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ELIMINATÓRIAS: LATERAL JORGE É CONVOCADO PARA O LUGAR DE FILIPE LUIS NA SELEÇÃO BRASILEIRA

Lateral Jorge, ex-Flamengo, foi convocado por Tite Foto: John Macdougall / STF

01/10/2017

O ex-jogador do Flamengo Jorge foi convocado pelo técnico Tite para integrar a seleção brasileira e disputar as duas últimas rodadas da Eliminatória Sul-Americana para Copa de 2018. O lateral-esquerdo do Monaco substituirá Filipe Luis, do Atlético de Madrid, que foi desconvocado nesta quinta-feira após ter uma lesão na coxa esquerda detectada e informada pelo time espanhol.

O médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, afirmou que o tempo de recuperação não seria suficiente para manter o atleta integrado ao grupo para os próximos jogos.

- Tive um contato com o departamento médico do Atlético de Madrid e com o Filipe. É o tipo de lesão que requer uma recuperação de, no mínimo, 15 dias. Por isso decidimos pela desconvocação e seguiremos a sua recuperação à distância – disse o médico ao site da CBF.

Os 24 convocados pelo técnico Tite se apresentam a partir deste domingo na Granja Comary, em Teresópolis. As próximas partidas serão contra a Bolívia, no dia 5 de outubro, na Bolívia, e contra o Chile, dia 10 de outubro, na Arena Palmeiras.

Fonte: EXTRA

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CHEIO DE MORAL COM TITE, JORGE VIBRA POR NEYMAR E ESPERA SE DESTACAR NOS DUELOS



26/08/2017

Lateral do Monaco diz que, quando enfrentar o PSG, vai dar o melhor "para poder desarmá-lo o quanto for necessário". E admite dificuldade de adaptação ao futebol europeu

Por Ivan Raupp, Monte Carlo, Mônaco

Uma declaração recente de Tite sobre Jorge não repercutiu muito na imprensa brasileira, mas foi muito importante para dar confiança ao lateral-esquerdo que estava no início de sua caminhada no Monaco e no futebol europeu. Ao responder uma pergunta sobre jogadores inesperados que podem surgir na convocação para a Copa do Mundo, durante entrevista à rádio "Jovem Pan", o técnico da Seleção citou o ex-rubro-negro como exemplo, disse que ele "joga muito", "tem capacidade de entendimento impressionante" e "é diferente".

Jorge deixou o Flamengo e foi contratado pelo Monaco justamente após estrear na Seleção, no fim de janeiro - jogou 45 minutos do amistoso com a Colômbia, vencido por 1 a 0. Marcelo e Filipe Luís estão consolidados com Tite e são de longe os favoritos para a Copa da Rússia em 2018, mas o nome de Jorge surge com força para o futuro do Brasil. Ainda mais porque, após sete meses de adaptação e com a saída de Mendy para o Manchester City, ele assumiu a posição de titular do Monaco neste início de temporada. O sucesso na Europa é o próximo passo.

Durante esse período de adaptação, o camisa 6 foi blindado pelo time do Principado. Só agora pôde conceder uma entrevista exclusiva, e o GloboEsporte.com foi até Monte Carlo para conversar com ele. Entre outras coisas, Jorge confessou que teve dificuldades em relação à diferença de intensidade do futebol europeu, falou com carinho e saudade sobre o Flamengo, lamentou a saída de Zé Ricardo do Rubro-Negro e comemorou a chegada de Neymar ao PSG. Apesar de a concorrência estar mais forte do lado rival, ele está ansioso para ter a chance de enfrentar o ídolo.

- Verdade, e espero ganhar todos os duelos. Sei que ele é um jogador de alta qualidade, então vou dar meu melhor sempre que cair do meu lado para poder desarmá-lo o quanto for necessário e me destacar - disse o jogador de 21 anos, cheio de personalidade, como de costume.

Tite se surpreendeu positivamente com Jorge na seleção brasileira (Foto: André Durão)

A seguir, veja a entrevista com Jorge na íntegra:

GloboEsporte.com: Você chegou ao Monaco há sete meses. Está se sentindo completamente adaptado?

