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CORINTHIANS FAZ FESTA COM A FIEL E EMPATA POR 2 A 2 FRENTE AO GALO

(Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)

27/11/2017

Em dia de celebração para os mais de 46 mil corintianos presentes ao estádio de Itaquera, o Corinthians brindou a sua torcida com uma boa atuação, despreocupada em termos defensivos, rendendo um grande jogo no empate por 2 a 2 diante do Atlético-MG, sustentado por uma excelente atuação do venezuelano Otero, autor de um gol e do passe para o outro. Jadson, o melhor corintiano, fez companhia a Marquinhos Gabriel entre os artilheiros da equipe no embate.

Com o resultado, o Timão chega a 72 pontos conquistados na liderança da competição, já campeão desde 35ª rodada, com a taça entregue após o apito final neste final de semana. O Galo, que mostrou virtudes essencialmente individuais em campo, vai para a última rodada com 51 pontos na tabela de classificação, precisando de uma vitória para seguir na briga pela Libertadores.

Na próxima rodada, a última da competição, os comandados de Fábio Carille terão pela frente o desesperado Sport, na luta para fugir do rebaixamento, às 17h (de Brasília) do domingo, dia 3 de dezembro, na Ilha do Retiro. Do outro lado, Oswaldo de Oliveira e sua trupe recebem o Grêmio, no mesmo dia e horário, sonhando com a Libertadores da América do ano que vem.

Precisão dos dois lados

O primeiro tempo teve a bola a todo momento com o Timão, bastante tranquilo com o título conquistado e apoiado incondicionalmente pela torcida. Com gritos esporádicos de “campeão”, aparentemente só para lembrar o título conquistado há dez dias, os alvinegros aproveitaram o espaço deixado na frente da área dos atleticanos para criar suas melhores jogadas com Jadson e Rodriguinho.

O camisa 10, melhor em campo na etapa inicial, deu chute perigoso antes dos dez minutos. Pouco depois, aos 19, Rodriguinho dominou na área, girou sobre a marcação de Elias e chutou de pé esquerdo, rente à trave de Victor. A mesma trave que, aos 23, chacoalhou com um forte chute de Jadson, da intermediária, pelo lado direito. A bola ainda sobrou para Clayson, mas ele chutou em cima da marcação.

Dependente de espaçados contra-ataques, o Galo viu uma oportunidade de ouro quando Otero foi derrubado por Camacho, pela direita, próximo à entrada da área. O próprio venezuelano, em alta após marcar duas vezes contra o Coritiba, na última rodada, bateu com perfeição, no ângulo de Cássio, que nem se mexeu. Mesmo pegando pouco na bola, o time mineiro chegava à vantagem devido à qualidade individual dos seus atletas ofensivos.

O melhor futebol dos donos da casa, no entanto, voltou a dar as caras na resposta do Timão, que viu Clayson acertar a rede pelo lado de fora. Aos 35, Jadson, em cobrança de falta, contou com a ajuda da movimentação na área para vencer Victor e deixar tudo igual. Ainda antes do intervalo, o meio-campista bateu outra falta na área e viu Jô desviar no canto, mas mandar um pouco mais à direita do que o necessário.

Golaço vira, mas Otero salva o Galo

Mesmo com a boa partida executada pela sua equipe, Carille fez questão de testar uma nova alternativa de jogo, colocando Marquinhos Gabriel na vaga de Camacho e deixando Jadson mais centralizado, ao lado de Rodriguinho. A mudança logo deu resultado, quando Rodriguinho achou Marquinhos Gabriel na ponta direita. Diante da frágil marcação de Fábio Santos, o canhoto entrou na área com espaço para cortar para dentro e acertar um lindo chute, no ângulo de Victor, imóvel.

Superior, o Timão parecia rumar para um jogo controlado quando um recuo de Balbuena para Cássio passou pelo goleiro, em furada espetacular do ídolo corintiano, fez com que a bola desviasse na trave e quase entrasse. A partir dali, aparentemente assustado com o lance, o camisa 12 perdeu a confiança para sair do gol nas bolas cruzadas, trunfo muito bem utilizado pelo venezuelano Otero.

Em uma sequência de três escanteios, ele viu Léo Silva cabecear com perigo, depois quase marcou gol olímpico de trivela, ao melhor estilo Marcelinho Carioca, exigindo linda defesa de Cássio, fechando com uma batida seca na pequena área, perfeita para Fred, livre de marcação, desviar para empatar o jogo. O próprio camisa 9 atleticano poderia ter virado o placar logo na sequência. Em contra-ataque puxado por Elias, Otero achou o centroavante livre na área. Ele teve a calma para limpar Cássio, mas, sem goleiro, conseguiu mandar por cima do travessão, incrivelmente.

