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PRAÇA MEMORIAL EUCALIPTOS SERÁ INAUGURADA NESTA TERÇA-FEIRA

Espaço vai homenagear estádio que foi casa do Inter por 38 anos

Foto: Fabiano do Amaral

22/12/2015

Espaço vai homenagear estádio que foi casa do Inter por 38 anos

Vai ser inaugurada em cerimônia marcada para a manhã desta terça-feira uma praça temática no local onde existiu o Estádio dos Eucaliptos, no bairro Menino Deus, casa do Inter antes do Beira-Rio. O local, de uso público, será uma espécie de museu ao céu aberto que visa perenizar a história do antigo estádio colorado, que funcionou por 38 anos.

A iniciativa foi da construtora Melnick Even, em parceria com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre e Internacional. Sede porto-alegrense na Copa de 1950, o Eucaliptos foi inaugurado em 15 de março de 1931, tendo seu último jogo em 26 de março de 1969. A venda da área pelo clube para a Melnick Even ocorreu em 28 de agosto de 2010, para a construção de um empreendimento residencial. A construtura destaca ter tido preocupação em mostrar a trajetória deste místico estádio de futebol, palco de uma copa do mundo.

No espaço, um caminho de seis totens contará os diversos momentos emblemáticos do estádio, com histórias e curiosidades sobre os dois jogos Copa do Mundo ali disputada, em 1950, México x Iugoslávia e México x Suíça. Haverá duas goleiras do antigo estádio que foram recuperadas e um campo de futebol conceitual, com bancos estilizados remetendo à ideia de arquibancadas da época. Um eucalipto, original da época, que deu o nome ao estádio, foi mantido.

A empresa está firmando com a Prefeitura um contrato de adoção da praça, garantindo a manutenção da mesma.

O Estádio dos Eucaliptos

Em 15 de março de 1931, foi inaugurado o Estádio dos Eucaliptos. O nome foi mantido em referência as mudas de eucaliptos trazidas pelo ex-presidente Oscar Borda, da Escola Técnica de Agricultura de Viamão. A partida inicial foi um Gre-Nal, vencido pelo Inter por 3 a 0.

A partir de 1944, o estádio recebeu o nome oficial de Ildo Meneghetti, em homenagem ao seu fundador. O Eucaliptos tinha, inicialmente, um pavilhão de madeira na rua Silveiro e uma arquibancada de tijolo e cimento no lado oposto, na rua Dona Augusta.

A CBD solicitou que o Inter realizasse adequações, principalmente nas dimensões do gramado e ampliação da capacidade do estádio. O gramado foi cercado por tela e ampliado nos dois sentidos, passando a medir 108 metros de comprimento e 72 metros de largura. Foi feita, ainda, uma arquibancada de concreto, que elevou a lotação máxima do estádio de 10 mil para 35 mil torcedores.

A reinauguração do novo Eucaliptos foi em 25 de junho de 1950, com um grande festejo e amistoso contra o Grêmio, que ganhou de 1 a 0.

No dia 28 de junho de 1950, uma quarta-feira, o Estádio dos Eucaliptos recebeu o primeiro dos dois jogos da Copa do Mundo que ocorreram em Porto Alegre. A partida foi Iugoslávia 4 x 0 México, que faziam parte do grupo do Brasil, com a Suíça. O público foi de 11.078 pessoas. O segundo jogo da Copa no Eucaliptos foi em 2 de julho de 1950: Suiça 2 x 1 México.

O último jogo no Estádio dos Eucaliptos foi disputado em 26 de março de 1969, quando o Inter ganhou do Rio Grande por 4 a 1. Logo em seguida, em 6 de abril de 1969, foi inaugurado o Beira Rio.



De volta para o futuro: como estão os estádios da Copa do Mundo de 1950

Saiba como estão, hoje, os estádios usados na primeira Copa do Mundo realizada no Brasil, em 1950

15/02/2014

Maracanã / Crédito: Claudio Gatti
Maracanã, Rio de Janeiro

No mítico estádio que já foi o maior do mundo — e que será o segundo na história das Copas a receber a partida decisiva do torneio; o outro é o Azteca, na cidade do México —, pouca coisa permanece de pé desde a reforma que o tornou apto a receber os jogos do próximo Mundial. Se na fatídica tarde do Maracanazo, como ficou conhecida a trágica derrota do Brasil para o Uruguai no jogo final da Copa de 1950, quase 200000 pessoas assistiram à partida, a capacidade do Maraca “padrão Fifa” está hoje em 78639 lugares. A controversa obra de remodelação, que custou mais de 1 bilhão de reais, não poupou nem a marquise de concreto, tombada, que servia de cobertura às arquibancadas. A simbólica geral foi retirada em benefício dos torcedores que agora se acomodam nas primeiras fileiras de cadeiras — a primeira delas fica a apenas 14 metros de distância do gramado.

