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Celebração marca aniversário do Mercado Público

Reformas após incêndio estão em andamento - Foto: Joel Vargas/PMPA

02/10/2014

Nesta sexta-feira, 3,  o Mercado Público de Porto Alegre comemora 145 anos com um ato que será realizado às 9h30 no cruzamento central do prédio. A festa com o tradicional bolo de aniversário terá a presença do prefeito José Fortunati, do vice Sebastião Melo e secretário da Produção, Indústria e Comércio, Humberto Goulart, e outras personalidades. 

Inaugurado em 1869 para abrigar o comércio de abastecimento da cidade, o Mercado Público foi tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do município em 1979. O prédio, que resistiu à grande enchente de 1941, sofreu quatro incêndios - em 1912, 1976,1979 e 2013.

Recuperação - As obras do Mercado Público, que iniciaram depois do incêndio que atingiu parte do prédio, dia 6 de julho de 2013, seguem o cronograma previsto pelo grupo de trabalho criado para tratar da reforma.

A primeira parte, relativa à recuperação estrutural de paredes, portas e janelas danificadas pelo fogo, está sendo executada pela  Arquium, a mesma empresa que realizou a última grande reforma no prédio, na década de 90. 

A segunda fase da obra, que prevê a troca do telhado, deverá estar concluída até o final do mês pela empresa Metasa, responsável pela instalação de uma estrutura metálica. A terceira etapa da reforma inclui a recuperação das redes de estrutura elétrica, hidrossanitária e de refrigeração. Três empresas especializadas estão sendo contratadas. O custo total da recuperação do Mercado Público será de aproximadamente R$ 19 milhões, recursos do PAC Cidades Históricas. 

O Mercado - Referência cultural, política, social e econômica do Estado, é ponto turístico bastante visitado. Oferece produtos de qualidade e raridades que o consumidor só encontra em suas bancas, praticando uma boa política de preços. Reúne restaurantes e bancas de alimentação tradicionais, além de ser espaço para manifestações culturais e comunitárias.

As bancas ficam abertas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, e sábados das 7h30 às 18h30. Os restaurantes funcionam até às 23 horas. 

Fé e futebol ilustram tradição de Corpus Christi em Porto Alegre

Foto: Claudio Medaglia/Portal da Copa

03/06/2014 

Artista plástico confecciona tapete de serragem em alusão à Copa e à religiosidade

Um misto de fé em Deus e paixão pelo futebol inspirou o artista plástico gaúcho Luís Henrique Lima na confecção de uma obra tradicional para a religião católica. Para convidar as pessoas a visitarem a Festa de Corpus Christi de Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, ele produziu um tapete de serragem com tema da Copa do Mundo no coração do Mercado Público de Porto Alegre.

A peça mescla figuras ligadas ao Cristianismo, ao futebol e às seleções de diferentes países que estarão no torneio. “Pensei em unir as duas propostas do momento, que são a Copa do Mundo e a festa religiosa”, explicou o autor, natural de Rio Grande e radicado em Flores da Cunha há 24 anos.

Produzida ao longo de toda a segunda-feira, a obra foi inaugurada na manhã desta terça (3.06), em visita do prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, ao espaço. “Porto alegre está preparando uma Copa que será de todos os povos, todas as cores e crenças. Será a Copa da integração. Essa peça divulga a festa de Flores da Cunha e dá visibilidade à Copa do Mundo. O futebol também é um elo entre os povos e as culturas”, disse Fortunati.

A tradicional Festa de Corpus Christi de Flores da Cunha ocorrerá de 19 a 22 de junho, na Praça da Bandeira. Em 2014, o município completa 50 anos produzindo tapetes para o evento. Nesta edição, 24 trilhos e quadros de serragem, de diferentes tamanhos e produzidos por centenas de pessoas, vão colorir o espaço e exaltar a fé cristã. As peças são confeccionadas na véspera, mas os turistas podem participar da experiência e produzir seus próprios tapetes no dia 19, quando também ocorrem a Romaria ao Frei Salvador e a Procissão de Corpus Christi, logo depois da missa celebrada em frente à Igreja Matriz, às 9h30.



Copa 2014: "Caminho do Gol" terá 90 atrações culturais em Porto Alegre

Caminho do Gol começará no Mercado Público (Foto: Igor Grossmann/Globoesporte.com)

19/05/2014

Iniciativa ocorrerá em toda a extensão da Avenida Borges de Medeiros e torcedores encontrarão decoração especial e grade de atrações em dias de jogos na capital

A 27 dias do primeiro jogo da Copa em Porto Alegre, o "Caminho do Gol" já tem trajeto e estações de apoio definidos. O percurso de 3,5 quilômetros da Avenida Borges de Medeiros que reunirá diversas atividades para os torcedores partirá do Mercado Público, no Centro da capital, em direção ao viaduto Dom Pedro I, próximo ao Estádio Beira-Rio. Durante a caminhada, os torcedores vão encontrar atrações culturais, serviços e uma decoração especial alusiva ao torneio. A estrutura, porém, só começará a ser montada poucos dias antes da partida entre França e Honduras, em 15 de junho, a primeira das cinco que a cidade sediará.

O trajeto será dividido em cinco estações principais: Mercado Público, Ponte de Pedra, Praça Izabel, Parque Marinha e Dom Pedro I (viaduto). A iniciativa funcionará nos dias dos jogos (15, 18, 22, 25 e 30 de junho). A Avenida Borges de Medeiros terá o sentido centro-bairro reservado para o fluxo de pedestres. A pista contrária estará com o trânsito liberado para veículos.

