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COPA 2018: TUNÍSIA BATE PANAMÁ E VOLTA A VENCER EM COPAS DO MUNDO APÓS 40 ANOS

Foto: Filippo Monforte/AFP

28/06/2018

Há 40 anos, a Tunísia vencia seu primeiro e único jogo em Copas do Mundo, derrotando o México pelo placar de 3 a 1. Nesta quinta-feira, o jejum chegou ao fim. Após quatro décadas, em duelo de eliminados, a equipe africana venceu, de virada, o Panamá por 2 a 1, se despedindo da Copa com um belo triunfo.

Com o resultado, os tunisianos voltam para casa com três pontos conquistados e na terceira colocação do Grupo G. Do outro lado, o Panamá deixa a Rússia sem nenhum ponto conquistado, mas orgulhoso por ter disputado seu primeiro Mundial na história. Pelo mesmo grupo, a Bélgica assegurou a liderança, deixando a Inglaterra com a segunda posição.

O primeiro tempo começou disputado, com ambas as equipes dando o máximo e tentando aproveitar todos os lances. A partida era truncada, com o Panamá mantendo maior posse de bola e tentando achar espaços na defesa panamenha, que se mantinha bem postada. O final da primeira etapa, porém, mudou de roteiro e ficou mais agitada, após Rodríguez balançar a rede do goleiro tunisiano Mathlouthi, após desviar no zagueiro Meriah, a quem foi creditado gol contra. A Tunísia iniciou a pressão em busca do gol de empate e chegou a levar perigo, porém acabou indo para intervalo com a desvantagem no placar.

Os tunisianos queriam o empate de qualquer maneira e começaram a segunda etapa começou indo para cima. E foram premiados com o gol logo aos cinco minutos, marcado pelo atacante Ben Youssef. A pressão africana seguiu firme e o time conseguiu a virada com Khazri, aos 20 minutos. O Panamá até tentou chegar ao ataque e garantir pelo menos o empate. Chegou a ter um gol anulado e duas boas chances já nos acréscimos, mas não teve sucesso e viu a Tunísia levar a vitória.

O jogo

Equilíbrio desde o início

O Panamá começou indo para cima, marcando no campo de ataque e tendo uma falta perigosa nos primeiros minutos. A Tunísia, no entanto, logo equilibrou o jogo e não tardou para ter sua primeira chance. Aos cinco minutos,  Sliti fez boa jogada pela esquerda, limpou a marcação e cruzou rasteiro na entrada da pequena área para Ben Youssef desviar, mas o chute saiu fraco e a bola ficou com Penedo.

A partida era lá e cá, com ambas as equipes criando oportunidades. Os tunisianos mantinham maior posse de bola e se colocavam no seu campo de defesa, tentando achar espaços na zaga panamenha, que se fechava bem. Aos 18 minutos, os centro-americanos tomaram um susto, quando Bedoui subiu mais alto que a defesa e cabeceou com perigo, mas Penedo se esticou e fez bela defesa.

Segundo gol panamenho na história das Copas do Mundo

O jogo era truncado, até que o Panamá começou a pressionar os adversários, o que logo surtiu efeito. Aos 32 minutos, Rodríguez chutou de fora da área, a bola desviou em Meriah e enganou o goleiro Mathlouthi e foi para o fundo da rede. O arqueiro até tentou voltar para recuperar a bola e fazer a defesa, mas já era tarde demais e os panamenhos abriram o placar. Apesar da comemoração de Rodríguez, o site da Fifa creditou o gol como contra do zagueiro tunisiano.

Reação tunisiana

A Tunísia passou a pressionar os adversários em busca do gol de empate. Com 38 minutos jogados, o gigante de 1,93m, Ben Youssef, subiu alto na área e aproveitou cruzamento da esquerda, mas a bola acabou saindo por muito pouco.