Pacaembu, São Paulo

Pacaembu / Crédito: Renato Pizzutto
Sede de seis partidas na Copa de 1950, o Pacaembu recebeu nos últimos anos duas finais de Libertadores da América, em 2011 e 2012, partidas decisivas do Brasileirão e até mesmo amistosos da seleção brasileira, após décadas. No entanto, nem sequer foi cotado para ser sede da Copa de 2014. Com a construção da Arena Corinthians, deixará de abrigar as partidas do Timão, fato preocupante, já que a Prefeitura de São Paulo gasta 400000 reais por mês para mantê-lo em ordem. Sem tantas partidas oficiais no local, será difícil cobrir essas despesas.

Ilha do Retiro, Recife

Ilha do Retiro / Crédito: Leo Caldas
Por mais de 60 anos, os torcedores do Sport Club do Recife puderam se orgulhar de serem donos do único estádio das regiões Norte e Nordeste a ter recebido uma partida de Copa do Mundo – em 1950, o Chile goleou os Estados Unidos por 5 x 2, no único jogo do Mundial disputado ali. Atualmente, abriga as partidas do próprio Sport.

Durival de Britto, Curitiba

Ilha do Retiro / Crédito: Leo Caldas
Também conhecido como Vila Capanema e inaugurado em 1947, recebeu dois jogos na Copa de 1950. Pertenceu ao Ferroviário e, após sucessivas fusões entre clubes curitibanos, tornou-se propriedade do Paraná Clube no fim dos anos 1980. Com a reforma da Arena da Baixada para a Copa de 2014, tem recebido jogos também do rival, Atlético-PR.

Independência, Belo Horizonte

Independência / Crédito: Nidin Sanches
Palco de uma das maiores zebras da história das Copas, a vitória dos EUA sobre a Inglaterra por 1 x 0, o estádio pertenceu ao governo de Minas, passou a ser propriedade do modesto Sete de Setembro e, em 1989, tornou-se patrimônio do América-MG. Em 2010, foi demolido e reinaugurado em 2012, quando o Atlético-MG passou a mandar suas partidas no local. Para a Copa de 2014, será um Campo Oficial de Treinamento (COT) das seleções que jogarem em Belo Horizonte.

Eucaliptos, Porto Alegre

Antigo Eucaliptos / Crédito: Divulgação
O Internacional é o único clube do Brasil que tem a honra de, ao longo de sua história, ter cedido dois estádios para a disputa de Copas do Mundo. Se em 2014 o Beira-Rio será a sede gaúcha do Mundial, a antiga casa colorada recebeu dois duelos em 1950. Usado pelo Inter até 1969, teve o terreno vendido e foi demolido, para dar lugar, desde 2012, a um conjunto residencial.

Fonte: Placar

A Copa em Porto Alegre



Em 1946 a FIFA reuniu-se em Congresso para definir qual seria a sede da próxima Copa do Mundo. A II Guerra Mundial impedira a realização dos Mundiais de 1942 e 1946, e a entidade máxima pretendia realizar a próxima competição em 1949.

O Brasil, que já era candidato a ser sede da Copa de 1942, novamente lançou sua candidatura, com a condição que a competição fosse realizada em 1950. A FIFA aceitou e o Brasil começou seus preparativos.

Seis cidades brasileiras foram escolhidas como sedes: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Curitiba.

Logo a seguir, começou a discussão sobre os estádios que sediariam a Copa no Brasil. Em Porto Alegre, até o início de 1948 os jornais debatiam sobre a construção do Estádio Municipal. Obra dada como certa em 1947, aos poucos foi sendo abandonada, diante dos custos que acarretaria.

Na verdade, dos seis estádios usados no Mundial, apenas dois (o Maracanã, no Rio de Janeiro, e o Independência, em Belo Horizonte) foram construídos especialmente para o Mundial.

Os principais estádios de Porto Alegre, na época, eram a Baixada, do Grêmio, a Montanha, do Cruzeiro, a Timbaúva, do Força e Luz, e os Eucaliptos, do Internacional. A Baixada era usada pelo Grêmio praticamente desde sua fundação, tendo sofrido reformas ao longo de quase 50 anos. A Montanha era o mais recente, inaugurado em 1941. A Timbaúva era de 1935. E os Eucaliptos, de 1931. A CBD decidiu-se pelo estádio colorado, que teve de passar por reformas para sediar a Copa.

O estádio do Internacional, que desde 1944 chamava-se, oficialmente, Ildo Meneghetti, tinha capacidade para 10.000 pessoas, com um pavilhão de madeira no lado da rua Silveiro, e um pavilhão de concreto no lado oposto. Com as reformas, o pavilhão de madeira foi substituído por outro, de concreto, e a capacidade do estádio duplicada.

