.

.
Mostrando postagens com marcador Copa Sul-Americana 2016. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa Sul-Americana 2016. Mostrar todas as postagens

Medellín tem homenagem às vítimas do acidente de avião da Chapecoense

Estádio Atanasio Girardot, em Medellín, lotou nesta quarta-feira (30) 
para prestar homenagem às vítimas do acidente do avião da Chapecoense 
Foto: AP Photo/Luis Benavides

01/12/2016

Estádio seria local do primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana.
Arena Condá, casa do clube em Chapecó, também prestou homenagem.

Milhares de pessoas compareceram nesta quarta-feira (30) ao estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, para prestar homenagem às vítimas da queda do voo que transportava a delegação da Chapecoense e jornalistas, na noite da última segunda-feira.

O estádio seria o local da partida entre o Chapecoense e o Atlético Nacional, o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. No horário em que começaria o jogo, às 21h45 (horário de Brasília) o estádio já estava em sua capacidade máxima, com pessoas vestidas de branco e com uma vela acesa para se solidarizar com as vítimas, suas famílias e países de origem – Brasil, Venezuela e Paraguai.

Outras milhares de pessoas, segundo o canal Telemedellín, ficaram do lado de fora do estádio e acompanharam a cerimônia por telões. Durante um minuto de silêncio, os expectadores também acenderam seus celulares.

A Arena Condá, a casa do clube em Chapecó, também prestou homenagem às vítimas da tragédia nesta noite.

Mascote e crianças da cidade dão a volta no gramado na Arena Condá, 
em Chapecó, durante a cerimônia na noite de quarta-feira (30) 
Foto: Diego Madruga/GloboEsporte.com

O acidente com o jato Avro RJ-85 da empresa aérea boliviana LaMia deixou 71 mortos. Até o fim da tarde desta quarta, 45 corpos já tinham sido identificados. Seis pessoas sobreviveram e estão internadas em hospitais locais, algumas em estado crítico.

No Atanasio Girardot, o ministro de Relações Exteriores do Brasil, José Serra, fez um discurso emocionado, em que agradeceu a solidariedade do povo colombiano. "Muito obrigado Colômbia. Nesses momentos de grande tristeza imensa para as famílias, para todos nós, as expressões de solidariedade que aqui encontramos, aqui no Atanasio Girardot, nos oferecem um grau de consolo imenso. Uma luz no escuro quando todos estamos tentando compreender o incompreensível", disse Serra.

Ministro das Relações Exteriores do Brasil, José Serra, faz discurso emocionado 
durante cerimônia de homenagem às vítimas do acidente do avião da Chapecoense 
Foto: Reprodução/ YouTube/ Telemedellín+

"Não nos esqueceremos a forma como os colombianos sentiram como seu o terrível desastre que interrompeu o sonho desse time herói da Chapecoense. Uma espécie de conto de fadas com final de tragédia", afirmou, acrescentando que o país também não esquecerá a postura do Atlético Nacional de pedir que o Chapecoense seja declarado campeão da copa Sul-Americana.

Juan Carlos de la Cuesta, presidente do Atlético Nacional, prestou sua solidariedade às famílias de todas as vítimas e pediu união no futebol. “Hoje é um momento para convidar à reflexão, a saber que o mais importante é a vida, a saber que a união, a convivência, a convivência no futebol... Se não temos clubes rivais não há futebol, se não temos torcidas rivais, não há festa no futebol. Convidamos para que esse seja o momento para que haja união e convivência no futebol, é o que queremos todos nós”, disse.

Fãs do Atlético Nacional fazem homenagem às vítimas da tragédia com o voo 
da Chapecoense, no estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia 
Foto: AP Photo/Fernando Vergara

Também falaram outras autoridades, como o presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez; o diretor técnico do Atlético Nacional, Reinaldo Rueda; o prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez; o governador de Antioquia, Luis Pérez Gutiérrez.

