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O capitão australiano Lucas Neill comemora ao vencer o Iraque no estádio nacional de
Sydney e se classificar para a Copa do Mundo de 2014 (Daniel Munoz/Reuters)
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18/06/2013
A Austrália conseguiu na manhã desta terça-feira a sua quarta classificação para uma Copa em sua história --já disputou os Mundiais de 1974, 2006 e 2010. E, desta vez, a seleção do país deve estar no Brasil com uma força mais caseira em relação ao torneio disputado na África do Sul.
A equipe disputou a competição em 2010 com apenas dois atletas que jogavam em clubes do país --Jason Culina, do Gold Coast United, e Eugene Galekovic, do Adelaide United. Desta vez, porém, o técnico alemão Holger Osieck visa dar mais oportunidades para os atletas que estão no país.
A seleção australiana pediu para deixar de jogar as eliminatórias da Oceania desde o final da Copa de 2006. O país percebeu que apesar de obter a vaga, não conseguia evoluir. Por isto, decidiu disputar o torneio asiático, que é bem mais forte do que de seu continente.
Os australianos, porém, não são os primeiros a não disputar as eliminatórias dentro de seu próprio continente. Israel, por motivos distintos, briga por uma vaga na Europa.
CASEIRA
Na convocação para a última rodada da eliminatória asiática, Osieck convocou oito jogadores que atuam na própria Austrália. Em 2006, o holandês Guus Hiddink, então técnico da seleção, também optou por uma seleção de 'estrangeiros', já que levou apenas três jogadores que jogavam no país.
Neste time de 2006, predominava os clubes da Inglaterra, que cedeu nove atletas a Hiddink. Em 2010 esse número caiu para seis. Hoje, a equipe tem apenas três jogadores que atuam no futebol inglês.
Mas a verdadeira aposta está nos Estados Unidos. Trata-se do meio-campista Tim Cahill, do New York Red Bulls. Ele é o artilheiro da Austrália em Copas. Tem três gols em seis jogos. É também o único atleta do país a marcar dois gols num mesmo jogo de Mundial --contra o Japão, em 2006.
Isso o coloca como grande estrela da equipe. Tanto que o governador de Nova Gales do Sul, onde fica a cidade de Sydney, resolveu rebatizar a Cahill Expressway, a primeira grande avenida construída em Sydney, para Tim Cahill Expressway, por 48 horas, até o início da partida desta terça-feira contra o Iraque.
"Eu estou extremamente grato e honrado por este gesto do governador em mudar o nome da Cahill Expressway para meu nome e em homenagem à seleção", afirmou Cahill em entrevista na segunda-feira.
Mas o "Socceroos", como são conhecidos, precisam se recuperar dos últimos resultados que não foram assim tão bons. Isso é visível no ranking da Fifa. Chegou a ficar em 20º em março de 2012. Depois disso, vive uma derrocada. Hoje é apenas o 47º.
Fonte: Folha de S.Paulo



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