Os Eucaliptos sediaram duas partidas do Grupo A, do Brasil.

A primeira ocorreu em 29 de junho de 1950, entre Iugoslávia e México. Era um jogo importante, pois um dia antes o Brasil, que já havia batido o México, empatara com a Suíça. Se a Iugoslávia, que havia derrotado os suíços, vencesse o México, assumiria a liderança do grupo e jogaria pelo empate, contra o Brasil, para decidir quem iria para o Quadrangular Final.

Apesar de contar com Carbajal, goleiro que tornaria-se recordista em Mundiais disputados (1950, 1954, 1958, 1962 e 1966), além de ser escolhido o melhor de sua posição da Concacaf no século XX, o México não tinha condições de resistir ao bom futebol dos iugoslavos. Na primeira etapa a Iugoslávia já vencia por 2x0, e acabaria fazendo 4x1, preocupando a torcida brasileira.

29.06.1950 Iugoslávia 4x1 México

Juiz: Reginald J. Leafe (Inglaterra)

Público: 12.000

Gols: Bobek 20' e Čajkovski 23' do 1º; Čajkovski 6', Tomašsević 35' e Ortiz (pênalti) 44' do 2º

IUG: Mrkušić; Horvat, Stanković e Zl. Čajkovski; Jovanović e Djajić; Mihajlović, Mitić, Tomašević, Bobek e Čajkovski

MEX: Carbajal; Gutierrez, Gomez e Ruiz; Ochoa e Flores; Naranjo, Ortiz, Casarin, Peréz e Velasquez

A partida seguinte não atraiu muito a atenção da torcida porto-alegrense, eufórica com a classificação do Brasil. No dia 1º de julho de 1950 o Brasil bateu a Iugoslávia e classificou-se para a fase final. Em Porto Alegre, no dia seguinte, bateriam-se México e Suíça, já eliminados. Na hora da partida, um contratempo: a Suíça jogava com um uniforme vermelho, e o México de grená. O árbitro sueco Ivan Eklind considerou que os uniformes eram muito parecidos, e exigiu que uma das equipes trocasse as camisas. Como nenhuma das seleções tinha uniforme reserva, foi feito um sorteio para decidir quem teria de arrumar um jogo de camisas emprestado. O México venceu o sorteio, mas como havia sido muito bem recebido na cidade, decidiu ele trocar de camisas e usar o uniforme de um dos clubes da capital gaúcha. O Internacional não poderia ser, pela cor. A opção foi utilizar o uniforme do Cruzeiro. Mas até buscar-se um jogo de camisas no estádio da Montanha, a partida atrasou em 25 minutos.

Os mexicanos não conseguiram segurar os suíços, que garantiram sua única vitória na competição. Novamente, ainda na primeira etapa o México já havia levado dois gols.

02.07.1950 Suíça 2x1 México

Juiz: Ivan Eklind (Súécia)

Gols: Bader 10' e Antenen 44' do 1º; Casarin 44' do 2º

SUI: Hug; Neury, Bocquet e Lusenti; Eggimann e Quinche; Antenen, Friedländer, Tamini, Bader e Fatton

MEX: Carbajal; Gutiérrez, Gomez e Ochoa; Ortiz e Roca; Flores, Naranjo, Casarin, Borbolla e Velázquez

Os mexicanos gostaram muito de Porto Alegre, principalmente da noite da cidade. Assíduos frequentadores dos cabarés porto-alegrenses, em campo mal conseguiam correr. Quando voltou ao México, a seleção foi dissolvida, por "comportamento inconveniente". Poucos daqueles atletas voltariam a vestir a camisa mexicana.

A Copa continuou, com Brasil, Espanha, Uruguai e Suécia ainda sonhando com o título. O Brasil dava show, goleando Espanha e Suécia. Quase ganhou o título por antecipação, pois na 2ª rodada o Uruguai, que já havia empatado com a Espanha, empatava com a Suécia até os 40' do 2º tempo, quando conseguiu a vitória que o manteve vivo. Na última partida, contra o Uruguai, o Brasil podia empatar, saiu na frente, mas levou o gol da virada faltando 11 minutos para o final do jogo. Foi o terrível "Maracanazo". Nesta Copa, a Seleção contou com dois colorados, Adãozinho e Nena, que não atuaram em nenhuma partida.


Sedes da Copa de 1950 voltam a ter a honra no Mundial de 2014


Por Marcelo Monteiro

Em 31 de Maio de 2009, os brasileiros conheceram oficialmente as 12 cidades que vão receber partidas da Copa do Mundo de 2014. Mas em 1950, quando o Brasil organizou pela primeira vez o Campeonato Mundial de Futebol, apenas seis localidades tiveram a honra de receber as seleções. Em uma clara demonstração do crescimento da competição ao longo dos anos.