Dois minutos depois, Khazri recebeu cruzamento na área e chuta de primeira, mas mandou muito longe, perdendo boa chance de deixar tudo igual em Saransk. Aos 45, os tunisianos ainda tentaram uma última vez. Khazri recebeu na grande área, chutou e a bola desvia na zaga. Ele mesmo pegou o rebote e finalizou novamente, parando na defesa de Penedo. Em mais um rebote, Sliti vinha preparado para só empurrar a bola para o gol, mas Torres chegou antes e afastou o perigo na cara do gol.

A busca pelo empate seguiu firme desde o início da etapa complementar. A Tunísia foi para cima e viu o  Panamá se fechar, colocando mais um zagueiro em campo no lugar de um atacante. E não demorou para a rede balançar. Aos cinco minutos, Khazri recebeu de Sliti, viu Ben Youssef entrando livre na pequena área e deu passe preciso para o atacante apenas empurrar para o fundo do gol.

A Tunísia continuava pressionando e teve mais uma oportunidade aos sete minutos, após Khazri ser derrubado por Cummings e a bola sobrar para Ben Youssef, que invadiu a área e chutou firme, mas a bola explodiu na perna do goleiro.

Em meio à pressão africana, quase que o goleiro Mathlouthi se complica, após sai mal do gol e dividir no alto com Tejada. O arqueiro conseguiu afastar, mas a bola sobrou para Bárcenas, que chutou de primeira e a bola explodiu no rosto de Mathlouthi. Contudo, o juiz já havia assinalado falta em cima do goleiro.

Aos 20, Khazri recebeu dentro da pequena área e apenas teve o trabalho de empurrar a bola para o gol vazio, virando a partida para a Tunísia.

Panamá tentou até o fim

Os panamenhos não queriam encerrar sua participação na Copa com mais uma derrota e tentava no gol de empate. Com 27 jogados, Bárcenas marcou um golaço para o Panamá, mas o juiz anulou por uma falta de Tejada na jogada anterior.

Mesmo nos acréscimos, a equipe da América Central não desistia e seguia tocando bola no campo de ataque. Aos 47, Godoy mandou de primeira, mas pegou muito mal na bola e desperdiçou grande chance. Um minuto depois, mais uma oportunidade panamenha em cobrança de falta, que foi defendida por Mathlouthi, decretando o triunfo tunisiano.

FICHA TÉCNICA

PANAMÁ 1 X 2 TUNÍSIA

Local: Arena Mordovia, em Saransk (Rússia)
Data: 28 de junho de 2018 (Quinta-feira)
Horário: 15h (de Brasília)
Árbitro: Nawaf Shukralla (Bahrein)
Assistentes: Abdulla Tulefat (Bahrein) e Taleb Al Marri (Catar)
Cartões amarelos: Ávila, Gabriel Gómez, Tejada (Panamá); Sassi, Badri, Chaaleli (Tunísia)

Gols
PANAMÁ: Meriah (contra) aos 32 minutos do primeiro tempo
TUNÍSIA: Ben Youssef, aos cinco minutos do segundo tempo, Khazri, aos 20 minutos do segundo tempo

PANAMÁ: Jaime Penedo; Adolfo Machado, Román Torres (Tejada), Fidel Escobar e Ovalle; Ricardo Ávila (Arroyo), Gabriel Gómez, Eric Bárcenas, Aníbal Godoy e José Rodríguez; Gabriel Torres (Cummings)
Técnico: Hernán Darío Gómez

TUNÍSIA: Aymen Mathlouthi; Hamdi Nagguez, Bedoui, Yassine Meriah e Haddadi; Ellyes Skhiri, Chaaleli e Ferjani Sassi (Badri); Fakhreddine Ben Youssef, Sliti (Khalil) e Wahbi Khazri (Srarfi)
Técnico: Nabil Maaloul


COPA 2018: JAPÃO CONTA COM EXPULSÃO RELÂMPAGO, BATE COLÔMBIA E SE VINGA DE 2014

Foto: Jack Guez/AFP

19/06/2018 

Na Copa do Mundo do Brasil, em 2014, o Japão foi goleado pela Colômbia por 4 a 1. Na manhã desta terça-feira, na estreia de ambas as seleções no Mundial da Rússia, o time asiático contou com a segunda expulsão mais rápida da história do torneio para se vingar com uma vitória por 2 a 1, em duelo disputado na Arena Mordovia, em Saransk.

