24/11/2011
O grupo paulista General Shopping erguerá o empreendimento
comercial previsto no projeto de revitalização do Cais Mauá. A companhia de
capital aberto com 13 shopping no País, um deles o Shopping do Vale, em
Cachoeirinha, na Região Metropolitana, já assinou carta de intenção com o
consórcio Porto Cais Mauá Brasil, que terá a concessão para explorar a região
por 25 anos.
O diretor de desenvolvimento da empresa, Marcos Escudeiro,
que assistiu ontem, em Porto Alegre, à transmissão da posse feita pelo
governador Tarso Genro aos concessionários, informou que estão sendo feitos
estudos sobre a área onde será erguido o shopping para dimensionar o tamanho do
investimento e porte da construção. O cronograma da revitalização prevê
concluir até 2014, de olho na Copa do Mundo, a restauração dos armazéns, com
implantação de operações de lazer, e a urbanização.
"Queremos estar aqui", assegurou Escudeiro. O
projeto arquitetônico formulado pelo urbanista e ex-prefeito de Curitiba Jaime
Lerner e pelo escritório b720 do arquiteto Fermín Vásquez, da Espanha, prevê a
implantação do shopping na área entre os últimos armazéns e a Usina do
Gasômetro. "Estamos fazendo estudos de mercado para definir o tipo de
empreendimento. Até dezembro, teremos os valores para definir o plano de investimento
e execução e encaminhar o contrato", antecipou o diretor do grupo
paulista. O levantamento de informações também inclui resultados de perfurações
que estão em andamento no berço do cais para avaliar o impacto da construção.
Os resultados serão decisivos para bater o martelo sobre custos e o projeto
arquitetônico.
"Não sabemos como é a beira do rio Guaíba. O desenho
será feito pelos nossos arquitetos, a partir de referências traçadas na
revitalização", exemplificou o executivo. "A visibilidade do lago e
da usina são importantes", comentou o diretor do General. O empreendimento
poderá ter entre 20 mil e 30 mil metros quadrados de área de venda. No plano de
investimento do consórcio, que soma R$ 560 milhões, o shopping é estimado em R$
100 milhões, cuja cifra não é confirmada ainda pelo grupo paulista. O diretor
da Landside, empresa que reúne os empreendedores espanhóis, Javier Aran,
projeta que em janeiro de 2012 ocorra a formalização do contrato.
Há duas semanas o Estado assinou o contrato com o consórcio,
após a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) liberar do local. O
valor anual de R$ 3 milhões do arrendamento a ser pago pelos empreendedores
será transferido à manutenção da área que ainda tem operação portuária.
O presidente do conselho de administração do Porto Cais Mauá
Brasil, o espanhol José Munné, disse, ao receber o documento da posse, que os
empreendedores vieram para ficar e se enraizar.
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