Em 1950, as 22 partidas do IV Campeonato Mundial de Futebol foram realizadas em locais que também estarão presentes no torneio de 2014: Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo.

O Rio de Janeiro foi a principal sede da quarta edição da Copa do Mundo. Capital do Brasil na época, a cidade contava com a grande arma do país para convencer os dirigentes da Fifa a realizar o Mundial em solo nacional: o Estádio Municipal Mendes de Morais (em homenagem ao prefeito da época), com seus 200 mil lugares extra-oficiais. Em 1950, o Maracanã era realmente o “maior do mundo”. Inaugurado uma semana antes do início da competição, o estádio ainda não estava totalmente pronto em 24 de junho, data do jogo de abertura da Copa (Brasil x México). Havia andaimes nas arquibancadas e o entorno do estádio era um enorme canteiro de obras (foto).

Dos 22 jogos realizados na Copa de 50, o Rio recebeu a maior parte: oito. Incluindo o jogo inaugural e a partida que foi a verdadeira decisão (Brasil 1 x 2 Uruguai). Além de cinco das seis partidas da seleção brasileira na competição, o estádio foi reservado para partidas do Grupo 2, que reunia dois fortes candidatos ao título: Inglaterra e Espanha.

A segunda sede em número de partidas foi São Paulo (seis). Todas realizadas no Pacaembu, inaugurado dez anos antes (1940). Na primeira fase, a maior cidade do país foi palco de um jogo da seleção brasileira (empate de 2 a 2 com a Suíça), atuação que gerou vaias de boa parte do público.

Devido à grande colônia italiana na capital paulista, a Squadra Azzurra foi indicada para atuar em São Paulo. Mas os então bicampeões mundiais, mesmo com o apoio da torcida, não foram bem no torneio e acabaram eliminados logo na primeira fase. A Itália perdeu para a Suécia (3 a 2) na estreia. A vitória de 2 a 0 sobre o Paraguai não foi suficiente para classificar a equipe para o quadrangular final. E os italianos acabaram não visitando outras sedes e voltaram antecipadamente para casa.

Outro país que não precisou viajar pelo Brasil foi a Bolívia. Diante das desistências de nações como França, Escócia, Portugal e Índia, O Grupo D ficou com apenas duas seleções. E no único jogo da chave, disputado no estádio Independência, em Belo Horizonte, os uruguaios golearam os bolivianos por 8 a 0. O Uruguai passou a etapa decisiva, e a Bolívia foi eliminada.

A capital mineira recebeu mais duas partidas do Mundial de 50: Iugoslávia 3 x 0 Suíça e um jogo que ficou marcado na história das Copas: Inglaterra 0 x 1 Estados Unidos, a maior zebra dos Mundiais de futebol.
O Sul do país teve duas sedes em 1950, como vai ocorrer em 2014. O estádio dos Eucaliptos, em Porto Alegre, sediou dois confrontos: Iugoslávia 4 x 1 México e Suíça 2 x 1 México. Os moradores de Curitiba também puderam assistir a dois jogos da Copa: Espanha 3 x 1 Estados Unidos e Suécia 2 x 2 Paraguai, ambos disputados no estádio Durival de Brito.

O Nordeste foi representado em 50 por Recife, que recebeu apenas um jogo da competição. Na Ilha do Retiro, o Chile goleou os Estados Unidos por 5 a 2.
As sedes da Copa de 50:

Rio de Janeiro (Maracanã) – oito jogos: Brasil 4 x 0 México, Inglaterra 2 x 0 Chile, Espanha 2 x 0 Chile, Brasil 2 x 0 Iugoslávia, Inglaterra 0 x 1 Espanha, Brasil 7 x 1 Suécia, Brasil 6 x 1 Espanha e Brasil 1 x 2 Uruguai

São Paulo (Pacaembu) – seis jogos: Brasil 2 x 2 Suíça, Itália 2 x 3 Suécia, Itália 2 x 0 Paraguai, Espanha 2 x 2 Uruguai, Suécia 2 x 3 Uruguai e Espanha 1 x 3 Suécia

Belo Horizonte (Independência) – três jogos: Iugoslávia 3 x 0 Suíça, Inglaterra 0 x 1 EUA e Uruguai 8 x 0 Bolívia

Porto Alegre (Eucaliptos) – dois jogos: Iugoslávia 4 x 1 México e Suíça 2 x 1 México

Curitiba (Durival de Brito) – dois jogos: Espanha 3 x 1 EUA e Suécia 2 x 2 Paraguai

Recife (Ilha do Retiro) – um jogo: Chile 5 x 2 EUA

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