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Centro Integrado de Comando e Controle Nacional coordena ações de segurança durante a Copa

23/05/2014 

Localizado em Brasília, CICCN é o coração de uma megaestrutura que abrange as 12 cidades-sede e que começa operar integralmente nesta sexta-feira (23.05)



Uma sala de 438 m², com 56 monitores integrados e 300 profissionais trabalhando em regime de escala, ao longo das 24 horas dos sete dias da semana. É com essa estrutura que funciona a área de operações do Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), na sede do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, em Brasília. A função é coordenar e acompanhar as ações de segurança durante a Copa do Mundo, que começam a operar de forma integrada nesta sexta-feira (23.05).

Subordinado à Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (Sesge/MJ), o CICCN é o coração de uma estrutura distribuída pelas 12 cidades-sede. Em cada capital, funciona um Centro Integrado de Comando e Controle Regional. O Rio de Janeiro abriga também o Centro Integrado de Comando e Controle Alternativo, de prontidão em caso de indisponibilidade do primeiro. E Brasília é o local de operação do Centro de Cooperação Policial Internacional (veja quadro).

O CICCN opera desde 13 de junho de 2012, ligado aos centros regionais dos estados que receberam a Copa das Confederações: Bahia, Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. O painel formado pelos 56 monitores integrados está conectado com câmeras, mapas e ferramentas de comunicação das 12 sedes da Copa e dos locais de treinamento, enviadas por 27 centros de comando e controle móveis e 36 plataformas de observação elevada. A comunicação com os outros centros é realizada por meio de sistemas de informática e links especialmente desenvolvidos para a atividade.

A equipe é multidisciplinar. Entre os operadores de segurança pública que trabalham no local estão integrantes das policiais Civil, Federal, Militar e Rodoviária Federal, além de servidores da Agência Brasileira de Inteligência, do Ministério da Defesa e de órgãos de trânsito. Profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), da Força Nacional e bombeiros militares também figuram na lista.

Sala-Cofre

Sala Cofre armazenará informações de segurança dos 12 Centros 
de Comando e Controle (Foto: Iano Andrade/PR)
Dos R$ 27,7 milhões investidos na estrutura física do CICCN, R$ 10,4 milhões foram aplicados na construção da Sala-Cofre, concebida para garantir a proteção dos sistemas e das informações dos equipamentos de informática. O contêiner é resistente a incêndios, fumaça, gás, inundações, disparos de armas de fogo e interferências eletromagnéticas. O centro conta também com dois geradores capazes de abastecer local durante 20 horas em caso de falta de energia.

Inspiração

Para desenvolver o Centro Integrado de Comando e Controle Nacional, o governo federal buscou inspiração em modelos aprovados em outros países. A equipe responsável pelo projeto realizou visitas técnicas à Cidade do México, Londres, Madri, Nova York, capitais que criaram estruturas semelhantes. “Um diferencial do nosso projeto é que não envolve apenas uma cidade, mas 12 capitais, e prevê a coordenação delas”, explica o Secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues.

Legado

O alto investimento não será em vão. O CICCN e os centros regionais continuarão a atender a população brasileira após a Copa do Mundo. O primeiro permanecerá a cargo da União, mas a destinação ainda não foi definida. Os demais serão responsabilidade das secretarias de segurança pública distrital e estaduais. Segundo informações da Sesge, a existência de um centro de comando e controle em uma cidade diminui o tempo de atendimento de uma ocorrência policial ou de emergência.

ESTRUTURA – SEGURANÇA INTEGRADA

Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN)

Localização: Brasília
Função: coordenar e acompanhar as ações integradas de segurança durante a Copa do Mundo.

Centros integrados de comando e controle regionais

Localização: um em cada cidade-sede (são 12 centros)
Função: coordenar e acompanhar as ações locais de segurança durante a Copa do Mundo

Centro Integrado de Comando e Controle Nacional Alternativo (CICCNA)

Localização: Rio de Janeiro
Função: substituir o CICCN em caso de indisponibilidade. Funciona como um backup.

Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI)

Localização: Brasília (nas instalações da Polícia Federal)
Função: gerenciar as informações relacionadas a antecedentes criminais, nacionalidade e a autenticidade de documentos de estrangeiros que ingressem no Brasil. Concentrar as informações relativas às ocorrências e os incidentes envolvendo torcedores estrangeiros.


