. Vamos ficar no Palácio Duque de Caxias, no centro do Rio, com o Centro de Coordenação de Defesa de Área, acompanhando tudo o que possa acontecer. Vamos ficar na reserva porque, na área do Maracanã, a primeira atuação será da segurança privada. Caso aconteça alguma coisa que extrapole a capacidade da segurança privada, a Polícia Militar será acionada. Em último caso, serão acionadas as Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem”, disse o general.

Segundo ele, o modelo de segurança – com militares atuando apenas como força de reserva, será usado nas outras cinco cidades-sede da Copa das Confederações, que acontece entre os dias 15 e 30 de junho. A expectativa é que esse modelo se repita também durante a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

No Rio de Janeiro, especificamente, as Forças Armadas estarão de prontidão até o dia 4 de agosto, já que no final de julho a cidade também sedia a Jornada Mundial da Juventude, principal evento da juventude católica no mundo, que terá a participação do papa Francisco. Para esse evento, serão mobilizados 9 mil militares que, além de ficarem de prontidão nos quartéis, também farão patrulhamento da área de Guaratiba, onde haverá a missa final da jornada.



Forças Armadas iniciam Operação Ágata 7 neste sábado

Foto: Felipe Barra/ Ministério da Defesa

18/05/2013

Devido à realização da Copa das Confederações, de 15 a 30 de junho, os trabalhos vão abranger, pela primeira vez, toda a extensão da fronteira brasileira, com quase 17 mil quilômetros

As Forças Armadas iniciaram, na manhã deste sábado (18.05), a Operação Ágata 7 em toda extensão da fronteira brasileira com os de países sul-americanos. Com o emprego de 25 mil militares e a participação de agentes das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Militar e de agências governamentais, esta edição é a maior mobilização realizada pelo governo brasileiro no combate aos ilícitos.

Antes de a operação ser deflagrada, o governo manteve contatos com os países vizinhos para o repasse de informações sobre o emprego do aparato militar. A Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras, sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira.

A Ágata 7 acontece às vésperas da Copa das Confederações, que terá início em 15 de junho. Em função do evento, o Ministério da Defesa optou por uma mobilização que envolvesse os 16.886 quilômetros de fronteira. Nas edições anteriores, as ações ocorreram em alguns trechos da divisa do Brasil com os países sul-americanos.

Durante a mobilização, militares estarão atentos aos principais crimes transfronteiriços como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração e garimpo ilegais. Atualmente, a Operação Ágata conta com a participação de 12 ministérios e 20 agências governamentais, além de instituições dos 11 estados da região de fronteira.

Detalhes

Como a operação se desenvolve ao longo de toda a fronteira terrestre, as tropas contarão com os centros montados nos Comandos Militares da Amazônia (CMA), em Manaus (AM); do Oeste (CMO), em Campo Grande (MS); e do Sul (CMS), em Porto Alegre (RS).  Nesses locais atuarão militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. No entanto, as três Forças utilizarão homens e equipamentos das Organizações Militares, além de poder contar com reforço de outras regiões.

A Marinha fará uso de navios patrulha fluvial, helicópteros UH-12, navios de assistência hospitalar e lanchas. Participam da operação destacamentos operacionais dos fuzileiros navais do Batalhão de Operações ribeirinhas, capitanias fluviais, agências fluviais e destacamentos fluviais.

O Exército empregará aeronaves, além de blindados e veículos leves para o transporte das tropas. A Força terrestre desenvolverá ações de bloqueios de rodovias montados em pontos estratégicos da fronteira brasileira.

No caso específico da Força Aérea Brasileira (FAB), o centro de operação ficará no Comando Geral de Operações Aéreas (COMGAR), com sede em Brasília. A Aeronáutica tem à disposição os aviões Super Tucano (A-29), caças F 5EM, os aviões radares, os VANTs e helicópteros.

Os agentes governamentais, como as Polícias Federal e Rodoviária Federal, Receita Federal, bem como Anatel, Aneel, ANP, DNPM, ICMBio, Funai e Ibama, atuarão em conjunto em suas respectivas áreas.

Operação Ágata

Felipe Barra/ Ministério da Defesa
Em quase dois anos, o Ministério da Defesa já realizou seis edições da Operação Ágata. A faixa de fronteira situa-se 150 quilômetros a partir da divisa. Esse território compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A fronteira tem 16.886 quilômetros de extensão, sendo 7.363 quilômetros de linha seca e 9.523 quilômetros de rio, lagos e canais. São 23.415 quilômetros de rodovias federais. Os estados de fronteira são: Amapá, Pará, Roraima, Amazonas, Acre, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os países vizinhos são: Guiana Francesa, Guiana, Suriname, Venezuela, Colômbia, Bolívia, Peru, Paraguai, Argentina e Uruguai.