- Cada uma dessas estações terá um conteiner da prefeitura, que será todo decorado. Ali vão se concentrar espaços para serviços de saúde, segurança, voluntariado. E cada país que jogará aqui terá um serviço consular disponível para apoio ao turista - apontou o coordenador do projeto, Maurício 

Caminho do Gol tem plano definido em Porto Alegre (Foto: Divulgação / Prefeitura)

A decoração do "Caminho do Gol" inclui itens como cartazes alusivos às seleções que jogarão na cidade, totens e bandeirolas. Já os nomes das 90 atrações que ser apresentarão no local ainda não estão definidos. A ideia é que sejam artistas conectados com a cultura local, desde grupos circenses e de teatro de rua até músicos individuais. Segundo Maurício Nothen, o projeto foi inspirado em iniciativa semelhante, realizada na Copa da África do Sul, em 2010. 

Uma das estações será na área da Ponte de Pedra (Foto: Igor Grossmann/Globoesporte.com)

- O caminho partiu de uma ideia da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), baseada no que aconteceu na Cidade do Cabo, na África do Sul. Lá, eles fizeram um caminho desde o centro até o estádio. E nós temos essa coincidência geográfica, de uma reta entre o Centro e Beira-Rio, e achamos que caberia fazer algo semelhante. Esse trecho congrega a maioria das atividades Copa do Mundo em Porto Alegre, como Fan Fest e Acampamento Farroupilha. Vai servir como uma forma de integrar essas ações e abrir um espaço para convivência de público local e turistas.

Na área da alimentação, o torcedor contará com serviços dos comerciantes locais e ambulantes credenciados pela prefeitura. Segundo os organizadores, as atividades começarão sempre às 10h, mas o término da grade cultural dependerá do horário dos jogos. 

A intenção é que, após a partida, novas atrações possam levar o público de volta para o eixo do Centro da cidade.

> Confira os cinco jogos da Copa em Porto Alegre:

15/06 - França x Honduras
18/06 - Austrália x Holanda
22/06 - Coreia do Sul e Argélia
25/06 - Nigéria e Argentina
30/06 - 1° do Grupo G x 2° do Grupo H

Caminho do Gol acontecerá na extensão da Borges de Medeiros 

(Foto: Igor Grossmann/Globoesporte.com)



Ato marca início das obras de restauração do Mercado na segunda

Primeira etapa contará com R$ 6,5 milhões para a reforma do prédio
Foto: Ivo Gonçalves/PMPA
24/11/2013 

Um dos principais símbolos da cidade de Porto Alegre começará a ser totalmente restaurado a partir desta segunda-feira, 25. Em um ato simbólico, às 15h30, a prefeitura ira autorizar o início das obras de reforma do Mercado Público, que é fruto de uma parceria entre administração municipal e União. O anúncio será feito em conjunto com o diretor de Patrimônio Material do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional – Iphan, arquiteto Andrey Rosenthal Schlee, e representação dos permissionários. A primeira parte da restauração, que se inicia nos próximos dias, contará com recursos da ordem de R$ 6,5 milhões, oriundos do PAC Cidades Histórias. Outros R$ 13 milhões já foram assegurados pelo governo federal, mas ainda não houve a liberação. 

“É mais um passo importantíssimo em todo esse processo de recuperação do nosso querido Mercado Público. O avanço é fruto de um trabalho integrado entre os entes federados, todos agindo em benefício de Porto Alegre”, afirmou o vice-prefeito Sebastião Melo, que, por delegação do prefeito José Fortunati, coordena o Grupo de Trabalho voltado às questões do Mercado Público.

As obras serão executadas pela empresa Arquium, a mesma que trabalhou na reforma do prédio na década de 90. A escolha foi feita com o objetivo de dar celeridade ao processo, uma vez que os técnicos da empresa já possuem dados, plantas e todo o histórico da intervenção realizada anteriormente. Nesse primeiro momento, os recursos liberados serão utilizados em obras de alvenaria, como a substituição do telhado de madeira por uma estrutura metálica, construção de laje protetora em toda a parte comprometida, reforma das redes de luz e água, troca de portas e revestimento de paredes.

Em agosto, após deixar o Ministério do Planejamento, em Brasília, onde teve audiência com a ministra Miriam Belchior, o prefeito José Fortunati garantiu a inclusão do projeto de revitalização do Mercado Público no PAC Cidades Históricas e o aporte de recursos estimado em R$ 19,5 milhões. A ministra recebeu o projeto aceitando as reivindicações solicitadas de acordo com o compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff ao prefeito, no dia 7 de julho, após o prédio histórico ter sido atingido pelo incêndio. 

O Mercado Público foi reaberto em 13 de agosto, 38 dias depois de ser atingido por um incêndio, com a reabertura gradativa dos estabelecimentos do andar térreo. O pavimento superior segue fechado para as obras de recuperação. 