Depois, o jogo ficou cada vez mais aberto, com ambos os times buscando o gol. Carille lançou Maycon e Pedrinho, dando mais mobilidade ao ataque corintiano. O volante chegou a ameaçar em duas oportunidades de chute de longa distância, mas mandou ambas apenas rente à trave de Victor. Na última oportunidade, um cruzamento de Fagner achou Jô na área, mas o centroavante testou para fora.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 x 2 ATLÉTICO-MG

Local: estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 26 de novembro de 2017, domingo
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Wagner do Nascimento Magalhães (RJ)
Assistentes: Thiago Henrique Farinha e Diogo Carvalho Silva (ambos do RJ)
Público: 46.030 pagantes
Renda: R$ 2.892.594,20
Cartões amarelos: Camacho, Clayson, Marquinhos Gabriel, Maycon (Corinthians); Marcos Rocha (Atlético-MG)
Gols:
CORINTHIANS: Jadson, aos 35 minutos do primeiro, Marquinhos Gabriel, aos 13 minutos do segundo tempo
ATLÉTICO-MG: Otero, aos 29 minutos do primeiro, e Fred, aos 20 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pedro Henrique e Guilherme Arana; Gabriel, Camacho (Marquinhos Gabriel), Jadson (Pedrinho), Rodriguinho (Maycon) e Clayson; Jô
Técnico: Fábio Carille

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Léo Silva, Gabriel, Fabio Santos; Yago, Elias, Otero (Rafael Moura), Robinho e Valdivia (Luan); Fred (Cazares)
Técnico: Oswaldo de Oliveira

CORINTHIANS EMPATA COM A PONTE PRETA E É A PRIMEIRA FORÇA DO ESTADO



07/05/2017

O Corinthians é a primeira força do Estado de São Paulo. Neste domingo, o antes contestado time dirigido por Fábio Carille contrariou de vez as análises de quem o via abaixo dos rivais Palmeiras, Santos e São Paulo em 2017. Empatou por 1 a 1 com a Ponte Preta, adversária que havia derrotado por 3 a 0 na semana passada, e sagrou-se campeão paulista em sua centésima partida em Itaquera. Os gols foram do atacante paraguaio Ángel Romero e do zagueiro Marllon.

A supremacia do Corinthians no torneio estadual também é histórica. Com mais uma conquista, o clube do Parque São Jorge passou a contabilizar 28, bem à frente de Palmeiras (22), Santos (22) e São Paulo (21). De quebra, arrecadou os R$ 5 milhões do prêmio oferecido pela Federação Paulista de Futebol (FPF) – a Ponte receberá R$ 1,650 milhão pelo vice-campeonato –, importantes em época de crise financeira.

O Corinthians só terá pouco tempo para comemorar. O campeão paulista será colocado à prova em outras duas competições ainda nesta semana. Irá a Santiago para enfrentar a Universidad de Chile na quarta-feira, pela Copa Sul-Americana – ganhou o jogo de ida por 2 a 0. E, no sábado, atuará contra a Chapecoense outra vez em Itaquera, onde ganhou o seu primeiro título, pela rodada inaugural do Campeonato Brasileiro.

Do outro lado, a Ponte Preta, que perderá alguns dos seus destaques ao término do Estadual, viu novamente adiado o sonho de enfim angariar o troféu de um torneio expressivo para a sua esvaziada galeria. A derrota para o Corinthians de 2017 se soma às quedas para o mesmo oponente nas finais estaduais de 1977 e 1979. No próximo domingo, o time de Campinas buscará a reabilitação emocional contra o Sport, no Moisés Lucarelli, pelo Brasileiro.

O jogo – Um enorme bandeirão que valorizava a “fé alvinegra”, campanha publicitária da fornecedora de material esportivo do Corinthians, foi aberto no setor leste do estádio quando os dois finalistas do Campeonato Paulista entraram em campo.

Já houve ocasiões, no entanto, em que a fé se mostrou mais necessária aos corintianos. Com a vitória por 3 a 0 obtida no jogo de ida, em Campinas, o time dirigido por Fábio Carille tinha tranquilidade para colocar em prática o seu futebol seguro na defesa e não muito vistoso no ataque.

Do outro lado, a Ponte Preta não podia perder tempo. O técnico Gilson Kleina cobrou movimentação dos seus três homens de frente – William Pottker, Clayson e Lucca –, na expectativa de minimizar a desvantagem de sua equipe na decisão.

A princípio, a estratégia deu volume de jogo à Ponte, mas não chances de gol. A torcida visitante só se levantou mesmo para reclamar de pênalti de Paulo Roberto sobre Clayson após cobrança de falta, aos quatro minutos. O árbitro Leandro Brizzio Marinho já havia assinalado impedimento na jogada.