Ao final, crianças entraram ao campo com balões brancos e os soltaram enquanto os apresentadores liam os nomes das 71 vítimas. Da arquibancada, o público jogou flores no campo.

Acidente

Enquanto eram feitas as homenagens no estádio em Medellín, o secretário de Segurança Aérea da Colômbia, Freddy Bonilla, concedeu uma coletiva de imprensa em que afirmou que o avião Chapecoense estava sem nenhum combustível em seus tanques ao cair e anunciou a abertura de uma investigação.

Os prefeitos de Chapecó, Luciano Buligon, e de Medellín, Federico Gutiérrez, 
se abraçam durante cerimônia às vítimas da queda do avião do Chapecoense 
Foto: Reprodução/ YouTube/ Telemedellín+

Uma das linhas de investigação para a queda, segundo Bonilla, é ter havido pane seca, quando a falta de combustível faz parar os sistemas elétricos da aeronave.

Uma gravação divulgada pela imprensa colombiana nesta quarta mostra conversa entre um dos pilotos do voo em que ele pede prioridade à controladora de tráfego aéreo justamente em razão da falta de combustível.

Equipes de resgate leva corpos embalados após retirá-los dentre os destroços do 
avião da LaMia perto de Medellín, na Colômbia - Foto: Raul Arboleda/AFP

O avião havia saído de Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) e ia para o aeroporto José María Córdova, em Medellín. O avião havia sido fretado pela Chapecoense.

A tripulação do LaMia pediu prioridade para pouso às 0h48 (horário de Brasília). Mais tarde, declarou emergência.

Segundo Bonilla, o avião bateu em baixa velocidade contra a montanha, 250 km/h, o que permitiu ter havido sobreviventes --eles estavam em posições diferentes da cabine de passageiros, disse. Ele acrescentou que não recebeu, até o momento, denúncias de irregularidades contra a LaMía.

Infográfico Chapecoense (Foto: Editoria de Arte/G1)
Fonte: G1

Cursos Online na área de Ciências Biológicas e da Saúde

Noite de homenagens na Arena Condá tem arquibancadas lotadas e festa digna de título em Chapecó

Foto: Nelson Almeida / AFP
01/12/2016

Quando o pé direito do goleiro Danilo salvou uma bola debaixo da trave e colocou a Chapecoense na final da Sul-Americana, há sete dias, parecia que a Arena Condá tinha o tamanho do Maracanã. Nenhum torcedor da Chape diria o contrário naquela noite. A classificação histórica diante do tradicional San Lorenzo e o "milagre" nos segundos finais, logo contra o time do Papa, desenharam o estádio da cidade no mapa do futebol mundial. A Chapecoense ainda ganhava por antecipação algo que jamais caberia numa sala de troféus: virou o segundo time de todo brasileiro.

A casa da Chape, que vinha embalada para a inédita final, voltou a ficar cheia nesta quarta-feira à noite. Refletores ligados, arquibancadas lotadas e uma multidão de verde e branco por todos os lados. Mas, desta vez, o ídolo Cleber Santana não estava em campo e sequer havia traves para Danilo repetir seus milagres. A Arena Condá abriu os portões para lembrar e homenagear aqueles que partiram na tragédia. A Chapecoense entraria em campo justamente nesta quarta-feira, na Colômbia, pela primeira partida da final contra o Atlético Nacional.

Por alguns momentos, foi como se o time do técnico Caio Júnior estivesse em campo. Teve batuque de tambor, gritos de guerra e, quem diria, até aplausos quando a torcida do Atlético Nacional apareceu em um vídeo no telão. Cenas que se repetiram em Medellín, ao mesmo tempo, numa noite de homenagens no campo do time colombiano.

A noite na Arena Condá também teve silêncio para ouvir as palavras de conforto dos pastores Claudir, Bartolomeu e do padre Igor.

— Deus ama a cidade de Chapecó e há de dar a ela um novo dia, um novo sentido, uma nova vida — anunciou o pastor Bartolomeu.