Jorge: Completamente, não. Tenho muitas coisas a evoluir ainda, tenho muito a crescer na Europa. Sobre adaptação, melhorei bastante desde que cheguei, evoluí no dia a dia. Estou sabendo lidar com a intensidade do futebol europeu. Ainda falta a língua, que é um pouco difícil, mas vou pegando e aprendendo, fazendo as aulas que tenho de fazer e em breve estarei falando francês. Esse é o objetivo, e quem sabe dar muita alegria ao torcedor do Monaco.

Como está seu francês? De 0 a 10, que nota daria?

De 0 a 10? 4,5. Faço duas aulas por semana, uma hora casa. Estou evoluindo bastante. Quando cheguei não tive muito tempo de fazer por estar procurando casa, essas coisas, então atrapalhou um pouco. Hoje estou mais intenso na aula. Em breve estarei entendendo mais e falando mais.

Dentro de campo dá para entender o que os companheiros falam?

Sim, as gírias do futebol a gente consegue entender mais. Hoje entendo mais do que falo. Para falar é um pouco difícil, tem um arranhado.

Monaco é um local de luxo, muito caro. Deu para sentir isso? Como está sua vida aqui?

Percebi muita diferença desde que cheguei. Aqui é valorizado, alto nível. É o sonho de qualquer pessoa estar aqui em Monaco. O custo de vida é muito alto, então tem que saber guardar o que ganha, pois lá na frente isso será importante.

Jorge no jogo do Monaco contra o Dijon, em 13 de agosto 
(Foto: REUTERS/Robert Pratta)

E como é sua rotina em Monaco?

Estou sempre buscando o foco no futebol. Meu pai sempre pede para eu estar sempre alegre, humilde e com pés no chão, porque assim a gente vence na vida. Hoje me sinto muito bem aqui. Estou sempre procurando descansar bastante, isso é muito importante na Europa, pois o futebol é muito intenso.

Esses meses de adaptação te serviram muito?

Sim, foram uma experiência incrível. No início foi pesado, às vezes eu achava que ia dar, pensava muitas coisas, mas tinha meu pai do meu lado, com sempre. De lá para cá a adaptação foi maravilhosa. Hoje estou mais tranquilo sobre isso. O que tem para acrescentar é a evolução do dia a dia para poder estar sempre em alto nível como os jogadores da Europa.

Que coisas, por exemplo?

Sobre intensidade, porque o futebol no Brasil tem mais cadência, ainda mais eu tendo muita qualidade, como todos sabem, e tem como pensar mais. Aqui você não pode pensar muito, tem que estar sempre ligado na tomada, no 220v. Isso me incomodou um pouco no início, eu estava acostumado com o futebol brasileiro. Me cobravam muito, o treinador estava sempre no meu pé, e isso é importante. Foi difícil a adaptação ao frio também, cheguei no inverno. Quando à intensidade, aos poucos fui pegando. Tive paciência, e isso me fez crescer.

Você foi reserva do Mendy no seu começo aqui. Com a saíde dele para o City, esta é a temporada para você ser titular?

Com certeza. Claro que tem que respeitar a opção do treinador. Se ele tiver que colocar outro jogador, vai colocar. Mas vou abraçar a oportunidade da melhor maneira possível, como estou fazendo agora. Vou dar o meu melhor, como sempre, para não sair mais da posição. Vou dar o meu melhor, querendo sempre jogar, para ser um grande jogador da Europa.

Jorge no treino do Monaco (Foto: Reprodução de Twitter)

O que você aprendeu com o Mendy durante esse tempo?

As assistências. Ele sempre buscava o fundo e bola na área para o Falcao e quem estivesse entrando. O treinador vem me pedindo bastante isso no dia a dia. É um aprendizado bom para mim, saber que preciso estar sempre buscando o Falcao e outros jogadores para ajudar a equipe.

O Monaco é o atual campeão francês, mas perdeu Bernardo Silva, Mendy e Bakayoko. Pode perder ainda Fabinho e Mbappé. Vocês, que fazem parte do elenco, sente que o time deu uma enfraquecida em relação à temporada passada?

Não, a gente sente um elenco mais forte, com o objetivo de estar sempre no topo das competições. É claro que jogadores de alta qualidade saíram, mas outros chegaram e ainda podem chegar, isso é com a diretoria. Sobre o Mbappé saírem ou não, isso é questão para os empresários deles, famílias e a diretoria do clube. Mas espero que eles possam ficar e ajudar a equipe, como ajudaram na temporada passada.