O Corinthians não se assustou com o ímpeto da Ponte. Enquanto o motivado Lucca repetia algumas conclusões precipitadas dos tempos em que defendia o clube do Parque São Jorge de um lado, Jadson buscava organizar o meio-campo corintiano do outro. Ele contava com a liberdade concedida a Maycon, já que Rodriguinho cumpria suspensão, na missão.

Aos 29 minutos, Jadson teve a ajuda não do seu parceiro de armação, mas da própria defesa da Ponte, para aproximar o Corinthians do gol. Aranha e Kadu saíram jogando mal, e o meia aproveitou para alçar a bola na área. Romero escorou de cabeça para Maycon, que chutou na trave. Na sobra, Jô carimbou a marcação.

O lance entusiasmou a torcida do Corinthians, que viu o time da casa passar a fazer triangulações com mais facilidade, e enervou a Ponte Preta. Aos 40, surgiu outra grande chance para abrir o placar. Jô avançou bem pela intermediária, abriu a bola para Fagner e correu para a área para receber o cruzamento. Finalizou torto.

Agora com apenas 45 minutos para fazer ao menos três gols e não sofrer nem um, a Ponte Preta foi ao vestiário de Itaquera desanimada. Saiu de lá com Ravanelli na vaga de Jadson – para desespero dos cronistas esportivos de Campinas, ainda inconformados com a ausência de Renato Cajá.

Ravanelli se esforçou para provar que o técnico Gilson Kleina estava certo com alguns chutes de longa distância, porém sem direção. Aos 17 minutos, após Yuri substituir Lucca, foram para os ares também as esperanças da Ponte. Jadson fez belo passe da direita para Romero, que apareceu sem marcação no meio da área. O paraguaio bateu em cima de Aranha, pegou o rebote e concluiu de novo para anotar o seu 18º gol em Itaquera, um recorde.

“É campeão! É campeão! É campeão!”, começou a gritar a torcida da casa. Na iminência do vice-campeonato, Kleina gastou a sua última ficha com a entrada de Lins no lugar de Clayson, jogador que poderá disputar o Campeonato Brasileiro pelo Corinthians. Carille, por sua vez, havia trocado Camacho por Clayton.

Com as mudanças – principalmente a do placar –, o Corinthians se acomodou e permitiu que a Ponte Preta, sem nada a perder, levasse perigo ao gol defendido por Cássio. Como aos 35 minutos, quando Ravanelli ajustou a pontaria em outra tentativa de fora da área. Acertou a trave.

A torcida do Corinthians não deu importância à melhora da Ponte. Enquanto o seu time se preocupava em tirar proveito de contra-ataques, o público acendia sinalizadores em quase todos os setores do estádio para festejar. No telão, a mensagem para que os artefatos fossem apagados acabou alterada pela imagem do ídolo Wladimir, campeão paulista de 1977, ovacionado em Itaquera.

A Ponte Preta ainda amenizou – muito pouco – tamanha alegria nas arquibancadas. Aos 40 minutos, logo após Jadson ceder espaço ao novato Pedrinho, Ravanelli cobrou falta da direita, e Marllon teve liberdade para finalizar de primeira e igualar o marcador. Ele correu para recolocar a bola em jogo, mas com a consciência de que anotar outros três gols era bem improvável.

Sendo assim, os corintianos continuaram a comemorar. A gritaria só aumentou até o apito final de Leandro Brizzio Marinho, exatamente aos 45 minutos, que ratificou o Corinthians como a primeira força do futebol paulista.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 1 X 1 PONTE PRETA

Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP)
Data: 7 de maio de 2017, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Leandro Brizzio Marinho (SP)
Assistentes: Tatiane Sacilotti (SP) e Miguel Cataneo (SP)
Público: 46.017 pagantes (total de 46.462)
Renda: R$ 2.792.212,60
Cartões amarelos: Pablo e Romero (Corinthians); Nino Paraíba, Élton e Clayson (Ponte Preta)
Gols: CORINTHIANS: Romero, aos 17 minutos do segundo tempo; PONTE PRETA: Marllon, aos 40 minutos do segundo tempo

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Balbuena, Pablo e Guilherme Arana; Paulo Roberto, Jadson (Pedrinho), Camacho (Clayton), Maycon e Romero (Léo Jabá); Jô
Técnico: Fábio Carille



PONTE PRETA: Aranha; Nino Paraíba, Marllon, Kadu e Artur; Fernando Bob, Élton e Jadson (Ravanelli); William Pottker, Clayson (Lins) e Lucca (Yuri)
Técnico: Gilson Kleina




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