Conheça o centro de comando e as tecnologias que o Brasil usará para garantir a segurança da Copa de 2014


Há dois meses, o delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues foi nomeado para chefiar o centro
Foto: Carlos Macedo / Agencia RBS
14/10/2013

Centro integrado tem monitores que permitem monitorar várias regiões do país ao mesmo tempo

O cérebro e o coração da segurança da Copa do Mundo no Brasil estão abrigados em um prédio do Ministério da Justiça, localizado no setor policial de Brasília.

De lá será possível analisar, de forma simultânea, no ápice do evento, até 56 pontos do país para zelar pela segurança de delegações, seleções, turistas.

Saiba mais

Por trás da tecnologia de última geração, pulsa o desafio que a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, tem de integrar e coordenar forças diversas em prol de uma meta, a de registrar o Brasil na história do esporte mundial como referência em segurança.

A missão, sustentada por um orçamento de R$ 1,2 bilhão, está nas mãos do delegado da Polícia Federal (PF) Andrei Augusto Passos Rodrigues, nomeado titular da secretaria em agosto. A longa lista de riscos intrínsecos a esse tipo de evento – como ações terroristas, ataques cibernéticos, assaltos, protestos com vandalismo e agressões — não é o que mais sobressalta o secretário.

O maior desafio é que a engrenagem da integração entre todas as instituições envolvidas no plano de segurança se encaixe para funcionar naturalmente. A expectativa é de que em torno de 100 mil servidores estejam aptos a trabalhar nas 12 cidades-sede dos jogos, que se iniciam em 12 de junho de 2014.

A Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), do Ministério da Justiça, está instalada na sede da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no setor policial de Brasília. Pelo formato de seus blocos laterais, o local, inaugurado na gestão da presidente Dilma Rousseff, é conhecido como prédio “pétala”. Já foi concebido com a previsão de que receberia em suas instalações o órgão responsável pela segurança de grandes eventos. As estruturas da secretaria ocupam duas pétalas. Foto: Carlos Macedo/Agencia RBS

Zero Hora conheceu o quartel-general da segurança da Copa do Mundo, inspirado no que existe em outros 12 países. Por três horas, esteve no Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), um órgão estratégico, responsável por monitorar e abastecer de informações os 12 centros regionais já instalados ou sendo construídos no país. O órgão nacional reúne o alto escalão. É só dele que podem partir as decisões de governo, do Ministério da Justiça, sobre qualquer situação crítica de segurança.

Uma parede de olhos

Na sala de gestão de crise, há assentos para ministros e linha direta com a presidente Dilma Rousseff. Entre os membros da secretaria, porém, a torcida é para que o espaço fique sem uso. Que sirva apenas para reuniões ordinárias, sem casos de extrema gravidade a serem tratados.

Um andar abaixo, está o salão que abriga o video wall de 17 metros de comprimento e seis de altura. O equipamento é composto por 56 módulos (telas) e, portanto, pode manter em análise, com boa qualidade de visão, 56 imagens simultâneas de regiões diversas.

Ou, ao contrário, ampliar ao máximo uma única cena para análise dos operadores. Os módulos podem ainda ser divididos em imagens menores, elevando a quantidade de situações sob observação dos representantes de, pelo menos, 15 forças de segurança e de outras áreas que já ocupam posições dentro do comando nacional.

Além de polícias, bombeiros e agentes de trânsito, o cérebro da segurança da Copa também é integrado, por exemplo, por órgãos como a Agência Nacional de Aviação, a Infraero e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária. E ainda chegarão os reforços internacionais, já que a secretaria mantém cooperação para troca de informações com representantes dos países que estarão no Mundial — serão 32 seleções na competição.

Engana-se quem imaginar que o video wall é somente um grande telão de imagens. Perito criminal da PF e coordenador-geral de tecnologia da informação e comunicação da secretaria, Daniel Russo detalha o potencial do equipamento:

— Temos softwares com mapas de planejamento, de gestão de eventos — composto, por exemplo, pela agenda de uma delegação, com dados de percurso e horário e de quem deve estar atuando naquela ação —, e mapas situacionais, que mostram as posições dos policiais, onde há barreiras, onde temos ambulâncias, hospitais, disponibilidade de leitos.

O centro nacional foi inaugurado por Dilma em junho de 2013 e operou com outros seis centros regionais, durante a Copa das Confederações. De lá, foram acompanhadas as manifestações que incendiaram o país durante o torneio. Será de lá que, em 242 dias, autoridades esperam começar a assistir ao sucesso, no Brasil, da maior competição de futebol do mundo. Sem vítimas. E sem arranhões à imagem do país.


Fonte: Zero Hora

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