Ato marca os 144 anos do Mercado Público de Porto Alegre

Aniversário de 144 anos do Mercado Público 
Foto: Luciano Lanes/PMPA
03/10/2013

Com direito a parabéns e bolo de aniversário, foi comemorado nesta quinta-feira, 3 de outubro, os 144 anos de atividades do Mercado Público de Porto. O ato ocorreu na área central do Mercado, com a presença do prefeito em exercício, Sebastião Melo, autoridades, permissionários e consumidores. “É uma alegria muito grande estar aqui, celebrando esta data depois de tudo que o Mercado passou há poucos meses. Esse é um dos locais mais democráticos da cidade e vamos deixá-lo ainda melhor do que estava antes da tragédia”, garantiu Melo.(fotos)

Na oportunidade, o prefeito em exercício aproveitou também para anunciar mais um passo no trabalho de recuperação do Mercado Público. Está aprovado pela prefeitura o projeto para que os oito permissionários que ocupavam o segundo andar operem de maneira provisória no andar térreo, na área do Centro de Eventos. No local, será instalada uma estrutura com cozinhas e mesas que poderão ser utilizadas pelos restaurantes até que a reforma completa do segundo piso seja concluída. 

Para o Presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público, Ivan Konig, essa é mais uma vitória de todos. “Hoje é dia de festa e estamos ainda mais felizes com a notícia da reabertura dos estabelecimentos do segundo andar. Agora, todos poderão voltar a tocar seus negócios”, afirmou.

A obra terá um custo aproximado de R$ 110 mil e será custeada pelos próprios permissionários. O prazo previsto para construção da nova estrutura é de 30 dias. Com relação à reforma geral, o prefeito em exercício afirmou que as tratativas com o governo federal estão avançadas e que existe a possibilidade de o contrato para repasse das verbas ser assinado já na próxima semana.

História - Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre, o Mercado Público foi inaugurado em 1869 para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Cultural do município em 1979, sofreu quatro incêndios (1912, 1976,1979 e 2013) e resistiu à grande enchente de 1941. O Mercado é administrado pela prefeitura, por meio da Secretaria da Produção, Indústria e Comércio (Smic).

Referência cultural, política, social e econômica do Estado, é ponto turístico bastante visitado. Possui restaurantes tradicionais e oferece produtos de qualidade e raridades que o consumidor só encontra em suas bancas, praticando uma boa política de preços. O local também é um espaço para manifestações culturais e comunitárias.

As bancas ficam abertas de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h30, e sábados das 7h30 às 18h30. Os restaurantes funcionam até as 23 horas.  



Porto Alegre comemora a reabertura do Mercado Público

Foto: Ricardo Stricher/PMPA
Do total de 110 bancas, 73 já estão funcionando plenamente
13/08/2013 

“A vida voltou ao Mercado Público”, comemorou o prefeito José Fortunati na reabertura do patrimônio histórico que ocorreu nesta terça-feira, 13, após 38 dias do incêndio que atingiu o Mercado de Porto Alegre. A emoção marcou a cerimônia que ocorreu pontualmente às 10h com a abertura simbólica do portão junto ao Largo Glênio Peres pelo prefeito José Fortunati, o vice Sebastião Melo, e permissionários do Mercado. Em pouco tempo, as bancas reabertas estavam tomadas por consumidores de toda a parte. (fotos)

Das 110 bancas, 73 estão funcionando plenamente. Conforme o prefeito, a equipe técnica trabalhará para reabrir o mais rápido possível as 29 bancas do andar térreo, enquanto é desenvolvido o projeto de recuperação que permitirá o funcionamento dos oito restaurantes do andar superior e demais estabelecimentos. A expectativa é que em 10 meses as obras de recuperação e modernização sejam concluídas. A recuperação e modernização de toda a área terão o investimento de R$ 19,5 milhões do governo federal. 

Durante a cerimônia, Fortunati ressaltou a parceria dos permissionários, órgãos da prefeitura, governo estadual, por meio da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e CEEE, e o apoio manifestado pelo governador Tarso Genro e pela presidente Dilma Rousseff, que contribuíram para agilizar a reabertura parcial do Mercado. “Tínhamos dois caminhos a seguir, irmos para casa chorando as mágoas pelo acontecido, ou imediatamente tomarmos iniciativas para restaurar, com a máxima brevidade, o patrimônio histórico de Porto Alegre”.

O prefeito falou, ainda, do Grupo de Trabalho coordenado pelo vice Melo com o apoio de diversas secretarias, com a participação ativa do governo do Estado e Federal. “Fomos em busca não só de recursos, mas de todas as condições para que a reabertura acontecesse”, lembrou o prefeito, agradecendo também o esforço dos permissionários e trabalhadores. “Eles que não ficaram apenas lamentando pelo que aconteceu. A associação participou, discutiu e ajudou a buscar solução para abrir o Mercado”. 

“Estamos muito felizes de estar aqui devolvendo o Mercado para a população, um Mercado que será bem melhor do que a gente tinha. Longa vida ao Mercado, vocês são a alma do Mercado”, disse o presidente da Associação dos Permissionários do Mercado Público, Ivan Konig, dando boas-vindas aos presentes. 

Para o vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, a reabertura do Mercado é um exemplo de superação. “As tragédias acontecem em todos os cantos do mundo, muitas vezes perto da gente, mas os governos e a sociedade devem superá-los e aqui está um exemplo muito concreto dessa superação”.l  

O vice-governador Beto Grill, que acompanhou o prefeito José Fortunati nas primeiras providências na noite do incêndio, enfatizou o marco que o prédio representa como símbolo da história, dos costumes, da economia e da cultura do povo gaúcho. "Vimos a solidariedade em todos os momentos a partir daquela dor que sentimos. Governos do Estado, federal e municipal, mas principalmente o povo de Porto Alegre querendo resgatar esse grande símbolo da cidade e do Estado".

