27/01/2018
Depois de enfrentar um ano difícil no mercado brasileiro em 2016 e uma lenta recuperação em 2017, a Anheuser-Busch InBev, maior fabricante de cervejas do mundo, está otimista com as perspectivas para este ano.
Em entrevista ao Valor, à margem do Fórum Econômico Mundial, em Davos, seu CEO global, Carlos Brito, lembrou dos aumentos de impostos e do impacto que o câmbio provocou nos custos em 2016, quando a Ambev, braço da companhia no país, teve seu pior resultado em uma década.
Para 2018, a média das projeções de quatro bancos - Credit Suisse, Goldman Sachs, UBS e BTG Pactual - é de elevação do lucro da Ambev em 68,9%, para R$ 15 bilhões. Em 2017, os cálculos apontam para uma queda de 29%. Indagado sobre o risco de perder mercado para a holandesa Heineken, que ampliou sua fatia no mercado depois de comprar a Brasil Kirin, dona da Schincariol, Brito disse gostar de concorrência "porque nosso pessoal se anima, mas temos nossos planos e nossas marcas".
O CEO global da AB InBev acredita que a Copa do Mundo na Rússia, em meados do ano, vai impulsionar as vendas nos mercados russo, brasileiro e global. Ontem, o vice-primeiro ministro da Rússia, Vitaly Mutko, disse que deve ser liberada a venda de cerveja em estádios e áreas que abrigam torcedores durante o campeonato de futebol. A cerveja é a segunda bebida mais consumida na Rússia, depois da vodca.

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