26/11/2013
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| Foto: Divulgação |
O consultor de Proteção às Marcas da FIFA, Vicente Rosenfeld, e o líder do Grupo de Proteção às Marcas, Auke Jan Bossembroek, estiveram nesta segunda-feira, 25, no auditório da ESPM, em Porto Alegre, para esclarecer dúvidas sobre as questões que envolvem a proteção às marcas da Copa do Mundo da Fifa a representantes de empresas, varejo, imprensa, entre outros segmentos. Os principais assuntos abordados durante painel realizado foram o marketing de emboscada, a pirataria e esclarecimentos aos comerciantes do entorno do Estádio Beira-Rio sobre o funcionamento e a comercialização de produtos.
Eles explicaram que a FIFA tem 22 patrocinadores e que esses contratos firmados representam 90% da receita da entidade, em função disso há um cuidado muito grande para que os direitos deles não sejam violados com o uso indevido das marcas que são de propriedade da FIFA e desses patrocinadores. Ele explicou que, o uso da marca é permitido em casos de publicações editorais, mas algo que esteja ligado a ações publicitárias de empresas não patrocinadoras, não pode ser utilizado.
Vicente disse que de 2010, quando terminou a Copa da África, até este ano 350 casos de infração foram detectados no Brasil.
O marketing de emboscada, que geralmente é feito por grandes empresas, foi um dos pontos mais abordados pelos representantes da entidade. Eles comentaram que algumas empresas utilizam elementos para que o público faça a associação, ainda que indireta (sem o uso das marcas oficiais), com a FIFA e/ou com a Copa do Mundo da FIFA e com isso acabam se promovendo, o que seria proibido pela Lei Geral da Copa.
Sobre a pirataria,Vicente comentou que muitos produtos falsificados já foram apreendidos no Brasil e que a entidade está atenta a este tipo de situação.
Durante o encontro também foram sanadas as dúvidas dos comerciantes do entorno do Estádio Beira-Rio a respeito do funcionamento de seus estabelecimentos. Sobre este tema, o líder do grupo de proteção às marcas salientou o quanto é importante que os comerciantes utilizem a Copa do Mundo em benefício próprio. “Uma loja que está próxima ao estádio, dentro da Área de Restrição Comercial, pode seguir fazendo o que faz, só não pode promover as marcas que não são patrocinadoras da Fifa ou fazer promoções alusivas a Copa do Mundo”, enfatizou.
O secretário extraordinário da Copa, João Bosco Vaz, participou de todo o painel, inclusive dando explicações, sobre as situações que competem a Prefeitura responder. Bosco enfatizou a importância do evento para a cidade. “Porto Alegre está sendo muito beneficiada com a Copa do Mundo. Estamos investindo R$ 880 milhões em obras, que foram possibilitadas por boas condições de financiamento. Além disso, estão sendo oferecidos cursos de capacitação para profissionais dos mais diversos segmentos e a cidade está ganhando visibilidade em âmbito mundial ao receber seleções e turistas de diversas partes do mundo”, comentou. Bosco disse ainda que esse trabalho de informar às pessoas sobre o que é permitido em relação a comercialização e o uso de marcas da FIFA vem sendo feito pela prefeitura com a realização de palestras a diferentes segmentos da sociedade.
Fonte: Secopa Porto Alegre


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