Além de o Monaco ter perdido jogadores importantes, o PSG se reforçou com Neymar. Acha que o PSG assume o favoritismo na França?

Não, mas com certeza vai estar sempre no topo, brigando por títulos. É uma equipe muito qualificada, ainda mais com chegada do Neymar. A gente sabe que todos vão achar que o PSg vai ganhar tudo, mas tem que estar sempre com humildade, pés no chão, buscando ganhar os jogos e, quando pegar o PSG, é estudar bastante e ver o que a gente pode fazer para ganhar deles.

Você vê a chegada do Neymar como boa, porque valoriza o Francês e o torna mais interessante de se disputar, ou ruim, pois terá de enfrentar um dos melhores do mundo?

Acho que não existe parte ruim. O Campeonato Francês sempre foi visado. O PSG tem grandes jogadores, como o Daniel Alves, que também chegou há pouco tempo. Com a chegada do Neymar, claro que vai estar mais visado, mas é uma sensação boa para todos nós, jogadores. Enfrentar jogadores de alta qualidade é importante para quem quer crescer no futebol. É maravilhoso enfrentar o Neymar e a equipe do PSG, como outros que virão pela frente. A gente tem que saber dar o melhor para poder se destacar.

O camisa 6 assumiu a lateral esquerda do Monaco com a saída de Mendy
(Foto: REUTERS/Eric Gaillard)

Você conhece o Neymar pessoalmente?

Ainda não. Eu sendo convocado em breve, que é meu objetivo, a gente pode se conhecer.

Ou em um duelo PSG x Monaco.

Verdade, e espero ganhar todos os duelos. Sei que ele é um jogador de alta qualidade, então vou dar meu melhor sempre que cair do meu lado para poder desarmá-lo o quanto for necessário e me destacar.

Você segue acompanhando o Flamengo, mesmo de longe?

Sim, claro. Em alguns momentos não dá, porque os horários são diferentes, aqui são cinco horas a mais do que lá. Mas estou sempre acompanhando as notícias de quem sai, quem entra, como está a situação, os torcedores. Meu coração vai estar sempre lá, fiz meu nome no Flamengo. Claro que eu poderia ter ganhado muitas coisas ainda, mas foi pouco tempo, dois anos apenas. Mas é um clube que vou levar para o resto da vida porque me formou, que chamei de minha casa. É claro que vou estar sempre torcendo.

Você tem uma história com o Zé Ricardo. O que achou da saída dele?

Sei que o futebol brasileiro é assim, qualquer futebol. A gente sabe que a vida do treinador é difícil, tem que estar sempre no auge e ganhando. O Cuca foi campeão brasileiro há pouco tempo e já estão falando na saída dele do Palmeiras. A gente sabe o quão difícil é a vida do treinador no futebol brasileiro, ainda mais em um clube grande como o Flamengo, Palmeiras e outros. A saída do Zé Ricardo foi triste, pois é um treinador de quem sempre gostei, com quem sempre me dei bem na base. Mas é vida que segue, que ele seja feliz no próximo clube.

Jorge comemora gol pelo Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

O Flamengo contratou dois laterais-esquerdos para a sua posição: Trauco e Renê. O que tem achado deles?

O que pude ver de longe é que eles estão muito bem, se adaptando bastante ao clube. Sei que é difícil se adaptar à nação rubro-negra, que está sempre no pé, mas espero que sejam felizes e deem o melhor deles para poder cumprir a meta que fiz de marcação, garra. Acho que eles têm isso. O Renê tem muita qualidade, sabe marcar bem. O Trauco é mais de saída do meio para frente. Tem dois jogadores de alta qualidade na posição.

Você teve um encontro recente com o Tite, e soube que foi muito elogiado por ele. Conte para nós como foi.

Foi incrível. Antes de eu ser convocado por ele, eu estava muito bem no Flamengo, tinha acabdo de ganhar prêmio de melhor do Brasileirão. Foi incrível quando fui convocado. A sensação de chegar lá, cumprimentá-lo, me apresentar a ele foi incrível. Foram poucos dias de treino, mas pude dar meu melhor. Joguei 45 minutos contra a Colômbia, dei meu melhor, e ele ficou feliz pela minha personalidade. Ele mesmo falou em entrevista que tenho muita personalidade e que isso é importante. Então, espero contribuir aqui no Monaco para poder estar em breve na Seleção.



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