Além do combate aos ilícitos, a Ágata contempla também ações cívico-sociais, como atendimento médico, odontológico e hospitalar nos locais onde se concentram famílias carentes. De acordo com o balanço integrado, as seis edições da Ágata resultaram em 59.717 procedimentos, 18.304 atendimentos médicos e 29.482 odontológicos. Cerca de 9 mil pessoas foram vacinadas e foram distribuídos 195.241 medicamentos.



Reunião define planejamento de segurança para Copa


09/05/2013

Integrantes de todas as Forças de Segurança, incluindo as Forças Armadas, reuniram-se terça-feira (07), no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar do Estado do Paraná, visando a integração de todos os órgãos e a definição de um planejamento estratégico para prevenção e ação com foco na Copa do Mundo de 2014. 

Uma apresentação feita pelo general Freitas, coordenador da Comissão de Assuntos para a Copa 2014 do Exército Brasileiro, mostrou que as ações estarão divididas em duas partes: Segurança Pública, envolvendo Estádios, Centros de Treinamento (CTs), fan fest, portos, aeroportos, rede hoteleira, pontos turísticos, estradas, escolta de delegações, fronteiras e Locais de Exibição Pública e Defesa, que inclui Comando e Controle, Espaço Aéreo, Fiscalização de Explosivos, Defesa Cibernética, Defesa QBRN, Força de Contingência, Emprego de Helicópteros, Contra Terrorismo e Estruturas Estratégicas. Leia Mais.


Defesa, Justiça e GSI aprovam plano estratégico de segurança e defesa para Copa do Mundo 2014

Foto: Felipe Barra

05/03/2013

O planejamento estratégico de segurança pública e defesa para a Copa do Mundo Fifa 2014 foi aprovado hoje (4), durante reunião na sede do Comando Militar do Leste (CML), no Rio. O documento contempla as regras que nortearão as competições esportivas, como, por exemplo, defesa cibernética e combate ao terrorismo para a Copa das Confederações, que ocorre em junho de 2013, e a Copa do Mundo, que acontecerá no próximo ano.

A partir de agora, os grandes eventos passam a contar com diretrizes específicas que têm como foco principal a integração entre os diversos ministérios e setores dos governos federal, estaduais e municipais. O plano foi assinado pelos ministros da Defesa, Celso Amorim; da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Roberto Sebastião Peternelli Junior.

“Estamos trabalhando para que esses eventos transcorram sem qualquer incidente. Estamos nos preparando para isso. E a integração será um dos principais fatores”, avaliou o ministro Amorim.

Copa das Confederações e do Mundo

Com o objetivo de avaliar o trabalho do governo para as competições esportivas promovidas pela Fifa, o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA) trouxe para o Rio de Janeiro os oficiais que estão encarregados pelas Coordenações de Defesa de Área (CDAs) das 12 cidades-sede onde acontecerão as duas competições da Fifa.

Coube ao secretário executivo do Ministério do Esporte, Luiz Fernandes, a abertura da reunião. Ele expôs o calendário de ações patrocinadas pelo governo federal no sentido de assegurar a infraestrutura das copas. Segundo Fernandes, a partir da próxima semana, começa uma série de reuniões nas cidades que sediarão a Copa das Confederações.

Fernandes contou também que os ingressos para as partidas de futebol tiveram grande procura e que dos 800 mil bilhetes colocados à venda a expectativa é de vender entre 76% a 99%. Desse público, o governo espera que entre 22% e 36% sejam turistas brasileiros e apenas entre 3% a 7% estrangeiros. A grande maioria será de torcedores que moram nas cidades onde ocorrerão as partidas.

Em seguida, o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Tezza, fez exposição sobre o serviço de inteligência. De acordo com ele, os setores de segurança envolvidos nos eventos devem produzir informações de 200 mil nomes de pessoas que estarão participando direta ou indiretamente das competições, sendo a maior parcela 98 mil voluntários que se cadastraram junto à comissão organizadora.

Tezza explicou que para a realização, a Abin contará com reforço de 180 novos servidores dentro dos próximos meses. Segundo o diretor, a principal característica será a integração entre os serviços de segurança que permitirá identificar, por exemplo, alvo que possa colocar em risco as duas competições.

O comandante da Brigada de Operações Especiais (BOE), general Marco Antonio Freire Gomes, fez um relato sobre o planejamento de contraterrorismo e antiterrorismo. De acordo com o general, o setor será responsável pelo monitoramento e por ações contra terroristas que por ventura venham a ocorrer no âmbito das competições. Por questões de segurança, o general Freire Gomes solicitou que o detalhamento do plano fosse mantido em sigilo pelos participantes do encontro.

A reunião sobre segurança pública e defesa prossegue amanhã (5) com a discussão do planejamento operacional dos seis Coordenadores de Defesa de Área (CDAs) de Brasília (DF), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Natal (RN), Fortaleza (CE) e Recife (PE).

À tarde, os militares tratam das medidas de apoio da Marinha, do Exército e da Força Aérea aos CDAs. A reunião será concluída com as considerações do chefe do EMCFA, general José Carlos De Nardi, que antecipou que o principal motivo do encontro é saber dos coordenadores como as cidades-sede estão se preparando para receber os jogos de futebol.