Com o resultado, o Japão marca três pontos e divide a liderança do Grupo H com Senegal, que derrotou a Polônia por 2 a 1 no outro jogo da chave, em Moscou.

Pela segunda rodada da Copa do Mundo, Japão e Senegal duelarão pelo primeiro lugar do Grupo H no próximo domingo, às 12 horas, em Ecaterimburgo. No mesmo dia, às 15 horas, Colômbia e Polônia tentarão se reabilitar em Kazan.



O Jogo – Talvez nem o japonês mais otimista sonhava com um roteiro tão favorável à seleção de seu país no início da partida. Aos dois minutos, Osako saiu na cara do goleiro Ospina, que espalmou. No rebote, Kagawa bateu para o gol, mas viu a bola ser desviada intencionalmente pelo braço de Carlos Sánchez, que recebeu o cartão vermelho direto. Na cobrança do pênalti, Kagawa chutou no meio, rasteiro, e abriu o placar para o time asiático.

Em desvantagem numérica, a Colômbia tentou se reorganizar com a entrada do volante Barrios na vaga do meia Cuadrado e passou a apostar na jogada aérea para empatar. Aos 11 minutos, após bola levantada na área, Falcao García esticou a perna esquerda e exigiu defesa de Kawashima. Aos 33, em jogada parecida, o centroavante sul-americano voltou a parar no arqueiro nipônico.

Mas foi pelo chão que a Colômbia obteve o empate. Em disputa pelo alto, Falcao García ‘cavou’ falta perto da ponta direita da área. Aos 38 minutos, Quintero cobrou rasteiro, a bola passou por baixo da barreira e entrou no gol, mesmo com Kawashima alegando que ela não havia ultrapassado a linha. Acertadamente, o juiz validou o tento.

Como era de se esperar, o Japão começou tomando a iniciativa na etapa final. Aos oito minutos, após longa troca de passes, Osako recebeu dentro da área, girou sobre o zagueiro e bateu cruzado. Atento, Ospina caiu rápido para ficar com a bola. Pouco depois, o goleiro colombiano voltou a ser exigido ao praticar grande defesa em chute colocado de Inui.

Diante da pressão que sua equipe sofria, o técnico José Pékerman colocou James Rodríguez no lugar de Quintero. O seu colega Akira Nishino respondeu com a entrada do veterano Honda na vaga de Kagawa. O treinador japonês se deu melhor.

Aos 27 minutos, Honda cobrou escanteio pela esquerda, e Osako subiu mais alto do que os zagueiros colombianos para testar no canto direito, sem chances para Ospina. Na base do abafa, os sul-americanos chegaram com algum perigo em chute de James Rodríguez, mas não conseguiram buscar o empate, e os asiáticos celebraram sua primeira vitória no Mundial da Rússia.


FICHA TÉCNICA

COLÔMBIA 1 X 2 JAPÃO

Local: Arena Mordovia, em Saransk (Rússia)
Data: 19 de junho de 2018, terça-feira
Horário: 9h00 (horário de Brasília)
Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia)
Assistentes: Jure Prapotnik (Eslovênia) e Robert Vukan (Eslovênia)
Cartão Amarelo: James Rodríguez (Colômbia); Eiji Kawashima (Japão)
Cartão Vermelho: Carlos Sánchez (Colômbia)
Gols:
COLÔMBIA: Juan Quintero, aos 38 minutos do 1º tempo
JAPÃO: Shinji Kagawa, aos 5 minutos do 1º tempo, e Yuya Osako, aos 27 minutos do 2º tempo

