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(Foto: Nelson Almeida/AFP)
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10/09/2017
Por Bene Turco, Gazeta Esportiva
Um jogador formidável é Neymar. Gabriel Jesus pode tornar-se um craque. Talento, o jovem do Manchester City já provou que tem. Penso não ser exagero considerarmos que Neymar e Gabriel Jesus os principais nomes revelados pelo futebol brasileiro desde o ano 2000.
Claro que houve outros, e alguns pareciam que seriam até, o que Neymar é hoje. Falo, aqui, entre outros, especialmente de Robinho, muito bom jogador, mas que não alcançou um lugar entre os melhores do mundo.
Neymar, como Robinho, também foi revelado no Santos e é a sensação do começo desta nova temporada, agora como protagonista no Paris SG. Mas, vamos ser justos, ele já jogava o “fino do bola” (frase com que se elogiava Ademir da Guia nos anos 1960) no Barcelona. Isso, mesmo com a companhia de nomes como Messi.
Não sei se Neymar será eleito o “Melhor do Ano” em 2017 ou depois, mas todo mundo concorda que sua presença, em forma, é, talvez, a única esperança de que a Seleção do Brasil dispõe de disputar com alguma chance o título da Copa da Rússia, no ano que vem.
Ninguém pode ignorar a competência com que Tite vem conduzindo a equipe nacional nas seletivas da Copa do Mundo. Tanto que, sob seu comando, o time deixou sua posição desconfortável nas eliminatórias sul-americanas para tornar-se líder absoluto da chave, tendo já garantido seu lugar na Copa. Assim, não será destaque vez que o Brasil deixará de ostentar a condição de “única Seleção a ter disputado todos os Mundiais já realizados”.
Não é suficiente para contentar os fãs do futebol nacional, que produziu tantos craques que, por quase um século, encantaram várias gerações de brasileiros. Mas, se considerarmos que, com todos os mandos e desmandos, o time da Copa de 2014 chegou à disputa do terceiro lugar, com Tite, Neymar e, possivelmente, Gabriel Jesus, a seleção de 2018 poderá fazer uma Copa digna.


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