A reabertura foi marcada por atrações culturais e uma bênção pelos representantes do grupo inter-religioso da Capital. A Banda Municipal de Porto Alegre recepcionou os presentes com um repertório de músicas com temática da cidade. Após a cerimônia, a atração ficou por conta do Clube do Choro. Muitas pessoas que circulavam no Mercado deixaram mensagens de apoio em um painel interativo instalado no local.  

A Coordenação de Memória da Secretaria Municipal da Cultura participou com a exposição “Quatro Incêndios e uma Enchente: Nosso Mercado Resiste”, que registra outros sinistros ocorridos no espaço.
As atrações culturais no Mercado seguem até sexta-feira desta semana, com shows de Lourdes Rodrigues - Violão e Voz, Poa Sax e Camerata Pampeana, sempre a partir das 17h.

Durante a cerimônia, o prefeito realizou uma homenagem ao chefe do Corpo de Bombeiros, comandante Guido Pedroso de Melo, e ao diretor-presidente da CEEE, Sérgio Souza Dias, pela significativa atuação das entidades no episódio do incêndio. 


Próxima reunião: 
As providências para a breve reabertura dos 29 estabelecimentos do andar térreo serão discutidas em reunião na tarde de hoje, às 15h30, com a coordenação do vice-prefeito Sebastião Melo, e a participação de permissionários e do grupo técnico das secretarias que trabalham na recuperação do Mercado. O encontro será realizado na sede da Secretaria Municipal do Planejamento e Orçamento (Siqueira Campos, 1300, 6º andar).


Depoimentos:
 “Minha juventude e infância foi toda dentro do Mercado. Hoje é um dia muito importante pra mim e de todos nós. Aqui é nossa casa, todos os dias a gente vem aqui, buscar nosso pão, nosso alimento”. 
Rosane Oliveira - Comerciante, moradora do Centro Histórico de Porto Alegre. 

“Eu nasci em 1939. Quando deu a enchente, eu tinha 1 ano, e presenciei junto com o meu pai. Adoro vir aqui no Mercado. Aqui é o meu chão”.
Daltro Belomo - Aposentado, morador do bairro Guarujá. 

“Eu tenho uma ligação com o Mercado de DNA. Meu avô foi permissionário do famoso café central. Aqui eu me criei e me formei. Desde pequena circulei pelo mercado. Com muita alegria vejo que o mercado reina novamente”.
Sonia Maria Saffi - Advogada, moradora do Centro Histórico de Porto Alegre. 

“Estou muito emocionado, muito feliz, Freqüento o Mercado desde 1963. Coloquei terno e gravata especialmente para esse momento”. 
Alcides Valim  - Funcionário público aposentado, morador do bairro Santana.

“Frequento há 20 anos para mais. Eu chorei quando perdemos o Mercado.
Aqui é o meu encontro de amigos. Tenho paixão pelo Mercado. É o símbolo de Porto Alegre”.
José Souza - Aposentado, morador de Alvorada. 

Histórico do incêndio:

06.07
A noite do dia 6 de julho foi consumida pela tristeza diante do incêndio que durante duas horas destruiu parcialmente o Mercado Público da capital e do Estado. As chamas devastaram também o coração de todos à medida que a notícia se espalhava.

Ainda na noite do incêndio, o prefeito garante que não vão faltar recursos para a reconstrução do que foi consumido pelo fogo. Informa que existem R$ 5 milhões disponíveis do Fundo do Mercado Público e que o seguro contra incêndio feito pela Smic prevê uma indenização de mais R$ 1,5 milhão; uma análise preliminar indica que serão necessários três tipos de projetos estruturais de naturezas diferentes: um para o conserto do telhado, outro para refazer a estrutura de alvenaria e cerâmica do andar superior e outro para as redes hidráulica, elétrica e lógica;

07.07
O prefeito solicita à presidente da República a inclusão da obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, a fim de receber recursos federais. Determina a criação de grupo de trabalho, liderado pelo vice-prefeito Sebastião Melo; equipes da Prefeitura, Bombeiros e Associação dos Permissionários fazem vistoria para avaliar os prejuízos e as proporções do incêndio;

08.07
Sob a coordenação do vice-prefeito, é realizada a primeira reunião do Grupo de Trabalho que conta com técnicos da Smov, Smic, SMC e Smurb. Medidas emergenciais foram adotadas: avaliação dos prejuízos, é autorizada a aquisição de cobertura provisória para substituir o telhado e proteger o interior do prédio. O município também poderá arcar com os custos de um gerador de energia; Smov deve agilizar conclusão de laudo técnico sobre os abalos da estrutura;

09.07
A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, confirmou ao prefeito que as obras de restauração serão incluídas no PAC; Prefeitura disponibiliza aos permissionários linha de financiamento rápido; equipe técnica da seguradora avalia estrutura do prédio e autoriza a limpeza do segundo piso; Prefeitura, permissionários, empregados e Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) debatem a garantia do emprego dos funcionários das bancas e restaurantes;

10.07
Equipes do DMLU iniciam a limpeza do piso superior (a área estava isolada para perícia da Polícia Civil); representantes da seguradora realizam avaliação técnica a fim de dimensionar a extensão dos danos; técnicos da Smov avaliam as condições do prédio para instalação de cobertura provisória e recuperação da rede elétrica; Smam realiza o corte e a retirada das estruturas de madeiras danificadas; no térreo, os comerciantes permissionários realizam a limpeza e recuperação de seus espaços;

12.07
O vice-prefeito relata para cerca de 100 permissionários as medidas adotadas pelo governo para agilizar a abertura do Mercado; funcionários, juntamente com centenas de cidadãos e admiradores do prédio, abraçaram o Mercado;

14.07
O prefeito e o vice confraternizam no Chalé da Praça XV com a equipe do DMLU que realiza a limpeza do Mercado Público;

15.07
Mais de 60 funcionários do DMLU terminam a limpeza do piso superior. Após reunião coordenada pelo prefeito, que tratou da recuperação do Mercado, o vice acompanha a conclusão dos trabalhos, com diversos secretários. Com o local limpo, técnicos da SMOV, dão seguimento à inspeção que resultará no laudo estrutural, documento necessário para a reabertura do Mercado.

