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Fábio Koff no Olímpico, onde viveu suas maiores conquistas
(Foto: Wesley Santos / Agência PressDigital)
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12/05/2018
Maior presidente da história do clube, Fábio Koff recebeu homenagens de amigos e familiares; dirigente morreu na quinta-feira, aos 86 anos
Por GloboEsporte.com, Porto Alegre
Familiares, amigos e torcedores do Grêmio se despediram de Fábio Koff nesta sexta-feira, em velório realizado na Arena e em uma cerimônia reservada à família no Crematório Metropolitano de Porto Alegre. O ex-presidente morreu na manhã da última quinta-feira, aos 86 anos, após ser internado no Hospital Moinhos de Vento, com um quadro de infecção generalizada.
O velório ocorreu no hall da esplanada da Arena e reuniu gremistas de todas as gerações para se despedir de Koff. O carro fúnebre que transportou o corpo do ex-presidente deixou a Arena por volta das 11h, após a encomendação realizada pelo frei Luciano, e passou pelo Estádio Olímpico, em um última homenagem ao maior presidente da história do clube. O veículo foi escoltado por batedores da Brigada Militar até o Crematório Metropolitano.
Homenagens e carinho
O velório do ex-presidente gremista ocorreu durante a tarde noite de quinta-feira e a manhã desta sexta. O corpo de Koff chegou ao estádio sob aplausos dos cerca de 100 torcedores que esperavam na esplanada. Os gremistas logo entoaram cânticos em homenagem ao ex-presidente.
Além de torcedores, familiares, amigos e um sem-fim de gremistas ilustres foi à Arena para se despedir de histórico ex-presidente. O técnico Luiz Felipe Scolari, o Felipão, o presidente Romildo Bolzan, o vice de futebol e ex-presidente Duda Kroeff, os campeões do mundo Baidek, Mazaropi e Tarciso, e o superintendente de futebol do clube, Antônio Carlos Verardi – o funcionário mais antigo do clube – estiveram presentes. O atual presidente do Inter Marcelo Medeiros e os ex-presidentes Fernando Carvalho e Giovani Luigi também marcaram presença.
– Era uma pessoa que de cada situação que vivia, cada presidência que vivia, de cada time que montava, de cada ambiente que convivia, tinha tudo muito articulado. Tudo era uma causa. Não era um fato informal. Não tinha nada de improviso. Era homem extremamente inteligente para perceber os ambientes e contorná-los – comentou o presidente Romildo.
Multicampeão no Grêmio ao lado de Koff nos anos 90, Felipão era um dos mais emocionados no velório. Tratou Koff como um “pai no futebol” e agradeceu os inúmeros ensinamentos recebidos do ex-dirigente, com quem conquistou a Libertadores e o Brasileirão, entre outros títulos.
– Daria um livro de história, de relacionamento pessoal, de ensinamento. Eu considero outro pai. É um pai que tive no futebol. O que eles nos ensinou, a forma como ele tinha rumos bem norteados que nós seguíamos. Foi uma tristeza muito grande para nós. Mas a vida segue – disse Felipão.
Aos 86 anos, Fábio Koff morreu às 7h20 da manhã desta quinta-feira, após ser internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, com um quadro de infecção generalizada. O ex-presidente gremista enfrentava problemas de saúde desde 2015. Nesse ano, passou quase três meses internado no mesmo hospital por problemas respiratórios. Deu entrada no dia 22 de abril e recebeu alta em 13 de julho, alternando idas e vindas ao CTI. Em 2016, passou mais 42 dias internado por complicações respiratórias.
A trajetória no clube
Nascido em 13 de maio de 1931, em Bento Gonçalves, na serra gaúcha, Fábio Koff se formou em Direito e foi juiz em diversas cidades do interior do Rio Grande do Sul. Gremista apaixonado, era sócio do clube desde os anos 1950. Entrou no Conselho do clube pela mão de outro outro presidente histórico, Hélio Dourado, falecido em agosto de 2017.
O primeiro cargo foi em 1976, como vice de futebol de Dourado. Desde então, esteve presente em grandes momentos da história do Grêmio. Tinha uma forte relação com Renato, autor dos gols na vitória por 2 a 1 sobre o Hamburgo, na final do Mundial de Clubes, e atual técnico. E especialmente com Luiz Felipe Scolari, técnico da dourada década de 1990 e aposta pessoal do presidente.
Koff foi presidente do clube em três momentos: primeiro, em 1982, sendo o mandatário no título da Libertadores e do Mundial no ano seguinte. Em sua segunda passagem, após se recuperar de um problema de saúde, comandou o clube entre 1993 e 1996, com Felipão como técnico. Foi campeão da Libertadores novamente, do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana, além de taças estaduais.
Sua terceira passagem iniciou em 2013, após derrotar Paulo Odone nas eleições. Investiu forte para tentar conquistar o tri da Libertadores no ano seguinte, mas o Grêmio acabou eliminado nas oitavas de final pelo San Lorenzo. Não concorreu à reeleição e lançou o nome do atual mandatário, Romildo Bolzan Júnior, seu antigo vice-presidente e presidente no tri da Libertadores.

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