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Comissão aprova padrão de acessibilidade para uso de calçadas por pessoas com deficiência

03/07/2013

A garantia de acessibilidade às pessoas com deficiência nas calçadas públicas pode passar a ser regulada por lei. A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) aprovou, nesta quarta-feira (3), projeto de lei (PLS 541/2011) do senador Aloysio Nunes Ferreira que estabelece medidas, materiais para construção, adaptações necessárias e sinalização específica para uso destas vias de circulação de pedestres por cidadãos com mobilidade reduzida.

Segundo Aloysio Nunes, não existe uma padronização na legislação federal daquilo que se considera uma calçada acessível. Apesar de a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) já ter definido sua caracterização, o parlamentar observa que, por não ter força de lei, não obriga o gestor público a segui-la na adaptação dos passeios públicos.

“Deficientes físicos, visuais, com deficiências múltiplas ou pessoas com mobilidade reduzida, como, por exemplo, idosos, sofrem grandes restrições quanto a sua mobilidade. Isso ocorre seja porque o sistema de transporte público não é adaptado para transportá-los, seja porque essas pessoas sequer conseguem alcançar o transporte público, uma vez que as calçadas não lhes possibilitam sair de casa”, argumentou Aloysio na justificação do PLS 541/2011.

O fato de o Brasil sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 também serviria de incentivo à padronização das áreas de circulação de pedestres em logradouros públicos. Aloysio Nunes argumentou que estes eventos internacionais criaram a obrigação de se padronizar as calçadas, na perspectiva de facilitar seu uso e o livre trânsito dos turistas nas cidades brasileiras.

O PLS 541/2011 recebeu parecer pela aprovação, com quatro emendas de redação, da senadora Lúcia Vânia, relatora na CDR. A proposta será votada em decisão terminativa pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).



Levantamento avalia calçadas de 11 cidades-sede da Copa


Calçada da cidade do Rio de Janeiro: avaliação ocorreu em 12 capitais 

(crédito: Silvia Pereira/Mobilize Brasil) 
Mobilize Brasil, movimento em prol da mobilidade urbana sustentável, lançará o ranking nesta quinta

25/04/2012

Da redação - São Paulo

O Mobilize Brasil, movimento em prol da mobilidade urbana sustentável, lançará nesta quinta (26), em São Paulo, um levantamento sobre as condições das calçadas em pontos-chave de 11 cidades-sede da Copa do Mundo. No total, 12 capitais brasileiras foram avaliadas -- Goiânia, fora do Mundial, foi incluída entre elas. Cuiabá, que receberá quatro jogos da competição, ficou fora.

Para a composição do Levantamento Calçadas do Brasil, foram escolhidas ruas e áreas com alta circulação de pedestres, como estações de transportes, proximidades de hospitais e ruas comerciais. As áreas avaliadas são todas de urbanização antiga, superior a 50 anos, e já passaram por processos de renovação de infraestrutura.

O estudo, realizado entre fevereiro e abril, é o pontapé inicial da campanha Calçadas do Brasil, iniciativa do Mobilize para estimular a melhoria das calçadas de todo o país.

Coordenador do levantamento, Marcos de Sousa explica que calçadas de boa qualidade são um equipamento fundamental para a mobilidade urbana sustentável. Dados do IBGE (2010) mostram que no Brasil cerca de 30% das viagens cotidianas são realizadas a pé, principalmente em função do alto custo do transporte público. “Além da importância para o transporte, as calçadas funcionam também como um sensor da qualidade de urbanização de uma cidade. Alguns pensadores afirmam que se pode medir o nível de civilização de um povo pela qualidade das calçadas de suas cidades. E há quem diga que as calçadas são melhor indicador de desenvolvimento humano do que o próprio IDH”, diz. 

No levantamento foram observados os seguintes itens, atribuindo-se notas de zero a dez para cada um deles: irregularidades no piso, largura mínima de 1,20 m, conforme norma ABNT, degraus que dificultam a circulação, outros obstáculos, como postes, telefones públicos, lixeiras, bancas de ambulantes e de jornais, entulhos etc, existência de rampas de acessibilidade, iluminação adequada da calçada, sinalização para pedestres, paisagismo para proteção e conforto. 

Outros indicadores de conforto para o pedestre, como o nível de ruído e a poluição atmosférica, não foram considerados, pois exigiriam ferramental técnico não disponível. O levantamento procurou coletar dados observáveis por qualquer pessoa que caminhe pelo o ambiente urbano. O mesmo formulário usado pela equipe do Mobilize Brasil estará disponível para o público, que poderá avaliar as calçadas de outras cidades e publicar os resultados no portal: www.mobilize.org.br. No site também estarão disponíveis informações úteis sobre normas e leis, manuais e guias, entre outras.

Fonte: Portal 2014
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