16.07
Representantes da Prefeitura, Corpo de Bombeiros e Ministério Público reúnem-se com o objetivo de construir alternativas para a reabertura do Mercado Público; 15 garis são deslocados para realizar a manutenção até a conclusão da reforma;

26.07
Integrantes do Conselho do Patrimônio Histórico Cultural (Compahc) visitam o Mercado Público e debatem alternativas operacionais para a restauração do prédio.

31.07
O secretário da Smov, Mauro Zacher e engenheiros do Grupo de Trabalho apresentam resultados da inspeção que resultou na definição do número de bancas liberadas para a reabertura;

02.08
O vice-prefeito, secretários, e o comandante interino do Corpo de Bombeiros, major Riomar dos Santos, reúnem-se com o promotor de Justiça Fábio Sbardelotto para tratar da reabertura do Mercado Público. Debatem a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta, para garantir as condições de segurança para liberação do prédio;

05.08
O prefeito obteve a garantia da liberação de R$ 19,5 milhões do PAC Cidades Históricas para o projeto de revitalização do Mercado Público; Prefeitura, Ministério Público e Corpo de Bombeiros assinam o TAC que estabelece exigências e garante a reabertura do Mercado. O documento prevê que, após a conclusão de alguns pontos fundamentais para a prevenção de incêndios, o prédio estará apto a voltar a funcionar normalmente. Entre as exigências estão a implantação de alarme antifogo, placas sinalizadoras luminosas e treinamento de comerciantes para situações de risco. O prefeito em exercício Sebastião Melo visitou as obras de recuperação do Mercado, conversou com permissionários e vistoriou os serviços prestados pelas empresas contratadas.

07.08
Foi concluída a instalação da nova rede de energia elétrica. O prefeito e o vice acompanharam o momento em que a subestação foi religada e as luzes do corredor com face para a Avenida Borges de Medeiros foram acesas.

08.08
CEEE faz revisão de todas as bancas para reativar a energia. Fortunati afirma que a Prefeitura está tentando compatibilizar os cronogramas de projetos, contratação e execução das obras para que sejam concluídas rapidamente.

09.08
Após vistoria que confirma a adequação da estrutura às exigências de segurança para acesso do público, técnicos do Corpo de Bombeiros autorizaram a reabertura do Mercado Público. Inicialmente serão reabertos 73 estabelecimentos. Os oito restaurantes do andar superior e 29 lojas do quadrante voltado para a Júlio de Castilhos, com as estruturas afetadas pelo incêndio, permanecem fechados para as obras de recuperação. Prefeito anuncia a reabertura para terça-feira, 13 de agosto;

11.08
Na cerimônia de inauguração do Aeromóvel a presidente Dilma Rousseff reafirma o aporte de R$ 19,5 milhões para a recuperação do Mercado Público.


Sobre o Mercado Público:

Com um projeto do engenheiro Frederico Heydtmann, em estilo neoclássico e localizado em área de aterro do Guaíba, o prédio começou a ser construído em 1864 e foi inaugurado em 1869. Edificação quadrangular térrea, com torreões de dois pavimentos nas esquinas e pátio central, possuía salas internas e externas destinadas ao comércio e serviços.

Em 1912, para acompanhar a escala do Paço Municipal, o Mercado recebeu o segundo pavimento e suas fachadas foram ornamentadas com elementos arquitetônicos ecléticos.

Construído no Período Imperial, o Mercado Público acompanhou os principais fatos políticos da história nacional. Acompanhou também o crescimento da cidade e as principais transformações da estrutura urbana que constituíam o Centro Histórico, a multiplicação dos bairros, o surgimento e alargamento das avenidas e o equipamento do porto.

Patrimônio Histórico e Cultural de Porto Alegre, o Mercado Público, tombado como um Bem Cultural, passou por um processo de restauração entre 1990 e 1997, agregando mais qualidade a sua estrutura e recuperando a concepção arquitetônica original.  Com as diversas reformas tem estilo arquitetônico eclético. Com as obras, o Mercado também ampliou o seu número de estabelecimentos comerciais.

Estima-se que 120 mil pessoas circulem pelo seu interior diariamente. Além disso, outros 1,2 mil trabalhadores respondem pelo atendimento dos 110 estabelecimentos comerciais.

Quatro incêndios e uma enchente: 

Primeiro incêndio - Foi no dia 5 de julho daquele ano, fato tratado pelos jornais da época como “Violento incêndio”. De acordo com o inquérito, o fogo teve início na banca 19 de Zenettin &Irmãos, nas brasas deixadas num fogareiro que preparava a comida dos permissionários no interior da banca – o que era comum naqueles tempos. O incêndio não provocou vítimas e o dinheiro das bancas foi recolhido a tempo, bem como salvas as aves que estavam à venda.