Foto: Nelson Almeida / AFP

O padre Igor, uma espécie de torcedor símbolo pela devoção particular ao time da cidade, convocou a torcida a gritar "sou Chapecoense, com muito orgulho, com muito amor". Lembrou que "as alegrias" e as "horas mais difíceis" dividem o mesmo trecho no hino do clube. Também pediu que os torcedores acendessem os celulares. Pela altura da festa, algum desavisado no lado de fora poderia jurar que o time da casa acabava de conquistar mais um título.

Atletas das categorias de base entraram em campo abraçados, deram a volta olímpica acompanhados de crianças e levantaram os quatro cantos das arquibancadas. Claro que o garotinho vestido de índio, mascote oficial da Chape, também fez parte da celebração e foi uma atração à parte.

O que levou o estádio às lágrimas, no entanto, foi o anúncio de uma escalação que nunca mais vai se repetir. Cada integrante da delegação enviada à Colômbia teve o nome anunciado no telão. Além de jogadores, comissão técnica e convidados foram lembrados. Todos os jornalistas mortos na tragédia também receberam aplausos.

A noite não teve adversário e terminou sem placar, é verdade, mas a torcida foi embora com a certeza de que o futebol pode ser muito mais do que vitórias ou derrotas.

Fonte: Diário Catarinense

Cursos Online na área de Ciências Biológicas e da Saúde

AFA diz que clubes argentinos poderão ceder jogadores à Chapecoense para reconstrução



01/12/2016

Antes mesmo da CBF, argentinos já externaram total apoio ao time catarinense

A Associação de Futebol Argentino (AFA) emitiu um comunicado na noite desta terça-feira dizendo que os clubes do país estão dispostos a ceder jogadores para reconstruir o plantel da Chapecoense. A entidade também prestou as condolências aos familiares e amigos das vítimas do acidente aéreo.

A Chapecoense viajava rumo à cidade colombiana de Medellín para disputar a final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. O acidente vitimou 71 das 77 pessoas que estavam a bordo do avião. Entre as vítimas estão 22 jogadores e toda a comissão técnica.

“A AFA, assim como as instituições que a integram, estendem a mão à Chapecoense e à toda a comunidade de Chapecó, que passam por uma tragédia irreparável e merecem a solidariedade das federações irmãs. É por isso que os clubes põem à disposição a cessão de futebolistas para ajudar na reconstrução de um plantel que será honrado por todos”, diz a nota da AFA.

O avião Avro RJ-85, de fabricação britânica, e que era pertencente à Lamia, uma empresa de capital venezuelano e com sede na Bolívia, havia transportado a seleção argentina há 18 dias, após a derrota por 3 a 0 para o Brasil, nas Eliminatórias à Copa do Mundo de 2018. Outros clubes argentinos também utilizavam a aeronave com frequência.

Na Copa Sul-Americana, a Chapecoense surpreendeu dois times argentinos para alcançar a final da competição. O time superou o Independiente, nos pênaltis, nas oitavas de final, e eliminou o San Lorenzo na semifinal do torneio.

O maior ídolo do futebol argentino, Diego Armando Maradona, usou um perfil no Facebook para se solidarizar com as famílias das vítimas. “Lamentavelmente, esses rapazes que vinham abrindo caminho à força no futebol pegaram o avião errado. A partir de hoje, sou torcedor da Chapecoense”, afirmou.

Solidariedade – A cessão de jogadores também foi respaldada pelo Libertad, do Paraguai. O clube emitiu uma nota pelo Twitter afirmando que todos os seus jogadores titulares estão à disposição da Chapecoense para a disputa de eventuais compromissos esportivos.

No Brasil, há um movimento capitaneado pelos quatro grandes clubes paulistas – Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Santos – que pede a aprovação de medidas de solidariedade.

Entre as demandas encaminhadas à CBF estão o empréstimo gratuito de atletas à Chapecoense e a defesa de uma imunidade contra o rebaixamento pelos próximos três anos. A peça foi preparada pelo departamento jurídico do Palmeiras.


Cursos Online na área de Ciências Agrárias e da Terra
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...