12/02/2014
Enrique Peña Nieto levanta a taça do Mundial, brinca com a Seleção, e diz que México passa por transformações. Hugo Sánchez projeta ida à segunda fase
De um lado, a confiança da qual só uma seleção que se tornou carrasca do Brasil pode desfrutar. Do outro, a cautela de quem se classificou com extrema dificuldade para a Copa do Mundo de 2014. Assim se divide o discurso dos mexicanos em relação ao torneio. Durante evento no Palácio Nacional, na Cidade do México, em que levantou a taça do Mundial, o presidente do país, Enrique Peña Nieto, chegou a provocar o Brasil, mas o ex-atacante Hugo Sánchez revelou menor expectativa com a El Tri e pediu o retorno dos jogadores que atuam no exterior.
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O presidente do México Enrique Peña Nieto levantou a taça da Copa
de 2014 em evento na capital do país (Foto: EFE)
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Sánchez, que brilhou pelo Real Madrid na segunda metade dos anos 1980, manteve os pés no chão. Para o ex-jogador, o México tem condições de enfrentar o Brasil e passar para a segunda fase, mas precisa rever a ideia de convocar apenas jogadores da liga local, algo feito como medida emergencial na repescagem das eliminatórias contra a Nova Zelândia, após a campanha ruim na Concacaf. O atacante Carlos Vela, do Real Sociedad, já está fora dos planos.
- Nosso bom retrospecto contra o Brasil dá confiança para o jogo da primeira fase, mas é preciso contar com todos os jogadores, até com os que jogam na Europa. Podemos fazer uma boa campanha e chegar à segunda fase - analisou Sánchez.
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O presidente mexicano posa ao lado de Hugo Sánchez, ex-jogador que
atuou pelo Real Madrid nos anos 80 (Foto: EFE)
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Peña Nieto seguiu o exemplo de outros chefes de estado que levantaram a taça da Copa e chegou a falar em conquistar o Mundial, numa espécie de revanche com o Brasil, que conquistou o troféu em 1970 em solo mexicano. Depois, em referência aos problemas da seleção, o político ressaltou que falta mais confiança do país em sua própria seleção.
- Espero que o México vá ao Brasil e traga a Copa, assim como o Brasil fez no México em 1970. Temos uma seleção que passou por um processo muito complexo para se classificar. O México está num processo de transformação, de renovar nossa confiança em nós mesmos, de crer que somos capazes de estar entre os melhores do mundo.
O evento realizado no México foi o último do Tour da Taça no país. Na quarta-feira, o troféu será levado ao Canadá, onde permanecerá por três dias. Depois, o destino é a Europa, começando pela Espanha.
Fonte: Globo Esporte



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