Segundo incêndio  - Foi em 30 de dezembro de 1973, atingindo 13 bancas, segundo relato da imprensa. A cidade já estava impactada pelo trágico incêndio nas Lojas Americanas quando os bombeiros foram chamados para enfrentar o fogo que ameaçava o Mercado. O fogo começou na banca 12 e alastrou-se com rapidez.  A pronta intervenção dos bombeiros impediu que o incêndio assumisse maior gravidade. Acredita-se que o sinistro iniciou as 01h15 de domingo, dia 30, quando o relógio do Mercado parou de funcionar.

Terceiro incêndio - Em 15 de julho de 1979, recém recuperado externamente,  o Mercado sofreu novo incêndio provocado por um curto circuito na banca da Erva Mate.  Foi atingida toda a ala sudeste do prédio.  Cerca de 150 bombeiros, oito carros-pipa e uma escada Magirus foram mobilizados e o fogo foi dominado em menos de duas horas. Mas 10 bancas foram totalmente destruídas e outras 30 seriamente danificadas, além do desabamento da cobertura do quadrante mais atingido.

Quarto incêndio – O mais recente incêndio ainda está tristemente na memória de todos nós. Foi no último dia 6 de julho, informação logo disseminada pelas redes sociais, provocando comoção e solidariedade.  As labaredas naquela noite de sábado, indicavam grandes prejuízos, mas a eficiente ação dos bombeiros, auxiliado por unidades das cidades vizinhas, impediram que o fogo se alastrasse mais ainda internamente.  Assim, o prejuízo foi de parte significativa da cobertura e de grande número de espaços comerciais do segundo pavimento. Depois de um trabalho intenso dos poderes públicos e dos permissionários, parte do Mercado é devolvida hoje à população.

A enchente – Em abril/maio de 1941, semanas de ventos intensos e fortes chuvas levaram o Guaíba a avançar pelo Centro histórico. Cerca de um quarto da população de Porto Alegre foi obrigado a abandonar suas casas e quase metade das empresas suspenderam suas atividades. No Mercado, as águas atingiram a marca de 1m70 de altura, chegando com força suficiente para destruir bancas e equipamentos, carregar e misturar produtos. Alguns permissionários tentaram salvar seus produtos, mas perceberam ser um esforço inútil, desistiram de reabrir as bancas e devolveram os espaços à Prefeitura.





Curto-circuito causou incêndio em Mercado Público de Porto Alegre


28/07/2013

Mercado Público de Porto Alegre é uma referência da cidade, um verdadeiro patrimônio cultural. Mas recentemente esteve em destaque na imprensa não por sua importância histórica e sim por ser personagem de uma tragédia que provocou comoção nacional: um incêndio que destruiu 10% do prédio na noite de sábado, 6 de julho, que teve como causa um curto-circuito nas instalações elétricas de um restaurante que funcionava no segundo piso.

O laudo com a conclusão do acidente ainda não foi apresentado, mas a sobrecarga já foi identificada, falta ainda apurar a origem. Felizmente desta vez não houve perdas de vidas ou feridos, mas os prejuízos econômicos e culturais não diminuem a gravidade da situação, já que o incêndio destruiu total ou parcialmente oito restaurantes instalados no edifício de 144 anos, duas lojas e uma sala que guardava o acervo histórico e cultural do Mercado Público.

O que se sabe é que o calor consumiu a capa de fios que passavam pelo local e derreteu dutos de proteção, formando o foco de incêndio que se espalhou para as paredes e para o teto de três quadrantes, apoiado em madeira. A cobertura do vão central, instalada no década de 1990, não foi destruída porque é composta de material resistente ao fogo. Isso evitou que o teto desabasse sobre o piso térreo, onde está a maioria das 111 bancas do mercado.

A tragédia não teve maiores proporções pois os equipamentos de combate a incêndios (como hidrantes, mangueira e extintores) estavam funcionando e o fogo começou quando o mercado já estava fechado ao público e o restaurante onde ocorreu o curto-circuito já estava vazio. As poucas pessoas que ainda permaneciam no prédio tiveram tempo de sair e ninguém se feriu.

Mas fica aqui a lição: imprudência ou descaso com as instalações elétricas podem criar histórias dramáticas, sem direito a um final feliz.

Confira os estragos nas fotos de Cristine Rochol/PMPA












Abraço ao Mercado Público Central mobiliza população

Abraço simbólico ocorre cinco dias após o incêndio no pavimento superior
Foto: Ocimar Pereira/Divulgação PMPA
13.07.2013

Abraço simbólico ocorre cinco dias após o incêndio no pavimento superior

Aos gritos de "sou mercadeiro, eu sou", os funcionários do Mercado Público Central, juntamente com centenas de cidadãos, internautas e admiradores do prédio histórico de 142 anos da Capital gaúcha, abraçaram nesta sexta-feira, 12, um dos prédios mais amados da cidade. A mobilização ocorre cinco dias após o incêndio que, no sábado, 6, afetou o pavimento superior da edificação.

O vice-prefeito Sebastião Melo também participou da atividade convocada por ativistas da Internet, acompanhado do titular da Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (Smic), Dr. Humberto Goulart. O ato foi convocado pelas redes sociais e contou com apresentação de grupos religiosos e com apresentação cultural de música e teatro no Largo Glênio Peres.



Abraço simbólico ao Mercado Público está previsto para sexta

Mercado Público foi alvo de incêndio neste sábado 
Crédito: Mauro Schaefer
07.07.2013

Mais de mil pessoas já confirmaram presença no evento via redes sociais

Um abraço simbólico ao prédio do Mercado Público de Porto Alegre é organizado via redes sociais após incêndio que destruiu cerca de 10% do edifício histórico. Mais de mil pessoas já confirmaram presença, via Facebook, no evento intitulado "Vamos abraçar o Mercado Público". O ato está agendado para ocorrer na sexta-feira a partir das 19h. 