Fonte: DefesaNet


Forças Armadas vão coordenar defesa da Copa de 2014 e Olimpíadas


21/08/2012

Militares também atuarão na visita do Papa e na Copa das Confederações.
Prioridades são segurança do ar e do mar e prevenção contra terrorismo.

Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo

Uma portaria assinada pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, e publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (21), autoriza o emprego das Forças Armadas nas atividades de defesa e segurança de áreas prioritárias para a Jornada Mundial da Juventude e a Copa das Confederações, ambas em 2013, para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016.

Quando os militares são empregados, os órgãos de segurança pública estaduais ficam subordinados e são coordenados por eles, coforme a Constituição, as leis complementares 97 e 117, e o decreto nº 3.897, de 2001.

O emprego dos militares em segurança e defesa de grandes eventos ocorre por decisão da presidência da República, Dilma Rousseff. O texto publicado nesta terça-feira estabelece “orientações para a atuação do Ministério da Defesa nas atividades compreendidas nos grandes eventos determinados pela Presidência da República”.


O texto autoriza os militares a “realizar o planejamento para o emprego temporário das Forças Armadas para atuar nas áreas de defesa aeroespacial, controle do espaço aéreo, defesa marítima, fluvial e portuária, segurança e defesa cibernética, defesa contra-terrorismo, de fiscalização de explosivos, forças de contingência de defesa contra agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares e em ações complementeares, quando for o caso, em todas as cidades-sede, durante os grandes eventos”.
Quando as Forças Armadas são usadas em grandes eventos, as forças de segurança pública estaduais são coordenadas por oficiais generais. Caberá aos militares planejar, executar e controlar as finanças destinadas pelo governo ao Ministério da Defesa para os jogos e também fazer contatos com os demais órgãos envolvidos, estaduais e federais, para a execução das tarefas.

Determinações
Ao Exército, caberá indicar um general para coordenar as ações de defesa nas cidades de Belo Horizonte (MG), Brasília, Fortaleza (CE), Recife (PE) e no Rio durante a Copa das Confederações, alguém para chefiar a segurança no Rio durante a visita do Papa Bento XVI ao Rio, em 2013. O Exército também deverá apontar um coordenador para as cidades de Belo Horizonte (MG), Brasília, Cuiabá (MT), Fortaleza (CE), Manaus (AM), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio e São Paulo, durante a Copa de 2014, e para o Rio, para o período das Olímpiadas de 2016.

Já a Aeronáutica terá de indicar, primeiramente, um brigadeiro para ser o coordenador da defesa em Curitiba (PR), durante a Copa do Mundo. Durante todos os eventos, o Comando de Defesa Aérea Brasileiro (Condabra, um órgão militar) assume a responsabilidade de controlar e vigiar os ares do país.

Já a Marinha terá que indicar coordenadores de defesa em Salvador, para a Copa das Confederações em 2013, e nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2014 de Natal (RN) e Salvador (BA).

Fonte: G1

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Brasil pede identificação de hooligans para impedir entrada no país na Copa de 2014


Torcedores poloneses (foto) são um dos alvos da polícia brasileira para a Copa-2014

29/11/2011

Do UOL Esporte 
Em São Paulo

Um dos grandes desafios do Brasil na organização da Copa do Mundo de 2014 é a segurança. E para começar o trabalho antes mesmo da competição, o país já avisou: quer os hooligans fora daqui durante a Copa, segundo publicou neste domingo o jornal "Folha de S. Paulo".

Segundo o jornal, a recém-criada Secretaria Especial para Grandes Eventos enviou aos chefes das polícias de Inglaterra, Alemanha, Holanda, África do Sul, Polônia, Argentina e Estados Unidos um relatório solicitando a identificação de torcedores "causadores de problemas". Assim, estes poderão ter o visto de entrada no Brasil negado. E se o torcedor for de um país que não precisa do visto para entrar aqui, ele poderá ser "barrado" nas fronteiras.

A organização do Mundial prevê que cerca de 600 mil torcedores assistirão à Copa-2014. Assim, pelo plano, a Receita Federal, a Polícia Federal e as Forças Armadas trabalhão no controle da entrada dos estrangeiros no país. E além dos baderneiros, a secretaria pretende também identificar e barrar a presença de eventuais terroristas, como foi feito na África do Sul, em 2010. Um grupo de argentinos nem desceu do avião em Johanesburgo. Antes da Copa, a polícia argentina enviou à segurança africana os antecedentes de aproximadamente 800 torcedores de organizadas. Desses, 29 foram deportados ou impedidos de entrar na África.

De acordo com a reportagem, estima-se que 45 mil homens serão mobilizados para a segurança da Copa no Brasil, sem contar os eventuais reforços das Forças Armadas e da Defesa Civil. O Brasil, no entanto, ainda não decidiu quanto será investido na segurança para o Mundial. Em 2010, a África do Sul gastou cerca de R$ 500 milhões neste setor.

Fonte: BOL Notícias
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