COLÔMBIA: David Ospina; Santiago Arias,  Dávinson Sánchez, Oscar Murillo e Johan Mojica; Jefferson Lerma, Carlos Sánchez, Juan Cuadrado (Wilmar Barrios), Juan Quintero (James Rodríguez) e José Izquierdo (Carlos Bacca); Falcao García
Técnico: José Pékerman

JAPÃO: Eiji Kawashima; Hiroki Sakai, Maya Yoshida, Gen Shoji e Yuto Nagatomo; Makoto Hasebe, Gaku Shibasaki (Hotaru Yamaguchi), Takashi Inui, Genki Haraguchi e Shinji Kagawa (Keisuke Honda); Yuya Osako (Shinjo Okazaki)
Técnico: Akira Nishino


COPA 2018: CUEVA DESPERDIÇA PÊNALTI, E DINAMARCA VENCE O PERU EM SARANSK



17/06/2018

Rússia com vitória neste sábado. Enfrentando o Peru na Arena Mordovia, em Saransk, o conjunto europeu fez um primeiro tempo inferior ao dos rivais, contudo, aproveitou o abalo emocional da seleção peruana, que desperdiçou um pênalti com Cueva quando ainda estava 0 a 0, para se impor e assegurar o importante triunfo por 1 a 0 graças a Poulsen, que balançou as redes aos 13 minutos da etapa complementar.

De volta à Copa do Mundo após 36 anos, Cueva não conteve a emoção após desperdiçar o pênalti no fim do primeiro tempo e foi para o intervalo aos prantos. Guerrero e outros companheiros tentaram consolar o meio-campista do São Paulo, que até tentou se redimir na etapa complementar, mas não teve muito sucesso.

Já a Dinamarca ganhou confiança para o restante da fase de grupos. Ciente do favoritismo da França, o time entrou em campo neste sábado ciente da importância de vencer o Peru, principal concorrente pela segunda vaga para as oitavas de final no Grupo C, e fez o dever de casa.

O Peru volta a entrar em campo na próxima quinta-feira, quando encara a França, em Ecaterimburgo, às 12h (de Brasília). A Dinamarca volta a jogar no mesmo dia, um pouco mais cedo, às 9h, contra a Austrália, em Samara.

Primeiro tempo

Reestreando em Copas do Mundo após 36 anos, a seleção peruana começou a partida com bastante ímpeto e foi quem mais ameaçou nos primeiros minutos. A Dinamarca, por sua vez, conseguiu lidar com a pressão, obrigando os adversários a terem de arriscar de longa distância devido à falta de espaço no setor ofensivo. Aos sete, Yotún bateu da intermediária, obrigando Schmeichel a fazer a defesa. Depois, foi a vez de Carrillo fazer o arqueiro rival trabalhar.

Ainda que tenha sido melhor durante os primeiros 45 minutos, o Peru só foi pisar na área da Dinamarca aos 28, quando Farfán recebeu passe açucarado após Cueva fazer o pivô, porém, justo na hora que finalizou acabou sendo travado por Kjaer, que deu o carrinho no tempo certo para evitar o arremate promissor do sul-americano.

Não bastasse a pressão dos peruanos, a Dinamarca também teve de lidar com a saída de Kvist, que se machucou após dividida com Farfán e deu lugar a Schone. E foi justamente o atleta que entrou no decorrer da partida que pôde mudar um pouco a dinâmica da disputa, assustando o goleiro Gallese pela primeira vez, de fato, aos 38 minutos, quando aproveitou o rebote da cobrança de falta de Eriksen, que explodiu na barreira, para mandar de primeira para o gol e obrigar o arqueiro rival a fazer a defesa em dois tempos.