“Para demonstrarmos todo o amor que temos por esse lugar tão charmoso, agradável e importante pra todos os gaúchos, vamos nos reunir e dar um forte abraço no Mercado Público”, diz a convocação. O texto ainda conclama: “Chama teus amigos, tua família, todos os que adoram esse cartão-postal do Centro Histórico e vamos fazer esse carinho!”

A velha-guarda que frequenta o Mercado Público também está mobilizada para participar da atividade. O objetivo é recuperar o prédio ou “pelo menos a auto-estima de todos que atuam no Mercado”, informou por telefone Jeanice Quadros, frequentadora do local há mais de 20 anos. 

Jeanice tem um grupo de amigos que faz reuniões periódicas no Mercado e quer ajudar. “Nosso grupo é composto por gente da velha guarda, sessentões, conhecemos o mercado com nossos pais e já passamos esse amor aos filhos. Agora vamos lá - aproveitando a chamada da turma mais jovem pelo Facebook - pra ajudar”, relatou. 

O Mercado Público

Inaugurado em outubro de 1869, o Mercado Público de Porto Alegre foi criado para abrigar o comércio de abastecimento da cidade. O local foi tombado como bem cultural em 1979 e passou por um processo de restauração entre os anos de 1990 e 1997, o que garantiu ao lugar um espaço maior aos estabelecimentos comerciais, mas sempre manteve a concepção arquitetônica original.

O incêndio desse sábado não foi o primeiro enfrentado pelo Mercado Público. Em 1912, um sinistro destruiu os chalés internos. Em 1941, uma enchente atingiu o Mercado e, 38 anos mais tarde, mais dois sinistros destruíram as dependências do estabelecimento que é um dos principais cartões postais de Porto Alegre. O local chegou a ser ameaçado de demolição durante a administração de Telmo Thompson Flores. Na época, era cogitada a construção de uma avenida.

Na década de 90, quando passou por reforma, o Mercado Público recuperou a percepção visual das arcadas. O trabalho resgatou as circulações internas, criou novos espaços de convivência e implantou redes de infraestrutura compatíveis com o funcionamento do Mercado. A nova cobertura possibilitou a integração entre o térreo e o segundo pavimento.

No segundo andar, onde antes existiam escritórios e repartições públicas, diversos estabelecimentos como restaurantes e lancherias passaram ocupar o espaço. Com nova infraestrutura, o cartão postal de Porto Alegre ganhou também um Memorial, além de duas escadas rolantes e dois elevadores. O custo da reforma ficou, na época, em R$ 9 milhões, sendo 88% do orçamento da Prefeitura e 12% do Fundo Municipal do Mercado Público e doações diversas.



Tarso envia mensagem de apoio e coloca Governo do Estado à disposição da prefeitura e comerciantes

07.07.2013

O governador Tarso Genro, que está em Lisboa para participar, a partir desta segunda-feira (08) do seminário Cenários para o Futuro da Ibero-América, enviou sua mensagem de apoio e solidariedade em função do incêndio no Mercado Público de Porto Alegre.


Tarso colocou-se inteiramente à disposição da prefeitura para a obtenção de recursos, o mais rápido possível, para pronta recuperação do local. O governador falou ainda aos comerciantes, destacando que todos os mecanismos financeiros do Estado estarão à disposição dos mesmos.

Assista ao vídeo





Dilma garante a Fortunati recursos para recuperação do Mercado

Prefeito José Fortunati vistoria a situação interna do Mercado público após o incêndio. 
Foto: Cristine Rochol/PMPA
07/07/2013

Em telefonema ao prefeito José Fortunati, na tarde deste domingo, 7, a presidenta Dilma Roussef lamentou o incêndio ocorrido no Mercado Público e garantiu que o governo federal disponibilizará recursos para a recuperação do prédio, conforme apelo do chefe do executivo municipal. 

"Tivemos uma longa conversa quando a presidenta relembrou que almoçava com frequência no Mercado. Segundo ela, o Mercado fPúblico faz parte da alma de Porto Alegre, por isso garantiu que não faltarão recursos do governo federal para a recuperação desse ícone da cidade", revelou o prefeito. 

De acordo com Fortunati os recursos podem vir através do PAC das Cidades Históricas, que já tem a participação de Porto Alegre, ou mesmo o PAC voltado para as outras obras. "O certo é que a presidenta se sensibilizou pelo que aconteceu e vai ajudar Porto Alegre a reeguer o que o fogo consumiu", acrescentou o prefeito, que viaja amanhã a Brasília, dando início as tratativas para se habilitar aos recursos prometidos pela presidenta.



Incêndio destrói parte do Mercado Público de Porto Alegre

Segundo o prefeito da capital, José Fortunati, as chamas já haviam consumido metade d

o prédio até as 21h30 Foto: Maurício Tonetto / Terra
07/07/2013

Prédio histórico foi atingido na noite de sábado e teve parte da estrutura comprometida, segundo a prefeitura

Um incêndio de grandes proporções atingiu um dos principais prédios de Porto Alegre (RS) e símbolo da cultura gaúcha, o Mercado Público, localizado na região central, ao lado da prefeitura. As chamas começaram às 20h34, segundo o Corpo de Bombeiros. Logo depois, o prefeito José Fortunati (PDT) chegou ao local e confirmou que "dois dos quatro quadrantes foram consumidos". Ninguém ficou ferido e as causas ainda são desconhecidas.

