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Segurança na Copa em pauta em Florianópolis

© AFP
21/02/2014

As questões relativas à segurança durante a Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 foram um dos assuntos fundamentais colocados em pauta no Seminário das Equipes em Florianópolis, e os resultados das discussões, assim como os planos de ação apresentados às federações, foram levados a público numa entrevista coletiva nesta quinta-feira. Veja as principais declarações:

Ralf Mutschke, diretor de segurança da FIFA
“Para ter os padrões mais altos de seguranças, é fundamental ter a colaboração de diferentes autoridades e órgãos. É isso que a FIFA tem feito perante o COL e seus vários agentes.

Durante este Seminário das Equipes, houve enorme demanda da parte dos times, e acreditamos que a maioria das questões foram respondidas de forma bastante satisfatória. Esse é o nosso foco, além de outro assunto, que é  a justiça no futebol. A FIFA adotou uma política de tolerância zero diante da manipulação de resultados e tem adotado parcerias com diferentes instituições, como a com a Interpol, para prevenir e educar a respeito da manipulação de resultados, inclusive na Copa do Mundo da FIFA.

Não vamos reduzir nossa delegação, nos esconder ou esconder nossos símbolos. Não nos sentimos, de fato, como um alvo primário dos manifestantes. Claro que os protestos se relacionaram à Copa das Confederações e ao fato de o Brasil e o mundo terem seus olhos voltados para a competição, mas não nos sentimos como alvos. Pelo contrário, estamos orgulhosos de estar aqui no Brasil.”

Hilario Medeiros, gerente geral de segurança do COL
“Fizemos as apresentações dos interlocutores e das políticas de segurança que serão adotadas – e isso foi bem recebido pelas 32 federações, de uma forma que deixa bem claro como o Brasil está pronto com todas as suas diferentes instituições e com a segurança privada, que contará com 20 mil homens treinados na segurança de eventos.”

Andrei Rodrigues, Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge) do Ministério da Justiça
“A palavra-chave da ação de segurança publica para a Copa do Mundo é integração: entre os ministérios de Casa Civil, da Justiça e da Defesa, o COL/FIFA, a participação do GSI (Gabinete de Segurança Institucional) e da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), além dos comitês de coordenação de segurança integrada. Serão 150 mil profissionais de segurança pública e das Forças Armadas, num investimento de R$ 1,17 bilhão da Sesge e R R$ 708 milhões do Ministério da Defesa. E algo importante: trata-se de recursos aplicados exclusivamente em benefícios que servem para a segurança cotidiana da população, de modo que vemos um legado antecipado do evento, com equipamentos e conhecimentos já sendo utilizados pelos estados em ações concretas.

Existem, de fato, dois tipos de legado: o material, ou seja, os equipamentos, e aquele que, para mim, é o mais importante, o imaterial, que se traduz na capacidade de integração entre diferentes agências e entre os níveis federal, estadual e municipal de governos, algo que pôde ser visto ao longo destes dias em Florianópolis e que permanecerá como conhecimento adquirido para o futuro.

Temos uma grande preocupação, que não são as manifestações em si – já que essas são um exercício da democracia -, mas a de coibir ações violentas dentro dessas manifestações. A Copa das Confederações foi um exemplo disso: tivemos um dia em junho em que havia mais de 1 milhão de pessoas nas ruas e mais de 50 mil agentes trabalhando. E, no entanto, o andamento da competição não foi afetado, assim como nenhuma delegação e não houve ferimentos por conta da ação de qualquer desses agentes.”

General Jamil Megid Junior, coordenador do Ministério da Defesa para Grandes Eventos
“Dentro das funções atribuídas ao Ministério da Defesa, temos foco especial em três áreas: defesa de estruturas estratégicas, força de contingência e prevenção e combate ao terrorismo. Estamos ativando 12 comandos regionais que vão atuar nas cidades-sede e Centros de Treinamento de Seleções, todos em contato com o Centro de Operações Permanente do Ministério da Defesa, em Brasília – que já está trabalhando tendo como objetivo principal a Copa. Agora, em abril e maio, estamos trabalhando a preparação de nossas forças, seguindo à risca o cronograma de um planejamento que vem sendo feito há mais de dois anos. Diante disso, foi uma satisfação ver que os chefes de segurança das 32 equipes entenderam nosso sistema e se mostraram confiantes com nossa preparação para recebê-las em junho e julho.”

Fonte: FIFA

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