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Governo oferece Arena Amazônia para Olimpíada do Rio e aguarda COB

09/01/2015

Diretor da fundação Vila Olímpica, órgão responsável pelo estádio de Manaus, confirmou interesse na manhã desta sexta-feira

Menos de 24 horas após o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, declarar a possibilidade de incluir mais duas sedes para receber partidas de futebol durante as Olimpíadas do Rio, o diretor da Fundação Vila Olímpica (órgão responsável pelo estádio da Arena Amazônia), Ariovaldo Malízia, confirmou que Manaus já se coloca à disposição e surge como uma das candidatas para receber os Jogos de 2016. 

De acordo com Malízia, o interesse não é de agora. Há cerca de um ano e meio, a capital amazonense já manifesta o intuito de, mais uma vez, ser palco de duelos internacionais. 

- Existe o interesse. E não só pela Arena Amazônia, assim como da Vila Olímpica (local com estrutura para esportes como atletismo, natação e tênis de mesa) e da Arena Amadeu Teixeira (espaço que já sediou a Copa América de Vôlei). Já nos colocamos disponíveis, e não é de agora. Mas só neste momento o Nuzman afirmou que existe a possibilidade - declarou. 

Outro fator que é visto como favorável em Manaus foi a passagem da Copa do Mundo em 2014. Foram quatro jogos no Mundial, todos na primeira fase, com um público total de 160.227 mil pessoas (média de 40.056 pagantes). Motivo de polêmica antes da competição, a cidade foi elogiada por turistas e ganhou status na Fifa. 

- Antes da conclusão da Arena Amazônia foi feita uma vistoria de diversas instalações em Manaus, o que incluiu o estádio. Tem um pedido do Governo do Amazonas, que manifesta o interesse em receber as partidas, principalmente após o sucesso da Copa do Mundo - afirmou Malízia, que prefere manter cautela sobre o assunto ao lembrar que o planejamento do Comitê Olímpico Internacional é realizado com antecedência e dificilmente passa por modificações. 

A agência de Comunicação do Estado do Amazonas (Agecom), por meio de sua assessoria, confirmou que há o interesse em pleitear partidas dos Jogos Olímpicos. 

- Sim, realmente o Governo tem total interesse em receber jogos de futebol durante a Olimpíada, mas como o COI e o COB apenas especularam a chance de uma ou duas novas sedes é preciso aguardar uma posição oficial. 

Enquanto não há confirmação, a Arena Amazônia será palco do Super Series, triangular que envolve as equipes do São Paulo, Flamengo e Vasco da Gama e será disputado entre os dias 21 e 25 de janeiro. Além da Copa do Mundo, o estádio recebeu duelos da Série A e B do Campeonato Brasileiro no último ano. 


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CGU: dados de reportagem que compara recurso federal para saúde e educação com investimento na Copa são descabidos

10/01/2014

A Controladoria-Geral da União (CGU) informou nesta sexta-feira (10.01) que notícia divulgada pela organização Agência Pública, que comparou os recursos federais para a saúde e educação com os financiamentos destinados às arenas e outros gastos nas cidades que receberão os eventos da Copa do Mundo de 2014, apresentou dados incompletos e comparações descabidas.

Leia abaixo nota à imprensa divulgada pela CGU:

Em relação às notícias divulgadas nesta quinta-feira (9/1) sobre o estudo da organização Agência Pública, que comparou os recursos federais para a saúde e educação com os financiamentos destinados às arenas e outros gastos nas cidades que receberão os eventos da Copa do Mundo de 2014, entre 2010 e 2013, a Controladoria-Geral da União (CGU) informa que:

1. Os dados apresentados no estudo e refletidos nas reportagens sobre gastos em saúde e educação são incompletos e as comparações feitas com financiamentos são descabidas.

2. No tocante aos gastos federais para a saúde e educação, o Portal da Transparência reflete as funções na forma como estão apresentadas no Sistema Integrado de Administração Financeira utilizado pelo Governo Federal, o Siafi, que não reúne todos os gastos sob um mesmo título. A fim de levantar a totalidade dos valores investidos pelo Governo nas áreas mencionadas, é preciso considerar outros gastos e transferências que fazem parte dessas áreas, mas que não estão classificadas nessas categorias. Assim, existem transferências realizadas pelo Governo Federal que não estão incluídas na função “Educação”, como, por exemplo, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb, que está classificado no orçamento como “Encargos Especiais”. Só em 2013, o Fundo transferiu mais de R$ 1,3 bilhão para os municípios-sede da Copa, e mais de R$ 31 bilhões entre os estados e municípios brasileiros.

3. Além das transferências a Estados e municípios para as áreas de educação e saúde, o Governo Federal também aplica recursos nessas áreas diretamente. Só o Fundo Nacional de Saúde (FNS) aplicou R$ 17 bilhões no País. Também são feitos gastos diretos nas Universidades Federais, tanto em obras e equipamentos, como em bolsas de pesquisa e residência médica, além da Assistência Financeira para a Realização de Serviços Públicos de Educação do Distrito Federal, entre outros.

4. Além disso, a reportagem compara recursos de naturezas completamente distintas, tais como empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que retornam ao banco no momento de sua quitação, com transferências de recursos orçamentários.

5. Dessa forma, os valores da reportagem não refletem a realidade, o que distorce completamente suas conclusões.

6. Por fim, a CGU esclarece que não foi procurada pela organização responsável pelo estudo, nem pelos veículos que noticiaram a pesquisa, para oferecer os esclarecimentos necessários.


Governo, clubes de futebol e concessionárias das arenas discutem preço dos ingressos

27/09/2013 

Foto: Divulgação
O preço dos ingressos cobrados atualmente nas novas arenas para os jogos de futebol foi o principal assunto da reunião do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, com representantes dos clubes e das concessionárias que administram as arenas, na tarde de hoje (26), no ministério.

Durante o encontro, nenhuma proposta foi apresentada, mas ficou definido que todos poderão encaminhar suas sugestões ao ministério no prazo de uma semana. De acordo com Rebelo, essas propostas serão avaliadas em reunião posterior, quando serão escolhidas as “sugestões possíveis e prováveis” para encaminhar à Presidência da República.

“A nossa preocupação é com a viabilidade econômica dos clubes brasileiros, com a sustentabilidade econômica das novas arenas e com o acesso do torcedor de baixa renda a essas arenas”, disse o ministro.

Representantes do Bahia, Corinthians, Botafogo, Grêmio e Fluminense, bem como do Consórcio Maracanã, da Arena do Grêmio, da Arena Fonte Nova, da Arena Pernambuco e da Arena Castelão conversaram por duas horas e meia com Rebelo. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) foi representada pelo seu vice-presidente no Centro-Oeste, Weber Magalhães.

Magalhães reconheceu o alto preço cobrado nos jogos nas novas arenas. Ressaltou, contudo, a disposição de clubes e administradores das arenas para o diálogo e o reconhecimento de que o modelo praticado atualmente deve ser revisto. “Eles estão admitindo que tem que ser reformulada a questão de acesso às arenas e essa questão do preço vai ser discutida pelos clubes e pelos gestores das arenas”.


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