"Não temos vítimas, isso tranquiliza do ponto de vista humano. Mas é um patrimônio histórico, cultural e turístico da cidade, dá uma dor no coração. Não imaginei assitir a um espetáculo tão triste", lamentou Fortunati. "Vamos apurar depois (as causas), o mais importante é apagar as chamas", completou o prefeito. Próximo a ele, um grupo de mais de 100 pessoas protestava e gritava palavras de ordem contra o Poder Público.

O fogo teria começado no andar superior do prédio e se alastrado rapidamente para o segundo andar. Em poucos minutos, o histórico edifício parecia totalmente condenado, tamanha era a força das labaredas. Em frente ao Mercado Público, as pessoas estavam perplexas e revoltadas com a ação do Corpo de Bombeiros. Desolados, lojistas assistiam o fogo consumindo seus patrimônios e aguardavam notícias das autoridades.

Informações iniciais davam conta que dois dos quatro quadrantes do Mercado foram atingidas
Foto: Felipe Schroeder Franke / Terra
Carlos Munhoz, 62 anos, presenciou o começo do incêndio e criticou a ação dos oficiais. "Houve muita demora para o desligamento da energia elétrica. No hidrante em frente ao terminal Parobé, os bombeiros tiveram que usar marreta para liberar a água", disse ele.

Outro morador da capital que presenciou o início das chamas, Rudimar Brites, 51 anos, relatou que estava em uma lanchonete em frente ao mercado: "Vi quando os bombeiros chegaram, mas eles tiveram muita dificuldade, o hidrante não funcionava. Soltou jatos e parou. Faltou preparo e pessoal". 

"É um patrimônio histórico, cultural e turístico da cidade, dá uma dor no coração. Não imaginei assitir a um espetáculo tão triste"
José Fortunati
Prefeito de Porto Alegre

Questionados pelo Terra, servidores do Corpo de Bombeiros confirmaram que só contavam com uma escada mecânica para controlar o incêndio. A escada magirus chegou ao local somente por volta das 22h.

​A proprietária de uma das lojas do Mercado Público, conhecida como Banca da Ione, passou mal e precisou ser socorrida por uma equipe de resgate. Um de seus fornecedores, que distribui mercadorias no prédio desde 1980, não se conformava com a "ineficiência".

"Estou muito triste porque o Mercado Público faz parte da vida da gente. Ao mesmo tempo, estou revoltado com a ineficiência dos bombeiros. Quando chegamos aqui havia apenas um carro, se fosse num prédio longe até entenderíamos, mas no centro da cidade?", questionou Sérgio Sauer.

Após as críticas, o prefeito reconheceu que o efetivo dos Bombeiros não era suficiente para um incêndio dessa proporção, mas negou que os hidrantes apresentaram problemas. "Acho que infelizmente ainda se tem uma estrutura pequena para combater grandes incêndios, porém, os hidrantes estão funcionando", justificou.

Comando dos Bombeiros nega falta de efetivo
O comandante-geral da Brigada Militar, coronel Fábio Fernandes, negou a afirmação de Fortunati de que havia lacuna de efetivo para controlar as chamas, embora não soubesse afirmar quantas viaturas foram deslocadas para o Centro. Fernandes também garantiu que não houve problema de estrutura. "Não faltou água e não faltou equipamentos. Todos os hidrantes estão funcionando", salientou.

"Estou muito triste porque o Mercado Público faz parte da vida da gente. Ao mesmo tempo, estou revoltado com a ineficiência dos bombeiros"
Sérgio Sauer
Vendedor

"Atacamos inicialmente a parte lateral, onde se estabeleceu o início do incêndio, e depois fomos com a escada mecânica em direção ao fundo. Essa foi estratégia que adotamos. Nós tivemos todas as guarnições (de Porto Alegre) acionadas, inclusive da região metropolitana", afirmou.

O secretário estadual da Segurança, Airton Michels, também defendeu a atuação das equipes de resgate. "Não houve falta de efetivo. Empregamos 20 caminhões para evitar que o fogo se alastrasse ainda mais e evitamos. As chamas se propagaram pela consistência do material da estrutura e engenharia que configuram o prédio", argumentou.

"Não há qualquer indicativo de incêndio provocado e criminoso. Três quartos estariam preservados, a restauração é plenamente possível. Logo a população terá o Mercado novamente", acredita Michels. De acordo com o secretário, 30% das lojas teriam sido afetadas.

Na parte final do trabalho de combate ao fogo, o coordenador da Defesa Civil municipal, Hélio Oliveira, pediu para todas as pessoas que estavam próximas se afastarem porque havia riscos de intoxicação devido à forte fumaça. Ele informou que o rescaldo do incêndio será feito a partir da manhã de domingo, quando a prefeitura deve falar sobre os estragos e fornecer números oficiais. "Não entrei dentro do prédio, mas a parte de cima ficou abalada", lamentou.

Mercado Público
Um dos principais cartões postais de Porto Alegre, o Mercado Público já registrou outros três incêndios em seus 140 anos de história: em 1912, 1972 e 1979, este último no ano em que foi tombado como Patrimônio Histórico e Cultural do Município. Na década de 1990 o prédio passou por uma restauração em toda a estrutura, que durou sete anos.

Vejas vídeos do incêndio no Mercado Público de Porto Alegre





Fonte: Terra


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