Segundo relatório, casos de racismo ameaçam a realização da Copa na Rússia

28/02/2015

Uma organização que ajuda a Uefa a investigar casos de racismo no futebol europeu, alertou a Fifa e as autoridades sobre o perigo de realizar a Copa do Mundo de 2018 na Rússia. Os riscos são tanto para jogadores, quanto para torcedores de outros países. As principais ameaças reportadas no relatório são em relação ao casos de racismos e ao extremistas de direita.

Segundo os dados divulgados, mais de 200 casos de discriminação racial ou xenofóbica, foram identificado no futebol russo apenas nas últimas duas temporadas. Além disso, o relatório também mostra dezenas de casos em que torcedores fizeram campanhas e venderam objetos para fazerem uma “vaquinha” para auxiliar neo-nazistas presos.

"Nossa esperança é que a Rússia tome atitudes para proteger fãs e jogadores. Os atletas já falaram que vão abandonar o campo se escutarem algum racismo. Isso é perigoso", alertou Piara Powar, diretor da organização. Um caso que chamou a atenção foi o racismo de torcedores do clube russo CSKA de Moscou contra o volante marfinense Yaya Touré, jogador do Manchester City da Inglaterra. O africano, capitão da seleção da Costa do Marfim, comentou que caso a seleção não se sinta segura, eles não irão disputar a Copa.

Uma cópia do relatório foi enviada ao presidente da Fifa, Joseph Blatter, que publicou nesta sexta-feira (27) em seu perfil no Twitter sobra a preocupação em relação a discriminação em 2018.  Já o presidente da Rússia, Vladmir Putin, admite a existência do problema desde antes da escolha do país como sede da próxima Copa do Mundo, e promete uma solução. Segundo o relatório, pouca coisa foi feita de fato.



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