O lance capital do primeiro tempo, contudo, só aconteceu aos 43 minutos, pouco antes de as equipes irem para o intervalo. Cueva recebeu dentro da área, driblou o adversário, mas acabou derrubado. Depois de mandar o jogo seguir, o árbitro acabou optando por consultar o árbitro de vídeo, voltou atrás, e marcou a infração a favor do Peru. O próprio camisa 8 foi para a cobrança, porém, chutou por cima do travessão e na saída para os vestiários não resistiu, indo às lágrimas por conta do seu chute falho.

Segundo tempo

No início da etapa complementar quem deu o tom da partida foi a Dinamarca. Ciente do abalo emocional dos adversários após o pênalti perdido pouco antes do intervalo, os europeus partiram para cima da seleção peruana, mas esbarraram nas limitações técnicas do time.  Somente aos 13 minutos as coisas, enfim, deram certo para o time de Eriksen, Schmeichel e companhia. Poulsen recebeu na ponta esquerda, livre, invadiu a área e tocou na saída do goleiro Gallese, abrindo o placar em Saransk.

Em desvantagem, a seleção peruana reagiu pouco tempo depois. Cueva saiu em contra-ataque e acionou Flores na esquerda, que, por sua vez, bateu de primeira, cruzado, forçando Kasper Schmeichel a fazer ótima defesa e provar que não está sob a meta dinamarquesa somente por ser filho de Peter Schmeichel, um dos melhores goleiros de sua geração.

Tentando de qualquer maneira buscar ao menos o empate, o técnico Ricardo Gareca acabou recorrendo a Guerrero, que iniciou o confronto no banco de reservas. O maior artilheiro da seleção peruana, com 34 gols em 88 jogos, não precisou de muito tempo para empolgar a torcida sul-americana, em peso na Arena Mordóvia. Aos 19 minutos, o atacante do Flamengo recebeu cruzamento na medida e cabeceou firme, com perigo, mas a bola acabou nas mãos de Schmeichel.

Um pouco mais tarde, aos 33 minutos, Cueva fez boa jogada individual pela esquerda e Guerrero ficou com a sobra. De costas para o gol, o atacante resolveu finalizar de calcanhar, mandando rente à trave esquerda do goleiro adversário, que só acompanhou. Já aos 38 foi a vez de Farfan receber rasteiro na entrada da área e bater de primeira, vendo Schmeichel fazer outra excelente defesa, agora com o pé direito.

Diante da forte presença da seleção peruana no campo ofensivo, a Dinamarca apostou no contra-ataque como forma de matar o jogo e quase fez o segundo aos 42 minutos com Eriksen, que saiu na cara do goleiro, mas, ao contrário de Poulsen, não conseguiu estufar as redes, sendo bloqueado pelo arqueiro rival. Assim, coube aos europeus se segurarem nos instantes finais para saírem de campo com os três pontos.

Arte: AFP

FICHA TÉCNICA

PERU 0 X 1 DINAMARCA

Local: Arena Mordovia, em Saransk (RUS)
Data: 16 de junho de 2018, sábado
Horário: 13h (de Brasília)
Árbitro: Bakary Gassama (GAM)
Assistentes: Jean Claude Birumushahu (BDI) e Abdelhak Etchiali (ALG)

Gols: Poulsen, aos 13 minutos do 2ºT (Dinamarca)
Cartões amarelos: Delaney e Poulsen (Dinamarca); Tapia (Peru)

PERU: Gallese; Advincula, Rodriguez, Ramos e Trauco; Tapia (Aquino) e Yotun; Carrillo, Cueva e Flores (Guerrero); Farfan (Rui Díaz)
Técnico: Ricardo Gareca

DINAMARCA: Schmeichel; Dalsgaard, Kjaer, Christensen (Jorgensen) e Stryger; Kvist (Schone), Eriksen e Delaney; Poulsen, Jorgensen e Sisto (Braithwaite)
Técnico: Age Hareide   


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